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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Estúdio 41 recebe lançamento de livro e exposição inédita de Luciano Candisani sobre as águas do Pantanal

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Luciano Candisani.

O fotógrafo Luciano Candisani desvenda a imensidão aquática do Pantanal em Terra D’água Pantanal, novo projeto com a Vento Leste Editora, desdobrado em livro fotográfico e exposição com lançamento no Estúdio 41 no dia 28 de setembro. O trabalho é fruto de dez anos de expedições do autor em paragens remotas do bioma e suas nascentes nos planaltos ao redor.

No momento em que relatório científico do Mapa Biomas aponta uma perda de mais da metade da superfície aquática no Pantanal, a publicação traz uma ampla documentação visual sobre o sistema vivo sustentado pela água. “De longe ou de perto, as fotografias desse ensaio jamais prescindem do fio condutor líquido: a água está presente em todas as imagens, assim como em tudo o que tem vida”, explica Candisani.

Arte e documento se misturam nas 75 fotografias do livro, sendo a maioria delas elaboradas em incursões no período da cheia, quando os rios transbordam e o Pantanal vira um mar interior. Para a exposição, foram selecionadas pelo curador Diógenes Moura 29 fotografias em dimensões variadas que retratam a imensidão do Bioma.

O Estúdio 41 ainda promove conversas presenciais e gratuitas entre Luciano Candisani e personalidades distintas. No dia 29 de setembro, quarta-feira, às 18h, o fotógrafo conversa com a jornalista especializada em sustentabilidade Paulina Chamorro. O segundo encontro acontece entre Candisani e Araquém Alcântara para conversar sobre Fotografia Documental e o bioma Pantanal, no dia 14 de outubro, quinta-feira, às 18h. É necessário fazer inscrição prévia pelo site do Estúdio.

O livro possui uma Edição de Colecionador, aos moldes de Magna, de Cristiano Xavier, patrocinada pela Vento Leste e que será doada para o Documenta Pantanal. Toda a renda será revertida para entidades engajadas no combate aos incêndios na região.

Estúdio 41 | Um espaço voltado à reflexão e discussão sobre o fazer artístico da fotografia – esse é o mote do Estúdio 41, projeto que ocupa o conjunto 41 do prédio 1254 da Rua Pedroso Alvarenga, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Com direção artística do curador e escritor Diógenes Moura e comandado pelas sócias Dani Tranchesi e Paula Rocha, o novo espaço cultural vai apresentar projetos de fotógrafos emergentes e consagrados em uma programação de exposições, exibição de filmes, lançamento de livros e conversas sobre a linguagem fotográfica.

A programação de 2021 ainda conta com uma série de conversas com o escritor e curador Diógenes Moura e exposição do acervo da galeria Utópica, com obras de fotógrafos como German Lorca, Annemarie Heinrich, Carlos Moreira e Beth Moon. Clique aqui para conferir.

Sobre Luciano Candisani | Destaque na fotografia contemporânea, Luciano Candisani interpreta culturas tradicionais e ecossistemas ao redor do mundo há mais de duas décadas. Já recebeu alguns dos principais prêmios da fotografia internacional e foi por duas vezes jurado do prestigioso World Press Photo, na Holanda. Suas fotografias aparecem em exposições, galerias de arte e museus no Brasil e exterior. Faz parte do seleto grupo de fotógrafos da edição principal de National Geographic e de coletivos importantes como ILCP e The Photo Society. Sua produção conta ainda com sete livros, inúmeras matérias, workshops e palestras no Brasil e exterior. Começou sua carreira em 1995, ao documentar a vida abaixo da superfície congelada do mar, na Antártida. Desde então, seus projetos já o levaram a trabalhar em todos os oceanos e continentes. Viajante incansável, passou um ano em um veleiro para completar uma de suas pautas. Mas independente das distâncias e do tempo envolvidos nos trabalhos, sempre volta para a sua casa, entre a floresta e o mar de Ilhabela, no litoral de São Paulo.

Serviço:

Terra D’água Pantanal, de Luciano Candisani

Abertura: 28 de setembro

Período expositivo: 28 de setembro a 9 de novembro de 2021

Endereço: Rua Pedroso Alvarenga, 1254, cj 41, Itaim Bibi – São Paulo/SP

Funcionamento: na semana de abertura da exposição Terra D’água Pantanal, o Estúdio 41 irá funcionar de terça a sexta, das 13h às 18h e sábados das 11h às 13h com horários agendados via Whatsapp: 55 (11) 99452-3308.

