Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Cisne Negro Cia. de Dança leva espetáculo “Mozartíssimo” aos palcos do Teatro J. Safra

São Paulo, por Kleber Patricio

Aclamado por crítica e público, “Mozartíssimo”, espetáculo criado pelo coreógrafo romeno Gigi Cacileanu com participação de Dan Mastacan (in memoriam), retorna aos palcos, sendo recebido agora pelo Teatro J. Safra nos dias 6 e 7 de agosto. A obra apresenta por meio da dança momentos marcantes da vida e inspirações de Mozart, através do experiente ballet da Cisne Negro Cia. de Dança.

“É uma enorme satisfação trabalhar com ‘Mozartíssimo’, pela intensidade de dramaturgia que nos traz”, comenta Dany Bittencourt, diretora artística da Cisne Negro Cia. de Dança. Devido ao grande sucesso da temporada anterior, a obra foi escolhida para retornar aos palcos no início do segundo semestre de 2022. Os ingressos para as apresentações já estão disponíveis através do site do teatro, com valores a partir de R$30.

Sobre a Cisne Negro Cia. de Dança | A Cisne Negro Cia. de Dança, sob a Direção Artística de Hulda Bittencourt ( in memoriam)e Dany Bittencourt, considerada uma das melhores companhias do país, sucesso de crítica e de público, no Brasil e no exterior, com 45 anos de existência está sempre pronta a levar a sua inovadora dança aos quatro cantos do planeta, acreditando que a arte e a cultura são importantes ferramentas de transformação social, alimento de esperança e sonhos de muitas pessoas.

Serviço:

Teatro J. Safra

Endereço: Rua Josef Kryss, 318 – Parque Industrial Tomas Edson, São Paulo – SP

6 de agosto – 20h

7 de agosto – 19h

Plateia Premium: R$50,00

Plateia VIP: R$50,00

Mezanino: R$40,00

Mezz. Visão Parcial: R$30,00

Ficha Técnica

Coreografia e figurinos: Gigi Cacileanu

Música: Wolfgang Amadeus Mozart

Assistente de Coreografia: Dany Bittencourt

Projeto de Luz: Gigi Cacileanu e André Bottó

Direção Teatral: Dan Mastacan (in memorian)

Cenário: Dorival Chiavinato e Pedro Pinoti

Máscaras: José Moreno

Duração: 50 min

Classificação: Livre

(Fonte: Luar Conteúdo)

Atriz brasileira Paula Landim se prepara para estrear no cinema americano

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Após estudar atuação na renomada New York Film Academy, em Los Angeles, a brasileira Paula Landim se prepara para dar um importante passo em sua carreira. Em breve, a atriz irá protagonizar o longa americano “Purple Trail”.

Com os destaques que ganhou no exterior, Paula acabou chamando a atenção do diretor Shiv Nadikuda, que a convidou para fazer as audições. Na época, elas foram feitas de maneira remota, por conta da pandemia. Após alguns testes, a artista conquistou o papel, sendo a única brasileira a integrar o elenco do filme.

Na trama de suspense, a atriz dará vida a Kate Robinson, uma médica psiquiatra formada na prestigiada universidade de Harvard. A jovem utiliza sua profissão para tratar pacientes mulheres que já sofreram algum tipo de abuso e violência. “Não posso dar muitos spoilers, mas muito da personalidade dela é inspirada na Catherine Tramell, personagem icônica de Sharon Stone em ‘Instinto Selvagem’. Além de ser muito inteligente, também é sensual”, conta Paula. “Sinto que é a realização de um sonho. Atuar em um filme todo em inglês e sendo a única atriz brasileira do filme é uma conquista e o maior desafio que já tive na minha carreira até hoje, mas sinto que vai ser só o começo de muitos outros trabalhos que virão”.

O trailer oficial do longa será lançado no final do mês do julho. Já a estreia oficial do filme está prevista para ocorrer no segundo semestre de 2022, nos cinemas de Nashville, Tenessee e nas plataformas digitais.

(Fonte: Camila Novo Assessoria)

Músico e compositor Matheus Crippa apresenta espetáculo autoral no Pavão Cultural

Campinas, por Kleber Patricio

Matheus Crippa apresenta show exclusivo em Campinas. Foto: Mafalda Pequenino.

Nesta sexta-feira, 1º de julho, às 20h, o cantor e compositor Matheus Crippa estreia o espetáculo “Íntimo” no Pavão Cultural, em Campinas. Idealizado pelo cantor e compositor, o show “Íntimo”, dirigido por Guilherme Fanti, marca o pré-lançamento do EP autoral homônimo, previsto ainda para o mês de julho.

