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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Clássico contra o autoritarismo, “O Arquiteto e o Imperador da Assíria” se apresenta gratuitamente em São Paulo neste mês

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena do espetáculo. Fotos: Bob Sousa.

“O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, do grupo Garagem 21, se apresenta gratuitamente em teatros de São Paulo em maio. As apresentações acontecem no Teatro Arthur Azevedo, entre os dias 12 e 14 de maio, sexta e sábado, às 20h30 e, domingo, às 19h.

As apresentações são gratuitas – basta retirar o ingresso com uma hora de antecedência na bilheteria ou na Sympla. Mais recente montagem do clássico escrito em 1967 pelo dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, a obra é uma das peças fundamentais da reflexão sobre o pós-guerra e o totalitarismo que culminou no confronto. Na temporada atual, Helio Cicero segue na interpretação do Imperador, enquanto o personagem do Arquiteto passa a ser interpretado pelo ator Pedro Conrado. A direção é de Cesar Ribeiro.

Obra representa uma continuidade da proposta de Cesar Ribeiro em dirigir peças que abordam sistemas diversos de violência. 

Situada em uma ilha deserta, a peça se inicia com um desastre aéreo, que leva seu único sobrevivente a entrar em contato com um nativo que jamais teve contato com outro ser humano. A partir dessa interação, o sobrevivente busca impor ao outro suas ideias de cultura e civilização, retratando a violência cultural inserida no processo de formação da sociedade.

“Utilizando a cultura para seduzir o Arquiteto sobre as supostas maravilhas da civilização, além da construção da linguagem, há o processo de formação do Estado e do conhecimento de toda a estrutura social, em que entram conceitos como política, religião, família, relações afetivas, artes, filosofia e a própria noção de humano, termos desconhecidos pelo nativo e sempre apresentados pelo Imperador de modo distorcido, trazendo conexões com as ideias de fake news e pós-verdade”, analisa o diretor.

Apesar de preservar o texto original de Arrabal na adaptação, o grupo inseriu trechos de obras de outros autores, como do dramaturgo irlandês Samuel Beckett e o editorial do dia seguinte ao golpe militar de 1964. Segundo o diretor, trata-se de inserções pontuais que complementam frases de Arrabal e reforçam as semelhanças que regimes totalitários têm entre si.

O cenógrafo J. C. Serroni optou por criar um terreno distópico próximo a uma estética contemporânea que remete a jogos eletrônicos e HQs. O desastre também deixa rastros, a cabine e a poltrona do avião, que se tornam, respectivamente, a cabana e o trono do Imperador.

A inspiração para esse cenário apocalíptico é múltipla. Há elementos da saga japonesa “Ghost In The Shell”; do artista plástico suíço H. R. Giger, reconhecido pela estética metalizada e futurista de Alien; do cinema expressionista alemão e das propostas cênicas do encenador polonês Tadeusz Kantor. O figurino de Telumi Hellen também responde a uma estética futurista fundida à moda elisabetana, com influências do estilista britânico Gareth Pugh.

Com elementos narrativos contra o autoritarismo e críticas ao governo de Jair Bolsonaro, o diretor Cesar Ribeiro pontua que a obra segue atual. O ponto central da encenação é abordar como determinados modos da narrativa, que representam uma visão da realidade, servem a um projeto totalitário de poder que se pretende salvador, mas que, para exercer essa ideia de salvação, constrói a destruição do outro, do divergente, seja por meio de crimes diretamente executados por agentes do Estado ou por diversos mecanismos de coerção e perseguição.

Sobre o grupo Garagem 21

O grupo Garagem 21 surgiu em 2009, na cidade de São Paulo, fundado por Cesar Ribeiro. Desde o princípio, centra suas pesquisas na investigação da ideia de poder e suas extensões no corpo social. Do ponto de vista estético, procura um híbrido do teatro com outras linguagens, como quadrinhos, videogames, desenhos animados e dança contemporânea, em busca de uma forma de fazer teatro relacionada à transformação social propiciada pelas novas tecnologias e capaz de fomentar um público contemporâneo e alheio ao teatro, além da continuidade do público usual.

