Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Circo Além da Lona apresenta-se na quinta, 28, em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Todos os anos, o grupo realiza a Mostra Além da Lona, que movimenta Campinas e região durante três dias. Foto: divulgação.

O Circo Além da Lona realiza o espetáculo de bonecos Mamulengarte na quinta-feira, 28 de outubro, às 20h, no bairro Jardim Fernanda. O espetáculo é gratuito e terá capacidade máxima de 80 pessoas, que precisam retirar o ingresso no local uma hora antes do início da apresentação. O palco para o Mamulengarte será instalado na Academia Cross DG, na Rua Lourival de Almeida 432, próximo à Igreja Santa Luzia. A apresentação é uma contrapartida do inciso II da Lei Federal 14.017, de 29 de junho de 2020 – a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.

O espetáculo mostra Zé Conexão, que não vive sem o celular. Para conquistar seguidores, faz o impossível para que suas postagens nas redes sociais se tornem virais. Dessa vez, adquire uma cobra de forma suspeitosa, a Mimosa, apenas para criar vídeos e impulsionar suas postagens ao lado do novo mascote. O plano fracassa e Zé, perdido em seu mundo virtual, deixa a cobra fugir. Agora Maria Gratidão está em apuros. Será que Guilhermino e Baltazar irão salvar Maria da barriga da cobra fugitiva?

Christian Mathias é responsável pela concepção, criação e manipulação dos bonecos, enquanto Eduardo Santiago faz o artista palhaço.

O Circo Além da Lona surgiu no ano de 2002, em Campinas. A Escola de Circo tem se destacado no cenário cultural da cidade e região por meio de seus espetáculos de rua. Os artistas utilizam os espaços alternativos para manifestar a arte circense com uma linguagem popular, reverenciando a tradição dos saltimbancos.

O objetivo do grupo é apresentar-se com prioridade em espaços abertos e de forma que o público possa interagir no universo da apresentação. O grupo, em sua trajetória artística, realizou apresentações na cidade de São Paulo (Virada Cultural Paulista, Recreio nas Férias, Panorama Paulista de Circo) e na cidade de Ferraz de Vasconcelos (projeto Criança Feliz). Em 2006, fez participação no programa Criança Esperança da Rede Globo e em 2008 percorreu os Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão.

Em 2010, o Circo Além da Lona estreou o espetáculo Alô, Gari no Festival Internacional de Teatro de Recife e em 2011 fez apresentações desse mesmo trabalho na cidade de Goiânia. Todos os anos realiza a Mostra Além da Lona, evento que reúne artistas de diversos Estados brasileiros durante três dias. As apresentações agitam Campinas e região, ocupando espaços públicos com o intuito de difundir a cultura popular.

(Fonte: Secretaria de Comunicação | Prefeitura de Campinas)

Unicamp realiza II Simpósio “A Identidade Brasileira na Música de Concerto”

Campinas, por Kleber Patricio

Entre os dias 26 e 27 de outubro acontece a segunda edição do simpósio A Identidade Brasileira na Música de Concerto, evento interdisciplinar online e gratuito organizado pela OSU (Orquestra Sinfônica da Unicamp) em parceria com o CIDDIC (Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural). O objetivo desta edição é oferecer uma reflexão sobre as diversas brasilidades da música de concerto nacional e os caminhos para sua difusão.

De acordo com a idealizadora do evento, Cinthia Alireti, regente e diretora artística da OSU, “a nova edição irá reunir, mais uma vez, criadores, intérpretes, gestores, pesquisadores e embaixadores da música brasileira que atuam em diversas partes do Brasil”. Segundo ela, o objetivo central do evento é o de os convidados “compartilhem suas ideias e conhecimentos acerca de questões que influenciam a performance, a criação e a difusão da música de concerto nacional”, complementa.

A abertura e o encerramento desta edição contarão com informações sobre dois compositores cujas obras transitam entre o erudito e o popular: Ernesto Nazareth, tema da palestra do Prof. Dr. Cacá Machado, e Clarice Assad, compositora que será entrevista especialmente para o evento.

Entre os destaques, ressalta-se o tema da palestra do Prof. Paulo Castagna As Diversidade do patrimônio musical brasileiro e suas aplicações na música de concerto, além da participação do percussionista e Prof. Dr. Fernando Hashimoto, que irá falar sobre a percussão no repertório brasileiro de concerto. Já o maestro e Prof. Dr. Antonio Francisco de Sales Padilha irá nos levar para uma viagem ao universo musical e cultural do Maranhão.