O espetáculo contempla canções autorais produzidas e lançadas como singles ao longo de 2021, além de outras faixas inéditas que comporão o trabalho. A faixa-título, ainda inédita, foi composta em parceria com seu público das redes sociais. Com duração de 60 minutos, a apresentação reúne, além das obras do EP, outras canções escolhidas com o cuidado de exprimir a temática do espetáculo: a presença marcante da voz e do violão e o mergulho em si como forma de retomar o contato com a alegria, esperança e leveza que carregamos dentro de nós. Acompanham Matheus Crippa os músicos Guilherme Fanti (cordas) e Manu Neto (percussão geral).

Informações e reserva de ingressos podem ser obtidas pelo WhatsApp (11) 99633-4104. Os ingressos antecipados custam R$30 (inteira) e R$15 (meia) e, no local, R$35 (inteira) e R$20 (meia).

Sobre Matheus Crippa | Instrumentista, cantor e compositor do interior de São Paulo, Matheus Crippa evoca em sua linguagem musical as poéticas e sentidos comuns ao universo das rodas de samba e da canção brasileira. O artista soma mais de uma década em rodas de samba entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Já acompanhou artistas como Seu Carlão do Peruche, Moacyr Luz, Wilson Moreira, Toinho Melodia e Zé Luiz do Império Serrano. É violonista do Dudu Nobre e do Pagode da 27, além de vocalista e produtor musical do álbum “Passageiro” (2020), do Grupo Alvorada, que contou com a participação de Renato Milagres. Lançou seu primeiro trabalho solo, “Entremeios”, em 2017, cujo espetáculo teve texto de abertura assinado por Raquel Trindade.

Midias: Spotify | YouTube | Instagram.

(Fonte: Diney Isidoro | Assessoria de Imprensa)

Encerramento do Festival Sabores da Terra em Indaiatuba terá seis dias de festa

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Marcelo Malorod.

Há seis anos, o Sabores da Terra Festival Gastronômico Itinerante iniciava um movimento em prol de pequenos produtores artesanais, da “culinária raiz” e de artistas locais, justamente em Indaiatuba/SP. Por isso, a sexta edição do evento acolhida no município reafirma o #OrgulhoDeSerCaipira e os propósitos da marca. Desta vez, o evento é realizado em quatro tempos: um em 28 restaurantes parceiros, até 3 de julho, nas salas de aula do Grupo UniEduK (a Semana Acadêmica, que foi um sucesso), em seguida a peito e a céu abertos, no Parque Ecológico, nos dois primeiros finais de semana de julho; e por fim, com o tradicional Tacho Solidário oferecido para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A realização é da Elo Produções, com apoio da Prefeitura de Indaiatuba por meio da Secretaria Municipal de Cultura. A festa de encerramento é um Projeto realizado com o apoio do ProAC.

Para esta edição Indaiatuba, dez produtores locais de alimentos, já conhecidos do “Ponto Verde” – Feira de Agricultura Familiar do Município de Indaiatuba, estão confirmados: Vanessa e Fernando (produtos à base de pimenta); Eliane Bonfim e Aparecida Glória (peças artesanais de cozinha e utilitários); Ana Brolo (defumados artesanais, cachaças saborizadas e mais); Célia e Jéssica (artes em chifre, macramê  e outras peças artesanais); Ednilson  Tomazetto (vinhos artesanais, pimentas e pães); André Antal (produtos veganos como hambúrgueres e sanduíches); Gabriela Artesanato (produtos artesanais para relaxamento e massagem); Sidnei Integral Natural (produtos integrais como pães e bolos); Agnaldo Puce (produtor de queijos, cachaças, mel e embutidos); Alexandra – Produtos de Milho. Os detalhes sobre a programação você confere a seguir (serviço).

Foto Millenium.

Dez cidades paulistas já tiveram ao menos uma edição do evento: Indaiatuba, Valinhos, Jaguariúna, Holambra, Águas de Lindóia, Vinhedo, São Bernardo do Campo, Sorocaba e Campinas. Para se ter uma ideia do evento, pode-se dizer que mais de 1 mil produtores de alimentos puderam compartilhar muitos sabores e saberes com o público até aqui. Só na 18ª edição, em Campinas, o Parque Portugal (Lagoa do Taquaral) recebeu 51 expositores, sendo 16 pequenos produtores e artesãos, seis bandas e uma orquestra de viola, nos três dias de festival naquela cidade, foram vendidas 23.800 porções às cerca de 38 mil pessoas que passaram pelo local (cálculo feito a partir do ticket médio de consumo). E, para que tudo isso funcionasse na terra de Carlos Gomes, cerca de 600 pessoas trabalharam (direta ou indiretamente) no evento – 57 delas na equipe de produção. É um desafio. “Mió que isso, fica”? Ah, se fica, e em bom caipirês. Em outubro, o Sabores da Terra chega ao Memorial da América Latina, em São Paulo.