Neste período, encenou as seguintes peças: “O Arquiteto e o Imperador da Assíria (2021), “Esperando Godot” (2016), “Cigarro Frio em Noites Mornas” (2012), “Fim de Partida” (2011), “Fodorovska” (2010), “Somente os Uísques são Felizes” (2009) e “Sessenta Minutos para o Fim” (2009).

“O arquiteto e o imperador da Assíria” foi selecionado no Prêmio Zé Renato de Produção do segundo semestre de 2019, no Prêmio Zé Renato de Circulação do primeiro semestre de 2022 e no edital ProAC de Circulação do mesmo ano. “Esperando Godot” foi indicado ao Prêmio Shell de Figurino e selecionado no Edital ProAC de Circulação de 2017. O Grupo Garagem 21 ainda prepara para 2023 a montagem de “Dias Felizes”, texto de Samuel Beckett com atuação de Lavínia Pannunzio e Helio Cicero.

A companhia apresentou-se também em diversos festivais, como Festival Nacional de Teatro de Ribeirão Preto (SP), Festival de Teatro de Curitiba (PR), Funalfa – Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora (MG), Floripa Teatro (SC), Festival de Teatro de Lages (SC), Festival de Teatro de Campo Mourão (PR), Festival de Teatro de Catanduva (SP), FestCamp (Campo Grande/MS), Festival Nacional de Teatro Pontos de Cultura (Floriano/PI), Mostra Jacareiense de Artes Cênicas (Jacareí/SP), Festival de Teatro da Unicentro (Guarapuava/PR), Festivale – Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba (São José dos Campos/SP) e Festival Nacional de Comédia (Alegre/ES). Apresentou-se ainda na primeira e na segunda edição da Festa do Teatro e na edição 2010 da Virada Cultural.

Sinopse | Em uma ilha isolada, um desastre aéreo conduz ao relacionamento entre o único sobrevivente do acidente e um nativo que nunca teve contato com outro ser humano, em que o primeiro tenta impor ao outro sua ideia de cultura e civilização.

FICHA TÉCNICA

Este projeto tem apoio da 15ª Edição do Prêmio Zé Renato para a Cidade de São Paulo

Texto: Fernando Arrabal

Direção, tradução e adaptação: Cesar Ribeiro

Elenco: Helio Cicero e Pedro Conrado

Direção de produção: Kiko Rieser

Cenário: J. C. Serroni

Desenho de luz: Aline Santini

Figurinos: Telumi Hellen

Sonoplastia: Raul Teixeira e Mateus Capelo (efeitos sonoros) e Cesar Ribeiro (músicas)

Visagismo: Louise Helène

Assistência de produção: Lara Paulauskas

Arte gráfica: Patrícia Cividanes

Fotos: Bob Sousa

Registro em vídeo: Nelson Kao

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques.

Serviço:

O Arquiteto e o Imperador da Assíria

Teatro Arthur Azevedo

12 a 14 de maio, sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h

Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo – SP

Teatro Alfredo Mesquita

2 a 4 de junho, sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana, São Paulo – SP

Duração: 120 minutos | Classificação: 16 anos | Ingresso: Gratuito – Retirar no Sympla ou na bilheteria uma hora antes do espetáculo.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Marlene Stamm retrata sutilezas do cotidiano em exposição no Centro Cultural Correios

São Paulo, por Kleber Patricio

Série “6 horas de luz”. Fotos: divulgação/OMA.

O Centro Cultural Correios apresenta “Há silêncio em tudo”, exposição individual de Marlene Stamm. A mostra ocupa o espaço com cinco séries com aproximadamente 800 obras em aquarela, em um trabalho manual repetitivo e solitário da artista, que se torna quase obsessivo.

Na série “6 horas de luz”, por exemplo, Stamm sucessivamente acende fósforos e cronometra o tempo até que se apaguem. Fazendo registros em aquarela de cada um deles, a artista soma o tempo das chamas até que se alcancem 6 horas de luz, resultando em 530 aquarelas individuais que tomam conta de toda uma parede.

Uma das aquarelas que compõem a série “6 horas de luz”.

