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MASP apresenta Sala de Vídeo: Sky Hopinka

São Paulo, por Kleber Patricio

Sky Hopinka, “Mnemonics of Shape”, 2021 – frame do vídeo.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 30 de junho a 13 de agosto de 2023, no 2º subsolo do museu, Sala de vídeo: Sky Hopinka, que exibe os vídeos “Kicking the clouds” e “Mnemonics of Shape and Reason” (ambos de 2021). Com curadoria de María Inés Rodríguez, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea, MASP, as obras refletem, por meio da paisagem, da música e da linguagem, as tradições e práticas ancestrais que sobreviveram a sistemas de opressão, adquirindo novas formas que expressam a complexidade das comunidades ameríndias nos Estados Unidos de hoje.

Sky Hopinka (Nação Ho-Chunk, Wisconsin/Pechanga Band dos Índios Luiseño, 1984) é um artista visual que, por meio de seu trabalho de vídeo, foto e texto, expressa a sua opinião sobre a paisagem e a terra indígena utilizando de meios de comunicação pessoais, documentais e não ficcionais. Hopinka define seu trabalho como uma reflexão etnopoética, referindo-se a um conceito proposto pelo escritor e tradutor estadunidense Eliot Weinberger, em “The Camera People” (1992), que descreve o que acontece quando comunidades observadas, estudadas e filmadas por etnógrafos tradicionais, principalmente ocidentais brancos, decidem pegar as câmeras e filmar o que consideram necessário e relevante sobre si mesmas.

Em seus vídeos, o cineasta conta histórias que remetem à sua identidade e aos modos de vida indígenas, mergulhando profundamente em questões de sua origem por meio de narrativas autobiográficas que se comunicam diretamente com o público nativo, sem a obrigatoriedade de explicar o significado aos espectadores não nativos. “Por meio de seu trabalho, o artista explora diferentes maneiras de questionar a complexidade da identidade indígena contemporânea. Se sua prática artística é inspirada pela comunidade à qual pertence; seu trabalho é uma maneira clara de resistir ao olhar etnográfico que busca situar, definir e determinar o que é autêntico e o que não é”, pontua a curadora-adjunta María Inés Rodríguez.

Sky Hopinka, “Kicking the Clouds”, 2021.

Em “Kicking the clouds” (2021), Hopinka reflete sobre seus descendentes e ancestrais, guiado por uma gravação de áudio de 50 anos atrás de sua avó aprendendo a língua pechanga com a sua mãe. O vídeo apresenta imagens de integrantes da sua família, a casa em que moram atualmente e objetos pessoais, além de uma entrevista com a mãe do artista que narra suas lembranças relacionadas ao áudio, à vida e a outros temas familiares. A montagem do vídeo é acompanhada por um poema que aparece como legenda na parte inferior da tela.

O vídeo “Mnemonics of Shape and Reason” (2021) percorre a memória de um lugar visitado pelo artista. Ele sobrepõe e remonta paisagens rochosas do deserto com uma trilha composta por textos e músicas, criando um relato rítmico das implicações espirituais da colonização. As suas reflexões apresentam ideias de maleabilidade espiritual ligadas à terra, céu, mar, mito, lugar e personalidade. A narrativa conduz o espectador através de paisagens variadas dessa história sem começo, meio ou fim explícitos, permitindo ao público adentrar no trabalho em qualquer ponto em sua linha do tempo e vivenciar, com ele, uma experiência significativa.

