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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Histórias surreais do metrô se cruzam em novo livro

São Paulo, por Kleber Patricio

Um mundo paralelo se passa embaixo da terra sem que notemos sua existência. Ele é formado por trens de metrô, seus quilômetros de trilhos e suas estações, as portas de entrada e saída das pessoas em trânsito. Modalidade de transporte público essencial em megalópoles como Nova York, Tóquio e São Paulo, é também um mundo em suspensão, que parece correr paralelo ao que se passa na superfície. Foi desse imaginário que o jornalista e escritor Igor Ribeiro deu vida a “Cuidado com o Vão”, uma ficção que narra o (des)encontro de diversos personagens, cada um em sua jornada pessoal.

“Cuidado com o Vão” foi lançado pela editora Ases da Literatura e questiona o deslocamento das pessoas na cidade – tanto do ponto de vista literal, já que o metrô é o cenário principal por onde essas histórias se deslocam, como metaforicamente, pois são personagens repletos de conflitos, em busca de um lugar na sociedade. Mesmo tão diferentes entre si, são pessoas com ansiedades parecidas e, não raro, caminhos em comum.

“Há muito folclore no metrô, histórias surreais, inacreditáveis. Minha premissa com ‘Cuidado com o Vão’ foi revisitar essas possibilidades por meio de seis narrativas que dialogam com essas pequenas loucuras subterrâneas e que se cruzam, como se cruzam as linhas de trem na cidade.”, afirma Igor Ribeiro.

“Cuidado com o Vão” tem como protagonistas Reinaldo, Giovani, Alfa, Nádia, Diego e Jean, personagens perdidos na vida em busca de respostas para anseios internos — buscas particulares que nem sempre se influenciam, mas sempre se cruzam. Ribeiro é capaz de nos transportar para o cenário do livro – sentimo-nos presentes nas estações e situações narradas. É uma viagem sem os solavancos do metrô, mas com a possibilidade de nos levar para novos rumos.

O jornalista e escritor Igor Ribeiro. Foto: Leandro Rodrigues.

“Entre idas, vindas, cruzamentos, embarques e desembarques, com talento e linguagem clara, Igor Ribeiro conduz uma narrativa potente e desestabilizadora”, define Fábio Varela Nascimento, doutor em Letras pela PUC-RS e professor de Literatura.

“Recomendo ‘Cuidado com o Vão’. Sem experimentalismos vazios, mas dentro da estrita contemporaneidade, é um texto muito bem-vindo em nossa época tão estranha: de certo modo, ele nos indica um caminho, o qual não passa ao largo da solidariedade e do olhar compassivo”, afirma Luiz Antonio de Assis Brasil, autor de “Figura na Sombra” e “O Inverno e Depois”, que assina a orelha do romance.

Sobre o autor | Igor Ribeiro (@igor78ribeiro) é paulistano e jornalista. Como compositor, teve canções lançadas no Brasil e na França, junto ao cantor Nicola Són. Também foi produtor cultural e artístico, com trabalhos na área de booking e eventos musicais.

Serviço:

Livro: Cuidado com o Vão

Autor: Igor Ribeiro

Editora: Ases da Literatura

Páginas: 304

Preço: R$67,90

Adquira o livro em https://bityl.co/Dx8Q

Confira os book trailers da obra em https://bit.ly/Cuidado-CoV.

(Fonte: Aspas & Vírgulas)

Vídeos feitos por crianças promovem debate sobre direitos femininos

São Paulo, por Kleber Patricio

Animação “A Menina Que Lutou por seus Direitos”. Imagem: divulgação.

Dados do Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançado pelo Unicef e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que 179.277 crianças e adolescentes até 19 anos foram vítimas de violência sexual no Brasil entre 2017 e 2020, das quais quase 80% eram meninas.

Entre as animações criadas nesse programa, disponíveis no canal no YouTube, várias tratam do tema sob a perspectiva dos pequenos. As crianças desenvolvem histórias a partir de suas próprias experiências e relatos sobre a importância do respeito aos direitos das mulheres e de todas as pessoas. “São manifestações genuínas das crianças e que devem ser estimuladas para que elas possam levá-las para seu cotidiano, de sua família, de sua comunidade e da sociedade. A construção dessa sociedade justa que todos nós queremos começa com a boa educação das crianças”, afirmou Vitor Azambuja, cofundador da startup.

