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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Tecnologias nacionais para reutilizar água e revestir fruta podem impulsionar agricultura familiar no semiárido, mostra relatório

São Paulo, por Kleber Patricio

Colheita de abacaxi no semiárido da Bahia. Foto: David Theodoro Junghans/Embrapa Mandioca e Fruticultura.

O reuso das chamadas “águas cinzas” e a utilização de biofilme para revestir alimentos com base em tecnologias brasileiras podem solucionar dois grandes desafios da agricultura familiar no semiárido: a falta de recursos hídricos nas plantações e a perda de frutas e verduras depois da colheita. A constatação é de relatório lançado na segunda (24) pela World-Transforming Technologies (WTT), em parceria com a Bori. A WTT é uma fundação sem fins lucrativos criada para promover a inovação como ferramenta para a superação de desafios sociais e ambientais.

Para encontrar possíveis soluções tecnológicas de custo baixo e de fácil acesso para a agricultura familiar no semiárido brasileiro, o relatório mapeou — com a ajuda da Bori — publicações científicas recentes de universidades como as federais Rural de Pernambuco e de Campina Grande. Isso foi feito a partir de palavras-chave específicas em bases de informações científicas como a Web of Science. Também foram consultados acadêmicos, pesquisadores, extensionistas rurais e ONGs que atuam na região.

Para enfrentar a falta de recursos hídricos do semiárido, foram mapeadas 23 tecnologias de reuso de água cinza — água residual doméstica, por exemplo, das pias de cozinha –, com potencial de solução na agricultura familiar do semiárido. Tiveram destaque o sistema de Bioágua Familiar (formado por componentes como filtro biológico, tanque de reuso e sistema de irrigação) e de Reuso de Águas Cinzas (com caixa de gordura, filtro físico e tanque de reuso).

Já para o enfrentamento da perda pós-colheita foram mapeadas seis tecnologias, como radiação de frutas e refrigeração — ambas de alto custo. Aqui, destacou-se, então, o desenvolvimento de revestimentos ativos baseados em biopolímeros para as frutas, com fácil aplicação, baixo custo e flexibilidade para uso em diferentes cultivares. São uma espécie de cobertura biodegradável, que pode estender a vida útil das frutas, reduzindo significativamente as perdas pós-colheita. “A principal contribuição do relatório é trazer um relato de experiência de colaboração científica participativa, ou seja, da contribuição para a ciência e para a população por uma agricultura mais ecológica e integrada”, informa Gaston Santi Kremer, coordenador de Programas da WTT. “Levantamos as demandas dos territórios e conversamos com muitos agricultores, organizações sociais e pesquisadores”, acrescenta.

Olhar para tecnologias sociais com potencial para agricultura familiar — que, segundo o Censo Agro, do IBGE, corresponde a 77% dos estabelecimentos de agricultura — é importante. De acordo com relatório, muitas tecnologias de beneficiamento da produção requerem altos investimentos e são regulamentadas por uma legislação complexa, fora da realidade da agricultura familiar. Outro ponto relatado pelo documento é a utilização de insumos regionais, com prioridade para produtos típicos do bioma da caatinga.

Os autores do relatório acreditam que a ciência brasileira tem potencial de instigar práticas que vão aperfeiçoar a geração de renda de pequenos agricultores, com impactos na segurança alimentar de todo o país. Dessa forma, é necessário promover transformações nos sistemas agroalimentares que gerem segurança alimentar e nutricional para toda a população, conservem os diferentes ecossistemas e garantam renda para milhões de pessoas, especialmente as mais vulneráveis.

(Fonte: Agência Bori)

Cobertos por floresta, manguezais da Amazônia brasileira se mantêm preservados

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Marcos Santos/USP Imagens.

Os manguezais da costa amazônica brasileira estão bem preservados, aponta artigo publicado na revista “Anais da Academia Brasileira de Ciências” na última sexta (21) por pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e das universidades federais do Pará (UFPA) e Rural da Amazônia (UFRA). Os principais impactos identificados na região são a expansão urbana e a construção de estradas, mas menos de 1% da área total foi convertida por essas atividades. As florestas de mangue correspondem à maior cobertura, ocupando 92% da área de estudo.

