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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Instituto Tomie Ohtake apresenta: Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak

São Paulo, por Kleber Patricio

Corrida de Tora de Buriti. Participantes Buriti Bull Race. Participants Adrelino A Oiwê, João de Deus Wairire’u e Tito Abdzu. Fotos: Hiromi Nagakura.

Como escreve Ailton Krenak, curador da mostra, no início de seu texto: “Nagakura-san é um samurai. Sua espada é uma câmera que ele maneja com a segurança de quem já passou por campos de refugiados e esteve no centro das praças de guerra, por lugares como África do Sul, Palestina, El Salvador e Afeganistão. Depois desse mergulho no inferno global, quando sentiu de perto a loucura dos seres humanos, o samurai da câmera descobriu a floresta amazônica e seus povos nativos”.

Algumas obras dos territórios em conflito fazem parte da exposição; contudo, os trabalhos do fotógrafo em “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak” concentram-se nos registros permitidos realizados nas viagens da dupla, principalmente pelo território amazônico. Os percursos abarcaram quase cinco anos, de 1993 a 1998, dezenas de horas, duas vezes por ano, sempre na companhia da produtora e intérprete Eliza Otsuka. A exposição, acompanhada de encontros e lançamento de livro, é o resultado de uma “união de esforços para fazer uma celebração em torno dessa amizade alimentada pelo sonho e beleza da obra do fotógrafo Hiromi Nagakura”.

Povo Yanomami – Aldeia Demini – Watoriki Yanomami people – Demini village – Watorik.

A mostra, segundo Krenak, traz algumas das belas imagens das viagens às aldeias e comunidades na Amazônia brasileira. “Momentos de intimidade e contentamento entre ‘amigos para sempre’ inspiraram esta mostra fotográfica mediada por encontros com algumas das pessoas queridas que nos receberam em suas cozinhas e canoas, suas praias de rios e nas aldeias: Ashaninka, Xavante, Krikati, Gavião, Yawanawá, Huni Kuin, o povo Guarani de São Paulo e comunidades ribeirinhas no Rio Juruá e região do lavrado em Roraima”, destaca o curador. As viagens alcançaram os estados do Acre, Roraima, Mato Grosso, Maranhão, São Paulo e Amazonas. Muitos indígenas, que foram visitados pelas lentes do fotógrafo na companhia de Krenak estarão presentes na abertura da exposição.

A aproximação entre Krenak e Nagakura começou numa conversa, sentados em esteiras, na sede da Aliança dos Povos da Floresta, no bairro do Butantã, em São Paulo, onde se conheceram, quando Eliza Otsuka apresentou o plano de viagens de Nagakura. “Ela [Eliza] resumiu com estas palavras o conceito todo do projeto para alguns anos dali para frente: ele vai ser a sua sombra por onde você for, quando estiver dormindo e quando estiver acordado”, recorda-se Krenak. Esta história toda está reunida em um dos livros escrito em nihongo, publicado pela editora Tokuma (Tóquio, 1998), intitulado “Um rio, um pássaro” e assumido por Krenak como a sua biografia feita por Hiromi Nagakura. O livro agora será lançado no Brasil pela Dantes Editora como um dos eventos que integram a programação da mostra. O lançamento de “Um rio, um pássaro” acontece dia 27 de outubro, das 18h às 21h, no Instituto Tomie Ohtake, com mesa e autógrafos.

As viagens de Krenak e Nagakura já foram registradas anteriormente no Japão em livros, exposições e documentários para a NHK. O livro “Seres Humanos – Amazônia”, lançado em 1998 em Tóquio, teve enorme repercussão e foi seguido de duas exposições e exibição em programas na TV com muita mídia voluntária, um espaço raro para o reconhecimento do Brasil, Amazônia e povos indígenas. “Acompanhei, como convidado especial, Hiromi Nagakura em programas ao vivo na TV em horário nobre, antecedido por fala de fim de ano do imperador. Não foi pouca coisa o impacto dessas exposições e livros-reportagens para a formação de uma opinião pública esclarecida sobre a realidade dos Yanomami e Xavante e da Amazônia mesma. Afinal, nós andamos por dezenas de aldeias nas cabeceiras dos rios Juruá, Negro e Demini, Tarauacá e rio Gregório, além de cortar estradas pelo cerrado e regiões de florestas onde a vida continua vibrante como nos primórdios da criação”, completa Krenak.