As animações “A Bailarina Que virou Jogadora de Futebol”, “O Campeonato de Videogame” e “A Menina Que Lutou por seus Direitos” apresentam de maneira lúdica a importância da representatividade das meninas frente às suas escolhas.

Animação “A Bailarina Que virou Jogadora de Futebol”.

Segundo Azambuja, é preciso garantir ferramentas para que as crianças sejam protagonistas de sua história e de transformações sociais. Dos casos de violência sexuais registrados em quatro anos no Brasil, um terço, cerca de 62 mil, foram praticadas contra crianças de até 10 anos. “Uma dessas animações aborda a história de Malala, do Afeganistão, que virou um símbolo de resistência feminina em todo o mundo. É importante que as crianças estejam atentas a esses significados”, afirmou Vitor.

Animações sobre o respeito às meninas do De Criança Para Criança:

A Bailarina Que virou Jogadora de Futebol

O Campeonato de Videogame

A Menina Que Lutou por seus Direitos.

Sobre o De Criança para Criança

O programa De Criança para Criança oferece um leque de metodologias de educação híbrida para escolas de todo o mundo. Do futuro para a escola, a proposta da startup é oferecer às crianças a oportunidade de serem protagonistas, colocando-as no centro da aprendizagem. Por meio de uma plataforma simples, os professores são orientados a serem mediadores, fazendo com que os próprios alunos desenvolvam conhecimento sobre temáticas diversas. A partir de discussões, constroem coletivamente histórias, fazem desenhos e gravam locuções relativas às narrativas criadas, que posteriormente serão transformadas em animações feitas pelo DCPC, expandindo os horizontes educacionais.

Site | Instagram | Youtube | Facebook.

(Fonte: Betini Comunicação)

Grupo Paranga lança disco “Redoma” com obra instrumental inédita de Elpídio dos Santos

São Luiz do Paraitinga, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

No dia 3 de setembro de 2022 (sábado), às 20h30, o Grupo Paranga realiza o show de lançamento do álbum instrumental “Redoma”, com os violonistas Negão dos Santos e João Gaspar, no Coreto Elpídio dos Santos, em São Luiz do Paraitinga. A apresentação faz parte da programação da 17ª Semana Elpídio dos Santos, que acontece anualmente na cidade para divulgar obras musicais do Vale do Paraíba, em especial a produção artística de Elpídio dos Santos, um ícone da música caipira e de muitos outros gêneros.

Além da apresentação presencial, a partir do dia 7 de setembro (quarta-feira), às 17h, o Paranga disponibiliza a versão online do show de lançamento no canal do youtube do grupo: www.youtube.com/parangaoficial.

Trazendo ao público um verdadeiro tesouro guardado pela família de Elpídio dos Santos, o álbum “Redoma” nasce com o objetivo de registrar e preservar 10 obras instrumentais inéditas desse artista, que é um genuíno representante da cultura musical brasileira.

O disco tem produção executiva de Lia Marques e Renata Marques; direção artística e musical de Negão dos Santos, filho de Elpídio; produção musical de João Gaspar, e conta com participações especiais de Gabriel Sater, Mestrinho, Neymar Dias, Toninho Carrasqueira, Salomão Soares, Choro das 3, Thadeu Romano e Léo Couto.

Nos shows o público poderá conferir um repertório das músicas instrumentais “Maria Regina”, “É assim o amor”, “Antes da hora”, “Pedro Peralta”, “Bota do Elpídinho”, “Na hora” e “Depois da hora”, compostas por Elpídio dos Santos na década de 1950, e “Carrinho do Paulo”, “Maria Cinira” e “Clea”, compostas por ele na década de 1960.

Dono de produção multifacetada, que reúne perto de mil composições em que se misturam toadas, foxes, sambas, guarânias, valsas, choros, dobrados para bandas e peças para corais, Elpídio ganhou notoriedade ao produzir 26 canções para trilhas sonoras de 19 filmes do cineasta Amácio Mazzaropi, de quem se tornara amigo.

