Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Casarão Pau Preto recebe exposição de aeromodelos que contam a história e evolução da aviação

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Edilio em Campinas na década de 50. Fotos: arquivo familiar.

O Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’, em Indaiatuba, recebe a partir do dia 1º de outubro a nova exposição “A História da Aviação em Aeromodelismo por Edílio Monteiro da Silva”. Reconhecido por seu trabalho com fotografia, durante a vida Edílio desenvolveu e construiu inúmeros aeromodelos. O novo espaço contará ainda com uma inovação tecnológica: o público poderá pesquisar em um totem interativo um pouco da história de cada exemplar em exposição.

A secretária municipal de Cultura, Tânia Castanho, agradece a família de Edílio Monteiro da Silva. “Não seria possível montar esta exposição sem o apoio e a confiança dos familiares do senhor Edílio”, ressalta. “Os aeromodelos formam um verdadeiro passeio pela história da aviação e todos estão convidados a conferir esta atração imperdível”. O Museu Municipal está vinculado ao Departamento de Preservação e Memória da Secretaria de Cultura de Indaiatuba.

Edílio Monteiro da Silva nasceu em Campinas, no dia 22 de dezembro de 1939, e desde criança mostrava seu amor pela fotografia e pela aviação. Com apenas 16 anos de idade, tornou-se profissional no ramo de fotografias, abrindo em maio de 1956 seu primeiro estúdio fotográfico, o Studio Campos Sales.

Em 1965, na filial no Aeroporto de Viracopos, Edílio ficou conhecido entre as várias companhias de aviação que operavam no local, sendo diversas vezes contratado por elas, permitindo-lhe fotografar grandes personalidades da época, entre elas a Rainha Elizabeth II da Inglaterra em sua vida ao Brasil em 1968, como fotógrafo oficial contratado pela Royal Air Force.

Avião da modalidade U-control projetado e construído por Edilio.

Em 1969, dois anos após casar-se com Sônia Aparecida de Consorte Florian, Edílio mudou-se para Indaiatuba, fundando a Art Foto na região central. Foi em 1978 que inaugurou, em sociedade com Antônio da Cunha Penna, o Silva & Penna Fotografias.

Paixão

Edílio sempre foi um apaixonado pela aviação e pelo aeromodelismo, seu principal hobby. Desde muito jovem aprendeu a construir, pilotar e desenvolver projetos de aeromodelos, especializando-se na modalidade u-control (aeromodelos controlados por um manete que se interliga ao avião por meio de cabos de aço).

Em 1986 realizou um grande sonho: projetou e acompanhou a construção de uma pista circular em tamanho oficial para aeromodelos da modalidade u-control em terreno da Prefeitura de Indaiatuba que ficava no cruzamento das avenidas Conceição e Presidente Vargas.

Desde a sua inauguração e durante muitos anos, a pista foi uma das principais atrações turísticas da cidade, atraindo aficionados por aeromodelismo de Indaiatuba e toda região, que frequentavam o local aos finais de semana. No local, aconteceram diversos campeonatos de aeromodelismo trazidos por Edílio, por meio da Federação Paulista da modalidade.

Durante sua vida, desenvolveu e construiu inúmeros aeromodelos e por muitos anos se dedicou a construir pequenas réplicas de aviões, com o objetivo de mostrar com riqueza de detalhes um pouco da história e evolução da aviação. O acervo conta com aproximadamente 600 modelos confeccionados por ele, todos em madeira e construídos em uma mesma escala. Edílio faleceu em 30 de outubro de 2012, aos 72 anos.

Serviço:

Exposição “A História da Aviação em Aeromodelismo por Edílio Monteiro da Silva”

Abertura: 1º de outubro

Local: Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ no Casarão Pau Preto

Endereço: Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro, Indaiatuba (SP)

Horário de funcionamento: terça a sábado, das 9h às 17h. Domingos, pontos facultativos e feriados, das 9h às 12h

Informações: (19) 3875-8383.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Pinacoteca de São Paulo inaugura mostra panorâmica da obra de Jonathas de Andrade

São Paulo, por Kleber Patricio

“Educação para Adultos”, 2010 – [60 cartazes emoldurados, 34 x 46 cm]. Foto: divulgação.

