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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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CCBB-SP apresenta exposição do pintor italiano Giorgio Morandi

São Paulo, por Kleber Patricio

“Natura morta”, 1949 – óleo sobre tela 30,0 x 40,0 cm – Coleção Istituzione Bologna Musei/Museo Morandi.

Com uma investigação profunda da cor e da luz permeando sutilezas, Giorgio Morandi se dedicou intensamente na pintura de naturezas-mortas, especialmente de conjuntos de garrafas. Seu estilo ficou marcado por uma obra que reflete sobre o tempo e as relações produzidas pelo olhar. Esse universo será representado em O Legado de Morandi, que entra em cartaz dia 22 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. Com curadoria da dupla Alberto Salvadori e Gianfranco Maraniello, a mostra reúne obras que vieram diretamente do Museo Morandi, localizado na cidade de Bolonha. O artista também participa da 34ª Bienal de São Paulo, que poderá ser visitada gratuitamente no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, até 5 de dezembro de 2021.

“O percurso expositivo apresenta uma variedade de obras diversas – entre pinturas, aquarelas, desenhos e gravuras – que formam uma métrica composta por contínuas referências formais e variações tonais e trazem à luz os temas examinados por Morandi desde os primórdios até a maturidade: naturezas mortas, flores e paisagens, os temas privilegiados da sua contínua pesquisa de novas modalidades representativas e objetos de uma indagação extremamente atual sobre a linguagem pictórica e gráfica e sobre as infinitas relações possíveis entre volumes, espaço, luz e cor”, ressalta o curador Gianfranco Maraniello.

O artista tinha particular interesse pelas pinceladas de Paul Cézanne, André Derain, Douanier Rousseau, Pablo Picasso e Georges Braque, além de mestres da tradição italiana como Giotto di Bondone, Masaccio, Paolo Uccello e Piero della Francesca. A sua pintura foca numa gama bastante reduzida de temas, como as vistas do povoado de Grizzana ou as célebres naturezas-mortas de garrafas e potes. Nas obras, é possível ver as sutis mudanças na luz da tarde, a poeira que se deposita nos objetos ea passagem do tempo, que se faz visível na própria matéria das garrafas que reaparecem uma e outra vez, quadro após quadro, ano após ano.

Tombo na coleção: Vitali n. 1107 – “Natura morta”, 1958 – óleo sobre tela 20,0 x 30,0 cm Coleção Istituizione Bologna Musei/Museo Morandi.

Essa exposição proporciona um reencontro de Morandi com o Brasil, pois o artista recebeu o Prêmio de pintura na IV Bienal de São Paulo em 1957. “É uma oportunidade para prolongar o tempo e o olhar sobre a sua obra para além do contato excepcional de 1957. Uma tentativa de oferecer novas possibilidades de adquirir familiaridade com as séries pictóricas e retraçar os motivos da sua “ordem”, graças ao extraordinário volume de patrimônio e de iniciativas que qualificam o Museu dedicado ao artista por sua cidade natal”, comenta Maraniello.

No térreo do CCBB, uma reprodução fotográfica em grande formato de Luigi Ghirri levará o público a ter a sensação de estar no ateliê do próprio Morandi. Na exposição, o público ainda pode conferir obras de outros artistas que se inspiraram no trabalho de Morandi, como Josef Albers, Wayne Thiebaud, Franco Vimercati, Luigi Ghirri, Rachel Whiteread e Lawrence Carroll.

De acordo com Maraniello, todos foram impactados pelo trabalho do pintor italiano e mostram a capacidade de atingir várias gerações. “A autonomia e a irredutibilidade do percurso de Morandi constituem a exemplaridade de uma resiliência que desarticula os paradigmas da vanguarda e das neovanguardas, apresentando-se nos contextos interpretativos da China, do Japão, da Coreia do Sul que, em anos recentes, têm acolhido com grande entusiasmo exposições promovidas em colaboração com o Museu Morandi”, finaliza.

Tombo na coleção: Vitali n. 971 – “Natura morta”, 1955 – óleo sobre tela 25,5 x 40,5 cm – Luciano Pavarotti Collection – Temporary loan from Cristina and Giuliana Pavarotti at Istituizione Bologna Musei – Museo Morandi.

