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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Crise de confiança e promessas quebradas impedem progresso da COP26, alerta novo relatório

Mundo, por Kleber Patricio

Foto: Andrew Parsons/fotos públicas.

O último relatório publicado ontem pelo Climate Crisis Advisory Group (CCAG) adverte que, ao fragmentar a confiança no sistema internacional, os países correm o risco de minar os esforços para resolver a crise climática após a COP26. O fracasso na entrega de fundos para ajudar nações em desenvolvimento a lidar com os impactos da crise e em compensar perdas e danos sofridos pelos países mais pobres são algumas das razões apontadas pelo grupo para essa quebra de confiança.

O Pacto de Glasgow, produzido como resultado da COP26, seguiu os passos do Acordo de Paris de 2015 e deu início a avanços reais na busca de limitar o aquecimento a 1,5°C. Adaptação, mitigação e financiamento receberam um impulso e as regras sobre os mercados de carbono foram aprovadas. A importância da proteção, conservação e restauração da natureza e dos ecossistemas foi oficialmente reconhecida e a “redução gradual” do carvão foi acordada.

Embora não haja mais ambiguidade em torno do caminho para resolver a crise climática, ainda permanecem dúvidas: atingiremos a velocidade de progresso necessária para garantir um futuro gerenciável para a humanidade? Por isso, o relatório do CCAG discute a velocidade com que as nações devem agir, refletindo sobre os obstáculos que continuam a prejudicar o progresso na COP26.

Os fundos prometidos até 2020 em Copenhague para ajudar países pobres a lidar com impactos da crise climática, da ordem de 100 bilhões de dólares, nunca se materializaram e dificilmente serão liberados até 2023. Segundo os pesquisadores do CCAG, esse é um golpe desastroso para a confiança entre as nações e cria uma noção predominante de países desenvolvidos propositalmente não agindo de boa fé.

Outro fator que contribui para a quebra de confiança entre nações é a falha em compensar perdas e danos de países pobres, enquanto a população de nações mais ricas pouco muda seu padrão de vida. “Embora o Pacto de Glasgow tenha estabelecido um cronograma para um diálogo futuro sobre recompensa pelas perdas e danos ocorridos nestes países e tenha garantido a inclusão do tema na agenda da próxima COP, o fracasso em fornecer um caminho imediato para os países necessitados diminui a confiança entre nações ricas e pobres”, alerta o CCAG.

Na avaliação de Mercedes Bustamante, pesquisadora da UnB e membro brasileira do CCAG, “o balanço na COP26 indica alguns avanços muito importantes, como a definição de regras para o mercado de carbono, os acordos para conservação de florestas e redução de emissões de metano e a desaceleração no uso do carvão. Ela deixa, no entanto, questões cruciais ainda sem encaminhamentos, como as questões de justiça climática frente às desigualdades entre os países desenvolvidos, maiores emissores, e o países menos desenvolvidos e que já sofrem os maiores impactos da mudança do clima”.

Bustamante acredita que a COP26 pode ser base para mais iniciativas de enfrentamento à crise climática envolvendo outros atores, como empresas, bancos de desenvolvimento e organizações da sociedade civil e, ainda, faz uma avaliação sobre o papel do Brasil neste cenário. “Há muitas oportunidades para o Brasil desde que o país avance no campo das ações para o cumprimento das promessas e compromissos”, finaliza.

(Fonte: Agência Bori)

Espaço 800 recebe exposição “Baú de Memória”

Campinas, por Kleber Patricio

Obra de Marcio Rodrigues.

O Espaço 800 recebe a partir de 10 de dezembro a exposição Baú de Memória, dos artistas Vanderlei Zalochi e Marcio Rodrigues.

O que fica guardado na memória são as histórias construídas ao longo do nosso trajeto. E a história desses dois artistas é rica em cores, signos, tintas e muita emoção. Zalochi e Marcio Rodrigues são dois dos principais expoentes da pintura e essa exposição tem o privilégio de mostrar parte significativa de suas trajetórias.

O Baú da Memória traz, pela primeira vez, obras desde a década de 1970 até os dias atuais, mostrando as diferentes fases dos artistas, carreiras pontuadas pela qualidade de seus trabalhos. Seus traços icônicos e carregados de significados revelam a potência e consistência de suas obras. Uma exposição que conta suas histórias e que vai ficar na memória de todos nós. Baú da Memória tem curadoria de Beto Mallmann.

