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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Mesmo com novo modelo de rotulagem de alimentos, alegações nutricionais em produtos podem confundir consumidor

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Marcos Santos/USP Imagens.

Importante fonte de informação para o consumidor sobre produtos alimentícios, os rótulos de alimentos comercializados no Brasil ganharão um novo modelo a partir de outubro. Segundo determinação da Anvisa, opções que tiverem quantidades excessivas de sódio, açúcares adicionados e/ou gordura saturada terão essas informações destacadas por meio de um ícone de lupa. Apesar disso, a presença de alegações nutricionais (como “rico em vitaminas”) podem confundir o consumidor. É o que concluem pesquisadores das universidades federais de Minas Gerais e do Paraná em estudo publicado na “Frontiers in Nutrition” nesta segunda-feira (22).

Para avaliar a interação entre selos e alegações, os cientistas fizeram um experimento com 720 participantes, expondo-os a diferentes tipos de rótulos. A ideia era testar três tipos de selos: o octógono bem-sucedido no Chile, o modelo da lupa a ser implementado no Brasil e o modelo de triângulo proposto mas não aceito pela Anvisa, além de um grupo controle que não teve a exibição de alertas. Foram escolhidos produtos de três categorias (barras de cereal, biscoitos integrais e lanches do tipo snack), com um ou dois nutrientes em excesso e com alegações nutricionais (ora presentes, ora ausentes).

Após a exposição aos diferentes rótulos, os participantes deveriam responder a perguntas sobre nutrientes em excesso, sobre o grau de saudabilidade do alimento (em uma escala de 1 a 7 — de “não saudável” a “muito saudável”) e sobre sua intenção de compra do produto. Também foram feitas questões sobre o interesse de cada participante em manter uma alimentação saudável.

Os resultados indicaram que a presença de selos é melhor que a ausência deles: facilita a compreensão das informações nutricionais do produto pelo consumidor, além de reduzir a percepção de saudabilidade do alimento bem como a intenção de compra. “Na comparação entre os diferentes tipos de selos, os modelos de octógono e triângulo foram mais eficazes do que o modelo de lupa adotado pela Anvisa na redução da percepção de saudabilidade dos alimentos com dois nutrientes em excesso “, diz Sarah Morais, uma das autoras do estudo. “Isso pode ser explicado pelo fato de que o octógono e o triângulo são símbolos mais familiares para os consumidores e, em geral, transmitem a ideia de alerta.” Além disso, a exibição de dois alertas em um mesmo rótulo (indicando excesso em dois nutrientes) foi mais eficaz do que uma única exibição da lupa destacando as mesmas informações.

Apesar dos efeitos positivos dos alertas, sua presença não foi capaz de cancelar a ideia de positividade trazida pelas alegações nutricionais. A pesquisadora explica que ambos — selos e alegações — têm impacto na escolha do consumidor, mas funcionam de forma independente um do outro. “Enquanto o selo pode indicar que o alimento tem alto teor de gordura saturada, por exemplo, uma alegação pode destacar uma redução em sódio, o que poderia causar certa confusão no consumidor”, diz.

As alegações também tiveram efeito sobre os participantes do estudo: reduziram sua compreensão das informações nutricionais, aumentaram a percepção de saudabilidade dos alimentos e, no caso dos biscoitos e snacks, também aumentaram a intenção de compra.

O estudo mostra que, embora a rotulagem a ser adotada em outubro não tenha obtido os melhores resultados no estudo, a presença dos selos gera benefícios ao consumidor, principalmente em seu entendimento e julgamento sobre percepção da saudabilidade do produto e em sua intenção de compra. O tema, no entanto, deve ser investigado de forma mais detalhada para que se esclareçam as possíveis mudanças no comportamento do consumidor ao interagir com a rotulagem.

(Fonte: Agência Bori)

Museu de Arte Sacra de São Paulo abre a mostra “Te Deum” como parte das comemorações do Bicentenário da Independência

São Paulo, por Kleber Patricio

Tocheiro em exibição na mostra. Fotos: divulgação/MAS.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo exibe a exposição “Te Deum” em comemoração ao bicentenário da Independência. Sob curadoria de Beatriz Cruz e João Rossi, a mostra rememora um costumeiro ato litúrgico, à época, utilizado para a recepção de autoridades tanto políticas como eclesiásticas.

