Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Theatro Municipal de São Paulo celebra mês de aniversário com três grandes óperas que mesclam tecnologia e tradição

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Stig Lavor.

O mês de setembro será intenso para os amantes de ópera no Theatro Municipal de São Paulo, que poderão conferir um repertório de obras que vão do dodecafonismo do século XX a questões contemporâneas do século XXI. A Sala de Espetáculos recebe a double bill “Isolda/Tristão”, de Clarice Assad, e “Ainadamar”, de Osvaldo Golijov, entre os dias 15/9 e 23/9. Enquanto isso, a Cúpula do Municipal estará efervescente com a Ópera Fora da Caixa – “De Hoje para Amanhã”, de Arnold Schönberg, com libreto de Max Blonda (pseudônimo de Gertrude Kolish), entre os dias 21/9 e 29/9.

“No mês de aniversário de 112 anos do Theatro Municipal temos a honra de apresentar três óperas, incluindo uma obra comissionada, e realizar um encontro para, justamente, discutir a produção de novas obras operísticas. A ópera ‘Isolda/Tristão’, encomenda para Clarice Assad, com libreto de Márcia Zanelatto, terá sua estreia mundial em uma noite de double bill, juntamente com ‘Ainadamar’, de Osvaldo Golijov, que foi um marco da ópera mundial do início do século XXI. Enquanto isso, na cúpula do Theatro, dentro da projeto Ópera Fora da Caixa, apresentaremos ‘De Hoje para Amanhã’, de Schoenberg, uma obra que vai no cerne de uma questão do século XX, mas que nos atravessa até os dias de hoje, com a questão: o que é ser moderno?”, explica Andrea Caruso Saturnino, diretora do Theatro Municipal de São Paulo.

“Isolda/Tristão” reinterpreta mito medieval para novos tempos

Abrindo o double bill estará a ópera inédita “Isolda/Tristão”, de Clarice Assad, com libreto de Marcia Zanelatto. A apresentação contará com Alessandro Sangiorgi na direção musical e regência, Guilherme Leme Garcia na direção cênica, Mira Andrade na cenografia, Aline Santini no design de luz, Rogério Velloso na direção de arte, João Pimenta nos figurinos e Renata Melo na coreografia. A montagem também conta com participação do Coral Paulistano, sob regência da maestra Maíra Ferreira.

Guilherme Leme.

Profícua compositora contemporânea, Assad atuou profissionalmente desde os sete anos de idade com formação na Universidade Roosevelt em Chicago e na Universidade de Michigan. Suas obras foram publicadas e realizadas na Europa, América do Sul, Estados Unidos e Japão. Clarice também recebeu uma indicação ao Grammy em 2009.

O mito de Tristão e Isolda vem sendo contado e recontado desde seu surgimento, no século XI. Tornou-se uma obra de arte relevante e definitiva após o compositor alemão Richard Wagner tomá-lo como inspiração, já no século XIX, para escrever o libreto da sua inesquecível ópera “Tristan und Isolde”.

Nesta nova versão, o mito do cenário medieval celta será trocado para os tempos atuais, numa região de fronteira onde acompanhamos o drama de um grupo de refugiados vivendo uma situação limite: eles não são autorizados a atravessar a fronteira e adentrar o novo país, mas, também, não podem voltar ao país de origem. “Tem muitas versões da lenda, nós lemos algumas e procuramos diferenciar o que era essencial e o que era cultural, o que estava dando conta de um mundo que já ficou para trás”, explica Marcia Zanelatto, libretista da ópera.

“Encontramos como essencial a questão geopolítica e a questão amorosa, ambas contornadas pelos princípios patriarcais. Se na versão da Idade Média os princípios patriarcais eram validados pela lenda, poderíamos fazer uma versão contemporânea que confrontasse esses princípios, ou seja, fazer algo próprio do nosso tempo”, finaliza Zanelatto.

Clarice Assad.

“Por conta da adaptação do mito, combinar a fantasia do mito e a narrativa verdadeira do mundo, que é muito urgente, eu quis que a música pertencesse a todo mundo. Que fosse familiar e desconhecida ao mesmo tempo. Tem um toque de música do povo romani, alguns elementos associados à música africana e do Oriente Médio. Eu acredito no poder da música e da narrativa de trazer temas importantes à tona”, pontua Clarice Assad.