Os pesquisadores analisaram imagens de satélite de alta resolução entre 2011 e 2015 para obter um mosaico de imagens sem nuvens, que foram comparadas com imagens antigas da região. “Os manguezais da Amazônia brasileira são os maiores e mais bem conservados manguezais do planeta”, explica Pedro Walfir Martins e Souza Filho, autor correspondente do trabalho. Trata-se de área de 7820 km², com planícies de maré vegetadas que têm cerca de 30 a 40 quilômetros de largura, descreve o pesquisador do ITV. Além de florestas, a área estudada também conta com a presença de planícies salinas conectadas ao manguezal, conhecidas como apicuns.

A região de Bragança, no Pará, concentra pontos de degradação mapeados pelo estudo devido à construção de da Rodovia PA-458, que corta o manguezal por 26 quilômetros, aponta Souza Filho. Por outro lado, observa o pesquisador, a estrada construída entre as décadas de 70 e 80 permitiu maior acesso dos pesquisadores à região, gerando mais conhecimento sobre geoquímica, biodiversidade e conservação desses ecossistemas.

O apicum é a menor porção da área estudada, correspondendo a 12 km² ou 0,15% do total, mas é proporcionalmente mais afetada pela ação humana, que já atingiu mais de 2% dessas áreas salgadas. Souza Filho relata que a vegetação nesses locais é escassa por conta do sal. Assim, o apicum é muito usado para aquacultura, que envolve atividades como a criação de peixes e camarões em tanques. “Já no manguezal, temos uma floresta de 20 metros de altura, então é mais difícil fazer uso desta área em meio a extensos depósitos de lama”, observa.

O pesquisador lembra que o Código Florestal de 2012 permite o uso do apicum, enquanto manguezais são considerados áreas de preservação permanente. O artigo frisa que a preservação dessas florestas também pode ser explicada por fatores como a presença de unidades de conservação ao longo da costa, incluindo 12 reservas extrativistas, e a baixa densidade populacional na região, relacionada à ausência de infraestruturas como estradas e redes de transmissão de energia elétrica.

Souza Filho destaca que o objetivo dos pesquisadores é avaliar o estado de conservação dos manguezais em todo o planeta, já que a literatura tem apontado grandes alterações em manguezais da Índia, Bangladesh e Nova Guiné. “Partimos então da hipótese de que os manguezais da Amazônia precisam de uma política especial para que permaneçam nesse estágio de conservação e que não se permita o avanço da degradação como vem ocorrendo em outros lugares do mundo”, completa o autor.

(Fonte: Agência Bori – Pesquisa indexada no Scielo/Ressoa Oceano)

Produção de ciência no BR caiu pela 1ª vez em 2022; queda em número de artigos foi observada em 23 países

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Julia Koblitz/Unsplash.

A produção científica mundial cresceu 6,1% em 2022 em relação ao ano anterior. Apesar do saldo global positivo, 23 países tiveram queda no número de artigos científicos publicados em 2022 em relação a 2021 — incluindo, de maneira inédita, o Brasil. O país vinha crescendo sua produção de artigos anualmente desde que os dados começaram a ser tabulados (em 1996).

Nesse cenário, 2022 se tornou o ano com a maior quantidade de países que perderam produção científica na história. O recorde anterior tinha sido em 2002, quando 20 países observaram queda no número de artigos científicos publicados em relação ao ano anterior (2001).

As informações inéditas são do relatório da Elsevier-Bori “2022: um ano de queda na produção científica para 23 países, inclusive o Brasil” lançado nesta segunda (24). Os dados são da base Scopus/Elsevier e, para os cálculos, foi usada a ferramenta analítica SciVal/Elsevier. O relatório analisou todos os países que publicaram mais de 10 mil artigos científicos em 2021 — em um total de 51 países.

Fonte: Elsevier.

O documento mostra que o Brasil teve um decréscimo de 7,4% na sua produção científica em 2022 em comparação ao ano anterior. A queda na quantidade de ciência brasileira em 2022 se assemelha à da Ucrânia, país que entrou em guerra naquele ano. Brasil e Ucrânia tiveram a maior perda de produção científica entre os países analisados. Os dados vêm à tona na semana da reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que acontece de 23 a 29 de julho na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. É o principal evento científico do país, que debate, também, o estado da arte e os rumos da ciência brasileira. “É muito provável que o decréscimo no último período se deva, em boa parte, aos efeitos da pandemia, especialmente considerando-se o número de países afetados”, diz Carlos Henrique de Brito Cruz, vice-presidente sênior de redes de Pesquisa da Elsevier.