Recorte da História

No dia 14 de agosto de 1822, o Príncipe Regente deu início à jornada de 634 km, com início na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, pela Real Estrada de Santa Cruz com destino a São Paulo, aonde chegaria 12 dias depois. Todas as paradas do percurso – Lorena, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí, Mogi das Cruzes – haviam sido estrategicamente planejadas na sua passagem pelo Vale do Paraíba, um dos motores econômicos do País à época, para que pudesse encontrar com as lideranças locais e firmar alianças. No momento em questão, a viagem – que se estenderia por quase um mês – era importante do ponto de vista político. A província de São Paulo vivia um momento conturbado, com um princípio de motim em que parte da elite ameaçava se recusar a cumprir ordens da capital.

Retrato de D. Pedro I.

Conforme progredia a viagem, a comitiva de cinco integrantes que deu início à jornada chega ao destino com muito mais de 30, uma vez que pessoas vão se incorporando a ela no decorrer do percurso. O grupo chega a São Paulo na manhã do dia 25 de agosto, onde participa de missa na capela de Nossa Senhora da Penha. Logo após, segue para a Capital e, na Sé, assiste com sua comitiva à solene Te Deum e depois recebe o beija-mão de autoridades e do povo.

TE DEUM

“Recepcionando o Príncipe Dom Pedro e sua comitiva, após a jornada de 13 dias vindo do Rio de Janeiro, o antigo costume religioso – Te Deum – aconteceu na igreja da Sé, no bispado de Dom Matheus de Abreu Pereira, onde o Príncipe Regente foi recebido com grande solenidade”, explica o curador João Rossi. Esse ato solene, até hoje utilizado em cerimônias importantes, foi explicado pelo Papa Bento XVI: “no ‘Te Deum’ está contida uma sabedoria profunda, aquela sabedoria que nos leva a dizer que, apesar de tudo, existe o bem no mundo e este bem está destinado a vencer graças a Deus, o Deus de Jesus Cristo encarnado, morto e ressuscitado”. No séc. XIX, “as cerimônias civis possuíam início nas igrejas, dado o vínculo entre a Igreja e o Estado, fundindo assim os dois poderes”, explica João Rossi.

Em 25 de agosto de 1822, o hino do Te Deum Laudamus (A Ti Deus louvamos), entoado em eventos solenes de ação de graças, foi regido pelo mestre de capela da Sé André da Silva Gomes em homenagem a Dom Pedro e sua comitiva. Como costume colonial, as orações cantadas sempre tiveram grande importância artística e cultural no Brasil. Grandes compositores dessas peças fizeram história na música brasileira, a exemplo do Mestre de Capela da Antiga Sé do Rio de Janeiro, Pe. José Maurício Nunes Garcia. “Seu contemporâneo em São Paulo, André da Silva Gomes, compôs e regeu muitos atos litúrgicos na Velha Sé Paulopolitana”, exemplifica João Rossi.

Partitura do “Te Deum”.

Na exposição do Museu de Arte Sacra, relíquias da Antiga Sé e outras peças históricas e de mobiliário compõem a ambientação da Igreja primacial de São Paulo, produzindo uma atmosfera que evoca a Velha Sé paulistana e oferecendo ao visitante a sensação de estar presente à cerimônia da recepção pública do futuro Imperador do Brasil, Dom Pedro. Uma peça que faz as vezes do altar mor utilizado na antiga igreja estará adornado com peças originais da cerimônia, como tocheiros, palmas, imaginária, ornamentos e mobiliário pertencentes ao acervo do museu. Manequins trajados com réplicas dos vestuários da época compõem a nave da igreja.

Exposição “TE DEUM”

Curadoria: Beatriz Cruz e João Rossi

Período: de 26 de agosto a 23 de outubro de 2022

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo | MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô), SP

Estacionamento (entrada opcional) – Rua Dr. Jorge Miranda, 43 (sujeito a lotação)

Tel.: (11) 3326-5393 – informações adicionais

Horários: de terça-feira a domingo, das 10 às 17h (entrada permitida até às 16h30).

(Fonte: Balady Comunicação)

Instituto Tomie Ohtake inaugura exposição com obras do maior acervo de desenhos e gravuras do mundo

São Paulo, por Kleber Patricio

ANDREA MANTEGNA – “Batalha dos deuses do mar”, lado direito do friso | Battle of the Tritons, right side of frieze.