Na história das artes visuais do século 20, Morandi ocupa um lugar especial como expoente destacado de uma linhagem de artistas cuja obra se impõe, num mundo cada vez mais cacofônico e ruidoso, pela reiteração silenciosa, a parcimônia, a simplicidade. A pintura de Alfredo Volpi, o cinema de Yasujirō Ozu ou a poesia de João Cabral de Melo Neto são exemplos de produções afins à de Morandi, em que as coisas se apresentam pelo que elas são, como se isso fosse simples.

Sobre Giorgio Morandi | Nasce em 20 de julho de 1890 em Bolonha, cidade onde passa toda a sua vida. Nas primeiras pinturas, a partir dos anos 1910, mostra a sua precoce atenção aos impressionistas franceses, em particular Cézanne e, logo depois, Derain, Douanier Rousseau, Picasso e Braque. Volta a sua atenção para a grande tradição italiana, estudando Giotto, Masaccio, Paolo Uccello e Piero della Francesca.

Nos meados dos anos 1910, pinta obras que mostram uma experimentação futurista e, a partir de 1918, passa de maneira muito pessoal por uma breve fase metafísica. Em 1918, entra em contato com a revista e o grupo Valori Plastici, com o qual expõe em Berlim em 1921. A partir dos anos 1920, inicia um percurso pessoal que seguirá com especial coerência, mas também com resultados sempre novos, dedicando a sua pintura apenas a três temas: naturezas mortas, paisagens e flores.

Tombo na coleção: Vitali n. 783 – “Natura morta”, 1951 – óleo sobre tela 39,0 x 45,0 cm – Coleção Istituzione Bologna Musei/Museo Morandi.

Em 1930, obtém a cátedra de técnica da gravura na Accademia di Belle Arti de Bolonha, cargo que manterá até 1956. Inicialmente apoiado e admirado por literatos, em 1934 é apontado por Roberto Longhi como “um dos maiores pintores vivos da Itália”, por ocasião da sua aula inaugural na Universidade de Bolonha. Em 1939, recebe o Segundo Prêmio de pintura na III Quadrienal romana.

Em 1943, durante a guerra, deixa Bolonha e se refugia em Grizzana, onde permanece até 25 de julho de 1944. Durante esse período, pinta numerosas paisagens. Em 1948, depois de expor ao lado de Carrà e De Chirico na Bienal de Veneza, recebe o prêmio de pintura da Comuna de Veneza.

Em 1953, recebe o Primeiro Prêmio de gravura na II Bienal de São Paulo, em que participa com 25 águas-fortes. Em 1957, a Bienal de São Paulo lhe confere o Grande Prêmio de pintura, à frente de Chagall. No último decênio, chega a uma pintura cada vez mais rarefeita. Morre em Bolonha em 18 de junho de 1964.

Sobre a 34ª Bienal | Com curadoria geral de Jacopo Crivelli Visconti, a 34ª Bienal – Faz escuro mas eu canto, iniciada em fevereiro de 2020, vem se desdobrando no espaço e no tempo com programação tanto física quanto on-line e culminará na mostra coletiva que vai ocupar todo o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, a partir de setembro de 2021, simultaneamente à realização de dezenas de exposições individuais em instituições parceiras na cidade de São Paulo. Até 5 de dezembro de 2021. Entrada gratuita.

Serviço:

O Legado de Morandi

Período expositivo: De 22 de setembro até 22 de novembro

Ingressos: agendamento através do app ou site Eventim

Classificação Indicativa: Livre

Entrada gratuita

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo:

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo/SP

Aberto todos os dias, das 9h às 18h, exceto às terças

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento Conveniado e Translado: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). No trajeto de volta, tem parada na estação República do Metrô

bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_sp | facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp

(Fonte: Assessoria de imprensa do CCBB SP)

Festival de Rock Virtual de Indaiatuba 2021 tem inscrições abertas até 3 de outubro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Banda Stupid venceu a edição 2020 do Festival de Rock Virtual. Foto: Divulgação.

