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Espetáculo que mexeu com a história do teatro, “Feliz Ano Velho” completa 40 anos

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

“Feliz Ano Velho” é um marco na história do teatro brasileiro, mas talvez nem todos conheçam a verdadeira história de como saiu das páginas do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva para se transformar em grande sucesso nos palcos do Brasil e do exterior.

A adaptação original, escrita por Alcides Nogueira Pinto e que projetou nomes como Paulo Betti, Denise Del Vecchio, Lilia Cabral e Marcos Frota no cenário das artes cênicas, celebra 40 anos de sua estreia neste mês de julho. Foi durante o Festival de Inverno de Campos do Jordão, na noite de 3 de julho de 1983, que o país conheceu um espetáculo muito à frente de seu tempo.

Talvez a peça “Feliz Ano Velho” não saísse do papel se não fossem a perspicácia e insistência de Marcos Kaloy, hoje empresário e vereador em Monte Alegre do Sul, onde mora. O próprio autor Alcides Nogueira Pinto confirma as raízes do ambicioso projeto.

“Tudo começou com o Kaloy, que teve a ideia de levar para o palco o livro de Marcelo Rubens Paiva. Foi ele quem fez contato com o Marcelo, comigo, com Paulo Betti. Logo chegaram Adilson Barros, Denise Del Vecchio, Lilia Cabral, Christiane Rando e Marcos Frota”, recorda Nogueira. Marcos Kaloy, na época, um líder estudantil e ator formado pela Escola Macunaíma, também fez parte do elenco.

Kaloy conhecia Marcelo Rubens Paiva e enxergou potencial para uma montagem cênica baseada no livro, que foi lançado no ano anterior da peça – 1982. Com a autorização do escritor, procurou Alcides Nogueira Pinto que aceitou o desafio, que considerou o início de uma incrível aventura teatral.

“E esses desafios eram muitos. Como adaptar um livro que o Brasil inteiro tinha lido, que provoca comoção, que era profissional? Como preservar a força e ao mesmo tempo o desamparo desse relato de Marcelo, tão pessoal, tão íntimo? A única saída era não ser Marcelo. Tomar distância e contar a história dele com os olhos possíveis. Então, seguimos”, conta Alcides Nogueira.

O dramaturgo escrevia na época textos para Paulo Betti, Adilson Barros e Denise Del Vecchio quando aceitou o convite para escrever a peça. Chegaram então Lilia Cabral, Christiane Rando e Marcos Frota. Coube a Paulo Betti a direção.

Marcos Kaloy, embora formado em sociologia e política pela PUC-São Paulo, já atuava como ator e mantinha contato com os atores. “Queríamos contar no palco a história do Marcelo e chamar a atenção sobre a realidade do Brasil da época, comandado pelo regime militar, e o desaparecimento de Rubens Paiva, pai do Marcelo”, recorda Kaloy.

Nogueira manteve no texto da adaptação a mesma naturalidade usada por Marcelo Rubens Paiva ao escrever sua autobiografia. No livro, o autor conta a história do acidente sofrido em uma lagoa em Campinas, que o deixou paraplégico em 1979, quando era estudante da Unicamp. Além disso, narra a infância e adolescência e o convívio com o pai, o ex-deputado federal Rubens Paiva, desaparecido durante a ditadura militar, em 1971.

E Alcides Nogueira conseguiu transmitir com maestria este conjunto de emoções. O resultado foi um espetáculo ágil repleto de criatividade, sensibilidade, comoção e alegria, que conquistou a cumplicidade e empatia do público.

Sucesso absoluto e prêmios 

Depois de seis meses de ensaio e sem qualquer patrocinador, “Feliz Ano Velho” estreou em 3 de julho de 1983, durante a programação do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Na verdade, o teatro Claudio Santoro serviu como ponto de partida para o espetáculo, que seguiu para São Paulo, onde estreou em 31 de agosto de 1983, Rio de Janeiro, viajou pelo Brasil e ganhou o mundo. A estimativa é de que mais de um milhão de pessoas tenham assistido a peça.

O espetáculo permaneceu por cinco anos em cartaz e também fez sucesso na temporada no exterior como representante do Brasil nos festivais internacionais de Nova Iorque (EUA), Havana (Cuba). São José (Porto Rico) e Cidade do México.

Aclamado pela crítica, “Feliz Ano Velho” foi premiado em diferentes categorias pelo  Molière e Mambembe, além de receber o Troféu Inacen como espetáculo do ano pelo Instituto Nacional de Artes Cênicas, entre outros.