Suas músicas foram também gravadas por nomes como Cascatinha e Inhana, Renato Teixeira, Tonico e Tinoco, Fafá de Belém, Almir Sater, Vanusa, Zeca Baleiro, Mariana Belém, Zé Geraldo, Chico Teixeira, Cláudio Lacerda, Juliana Caymmi, Gabriel Sater, entre outros, e integraram trilhas sonoras de novelas como “Cabocla”, “Pantanal”, “Meu pé de laranja lima”, “Rei do gado”, “Paraíso” e “Meu pedacinho de chão”.

O álbum “Redoma” busca reforçar e reconhecer a importância da obra deste artista que deixou sua marca na música popular do país ao criar verdadeiros clássicos como “Você vai gostar” (conhecida como Casinha branca) e “A dor da saudade”. Com esse projeto, o Paranga pretende mostrar toda a potência e a criatividade deste relevante compositor da música popular brasileira que não se prendeu a gêneros ou a rótulos.  “Como diz minha irmã Maria Regina, a obra do meu pai é um tesouro que quanto mais repartido, mais cresce e finalmente chegou a oportunidade de compartilhar sua obra instrumental, ainda muito pouco explorada”, comenta o Negão dos Santos.

Elpídio faleceu em 3 de setembro de 1970, deixando por volta de mil composições, que servem como fonte de inspiração para novas gerações da música brasileira como um todo. “Passados mais de 50 anos do falecimento do maestro, é notável que a obra musical de Elpídio dos Santos ainda mantenha o viço e o frescor – e, de quebra, reserve gratas surpresas a quem se dispuser a garimpar as preciosidades de seu acervo. A permanência no tempo e no espaço é a prova maior de sua universalidade”, afirma o jornalista Luis Egypto sobre o álbum.

Sobre o Grupo Paranga

O Grupo Paranga, formado na década de 1970 em São Luiz do Paraitinga, tem como base de seu trabalho a obra de Elpídio dos Santos e a cultura do Vale do Paraíba, como Congada e Moçambique, dentre outros.

Seus integrantes foram os responsáveis pelo ressurgimento do carnaval luizense em 1981, caracterizado por tocar exclusivamente marchinhas compostas na cidade. O grupo participou do Festival MPB 80 da Rede Globo, fez parte do movimento de vanguarda Lira Paulistana, lançou seu primeiro LP “Chora viola canta coração” em 1983 e em 2009, na comemoração ao centenário de nascimento de Elpídio, gravou seu primeiro DVD com participações de Fafá de Belém, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, entre outros. Além do Redoma, seus trabalhos mais recentes são o DVD “Festas, fogos, para-raio” (2019) e o EP “Que carnaval é esse” (2020).

O grupo é formado por Negão dos Santos, filho do compositor Elpídio dos Santos, que é músico (tendo o violão como seu principal instrumento), compositor, arranjador e produtor musical; João Gaspar, que é educador, compositor e produtor musical; além das cantoras Renata Marques e Lia Marques, que no CD instrumental “Redoma” atuam na produção executiva.

Mais informações: www.facebook.com/GrupoParanga e www.instagram.com/grupoparanga.

Serviço:

Show de lançamento do álbum “Redoma” com Grupo Paranga

Grátis – Classificação Livre

Show presencial – Quando: 3 de setembro de 2022 (sábado) – Horário: 20h30

Onde: 17ª Semana Elpídio dos Santos – Endereço: Coreto Elpídio dos Santos, Praça Dr Oswaldo Cruz, São Luiz do Paraitinga- SP

Show online – Quando: 7 de setembro de 2022 (quarta-feira) – Horário: 17h00

Onde: 17ª Semana Elpídio dos Santos

Onde assistir: www.youtube.com/parangaoficial.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Luciana Gandelini)

Mesmo com novo modelo de rotulagem de alimentos, alegações nutricionais em produtos podem confundir consumidor

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Marcos Santos/USP Imagens.