Serviço:

Vernissage e coquetel de abertura:

Data: 10 de dezembro de 2021 (sexta-feira)

Horário: A partir das 19h

Exposição: 10/12/2021 a 10/1/22 – 14 às 19h

Local: Espaço 800 — Rua Frei António de Pádua, 800 – Guanabara – Campinas/SP.

Galeria de imagens

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo apresenta concerto em parceria com a Pinacoteca

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Em parceria com a Pinacoteca de São Paulo, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo abrirá o concerto com dois vídeos na próxima exposição do museu, A máquina do mundo: Arte e indústria no Brasil 1901 – 2021, em cartaz entre os dias 6 de novembro de 2021 e 22 de fevereiro de 2022. As apresentações terão regência do maestro Roberto Minczuk e ocorrem nos dias 25 e 26 de novembro, no palco do Municipal. Os ingressos variam de R$10 a R$150 e podem ser adquiridos na bilheteria ou pelo site.

Logo no início do espetáculo, o público poderá assistir aos vídeos Inner Telescope (2018), de Eduardo Kac, produzido no interior de uma nave espacial em órbita em volta da Terra, e Copérnico I: Paisagem com figura (2005), de Eduardo Climachauska e Daniel Augusto, na qual o sistema de pedais e rodas de uma bicicleta aciona um dispositivo com câmeras de filmagem. Os vídeos serão exibidos em tela antes do início do concerto. Após apresentação do vídeo, a tela sobe e se inicia o concerto. No repertório, os músicos interpretam clássicos de Charles Ives, Edgar Varèse e Heitor Villa-Lobos.

Centenário Piazzola | Na mesma semana, no dia 25, às 19h, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo volta a se apresentar na Sala do Conservatório, na Praça das Artes. Para marcar a volta, os músicos escolheram um repertório que destaca o centenário de Astor Piazzola. O concerto ainda ganha o destaque com a participação do pianista André Mehmari e o clarinetista Nailor Proveta. Os ingressos para esta apresentação custam R$20.

Serviço:

26, novembro, 19h

27, novembro, 17h

Ives, Varèse e Villa-Lobos

Concerto Presencial, aberto ao público

Orquestra Sinfônica Municipal

Roberto Minczuk, regência

[Theatro Municipal – Sala de Espetáculos]

Programa:

CHARLES IVES

The Unanswered Question

(Edição Boosey & Hawkes)

EDGAR VARÈSE

Intégrales (Rev. Chou Wen-chung, 1980)

(Editor: Casa Ricordi srl, Milano. Representada por Melos Ediciones Musicales S.A., Buenos Aires)

HEITOR VILLA-LOBOS

Sinfonietta nº 2 em Dó maior

Ingressos: R$10 a R$60

Classificação: Livre

Duração total: 40 minutos

25, novembro, 19h

[Praça das Artes – Sala do Conservatório]

Piazzolla

Concerto Presencial, aberto ao público

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

André Mehmari, piano

Nailor Proveta, clarinete

Programa:

ASTOR PIAZZOLLA

Triunfal

Calambre

La Muerte del Angel*

Oblivion (arr. André Mehmari)

ISAAC ALBENIZ

Tango (arr. Proveta)

ERNESTO NAZARETH

Fon-Fon**

(ASTOR PIAZZOLLA)

Melodia em Lá Menor (arr. José Bragato)

La Misma Pena (arr. André Mehmari)

Milonga del Angel (arr. André Mehmari)

Michelangelo 70 (arr. André Mehmari)

*só o quarteto**piano solo

**piano solo

Ingressos: R$20

Classificação: Livre

Duração total: 60 minutos

Pensando sempre na proteção do público, colaboradores e artistas e tendo em vista os cuidados quanto à transmissão da Covid-19, para assistir a este espetáculo é necessário seguir os protocolos de segurança estipulados no Manual do Espectador (acesse aqui), que incluem, a partir de 11 de novembro, a apresentação do comprovante de vacinação.

Programa sujeito a alteração.

(Fonte: Approach Comunicação)

III Festival de Música Instrumental de Indaiatuba divulga vencedores

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Gaudiê Otero foi o vencedor da categoria Coletivo Popular. Fotos: divulgação.

Gaudiê Otero, na categoria Coletivo Popular, Gleysser de Menezes Dores, no Solo Erudito, Gustavo Henrique Portes de Almeida, no Solo Popular, e Guilherme de Oliveira Sander, destaque do evento, são os vencedores da terceira edição do Festival de Música Instrumental de Indaiatuba (Femusin), promovido pela Secretaria de Cultura de Indaiatuba. Nove artistas foram selecionados para a final do festival e gravaram suas performances no palco do Centro Cultural Hermenegildo Pinto (Piano). As apresentações foram disponibilizadas à população no portal Cultura Online, entre os dias 15 a 21 de novembro.