Os trabalhos reunidos em “O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras” do Museu Albertina são provenientes do maior acervo de desenhos e gravuras do mundo, o The Albertina Museum Vienna, fundado em 1776, em Viena, que conta com mais de um milhão de obras gráficas. A seleção das 154 peças para esta mostra, organizada pelo curador chefe do museu austríaco, Christof Metzger, em diálogo com a equipe de curadoria do Instituto Tomie Ohtake, é mais um esforço da instituição paulistana de dar acesso ao público brasileiro a uma coleção de história da arte não disponível em acervos do país.

Com trabalhos de 41 mestres, do Renascimento à contemporaneidade, a exposição, que tem patrocínio da CNP Seguros Holding Brasil, chega a reunir mais de dez trabalhos de artistas célebres para que o espectador tenha uma visão abrangente de suas respectivas produções em série sobre papel. “A exposição constrói uma ponte desde as primeiras experiências de gravura no início do século XV, pelos períodos renascentista, barroco e romântico, até o modernismo e à arte contemporânea, com gravuras mundialmente famosas”, afirma o curador.

GIOVANNI ANTONIO CANAL, conhecido como | a.k.a. CANALETTO –
“Santa Giustina, Prato della Valle”, 1740-1745 – Água-forte | Etching
Folha | Print: 29,7 × 42,8 cm – The ALBERTINA Museum, Vienna.

O recorte apresentado traça um arco, com obras de 1466 a 1991, desenhado por artistas marcantes em suas respectivas épocas por meio de um suporte que, por sua capacidade de reprodução, desenvolvido a partir do final da Idade Média, democratizou ao longo de cinco séculos o acesso à arte. O conjunto, além de apontar o aprimoramento das técnicas, consegue refletir parte do pensamento, das conquistas e conflitos que atravessaram a humanidade no período.

Do Renascimento, cenas camponesas, paisagens, a expansão do novo mundo pautado pela razão e precisão técnica desatacam-se nas calcogravuras (sobre placa de cobre) de Andrea Mantegna (1431–1506), as mais antigas da mostra, e de Pieter Bruegel (1525–1569), e nas xilogravuras de Albrecht Dürer (1471–1528), pioneiro na criação artística nesta técnica, cuja obra “Rinoceronte” (1515) dá nome à exposição. O artista, sem conhecer o animal, concebeu sua figura somente por meio de descrições. O processo, que ecoou em Veneza, fez com que Ticiano (1488–1576) fosse o primeiro a permitir reprodução de suas obras em xilogravura por gravadores profissionais. Já a gravura em ponta seca, trabalho direto com o pincel mergulhado nas substâncias corrosivas, possibilitava distinções no desenho e atingiu o ápice nas obras de Rembrandt (1606–1669), que acrescentou aos valores da razão renascentista a sua particular fascinação pelas sombras.

EUGENE DELACROIX – “Leão devorando um cavalo”, 1844 – Litografia; papel chinês – Folha: 17 x 23,5 cm – Corte do passe-partout: 16,4 x 22,9 cm – The ALBERTINA Museum, Vienna.

Nos séculos XVII e XVIII, possibilitou-se, com a meia tinta, o efeito sfumato e, com a água tinta, a impressão de diversos tons de cinza sobre superfícies maiores. Francisco José de Goya y Lucientes (1746–1828) foi um dos mestres desta técnica, aprofundando a questão da sombra em temas voltados à peste e à loucura. Enquanto Giovanni Battista Piranesi (1720–1778) tem a arquitetura como tônica de suas gravuras em água forte, na mesma técnica Canaletto (1697–1768) constrói panoramas de Veneza.

A exposição, realizada com a colaboração da Embaixada da Áustria no Brasil, reúne outros nomes seminais da história da arte moderna como Paul Klee (1879–1940), um conjunto de várias fases de Pablo Picasso (1881–1973), Henri Matisse (1869–1954) e Marc Chagall (1887–1985); alcança ainda artistas pop, que se utilizaram particularmente da serigrafia a partir de 1960, como Andy Warhol (1928–1987), até chegar nos mais contemporâneos como Kiki Smith (1954–), além de outros mestres do século XX.

Serviço:

Exposição “O Rinoceronte: 5 Séculos de Gravuras do Museu Albertina” – Coleção Museu Albertina, Viena

Visitação: 2 de setembro a 20 de novembro de 2022 – de terça a domingo, das 11h às 20h

Patrocínio: CNP Seguros Holding Brasil, Aché, AB Concessões, BMA Advogados, Fronius e Villares Metals.