Importante fonte de informação para o consumidor sobre produtos alimentícios, os rótulos de alimentos comercializados no Brasil ganharão um novo modelo a partir de outubro. Segundo determinação da Anvisa, opções que tiverem quantidades excessivas de sódio, açúcares adicionados e/ou gordura saturada terão essas informações destacadas por meio de um ícone de lupa. Apesar disso, a presença de alegações nutricionais (como “rico em vitaminas”) podem confundir o consumidor. É o que concluem pesquisadores das universidades federais de Minas Gerais e do Paraná em estudo publicado na “Frontiers in Nutrition” nesta segunda-feira (22).

Para avaliar a interação entre selos e alegações, os cientistas fizeram um experimento com 720 participantes, expondo-os a diferentes tipos de rótulos. A ideia era testar três tipos de selos: o octógono bem-sucedido no Chile, o modelo da lupa a ser implementado no Brasil e o modelo de triângulo proposto mas não aceito pela Anvisa, além de um grupo controle que não teve a exibição de alertas. Foram escolhidos produtos de três categorias (barras de cereal, biscoitos integrais e lanches do tipo snack), com um ou dois nutrientes em excesso e com alegações nutricionais (ora presentes, ora ausentes).

Após a exposição aos diferentes rótulos, os participantes deveriam responder a perguntas sobre nutrientes em excesso, sobre o grau de saudabilidade do alimento (em uma escala de 1 a 7 — de “não saudável” a “muito saudável”) e sobre sua intenção de compra do produto. Também foram feitas questões sobre o interesse de cada participante em manter uma alimentação saudável.

Os resultados indicaram que a presença de selos é melhor que a ausência deles: facilita a compreensão das informações nutricionais do produto pelo consumidor, além de reduzir a percepção de saudabilidade do alimento bem como a intenção de compra. “Na comparação entre os diferentes tipos de selos, os modelos de octógono e triângulo foram mais eficazes do que o modelo de lupa adotado pela Anvisa na redução da percepção de saudabilidade dos alimentos com dois nutrientes em excesso “, diz Sarah Morais, uma das autoras do estudo. “Isso pode ser explicado pelo fato de que o octógono e o triângulo são símbolos mais familiares para os consumidores e, em geral, transmitem a ideia de alerta.” Além disso, a exibição de dois alertas em um mesmo rótulo (indicando excesso em dois nutrientes) foi mais eficaz do que uma única exibição da lupa destacando as mesmas informações.

Apesar dos efeitos positivos dos alertas, sua presença não foi capaz de cancelar a ideia de positividade trazida pelas alegações nutricionais. A pesquisadora explica que ambos — selos e alegações — têm impacto na escolha do consumidor, mas funcionam de forma independente um do outro. “Enquanto o selo pode indicar que o alimento tem alto teor de gordura saturada, por exemplo, uma alegação pode destacar uma redução em sódio, o que poderia causar certa confusão no consumidor”, diz.

As alegações também tiveram efeito sobre os participantes do estudo: reduziram sua compreensão das informações nutricionais, aumentaram a percepção de saudabilidade dos alimentos e, no caso dos biscoitos e snacks, também aumentaram a intenção de compra.

O estudo mostra que, embora a rotulagem a ser adotada em outubro não tenha obtido os melhores resultados no estudo, a presença dos selos gera benefícios ao consumidor, principalmente em seu entendimento e julgamento sobre percepção da saudabilidade do produto e em sua intenção de compra. O tema, no entanto, deve ser investigado de forma mais detalhada para que se esclareçam as possíveis mudanças no comportamento do consumidor ao interagir com a rotulagem.

(Fonte: Agência Bori)

Museu de Arte Sacra de São Paulo abre a mostra “Te Deum” como parte das comemorações do Bicentenário da Independência

São Paulo, por Kleber Patricio

Tocheiro em exibição na mostra. Fotos: divulgação/MAS.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo exibe a exposição “Te Deum” em comemoração ao bicentenário da Independência. Sob curadoria de Beatriz Cruz e João Rossi, a mostra rememora um costumeiro ato litúrgico, à época, utilizado para a recepção de autoridades tanto políticas como eclesiásticas.