Sobre Sky Hopinka

Sky Hopinka é um artista visual nascido em 1984, membro da Nação Ho-Chunk de Wisconsin e descendente da Pechanga Band dos Índios Luiseño. Seu trabalho foi apresentado em vários festivais, incluindo Sundance, Toronto International Film Festival, Ann Arbor, Courtisane Festival, Punto de Vista e New York Film Festival. Sua obra fez parte do 2017 Whitney Biennial, FRONT Triennial 2018 e Prospect.5, em 2021. Foi curador convidado da Whitney Biennial 2019 e participou do Cosmopolis #2 no Centre Pompidou. Realizou uma exposição individual no Centro de Estudos Culturais, Bard College, em Nova York, em 2020, e, em 2022, na LUMA, em Arles, França. Recebeu o Infinity Award in Art do International Center e do Alpert Award para Filme/Vídeo, e bolsas de estudo, incluindo The Radcliffe Institute for Advanced Study, na Harvard University; Sundance Art of Nonfiction; Art Matters; The Guggenheim Foundation; e O Projeto Forja. No outono de 2022, Hopinka recebeu uma bolsa MacArthur por seu trabalho como artista visual e cineasta.

Serviço:

Sala de Vídeo: Sky Hopinka

Curadoria de María Inés Rodríguez, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea, MASP

2º subsolo

Visitação: 30/6 – 13/8/2023

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista – São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terça grátis com patrocínio Bradesco, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas. Entrada gratuita em todas as primeiras quintas-feiras do mês – um oferecimento B3.

Agendamento on-line obrigatório por este link

Ingressos: R$60 (entrada); R$30 (meia-entrada)

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: MASP)

Mostra “Olhares Cruzados” apresenta diferentes visões para a subjetividade

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Fátima Farkas. Fotos: divulgação.

O descaso, a solidão e o apagamento são os territórios percorridos pela exposição “Olhares Cruzados”, que traz obras de três artistas integrantes do grupo Contraponto, reunidos em torno do ateliê de Sérgio Fingerman, o curador da mostra. Fátima Farkas, Hilário Kleiman e Isabella Cesar e seus diferentes pontos de vista cruzaram seus olhares, que resultaram na exposição que ocupa a Galeria Contraponto, na Vila Madalena, de 23 de junho a 1º de julho.

Fátima Farkas, que tem sua origem profissional ligada ao design, migrando depois para as artes plásticas através da vivência na escola do Parque Laje, traz uma forte ligação com as questões brasileiras étnicas e culturais.

O ar é de graça

Trabalhando sobre o território da violência surda e a infâmia da exclusão, do abandono e do apagamento social e cultural, as 16 obras, expostas agora numa instalação única, são retratos que transitam entre o pictórico aparentemente ingênuo e a desconstrução expressiva da imagem ou seu avesso. Retratam, ao lado de personagens conhecidos na tradição das lutas raciais, outras imagens fortes, veladas e disformes que nos interrogam sobre o destino de tantos que sumiram na história, como os milhares de escravizados abandonados em campo aberto para morrer no limbo do esquecimento no Cemitério dos Pretos Novos na Gamboa no Rio de Janeiro.

Obra de Hilario Kleiman.

Nas palavras de Sérgio Fingerman, curador da mostra, Fátima “através de fina ironia, evoca as singularidades desses personagens e suas lutas, que clamam por um pertencimento humanitário na nossa sociedade”.

Embora tema já recorrente nas preocupações contemporâneas, Fátima diz ter sido “profundamente marcada, tanto pelos personagens que superaram sua herança traumática quanto pela emoção avassaladora em pisar o solo conspurcado do genocídio e da diáspora africana no Valongo e no Instituto dos Pretos Novos, no Rio”.

A artista Isabella Cesar explora os aspectos das imagens que sofrem com o desgaste do tempo. A série que apresenta em Olhares Cruzados foi produzida durante a pandemia, quando, confinada em casa, foi tocada pelo silêncio do abandono provocado pela imagem deteriorada da piscina de um imóvel vizinho. Isabella passou meses fotografando diariamente a aparência da piscina e esse aspecto abandonado, esquecido e despreocupado do real provocou reflexões silenciosas e perturbadoras na artista, que passou a articular um diálogo artístico com a realidade da piscina em busca de extrair um encantamento da degradação. “Vieram chuvas intensas naqueles meses e a água da chuva proporcionou imagens sutis, leves, até doces, na então deterioração. Foi aquarelando sobre as imagens que explorei o território do encantamento, extraindo uma realidade nova e lírica do desgaste do tempo”, explica Isabella.

