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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Brasil Jazz Sinfônica abre inscrições para músicos

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Rodrigo Rosenthal.

Estão abertas inscrições para testes de seleção de novos músicos para a Orquestra Brasil Jazz Sinfônica, corpo estável da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo administrada pela Fundação Padre Anchieta. Há vagas nos seguintes instrumentos: violino, sax tenor / flauta, trombone, percussão erudita, oboé / corne inglês, e clarinete / clarinete baixo. O prazo de inscrição será até dia 27 de maio. Mais informações, como condições, documentos para inscrição e envio de vídeo com apresentação do candidato, podem ser obtidas no site da Brasil Jazz Sinfônica.

Fundada em 1989, a Brasil Jazz Sinfônica é considerada uma das principais orquestras do país. Formada por 70 músicos, une a orquestra dos moldes eruditos a uma big band de jazz. O resultado é uma sonoridade única, com direito a samba, frevo, bossa nova, MPB, samba-jazz, rock e reggae, que tem lhe conferido protagonismo na criação de uma nova estética orquestral brasileira por meio de arranjos contemporâneos e únicos, criados não raras vezes com exclusividade para o grupo.

Conhecida e prestigiada em todo o território nacional e em inúmeros países, a Brasil Jazz Sinfônica já tocou com nomes do cenário musical, como Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Gal Costa, Edu Lobo, João Bosco, Toquinho, Paulinho da Viola, Daniela Mercury, Lenine, Diogo Nogueira, Carlinhos Brown, John Pizzarelli, Stanley Jordan, Gonzalo Rubalcaba, John McLaughin, Joe Zawinul, Dee Dee Bridgewater, Stacey Kent e Paquito D’Rivera, entre muitos outros.

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(Fonte: TV Cultura)

OMA Galeria apresenta exposição com colagens enigmáticas de Thereza Salazar

São Paulo, por Kleber Patricio

“Fogo cruzado”, por Thereza Salazar. Fotos: divulgação.

Em 31 de maio, a OMA Galeria inaugura a exposição “Paradoxos”, individual da artista Thereza Salazar. Com texto crítico de Pedro Nery, a mostra reúne desenhos e colagens criados pela artista nos últimos dois anos, durante o período da pandemia. Com o acesso a materiais restrito, Thereza resolveu utilizar os recursos que tinha em mãos em seu ateliê, como lápis, papel japonês, lápis de cor e nanquim.

As colagens da artista são criadas a partir de imagens coletadas de revistas, livros e publicações antigas. Ao recortar as imagens, Thereza as esvazia de seu significado original, em seguida utilizando-as para montar e remontar novas figuras. Nesse rearranjo, os elementos são ressignificados de acordo com seu imaginário, criando novas narrativas.

“Talismã”, de Thereza Salazar.

Existe certa ambiguidade nas imagens que cria: apesar de suas obras terem formas claras, muitas vezes parecendo enciclopédias, elas trazem um aspecto fantasioso, com animais imaginários, talismãs e outros elementos que parecem saídos de fábulas, lendas ou livros de alquimia. Seus trabalhos não podem ser entendidos apenas com a razão, contendo um aspecto misterioso que atrai e ao mesmo tempo causa estranheza ao observador.

Para a Thereza, a arte atua no campo do que não existe. Por isso, a artista não atribui significados pré-definidos a seus trabalhos, deixando que cada um seja afetado e interprete suas obras a partir de suas próprias referências. A abertura acontece a partir das 19h e a exposição fica aberta ao público até 17 de julho, com entrada gratuita.

Serviço:

Paradoxos

Endereço: Rua Pamplona, 1197, casa 4 – Jardins – São Paulo, SP

Data da aberta: 31/5/2022

Horário da abertura: a partir das 19h

Visitação: 31/5 a 17/7/2022.

Horário: terça a sexta-feira das 14h30 às 19h30 e sábados das 10h às 15h

Entrada gratuita

Informações: (11) 97153-3107

contato@omagaleria.com.

(Fonte: OMA Galeria)

Desmatamento e mudanças climáticas ameaçam orquídeas e bromélias da Serra da Mantiqueira; 35% estão em risco de extinção

Serra da Mantiqueira, por Kleber Patricio

Foto: Raquel Portugal/Fiocruz Imagens.