A Pinacoteca de São Paulo apresenta “Jonathas de Andrade: O rebote do bote”, a mais abrangente exposição do artista organizada até o momento. Com curadoria de Ana Maria Maia, curadora-chefe da Pinacoteca de São Paulo, o projeto, que ocupa o quarto andar da Pinacoteca Estação, oferece ao público um panorama da produção realizada por Jonathas durante os últimos quinze anos.

Dividida em três salas, cada qual pensada como um núcleo conceitual, a mostra apresenta a produção deste artista que se dedica a construir abordagens e vivências, nas quais o acesso ao outro e às diferenças é motivado pelo desejo e, consequentemente, também carregado de performances do poder, disputas e questões éticas. “A ideia era percorrer momentos diferentes da carreira de Jonathas de Andrade, mas sem necessariamente criar uma cronologia. Pensamos em grandes temas, mas o fio condutor foi entender os aspectos dessas relações que ele propõe com pessoas, com colaboradores, personagens dos trabalhos”, afirma Ana Maria Maia.

Na sala 1, intitulada “Corpo para Jogo”, a narrativa da mostra começa apresentando a sexualidade em um conjunto de obras que incorrem em tematizações da masculinidade e do homoerotismo. Vemos suas passagens por cidades, arquivos e histórias e, por meio delas, percebemos que a busca desse corpo é a todo tempo carregada de perigos e promessas.

Na sala 2, intitulada “Jogos de Corpos”, existe uma reflexão sobre as dinâmicas de alteridade, dotadas de mecanismos de escuta, colaborações e resistência. O artista costuma refletir sobre questões laborais e negociações constantes de lugares, agências e memórias sociais. Representado no exercício de sua ocupação, o trabalhador encontra formas de resistir ao olhar fotográfico; sua excelência no manejo do ofício torna-se ferramenta para tensionar o fetiche e disputar a direção da cena.

O destaque fica por conta da obra inédita “Museu da Caravana do Nordeste” (2022), que funciona como um desdobramento da obra ‘Cartazes para o Museu do Homem do Nordeste” (2013) [pp. 7, 102-105], adquirida para o acervo da Pinacoteca pelo Programa de Patronos da Arte Contemporânea, em 2017, e atualmente em exposição na apresentação do acervo do museu.

Também se destaca a obra “Teatro das Heroínas de Tejucupapo” (2022), em primeira exibição no Brasil e que apresenta uma encenação da batalha ocorrida no séc. XVII, na Zona da Mata de Pernambuco, na qual tropas holandesas foram expulsas do vilarejo por um grupo de mulheres. A presença desse trabalho nessa sala abre caminhos para pensar a questão de gênero, que na história e na pesquisa estética de Jonathas é predominantemente abordada por um viés da masculinidade.

A sala 3, intitulada “Escalas de devoração”, aborda o jogo tenso de convívio e cuidado, preservação e saque, nos âmbitos sociais, institucionais e ambientais. A curadoria provoca um encontro de obras de tempos distintos. A peça “Nostalgia, sentimento de classe” (2012) traz o tema da arquitetura modernista, que por um bom tempo foi amplamente explorado pelo artista. A instalação discute a ideia de que, quando o patrimônio arquitetônico não é tratado como um bem coletivo, ele só resiste como fetiche, como posse. A obra envolve as paredes externas da sala do vídeo “Nó na garganta” (2022), obra comissionada e produzida pela Fondazione In Between Art and Film, que fez parte da instalação “Com o coração saindo pela boca”, exibida no Pavilhão do Brasil na 59ª Bienal de Veneza. Nele, se estabelece uma relação limítrofe entre os cuidadores de um zoológico e diversas cobras.

Nessa sala é também apresentado o projeto “Decalque Estilhaço” (2022), o primeiro exercício de autorrepresentação na carreira de Jonathas, que sempre se dispôs a mostrar a figura do outro e do coletivo. A obra evoca o começo de um processo criativo no qual colocar-se em cena, tornar-se imagem, é parte do exercício artístico e político de se implicar.