Obra de Isabella Cesar.

“Isabella Cesar pinta sobre imagens fotográficas, estruturas, composições quase abstratas de detalhes arquitetônicos de piscinas. O tema aqui é pretexto para criar um espaço onírico, quase musical. A ordem geométrica cede lugar para inesperadas interferências de entendimentos e divagações”, diz Fingermann.

Atento ao movimento artístico nacional, Hilário Kleiman – que foi aluno de Dalton de Lucca, Setsuko Katayama, Manoel Fernandes e Paulo Pasta – revela em suas obras a preocupação com o que nos resta da percepção de humanidade e provoca o observador a olhar seus trabalhos oníricos, sempre havendo uma estranheza presente que torna a obra melancólica e induz o observador a refletir sobre o que está realmente vendo. “Hilário Kleiman cria pequenas cenas que parecem detalhes fotográficos, muito sintéticos, com uma economia de narrativas, pelas de mistério, solidão, melancolia”, descreve Fingermann. Suas telas trazem pedaços de casas, salas, ruas, sem a presença humana.

Olhares Cruzados

Exposição de Fátima Farkas, Isabella César e Hilário Kleiman

Período: De 23/6 a 1º/7, de segunda à sábado, das 14h às 20h

Espaço Contraponto

Rua Medeiros de Albuquerque, 55, Vila Madalena, São Paulo, SP.

(Fonte: Vicente Negrão Assessoria)

Quinta edição do Festival de Inverno de Indaiatuba reúne música, dança e gastronomia

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Eliandro Figueira.

A quinta edição do Festival de Inverno de Indaiatuba reúne música, dança e gastronomia em dois finais de semana repletos de atrações. A estrutura montada no Parque Ecológico, próxima à Concha Acústica, contará com diversas opções de pratos e sobremesas, além de barracas com produtores locais e o melhor do artesanato. O evento é aberto ao público e conta com realização da Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Festival Gastronômico Itinerante Sabores da Terra, da Elo Produções, e o 30º Passo de Arte Grand Prix.

“O Festival de Inverno cresce a cada ano e estamos sempre em busca de melhorias, junto com nossos parceiros, para desenvolver o evento, que é importante para o turismo local e também para nossos produtores e artesãos”, destaca a secretária municipal de Cultura, Tânia Castanho. “Destaque também para a programação cultural, com diversas bandas locais e convidadas, além das apresentações de dança em parceria com o Passo de Arte”.

O Festival de Inverno contará com diversas operações gastronômicas distribuídas em alamedas salgada, doce e de produtores. Além de ratificar seu compromisso com as tradições “da roça” e a culinária regional de raiz, o Sabores da Terra enfatiza a responsabilidade com um presente mais sustentável.

Na foto, Corporação Villa-Lobos e Dechris. Foto: Eliandro Figueira.

“É motivo de alegria podermos voltar a Indaiatuba. Em 2023, temos o compromisso de implantar ações que impactam pessoas e meio ambiente. Geramos uma grande quantidade de latinhas e garrafas que serão entregues em postos de reciclagem locais para serem revertidas em projetos do Fundo Social de Solidariedade”, explica Renata Meneghetti Tannuri, idealizadora do Festival Gastronômico Itinerante Sabores da Terra e diretora da Elo Produções.

Durante os dois finais de semana acontece ainda mais uma edição da Cozinha Show, com aulas ministradas em parceria com a UniMAX, do Grupo UniEduK. Com o tema “da raiz ao talo”, serão 23 aulas dedicadas ao aproveitamento integral de insumos e orientações de especialistas em gastronomia para evitar o desperdício de alimentos, além da preparação de deliciosas receitas.