Tsirotsi Ashaninka.

Uma publicação editada pelo Instituto Tomie Ohtake marca a exposição ao reunir um conjunto de obras de Nagakura e ensaios assinados por Angela Pappiani, Claudia Andujar, Laymert Garcia dos Santos, Lilia Moritz Schwarcz e Priscyla Gomes. A exposição é patrocinada por Bradesco, Meta Brasil e Boston Consulting Group (BCG).

Exposição Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak

Abertura: 24 de outubro, às 19h

Visitação: de 25 de outubro de 2023 a 04 de fevereiro de 2024

De terça a domingo das 11h às 19h – Entrada gratuita

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros SP

Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: (11) 2245-1900.

(Fonte: Pool de Comunicação)

Nascimento de filhotes reafirma sucesso do programa de reintrodução de lobos-guará em vida livre no Oeste baiano

Cerrado brasileiro, por Kleber Patricio

Imagem de Kev por Pixabay.

A iniciativa de reintrodução e soltura de lobos-guará em vida livre no Cerrado do Oeste baiano – conduzida pelo Parque Vida Cerrado com apoio técnico do ICMBio/CENAP, Sementes Oilema, Irmãos Gatto Agro e Condomínio Agrícola Santa Carmem e Galvani Fertilizantes – obteve mais uma importante conquista: o nascimento de três filhotes da espécie, resultantes da reprodução bem-sucedida entre Caliandra e José Bonifácio. O acontecimento, que é um marco para a espécie, reafirma o sucesso da proposta e o compromisso de todos com a sustentabilidade.

Para a bióloga e coordenadora do Parque Vida Cerrado, Gabrielle Bes da Rosa, o nascimento dos filhotes é motivo de comemoração e reflexo do esforço coletivo de empresas, produtores rurais e instituições na conservação do Cerrado – a savana mais rica em biodiversidade do mundo, que é berço das águas. “Juntamente com diversos parceiros, em especial o agronegócio, que demonstra o seu compromisso com a produção sustentável, conservamos um hotspot tão importante. Além disso, a iniciativa é de extrema relevância para a espécie, que é símbolo do bioma e essencial para a manutenção dos ecossistemas naturais e do equilíbrio ambiental. Essa ação vai resultar na geração de um protocolo inédito que poderá ser replicado em diferentes áreas do território nacional”, ressalta a profissional, lembrando ainda que o Parque Vida Cerrado integra o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação de Canídeos Silvestres, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio).

O produtor rural Celito Missio, porta-voz das empresas Sementes Oilema, Irmãos Gatto Agro e Condomínio Agrícola Santa Carmem – patrocinadoras oficiais do projeto de reintrodução, que abrigam a área do recinto de reabilitação – compartilha da mesma opinião e compromisso. “Nossas áreas são referências em sustentabilidade, pois construímos ao longo dos anos um ambiente saudável para a fauna e um bom relacionamento entre lavoura e áreas nativas: fatores que nos credenciaram a integrar o projeto. A reintrodução foi bem-sucedida com a Caliandra, que completou o seu primeiro ano em vida livre em 2023 e, agora, estamos felizes e empenhados para que os seus filhotes encontrem o melhor ambiente para desenvolvimento. Não se trata de apoiar um projeto, mas um ecossistema”, destaca.

Os protagonistas

Resgatada ainda filhote pelo Inema em 2020, Caliandra permaneceu durante dois anos sob treinamento, em maio de 2022 o recinto de treinamento foi aberto e permaneceu ofertando água e alimento enquanto os animais precisaram na área de Cerrado das fazendas parceiras. Em vida livre, a fêmea passou a ser monitorada por meio de monitor cardíaco e colar GPS e capturada em diferentes oportunidades para realização da leitura dos dados, bem como para avaliação clínica, física e dados de biometria, que atestaram que Caliandra estava saudável.