Ligação com a música

Para Marcos Kaloy, que atuou e participou da produção da obra para o teatro e diante do sucesso foi convidado para dirigir o Festival Internacional de Teatro da Unicamp, o mais importante é que “Feliz Ano Velho” mantém o estímulo para novas montagens teatrais. O próprio diretor da peça original, Paulo Betti, dirigiu uma nova adaptação em 2021.

Em 2003, ocasião dos 20 anos do espetáculo, todo o acervo de “Feliz Ano Velho”, que havia ficado com o então produtor cultural Marcos Kaloy, foi doado por ele ao Arquivo do Estado, da Secretaria de Cultura do governo do Estado de São Paulo.

Marcos Kaloy resume “Feliz Ano Velho” como uma peça que tinha algo para dizer para a juventude da época. “Além disso, o espetáculo acompanhou o movimento do nascimento do rock nacional com o surgimento de bandas como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Blitz, Barão Vermelho, entre muitas outras”, diz.

Para confirmar a relação do teatro com a música, Kaloy recorda da noite em que “Feliz Ano Velho” abriu o show da banda Legião Urbana em um evento chamado “Feliz Legião”, na década de 80. “Mais de cinco mil pessoas lotaram o ginásio da Unicamp, em Campinas. Realmente foi especial. Ainda fazíamos, após as apresentações, calorosos debates sobre temas polêmicos para época e que envolvia intensa participação do público”, conclui. .

(Fonte: Rota Comunicação)

Arte132 apresenta exposições dos artistas Claudino Nóbrega e Luiz 83

São Paulo, por Kleber Patricio

Claudino Nóbrega – “Paisagem Morena”, acrílica sobre lona, 1988, 86x100cm. Foto: Lalau Patay.

A Arte132 Galeria inaugurou dia 8 de julho duas individuais: “Uma trajetória de sonhos, caos e fé”, de Claudino Nóbrega, e “Síntese da forma”, de Luiz 83.  Na seleção de pinturas da década de 1980, Nóbrega explora a interação de cores e formas. Já a coletânea de Luiz 83 traz esculturas em bronze e fibra de vidro com pintura automotiva, além de desenhos produzidos em guache, nanquim e grafite sobre papel, inspirados na paisagem urbana.

Claudino Nóbrega percorre dois caminhos paralelos ao estabelecer uma interação de cores que obriga o público a olhar de perto e uma interação de formas que conduz a um olhar mais afastado. Entre uma e outra, o olho dança. Para Nóbrega, a individualização de cada pessoa vai definir o melhor ângulo para contemplar suas obras. “A ideia é fazer o espectador questionar se a melhor visão de suas obras fica melhor de perto ou de longe, a resposta fica a desejo dos olhos de cada um. A distância ideal fica onde o olhar oscila, entre a forma e a cor”, afirma o artista catarinense.

Luiz 83 – Sem título, 2022, escultura em fibra de vidro com pintura automotiva, 17×11.7×32.7cm. Foto: Suzana Mendes.

Ele chama atenção para a fragmentação executada em cubos, com jogo de cores complementares em cima de fundo manchado, gerando luzes com temperaturas diversas. “Essas luzes fragmentadas, olhadas a distância, criam uma unidade de luz que não se mistura, uma luz indivisa e inédita, que não se abre imediatamente”, comenta. O artista conclui explicando que “a própria técnica traz efeitos óticos e até formação de arquétipos, independentemente da atitude pictórica ou poética”.

Já o espaço expositivo reservado para as 23 obras de Luiz 83 leva o visitante a um universo que ressignifica os signos das metrópoles. As esculturas e desenhos mostram que o artista paulistano se aproximou da arte primeiro pela pichação, agregando a pintura urbana lúdica e violenta para, em seguida, projetar-se em suportes mais clássicos.

As obras apresentadas na exposição Síntese da forma retomam a estilização típica da pichação para transformar as letras metaforicamente em massivas edificações e alusões à figura humana. Para o crítico de arte Paulo Gallina, Luiz 83 comenta e transforma a metrópole através de suas pinturas e esculturas, “em uma reflexão sobre o contemporâneo, a cidade e suas construções materiais e simbólicas”.