Ancorada no minimalismo e nas projeções cênicas, a reinterpretação do mito original abraça as questões contemporâneas em seus temas e em sua linguagem cênica. “Essa abordagem estética minimalista permite que a história seja contada de forma mais focada e intimista. Ao reduzir os elementos visuais e cênicos ao essencial, a atenção é direcionada para a narrativa e para as emoções dos personagens. Isso pode criar uma experiência mais imersiva e intensa para o público, permitindo que eles se conectem de maneira mais profunda com a história e com o tema abordado”, explica Guilherme Leme, diretor cênico da ópera.

Como diretor, ator e produtor Guilherme Leme Garcia realizou nos seus 30 anos de carreira mais de 40 espetáculos teatrais entre os quais se destacam “Decadência”, “Quartett”, “Medea Material”, “Trágica.3”, “O Estrangeiro”, “Romeu e Julieta” e “Merlin”. Atuou em várias novelas, minisséries e filmes e desenvolveu também trabalhos e pesquisas na área das artes visuais.

Segundo ele, o desafio foi falar de um tema tão importante e focar num contexto de crise humanitária tão urgente no nosso processo civilizatório. “Essa ópera pode questionar a natureza do amor, da identidade e da moralidade em meio a circunstâncias extremas”, pontua. A partir do questionamento acerca da capacidade humana de amar e se conectar em meio à adversidade, “Isolda/Tristão” promete ser um marco para a produção contemporânea da ópera brasileira.

“Ainadamar” investiga tramas da vida do escritor Federico García Lorca sob o olhar feminino

Maestro Alessandro Sangiorgi.

Nas mesmas noites de “Isolda/Tristão”, em formato double bill, acontecem as apresentações de “Ainadamar”, ópera composta em 2003 pelo argentino Osvaldo Golijov, com libreto do norte-americano David Henry Hwang, que retorna ao Theatro após grande sucesso de sua primeira montagem. Ela conta a história da atriz catalã Margarita Xirgu (1888–1969), exilada da Espanha pela ditadura franquista e naturalizada uruguaia. No derradeiro dia de sua vida, em Montevidéu, Xirgu relembra a amizade com o dramaturgo e poeta Federico García Lorca, fuzilado durante a Guerra Civil Espanhola. Ainadamar, em árabe, significa fonte de lágrimas e é também o nome do lugar em que ocorreu a execução do poeta, em Granada, na Espanha.

Lorca acaba sendo um pivô da história, com personagens femininas e atrizes à frente da montagem, incluindo Denise de Freitas, que estará caracterizada no palco como mulher ao encenar Lorca, que também será interpretado por uma criança em cena, representando a juventude do poeta. “Há um flashback dividido em três quadros: as recordações de Mariana, Lorca e Margarita Xirgu. Cenograficamente teremos um tablado de flamenco e uma presença muito marcante, ora do luar, sob o qual acontecem muitas cenas, ora do sol, com uma marcante presença feminina à frente da montagem”, conta Ronaldo Zero.

A regência da Orquestra Sinfônica Municipal e a direção musical também são de Alessandro Sangiorgi. O espetáculo tem direção cênica de Ronaldo Zero, participação do Coro Lírico Municipal com regência de Mário Zaccaro, cenografia é de Nicolás Boni, figurinos de Olintho Malaquias e design de luz, de Wagner Antonio. A coreografia, que inclui bailarinas flamencas, é de Fábio Rodrigues. Entre as solistas, Marisú Pavón interpreta Margarita Xirgu, Lina Mendes é Núria e Denise de Freitas, como Lorca. A classificação indicativa é 12 anos.

Ópera Fora da Caixa – De Hoje para Amanhã lança olhar para o moderno

Alvise Camozzi.

Já a terceira ópera faz parte do projeto Ópera Fora da Caixa, que leva récitas para fora dos espaços cênicos habituais. Inédito no Brasil, “De Hoje para Amanhã (Von Heute Auf Morgen)”, de autoria do austríaco Arnold Schoenberg e libreto de Max Blonda, pseudônimo de sua então esposa Greta Kolisch, tem concepção e direção cênica de Alvise Camozzi e será encenada nos dias 21, 22 e 23/9 (quinta, sexta e sábado), e 27, 28 e 29/9 (quarta, quinta e sexta), sempre às 21h, na Cúpula do Theatro Municipal. A direção musical e a regência dos músicos da Orquestra Experimental de Repertório são de Marcos Arakaki.