A mostra terá um catálogo bilíngue, que será vendido nas lojas físicas e on-line do museu. A Pinacoteca ainda produzirá um vídeo e um tour virtual para serem disponibilizados ao público no site do museu ao longo da exposição.

A exposição “Jonathas de Andrade: O rebote do bote” tem patrocínio do Iguatemi (cota bronze).

Sobre Jonathas de Andrade

Jonathas de Andrade (1982, Maceió) vive e trabalha na cidade de Recife. Em quinze anos de carreira, criou obras que revisitam imaginários socioculturais, sobretudo referentes à região Nordeste do Brasil, e trazem à tona questões de gênero, classe e raça, com frequência apropriando-se, como suporte, da fotografia, de vídeos, de instalações e de coleções.

Já realizou mostras solo em diversas instituições, como The Power Plant, no Canadá; New Museum, em Nova York; Museu de Arte de São Paulo (Masp); Alexander and Bonin Gallery; Museu de Arte do Rio; Instituto Banco Real; Fundação Joaquim Nabuco; Musée d’Art Contemporain de Montréal; e Kunsthalle Lissabon, em Lisboa.

Participou de residências artísticas em Darat al Funun, Amman, na Jordânia; Wexner Center for the Arts, Columbus, Estados Unidos; Gasworks / Train Residence Programme, Londres, Inglaterra; Casa Maauad, Cidade do Mexico; e A Tale of a Tub, Rotterdã, Holanda. E esteve em mostras coletivas como a 29ª e a 32ª Bienal de São Paulo; Sharjah Biennial 13; 12ª Bienal de Lyon, na França; 2nd New Museum Triennial, em NY; 7ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre; 10th Gwangju Biennale, na Coreia; 32ª Panorama da Arte Brasileira; When Attitudes Became Form Become Attitudes, CCA Wattis Institute for Contemporary Art, em San Francisco; Histórias Mestiças, Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo; 12ª Bienal de Istambul, na Turquia, entre outras.

Sobre a Pinacoteca de São Paulo | A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais. A Pina também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo.

Serviço:

Jonathas de Andrade: O rebote do bote

Período: 24/9/2022 a 28/2/2023

Curadoria: Ana Maria Maia

Edifício Pina Estação

Largo General Osório, 66, São Paulo, SP, 4º andar

De quarta a segunda, das 10h às 17h

Gratuitos todos os dias

Ingressos no site ou na bilheteria da Pinacoteca

Tel. (11) 3335-4990

Redes sociais da Pinacoteca de São Paulo:

Instagram | Facebook |Twitter | Linkedin

(Fonte: Marmiroli Comunicação)

7ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo traz filmes que quebram barreiras e estereótipos culturais

São Paulo, por Kleber Patricio

Still de “Chaogtu e Sarula”. Imagens: divulgação.

Com o tema “China — luzes e sombras, sons e sonhos”, a 7ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo acontece de 2 a 13 de outubro, totalmente presencial e gratuita, no CCSP (Centro Cultural São Paulo). O evento apresenta nove filmes contemporâneos, a maioria inédito no Brasil, divididos nos panoramas “Paisagem Humana e Histórica”, “Paisagem Urbana Contemporânea” e “Paisagem Étnica e Regional”.

Com curadoria de Shi Wenxue, mestre em Ciências do Cinema pela Academia de Cinema de Pequim, e Lilith Li, que coordenou o Festival Internacional de Cinema de Macau, os longas trazem narrativas multidimensionais que quebram barreiras e estereótipos culturais. “São obras que retratam o nosso tempo e a nova geração em histórias cheias de verdade e sentimento numa perspectiva genuinamente chinesa”, observam os curadores.

Still de “As galochas de Wangdrak”.

Abre a 7ª Mostra de Cinema Chinês para o público, no domingo (2/10), às 16h, o filme “Chaogtu e Sarula”, de Wang Rui, vencedor dos prêmios de melhor direção no 33º Golden Rooster Film Festival e Melhor Contribuição Artística no 32º Festival Internacional de Cinema de Tóquio. Baseado no romance “A Pastora”, de Mo Yue, a obra conta a história de um casal mongol comum que entra em conflito quando cada membro decide seguir estilos de vida diferentes.