Já estão disponíveis o Edital de Participação e a Ficha de Inscrição para o Festival de Rock Virtual de Indaiatuba 2021, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Indaiatuba. Como nos últimos anos, o evento compreenderá as seguintes etapas: Inscrição, Eliminatória, Final e Premiação. Para conferir o edital e preencher a inscrição, acesse www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/festival-de-rock/. As inscrições acontecem até o dia 3 de outubro.

“Este é o segundo ano que promovemos o Festival de Rock de maneira virtual. No ano passado, tivemos ótimas bandas e composições, mostrando mais uma vez a qualidade dos músicos de Indaiatuba”, ressalta a secretária municipal de Cultura, Tânia Castanho. “Partimos então para mais uma edição virtual do festival, na esperança de que, em 2022, possamos reencontrar o público com o retorno dos shows presenciais”.

O objetivo do Festival de Rock Virtual de Indaiatuba é assegurar a proteção dos direitos culturais da população durante a situação de emergência em saúde, em virtude das ações de combate à pandemia de Covid-19, assim como incentivar a composição e produção musical, revelando novos talentos.

Podem participar do Festival de Rock Virtual de Indaiatuba 2021 solos, duplas e bandas do respectivo gênero e suas vertentes sediadas no município, sendo que cada participante, músico, compositor ou roadie poderá concorrer apenas com uma composição e/ou ficha de inscrição.

Para se inscrever na categoria Solo, o artista deve ser comprovadamente residente em Indaiatuba. Em Dupla, pelo menos um dos integrantes deve residir no município. Para a Banda, esta obrigatoriedade é válida para 50% de seus integrantes. No caso de compositores, ao menos um dos autores da música concorrente deverá ser comprovadamente residente em Indaiatuba.

As inscrições serão feitas exclusivamente de forma online, via formulário eletrônico, em www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/festival-de-rock/. As inscrições acontecem até o dia 3 de outubro. “É importante que os participantes leiam atentamente o Edital de Participação para que efetuem sua inscrição de forma correta, dentro do prazo estipulado”, destaca Tânia.

Eliminatórias | Na etapa eliminatória, os vídeos dos participantes com inscrições efetivadas serão analisados pela Comissão Julgadora, que seguirá os seguintes critérios de pontuação: Interpretação (expressão musical, afinação, dicção e presença de palco), Composição (letra, estrutura poética, prosódia musical e contexto da obra) e Desempenho Musical (criatividade, arranjo, técnica e entrosamento). Cada critério receberá notas de zero a dez, que poderão ser fracionadas. A divulgação das 12 bandas finalistas acontecerá dia 18 de outubro.

Todas as bandas entram no estúdio para gravação da música concorrente e estes vídeos serão disponibilizados no portal Cultura Online (www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura-online/) entre os dias 29 de outubro e 7 de novembro. As três bandas mais votadas pelos internautas receberão três, dois e um ponto, respectivamente, que serão acrescidos à média da pontuação oferecida pela Comissão Julgadora.

A divulgação do resultado acontece dia 8 de novembro. Os prêmios serão de R$6 mil para o primeiro colocado, R$4.500 para o segundo e R$3.500 para o terceiro. Melhor Composição e Melhor Intérprete levam ainda R$2 mil cada. Mais informações pelos telefones (19) 3825-2057 ou 3894-1867 ou pelo e-mail cultura.festivalderock@indaiatuba.sp.gov.br.

A banda Stupid venceu a edição 2020 do Festival de Rock Virtual ao ficar em primeiro lugar na votação entre os jurados e em segundo na votação popular. A segunda colocação geral ficou com a banda Mephysto, seguida pela Medo da Noite. No total, 24 bandas se inscreveram e dez foram classificadas pelos jurados para a final e votação popular.

(Com Fabio Alexandre)

Reapresentação da OSMC marca programação da Semana Carlos Gomes

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Arquivo/PMC.

Quer conhecer um pouco mais do famoso maestro e compositor campineiro Carlos Gomes? A Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas promove anualmente o Mês Carlos Gomes. Nesta quarta semana de atividades, de 20 a 26 de setembro, haverá entrevistas na Rádio Educativa, palestras no canal no Youtube Cultura Abraça Campinas, sessão memória e também reapresentação do concerto da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas de 2017 com cantores líricos. A programação este ano está online por conta da pandemia.