Parceiros Institucionais: Align, Bloomberg, Comolatti, Seguros Unimed.

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 – Complexo Aché Cultural (Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros, SP

Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela

Fone: (11) 2245 1900

www.institutotomieohtake.org.br.

(Fonte: Pool de Comunicação)

Maria Rita lança novo EP com 2 músicas autorais

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Renato Nascimento.

Quantas camadas uma artista da magnitude de Maria Rita possui? Cantora, produtora, mãe, dona de oito Grammy’s Latinos e de um legado imenso, Maria tem uma força que transborda quando canta. Como ela mesmo diz, “se querem saber como eu sou, basta ouvir meus trabalhos”. Está tudo ali, na intensidade da entrega. Por isso, depois de um hiato de 4 anos e de uma quarentena reclusa e reflexiva, essa artista brasileira apresenta seu novo álbum, “Desse Jeito”, em que incluiu pela primeira vez composições autorais e em que gravou, de uma vez só, sua voz para as faixas – ouça aqui. O EP chegou em todas as plataformas digitais pela Som Livre o dia 19 de agosto, com clipe da faixa homônima no canal da artista no YouTube.

Quando Maria Rita terminou de passar a voz guia de “E eu?”, primeira faixa do disco, ela sentiu que não precisava regravar. De primeira, ela conseguiu transmitir vários sentimentos enquanto cantava a composição de Fred Camacho, Fabrício Fontes e Cassiano Andrade, e isso bastava. Ali estava a força da música, que reflete sobre um relacionamento em que uma pessoa se anula pelo bem do amor – uma doce ilusão: “E eu fingi que nunca foi assim / E eu fugi de tudo até de mim / E eu menti por nós em nome do amor”. E Maria decidiu que assim seriam as outras faixas, com a sua voz crua, sem tratamento.

A ideia inicial era soltar uma música de cada vez, “como os mais jovens estão fazendo”, brinca ela. Mas, ao final das gravações, as faixas conversavam, tinham unidade juntas. E, por sugestão da equipe, o lançamento não mais deveria ser fragmentado, mas, sim, um bloco que representa a potência da Maria neste álbum carregado de Axé. Como ela canta em “Desse Jeito”: “Quem cuspiu a cangibrina do santo / Veste branco em dia de Oxalá / Tem a ginga do andar do malandro / Não é qualquer um que vibra na força de Ogum / Valei-me Deus um Saravá / Axé, Mojuba, Zambi, Kolofé / Qual é? Cada um com a sua fé / Eu vou desse jeito que o rei mandou / Kaô, Cabecilê, meu pai Xangô”.

Faixas como “De bem com a vida” e “Correria” são outras provas de que “Desse Jeito” é um EP de samba legítimo, popular, com um time de músicos virtuosos e a voz da Maria à vontade no meio deles. E, além de exímia cantora, ela entrega mais um projeto em que concilia outras funções (produtora, compositora, mãe…) e apresenta participações ilustres. Em “Canção da Erê Dela”, composição de Maria com Pretinho da Serrinha e Rachell Luz, ela convida Teresa Cristina para mais uma faixa que saúda o candomblé. Thiaguinho, por sua vez, participa de “Por Vezes”, outra música que Maria também assina e em que as vozes se complementam em um samba apaixonante e de tirar o fôlego.

Para Maria, “esse projeto é um apontar pros próximos 20, 40 anos do que eu entendo ser meu lugar na música — cantora, produtora e compositora. Busco trazer mais pessoas que admiro, que respeito e amo para perto, busco explorar meus limites, quebrar meus próprios telhados de vidro. Proponho uma identidade visual um pouco distante do que já apresentei, no anseio de separar e distinguir momentos. Inspirar e buscar inspiração, ensinar e aprender, sempre trazendo as minhas verdades para esse ofício, sendo a mais plena operária que eu puder ser!”.

EP “Desse Jeito” – Maria Rita

Lançamento Som Livre – 19 de agosto/2022

Confira o clipe aqui.

Ficha técnica MR EP 2022

1 – E Eu?