Em sentido contrário, países como China e Índia apresentaram crescimento significativo na produção científica em 2022 em relação a 2021 — em torno de 20%. A Índia, aliás, superou o Reino Unido pela primeira vez, passando a ser o 3º país com mais publicações no mundo, depois de China e EUA.

Ciência brasileira

No Brasil, com exceção da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), todas as instituições de pesquisa do país sofreram redução importante na produção científica em 2022 em relação a 2021. Foram consideradas as instituições de pesquisa do país com mais de mil artigos científicos publicados em 2021 — o que resultou em um total de 35 analisadas.

O relatório Elsevier-Bori mostra, ainda, que as Ciências Agrárias — área especialmente importante para o país — teve um decréscimo maior na produção científica do que a média nacional: 13,7% artigos científicos publicados de 2021 para 2022. “A queda inédita da produção científica brasileira também acompanha os expressivos cortes orçamentários de recursos públicos para pesquisas dos últimos anos, o que precisa ser analisado em futuros documentos”, diz Estêvão Gamba, cientometrista e cientista de dados da Agência Bori.

Este é o segundo relatório da parceria entre a editora científica Elsevier e a Bori, que pretende analisar, periodicamente, a ciência brasileira e disponibilizar essas informações para jornalistas. O primeiro, “A pesquisa brasileira sobre oceanos – Estado da arte da produção científica do Brasil de 2017-2022”, trouxe uma análise da produção científica especificamente na área de Oceanos. A ideia é ter um retrato da produção científica nacional e munir o debate público com informações relevantes para políticas científicas e para tomadas de decisão.

(Fonte: Agência Bori)

Sítio Arqueológico no Tanque de Areia anuncia novas expedições para procurar fósseis

Campinas, por Kleber Patricio

Festa- Sitio Arqueológico no Tanque de Areia Tecnologia e Artes/julho 2023. Foto: Marcelo Ferreira.

Arqueólogos identificaram novos vestígios de animais pré-históricos no tanque de areia do Sesc Campinas. Diante disso, novas expedições arqueológicas foram anunciadas para os interessados em saber mais sobre paleontologia. Foram organizadas seis novas expedições durante o mês de julho. A primeira ocorreu na última quarta-feira e mobilizou em torno de 20 crianças. Outras cinco oficinas estão previstas para acontecer a partir desta sexta-feira, 21, voltadas para crianças de 6 a 12 anos, acompanhadas por uma pessoa responsável adulta.

Nas duas primeiras expedições realizadas no Tanque de Areia, dentro do evento FestA! – Festival de Aprender, dias 11 e 12 de julho, 35 crianças, localizaram e identificaram em torno de 15 peças, resquícios de animais ancestrais e extintos, de espécies de mamíferos encontradas pelo biólogo e botânico Charles Darwin durante a expedição do navio HMS Beagle, no século 19. Em cinco anos, a expedição explorou praticamente toda a costa da América do Sul, da Bahia ao arquipélago de Galápagos, no Equador.

Foto: Marcello Ferreira.

A atividade educativa vinculada à exposição “Darwin, o Original”, em cartaz no Sesc Campinas até o dia 13 de agosto, é o Sítio Arqueológico no Tanque de Areia (dias 21, sexta; 22 e 23, 29 e 30/7, sábados e domingos, das 10h30 às 12h, no Jardim do Galpão. Grátis. Para crianças de 6 a 12 anos, acompanhadas por uma pessoa responsável adulta). A expedição conta com modelos de fósseis de alguns grupos de animais criados na impressora 3D do Espaço de Tecnologias e Artes (ETA), que estarão espalhados dentro do Tanque de Areia instalado no Jardim do Galpão Multiuso do Sesc Campinas.

“Esta ação educativa foi pensada coletivamente pelos educadores do Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) e da exposição ‘Darwin, o Original’. Trata-se de uma vivência paleontológica”, explica Sergio Segal, educador do ETA. Os educadores pesquisaram sobre fósseis de animais que Charles Darwin encontrou durante a viagem exploratória do HMS Beagle. Um museu da França que abriga a seção “Mamíferos Darwinianos” disponibilizou modelos de três espécie diferentes de mamíferos encontrados por Darwin na viagem que serviram de base para a produção das peças. No total, serão produzidas cerca de 20 peças temáticas para serem descobertas no Tanque de Areia.