Opções gastronômicas

Na Alameda Salgada, será possível encontrar pratos como Porco à Paraguaia, costela fogo de chão, rancho caipira, joelho de porco, derivados de milho, sanduíches, churrasco na parrilla e pernil. Na Alameda de Produtores, destaque para cachaças, queijos artesanais, artesanatos variados e muito mais.

Leticia Nicolielo. Foto: divulgação.

Na Alameda do Açúcar – Festival ‘Eu Amo Chocolate’, diversas opções como ilha com cascata de chocolate, crepes, churros, cookies, doces artesanais e caseiros, tabuleiro de paçoca e pé de moleque, maçã do amor, cocadas, milk shakes, sorvete e raspadinha, pipoca e algodão doce. Entre as bebidas, cervejas artesanais, caipirinhas, sucos naturais e de milho, caldo de cana, além de vinho quente e quentão.

PROGRAMAÇÃO

7 de julho (sexta-feira)

18h – Olivia Gênesi

19h30 – Abertura oficial

20h – Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e Gambia Rock com Rock Sinfônico

8 de junho (sábado)

12h – Passo de Arte com apresentações de dança

15h30 – Orquestra de Viola Caipira de Indaiatuba

17h – Banda PSMMUSIC

18h30 – A2 Rock

20h – Ancestrais

9 de julho (domingo)

12h – Big Band da Corporação Musical Villa-Lobos convida Juliana Alves

13h30 – Orquestra de Violas Cultura Caipira de Valinhos

14h30 – Momento de Fé

15h – Banda Texas Hammer

16h30 – Robson Furiozo e convidados

18h – Jonas & Diego

20h – Soul Boogie Orquestra

14 de julho (sexta-feira)

18h – Luciana Santtos

19h – Priscila Moreno & Jarbas Santana

20h – Corporação Musical Villa-Lobos e Dechris

15 de julho (sábado)

12h – LABoratório Aroeira

13h – Letícia Nicolielo

14h30 – The Rock Trackers

16h – Black7Colts

17h30 – La Plata

19h – Classic Roxx

20h30 – Queen Music Tribute

16 de julho (domingo)

12h – Patrícia Alice Sexteto

13h – Giulia Agg

14h – Tavinho Rezende Blues Band

15h – Sync2

16h – Silviane Soares

17h – Quintal da Vila

18h30 – Henry Paul Trio

20h – Banda Monallizza: Tim Maia Cover.

ATRAÇÕES (em ordem alfabética)

A2 Rock – O Melhor do Pop Rock Nacional e Internacional | Trio formado por músicos com mais de 20 anos de estrada, mais uma vez o A2 Rock está de volta ao palco do Festival de Inverno, trazendo um repertório com vários sucessos do pop/rock nacional e internacional.

Ancestrais (antiga Imortais) – Sereníssima: Tributo a Legião Urbana | A banda Ancestrais nasceu em 2017 em Indaiatuba com a proposta de fazer a releitura das principais bandas do rock nacional que marcaram os anos 80 e 90. O Tributo a Legião Urbana foi criado para reconhecer e valorizar a contribuição dessa banda icônica para o cenário musical brasileiro.

Banda Monallizza – Tim Maia Cover | Formada em 2000, já se apresentou nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Desde 2015, especializou-se em reproduzir o repertório do cantor e compositor brasileiro Tim Maia, conhecido como o rei do soul brasileiro. Hits como “Azul da Cor do Mar”, “O Descobridor dos Sete Mares” e “Um Dia de Domingo” estão no repertório da banda, que tem como vocalista Tiago Girotto.

Banda PSMUSIC – Temas de Novelas com Marcellinho Boaventura | A PSMUSIC foi fundada pelo músico indaiatubano Plínio Silva, que iniciou seus estudos aos 7 anos. Formou-se e lecionou em Tatuí, ganhou festivais, e também uma bolsa para mestrado na Trinity School em Londres. Viajou o Brasil tocando e produzindo vários gêneros e atualmente é coordenador pedagógico da Banda Sinfônica Villa-Lobos.