Recorte da História

No dia 14 de agosto de 1822, o Príncipe Regente deu início à jornada de 634 km, com início na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, pela Real Estrada de Santa Cruz com destino a São Paulo, aonde chegaria 12 dias depois. Todas as paradas do percurso – Lorena, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí, Mogi das Cruzes – haviam sido estrategicamente planejadas na sua passagem pelo Vale do Paraíba, um dos motores econômicos do País à época, para que pudesse encontrar com as lideranças locais e firmar alianças. No momento em questão, a viagem – que se estenderia por quase um mês – era importante do ponto de vista político. A província de São Paulo vivia um momento conturbado, com um princípio de motim em que parte da elite ameaçava se recusar a cumprir ordens da capital.

Retrato de D. Pedro I.

Conforme progredia a viagem, a comitiva de cinco integrantes que deu início à jornada chega ao destino com muito mais de 30, uma vez que pessoas vão se incorporando a ela no decorrer do percurso. O grupo chega a São Paulo na manhã do dia 25 de agosto, onde participa de missa na capela de Nossa Senhora da Penha. Logo após, segue para a Capital e, na Sé, assiste com sua comitiva à solene Te Deum e depois recebe o beija-mão de autoridades e do povo.

TE DEUM

“Recepcionando o Príncipe Dom Pedro e sua comitiva, após a jornada de 13 dias vindo do Rio de Janeiro, o antigo costume religioso – Te Deum – aconteceu na igreja da Sé, no bispado de Dom Matheus de Abreu Pereira, onde o Príncipe Regente foi recebido com grande solenidade”, explica o curador João Rossi. Esse ato solene, até hoje utilizado em cerimônias importantes, foi explicado pelo Papa Bento XVI: “no ‘Te Deum’ está contida uma sabedoria profunda, aquela sabedoria que nos leva a dizer que, apesar de tudo, existe o bem no mundo e este bem está destinado a vencer graças a Deus, o Deus de Jesus Cristo encarnado, morto e ressuscitado”. No séc. XIX, “as cerimônias civis possuíam início nas igrejas, dado o vínculo entre a Igreja e o Estado, fundindo assim os dois poderes”, explica João Rossi.

Em 25 de agosto de 1822, o hino do Te Deum Laudamus (A Ti Deus louvamos), entoado em eventos solenes de ação de graças, foi regido pelo mestre de capela da Sé André da Silva Gomes em homenagem a Dom Pedro e sua comitiva. Como costume colonial, as orações cantadas sempre tiveram grande importância artística e cultural no Brasil. Grandes compositores dessas peças fizeram história na música brasileira, a exemplo do Mestre de Capela da Antiga Sé do Rio de Janeiro, Pe. José Maurício Nunes Garcia. “Seu contemporâneo em São Paulo, André da Silva Gomes, compôs e regeu muitos atos litúrgicos na Velha Sé Paulopolitana”, exemplifica João Rossi.

Partitura do “Te Deum”.

Na exposição do Museu de Arte Sacra, relíquias da Antiga Sé e outras peças históricas e de mobiliário compõem a ambientação da Igreja primacial de São Paulo, produzindo uma atmosfera que evoca a Velha Sé paulistana e oferecendo ao visitante a sensação de estar presente à cerimônia da recepção pública do futuro Imperador do Brasil, Dom Pedro. Uma peça que faz as vezes do altar mor utilizado na antiga igreja estará adornado com peças originais da cerimônia, como tocheiros, palmas, imaginária, ornamentos e mobiliário pertencentes ao acervo do museu. Manequins trajados com réplicas dos vestuários da época compõem a nave da igreja.

Exposição “TE DEUM”

Curadoria: Beatriz Cruz e João Rossi

Período: de 26 de agosto a 23 de outubro de 2022

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo | MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô), SP

Estacionamento (entrada opcional) – Rua Dr. Jorge Miranda, 43 (sujeito a lotação)

Tel.: (11) 3326-5393 – informações adicionais

Horários: de terça-feira a domingo, das 10 às 17h (entrada permitida até às 16h30).

(Fonte: Balady Comunicação)