Em artigo publicado na sexta (27) na revista “Rodriguésia”, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) catalogaram 678 espécies de epífitas vasculares (plantas que utilizam outras plantas como suporte) encontradas nas florestas nebulares da Serra da Mantiqueira, na Região Sudeste do país, e alertam para a ameaça de extinção de 241 espécies em função de fatores como o desmatamento e as mudanças climáticas globais. O estudo contou com financiamento parcial da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para catalogar as epífitas vasculares das florestas nebulares da Serra da Mantiqueira – área de Floresta Atlântica em parte dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo –, bem como suas características, distribuição nos domínios fitogeográficos e possíveis ameaças, os pesquisadores realizaram expedições de campo, entre 2012 e 2019. Eles percorreram sobretudo algumas unidades de conservação da região, como os parques estaduais do Ibitipoca (MG), da Serra do Papagaio (MG), da Serra do Brigadeiro (MG), de Campos do Jordão (SP) e os parques nacionais do Caparaó (MG/ES) e do Itatiaia (MG/RJ). Também foram feitos levantamentos de dados em plataformas virtuais, como o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), e em trabalhos acadêmicos já publicados.

As florestas nebulares são ecossistemas que ocorrem em áreas de altitude elevada, com forte presença de nuvens e neblina. Essa cobertura de nuvens fornece umidade para a vegetação que ali se desenvolve, favorecendo a existência de uma grande variedade de espécies. Uma característica marcante da vegetação dessas florestas é a ocorrência de epífitas vasculares. Por não estarem ligadas ao solo, elas captam a água e os minerais da atmosfera e das chuvas, beneficiando-se desse ambiente.

Biodiversidade a ser preservada

Foram identificadas 678 espécies de epífitas vasculares, de 131 gêneros e 23 famílias diferentes, que representam cerca de 30% das epífitas da Floresta Atlântica e quase 20% das brasileiras. As orquídeas (42,5%) e as bromélias (16,6%) foram as famílias mais recorrentes, e 68,8% das espécies registradas são endêmicas da Floresta Atlântica. Dos 131 gêneros registrados, 23 apresentaram mais de 10 espécies, evidenciando a existência de grande biodiversidade.

A partir da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de cada estado brasileiro e do país, que utiliza os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), os pesquisadores apontaram 241 espécies que correm risco de extinção (criticamente em perigo, em perigo e vulnerável) no país, sendo 149 no Espírito Santo, 55 em Minas Gerais, seis no Rio de Janeiro e 31 em São Paulo. Segundo o estudo, o grande número de epífitas vasculares ameaçadas é reflexo do desmatamento de áreas florestais para a transformação em terras agrícolas ou pastagens, da especulação imobiliária, das atividades de mineração e da coleta predatória das espécies para a comercialização como plantas ornamentais. Elas também são afetadas pelas mudanças climáticas devido à dependência direta do ciclo hidrológico e da formação de nuvens.

A bióloga e doutora em Biodiversidade e Conservação da Natureza, Samyra Gomes Furtado, uma das autoras do artigo, explica que a principal contribuição da pesquisa é prover dados para a conservação das florestas nebulares. “No Brasil, não utilizamos muito essa terminologia para classificar esses ambientes e, por isso, ainda estamos um pouco defasados na compreensão dessas florestas. Há estudos sobre esse tipo florestal, mas nem sempre o classificando como nebular, o que dificulta a unificação dos resultados”. A autora conta que pretende continuar o trabalho, mapeando a ocorrência dessas espécies para acompanhar, identificar e compreender as adaptações em relação às mudanças que já vem acontecendo. “Essa formação florestal resguarda grande diversidade e precisa da atenção tanto de pesquisadores, como da população e do poder público”, conclui.

(Fonte: Agência Bori)

Mulheres pretas e pardas têm a percepção de serem menos acolhidas em maternidades ao redor do país

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Wavebreakmediamicro/Adobe Stock.