Marcellinho início sua carreira em 1997 como vocalista do Grupo Sempre à Frente e agora inicia sua carreira solo. Já gravou dois CDs com composições próprias e dividiu palco com artistas como Péricles, Belo e Thiaguinho, entre outros.

Banda Texas Hammer | Formada em 2011, em São Paulo, é conhecida pela versatilidade musical. Conta com quatro discos e seu trabalho autoral é marcado pela sonoridade agro rock, que combina rock clássico, blues e letras românticas e reflexivas. A formação atual inclui Guto Viegas (vocal/violão), Tom Beneducci (violino/voz), Luiz Arruda (guitarra) e Felipe Abdala (bateria).

Big Band da Corporação Musical Villa-Lobos | A Big Band CMVL convida Juliana Alves para cantar os sucessos de Alcione, enquanto Frank interpretará as inesquecíveis canções de Sinatra. Será uma tarde memorável, repleta de música de qualidade e talentos vocais excepcionais. Prepare-se para ser transportado para uma atmosfera sofisticada e envolvente.

Black7Colts – Rock Memory | A banda, criada em 2016, conta com Dan Jones, Willian Dias, João Schmidt e Ricardo Assis em sua formação atual. O projeto Rock Memory celebra sons icônicos dos anos 80, 90 e 2000, de artistas como Yes, Phil Collins, INXS e muito mais.

Classic Roxx – Do Pop ao Rock, do Brasil ao Mundo | Formada em 2018, a Classic Roxx criou este projeto especialmente para o Festival de Inverno, com o objetivo de mostrar que o pop e o rock se encaixam em evento para públicos das mais diversas faixas etárias.

Corporação Musical Villa-Lobos e Dechris | CMVL e o Trio Dechris trazem novamente o show que emocionou o público no 30º Maio Musical, em homenagem a banda pop anglo-australiana Bee Gees. No repertório, grandes clássicos como a dançante “Stayin’ Alive” e a romântica “How Deep is Your Love”, entre outras.

Giulia Agg – Esquenta Sertanejo | Projeto especial que mistura roda, violão e músicas inesquecíveis, sejam elas recentes ou mais antigas, com muito sertanejo, moda de viola e clássicos nacionais e internacionais.

Henry Paul Trio | A banda formada em 2002 faz jus ao rockabilly. Henry, líder da banda e dono de uma voz muito semelhante à de Elvis Presley, se apresenta com o baixo acústico e bateria no estilo stand up drums. O neo rockabilly dos anos 70 e 80 completam a performance.

Jonas & Diego | O repertório da dupla traz os hits da música raiz sertaneja. Formada em 2014, em Águas de Lindoia, já viajaram por diversos Estados brasileiros.

La Plata – Tributo a Charlie Brown Jr. | A banda La Plata se dedica a manter viva a memória da banda Charlie Brown Jr. Com o show 10 Anos sem Chorão e Champignon, presta sua homenagem no ano em que também completa também seus 10 anos de existência se dedicando ao tributo com qualidade, seriedade e uma energia sem igual.

LABoratório Aroeira | O grupo nasceu da junção de dois trios: LAB e Aroeira. LAB é: Renato Leite, Rafael Abissamra e Victor Barreto. Possuem um álbum lançado em 2022. Já Aroeira é: Rafael, Victor e Gustavo Portes. Recentemente, se apresentaram no Festival de Campos do Jordão 2023 e na Sala São Paulo. Em seu repertório, reúne interpretações de Djavan, Gilberto Gil, além de nomes como Wayne Shorter, Aaron Parks e sons autorais.

Letícia Nicolielo – Elas por Elas | Cantora, violonista, compositora e produtora musical, Leticia Nicolielo está na estrada há mais de 25 anos, com uma carreira consolidada principalmente no interior de São Paulo, e passagens por Minas Gerais e Rio de Janeiro. O novo show traz uma viagem musical onde só entram sucessos nas vozes das mulheres da nossa Música Popular Brasileira.