Nas mesas de debates estão escaladas discussões que abordam desde questões estéticas, como sobre os Ingredientes e Identidade da nossa música de concerto, como a Ópera brasileira. Questões de performance serão abordadas na mesa sobre Sonoridade do Português do Brasil. Em As outras músicas do Brasil, serão levantadas questões que refletem sobre o artístico dentro do mercado nacional, discutindo os caminhos para a sustentabilidade do repertório e a sua difusão. Já o debate sobre o Mercado de Criação, uma sólida conversa que traz uma visão sobre a carreira e a produção dos criadores independentes da academia.

Serviço:

Evento: II Simpósio A Identidade Brasileira na Música de Concerto

Data: 26 e 27 (terça e quarta-feira) de outubro de 2021

Evento online e gratuito

Inscrições e informações: www.tiny.one/identidade.

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 26 de outubro

26/OUT – terça-feira – horário: das 10h às 11h

PALESTRA 1: Ernesto Nazareth – entre o erudito e o popular

Por Prof. Dr. Cacá Machado

Link: https://youtu.be/1f-R-Ro6kpw.

26/OUT – terça-feira – horário: das 11h30m às 12h30m

DEBATE 1: Ingredientes e Identidade

Quais são os recursos – sonoros, conceituais, físicos, virtuais, humanos etc. – utilizados na criação da música de concerto brasileira? E em que sentido os “ingredientes” podem criar conexões que ultrapassam os limites das salas de concerto?

Convidados (as): Prof. Dr. Jônatas Manzolli, Maestro e Compositor Dr. Antônio Borges-Cunha, Compositor e Prof. Rodrigo Lima, Compositora Silvia de Lucca

Moderação: Profa. Dra. Denise Hortência Garcia

Link: https://youtu.be/HmiYwYMEmns.

26/OUT – terça-feira – horário: das 14h30m às 15h30m

DEBATE 2: Sonoridade do português do Brasil

Como se constrói a sonoridade vocal no repertório coral e lírico brasileiro? De que maneira a música popular e folclórica afeta a interpretação da música vocal de concerto?

Convidados (as): Maestra Nailse Machado, Maestrina Isabela Sekeff, Soprano Juliana Starling, Malú Mestrinho

Moderação: Prof. Dr. Angelo José Fernandes

Link: https://youtu.be/V2tucrYGIk8.

26/OUT – terça-feira – horário: das 16h às 17h

PALESTRA 2: A percussão no repertório brasileiro

Por Prof. Dr. Fernando Hashimoto

Link: https://youtu.be/BJma3_hWFLI.

26/OUT – terça-feira – horário: das 17h30m às 18h30

DEBATE 3: As Outras Músicas do Brasil

Quais são as iniciativas que promovem a sustentabilidade da música de concerto brasileira? De que maneira é possível incentivar a diversidade cultural e, paralelamente, fomentar os elos com o público atual?

Convidados (as): Sra. Ana Flávia Cabral Souza Leite, Prof. Fabio Cury, Maestro Rubens Russomanno Ricciardi, Maestro Abel Rocha

Moderação: Maestrina Cinthia Alireti

Link: https://youtu.be/SF_e9Ifh5e8.

Quarta-feira, 27 de outubro

27/OUT – quarta-feira – horário: das 10h às 11h

PALESTRA 3: Música e Cultura no Maranhão

Prof. Dr. Antonio Francisco de Sales Padilha

Link: https://youtu.be/MJ1g4gWPMJE.

27/OUT – quarta-feira – horário: das 11h30m às 12h30m

DEBATE 4: Mercado de Criação

Quais são as dificuldades e necessidades atuais na área de criação musical? De que maneira a educação musical contribui para a inserção do profissional de criação no meio musical? Quais as tendências deste mercado no Brasil?

Convidados: Compositor Alexandre Guerra, Compositor João Macdowell, violonista e arranjador Paulo Aragão, Prof. Paulo Zuben

Moderação: Maestrina Cinthia Alireti / Ivenise Nitchepurenco

Link: https://youtu.be/cNP2HSU3jJ4.

27/OUT – quarta-feira – horário: das 14h30m às 15h30m

PALESTRA 4: Diversidade do patrimônio musical brasileiro e suas aplicações na música de concerto

Por Prof. Paulo Castagna

Link: https://youtu.be/6kCIBcNhi7I.

27/OUT – quarta-feira – horário: das 16h às 17h

ENTREVISTA com Clarice Assad

Moderação: Maestrina Cinthia Alireti / Prof. Dr. Paulo Tiné

Link: https://youtu.be/SwHIlRCAqts.

27/OUT – quarta-feira – horário: das 17h30m às 18h30/19h

DEBATE 5: Ópera brasileira

Quais são as histórias que inspiram as produções nacionais? Como funciona o mercado de ópera contemporânea? De que maneira este gênero se transforma para permanecer atual?