Marcos Arakaki tem sua trajetória artística marcada por prêmios como o I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e o I Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Arakaki tem regularmente sido convidado pelas principais orquestras sinfônicas brasileiras. Conduziu também orquestras nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Atualmente é o maestro da Orquestra Parassinfônica de São Paulo.

O espetáculo originalmente estreou numa sala de ensaios com direção do maestro William Steinberg e, desta vez, é encenado na cúpula e é antecedido pela apresentação dos DJS Fractal Mood, duo composto pelos produtores Guilherme Picorelli e Henrique D’Marte, que trarão um set de techno house a partir das 19h.

“A crise de um casal frente à possibilidade de fazer um jogo amoroso a quatro, uma troca de casais, se torna pelo compositor Arnold Schönberg e por Gertrude Kolish, sua esposa, que assina o libreto com o pseudônimo de Max Blonda, o pretexto para nos fazer refletir sobre os tempos modernos, nos quais tudo muda, de uma hora para outra, de hoje para amanhã”, diz

Marcos Arakaki.

Alvise dirigiu numerosos espetáculos, entre os quais “Só” (Prêmio Shell para João Miguel como melhor ator em 2009); “Babel”, de Letizia Russo (2010); “O Bosque”, de David Mamet (2011); “O Feio”, de Marius Von Mayenburg (2013) e “Lela & C”, de Cordelia Lynn (2019), entre outros. Em Veneza, entre o ano de 2022 e 2023, dirigiu e atuou em “Alburno” (de Fernando Marchiori), “El Pessecán”, e “Anima Buona” (os dois trabalhos a partir das obras didáticas de Bertolt Brecht).

Na história, a quebra constante de paradigmas também no âmbito do comportamento e costumes relacionado a relações conjugais, tabus sexuais e a moralidade vigente acabam sendo discutidas juntamente aos padrões artístico-musicais, o que se soma ao fato de se tratar de uma ópera dodecafônica – a primeira escrita nesse esquema de composição – , uma base lírica repleta de experimentações atonais.

Tradição e traição, comicidade e crítica acabam sendo duplas também centrais na história, que conta a volta de uma festa de O Marido e A Esposa. Eles comentam neste itinerário sobre duas pessoas que lá encontraram, O Cantor e A Amiga. Provocativamente, insinuam que flertes cruzados aconteceram durante a noite. O jogo chega ao ápice quando A Amiga e O Cantor aparecem na casa do Marido e da Esposa propondo uma diversão a quatro.

O espectador inicia seu percurso no espetáculo justamente numa festa, como a que o casal inicia o jogo cruzado de flertes, sob a condução dos DJs Fractal Mood tocando um set de música techno house. Na sequência, quem assiste ao espetáculo vem à cena, quando tudo se mostra e se revela. A cenografia, a luz e a atuação são propositadamente expostas e exibidas, enquanto os vídeos mostram o que presencialmente não pode ser visto, criando novos desdobramentos entre o que se vê e o que se deseja ver.

A contaminação de linguagens e gêneros, em uma configuração minimalista, sobrepõe-se ao estilo da dramaturgia, que alterna verossimilhança e estranhamento, ora apontando para fragmentos cômicos, ora surreais, para sustentar as múltiplas transformações da protagonista da trama: a Esposa que, uma vez provocada e ofendida pelo Marido, decide lhe provar sua extraordinária capacidade em interpretar mulheres muito diversas entre si, exibindo-se no papel de novas personagens, mostrando quão diferente e livremente moderna ela poderá ser, e será, de hoje para amanhã.

“O conflito entre o ser, o aparecer e o querer ser, que reconhecemos nesta dramaturgia do começo do século XX, continua urgentemente atual, também justaposto aos diversos paradigmas que caracterizam a pós-modernidade”, afirma Camozzi, que encena uma reflexão sobre a arte e sobre o amor, em tempos de guerra e crises, buscando, em meio à leveza temática, apontar a fragilidade do ser.

Municipal realiza 1º Encontro Ópera Presente | Futuro

Nos dias 14 e 16 de setembro, como parte das comemorações dos 112 anos do Teatro Municipal, o Núcleo de Formação, Acervo e Memória realiza encontros e rodas de conversa sobre a importância da criação de novas óperas e as relações entre o gênero e a sociedade contemporânea. Diálogos possíveis, processos de criação e o papel dos profissionais neles envolvidos também serão debatidos no encontro, que terá a coordenação do jornalista João Luiz Sampaio. Aberto a estudantes e profissionais de música e teatro.