Se miorá, miora até a homenagem

Será no local onde tudo começou, marco da 19ª edição paulista, a homenagem ao saudoso parceiro Arian Carneiro de Mendonça, que nos deixou em 2020 vítima de um tipo raro de câncer. “Essa seria a vigésima edição, não fosse a pandemia. Então vamos relembrá-lo de um jeito muito, muito carinhoso”, situa Renata. O amigo que gostava de uma boa moda de viola caipira, que era de fé e não se curvava à desistência, talvez avaliasse, hoje, depois de tantos dias duros, que falta “afetividade entre as pessoas”, algo que a comida é capaz de resgatar. “Tudo no Arian era emoção e gentileza. E comida é afeto. Contudo, o apelo comercial, hoje, é muito forte. Por isso, temos procurado incluir parceiros que entendam nosso propósito e nos ajudem a sentir e dividir essa afetividade com muita gente, de novo”, avalia Renata.

Os quatro tempos do Sabores da Terra Indaiatuba 2022

Foto: Marcelo Malorod.

Com o tema Café: Do Grão ao Prato, o festival segue até 3 de julho em 28 estabelecimentos de gastronomia participantes. Nesses endereços, há pratos e combos a preços especiais: R$55 para o prato principal, R$40 para combo sanduíche e R$29 para combo sobremesa. As opções delivery (entrega) ou take away (retirada) também estão disponíveis. A cada prato ou combo vendido, R$1 será doado para o Fundo de Cultura do Munícipio, iniciativa que começou em 2019. Todas as informações sobre os menus e restaurantes participantes estão disponíveis no site https://festivalsaboresdaterra.com.br/ e no Instagram da marca https://www.instagram.com/saboresdaterrafgi/.

A Semana Acadêmica, realizada em parceria com o curso de Gastronomia do Grupo UniEduK, ocorreu entre os dias 21 a 23 de junho. Ao todo, seis aulas show foram apresentadas por docentes e convidados da Unimax. “A semana acadêmica traz os pilares que sustentam toda a gastronomia. Técnicas, conceitos, qualidade, profissionais renomados e muita cultura. Tudo isso só acontece através do Sabores da Terra”, afirma o coordenador de curso Sérgio Rischiotto.

Nos dois primeiros finais de semana de julho (aos sábados e domingos à tarde), a Cozinha Show do Parque Ecológico acolhe docentes e convidados da UniEduk para aulas de culinária. Serão 23 aulas com vagas limitadas (20 pessoas por aula) e preenchidas por ordem de chegada. Dentre os destaques, as variações baianas para peixe e cacau do chef Júnior França (de Itacaré-BA).

Foto: Marcelo Malorod.

O encerramento do Sabores da Terra será realizado durante a quarta edição do Festival de Inverno de Indaiatuba, que acontecerá em dois finais de semana: de 1º a 3 e de 8 a 10 de julho, no Parque Ecológico com 30 expositores. Às sextas-feiras, o evento será realizado das 18h às 22h e, aos sábados e domingos, das 12h às 22h. Ao todo são mais de 30 apresentações. Confira a programação completa no site do Sabores da Terra ou https://www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura-online/.

O Tacho Solidário também será realizado em breve, em data e local a serem confirmados.

Serviço:

19ª edição do Sabores da Terra Festival Gastronômico Itinerante – Ano 6

Festa de encerramento: 1 a 3 e 8 a 10 de julho

Onde? Parque Ecológico – Estacionamento ao lado da Concha Acústica – Av. Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 205 – Chácara Areal – Indaiatuba – SP

Entrada gratuita – Sugerimos a doação voluntária de alimentos (não perecíveis) e agasalhos para as ações da Secretaria Municipal de Cultura de Indaiatuba.

Quando? Sexta (1) e (8) – das 18h às 22h / Sáb (2) e (9) e Dom (3) e (10) – das 12h às 22h

Informações e menus: www.festivalsaboresdaterra.com.br e @saboresdaterrafgi

Realização: Elo Produções & Eventos

Apoio Cultural: Prefeitura Municipal de Indaiatuba e Secretaria Municipal de Cultura de Indaiatuba.

(Fonte: Elo Produções)

Perda de vegetação e sistema de saúde precário aumentam o risco de surto de zoonoses

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Fabiana Lopes Rocha/Arquivo pesquisadores.

Estudo publicado na quarta (29) na revista Science Advances mostra que dois terços dos estados brasileiros têm risco de médio a alto para ser o próximo palco de surto de zoonoses. Esta relação se dá, sobretudo, em populações humanas vulneráveis que ocupam áreas mais remotas e próximas à vida selvagem. O estudo, liderado por pesquisadores do Projeto RedesDTN, do Centro de Síntese em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (SinBiose/CNpq), sediado na Fiocruz do Rio de Janeiro, chama atenção para o fato de que o aumento recente na vulnerabilidade ambiental e social do país pode acelerar a emergência do próximo surto.