O panorama “Paisagem Humana e Histórica” traz o épico de Guerra inédito no Brasil “Os Oitocentos”, de  Guan Hu, segunda maior bilheteria internacional de 2020. A obra conta os feitos heroicos dos soldados da 88ª Divisão do Exército Revolucionário Nacional estacionados no Armazém Sihang durante a Batalha de Xangai que lutaram por quatro dias e quatro noites para resistir à invasão japonesa.

Ainda neste panorama estão “Reino de Terracota”, de Ding Liang, Lin Yongchang, indicado para o Golden Goblet de Melhor Filme de Animação no Festival Internacional de Cinema de Xangai, “Morada nos montes Fuchun”, de Gu Xiaogang, que faz a sua première internacional no Brasil, os documentários “O grande aprendizado”, de Sun Hong, Wang Jing, Ke Yongquan, indicado ao Prêmio China Golden Rooster de Melhor Documentário, e “Tive a lua nas mãos”, de Cheng Tsun-shing, considerado um dos dez filmes mais influentes de 2020 na China e que conta a história de vida de Yeh Chia-ying, grande mestra da poesia clássica.

Still de “Tive a lua nas mãos”.

Já o panorama “Paisagem Urbana Contemporânea” exibe os títulos “Adoração”, de Yang Zi, selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Busan (Coreia do Sul), e “Quando a primavera chegar”, de Li Gen, indicado ao Prêmio “White Mulberry” de Melhor Diretor Estreante, baseado numa experiência real do cineasta.

O panorama “Paisagem Étnica e Regional” completa a programação com os filmes “As galochas de Wangdrak”, de Lhapal Gyal, indicado ao Urso de Cristal do Festival de Cinema de Berlim (Mostra Nova Geração), e “Chaogtu e Sarula”, de Wang Rui.

A Mostra de Cinema Chinês de São Paulo é uma realização do Instituto Confúcio na Unesp, em parceria com o Centro Cultural São Paulo e a Spcine. Ela se tornou uma atividade cultural de grande influência e referência para a promoção e divulgação do cinema chinês no Brasil.

Programação completa: www.institutoconfucio.unesp.br.

Serviço:

7ª Mostra de Cinema Chinês

1 a 13 de outubro no CCSP – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – São Paulo)

Entrada gratuita

Classificação Indicativa: livre

Retirada dos ingressos: 1h30 antes da sessão.

(Fonte: ATTI Comunicação e Ideia)

Preservação do oceano é tema de exposição gratuita no Caminho Niemeyer

Niterói, por Kleber Patricio

Fotos: Emerson Muniz.

O Caminho Niemeyer recebe em sua cúpula a exposição “Niterói na Década do Oceano”, que vai até 9 de outubro, com entrada gratuita. A programação é dividida em cinco frentes: a exposição de quadros da série “Mares e Corais”, com 37 pinturas da artista visual niteroiense Cris Duarte, além de suas artes digitais, uma área imersiva com projeções de imagens e sons do oceano, instalação de esculturas feitas com materiais recicláveis, a apresentação de uma performance, onde artistas irão reverberar a experiência oceânica da exposição através de seus corpos, além de extensa agenda de palestras e oficinas sobre ciência oceânica.

Promovida pela Prefeitura de Niterói e pela Secretaria Municipal das Culturas, com produção do Centro de Investigação Artística, a mostra que chega ao Caminho Niemeyer é parte integrante de um projeto maior: “Cidades na Década do Oceano”, que integra a agenda global da “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável”, coordenada pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Cris Duarte acredita que a arte assume importante papel nesta empreitada, como um dos canais eficazes para transmitir ideias e informações e despertando no público a conscientização sobre a questão da preservação dos oceanos. Em suas obras, a artista explora temas como uma praia, o mar revolto, um céu incrível, um recife de corais, o reflexo da água ou um veleiro em alto-mar.

“A ideia é que as pinturas gerem no público um sentimento de amor pelos oceanos. Quero usar a arte para chamar a atenção para este tema maior, que é a sustentabilidade, e que envolve ciência, política, tecnologia e ações governamentais”, destaca Cris Duarte.