O Mês Carlos Gomes é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas. As homenagens iniciaram com a Semana Carlos Gomes, instituída em Campinas pela Lei Municipal Nº 9.152, de 1996, na semana que antecedeu o 16 de setembro, no dia em que o maestro faleceu em 1896. No entanto, devido à necessidade de difundir cada vez mais a obra de Carlos Gomes e o vasto material deixado pelo compositor campineiro, a comissão organizadora estendeu a programação para todo o mês de setembro. O Mês Carlos Gomes foi instituído pela Lei Municipal Nº 14.909 de 2014.

Sobre Carlos Gomes | Antonio Carlos Gomes nasceu em Campinas, em 1836, e morreu em Belém, em 1896. Foi compositor de óperas e dedicou a maior parte de sua produção musical a este gênero. Começou a estudar música com o pai e continuou os estudos no Conservatório do Rio de Janeiro. Ganhou uma bolsa de estudos e foi para a Europa, em Milão, na Itália, onde se diplomou.

Em março de 1870, a sua ópera mais famosa, O Guarani, estreou no Teatro Scala de Milão e, da Itália, a obra ganhou fama por toda a Europa e consagrou Carlos Gomes como o maior gênio musical das Américas. Doente e com dificuldades financeiras, ele teve que voltar ao Brasil em 1892. Foi para Belém para ocupar o cargo de diretor do Conservatório de Música na capital do Pará, onde morou até morrer, no dia 16 de setembro de 1896.

Confira a programação da quarta semana do Mês Carlos Gomes:

20/9 – segunda-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Marina Becker – entrevistada por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

20/9 – terça-feira

19h

Palestra Tão longe e Tão distante: a presença de Antônio Carlos Gomes na Belle Époque de Belém do Pará com o Prof. Dr. Jonas Monteiro Arraes – Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará

Canal Cultura Abraça Campinas

21/9 – terça-feira

Academia Campinense de Letras

Seção Memória com Sérgio Galvão Caponi

Jornal Hora Campinas – https://horacampinas.com.br/

21/9 – terça-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Olga Von Simson – entrevistado por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

21/9 – terça-feira

18h45/20h30

Reunião do Rotary Cambuí – Palestrante Tenor João Gabriel Bertolini, Vice-Presidente da ABAL e membro da Comissão, on-line, sobre As Canções de Carlos Gomes

21/9 – terça-feira

19h

Conservatório Carlos Gomes – Quem sabe?

Canal Cultura Abraça Campinas

22/9 – quarta-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Regina Márcia Moura Tavares – entrevistada por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

22/9 – quarta-feira

19h

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas – A Noite do Castelo – Niza De Castro Tank (Leonor)

José Dainese (Conde Orlando)

Luiz Tenaglia (Henrique)

Alcides Acosta (Fernando)

Vera Lucia Pessagno (Ignez)

José A. Marson (Raymundo)

Fernando J. C. Duarte (Um Pagem)

Coral da Unicamp

Coral da USP

Benito Juarez (Director)

Campinas, 14/9/1978

Canal Cultura Abraça Campinas

23/9 – quinta-feira

Academia Campinense de Letras

Seção Memória com Sérgio Eduardo Montes Castanho

Jornal Hora Campinas – https://horacampinas.com.br/

23/9 – quinta-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Sérgio Galvão Caponi – entrevistado por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

24/9 – sexta-feira

18h

Academia Campinense de Letras

Entrevista com Sérgio Eduardo Montes Castanho – entrevistado por J. Silva

Rádio Educativa FM 101,9

24/9 – sexta-feira

19h

Apresentação dos Candidatos (Melhor Voz Masculina) inscritos no Concurso Lírico de 2021 – vídeos da Terceira Etapa

Canal Cultura Abraça Campinas

25/9 – sábado

19h

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas – Programa “Terra de Carlos Gomes” no canal da TV Câmara de Campinas. Apresentação no Teatro Castro Mendes em 2017 em homenagem ao mês de Carlos Gomes com participação do Conservatório Carlos Gomes e de cantores líricos da ABAL Campinas. Regência de Victor Hugo Toro