Em fevereiro deste ano – momento em que se inicia o período reprodutivo da espécie – a equipe técnica do projeto identificou por meio do GPS o compartilhamento da mesma área de vida, indicando um possível pareamento entre Caliandra e José Bonifácio, um macho de vida livre que passou a ser monitorado por meio do Projeto “investigando o Cerrrado”, em parceria com a ADM do Brasil. Por meio dos colares de GPS e das imagens das câmeras instaladas na fazenda, mudanças fisiológicas (aumento abdominal e das glândulas mamárias) e comportamentais (permanência no mesmo local por período prolongado) foram observadas, reforçando as evidências de uma reprodução bem-sucedida, com a fêmea amamentando e construindo tocas para abrigar os filhotes.

Expectativa

A expectativa agora é com o desenvolvimento da ninhada, uma vez que a espécie forma casal no período reprodutivo e se reproduz apenas uma vez por ano, podendo ter de um a cinco filhotes, com apenas um chegando à fase adulta, geralmente. Nascidos em área livre, os três filhotes devem permanecer na natureza sem a interferência da equipe do projeto, sendo assistidos apenas pelos pais, que são os responsáveis pelo cuidado, alimentação e ensinamentos para sobrevivência no habitat nos primeiros seis meses de vida – período no qual o macho e a fêmea permanecem juntos. Depois dessa fase, o macho começa a se afastar e os filhotes ficam próximos da fêmea até alcançarem um ano de vida, quando se inicia o período de dispersão. Até setembro, os filhotes estavam circulando com os pais nas áreas monitoradas.

O projeto conta com o apoio e orientação técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), Inema, Smithsonian Conservation Biology Institute, Pró-carnívoros e Projetos “Amigo do Lobo” e “Sou eu Pequi”.

Sobre o Parque Vida Cerrado | Fundado em 2006, como resultado de uma iniciativa do Grupo Galvani – sua principal mantenedora atualmente –, o Parque Vida Cerrado é o primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Oeste baiano. Localizado entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, mantém um criadouro científico para fins de conservação de animais silvestres, um Centro de Excelência em Restauração com ampla expertise no bioma Cerrado e um núcleo para realização de projetos e atividades socioambientais. Em 17 anos de atuação, envolveu mais de 30 mil pessoas em suas ações, distribuiu milhares de mudas para reflorestamento urbano e rural, capacitou centenas de coletores de sementes nos assentamentos e reproduziu, com sucesso, mais de 40 animais silvestres. O Parque Vida Cerrado conta ainda com o apoio de parceiros como BrasiTrans, Mauricéa alimentos, Hotel Solar Rio de Pedras, Sementes Oilema, Condomínio Irmãos Gatto Agro, Condomínio Santa Carmem, ADM, Nuvven e Cargill, Ministério Publico da Bahia, JCO, AvantiAgro e Synagro.

(Fonte: Llorente y Cuenca Comunicação)

Repasse de verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar diminui nos últimos anos na maioria dos estados

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Cecilia Bastos/USP Imagens.

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) constataram que os repasses financeiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) diminuíram nos últimos seis anos na maioria dos estados brasileiros. A análise dos dados de 2014 a 2020 está descrita em artigo publicado na sexta (20) na revista científica “Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação”.

Apenas o Amapá e o Distrito Federal receberam maiores repasses financeiros do programa em 2020 quando comparados a 2014. A queda atinge até mesmo o estado de São Paulo, que foi um dos estados que mais receberam recursos do Pnae ao longo dos anos, junto com Bahia e Minas Gerais. De 2014 a 2020, o estado teve uma redução de 15% de repasses, recebendo aproximadamente 870 milhões de reais do programa no ano da pandemia.

Os pesquisadores analisaram dados de repasses financeiros do Pnae de 2014 a 2020 fornecidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento para a Educação (FNDE). Eles identificaram as oscilações durante o período do programa por município e modalidade de ensino. Uma correção monetária foi aplicada, de acordo com a inflação, para que os dados pudessem estar o mais próximo possível da realidade, visto que os preços dos alimentos apresentam variação durante o ano.

De acordo com o trabalho, a redução de repasses do Pnae pode estar relacionada à evasão escolar de estudantes. O valor a ser repassado pelo governo federal para as secretarias estaduais de educação e prefeituras municipais em dez parcelas anuais é calculado de acordo com o número de alunos matriculados nas escolas federais, estaduais, municipais e distritais registradas no Censo Escolar e a quantidade de dias letivos. “A decisão de delimitar a análise entre 2014 e 2020 foi estratégica para capturar os impactos reais de duas ações importantes para o quadro alimentar dos estudantes brasileiros: a saída do Brasil do mapa da fome estabelecido pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), em 2014, e o impacto da extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), em 2019”, explica Nataniele dos Santos Alencar, coautora do estudo e pesquisadora da UFC.