De acordo com Marcia Marschhausen, responsável pela curadoria da exposição, neste trabalho Cris promove um diálogo com a realidade mundial, provocando a reflexão sobre os limites de atuação do artista e sobre o conceito de vanguarda.

A presidente do Grupo Executivo do Caminho Niemeyer, Bárbara Siqueira, lembra que esta é a segunda vez que a cúpula receberá uma exposição. Ela reforça que o espaço está de portas abertas para as artes. “O Caminho Niemeyer é um espaço público, localizado no Centro da cidade, e tem como principal objetivo atrair não só os niteroienses, como também os turistas, levando entretenimento, cultura e lazer para todos”, diz.

Sobre a artista

Cris Duarte (1968) é artista plástica radicada em Niterói/RJ. Advogada, abraçou um novo projeto de vida, mais feliz e leve: a arte. Com formação artística adquirida na adolescência, retomou à pintura e se integrou ao coletivo de artistas do Espaço BB Artes Visuais, mergulhando de uma vez por todas neste universo.

Em sua recente trajetória, participou da Exposição Coletiva “Modernistas”, no Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto/MG; Exposição Individual “Mares & Corais”, no Espaço Cultural Ceperj; Exposição Coletiva “Bonde 21”, na Fundação de Arte de Niterói/RJ, Sala José Cândido de Carvalho; Exposição Coletiva “Bonde 21”, na Fábrica Bhering; Exposição Coletiva no 6º Circuito de Artes Búzios RJ e Exposição Individual “Arte para quem ama o mar”, no Teatro Claro Rio/RJ.

Serviço:

Visitação: de 9 de setembro a 9 de outubro de 2022

Local: Cúpula do Caminho Niemeyer

Endereço: Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/n – Centro, Niterói

Horário: de terça a sexta-feira, das 10h às 19h | sábados e domingos, das 9h às 17h.

Entrada franca.

(Fonte: Claudia Tisato Assessoria de Imprensa)

São Paulo recebe festival de cinema e gastronomia São Paulo Food Film Fest em outubro

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena de “A festa de Babette”. Imagens: divulgação.

A partir do dia 6 de outubro acontecerá o primeiro São Paulo Food Film Fest, que marca o Mês da Alimentação. A celebração foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de envolver os governos e a população na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza.  “Nosso propósito é trazer, através do cinema, temas urgentes para discussão sem deixar de promover a experiência sensorial que a gastronomia traz”, conta Daniela Guariba. “Um Festival para comer com os olhos e também alimentar a alma. Afinal, comida é cultura”, completa André Henrique Graziano, ambos idealizadores do evento.

Entre os dias 6 e 12 de outubro, o público poderá se emocionar e deliciar com mais de 40 filmes de 15 diferentes países, clássicos da ficção e documentários contemporâneos ligados à comida, à cultura e aos sistemas agroalimentares. Os filmes serão exibidos de forma híbrida e gratuita em São Paulo (Espaço Itaú Augusta – Anexo e Cinemateca Brasileira). Ao longo da jornada, os espectadores terão a oportunidade de participar de ciclos de debates, além de degustações de pratos inesquecíveis do cinema após algumas das exibições presenciais. Já o público de casa poderá assistir os filmes por meio da plataforma oficial  https://www.belasartesalacarte.com.br.

Completam a programação do evento algumas oficinas para o público infantil, que será convidado a colocar a mão na massa e a entender como funcionam animações em stop motion.

O Festival

O evento comemora os 35 anos do filme “A Festa de Babette”, baseado na obra de Isak Dinesen, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988. O clássico se passa numa remota aldeia dinamarquesa dominada por uma tradição puritana, onde duas irmãs solteiras recordam com nostalgia a sua juventude. A chegada de Babette de Paris, fugindo ao terror da repressão à Comuna de Paris, mudará as suas vidas. Acolhida como empregada, anos depois, Babette ganha uma fortuna numa loteria em Paris e tem a oportunidade de corresponder à bondade e calor humano com que foi recebida, organizando uma opulenta festa com os melhores pratos e vinhos da gastronomia francesa. Sem dúvida, a obra é de encher os olhos, salivar a boca e aquecer o coração.

Cena de “One pint at a time”.