Para mais informações sobre os espetáculos e o encontro, confira a programação completa abaixo, ou acesse o site oficial do Theatro.

Serviço:

Óperas “Isolda/Tristão”, de Clarice Assad e “Ainadamar”, de Osvaldo Golijov

15 set sexta-feira 20h00

17 set domingo 17h00

19 set terça-feira 20h00

20 set quarta-feira 20h00

22 set sexta-feira 20h00

23 set sábado 17h00

Sala de Espetáculos do Theatro Municipal

Duração: 180 minutos com intervalo

Classificação: 12 anos

Ingresso de R$12 a R$158 (inteira)

Ópera Fora da Caixa – “De Hoje Para Amanhã” (Von Heute Auf Morgen)

21 set, quinta-feira, 21h00

22 set, sexta-feira, 21h00

23 set, sábado, 21h00

27 set, quarta-feira, 21h00

28 set, quinta-feira, 21h00

29 set, sexta-feira, 21h00

Cúpula – Theatro Municipal

Ingressos: R$25 (meia) a R$50 (inteira)

Classificação: 16 anos

Duração total: aproximadamente 80 minutos, sem intervalo

Municipal realiza 1º Encontro Ópera Presente | Futuro

14/9, 20h e 16/9, 20h

Theatro Municipal

Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Sé – São Paulo, SP

Praça das Artes

Avenida São João, 281 – Sé – São Paulo, SP

(Fonte: Theatro Municipal de São Paulo)

MIS anuncia nova exposição dedicada a filmes de terror

São Paulo, por Kleber Patricio

Frame de “Nosferatu” (1922).

O MIS – Museu da Imagem e do Som, famoso por exposições de sucesso, como “Stanley Kubrick” (2014), “Castelo-Rá-Tim-Bum – A exposição” (2015), “O mundo de Tim Burton” (2016) e muitas outras, anuncia sua mais nova megaexposição: “Terror no cinema”, que tem curadoria de André Sturm (diretor-geral do MIS), estreia no Halloween de 2023, em 31 de outubro. A pré-venda exclusiva para os primeiros dias de visitação abre no dia 29 de agosto, a partir das 11h na bilheteria do MIS e às 12h pela plataforma INTI — link de vendas no perfil do MIS.

A mostra, que trará o mesmo padrão MIS com o qual o público já está acostumado, celebra um gênero audiovisual quase tão antigo quanto o próprio cinema. Por meio de um percurso envolvente, impressionante e imersivo, o visitante poderá rever e experienciar momentos icônicos da história do gênero terror.

O público terá a oportunidade de adentrar o universo de filmes clássicos do cinema, como “O Gabinete do Dr. Caligari” (1920), “Nosferatu” (1922), “Psicose” (1960), “O Exorcista” (1973), “Tubarão” (1975), “Alien, o oitavo passageiro” (1979), “O Iluminado” (1980), “Sexta Feira 13” (1980), “O Silêncio dos Inocentes” (1991), “A Bruxa de Blair” (1999), e inúmeros outros. Dividida em setores temáticos, dedicados a subgêneros do terror (found footage, zumbis, slashers, sobrenatural e muito mais), a exposição transporta os visitantes à atmosfera dos longas com estímulos sonoros, visuais e olfativos, de forma lúdica e informativa.

Além disso, a mostra “Terror no cinema” conta com diversos itens de acervos parceiros do MIS, como a Biblioteca Margaret Herrick, responsável pela preservação da coleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, criadora do Oscar. A seleção inclui pôsteres, documentos, fotografias, materiais promocionais dos filmes, figurinos e adereços usados em cena.

Objetos exclusivos cedidos por estúdios parceiros – como a máscara utilizada na franquia “Pânico”, da Paramount Pictures, também farão parte do que o público visitante encontrará na exposição. Mais detalhes serão divulgados em breve.

Pré-venda: vantagens e experiências exclusivas

No dia 29 de agosto, o público poderá garantir ingressos antecipados para a estreia (31 de outubro) e para os primeiros dias de exposição (até 4 de novembro). As vendas abrem às 11h na bilheteria do MIS e às 12h na plataforma INTI.