Em “Inventário”, a artista registra em aquarela documentos e cartas emprestados de amigos, entre os quais estão registros de nascimentos, casamentos e separações, comprovantes de compras de itens e certificados. Nas mãos de Stamm, estes papéis normalmente relacionados à burocracia se tornam registros indiretos das trajetórias de vida e das lembranças de seus proprietários.

O valor real das coisas e a força impregnada nelas com o passar do tempo são elementos sempre presentes nos trabalhos da artista. Com uma produção sensível, Stamm convida a reparar naquilo que é trivial e sutil, pois é das sutilezas do dia a dia que se formam nossos dias e, consequentemente, nossas histórias.

“Há silêncio em tudo” tem entrada gratuita e fica em cartaz até 10 de junho.

Serviço:  

Exposição “Há silêncio em tudo”

Centro Cultural Correios SP 

Endereço: Praça Pedro Lessa, s/n – Vale do Anhangabaú, Centro, São Paulo – SP.

Visitação: 9 de maio a 10 de junho

Horário: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Acesso para pessoas com deficiência

Classificação etária: Livre

Como chegar: Metrô – Estação São Bento, saída para o Vale do Anhangabaú

Informações: (11) 2102-3691

E-mail: centroculturalsp@correios.com.br.

(Fonte: OMA Galeria)

Em exposição no Paço Imperial, Anna Braga participa de bate-papo na sexta (12)

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Anna Braga – “Puro Álibi”. Fotos: Wilton Montenegro.

No dia 12 de maio, às 15h, a artista multimídia Anna Braga fará uma conversa com o público na exposição “Submersões”, em cartaz no Paço Imperial até o dia 21 deste mês. Há 20 anos sem fazer uma exposição individual em uma instituição no Rio de Janeiro, a artista falará sobre os trabalhos que apresenta na mostra panorâmica, que tem curadoria de Fernando Cocchiarale.

Na exposição, são apresentadas 36 obras, entre instalações, pinturas, desenhos, fotografias, vídeos e objetos inéditos, que trazem temas como temas centrais a ecologia, a violência e questões de gênero. Os trabalhos, que ocupam três salões do Paço Imperial, em uma área total de mais de 300 m², pertencem a três séries distintas: “Ternas Peles”, “Memória Submersa” e “Puro Álibi”.

Anna Braga – Série “Memória Submersa”.

Na primeira sala está a série “Memória Submersa”, que reflete, de forma poética, sobre ecologia, a partir do distrito de Atafona, em São João da Barra, no litoral campista, que está desaparecendo após sucessivas ressacas do mar. Por meio deste trabalho, a artista faz uma veemente crítica à destruição da natureza, partindo de um exemplo local para falar globalmente sobre a questão da ecologia.

Seguindo o percurso da exposição, na segunda sala está a série “Ternas peles”, composta por sete trabalhos, nos quais a artista cria interseções entre o nu artístico das estátuas gregas e imagens femininas presentes em antigos classificados de jornais da seção de termas e massagens. Anna intervém manualmente nos periódicos, com pintura ou desenho e os fotografa, exibindo-os de três formas diferentes: como se fossem filmes usados para a impressão; impressos, mostrando a aproximação com a estatuária grega e em uma instalação que se assemelha à cabeça da Medusa, com longas faixas feitas a partir da página em negativo, como fios de filmes. Com esta instalação, a artista pretende falar sobre o silêncio imposto sobre as mulheres e sobre os corpos trans. O resultado é uma potente reflexão sobre questões de gênero a partir de corpos dissidentes, marginalizados e transexuais.

Na terceira e última sala, está a série “Puro Álibi”, composta por 12 trabalhos produzidos a partir do detalhe de uma fotografia publicada em um jornal de grande circulação que mostra uma fila humana em um presídio. Nesta série, a artista destaca as sombras, transformando-as em novas figuras e dando um novo significado para a imagem para falar sobre o tema da violência.

Sobre a artista

Nascida em Campos dos Goytacazes, RJ, Anna Braga é formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com mestrado em Sociologia pela UFRJ e extensão em Filosofia e Arte Contemporânea pela PUC-Rio. Frequentou o ateliê da artista Anna Bella Geiger e os ateliês de Elena Molinari, Maria Freire e Hilda Lopes em Montevidéu, no Uruguai. Fez curso de Arte e Filosofia e Arte Crítica na EAV Parque Lage entre 2000 e 2001 e especialização em Arte e Filosofia na PUC Rio em 2008.