Autoria: Fred Camacho / Fabricio Fontes / Cassiano Andrade

Arranjo: Wilson Prateado

Produzido por Maria Rita

Leandro Pereira: violão

Fred Camacho: cavaco, banjo

Diogo Gomes: trompete

Wilson Prateado: baixo

Jorge Quininho: tantan, tamborim, repique de mão, cuíca

Adilson Didão: pandeiro, surdo, repique de anel

2- Desse Jeito

Autoria: Fred Camacho / Luiz Antonio Simas

Arranjo: Leandro Pereira

Produzido por Maria Rita

Leandro Pereira: violão, violão 7 cordas

Fred Camacho: cavaco, banjo

Diogo Gomes: trompete

Jorge Quininho: pandeiro 1, tantan, tamborim, cuíca, tambor

Adilson Didão: surdo, pandeiro 2, repique de anel, repique de mão, ganzá, tambor, agôgô, caxixi Maria Rita, Leandro Pereira, Fred Camacho, Diogo Gomes, Jorge Quininho, Adilson Didão, Veronica Falcão, Musa das Panelas e Leandro Amaral: palmas, farra.

3 – De Bem Com a Vida

Autoria: Xande de Pilares / Gilson Bernini

Arranjo: Leandro Pereira

Produzido por Maria Rita

Leandro Pereira: violão

Fred Camacho: cavaco

Diogo Gomes: trompete

Jorge Quininho: tantan, tamborim, reco-reco

Adilson Didão: surdo, pandeiro

4 – Por Vezes (part. Thiaguinho)

Autoria: Maria Rita / Magnu Sousá / Maurilio Oliveira

Arranjo: Wilson Prateado

Produzido por Maria Rita

Leandro Pereira: violão

Fred Camacho: cavaco

Diogo Gomes: flugel

Wilson Prateado: baixo

Jorge Quininho: tantan, ganzá, cuíca

Adilson Didão: pandeiro, surdo, repique de anel

5 – Correria

Autoria: Nego Álvaro / Elvis Marlon

Arranjo: Leandro Pereira

Produzido por Maria Rita

Leandro Pereira: violão

Fred Camacho: cavaco

Diogo Gomes: trompete

Jorge Quininho: tantan, tamborim, cuíca

Adilson Didão: pandeiro, surdo, repique de mão

6 – Canção da Erê Dela (part. Teresa Cristina)

Autoria: Maria Rita / Pretinho da Serrinha / Rachell Luz

Arranjo: Eduardo Brechó / Fabio Leandro

Produzido por Maria Rita

Coprodução: Leandro Pereira

Leandro Pereira: violão

Fred Camacho: cavaco

Diogo Gomes: trompete

Jorge Quininho: tambor, tantan, reco-reco

Adilson Didão: tambor, pandeiro, agôgô, surdo

Maria Rita, Leandro Pereira, Fred Camacho, Diogo Gomes, Jorge Quininho, Adilson Didão, Veronica Falcão, Musa das Panelas e Leandro Amaral: palmas, farra.

Gravado por Flavio Senna na Cia dos Técnicos entre os dias 25 e 28 de abril de 2022. Assistente de gravação: Raphael

Mixado por Flavio Senna

Masterizado por Carlos Freitas.

Sobre a Som Livre | Com sua capacidade única de entender e antecipar preferências, aspirações e comportamentos dos brasileiros, a Som Livre é o reflexo do gosto musical do brasileiro. É uma empresa de música digital totalmente integrada com um modelo comprovado para identificar, desenvolver e promover a música e os artistas que os fãs continuarão a abraçar nas próximas décadas. A Som Livre tem forte atuação em eventos ao vivo, sendo produtora de festivais no país por meio de diversas marcas, como Festeja e Samba Demais. Ela também tem sua plataforma de distribuição de música, a Fluve, e operações adicionais em sua editora musical.

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(Fonte: InPress Porter Novelli)

Pinakotheke São Paulo apresenta “Victor Brecheret e a Semana de Arte Moderna de 1922”

São Paulo, por Kleber Patricio

VICTOR BRECHERET (1894-1955) – “Acalanto de Bartira”, 1954 – fundição bronze – 88,0 x 226,0 x 20,0 cm.

A Pinakotheke São Paulo, em colaboração com o Instituto Victor Brecheret e com a iniciativa cultural de Orfeu Cafés Especiais, celebra o centenário da Semana de Arte Moderna com a exposição “Victor Brecheret e a Semana de Arte Moderna de 1922”. Dividida em quatro módulos, a mostra, com curadoria de Max Perlingeiro, reúne aproximadamente 50 obras dos artistas Victor Brecheret (1894-1955), Anita Malfatti (1889-1964), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), Zina Aita (1900-1967), Helios Seelinger (1878-1965) e Di Cavalcanti (1897-1976).