Para o dia de abertura, 31 de outubro, os ingressos são R$80, com meia-entrada a R$40 – além dos beneficiários usuais, quem doar um livro de ficção escrito em língua portuguesa e em bom estado também terá direito a meia-entrada. Os visitantes desse primeiro dia terão acesso a brindes e experiências exclusivas da grande estreia.

Já para os dias 1, 2, 3 e 4 de novembro, os valores vão de R$20 (meia) a R$40 (inteira). Informações sobre as vendas gerais serão divulgadas posteriormente.

Serviço:

“Terror no cinema”

Local: Museu da Imagem e do Som (MIS)

Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo (SP)

Abertura: 31 de outubro de 2023

Ingressos e horários – primeira semana

31/10

Horário: 18h às 22h (permanência até 23h).

Valores: R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia). Desconto (não cumulativo) da meia-entrada incluso para quem doar um livro de ficção, escrito em língua portuguesa e em bom estado.

1/11, 3/11 e 4/11

Horário: das 10h às 20h (permanência até 21h). Valores: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia).

2/11 (feriado)

Horário: das 10h às 18h (permanência até 19h). Valores: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia).

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O MIS tem como mantenedora a empresa B3 e tem o apoio institucional das empresas Kapitalo Investimentos, Grupo Travelex Confidence, Grupo Veneza, John Deere, TozziniFreire Advogados, Siemens e Lenovo. O apoio de mídia é da Omelete, Folha de S.Paulo, Estadão, JCDecaux e Kiss FM. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Cabana Burguer, Gato Negro, Vitória Régia e Arte do Crepe.

Redes sociais: Facebook | Instagram | Youtube

(Fonte: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo)

Centro histórico de Itu é tema de novo curso de extensão do Museu Republicano

Itu, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Prefeitura de Itu.

“História urbana e arquitetura no centro histórico de Itu” é o nome do novo curso de extensão que o Museu Republicano de Itu oferece e que já está com as inscrições abertas. Sob a coordenação do Prof. Dr. Francisco de Carvalho Dias de Andrade, as aulas serão realizadas no Centro de Estudos da instituição nos dias 2 e 16 de setembro (aos sábados), das 9h às 13h. São 50 vagas e os interessados podem se inscrever pelo sistema Apolo/USP até o dia 29 de agosto.

“A partir de aulas expositivas que serão ministradas no auditório da Casa do Barão e de caminhadas pelo centro histórico da cidade, feitas seguindo um roteiro previamente concebido, o objetivo é desenvolver o conhecimento dos participantes sobre o patrimônio cultural de Itu”, explica o coordenador do curso, Prof. Dr. Francisco Carvalho Dias de Andrade.

As duas aulas levam os seguintes títulos: “Da vida colonial à principal cidade do interior paulista”; e “A cidade do ecletismo às manifestações modernistas”. O curso é voltado para áreas de conhecimento da educação, história, arquitetura e urbanismo, história da arte, patrimônio cultural e geografia. O Centro de Estudos do Museu está localizado à Rua Barão do Itaim, número 140, no Centro de itu. Para dúvidas ou mais informações sobre o curso, envie mensagem para o e-mail edu.mrci@usp.br.

História do Museu Republicano

O Museu Republicano “Convenção de Itu” foi inaugurado pelo então presidente do Estado de São Paulo, Washington Luis Pereira de Sousa, a 18 de abril de 1923 e, desde então, subordinou-se administrativamente ao Museu Paulista que, em 1934, tornou-se Instituto complementar da recém-criada Universidade de São Paulo e a ela se integrou em 1963.

É uma instituição científica, cultural e educacional especializada no campo da História e da Cultura Material da sociedade brasileira, com ênfase no período entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, tendo como núcleo central de estudos o período de configuração do regime republicano no Brasil.

Encontra-se instalado em sobrado histórico em Itu erguido nas décadas iniciais do século XIX e que se tornou residência da família Almeida Prado. Foi nesse local que se realizou, em 18 de abril de 1873, uma reunião de políticos e proprietários de fazendas de café para discutir as circunstâncias do país e que, posteriormente, se transformou na famosa Convenção Republicana de Itu, marco originário da campanha republicana e da fundação do Partido Republicano Paulista.

(Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada)

Djavan chega a Campinas com a turnê ‘D’ em novembro

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Handerson Vieira.