Luciana Santtos | Apaixonada por música sertaneja desde pequena, se apresentou em concursos e festivais e aos 18 anos resolveu seguir carreira artística, assim como seu pai. Abriu shows de artistas renomados como Daniel, Mano Walter, Matogrosso & Mathias, Naiara Azevedo, Trio Parada Dura, entre outros. Em seu repertório, músicas sertanejas das mais antigas até sucessos recentes, que estão na boca do povo.

Olivia Gênesi – O Rock de Todos os Tempos | Olivia Gênesi é cantora, compositora, pianista e arranjadora. Com formação em piano e canto eruditos, passeia pelos universos do rock, blues, MPB e jazz, numa linguagem particular e criativa. Em um clima alegre descontraído, com arranjos originais e exclusivos, Olivia será acompanhada pelo baterista Flávio Lima em um novo show com a trajetória do rock, desde Elvis Presley até Coldplay, passando pelos mais famosos hits de bandas como Beatles, Queen, Journey, Aerosmith e Rolling Stones, entre outros.

Orquestra de Violas Cultura Caipira de Valinhos | Fundada em 2005, a orquestra é reconhecida nacionalmente pela música sertaneja de raiz, honrosa das tradições caipiras. Com mais de 500 apresentações em diversas cidades do país e participações em shows de artistas como Pena Branca e Inezita Barrozo, é regida pelo professor Robson Furiozo. Conta com 28 integrantes, das mais variadas origens e profissões. Em cena, são 24 violas caipiras, um contrabaixo, um berrante, uma flauta e um violão.

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e Gambia Rock – Rock Sinfônico | A Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e a Gambia Rock se reencontram na abertura do Festival de Inverno. No repertório, canções como “You Give Love a Bad Name” (Bon Jovi), “Beautiful Day” (U2), “Don’t Wanna Miss a Thing” (Aerosmith) e “Wish You Were Here” (Pink Floyd), entre outras. Os arranjos são de Emanuel Massaro e a direção artística e regência do maestro Paulo de Paula.

Patrícia Alice Sexteto – Como Você Nunca Ouviu | O projeto traz um repertório popular com músicas nacionais e internacionais em arranjos e interpretações exclusivas. Faixas como “I will Survive”, de Gloria Gaynor, na versão Bossa Nova, “Sweet Dreams’, do Eurythmics, em Jazz Swing, e “Careless Whisper”, de George Michael, em Reggae, são alguns exemplos.

Queen Music Tribute | Formada por Antonio Lobato (voz, piano, violão), Horácio Rosário (guitarra, piano e vocais), Will Bass (baixo, piano e vocais) e Renato Almeida (bateria e vocais), a banda faz uma carreira do Queen em sua formação clássica, que abrangeu de 1971 a 1991. No repertório, clássicos como “Bohemian Rhapsody”, “We Will Rock You” e “We Are The Champions”, entre outros.

Quintal da Vila | A Roda de Samba surgiu na calçada da Vila Avaí, através de encontros de amigos sambistas e apaixonados por samba. Conforme o público e os encontros aumentaram, a roda ganhou músicos fixos e passou a se apresentar em outros pontos e eventos na cidade.  O objetivo é difundir e manter viva a tradição da cultura popular, uma vez que a Vila Avaí é reduto de grandes mestres do samba.

Robson Furiozo | idealizador da Orquestra de Violas Cultura Caipira de Valinhos, o violeiro e professor lançou seu o seu primeiro CD, “Caipira de Fato”, em 2022, composto por oito faixas autorais. Músico com formado pelo Conservatório de Tatuí e pelo Conservatório Carlos Gomes de Campinas, ministra aulas de violão popular, viola caipira e guitarra na Casa da Cultura de Valinhos.