Porém, não é só de Europa que este Festival está recheado. A curadoria vai além e traz desde títulos japoneses, como o inusitado “Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete”, de Jûzô Itami até o marroquino “Adam”, de Maryam Touzani. No primeiro, uma comédia japonesa cult, Tampopo é uma viúva dona de restaurante determinada a dominar a arte do lámen – tradicional macarrão de origem chinesa. Em sua saga, ela é orientada por Goro, um misterioso motorista de caminhão especialista no assunto. Já o segundo, uma sensível trama que se desenrola no Marrocos, deixa emergir, além de uma atmosfera cheia de aromas de pães e doces maravilhosos, o drama das mulheres e o machismo estrutural da sociedade marroquina.

A programação ainda traz obras que falam da produção de alimentos e bebidas, como “Os Cervejeiros da Vez”, de Aaron Hosé,  “Brewmance: Amor pela Cerveja”, de Christo Brock, “Os Caçadores de Trufas”, de Michael Dweck e  Gregory Kershaw, “O Nascimento do Saquê”, de Erik Shirai, e “Pão: O Milagre de Cada Dia”, de Harald Friedl, entre outros.

Muitos filmes nacionais também foram selecionados para a mostra. Entre eles está “Antes do Prato” de Carol Quintanilha, uma realização do Greenpeace Brasil, o documentário vai a três regiões do Brasil e mostra uma mobilização social potente e diversa para combater a fome, gerar saúde e garantir um meio ambiente em equilíbrio para toda a população.

Cena de “Tampopo – Os brutos também comem espaguete”.

Outro filme que fará sua estreia nas telonas é o “A Terra e o Prato”, de João Grinspum Ferraz e Fábio Meirelles, com acesso aos melhores chefs do mundo, revela como algumas das mais proeminentes figuras da gastronomia pensam a respeito das mudanças na indústria alimentar – incluindo seu território, suas diferentes culturas, sua criatividade e a forma como moldam sua relação com a natureza e a sustentabilidade.

Títulos como “Estômago”, que aborda a um só tempo criatividade na cozinha e o pernicioso sistema carcerário brasileiro, até documentários como “A Grande Ceia Quilombola”, que retrata uma cultura repleta de saberes, que nutre respeito ao alimento e onde a comida tem um papel fundamental de coesão social, também farão parte da programação.

Ciclos de debate

Neste momento em que a fome volta assolar o país, atingindo 33,1 milhões de pessoas, como demonstram os dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil de 2022, os idealizadores do Festival apostam em alguns títulos com temas controversos, que visam pôr em pauta assuntos urgentes para discussão.

Os filmes “Agricultura Tamanho Família”; “À Procura de Mulheres Chefs” (The Goddesses of Food); “Quentura” e “A Grande Ceia Quilombola”; “Uma História de Desperdício” (Wasted! A Story of Food Waste) e “Cooperativa Park Slope” (Food Coop), serão exibidos online e sucedidos de mesas com convidados para debates de temas relevantes como Agricultura e Fome, Gênero na Cozinha, Comida Ancestral, Produção e Desperdício, Consumo Consciente e Economia Solidária.

O São Paulo Food Film Fest é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Tem a apresentação do Grupo Carrefour Brasil e apoio da Ticket, uma marca Edenred e Consigaz. É uma produção da Química Cultural. A realização é da DOC e Outras Coisas, da Secretaria Especial de Cultura e do Ministério do Turismo.

Serviço:

Exibições: de 6 a 12 de outubro de 2022 – gratuito

Onde: salas Espaço Itaú de Cinema – Augusta – R. Augusta, 1470 – Cerqueira César Cinemateca Brasileira – Largo Sen. Raul Cardoso, 207 –  Vila Clementino

Online: Belas Artes à La Carte – https://www.belasartesalacarte.com.br/

Apresentação: Grupo Carrefour Brasil

Apoio: Ticket  e Consigaz

Produção: Química Cultural

Realização: Doc & Outras Coisas, Secretaria Especial de Cultura e Ministério do Turismo.

Site e redes sociais:

www.spfoodfilmfest.art.br

https://www.instagram.com/spfoodfilmfest/.

(Fonte: Eliz Sousa Assessoria de Imprensa)