Anna Braga – Série “Ternas Peles”.

Ao longo de sua trajetória, realizou diversas exposições, no Brasil e no exterior. Dentre as coletivas, destacam-se “Obranome”, no Mosteiro de Alcobaça, em Portugal, em 2013, e na EAV Parque Lage, em 2009, “30 anos de videoarte”, na EAV Parque Lage, em 2004, e “Questões Diversas”, no Centro Cultural Correios, em 1998, entre outras. Dentre as principais exposições individuais, destacam-se “Visitando Ternas Peles” (2022), no Estúdio Dezenove, “Memória Submersa” (2017), no Museu Nacional da República, em Brasília, “Ternas Peles” (2003), no Palácio do Catete, Museu da República, e “Transobjetos” (1996), na Caixa Cultural em Brasília, entre outras.

Possui obras em importantes acervos, como Museo de Arte Contemporanea de Uruguai; Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, Brasília, DF; Centro Cultural dos Correios e Telégrafos, Museu Postal, Rio de Janeiro e Museo Nacional da República (MUN), em Brasília.

Serviço:

Conversa com a artista Anna Braga na exposição “Submersões”, no Paço Imperial

Dia 12 de maio, às 15h

Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo, das 12h às 17h

Entrada gratuita.

(Fonte: Midiarte Comunicação)

Após três anos de pausa, Ação Solidária acontece nesta sexta na Praça Prudente de Moraes

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Apresentações culturais serão realizadas por organizações da sociedade civil durante todo o dia. Fotos: Eliandro Figueira.

A Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria de Assistência Social, retoma a Ação Solidária após três anos de pausa em decorrência da pandemia. A 26ª edição do evento acontece na sexta-feira (12) na Praça Prudente de Moraes, a partir das 9h. Neste ano, a Ação vem com a animação do palhaço Koringa, apresentação dos idosos dos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), apresentação das organizações sociais APAE e Casa da Fraternidade e apresentação da Orquestra de Viola Caipira, além das tradicionais barracas de artesanato e alimentação de outras organizações da sociedade civil.

Nesta sexta, a Praça Prudente de Moraes receberá também a tenda de vacinação da Secretaria da Saúde, com diversos imunizantes e a distribuição gratuita de mudas de árvores feita pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente. A Ação Solidária começa às 9h e se encerra às 16h.

Participantes: APAE | Casa da Criança | Casa da Fraternidade | Ciaspe (Centro de Inclusão e Assistência a Pessoas com Necessidades Especiais) | Comunidade Farol | Cirva (Amigos dos Autistas) | Dispensário Antônio Frederico Ozanam | Volacc | Secretarias de Saúde, Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Assistência Social e Cultura.

Serviço:

26ª Ação Solidária

Data: 12/5/2023

Horário: das 9h às 16h

Local: Praça Prudente de Moraes.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Prefeito de Elias Fausto lidera delegação de prefeitos brasileiros a Portugal

Coimbra, por Kleber Patricio

Comitiva é recebida na Associação Nacional de Municípios Portugueses. Foto: divulgação.

O prefeito de Elias Fausto, Maurício Baroni, liderou uma delegação de prefeitos do Brasil em visita oficial a Portugal. O encontro aconteceu na manhã do dia 4 de maio na Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), em Coimbra. A delegação brasileira tinha representantes de quatro estados – São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará e Pará – e de onze municípios desses estados.

O secretário-geral Rui Solheiro, que recebeu os brasileiros, traçou o quadro da situação atual do poder local democrático em Portugal e o prefeito Maurício Baroni apresentou o panorama dos municípios do Brasil. O professor Marcos e a secretária de Educação de Elias Fausto apresentaram o Projeto Maker, um conceito educacional que integra o aluno como protagonista no processo de aprendizado. Elias Fausto foi a primeira cidade no Brasil a inserir esse projeto no sistema público de ensino.

Apesar das realidades diferentes dos dois países, os participantes concluíram pelo enaltecimento da ligação existente entre os países irmãos.

(Fonte: Jair Italiani Assessoria de Imprensa)