Conversa entre Luciano Candisani e Paulina Chamorro

Quando: 29 de setembro, quarta-feira às 18h

Presencial e gratuita

Inscreva-se aqui

Conversa entre Luciano Candisani e Araquém Alcântara

Quando: 14 de outubro, quinta-feira às 18h

Presencial e gratuita

Inscreva-se aqui

41estudio.com.br/

Instagram/41_estudio

(Fonte: a4&holofote comunicação)

Concerto do Quarteto de Cordas da Cidade com compositor e pianista Hercules Gomes explora limites entre música popular e erudita

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Stig de Lavor.

O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo convida o pianista e compositor Hercules Gomes (1980) para juntos apresentarem o encontro da música de concerto com aquela dita das ruas, dos salões e das mídias, trazendo diversas misturas para o palco da Sala do Conservatório, casa do Quarteto, na Praça das Artes. Um concerto que fará o público se perguntar: o que distingue o repertório erudito do popular e urbano? A apresentação única acontece nesta quinta-feira, 23 de setembro, às 19h. Os ingressos estão esgotados.

O grupo de câmara do Theatro Municipal de São Paulo faz a estreia mundial de obras de Hercules Gomes: Cantiga, Baião e Frevo para Quarteto de Cordas, escrita especialmente para o concerto e Nação n° 3, composição que se baseia nas células rítmicas do maracatu nação, o mais antigo ritmo afro-brasileiro. A peça encomendada é uma suíte que une a música erudita às tradições musicais do Nordeste e é inspirada no Movimento Armorial dos anos 1970, idealizado pelo escritor Ariano Suassuna.

Formado pelo violista Marcelo Jaffé, pelos violinistas Betina Stegmann e Nelson Rios e pelo violoncelista Rafael Cesário, o Quarteto de Cordas da Cidade também visita nomes conhecidos da música popular brasileira, como Pixinguinha (1897-1973), com Soluços, e Gilberto Gil (1942-), com Ladeira da Preguiça. A compositora pernambucana Amélia Brandão Nery (1897-1983), também conhecida como Tia Amélia, é lembrada com seus choros Bordões ao Luar, Saracoteando e Sorriso de Bruno, que Gomes regravou no álbum Tia Amélia para sempre (2020). Neste concerto, as obras ganham novos arranjos junto ao Quarteto de Cordas.

O pianista convidado, Hercules Gomes. Foto: Paulo Rapoport Popó.

Para o músico Marcelo Jaffé, a presença de Hercules Gomes como convidado “traz para esse concerto uma variedade muito grande de manifestações musicais brasileiras; sejam elas de sua própria autoria ou apenas arranjadas por ele. Nessa apresentação, o Quarteto irá visitar importantes compositores como Gilberto Gil, Pixinguinha e Amelia Nery, em um programa muito criativo e de altíssima qualidade naquilo que podemos chamar de música brasileira”, afirma.

As apresentações presenciais no Complexo Theatro Municipal de São Paulo, abertas ao público, estão sendo realizadas com capacidade reduzida de até 30% da casa como medida a garantir a segurança das pessoas e o distanciamento entre os assentos. O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Secretaria Municipal de Cultura administrado pela organização social Sustenidos por meio de contrato de gestão firmado com a Fundação Theatro Municipal.

Serviço:

23 de setembro, quinta-feira, às 19h

Concerto presencial, aberto ao público

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

Hercules Gomes, piano

HERCULES GOMES

Cantiga, Baião e Frevo para Quarteto de Cordas

PIXINGUINHA

Soluços

GILBERTO GIL

Ladeira da Preguiça

HERCULES GOMES

Allegro em 3

Platônica

AMÉLIA BRANDÃO NERY

Bordões ao Luar

Saracoteando

Sorriso de Bruno

HERCULES GOMES

Nação nº 3

Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia) – esgotados

Classificação Livre

Duração: 50 minutos, aproximadamente

Bilheteria: em função da pandemia de Covid-19, a bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo está fechada por tempo indeterminado. Venda de ingressos exclusiva no site do Theatro Municipal de São Paulo.