Os três finalistas mais votados receberam três, dois e um ponto respectivamente, que foram acrescidos à média da pontuação oferecida pela Comissão Julgadora, formada por Gustavo Mazon, Samuel Cartes e Gustavo Villas Boas.

Nesta terceira edição do Femusin, Melhor Coletivo Popular leva R$4 mil, Melhor Solo Erudito e Melhor Solo Popular garantem R$2 mil cada, e o Melhor Destaque Geral será premiado com R$1 mil.

Gleysser de Menezes Dores venceu na categoria Solo Erudito.

Comissão Julgadora | Gustavo Mazon Finessi tem uma formação eclética que vai do pop ao jazz e à música clássica. É detentor de dois Mestrados, em Performance e Estudos Jazzísticos, ambos pela University of North Texas (EUA), onde também foi Professor Assistente (TF/TA) de Contrabaixo e de Música Antiga. Obteve seu bacharelado em Música Popular pela Universidade Estadual de Campinas, e se formou em contrabaixo erudito na Escola de Música do Estado de SP (EMESP). Alguns de seus principais mentores foram Jeff Bradetich, Lynn Seaton, Paul Leenhouts, Thibault Delor, Pedro Gadelha, Marcos Machado e François Rabbath.

Como professor, já deu master classes e aulas, coaching em música de câmara e se apresentou em vários festivais e cursos de férias nos Estados Unidos, Argentina e Brasil. Como contrabaixista e compositor, trabalhou com uma incrível variedade de artistas e grupos, como o Bassinova Quartet, Frank Proto, Lumedia MusiWorks, Orquestra de Contrabaixos Tropical, CafeTango, Buarquenrol, Meretrio, Sandy, Lê Coelho e com a Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo. Foi fundador de projetos autorais como Banda de Argila e Eletrogroove.

Atualmente trabalha como produtor musical, professor e músico freelance, além de ser membro da Orquestra Sinfônica de Piracicaba e do EOS – Música Antiga USP. Em 2020, lançou o álbum e songbook Fusion, com músicas de sua autoria. Em 2021, estreou também como produtor cultural, com a contemplação de dois projetos importantes e pioneiros pelo ProAC (Programa de Ação Cultural de São Paulo): a vídeo-palestra O Contrabaixo Histórico do Violone ao Jazz, lançada em 2021, e O Baixo de Villani, projeto de edição e gravação da obra para contrabaixo de Edmundo Villani-Côrtes, com previsão de lançamento para 2023.

Gustavo Henrique Portes de Almeida foi o vencedor na categoria Solo Popular.

Samuel Cartes iniciou sua formação musical através do piano aos 11 anos, em 2006. Aos 17 anos, ingressou na Pontifícia Universidade Católica do Chile (PUC – Chile), cursando piano na área de música erudita. Foi aluno das cátedras pianistas e concertistas Beatrice Berthold e Jacqueline Urízar.

Em 2014, decidiu voltar sua carreira ao piano popular e ingressou no Conservatório Dramático e Musical Doutor Carlos Campos de Tatuí, no curso de piano da área de MPB e Jazz. Teve aulas com grandes expoentes da música popular brasileira como André Marques, Beto Corrêa e com a renomada pianista Miriam Braga, em um curso complementar de piano erudito voltado ao repertório de compositores brasileiros.

Ingressou em 2020 no bacharelado em música popular da Faculdade de Música Souza Lima, ao qual se dedica atualmente. Sua atuação profissional inclui apresentações em diversos palcos do Brasil e do Chile. Trabalhou como pianista correpetidor na PUC do Chile, e como pianista acompanhante do Corpo Profissional de Balé da Universidade do Chile. Também se apresentou como pianista solista e em grupos de música de câmara na PUC e no Teatro Municipal de Santiago.

Guilherme de Oliveira Sander foi o destaque do evento.

Participou e garantiu prêmios em diversos festivais pelo Brasil. Em 2016, formou o Duo Camaleão de piano e voz, em parceria com a cantora Talitha Lessa, desenvolvendo releituras de canções do repertório brasileiro e latino-americano. Atuou em diversos trabalhos como diretor musical e arranjador e em 2021 ganhou o segundo lugar no concurso de piano Guiomar Novaes, na categoria de piano popular.