O trabalho mostra, também, o impacto da pandemia na educação: 2020 é o ano com menor número de municípios atendidos pelo Pnae, por causa do fechamento das escolas. Foram 3.611 municípios a menos do que em 2014, que contabilizou 29.370 municípios, maior quantidade do período. O número de secretarias estaduais de educação atendidas pelo programa teve uma redução de 18% em relação a 2016, ano com maior número de secretarias. “Ao identificar dados discrepantes e cenários tão heterogêneos, o estudo disponibiliza ferramentas para a intervenção política”, avalia o pesquisador Jair Araújo, coautor do estudo. Os autores Nataniele Alencar, Filipe Lima e Jair Araújo reforçam a importância de investimentos no Pnae para garantir uma alimentação de qualidade para as escolas brasileiras, o que pode influenciar no desempenho acadêmico dos estudantes.

(Fonte: Agência Bori – pesquisa indexada no Scielo)

Faculdade Santa Marcelina recebe concerto ‘Sonatas e Interlúdios Para Piano Preparado’, de John Cage

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Gabriel Stocchero.

A Faculdade Santa Marcelina recebe, pela primeira vez, o concerto ‘Sonatas e Interlúdios Para Piano Preparado’, de John Cage. A revolucionária obra do compositor norte-americano será apresentada na íntegra no dia 24 de outubro, às 11h, no Teatro Laura Abrahão, na Rua Dr. Emílio Ribas, 89 – Perdizes.

O evento, aberto ao público, contará com direção musical da pianista e professora Vera Di Domênico e das pianistas Grace Torres e Lilian Nakahodo, que realizarão o concerto com duração de 70 minutos – a obra é raramente executada na íntegra publicamente. As artistas são as primeiras e únicas pianistas da América do Sul a gravarem essa série de peças em sua totalidade.

A obra é uma das mais representativas do repertório erudito do século XX e considerada como uma das principais realizações de Cage. O objetivo é promover uma experiência de imersão nos nove estados emocionais experimentados pelo ser humano de acordo com a tradição hindu conhecidos como rasa. São eles: o heroico, o erótico, o maravilhoso, o cômico, o patético, o furioso, o terrível, o abominável e a tranquilidade.

O concerto, de acesso gratuito, faz parte de uma turnê nacional. Sua passagem por São Paulo visa atender aos estudantes da Faculdade Santa Marcelina e a todos que desejam expandir seus conhecimentos e aperfeiçoar suas sensibilidades musicais. Para participar, basta se inscrever aqui.

Sobre as pianistas:

Grace Torres  | Curitibana, compositora, produtora e Mestre em Música (UFPR). Integra o Coletivo Pianovero e o Fato, grupo autoral com 9 álbuns e shows pelo Brasil e exterior. Atuou como pianista em montagens como a “Ópera dos Três Vinténs”; com Lilian Nakahodo gravou ao vivo e fez concertos pelo Brasil com as “Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado”, de John Cage (2012-2016). Como compositora, criou trilhas premiadas para dança, teatro e audiovisual.

Lilian Nakao Nakahodo | Piracicabana radicada em Curitiba, graduada em Produção Sonora e Mestre em Música (UFPR). Pianista, compositora, produtora e editora de áudio, integra o Coletivo Pianovero e o Sons Nikkei, projeto de fusão musical Brasil-Japão. Ao lado de Grace Torres e Vera Di Domênico, realizou a 1ª gravação integral na América Latina, ao vivo, das “Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado”, de John Cage, além de concertos pelo Brasil (2012-2016).  Em 2022 lançou um EP com composições próprias para piano preparado.

Sobre a diretora musical Vera Di Domênico | Pianista, professora e idealizadora de projetos pianísticos. Diretora e curadora do Coletivo Pianovero. Graduada em Música e Piano na UFRJ, Faparte/SP, Escola Superior de Música de Viena, e em Música Contemporânea para Piano (Stuttgart). Foi diretora dos Auditórios do MASP e coordenadora de música da FASM/SP. Criou e dirigiu dezenas de projetos pianísticos, como o “Preparado em Curitiba: John Cage – Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado”, com gravação ao vivo, concertos e workshops (2012-2016).