Depois de encerrar a primeira fase da turnê que se iniciou no Brasil e terminou com diversos espetáculos nos EUA e na Europa – a maior parte com lotação esgotada –, Djavan voltou à estrada no segundo semestre e, para felicidade dos fãs da região, chega a Campinas no dia 11 de novembro, para apresentação do show ‘D’, homônimo ao seu 25º álbum de estúdio, lançado em agosto de 2022.

Além de faixas do último trabalho, a exemplo de ‘Num Mundo de Paz’ e ‘Iluminado’, o repertório com mais de 20 canções contemplará sucessos de todas as fases de sua discografia. Embora sempre renove a lista de clássicos de uma turnê para a outra, Djavan ressalta que “músicas como ‘Sina’ e ‘Flor de Lis’ têm lugar cativo em todos os shows, porque são canções que o povo ama”. Para ele, o maior desafio na concepção de um novo espetáculo é “desenhar um roteiro equilibrado e diverso”.

“O mais difícil é construir um show que conecte o público do começo ao fim com a mesma energia e fluidez”, conta. “Buscamos um formato que combina o clima solar e festivo de ‘D’ com os velhos sucessos. Isso, por si, já traz uma diversidade sonora muito grande”.

O artista reúne mais uma vez um time de músicos que o acompanhou em diferentes fases da trajetória, todos eles presentes também nos créditos de ‘D’, no qual experimentou com diferentes formações em cada faixa. No palco, a voz e violão de Djavan ganham o reforço de Marcelo Mariano (baixo e vocal), Felipe Alves (bateria), João Castilho (guitarra, violão e vocal), Paulo Calasans (piano, teclado e vocal), Renato Fonseca (teclado e vocal), Jessé Sadoc (trompete, flugelhorn e vocal) e Marcelo Martins (saxofone, flauta e vocal).

“A sonoridade depende mesmo é do repertório escolhido e da cara que queremos dar para cada música. Mesmo sendo uma formação parecida com a da penúltima turnê, sempre trabalhamos para fazer com que o espetáculo soe bem original e distinto dos outros”, explica.

Para o conceito visual, o cantor aposta novamente na cenografia de Gringo Cardia, na iluminação de Césio Lima e Mari Pitta e no desenho de luz de Serginho Almeida, repetindo parcerias bem-sucedidas realizadas em shows anteriores, enquanto Marina Franco se junta ao time na direção de figurino, juntamente com o estilista convidado Lucas Leão.

O projeto concebido por Gringo celebrará a diversidade do povo brasileiro em dois diferentes formatos: um cenário físico, que acompanhará o cantor na maioria das apresentações, e outro com projeções no telão de LED. O primeiro traz painéis criados pelos artistas Daiara Tukano, Heloisa Hariadne e Yermollay Caripoune e, o segundo, exibe obras de um notável time de nove artistas – composto majoritariamente por negros e indígenas, muitos oriundos da periferia:  Aislan Pankararu, Daiara Tukano, Heloisa Hariadne, João Farkas, Marcela Cantuária, Mulambo, Pedro Neves, Nação Kuikuros | Takumã e Yermollay Caripoune.

Serviço:

Djavan

Quando: 11 de novembro, sábado, 21h

Ingressos: https://multiingressos.com.br/evento/697/Djavan

Estacionamento C, do Shopping Iguatemi Campinas: Avenida Iguatemi, 777, Vila Brandina, Campinas/SP.

(Fonte: Silvânia Silva Assessoria de Imprensa)

Vinicola Chilena Tarapacá aposta em projetos de biodiversidade em seus terroirs

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Em 2014, a Vinícola Tarapacá desenvolveu uma investigação completa do seu terroir no Fundo Tarapacá, certamente um dos mais profundos já realizados no Chile, que teve como objetivo compreender as características do solo, clima, topografia e biodiversidade e suas influências nas características dos vinhos.

As grandes descobertas desta investigação foram: em primeiro lugar, o Fundo Tarapacá é um Clos Natural que já está protegido por barreiras naturais – o Rio Maipo e o cordão montanhoso dos Altos da Cartillana –, criando um clima único dentro de um macro clima mediterrâneo. Em segundo lugar, seus vinhedos contam com 7 tipos de solos, o que possibilita um completo conhecimento técnico para extrair o máximo de potencial de cada terroir. Em paralelo com estas investigações, foi a descoberta de que nos cordões montanhosos que rodeiam o Fundo Tarapacá encontra-se um dos 35 hotspots mundiais de biodiversidade – o que implica que são territórios onde existe uma concentração significativa de endemismos, que em muitos casos se encontram ameaçados pelas ações produtivas do ser humano. Diante disso, a Tarapacá tem se preocupado em construir e proteger seu legado, com base em um Plano Master.