Manual do Espectador e Informações sobre os protocolos sanitários do Complexo Theatro Municipal: veja os protocolos de segurança do Theatro Municipal no site.

Theatro Municipal de São Paulo: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Sé – próximo à estação de metrô Anhangabaú.

Sobre o Complexo Theatro Municipal de São Paulo | O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras). Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado.

Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebida para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo. Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área. Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e Icon Awards é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

(Fonte: Conteúdo Comunicação)

Participação de atores em simulações ajuda no preparo para atendimento humanizado de profissionais de saúde

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: National Cancer Institute/Unsplash.

Quando se pensa em formação de médicos ou outro tipo de profissional da saúde, logo se imagina a complexidade e a imensidão de conhecimentos teóricos e técnicos a serem adquiridos e treinados antes de exercer plenamente a profissão. Mas, no preparo desse profissional, também é fundamental a prática de sua postura humanística, ou seja, como ele lida e se relaciona empaticamente com o paciente, no chamado atendimento humanizado. Nesse sentido, um projeto aprovado no Edital PRG 01/2020-202 Consórcios Acadêmicos para a Excelência do Ensino de Graduação (CAEG), uniu a Escola de Comunicação e Artes, a Faculdade de Odontologia e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ECA- FO – FMUSP), revelando como a teatralidade pode contribuir nesse importante quesito de formação.

“No aprendizado de um estudante de medicina ou de qualquer área da saúde, a simulação clínica é uma forma de se evitar o risco real. Ela permite identificar aptidões e competências não dominadas pelos estudantes, os ajuda a identificar competências e permite a redução da ansiedade na execução de procedimentos em situação de estresse, além de revelar progressos dos alunos em suas formas de comunicação com os pacientes. Ao fazer a simulação com pacientes padronizados, ou seja, bem roteirizados e de maneira profissional, o salto qualitativo na avaliação é indiscutível, com impactos diretos na formação profissional”, destaca Emerson de Barros Rossini, pesquisador da ECA-USP e autor da dissertação de mestrado Expansões da teatralidade: a participação de atores na prova de admissão de residentes e de especialistas no Hospital das Clínicas de São Paulo e no Revalida do Governo Federal.

Para que a simulação explore ao máximo suas possibilidades, os atores profissionais são escolhidos previamente pelo perfil de idade, sexo, etnia e especificidades físicas relacionadas às patologias propostas. Cada ator participante recebe o roteiro relatando o perfil do paciente, suas enfermidades e sintomas, dores, lesões e suas possíveis condições físicas, além de uma sequência de perguntas relacionadas ao caso para serem feitas para os futuros profissionais de saúde.

Rossini explica que “a padronização da interpretação é pensada para que os todos os estudantes estejam nas mesmas condições de avaliação e, assim, os professores possam observar como eles lidam com o paciente não só a partir de seus conhecimentos técnicos, como também sob o aspecto do atendimento humanizado, numa situação mais empática com o paciente e com a qualidade na atenção à saúde, como preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais”.

Atores nas provas de residência médica | Uma das instituições que já utilizam a teatralidade na formação de médicos é o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), que, inclusive utiliza atores nas simulações de pacientes nas provas de residência médica. “Na avaliação, a ciência médica é colocada na arena da verdadeira prática clínica, não virtual, mais próxima da realidade cotidiana, simulando uma consulta autêntica e valorizando o encontro real sem o risco de lesão ou prejuízo”, diz Rossini.

Nas provas de residência HC também são usadas as próprias salas de atendimento como ambiente cenográfico das simulações – objetos como estetoscópios, resultados de exames, macas, leitores de raios-X são colocados, em caso de necessidade, para realização do atendimento, transformando o espaço em um set apropriado para cada questão. Em todas as provas, coloca-se ainda um relógio para cronometrar o atendimento. “Esse relógio é um controle visível e percebe-se que, durante a simulação, a maioria dos candidatos está sempre atenta ao tempo, operando sob pressão psicológica – uma pressão intencional, que também faz parte da avaliação”, detalha o pesquisador da ECA-USP.