Doze obras que estarão na exposição fizeram parte do histórico evento no Theatro Municipal de São Paulo em 1922: de Anita Malfatti, “Onda” (circa 1915-1917) e “Penhascos” (circa 1915-1917); de Di Cavalcanti, três desenhos a nanquim, concebidos entre 1917 e 1924 para seu lendário álbum de gravuras “Fantoches da meia-noite” – “Fantoche com baralho”, “Fantoche com leque” e “Fantoche no piano”; de Vicente do Rego Monteiro, “Cabeças de negras” (1920) e “Lenda brasileira” (1920); de Zina Aita, “Homens trabalhando (1922) e “Ícaro” (1922); de Victor Brecheret, as esculturas “Soror dolorosa” (circa 1919), encomenda do escritor Guilherme de Almeida (1890-1969), inspirada em seu “Livro de horas de soror dolorosa”, “Vitória” (1920), raramente exposta, e “Ídolo” (circa 1919).

Anita Malfatti – “Penhascos” – circa 1915 – óleo sobre madeira – 260 x 360 cm – Arquivo Pinakotheke.

Perlingeiro chama a atenção para outras raridades, como as esculturas em terracota “São Francisco com bandolim” (década de 1940) e a escultura monumental “Acalanto de Bartira” (1954), de Brecheret, além do desenho “Cabeça de homem (verde)” (1915-1916), de Anita Malfatti.

No módulo “Brecheret e a Semana de Arte Moderna” estão reunidas obras de Brecheret e de artistas que participaram da Semana de 1922: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro e Helios Seelinger. Já “O feminino na escultura de Victor Brecheret” traz esculturas, em variados materiais e modalidades, sobre a figura da mulher. Dentro da temática feminina, destaca-se a escultura “Dama paulista” (1934), representação de Dona Olívia Guedes Penteado, uma versão em bronze, também existente em mármore e ilustrada por um desenho da patrona das artes feito em 1924 por Tarsila do Amaral. “A coleção modernista desta paulista que soube apresentar o Brasil aos brasileiros, começou a ser formada a partir de sua relação com Tarsila e Oswald de Andrade”, destaca Perlingeiro.  Em 1923, os três visitam juntos os principais ateliês de Paris, quando conhecem Brecheret, que acabara de ser premiado no Salão de Outono. Dona Olívia adquiriria várias de suas esculturas e também obras de Picasso, Léger, Brancusi, Marie Laurencin, Foujita e André Lhote, que serão as primeiras de arte moderna que chegam ao Brasil. “Dos artistas brasileiros, Victor Brecheret é o artista brasileiro mais bem representado em sua coleção”, afirma o curador.

ZINA AITA (1900-1967) – “Homens trabalhando”, 1922 – óleo cartão – 22,0 x 29,0 cm.

No módulo “Brecheret e a escultura religiosa”, obras produzidas nas décadas de 1940 e 1950 dão a dimensão da importância e da pluralidade da produção religiosa do artista, inicialmente influenciado pelo Renouveau Catholique, uma das tendências da Escola de Paris nos anos 1920. Por sua vez, “Brecheret e a escultura com temática indígena” apresenta o universo ao qual o artista se dedica, influenciado por Mário de Andrade, que o aconselhara a “abrasileirar sua produção”. Em busca de uma escultura essencialmente brasileira, Brecheret percebeu na arte indígena a forma estrutural que perseguia desde a década de 1920. No final dos anos 1940, volta-se cada vez mais às formas primitivas da cultura indígena do país. A fase da arte indígena de Brecheret durou as duas últimas décadas de sua vida e foi reconhecida em prêmios de Bienal Internacional de São Paulo, prêmio de escultura nacional na primeira Bienal de São Paulo, e salas especiais em bienais seguintes.

Além dos quatro módulos, em uma vitrine, estarão raros exemplares de várias publicações: “Livro de horas de Soror dolorosa” (1920), poema de Guilherme de Almeida que inspirou a escultura exposta por Brecheret na Semana de Arte Moderna de 1922; “A estrela de absinto” (1927), de Oswald de Andrade, romance cujo personagem principal, o escultor Jorge D’Alvellos, é inspirado em Brecheret; “O losango cáqui” (1926), de Mário de Andrade, com capa de Di Cavalcanti; edição fac-similar do Catálogo e do Programa da Semana de Arte Moderna; “O sacy” (1926-1927), revista modernista fundada por Cornélio Pires; e o álbum de gravuras de Di Cavalcanti “Os fantoches da meia-noite” (1921).