Gustavo Villas Boas ingressou no universo da música ainda bem jovem, aos 9 anos, e já realizou trabalhos com músicos e grupos artísticos como Hamilton de Holanda, Mônica Salmaso, Paulo Miklos, Jarbas Homem de Mello, Ed Rock, Simoninha, Gabriel Grossi, Jovino Santos Neto, Orquestra Jazz Sinfônica Brasil, Nelson Ayres Big Band, Hammond Grooves e WeJam Big Band e nos espetáculos Chaplin O Musical e MPB: Musical Popular Brasileiro, entre outros.

Também já participou de gravações de álbuns como Sou Linda (ao vivo) e Zé Leônidas, de Zé Leônidas; Pauliceia, de Lucas Bohn, e Orquestra Jabaquara, da Orquestra Jabaquara. Além de instrumentista, também é arranjador, e já trabalhou para diversos eventos e grupos, alguns como passagens pelo Rock in Rio.

É responsável pelo todo o repertório do grupo Combo Araruama, onde também exerce função como band leader, compositor, arranjador e instrumentista.

Vídeos dos vencedores:

Gaudiê Otero (Coletivo Popular) – https://youtu.be/snOUsh2KfnUb

Gleysser de Menezes Dores (Solo Erudito) – https://youtu.be/GCtcy5kLFtk

Gustavo Henrique Portes de Almeida (Solo Popular) – https://youtu.be/ISBKKmEbSr0

Guilherme de Oliveira Sander (Destaque do Festival) – https://youtu.be/-ewgY4ypab0.

(Fonte: Assessoria de Imprensa | Prefeitura de Indaiatuba)

Espetáculo audiovisual “Horizonte Submerso” comemora os 25 anos da Confraria da Dança

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: F. Barella

O universo criativo do escritor Edgar Allan Poe, do artista plástico Paul Klee e do desenhista, músico e cineasta Dave McKean inspiraram o novo espetáculo da Confraria da Dança, que celebra seus 25 anos com a estreia de Horizonte Submerso, obra audiovisual que fica disponível para o público no Youtube da Confraria da Dança a partir do dia 29 de novembro de 2021, às segundas e terças, 21h, com acesso gratuito. A obra foi criada e é interpretada por Diane Ichimaru – que também assina direção artística, dramaturgia, figurino e criação das máscaras –, Marcelo Rodrigues – que também assina o desenho de luz – e Esio Magalhães, ator e palhaço convidado especialmente para esse projeto. Já a composição e execução da trilha musical são do compositor, arranjador e pianista Rafael dos Santos, também convidado especial que é parceiro de longa data do grupo, tendo assinado trilha de outros espetáculos. Com a Confraria da Dança, é a primeira vez que Rafael entra em cena junto com os bailarinos.

Além da temporada, está marcado também um bate-papo com os criadores do espetáculo, mediado pela atriz e encenadora Veronica Fabrini por Zoom, no dia 30 de novembro, terça-feira, às 21h30. Para participar, basta se inscrever por meio deste link. Veronica é mestre em Artes pela Unicamp, Doutora em Artes Cênicas pela USP, com pós-doutorado em Filosofia na Universidade de Lisboa. É professora do Instituto de Artes da Unicamp desde 1991, nas áreas de poéticas do corpo, direção e atuação. Atua principalmente nos seguintes temas: atuação, performance, dança, teatro gestual, dramaturgia de cena e dramaturgia de imagem.

Os artistas referenciados para a criação de Horizonte Submerso aparecem na obra como inspiração para um submundo, um lugar reservado aos sonhos e as lembranças. Por assumir esse caráter, o espetáculo se divide em nove cenas fragmentadas, como quadros que se sobrepõem um ao outro. “Estabelecemos um diálogo entre os três artistas a partir de elementos encontrados em suas obras, como as cabeças bidimensionais sugeridas por McKean, os escritos poéticos do conto Berenice, de Edgar Allan Poe e a obsessiva reflexão sobre instabilidade e equilíbrio no universo em mosaico de Paul Klee”, ressalta Diane Ichimaru.

Os artistas que inspiraram a obra são de gerações e países diferentes, o que reforça a interseção da linguagem criativa produzida por eles; afinal, todos estabelecem uma relação entre o real e o fantástico. São também artistas que discutem, em seus trabalhos, os impasses da dualidade, do sarcasmo, da realidade subjetiva e da abordagem sobre o tempo de um modo distorcido e fragmentado, atingindo muitas vezes o inconsciente.