Este Plano Master tem como objetivo reconectar ecologicamente os mais de 2.000 hectares do Fundo, criando uma rede de corredores biológicos que reestabelecem a conexão entre o maciço de Cantillana e o Rio Maipo, através dos vinhedos do Fundo. Isto permite manter o balanço natural do ecossistema e conservar a biodiversidade, garantindo que as espécies nativas e endêmicas convivam em harmonia nos vinhedos.

O Plano Master contempla a reintegração de um total de 110 hectares de vegetação nativa – 40 hectares com a criação de uma rede de corredores biológicos e 70 hectares em encostas, em um processo de restauração passiva.  Em 2021, houve a marca de 22 hectares de restauração passiva e mais 12 hectares em corredores biológicos. Em 2023, a Tarapacá sela o acordo com 1% For The Planet, organização que oferece uma oportunidade única para impulsionar mudanças positivas para o planeta e as gerações futuras. Assim, a Vinícola Tarapacá se consolida como um promotor das boas práticas, além de incentivar as pessoas a conectar-se com a terra e ser ativamente responsável pelo mundo em que vivemos.

Sebastián Ruiz, enólogo da Tarapacá, acredita fortemente no enorme potencial dos vinhedos Tarapacá e seu objetivo é criar vinhos distintos e de origem, representativos do Vale do Maipo, mas com as particularidades do terroir do Fundo Tarapacá, potencializando o estilo único da vinícola e em particular da linha Gran Reserva e varietais.

História da Tarapacá

Casa Taparacá.

A Vinícola Tarapacá foi fundada em 1874 como “Viña de Rojas” em homenagem ao seu fundador, Dom Francisco de Rojas y Salamanca, um respeitado e conhecido homem de negócios da época. Os vinhedos foram estabelecidos aos pés da Cordilheira dos Andes, com cepas originárias da França, tais como as tintas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot e as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Semillon.

Em 1875, a Vinícola Tarapacá obteve seu primeiro reconhecimento nacional: a medalha de prata na Exposição Internacional de Santiago. Um ano depois, em 1876, a marca recebeu sua primeira medalha internacional na Exposição de Filadélfia, nos Estados Unidos.

Em 1992, Vinícola Tarapacá dá início a um ambicioso projeto: focar na produção de vinhos para o mercado internacional respaldada por uma tradição centenária adquirida no mercado doméstico. Neste mesmo ano, a Tarapacá adquire o Fundo El Rosario de Naltahua, com 2.600 hectares de extensão, das quais 611 hectares são ocupados por vinhedos irrigados pelas águas do Rio Maipo.

Em 2016, inaugura sua mini hidrelétrica “El Rosario”. Trata-se de um projeto de energia renovável com o objetivo de aproveitar as águas do canal de irrigação alimentado pelo Rio Maipo, presente no vinhedo, para gerar energia elétrica para a operação da vinícola. Com isso é capaz de gerar 250 KWh de energia, o que representa 60% do consumo elétrico da bodega.

Atualmente, a Vinícola Tarapacá exporta 98 mil caixas de 9 litros ao ano para mais de 50 países nos cinco continentes. Entre seus principais destinos estão Brasil, México, Estados Unidos, Canadá, República Checa e Finlândia.

Sobre a Épice Importadora exclusiva Tarapacá no Brasil

A Épice foi fundada em 1989 em São Paulo por Nivaldo Oliveira. Em 1995 foi iniciada a parceria com a família Dias, de Recife. É uma das mais respeitadas importadoras de vinho do Brasil e uma das maiores empresas do setor na atualidade. Em sincronia com a filosofia da família, mantem relações próximas com seus clientes e parceiros e respira os ideais de cada marca que representa.

Desde 1995, é o importador exclusivo de Tarapacá para o Brasil. Executando um trabalho consistente e de muita excelência, torna a Tarapacá na marca premium de vinho chileno mais vendida no Brasil.

Contato: Regiane Nogueira – regiane@epice.com.br

@epicevinhos

Site: www.epice.com.br.

(Fonte: VN Comnicação)