Convidados(as): Maestro Gabriel Rhein-Schirato, Jornalista João Luiz Sampaio, Prof. Dr. Leonardo Martinelli, encenadora Livia Sabag, Barítono e Professor Homero Velho

Moderação: Maestrina Cinthia Alireti / João Luis Sampaio

Link: https://youtu.be/t2-lAkg_wVg.

27/OUT – quarta-feira – horário: das 19h

CONCERTO “virtual” de músicos da OSU

Link: https://youtu.be/IObdT2b0XFY.

(Fonte: Acessibilidade e Comunicação | Orquestra Sinfônica da Unicamp – CIDDIC)

Forró Xelengodengo se apresenta no Teatro do SESI Amoreiras

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Guilherme Kafé.

No dia 30 de outubro, às 20h, o Teatro do SESI Amoreiras recebe o show da banda Forró Xelengodengo. As reservas podem ser feitas pelo sistema Meu SESI, a partir de 25/10 (SESIsp.org.br/eventos). A banda é formada por Guilherme Kafe (baixo e voz), Ariel Coelho (zabumba e voz), Edson Woiski (guitarra), Ivan Banho (percussão), Pedro Henning (bateria) e na sanfona, sempre um músico ou musicista convidado (a).

Inspirado na sonoridade elétrica do forró dos anos 70 e 80, nasce o Forró Xelengodengo. Nestas décadas, grandes expoentes do gênero, como Dominguinhos, Camarão e Hermeto Pascoal, anexaram à formação tradicional do trio de forró (triangulo zabumba e sanfona) instrumentos como a guitarra, o baixo e a bateria. Tocando esses instrumentos, até então incomuns no forró, havia músicos trazendo bagagens de outros estilos musicais.

Seguindo essa trilha, em 1999, Hermeto Pascoal gravou o disco Hermeto Pascoal e sua visão original do forró, dosando com elegância a liberdade criativa e a experimentação, sem romper com o balanço característico do gênero.

Com desejo de continuar este legado musical que, ainda nos dias de hoje, tem frescor e soa moderno, os integrantes do Forró Xelengodengo trazem sua própria bagagem e instrumentação e inovam à sua maneira, mas sobretudo com uma finalidade: um baile em brasa.

O teatro do SESI Amoreiras segue os protocolos de segurança, com distanciamento social, uso de máscara obrigatório e álcool em gel disponível no espaço. O número de ingressos é limitado, sendo obrigatória a reserva pelo Meu SESI.

Serviço:

Forró Xelengodengo

Local: SESI Amoreiras – Avenida das Amoreiras, 450 – Pq. Itália, Campinas/SP

Data e horário: 30 de outubro, às 20h

Capacidade: 192 lugares 8 para cadeirantes

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: Livre

Série: Popular

Gênero: Pop

Informações: WhatsApp (19) 99642-1499

Entrada gratuita – Reservas antecipadas pelo Meu SESI, a partir de 25/10, às 12h (SESIsp.org.br/eventos). O ingresso tem validade até 15 minutos antes da apresentação. Os ingressos remanescentes serão distribuídos 10 minutos antes do início do espetáculo.

(Fonte: Comunicação SESI Campinas)

Estudo aponta necessidade de capacitar adultos para uso de serviços eletrônicos do governo

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

Jovens moradores de áreas urbanas, com emprego formal, escolaridade superior ao Ensino Fundamental e de classe social superior a C, são mais propensos a utilizar serviços eletrônicos do governo, que dão acesso a seguro-desemprego, imposto de renda e solicitação de benefícios, entre outros. É o que mostra estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado na revista “Cadernos EBAPE.BR” na segunda (25).

A pesquisa analisou dados do TIC Domicílios 2019 para entender que fatores influenciam a utilização de serviços de governo eletrônico por brasileiros. Realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC), o levantamento traz dados de 20.536 respostas coletadas de outubro de 2019 a março de 2020 em todo o Brasil.

Fatores como idade, renda familiar, classe econômica, grau de instrução, tipo de dispositivo de acesso e experiência prévia com uso de serviços de e-commerce afetam probabilidade de usos dos serviços e-gov. Dentre os serviços de governo eletrônico estão seguro-desemprego, declaração de imposto de renda, aposentadoria, certidão de antecedentes criminais, pagamentos de pensão, carteira de trabalho digital, carteira digital de trânsito, solicitação de benefícios e outros.

O hábito de uso dos dispositivos tecnológicos é um dos fatores que explicam o porquê de jovens serem mais adeptos aos serviços eletrônicos do governo. “Os mais jovens cresceram usando smartphones e tablets, enquanto os mais idosos passaram a ter contato com esses dispositivos na fase adulta, muitos já na terceira idade”, ressalta Luiz Vargas, doutorando da UFRJ e coautor do estudo. Estão associados a esse resultado, também, a melhor condição financeira, que permite a aquisição de dispositivos eletrônicos, e o fácil acesso, nas cidades, à infraestrutura de internet.