Silviane Soares – Sempre Sertanejo | Amante da música sertaneja desde a infância, Silviane Soares ingressou profissionalmente na música em 2008 e desde 2016 se dedica a carreira solo. No final de 2021 lançou seu primeiro EP, intitulado “Singular”, com as faixas “Nossa Briga”, “Eu Assumo” e a recém-lançada “Imunidade”. Neste novo projeto, canta a música sertaneja em seus variados momentos, com clássicos que marcaram época e sucessos atuais.

Soul Boogie Orquestra | Sob direção musical de João Zambuzi, a banda de Jundiaí é composta por uma seleção de oito a 12 músicos que conduzem, à caráter, uma viagem musical pelas décadas de 40, 50 e 60. Com 15 anos de estrada, a banda já se apresentou em renomados palcos, como Bourbon Street, Credicard Hall, Memorial da América Latina, SESC, Parque do Ibirapuera e em festivais de jazz e blues em todo o país.

Sync2 – Sync to You | Sync2 nasceu do encontro despretensioso de duas vozes que sincronizaram desde a primeira nota. Amanda Wohl e Paula Said iniciaram esse projeto em junho de 2020 e desde então, passaram por bares, eventos corporativos, aniversários, casamentos e festivais, nos formatos duo, trio, quarteto e banda. Este novo show é uma síntese dos mais variados pedidos recebidos do público, formando um repertório especial.

Tavinho Rezende Blues Band | O cantor e compositor indaiatubano Tavinho Rezende é de Indaiatuba e desde 1998 se apresenta em formação solo (violão, gaita e piano) e ao lado de sua fiel banda, a Tavinho Blues Band, um verdadeiro tributo ao Blues com nomes como Eric Clapton, Muddy Waters, Elvis Presley, entre outros, em releituras especiais.

The Rock Trackers – Let’s Rock! | O Rock Trackers foi criado em 2015 com a ideia de manter vivas diferentes vertentes do rock desde o seu início e atualmente conta com Rodrigo Ribeiro (guitarra e voz), Tomaz Vital (piano e voz), Viktor De Lima (baixos elétrico e acústico) e Gerson Lima Filho (bateria). Neste show, reúne sucessos dos anos 50, 60 e 70 de artistas como Beatles, Elvis Presley, Creedence Cleanwater Revival, Johnny Rivers, Roy Orbison e Joe Cocker.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Prefeitura abre inscrições para 21º Festival de Rock de Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Banda Radioativa venceu a 20ª edição do festival.

Estão abertas as inscrições para o 21º Festival de Rock de Indaiatuba, promovido pela Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. Para participar, os interessados devem confirmar sua participação após preenchimento de formulário disponível no site da Prefeitura até o dia 20 de julho. As eliminatórias estão previamente agendadas para agosto no Espaço Viber.

Os objetivos do Festival de Rock de Indaiatuba são incentivar a composição e produção musical, direcionar o interesse da população e mostrar a importância da arte como fonte de cultura e lazer, aprimorar e desenvolver a cultura musical, promovendo um intercâmbio artístico, e revelar novos talentos.

Podem participar do 21º Festival de Rock de Indaiatuba solos, duplas e bandas do gênero e suas vertentes, formadas em Indaiatuba ou todo o território nacional. Cada participante, músico, compositor ou roadie poderá concorrer somente com uma composição ou ficha de inscrição.

A íntegra do Edital de Participação do 21º Festival de Rock de Indaiatuba está disponível na edição 2.672 da Imprensa Oficial do Município, publicada nesta sexta-feira, 30 de junho. É muito importante conferir os detalhes e providenciar as informações necessárias para efetivação da inscrição.

Eliminatórias

As eliminatórias do Festival estão programadas para os dias 5, 6, 12 e 13 de agosto, sempre a partir das 15 horas, no Espaço Viber. As datas podem ser alteradas, respeitando o número de inscrições efetivadas. A final acontece dia 20 agosto, no mesmo local. Os dias e horários das apresentações serão definidos por meio de sorteio que será realizado em reunião com os inscritos. A data será divulgada posteriormente.