SOBRE OS ARTISTAS

José Claudino da Nóbrega (São José-SC, 1951) entra em contato com os princípios da pintura, ainda na juventude, aos 16 anos. Em 1984, realizou sua primeira exposição individual na Ponte Galeria de Arte, em São Paulo, e teve seu trabalho reconhecido pelo mercado de arte. As experimentações com a técnica pontilhista começam em 1986, ano em que foi inserido no Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. Em 1993, começa a estudar a história paulista, dedicação que resulta, em 2003, na mostra individual “Homenagem a São Paulo”, apresentada no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE).

Luiz dos Santos Menezes – Luiz 83 (São Paulo, 1983) é artista independente e autodidata, indicado ao Prêmio Pipa on-line na edição de 2022. Extraiu da vivência de “pichador” nas ruas da capital paulista um vocabulário plástico que vem refinando por meio de pesquisas com os meios artísticos mais convencionais, como o desenho, a pintura e a escultura. Teve obras expostas na PARTE – Feira de Arte Contemporânea de São Paulo, em 2015, 2016 e 2019, e nas ruas de Londres, em 2016. Apresentou exposições independentes em galerias da capital paulista. Também participou de mostras coletivas como Tendências da Street Art, no Museu Brasileiro de Escultura, e no 37° Panorama do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Sobre a Arte132 Galeria

A Arte132 acredita que a arte de um país, e de um período, não é constituída apenas por alguns nomes definidos pelo mercado, mas por todos os artistas que desenvolveram um entendimento do mundo e do homem em determinado momento, artistas estes que abriram e alargaram os caminhos da arte brasileira. Dessa forma, expõe e dá suporte a mostras com o compromisso de apresentar arte relevante e de qualidade ao maior número de pessoas possível, colecionadores ou não. A casa (concebida pelo arquiteto Fernando Malheiros de Miranda, em 1972), para além de uma galeria de arte, é um lugar de encontros, diálogos e descobertas.

Serviço:

Uma trajetória de sonhos, caos e fé | Claudino Nóbrega

Síntese da forma | Luiz 83

Local: Arte132

Endereço: Avenida Juriti, 132, Moema, São Paulo – SP

Período expositivo: 8 de julho a 5 de agosto de 2023

Visitação: segunda a sexta, das 14h às 19h; sábados, das 11h às 17h

Entrada gratuita

https://arte132.com.br.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)

Caroço de pêssego pode ser transformado em produtos sustentáveis com tecnologia inovadora

São Paulo, por Kleber Patricio

Élita Timm e Fábio Pereira dos Santos de Castro, da Bioquim, apresentam tecnologia para transformar caroço de pêssego em três produtos inovadores.

A economia circular está presente na produção nacional de pêssego em conserva. O caroço de pêssego, um resíduo de difícil destinação e com potencial de contaminar o meio ambiente, está sendo transformado em três novos produtos: óleo de amêndoa de pêssego, carvão ativado e extrato pirolenhoso, a partir de uma tecnologia desenvolvida pela Bioquim, em parceria com o Senai de Tecnologia em Couro e Meio Ambiente.

“O ponto de destaque, sem dúvida, é a questão ambiental, ao retirarmos quatro mil toneladas por ano de caroços de pêssego que não tinham destinação adequada”, afirma Élita Timm, tecnóloga em gestão ambiental, durante o BW Works Senai – Empresas Inovadoras, uma iniciativa do Movimento BW, com o apoio do Senai, transmitido no dia 28 de junho.

A Bioquim recebe os caroços das principais indústrias da região de Pelotas, no Rio Grande do Sul, que é responsável por 99% da produção de pêssego em conserva do Brasil. O resíduo é quebrado em duas partes para a retirada da amêndoa, que será congelada a fim de se extrair o óleo de amêndoa. A parte amadeirada é destinada para um processo de pirólise (carbonização) onde são extraídos o carvão, que é ativado, posteriormente, e o extrato pirolenhoso, que é gerado a partir do resfriamento e condensação de gases.

De acordo com Fábio Pereira dos Santos de Castro, diretor técnico e proprietário da Bioquim, os três produtos são nobres e advindos de uma produção limpa e sustentável e de fácil comercialização. “O carvão ativado do caroço de pêssego possui qualidades únicas, como alta taxa de absorção e grande capacidade de filtração. É um produto inovador para ser usado em vários tipos de indústrias, podendo, inclusive, diminuir a dependência do produto importado”, disse.

Durante o episódio “O resíduo caroço de pêssego e seus lucrativos e inovadores produtos”, que contou com a apresentação de Luís Gustavo Delmont, especialista em desenvolvimento industrial do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Castro comentou ainda que o óleo de amêndoa não é produzido por outra empresa no Brasil. “É um produto muito valorizado no mercado internacional por contar com ácidos graxos insaturados, ômega 3, 6 e 9, rico em vitamina A e E. Possui penetrabilidade dérmica e tem uma composição parecida com a gordura da pele, sendo valorizada por marcas de cosméticos e pela indústria farmacêutica”, explicou.