Serviço:

Concerto Sonatas e Interlúdios para Piano Preparado, de John Cage

Pianistas: Lilian Nakahodo e Grace Torres

Data: 24 de outubro de 2023

Horário: 11h

Endereço: Laura Abrahão, na Rua Dr. Emílio Ribas, 89 – Perdizes/ SP

Valor: Entrada gratuita

Classificação: Livre

Duração: 70 minutos.

(Fonte: Xcom)

Caixa Cultural São Paulo recebe exposição “Igbaki” de Thiago Costa

São Paulo, por Kleber Patricio

Obé (múltiplo em ferro/dimensões variáveis/2023). Foto: Marcio Brigatto.

A Caixa Cultural São Paulo recebe, a partir do dia 20 de outubro, a exposição “Igbaki ou assentamento da anunciação”, de Thiago Costa. Com curadoria de Marcelo Campos, a mostra traz ao espaço trabalhos do artista que são frutos de sua pesquisa sobre as palavras e a linguagem visual. O projeto conta com patrocínio da Caixa e do Governo Federal. A mostra apresenta algumas de suas esculturas em vergalhão, material comumente usado na construção civil. No trabalho, o vergalhão forma a imagem, atuando em uma estruturação do invisível. Entre flechas e facas, o artista questiona a distinção colonial entre arte, trabalho e cotidiano.

Os Igba/kis, duas palavras da língua yorubá, de origem africana, o artista uniu-as para nomear estas materialidades escultóricas que se apresentavam. Igba – assentamento, Ki – anunciação. Tal gesto tridimensional do artista parte de uma pesquisa sobre a literatura oral afro-brasileira, a exemplo dos Oríkìs, cosmograma bantu e itãs, entre outros.

A experiência gráfica, atrelada a formas e gestos de comunicação e manifestação, é parte de tradições e filosofias negras enquanto metodologias de encantamento, enquanto um gesto de condução do desejo e da possibilidade de autocriação. Para Thiago Costa, os Igbakis são um cruzamento de temporalidades, onde a construção visual nos abre um caminho para pensar a nossa relação com a palavra, imagem e som, a partir das formas.

Sobre o artista Thiago Costa | Thiago Costa é um artista paraibano multidisciplinar que se interessa na insuficiência da linguagem e na dobradura pictórica da palavra, relacionando imagens com possibilidades de imaginar, onde sua pesquisa passa por uma espécie de arqueologia da memória do rastro e da invenção. Atualizando tradições e experimentando traduções entre materialidades diversas, o trabalho ganha formas e sentidos dentro do vocabulário sensível do artista. Costa também dirigiu e roteirizou curtas metragens, como “Santos imigrantes” (2018), “Axó” (2019), “Visitas” (2020), “Calunga Maior” (2021) e “Axé meu amor” (2022). Em 2021 lançou seu primeiro livro “Obé – Poesias y Orikis”. Já recebeu diversos prêmios, como no Museu é Mundo (2023), Delmiro Gouveia – Fundação Joaquim Nabuco e Prêmio Negras Narrativas – Amazon Prime, entre outros.

Caixa e Cultura | A Caixa desenvolve, há 43 anos, ações voltadas à difusão da cultura brasileira em seus espaços culturais: de oficinas de arte-educação à promoção de espetáculos de música, dança e teatro, além de exposições de obras de arte de ações para divulgação dos Acervos preservados pela Caixa. Além da programação presencial nas unidades, a instituição promove atividades on-line, como mediações e cursos de formação. Mais informações disponíveis no site da Caixa Cultural.

Serviço:  

[Artes Visuais] Igbaki ou assentamento da anunciação

Local: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP (próxima à estação Sé do Metrô)

Datas: 20 de outubro a 3 de dezembro de 2023

Horário: terça a sábado, das 10h às 18h; domingo das 9h às 17h

Curadoria: Marcelo Campos

Entrada franca

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Acesso a pessoas com deficiência

Informações: (11) 3321-4400 | CAIXA Cultural

Patrocínio: Caixa e Governo Federal.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da Caixa)