A pressão exerce grande importância no preparo, uma vez que muitos médicos candidatos, bem preparados para o entendimento do diagnóstico, sob pressão momentânea, perdem a escuta na interação com o paciente. Na pressa de resolverem a questão dada, atropelam itens avaliados, como, por exemplo, interessar-se pelo nome do paciente, lavar as mãos antes do atendimento, o olho no olho com o paciente ou ainda perceber possíveis doenças causadas por um histórico de hábitos sociais – procedimentos que são de extrema relevância na avaliação humanística do profissional.

“O treinamento do controle emocional, da percepção das emissões de falas e gestos e das interações entre seres sociais são técnicas treinadas pelos atores profissionais e também muito úteis para a formação de um médico. O ator profissional lida com as especificidades do jogo cênico com mais naturalidade, o que dá todo o realismo na cena a ser vivida pelo futuro médico”, afirma Rossini.

Para o pesquisador da USP, o uso de pacientes simulados deveria fazer parte de um projeto de política pública consolidada na formação médica. “As práticas de simulação estão ali, emergindo desordenadamente, com tentativas escassas, bem sucedidas ou não, trazidas por associações, institutos, pelos médicos, professores e, em alguns momentos, por incentivo de governo, mas ainda com intermitências. Deveria ser algo trabalhado mais fortemente, ainda mais em tempos de desumanização, principalmente na política dos governantes”.

“As artes cênicas estão aí, com inúmeras possibilidades de seu alcance. Podem e devem extrapolar essas zonas liminares entre realidade e ficção e desbravar áreas desconhecidas ou pouco exploradas, dando sua contribuição na formação de profissionais fundamentais que prestarão assistência a toda população”, conclui Rossini.

(Fonte: Assessoria de Imprensa/Ex Libris Comunicação Integrada)

Cameratas Filarmônicas Jovem e Aprendiz apresentam o concerto “Latinidades”

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Camerata Filarmônica Aprendiz será regida pelo maestro Alexandre Cruz e terá como solista o aluno de flauta Marcos Maldonado.

Latinidades é o título do primeiro concerto presencial com as orquestras didáticas mantidas pela Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba (Acafi) na temporada 2021, que acontece no próximo sábado (25), a partir das 20 horas, no Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano). As orquestras Jovem e Aprendiz trarão como repertório obras brasileiras e da América Latina, de compositores como César Guerra-Peixe, Clarice Assad, Sivuca, Carlos Cruz, Carlos Gardel e Astor Piazzolla. Os ingressos são limitados e devem ser trocados por um quilo de alimento não perecível no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela, das 8h às 17h.

A Camerata Filarmônica Aprendiz será regida pelo maestro Alexandre Cruz e terá como solista o aluno de flauta Marcos Maldonado em uma das obras do repertório. Este projeto busca incentivar e valorizar a atuação dos alunos, criando a oportunidade para que possam atuar também como solistas nos concertos.

A Camerata Filarmônica Jovem, sob regência da maestrina e diretora artística do projeto, Natália Larangeira, traz ao programa, além das músicas brasileiras, um repertório em homenagem aos 100 anos do compositor argentino Astor Piazzolla. Além das orquestras, dois grupos de câmara formados por alunos dos projetos farão participações especiais: o Trio de Flautas e o Quarteto Ambiel. A coordenação pedagógica é de Sabrina Passarelli.

Estreia | O concerto terá como destaque a primeira execução, ao vivo, de Três Pequenas Variações no Estado de São Paulo. Criada em 2020, a música tem autoria de Clarice Assad, compositora indicada ao Grammy com mais de 70 obras e que teve suas criações interpretadas por grandes orquestras do mundo, como a Orquestra Sinfônica de São Paulo, Boston Youth Orchestra, Orquestra da Filadélfia, Tokyo Symphony e Queensland Symphony, entre outras.

A Camerata Filarmônica Jovem terá regência da maestrina e diretora artística do projeto, Natália Larangeira.

Como solistas de suas obras, destacam-se a percussionista Evelyn Glennie, o violoncelista Yo-Yo Ma, a violinista Nadja Salerno-Sonnenberg e o oboísta Liang Wang. Como intérprete, Clarice dividiu o palco com artistas como Bobby McFerrin, Anat Cohen, Nadia Sirota, Paquito D’Rivera, Tom Harrell, Marilyn Mazur e Mike Marshall, entre outros

Educadora apaixonada, em 2015 fundou o VOXploration, um programa pioneiro e premiado que apresenta uma abordagem criativa, divertida e acessível à educação musical por meio de experiências interativas significativas.