Sobre o extrato pirolenhoso, Castro destacou que pode ser usado na agricultura, para adubação foliar, contribuindo para aumentar a imunidade sistêmica da planta, colaborar com fotossíntese e com o crescimento, agindo na raiz. Ele acrescentou que, por ser um produto multifacetado, pode ser utilizado em diversas aplicações. Reiterou ainda que é possível produzir a preços competitivos e a tecnologia pode ser exportada para o mercado internacional.

O Movimento BW é uma iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) e procura estimular o uso de inovação e tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos, soluções e serviços sustentáveis que reduzam a pegada ambiental das atividades humanas. Por isso, lançou, com o apoio do Senai, por meio dos Institutos Senai de Inovação e de Tecnologia, a nova série BW Works Senai – Empresas Inovadoras neste mês de maio.

O BW Works Senai – Empresas Inovadoras contará com dez episódios que retratarão cases desenvolvidos pela indústria em parceria com o Senai. Esses projetos englobam segmentos como agronegócio, têxtil, alimentício, farmacológico, cosmético, de vidro, de filtros, de combustíveis renováveis, e foram realizados em diversas regiões do país: Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul.

Institutos Senai de Inovação

A inovação é parte estratégica para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Um dos instrumentos para fomentar Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em direção a soluções mais sustentáveis é a rede de Institutos Senai de Inovação, com abrangência em todo o país.

Na última década, os 28 Institutos formaram uma equipe de 1.027 colaboradores (sendo 47% com mestrado ou doutorado) responsáveis pela execução de mais de R$ 1,9 bilhão, destinados a mais de 1.930 projetos. Todos desenvolvidos em parceria com cerca de 860 empresas industriais.

A rede foi criada para atender as demandas da indústria nacional. Ela tem como foco de atuação a pesquisa aplicada, o emprego do conhecimento de forma prática, no desenvolvimento de novos produtos e soluções customizadas para as empresas ou de ideias que geram oportunidades de negócios. Os institutos trabalham em conjunto, formando uma rede multidisciplinar e complementar, entre si e em parceria com a academia, com atendimento em todo o território nacional.

Institutos Senai de Tecnologia

Aliados ao desenvolvimento industrial, os 60 Institutos Senai de Tecnologia oferecem serviços de metrologia e de consultoria que tem soluções para reduzir desperdícios e impactos nas práticas produtivas e na produtividade. A rede conta com equipe de 1,3 mil consultores capacitados em metodologias padronizadas e testadas, conectados em rede nacional para atendimento de demandas setoriais. Em 2022, foram executados 2,1 milhões de ensaios nos 232 laboratórios de serviços metrológicos em atividade.

(Fonte: Mecânica Comunicação Estratégica)

Educadores de Campinas usarão fantoches em 20 instituições

Campinas, por Kleber Patricio

Josiane Brito, gerente de produto do Grupo Primavera, com fantoches confeccionados pela instituição. Foto: divulgação.

Com a participação de 70 educadores sociais de 20 instituições de Campinas, o Grupo Primavera inicia a primeira etapa do projeto Teatro de Fantoches, voltado à valorização da infância e ao uso dos bonecos como instrumento importante na prática pedagógica. Aproximadamente 1050 crianças de instituições e creches municipais serão beneficiadas pelo projeto. No segundo semestre, educadores de Valinhos e Cordeirópolis também participarão da iniciativa.

Aprovado pela Lei Rouanet, o Teatro de Fantoches foi criado pelo Grupo Primavera e utiliza o lúdico no processo de aprendizagem, permitindo aos educadores direcionar atividades de acordo com a faixa etária e a capacidade da criança. O projeto, já realizado em 15 cidades brasileiras, conta na edição de 2023 com o patrocínio das empresas DHL, EagleBurgmann, LibraPort, TozziniFreire Advogados, Pronutrition, Cerâmica Carmelo Fior e Fundação Educar.

A capacitação teórica e prática é o momento de chamar a atenção e encantar os educadores para uso dos fantoches, por ser o primeiro contato com os bonecos. Eles participam de quatro sessões, totalizando 16 horas, e recebem um certificado com a carga horária realizada. Com um kit completo de fantoches produzido pelo Primavera, formado por 16 bonecos, os profissionais estarão aptos a utilizar diferentes métodos de manipulação e contação de histórias. Será então o momento de surpreender as plateias de crianças.