O nascimento de um filho é um momento singular na vida de uma mulher e o acolhimento da equipe de profissionais é um fator importante nesse processo. Recente estudo publicado na quarta (25) na revista “Cadernos de Saúde Pública” apontou que fatores como cor, idade e escolaridade diferenciam o acolhimento dado às mulheres nas maternidades brasileiras. Pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) analisaram 606 serviços com dados de 10.540 puérperas em maternidades da Rede Cegonha, com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo abrange todo o Brasil, com dados da Avaliação da Atenção ao Parto e Nascimento em Maternidades da Rede Cegonha, realizada em 2017. A Rede Cegonha é uma estratégia do Ministério da Saúde, criada em 2012, que visa assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério.

Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram cinco questões principais a respeito do acolhimento nas maternidades: apresentação dos profissionais com nome e função, chamar a gestante pelo nome, compreensão das informações dadas, se sentir bem tratada e respeitada e ter as necessidades respondidas pela equipe. “Cruzamos estes indicadores com algumas características pessoais das mulheres entrevistadas, como idade, escolaridade, cor da pele, situação conjugal, tipo de parto, paridade, assim como a peregrinação, ou seja, quando a gestante precisa ir a mais de uma maternidade”, explica Ana Lúcia Nunes, mestre em Saúde Coletiva pela UFMA e autora principal do estudo.

Os resultados demonstraram que a maioria das mulheres estava em uma faixa etária entre 20 e 34 anos. “Os números também apontaram que a maioria das entrevistadas possuía escolaridade entre nove e onze anos e tinham companheiro”, acrescenta Nunes. As puérperas com mais idade e escolaridade tiveram percepção mais positiva do acolhimento nos serviços de saúde. “O tipo de parto também influencia, sendo o parto vaginal melhor acolhido que o por cesariana”, destaca a cientista. Os menores índices foram para mulheres pretas e pardas, que, na maioria dos casos, não se sentiram acolhidas nas maternidades da Rede Cegonha. “O acolhimento vem da clareza do papel que cada funcionário tem dentro do processo de nascimento. No parto, as mulheres são as figuras principais e nós, enquanto profissionais de saúde, precisamos saber conduzir este momento singular. Em qualquer condição, elas devem ser tratadas e respeitadas nas suas especificidades”, destaca Nunes.

De acordo com a pesquisadora, o estudo reúne informações de como as mulheres brasileiras se sentem ao adentrar para o parto e ao nascimento dentro das maternidades da Rede Cegonha e serve como instrumento para que sejam revistos os fluxos e processos de trabalho e acolhimento das puérperas. “Esperamos que o resultado venha a influir e contribuir na melhoria das condições de trabalho dos funcionários, qualidade no atendimento dessas mulheres, acesso de informação de qualidade e acolhimento às mulheres, independente de suas características”, conclui.

(Fonte: Agência Bori)

OSU apresenta concerto em homenagem a professores

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Cocen/Unicamp.

Em celebração aos seus 40 anos, a Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU) apresenta na quinta-feira, 26 de maio, concerto em homenagem aos professores Esdras Rodrigues e Edmundo Hora e ao compositor José Eduardo Gramani (in memoriam). A apresentação será gratuita e acontece no Auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM) às 19h30.

Sob regência de Cinthia Alireti, maestrina da OSU, o concerto integra uma série de apresentações com convidados ilustres. Neste encontro, a Sinfônica recebe o violinista Esdras Rodrigues e o cravista Edmundo Hora, além da participação especial do flautista da OSU Rogério Peruchi.

No programa, a apresentação se destaca pela execução do “Concerto Brandeburguês n.5”, de J. S. Bach, além do C”oncerto para violino” de C. Guerra-Peixe, uma obra que mistura o folclórico e o clássico e conta com o solo do violinista Esdras Rodrigues e a participação especial de artistas regionais.

A apresentação será gratuita e acontece na próxima quinta-feira, 26 de maio, às 19h30 no Auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Serviço:

OSU 40 anos

Homenagem a Esdras Rodrigues, Edmundo Hora e José Gramani (in memoriam)

Data e horário: quinta-feira, 26 de maio de 2022, às 19h30,

Local: Rua Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária “Zeferino Vaz” – Campinas, SP, Brasil.

Evento gratuito.

(Fonte: Unicamp)