Edgar Allan Poe (1809-1849) foi um escritor norte-americano conhecido por seus contos sobre mistério, criando um novo gênero e estilo na literatura. Paul Klee (1879-1940) foi um artista plástico nascido na Suíça, mas de nacionalidade alemã. Sua obra extrapola os limites dos movimentos artísticos de sua época, dialogando livremente com o expressionismo, cubismo e surrealismo. Já Dave McKean (1963) é um artista contemporâneo inglês, desenhista de quadrinhos, ilustrador, cineasta e músico. Seu trabalho incorpora desenho, pintura, fotografia, colagem digital e escultura.

Horizonte Submerso explora a face oculta da natureza humana, os segredos esquecidos nos fundos das gavetas, os espaços angulosos recortados por luz e sombra. Os criadores-intérpretes adentram aos devaneios e distorções guiados pela pluralidade das obras inspiradoras e pelas possibilidades de intertextualidade entre as mesmas.

As cenas propõem reflexão em torno de questões como o tempo, a finitude, o equilíbrio, a instabilidade e a gravidade. Desse modo, o trabalho aborda problemáticas universais e extremamente atuais, como dilemas existenciais, a aceitação do contrário, a superação do medo e do desconhecido, o enfrentamento da morte e a convivência mútua entre o consciente e o inconsciente.

Para Diane e Marcelo, integrantes da Confraria da Dança, as colaborações dos dois artistas convidados (Esio Magalhães e Rafael dos Santos) proporcionam uma expansão da força dramatúrgica e do hibridismo entre movimento, palavra e música, características marcantes do repertório do grupo. Isso também contribuiu para que fosse criado um jogo cênico de equilíbrio que traz elementos autobiográficos dos artistas, sobretudo suas lembranças da infância.

“Embebidos em autoironia, confrontamos nossos lados sombrios, sonhos e pesadelos, navegando entre os destroços da memória, avançando para o desconhecido à mercê da fantasia. Compomos nas cenas múltiplas camadas de ressignificação do espaço-tempo, confrontando a objetividade do mundo exterior com o mundo interior e subjetivo que move cada indivíduo”, comenta o criador-intérprete Marcelo Rodrigues.

Sobre o grupo | A Confraria da Dança está sediada na cidade de Campinas/SP desde 1996 e atualmente celebra 25 anos de atividades relacionadas à pesquisa, criação e produção artística. Honrando o termo “confraria” – conjunto de pessoas que se associam tendo em vista interesses e objetivos comuns – realiza parcerias com artistas das áreas da dança, teatro, música e artes plásticas. Sua atuação artística ocorre, prioritariamente, fora da capital, e seus projetos contemplam ações na própria cidade/sede e em outras cidades de pequeno e médio porte do interior do Estado de São Paulo, difundindo a dança por meio de atividades de formação e fruição artística, traçando um crescimento radial em seu campo de ação junto à comunidade, promovendo acessibilidade comunicacional e atingindo público leigo de todas as idades, estudantes de arte em processo de formação e artistas profissionais. A Confraria da Dança acumula em seu percurso premiações da APCA, da Funarte/ MinC, Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Cultura Inglesa, SESI SP e Itaú Cultural/Rumos Dança.

FICHA TÉCNICA

Criadores-intérpretes: Diane Ichimaru, Esio Magalhães e Marcelo Rodrigues

Composição e execução de trilha musical: Rafael dos Santos

Direção artística e dramaturgia: Diane Ichimaru

Desenho de luz: Marcelo Rodrigues

Operação de luz: Coré Valente

Figurinos, máscaras e adereços: Diane Ichimaru

Costuras: Nice Cardoso

Fotografia: FBarella

Câmeras: Bruno Torato e Thiago Pinheiro

Som direto: Talles Rodrigues

Edição de vídeo: Bruno Torato

Projeto gráfico: Lucas Ichimaru

Assessoria de comunicação: Márcia Marques / Canal Aberto

Produção executiva: Pedro de Freitas / Périplo

Produção e realização: Confraria da Dança

Serviço:

Horizonte Submerso

Temporada: de 29 de novembro de 2021 a 14 de dezembro de 2021, segundas e terças, 21h

Acesso: Youtube da Confraria da Dança

Duração: 38 minutos

Classificação indicativa: Livre

Conversa com os criadores do espetáculo mediada por Veronica Fabrini

Dia 30 de novembro, terça-feira, 21h30 | Acesso pelo Zoom.

É necessário se inscrever para a atividade por meio deste link.

(Fonte: Boas Histórias Comunicação)