“O objetivo do projeto é capacitar o agente cultural para que, com o uso dos fantoches, desenvolva com as crianças a aprendizagem, criatividade, socialização, respeito, expressão oral e artística, com interação e imaginação constantes, por meio da contação de histórias, confecção e manuseio dos fantoches e, também, de pesquisa e criação das histórias e apresentações teatrais”, explica a gestora executiva do Primavera, Ruth Maria de Oliveira.

Nas mãos do professor e da criança, os fantoches são um instrumento poderoso: ao usá-lo, o brinquedo cria vida e consegue entrar na imaginação da criança de forma rápida e prazerosa. “Levar essa experiência à sala de aula pode atrair a atenção, despertando o interesse, a motivação e o envolvimento no conteúdo abordado. O que fazemos é apresentar o projeto de forma alegre e lúdica para cativar o educador com o material e, posteriormente, ele irá encantar seus alunos”, diz a gestora da instituição.

Na capacitação, os educadores são apresentados inicialmente aos tipos de fantoches existentes, a forma de manipular, os cenários, as posições do narrador e dos personagens. Na sequencia, ingressam no mundo dos fantoches e das histórias, entendendo como abordar cada tipo de história na sala de aula. Segundo Ruth Oliveira, “trabalhar com fantoches não é somente manipular o boneco, cantar uma música ou mesmo brincar com eles. Envolve técnicas de narração oral cênica, entendendo o processo de interatividade com o público e a criatividade na construção e adaptação de histórias”.

(Fonte: Carol Silveira Comunicação)

Peça “Textos Cruéis Demais” retorna ao Rio para falar sobre diversidade e liberdade de amar

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Um mergulho profundo no amor e na dor, nas delícias de se apaixonar e o sofrimento de ver o outro partir – o conturbado relacionamento de Pedro (Edmundo Vitor) e Fábio (Felipe Barreto) é o tema que compõe a narrativa do espetáculo “Textos cruéis demais – Quando o amor te vira pelo avesso”. A obra é uma adaptação para os palcos do livro de poemas “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente”, de Igor Pires. Em cena, discussões sobre os desafios das relações modernas, monogamia, homofobia e racismo.

Escrita e dirigida pelo jornalista e roteirista Carlos Jardim, a peça retorna ao Rio de Janeiro, onde estreou no começo do ano. Depois de uma temporada com ingressos esgotados em São Paulo, fica em cartaz entre 8 e 23 de julho, de quinta-feira a domingo, no Teatro Café Pequeno, no Leblon. O espetáculo traz cinco músicas inéditas compostas por Carlos Jardim e Liliane Secco. Igor participa como letrista em duas canções.

Lançado em 2017, o best-seller de Igor Pires está intimamente ligado ao mundo hiper conectado nas redes sociais e teve inspiração em conversas despretensiosas com os seguidores e em suas experiências pessoais. “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente” vendeu meio milhão de exemplares e motivou o projeto TCD nas redes sociais, que tem quatro milhões de seguidores. “Li uma reportagem sobre o livro e achei muito interessante que um jovem de vinte e poucos anos tivesse escrito histórias de amor tão intensas e ainda em forma de poesia. Logo percebi a força daqueles sentimentos e como isso poderia ficar forte no palco”, relembra Carlos Jardim, que estreou na direção teatral após assinar direção e roteiro do bem-sucedido filme “Maria – Ninguém sabe quem sou eu”, sobre a cantora Maria Bethânia, cuja bilheteria acumula mais de 20 mil espectadores, se tornando o documentário nacional mais assistido de 2022, ano de seu lançamento.

Ainda que a história contada na peça seja um retrato dos relacionamentos atuais da juventude, a jornada de Pedro (Edmundo Vitor) para tentar se reencontrar como pessoa e os sentimentos que o movem são absolutamente atemporais e causam uma identificação imediata com o público. Devastado com o término de um tórrido e turbulento relacionamento, o protagonista relembra seus momentos com Fábio (Felipe Barreto) e compartilha uma série de confissões, dores, reflexões e lembranças com a plateia. É impossível não se sentir envolvido com a história.