O risco de surtos decorrentes de zoonoses é um tema que ganhou visibilidade com a ascensão em escala global da SARS-CoV-2. A ideia de olhar para animais, sobretudo os selvagens, como reservatórios zoonóticos trouxe uma nova camada para a discussão sobre a conservação da biodiversidade: a abordagem da saúde global.

A pesquisa analisou dados de incidência de casos e mortes decorrentes de zoonoses, ocorrência de mamíferos e seus patógenos e parasitas, caça, perda de vegetação natural e cobertura verde urbana. Segundo os autores, nos países em desenvolvimento, a ocupação de áreas ambientalmente degradadas, associada à vulnerabilidade social da população, favorece a rápida disseminação geográfica das infecções. Além disso, à medida que a ocupação humana vai avançando para as áreas naturais adentro, o contato com animais selvagens se intensifica. Isto cria condições para a emergência de doenças zoonóticas. Um exemplo é a incidência de malária e leishmaniose, que está diretamente relacionada ao desmatamento.

De acordo com os autores, o aumento das vulnerabilidades ambientais e sociais no país, somados a crises econômicas e políticas, são potenciais gatilhos para surtos. Dados do Observatório do Clima mostram que, em 2020, o desmatamento elevou em 20% a emissão de gases na Amazônia Legal na comparação com o ano anterior.

Vulnerabilidade e capacidade de resposta

Para entender quais as áreas no país estariam mais sujeitas à emergência de surtos zoonóticos, os pesquisadores fizeram um esforço inicial de compilar dados de diferentes fontes e formatos no intervalo de 2001 a 2019. Em seguida, adaptaram o protocolo europeu INFORM que considera o risco à exposição, às vulnerabilidades, as estruturas de enfrentamento a situações de risco. Em seguida, analisaram as relações de dependências entre as variáveis.

A pesquisa constatou que há uma forte correlação entre perda de vegetação, riqueza de mamíferos, isolamento do município, pouca vegetação urbana e baixa cobertura vegetal. “O curioso é que a maioria das cidades que estão cercadas de mata nativa tem pouca ou quase nenhuma vegetação urbana”, explica Gisele Winck, autora do estudo e pesquisadora de pós-doutorado do SinBiose. A aplicação do modelo mostrou que apenas 30% dos estados brasileiros, ou seja, oito estados, têm baixo risco de surtos de zoonoses.

Por exemplo, o Maranhão, que tem 34% do seu território coberto por floresta, é considerado de alto risco. Entretanto, o estado vizinho, Ceará, cujo bioma de prevalência é a Caatinga, tem baixo risco. Os outros sete estados de baixo risco são Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

Uma característica compartilhada entre estes estados é a alta conectividade entre as cidades, o que favorece a capilarização do acesso ao sistema de saúde e, portanto, o tratamento de acometidos por zoonoses. “Se a pessoa não consegue tratamento em um município, ela consegue acessar outro município rapidamente. Isto tem a ver com a capacidade de resposta a crises”, explica Winck.

Os estados amazônicos são todos considerados de médio a alto grau de risco de surto zoonótico. Isto não é uma surpresa para os cientistas, pois a grande diversidade de espécies da Amazônia naturalmente abarca também riqueza de patógenos. “A questão é que atualmente há uma sobreposição das nossas áreas com maior cobertura vegetal e biodiversidade com as áreas de maior desmatamento. Isto as torna potencialmente um risco para a emergência de surtos de zoonoses”, avalia a pesquisadora.

Outro aspecto discutido no artigo é a caça. A caça é considerada atividade ilegal no país, exceto como atividade de subsistência para comunidades tradicionais e indígenas. Ainda assim, não é incomum encontrar a comercialização de carne de caça em todas as regiões do país. Esta manipulação de carne de caça preocupa os pesquisadores não apenas em termos de manejo das espécies, mas também de saúde coletiva.

O consumo desta carne pode representar uma porta de entrada para patógenos e parasitas desconhecidos. “É preciso discutir este tema ao invés de ignorá-lo. Talvez a regulamentação incluindo monitoramento seja saída para a redução dos riscos eminentes”, considera a autora. Estimativas recentes apontam que o mercado de carne de caça na Amazônia Central seja de aproximadamente 35 milhões de dólares por ano e a carne de mamíferos é a mais consumida, seguida pela de répteis e aves.

Para finalizar, os autores apontam no artigo que não há uma única saída. “O desafio atual é a colaboração intersetorial para uma gestão eficaz focada no conceito de Saúde Única (One Health), sobretudo em países mega diversos com alta vulnerabilidade social e crescente degradação ambiental, como o Brasil”.

(Fonte: Agência Bori)