A Comissão Julgadora será composta por três profissionais ligados à música, que irão avaliar os seguintes quesitos: interpretação, composição e desempenho musical. Os prêmios serão de R$2.420 para melhor composição e melhor intérprete, R$4.235 para o terceiro lugar, R$5.445 para o segundo colocado e R$7.260 para o vencedor.

A banda Radioativa, do Rio de Janeiro, foi a vencedora do 20º Festival de Rock de Indaiatuba. Ana Marques, vocalista do quinteto, levou ainda o prêmio de Melhor Intérprete. Giovanna Moraes e Banda, de São Paulo, ficou com o segundo lugar, seguida pela Black Mapache, de Indaiatuba. A Gambia Rock, também da cidade, conquistou o prêmio de Melhor Composição.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (19) 3825-2056 e 3834-3824 ou pelo e-mail cultura.festivalderock@indaiatuba.sp.gov.br. O link para inscrição é www.indaiatuba.sp.gov.br/cultura/concursos/festival-de-rock/.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Estudo revela hábitos de formigas desconhecidos pela ciência e espécies em risco de extinção

Linhares, por Kleber Patricio

Foto: Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA)

A diversidade de formigas do Espírito Santo é pouco conhecida pela ciência e um olhar bem de perto nas coleções entomológicas pode trazer muitas revelações aos estudiosos. Essa é a conclusão de estudo de pesquisadores do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) e Universidade Estadual de Ohio, Estados Unidos, publicado na sexta (30) na revista “Sociobiology”.

Os pesquisadores Ricardo Vicente e Jorge Souza, do INMA, e a pesquisadora Lívia Prado, da Universidade Estadual de Ohio, analisaram a coleção de entomologia da Reserva Natural Vale em Linhares/ES e observaram que, entre os exemplares, havia espécies de insetos ainda não registradas para o Espírito Santo e, ainda, espécies ameaçadas. Ao todo, foram analisadas 143 formigas e identificadas 63 espécies. No material avaliado, foram encontradas espécies cuja organização em castas não era conhecida pelos pesquisadores, como a espécie de formiga Pheidole fimbriata. A organização em castas acontece com os chamados insetos sociais, que vivem em grupos com organização na divisão do trabalho, cooperação no período reprodutivo e participação coletiva nos cuidados com os ovos e os jovens, entre outras características.

“Em novembro de 2022, eu e Lívia ministramos um curso de coleções biológicas no INMA e, durante o curso, identificamos alguns exemplares de espécies em estado reprodutivo ainda não descritos. Concordamos na importância de divulgarmos os dados da coleção e discutimos, então, como iríamos estruturar o trabalho”, conta Vicente.

Os novos registros contribuem para o conhecimento da fauna capixaba e demonstram a importância das coleções biológicas institucionais. “No material analisado, há espécies ameaçadas pela mudança de paisagem da Mata Atlântica, como a espécie Dinoponera lucida, conhecida como formiga tocandira, e provavelmente suas formas aladas – como são chamados os insetos em fase reprodutiva, que ganham asas –, que ainda não foram descritas. Esses dados demonstram a importância da Reserva Natural Vale e o quanto a realização de estudos sistematizados nessa área pode contribuir para o conhecimento da biodiversidade capixaba”, destaca o pesquisador.

O pesquisador pretende seguir com os estudos a partir do material que integra a coleção da Reserva Natural Vale. Essas pesquisas fortalecem as coleções das instituições envolvidas, ampliam o entendimento de processos naturais na área de entomologia – especialidade da biologia que se dedica ao estudo de insetos – e oferecem subsídios para a implementação de políticas de conservação, além de promover a divulgação do conhecimento científico.

(Fonte: Agência Bori)