Clarice Assad é bacharel em música pela Roosevelt University em Chicago, Illinois e mestre em música pela University of Michigan School of Music, onde estudou com Michael Daugherty, Susan Botti e Evan Chambers.

Para as temporadas de 2022 e 2023, já possui encomendas de novas obras pela Camerata Pacifica, Music Accord, League of American Orchestras, Oregon Symphony, Saint Paul Chamber Orchestra, LA Phil, Chamber Music America, Fry Street Quartet, San Jose Chamber Orchestra e Philadelphia Orquestra.

Vale destacar que são obrigatórios o uso de máscara e o respeito ao distanciamento durante toda a atração. O Centro Cultural Hermenegildo Pinto terá sua capacidade reduzida para 110 lugares. O concerto tem apoio da Secretaria Municipal de Cultura, patrocínio da Mann+Hummel e Tuberfil, e realização da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério do Turismo do Governo Federal.

Serviço:

Concerto Latinidades

Com: Camerata Filarmônica Jovem e Camerata Filarmônica Aprendiz de Indaiatuba

Data: 25 de setembro

Horário: 20 horas

Local: Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano)

Endereço: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 5.924 – Indaiatuba/SP

Entrada: um quilo de alimento não perecível

Onde trocar: Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela (Rua das Primaveras, 210), das 8h às 17h (ingressos limitados)

(Fonte: Assessoria de comunicação/PMI)

MASP inaugura projeto inédito de expansão com novo edifício de 14 andares

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito das imagens: Metro Arquitetos.

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand anuncia neste mês o lançamento do projeto MASP em Expansão. Esse passo dá sequência ao crescimento exponencial de suas atividades ao longo dos últimos seis anos em todas as áreas nas quais se comprometeu em atuar: na realização de exposições coletivas e individuais, na publicação de catálogos, na promoção de seminários, oficinas e cursos, no restauro das obras que pertencem ao seu acervo e no aumento e na preservação desta coleção. O novo projeto almeja equiparar a estrutura física do museu à sua ambição institucional, transformando-o para as próximas gerações.

Trata-se do feito mais significativo na história do museu após a sua transferência da Rua Sete de Abril, na sede dos Diários Associados, para a Avenida Paulista, em 1968. Naquela época, a mudança ocorreu para o que o museu tivesse uma sede à altura de sua coleção. O prédio projetado por Lina Bo Bardi (1914-1992), reconhecida pelo conjunto de sua obra com o Leão de Ouro Especial na Bienal de Veneza de 2021, transformou-se em cartão-postal da cidade e em símbolo da arquitetura moderna mundial do século 20.

Como forma de preservar e valorizar a história da instituição com o reconhecimento de seus fundadores, o prédio original receberá o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi, e o novo edifício carregará o nome do primeiro diretor artístico do museu, Pietro Maria Bardi (1900-1999). Estes nomes, combinados com o da própria instituição, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, que faz referência ao seu fundador (1892-1968), irão completar a homenagem ao trio fundador do MASP. “O MASP passa, assim, pelo maior processo de expansão física da sua história, feito com recursos próprios. Vamos aumentar em 66% a capacidade expositiva do museu, integrando os dois prédios e esse é um investimento muito relevante para a cultura de São Paulo. Acredito que essa expansão consolida o museu e a própria Avenida Paulista como um eixo cultural, quem sabe o mais importante eixo cultural do Brasil, do qual o MASP, sem dúvida, é a âncora”, diz Alfredo Setúbal, presidente do Conselho do MASP.

Projeto de expansão ampliará em 66% a capacidade expositiva do museu.

Com previsão de entrega para janeiro de 2024, o prédio Pietro irá contemplar 14 andares. Estes serão ocupados por cinco galerias expositivas e duas galerias multiuso, representando um aumento de 66% de área expositiva do MASP. O edifício também abrigará restaurante, bilheteria, loja, reserva técnica, salas de aula e laboratório de restauro. Ao final da reforma, a área total do MASP será de 17.680 m² (hoje, são 10.485 m²). Além de aumentar o espaço físico, a nova construção vai ampliar aquilo que o MASP é e já representa nacional e internacionalmente.