Segundo Vargas, o estudo serve para alertar gestores públicos sobre a necessidade de se levar em conta o contexto socioeconômico dos usuários nos planos de adoção de tecnologia pelo governo. “Programas de capacitação em tecnologias para adultos e idosos também são necessários para que se possa ampliar a adesão dos idosos a esses serviços”, recomenda.

Os dados coletados são anteriores à pandemia de Covid-19, quando houve intensificação do uso de serviços eletrônicos a partir da implementação do Auxílio Emergencial. Por isso, os autores destacam que novos estudos precisam ser feitos para avaliar a adesão a serviços eletrônicos do governo em tempos de pandemia.

(Fonte: Agência Bori)

Artigo: A segurança alimentar depende da biodiversidade

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Gilberto Soares/Ministério do Meio Ambiente.

Por Felipe Melo — A vida na Terra tende à diversidade e o registro paleontológico mostra que vivemos, hoje, o tempo de maior biodiversidade do planeta. Essa enorme variedade de vida, da qual somos parte, também nos alimenta há milênios.

Desde que começamos a andar sobre duas patas, começamos a usar as mãos para explorar os mais variados tipos de alimentos: animais, vegetais, fungos. Os nossos hábitos alimentares provêm tanto do extrativismo quanto da agricultura. Utilizamos milhares de espécies de plantas e animais e domesticamos outras tantas, produzindo variedades numa velocidade que deixa a seleção natural no chinelo. Tanta diversidade alimentar, originada em diferentes climas, culturas e tempos, deveria nos dar segurança inquestionável de que, haja o que houver, teremos o que comer.

Apesar disso, a humanidade vem abandonando a diversidade quando se trata de sistemas alimentares. Com o tempo, as dietas estão cada vez mais parecidas ao redor do mundo. Praticamente em qualquer país encontramos culturas alimentares baseadas em arroz, batata, milho e trigo. As fontes de proteína animal também são restritas, em sua maioria, a bovinos, porcos, aves e, com menor participação, peixes.

Em resumo, 98% da demanda calórica da humanidade é atendida por apenas 12 espécies de plantas e 14 de animais. Mais grave ainda é que abandonamos a maioria das raças e variedades produzidas dessas mesmas espécies — tudo por eficiência e produtividade. As variedades crioulas de plantas e animais, que são diversidade genética, hoje se restringem a enclaves de produção associados a comunidades tradicionais. O capitalismo, cuja seta aponta sempre para o acúmulo, obrigou a humanidade a abandonar a diversidade em favor da produtividade. Depender de poucas variedades de poucas espécies é um risco enorme para a humanidade.

Não é novidade que a contribuição da biodiversidade para a alimentação humana é imensa e está ameaçada. A Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, na sigla em inglês) produziu um documento contundente sobre o tema. O relatório mostra que 76% das plantas cultivadas para alimentos no Brasil dependem de polinizadores (abelhas, morcegos, aves etc.). Este serviço ecossistêmico gratuitamente oferecido pela biodiversidade é posto em risco por ações como desmatamentos, incêndios e o uso indiscriminado de agrotóxicos.

A entidade alerta, ainda, que outros serviços ecossistêmicos, dos quais depende a produção de alimentos no Brasil e no mundo, estão em perigo. Ao perder florestas, alteramos os ciclos de água e nutrientes do solo e comprometemos a produção de alimento.

A urgência dessa questão motiva as discussões da COP-15 da biodiversidade, que ocorre neste mês de outubro. Líderes de todo o mundo discutem os rumos da proteção à biodiversidade, estabelecendo uma agenda para os próximos 30 anos. A agrobiodiversidade está entre os temas de destaque.

Soluções não faltam. Um modelo de agricultura amigável com a biodiversidade é urgente para o enfrentamento das mudanças climáticas que se avizinham. Essa “nova agricultura” precisa desviar do modelo do baseado na “revolução verde”, representado pelo agronegócio — nesse esquema, os ganhos de produtividade vêm às expensas da biodiversidade.

Uma mudança é essencial para a garantia de um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, o ODS 2: zerar a fome no mundo, estimulando a agricultura de pequena escala que empodere populações tradicionais, indígenas e mulheres. Tecnologia para o aumento de produtividade, regulação de mercado de commodities e o resgate e manutenção da agrobiodiversidade estão entre as metas para 2030.

O futuro dos sistemas alimentares, com soberania e resiliência às mudanças climáticas, depende da biodiversidade. Não haverá segurança alimentar num planeta simplificado e homogêneo. A biodiversidade é a maior garantia de que poderemos alimentar as próximas gerações.

Sobre o autor | Felipe Melo é biólogo, doutor em ecologia, coordenador do laboratório de ecologia aplicada da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ecossocialista.

(Fonte: Agência Bori)