Canal Cultura Abraça Campinas

26/9 – domingo

08h30

Vera Pessagno

Aberturas e intermezzos de óperas de Carlos Gomes: O Guarani,  Maria Tudor, Lo Schiavo,  Fosca

Rádio Cultura de Amparo FM – 88,5

26/9 – domingo

12h30

Vera Pessagno

Aberturas e intermezzos de óperas de Carlos Gomes: O Guarani, Maria Tudor, Lo Schiavo, Fosca

Rádio Brasil de Campinas AM-1270

26/9 – domingo

19h

Apresentação dos Candidatos (Melhor Voz Feminina) inscritos no Concurso Lírico de 2021 – vídeos da Terceira Etapa

Canal Cultura Abraça Campinas

21h30

Vera Pessagno

Aberturas e intermezzos de óperas de Carlos Gomes: O Guarani, Maria Tudor, Lo Schiavo, Fosca

Rádio Educativa de Campinas FM-101,9.

(Fonte: Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Campinas)

Artigo: “Gigante pela própria natureza, até quando?” por Luiz Aragão

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT.

Em um planeta com quase oito bilhões de pessoas, o paradoxo entre desmatar florestas e conservar o ambiente deve ser equacionado. Não é novidade que as mudanças climáticas — causadas por um modelo de desenvolvimento que depende exclusivamente do capital econômico — põem em risco a segurança alimentar, hídrica e energética.

O Brasil deve demonstrar ao mundo como equilibrar os capitais econômicos, sociais e ambientais validando o modelo de desenvolvimento sustentável adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização para o Comércio e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Temos capacidade para isso: o país já se destacou, no início do século 21, ao propor planos e ações para a sustentabilidade.

Entre 1996 e 2005, 19.500 km² de floresta foram desmatados por ano. A solução teve foco no desmatamento, que contribui, atualmente, com mais de 40% das emissões de gases de efeito estufa (GEE): foram criados o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (2004) e o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima (2009).

Em 2015, ao assinar o Acordo de Paris, o Brasil se voluntariou a reduzir 43% (em relação a 2005) das emissões de GEE até 2030. Esse conjunto de ações se mostrou efetivo. Entre 2004 e 2012, o desmatamento foi reduzido em mais de 75%, quando atingimos 4.500 km² em áreas desmatadas por ano. Os esforços garantiram a doação voluntária de 1,3 bilhões de dólares, que compuseram o Fundo Amazônia.

Hoje, no entanto, os dados mostram um cenário preocupante. O desmatamento acelera na Amazônia, com taxas superiores a 10.000 km2/ano desde 2019, os maiores números registrados desde 2008. Cada área aberta causa a formação de bordas florestais permanentes, matando árvores. O chamado “efeito de borda” aumenta em até 37% as emissões de carbono por desmatamento. Além disso, essas bordas facilitam a entrada de fogo nas florestas, causando incêndios (e somando outros 30% às emissões). Esses efeitos ainda causam a perda da biodiversidade, comprometendo a bioeconomia nacional. Estima-se que causem também uma redução de até 40% da chuva da Amazônia, a mesma que irriga a agricultura no centro-oeste.

Esse contexto não tem impactos negativos apenas para o meio ambiente, mas afeta a economia. Enquanto o desmatamento impossibilita a captação de bilhões de dólares, ele também favorece o descontrole das queimadas – para se ter uma ideia, as queimadas que ocorreram no Acre entre 2008 e 2012 geraram perdas superiores a 300 milhões de dólares. O desmatamento e a redução de chuvas têm consequências drásticas ao agronegócio — atividade que sustenta mais de 40% das exportações brasileiras, o equivalente a 86 bilhões de dólares anuais (2010-2019) segundo o Ministério da Economia.

A resposta nacional, contudo, parece-me antagônica. Nosso atual discurso internacional preza a sustentabilidade e os investimentos na área ambiental, mas não converge com o que vemos na prática. Projetos de lei controversos, buscando a descriminalização da ocupação ilegal de terras públicas e a flexibilização do licenciamento ambiental, adicionados a uma drástica redução dos orçamentos, esgotam as maiores reservas de biodiversidade do planeta, aceleram as mudanças climáticas e comprometem o desenvolvimento nacional.