Os ganhos serão múltiplos: a ampliação de acesso ao público, uma vez que será possível acolher um número significativamente maior de visitantes; uma nova e melhor estrutura para oferecer cursos e programas públicos (oficinas, palestras, seminários, formação de professores etc.); um ambiente maior e equipado com as últimas tecnologias para o restauro e preservação de obras icônicas, que, somadas às aquisições feitas ano a ano, contam histórias da arte cada vez mais diversas, inclusivas e plurais.

Por limitações físicas, pouco mais de 1% do acervo do museu é exposto atualmente. No total, o MASP possui mais de 11 mil obras, entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos que abrangem a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Esse é mais um dos aspectos que será impactado positivamente com a inauguração.

“O acervo do MASP vem crescendo. Nosso plano é que o edifício Lina seja dedicado à exposição das obras que pertencem à coleção do museu, sobretudo nas áreas do subsolo. Já as novas galerias deverão ser ocupadas com exposições temporárias, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração”, conta Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP. “Atualmente, a programação do museu tem um cronograma apertado e esses espaços vão proporcionar um respiro maior no calendário e uma melhor organização na narrativa das exposições.”

Conexão subterrânea, já aprovada pela Prefeitura de São Paulo, irá interligar os dois edifícios.

O edifício Pietro permitirá ainda complementar e qualificar as instalações técnicas do museu, com a expansão de áreas como depósitos e docas, que hoje impõem limites concretos à gestão operacional.

Uma parte essencial do projeto é a interligação subterrânea entre os dois edifícios, que será feita sob a Rua Prof. Otavio Mendes – já autorizada pela Prefeitura de São Paulo, com publicação em decreto municipal. Outra transformação importante será a transferência da bilheteria para o prédio Pietro, liberando o vão livre e devolvendo a este espaço a sua utilização como praça pública, uso defendido por Lina Bo Bardi desde que idealizou a atual sede do MASP.

O edifício Pietro terá os pavimentos junto ao chão totalmente transparentes, em diálogo com o vão livre, e os andares superiores revestidos com chapas metálicas perfuradas e corrugadas que irão permitir uma imagem monolítica sem inviabilizar as vistas da paisagem e a entrada de luz natural através de aberturas estrategicamente posicionadas, de acordo com as necessidades dos espaços internos.

Edifício Pietro permitirá complementar e qualificar as instalações técnicas do museu.

Em diálogo com Heitor Martins, diretor-presidente do museu e demais lideranças do museu, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928-2021), Pritzker de arquitetura, enfatizou que o MASP deveria projetar um novo edifício que trouxesse todas as funcionalidades necessárias para o que se faz no museu, mas seguindo uma arquitetura que ressaltasse aquela desenvolvida por Lina sem competir com ela.

O empreendimento buscará soluções sustentáveis de modo a diminuir a pegada de carbono. O projeto terá certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). O prédio será moderno e tecnológico, com iluminação em LED e automatizada, com redução expressiva no consumo de energia. Além disso, haverá uma fachada dupla que protege o edifício da radiação solar e sombreia as janelas, diminuindo a carga térmica interna. A malha metálica que revestirá o edifício permite que uma camada de ar se forme entre o edifício e fachada externa, criando um microclima. Isso alivia o sistema de ventilação e climatização e reduz o consumo de energia.

O custo do projeto é da ordem de R$180 milhões e será totalmente financiado por doações de pessoas físicas – seguindo a característica que o MASP possui desde sua fundação de engajar a sociedade privada nos mais diversos projetos. “Viabilizar a construção desse prédio por meio de doações é o coroamento do novo modelo administrativo do MASP, uma instituição que tem seus pilares calcados na sociedade civil”, afirma Heitor Martins.

Os doadores consideram a ação uma oportunidade para deixar um legado cultural, turístico, urbanístico e econômico inquestionável para o país. “Felizmente, as famílias doadoras entenderam o significado do que nós estávamos propondo de fazer uma doação, sem incentivos da Lei Rouanet, só com pessoas físicas. Com isso, mostramos que a sociedade civil organizada pode, sim, fazer projetos importantes, desde que tenham confiança na governança da instituição. Mais do que uma expansão, estamos construindo um museu para o futuro”, diz Alfredo Setúbal.