Foram selecionadas duas espécies de mamíferos identificados por Darwin, o Macrauchenia (animal semelhante a lhamas) e o Mylodon Darwin (preguiça gigante). “A atividade começa com uma breve explicação sobre paleontologia: o que faz um paleontólogo e como é feita a pesquisa em campo. Em seguida, informamos que foram descobertas algumas espécies de fósseis no Tanque de Areia e convidamos as crianças a nos ajudar a encontrá-las”, informa Segal.

Foto: Marcelo Ferreira.

As crianças recebem alguns equipamentos, como pazinhas e pincéis para procurar e limpar as peças e depois fazem comparações com outros animais para identificar as espécies. Segundo Segal, na expedição Sítio Arqueológico no Tanque de Areia são abordadas todas as fases do trabalho de um paleontólogo: escavação para encontrar os fósseis, remoção, estudo e identificação e preservação das peças encontradas.

Após essa dinâmica, os fósseis descobertos são apresentados utilizando imagens de apoio que representam a aparência dessas espécies extintas. Durante a oficina, serão abordados os conceitos de paleontologia, processo de fossilização, megafauna, animais extintos e paleoarte (técnicas variadas para dar forma aos animais pré-históricos).

Inscrições limitadas no local a partir dos 30 minutos que antecedem a atividade.

Serviço:

Dias 21, 22 e 23, 29 e 30/07 | sexta, sábados e domingos

Sítio Arqueológico no Tanque de Areia

Dia 21, sexta; e dias 22 e 23, 29 e 30/7, sábados e domingos, das 10h30 às 12h

Tanque de Areia do Jardim do Galpão. Grátis. Com educadores do Espaço de Tecnologias e Artes e da exposição “Darwin, o Original”. Para crianças de 6 a 12 anos, acompanhadas por uma pessoa responsável adulta.

Inscrições limitadas no local a partir dos 30 minutos que antecedem a atividade

Informações para o público: Central de Atendimento – (19) 3737-1500.

Canais Sesc Campinas:

Linktr.ee: https://linktr.ee/sesccampinas

YouTube: www.youtube.com/campinas

Site: www.sescsp.org.br/campinas

Facebook: www.facebook.com/sesccampinas

Instagram: www.instagram.com/sescspcampinas.

(Fonte: Sesc Campinas)

MIS Campinas recebe videoinstalação “Mundo Munduruku”

Campinas, por Kleber Patricio

Curta é a apresentação de série de animação infantil sobre o universo indígena. Imagens: divulgação.

O Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas está com a videoinstalação “Mundo Munduruku” aberta à visitação do público. O curta é a apresentação da série de animação audiovisual infantil, baseada em histórias originais do autor indígena Daniel Munduruku, que tem como personagem principal o curumim/adulto Daniel e alguns companheiros de aventuras: Belo, um macaco medroso; La Divina, uma Arara vaidosa e Anga, uma filhote de capivara meiga e fofinha.

O curta será exibido em formato de videoinstalação e poderá ser visto de forma gratuita, até o dia 31 de julho, durante todo o horário de funcionamento do MIS (veja abaixo). O público alvo é o infantil, de 4 a 7 anos, em fase de pré-alfabetização.

O vídeo aborda a temática indígena, em toda sua complexidade e cosmologia, a partir das suas próprias narrativas. O projeto faz parte de uma série de atividades de fomento, valorização e divulgação da cultura indígena promovida pela ONG Quanta Cultura, que inclui também um projeto de incentivo à leitura de literatura indígena (Quanta Criança Lendo 2020/21).

Daniel Munduruku.

“Mundo Munduruku” foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC Direto) da Secretaria de Estado e Economia Criativa de São Paulo, com produção da Quanta Cultura. A mostra da videoinstalação tem o apoio da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e do Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS).

Serviço:

Videoinstalação “Mundo Munduruku”

Dias e horários: visitas até dia 31 de julho, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; sábado, das 9h às 15h; domingo e segunda-feira o MIS fica fechado.

Local: MIS Campinas, na Rua Regente Feijó, 859, Centro de Campinas (SP)

Informações: famílias com crianças até 7 anos podem entrar em contato pelo (19) 9 8188-1205.

(Fonte: Prefeitura de Campinas)