“Igor foi incrível, me deu total liberdade para adaptar a história”, lembra Jardim. Uma das grandes diferenças é a presença em cena do ex-namorado do protagonista. “O livro me pareceu um grande desabafo do Igor depois de ser deixado pelo namorado. Mas só o Igor tem voz na narrativa. Fiquei imaginando quem seria a pessoa que motivou tanta dor e tantos poemas lindos. Criei então o outro personagem, que não existe no livro”, conta o autor e diretor, que ressalta a importância de se contar uma história de amor homossexual depois de um longo período de avanço do conservadorismo no país.

Igor Pires faz coro a Jardim: “Existe uma necessidade de que histórias de amor como esta sejam contadas, especialmente porque o público pode se relacionar em um lugar-comum, e acredito que o livro e o espetáculo proporcionam tamanha identificação”.

Edmundo Vitor, que interpreta o protagonista Pedro, vai além: “Amar é um ato de coragem e entrega. Essa é uma história que mostra a vulnerabilidade de quem se entrega ao amor por completo. Ainda é, sim, importante falar de amor, principalmente nesses tempos tão obscuros e turbulentos com tanta homofobia, ódio e racismo, e essa é uma forma poética de trazer luz e reflexões sobre o turbilhão de emoções que o amor provoca”.

Sobre Carlos Jardim

Diretor e roteirista do filme “Maria – Ninguém sabe quem sou eu”, sobre a cantora Maria Bethânia, lançado em setembro de 2022, uma parceria da Noticiarte Produções com Globo Filmes, GloboNews, Canal Brasil e Turbilhão de Ideias. Campeão de bilheteria, foi o documentário nacional mais visto entre os 150 títulos do gênero lançados de 2019 pra cá, fazendo 20 mil espectadores em todo o país. É autor do livro “Ninguém sabe quem sou eu (A Bethânia agora sabe!)”, com bastidores do filme, lançado pela editora Máquina de Livros em agosto de 2022.

Há mais de 20 anos na TV Globo, Carlos Jardim fez parte da equipe de criação do programa “Encontro com Fátima Bernardes” e do time de roteiristas das temporadas 2019 e 2020 da “Escolinha do Professor Raimundo”, exibidas na Globo e no Canal Viva. No jornalismo da Globo é atualmente chefe de redação da GloboNews. Também fez parte da equipe de “Jornal Nacional” e “Fantástico”. Conquistou vários prêmios de destaque, como o Emmy Internacional de 2011 pela cobertura no JN da ocupação do Conjunto de Favelas do Alemão, no Rio de Janeiro.

É o idealizador e um dos autores de um musical de teatro sobre Thiago Soares, o brasileiro que chegou a ser o primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres. “Thiago Soares – Um sonho real”, escrito em parceria com Flávio Marinho e Ângela Chaves, tem direção de João Fonseca e estreia prevista para o primeiro semestre de 2024.

Carlos Jardim é co-diretor e co-roteirista, ao lado de Felipe Sholl, do filme “Textos cruéis demais – E as respostas que não ouvi”, que assim como a peça é inspirado no livro “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente”, de Igor Pires. Parceria da Noticiarte Produções com TV Zero e Raccord, a produção está em negociação com o streaming e tem previsão de lançamento em 2024.

FICHA TÉCNICA

Textos cruéis demais – Quando o amor te vira pelo avesso

Realização: Noticiarte Produções

Texto e direção: Carlos Jardim

Elenco: Edmundo Vitor e Felipe Barreto

Assistente de direção e direção de movimento: Flávia Rinaldi

Direção musical, trilha original e arranjos: Liliane Secco

Direção de produção: Gaby de Saboya

Produção: Leila Alvarenga

Cenário e figurinos: Marieta Spada

Iluminadora: Fernanda Mantovani

Operador de luz: Thiago Montavani

Operadora de Áudio: Consuelo Barros

Contrarregra: Ildemir Jr.

Assessoria de Imprensa: Approach Comunicação

Social Media: Clara Corrêa

Controller Financeiro: Fernanda Lira

Assessoria Jurídica: Berenice Sofiete

Designer Gráfico: Alexandre Furtado

Fotógrafo: Carlos Costa

Livremente inspirado no livro de poemas “Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente”, de Igor Pires.

Serviço:

Textos cruéis demais – Quando o amor te vira pelo avesso

Local: Teatro Café Pequeno (Avenida Ataulfo de Paiva 269, Leblon)

Data: de 8 a 23 de julho

Horário: quinta a sábado: 20h

Domingo: 19h

Ingressos: R$50 (inteira) | R$25 (meia-entrada) – Ingressos através do sistema Sympla

Duração: 60 minutos

Classificação: 16 anos.

(Fonte: Approach Comunicação)