Expansão proporcionará uma nova e melhor estrutura para oferecer cursos e programas públicos (oficinas, palestras, seminários, formação de professores etc.).

“Não estamos simplesmente construindo um prédio”, afirma Geyze Diniz, vice-presidente do Conselho do MASP, “estamos dando condições para o museu crescer”. “O envolvimento da sociedade civil é cada vez mais importante nas instituições. Vemos isso não só no Brasil, mas no mundo. Inspirados nisso, entendemos que era possível viabilizar a expansão em parceria com a sociedade civil, que já vem se engajando com o museu nos últimos anos e possibilitou que ele alcançasse o patamar de destaque em que está hoje”, completa.

“O MASP em Expansão significa a maior operação de filantropia brasileira com apoio de famílias brasileiras, sem incentivos fiscais ou quaisquer estímulos governamentais. Este movimento transformará o MASP no maestro das instituições culturais da Avenida Paulista, consolidando este importante corredor cultural brasileiro”, realça Ronaldo Cezar Coelho, presidente do comitê MASP em Expansão.

A expansão do museu foi primeiramente idealizada por Júlio Neves, arquiteto que ocupou o cargo de presidente do MASP por 14 anos, de 1995 a 2009. Na década de 1990, Neves foi responsável pela reforma que incluiu a instalação da reserva técnica do museu e a renovação do sistema de ar-condicionado. Ele participou da compra do edifício Dumont-Adams nos anos 2000 e desenvolveu o projeto inicial para o edifício. Ao longo dos anos, o projeto sofreu alterações para obter a aprovação dos órgãos de patrimônio histórico e atender aos novos usos pretendidos para o espaço. “Esse projeto que se inicia agora está equiparado à tecnologia aplicada aos melhores museus do mundo e não conheço outra estrutura similar no Brasil. Acredito que o MASP em expansão será um caso ímpar de planejamento e modernidade em nosso país”, diz Júlio Neves.

O projeto arquitetônico é uma coautoria de Júlio Neves com o escritório METRO Arquitetos Associados, dos sócios Martin Corullon e Gustavo Cedroni. O escritório, que tem uma relação profícua com o MASP desde 2015, fez adaptações técnicas nos icônicos cavaletes de vidro desenvolvidos por Lina Bo Bardi que foram reinstalados no museu em 2016. Os displays flutuantes, que podem ser vistos no segundo andar, são um dos símbolos máximos do museu e fazem parte do projeto original da arquiteta. O METRO também foi responsável por adaptar as remontagens de expografias elaboradas por Lina para o MASP em exposições como Arte da França: de Delacroix a Cézanne (2015), Portinari Popular (2016) e A Mão do Povo Brasileiro, 1969/2016 (2016-2017), além de criar novas expografias de mostras como Histórias afro-atlânticas (2018), eleita pelo jornal norte-americano The New York Times como uma das melhores daquele ano. Atuaram também em melhorias no prédio, como na troca dos elevadores, na reforma do grande auditório e da área administrativa do museu. Já a implementação do projeto será liderada por Miriam Elwing, gerente de projetos e arquitetura no MASP, com o apoio da Tallento no gerenciamento da obra e da Racional Engenharia, que ficará responsável pelo desenvolvimento dos projetos e execução da obra.

Sobre o MASP | O Museu de Arte de São Paulo é um museu privado sem fins lucrativos, fundado em 1947 pelo empresário e mecenas Assis Chateaubriand (1892-1968), tornando-se o primeiro museu moderno no país. Chateaubriand convidou o crítico e marchand italiano Pietro Maria Bardi (1900-1999) para dirigir o MASP e Lina Bo Bardi (1914-1992) para desenvolver o projeto arquitetônico e expográfico. Mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul, hoje a coleção do MASP reúne mais de 11 mil obras, incluindo pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, abrangendo a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Museu diverso, inclusivo e plural, o MASP tem a missão de estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais. Para tanto, deve ampliar, preservar, pesquisar e difundir seu acervo, bem como promover o encontro entre públicos e arte por meio de experiências transformadoras e acolhedoras.

(Fonte: FSB Comunicação)