Um país com 750.000 km² de áreas degradadas, o dobro da área de soja plantada hoje, não tem justificativa para desmatar. A produção agrícola não depende de mais terras, mas de uma gestão sustentável e tecnologias que promovam o aumento de produtividade. Acordar para as prioridades do século 21 é condição inegociável para desenvolver o gigante pela própria natureza.

Sobre o autor | Luiz Aragão é pesquisador e chefe da Divisão de Observação da Terra e Geoinformática do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

(Fonte: Agência Bori)

Inhotim celebra o Setembro Azul com programação gratuita

Brumadinho, por Kleber Patricio

“Narcissus Garden Inhotim”, 2009, de Yayoi Kusama. Esferas de aço inoxidável, dimensões variáveis. Foto: Daniela Paoliello.

O Setembro Azul, movimento de visibilidade da Comunidade Brasileira de Surdos, será celebrado na programação educativa do Instituto Inhotim com atividades gratuitas e acessíveis em libras.

No dia 22 de setembro, quarta-feira, o museu promove em seu perfil do Instagram (@inhotim) o Mediação Minuto, com interpretação em libras da mediadora Selena Leal. A obra exibida nesta edição será Narcissus Garden Inhotim (2009), da artista japonesa Yayoi Kusama, instalação criada em referência ao mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem refletida na água. A obra reúne 750 esferas de aço inoxidável sobre um espelho d’água no terraço do Centro de Educação e Cultura Burle Marx e, nas palavras da artista, se comporta como “um tapete cinético”, dada a ação do vento, que cria diferentes agrupamentos das esferas em meio à vegetação aquática.

O Mediação Minuto é uma parceria entre as equipes do Educativo e da Comunicação do Inhotim em que os educadores e educadoras assumem as redes sociais do Instituto por um dia para dialogar com o público e mediar a obra em pauta.

Nos dias 24, 25 e 26 de setembro, sexta a domingo, o museu promove visitas mediadas com a comunidade surda de instituições da região: Associação dos Surdos de Minas Gerais, Sociedade dos Surdos de Belo Horizonte e Pastoral dos Surdos da Arquidiocese de Belo Horizonte.

O público surdo que quiser visitar o Instituto nos dias 23 e 26 de setembro terá entrada gratuita por meio do Inhotim para Todxs, projeto que contempla o Setembro Azul e é apoiado pela Localiza e Instituto Unimed através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço: 

Setembro Azul no Instituto Inhotim

22 de setembro – Mediação Minuto no Instagram do Instituto (@inhotim)

24, 25 e 26 de setembro – Visitas mediadas no museu

Visitação: de quinta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30 e, aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30

Ingressos: R$22 (meia) e R$44 (inteira) no Sympla

Entrada gratuita na última sexta-feira de cada mês, exceto feriados, mediante retirada prévia através do Sympla. Excepcionalmente nos dias 24, 25 e 26 de setembro, o público surdo terá entrada gratuita por meio do Inhotim para Todxs.

***Moradores de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim e Amigos do Inhotim também possuem entrada franca.

Localização | O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP.

Pode-se chegar ao Inhotim também pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na altura da entrada para o Retiro do Chalé.

Opções de transporte regular:

Transfer – a Belvitur, agência oficial de turismo e eventos do Inhotim, oferece transporte aos sábados, domingos e feriados, partindo do Hotel Holiday Inn Savassi (Rua Professor Moraes, 600). O horário de saída é às 8h30 com retorno às 17h30. O transporte até o Parque custa R$66 (ida e volta) ou R$35 (só volta). O pagamento é feito com o motorista em dinheiro ou no cartão. O serviço também pode ser reservado de terça a sexta-feira, mas necessita de lotação mínima de quatro pessoas. Contatos: (31) 3290-9180 / inhotim@belvitur.com.br.

Ônibus Saritur – saída da Rodoviária de Belo Horizonte de terça a domingo, às 8h15 e retorno às 16h30 durante a semana e 17h30 aos fins de semana e feriados. R$41,50 (ida) e R$37,15 (volta).

(Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Inhotim)