Sobre Victor Brecheret

Vittorio Breheret (sem a letra “C” no sobrenome) nasceu na Itália, na cidade de Farnese, a pouco mais de 100 km de Roma. Veio para o Brasil com a família aos 10 anos. No Brasil, adotou o nome Victor Brecheret. Aos 30 anos, confirmou sua nacionalidade brasileira. O jovem estudava desenho no Liceu de Artes e Ofícios, o que era muito comum entre os emigrantes italianos com dotes artísticos. Por seu talento, seus generosos tios, apesar dos poucos recursos, decidiram patrocinar uma viagem de estudos para a Europa.

VICTOR BRECHERET (1894-1955) – “Ídolo”, circa 1919 – fundição bronze patinado – 20,0 x 46,0 x 16,0 cm.

Assim, aos 16 anos foi para Roma. Passou, então, a estudar com o escultor clássico Arturo Dazzi (1881-1966), frequentando a Escola de Belas Artes como ouvinte. Permaneceu em Roma até 1919. Quando retornou ao Brasil, viu-se desambientado em São Paulo. Sem amigos e sem trabalho, procurou o arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928), amigo da época do Liceu, responsável pela construção do Theatro Municipal, junto ao arquiteto e cenógrafo Claudio Rossi (1850-1935), e da Pinacoteca do Estado. Nessa ocasião, o arquiteto cedeu-lhe uma sala no Palácio das Indústrias, onde montou seu primeiro ateliê. Em visita ao local, um grupo de artistas e intelectuais – Di Cavalcanti (1897- 1976), Helios Seelinger (1878-1965), Oswald de Andrade (1890-1954) e Menotti del Picchia (1892-1988) – conheceu um escultor excêntrico e ficou admirado com a qualidade de suas obras. Curiosamente, um dia, esse mesmo grupo levou o todo-poderoso Monteiro Lobato (1882-1948) para ver suas obras. Eis que o crítico e editor tão temido pousou o chapéu sobre uma de suas esculturas. Foi o suficiente para que o jovem italiano de sangue quente o retirasse com grande irritação, jogando-o ao chão.

Menotti del Picchia foi o primeiro a exaltar a qualidade de Brecheret. Sob o pseudônimo de “Helios”, uma homenagem ao amigo carioca Helios Seelinger, o “boêmio esteta dos sucessos ruidosos”, segundo o próprio Menotti, passou a publicar entre 1920 e 1921, no Correio Paulistano, uma série de crônicas tendo Victor Brecheret como o artista de suas atenções: “Brecheret pertence à falange de individualidades impressionantes como Gustav Klimt (1862-1918), Lederer, Franz (1870-1919), Anton Hanak (1875-1934), Arturo Dazzi, Antoine Bourdelle (1861-1929), Mirko Basaldella (1910-1969) e este fascinante Ivan Meštrović (1883-1962)”.

Parceria com Café Orfeu | Orfeu Cafés Especiais, genuinamente brasileiro, é parceiro da Pinakotheke na celebração do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Como iniciativa cultural da marca, concebe uma edição especial inspirada no Movimento que, entre seus fundamentos, valorizava a identidade nacional. Será possível visitar virtualmente a exposição na Pinakotheke por meio de um QR Code impresso nas embalagens, criadas a partir de cores baseadas nas obras de artistas modernistas. “Com aromas cítricos e tropicais, doçura e acidez elevadas, a edição limitada homenageia a brasilidade e o espírito vanguardista”, explica Fabio Gianetti, Head de Marketing da Orfeu Cafés Especiais.

Pinakotheke São Paulo

Exposição: Victor Brecheret e a Semana de Arte Moderna de 1922

Visitação: de 31 de agosto a 1º de outubro 2022

Curadoria: Max Perlingeiro

Realização: Pinakotheke São Paulo com Instituto Victor Brecheret

Iniciativa Cultural: Café Orfeu

Rua Ministro Nelson Hugria, 200

Telefone: (11) 3758-5202

Entrada gratuita

Segunda a sexta, das 10h às 18h.

(Fonte: Pool de Comunicação)