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MIS Experience recebe exposição inédita e imersiva para celebrar os 40 anos de Chaves no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Personagem de Roberto Bolaños (também conhecido como Chespirito), Chaves atravessou gerações e chega em janeiro de 2024 ao MIS Experience. Fotos: divulgação.

Em homenagem aos 40 anos de estreia de um dos seriados de TV mais queridos do Brasil e de toda a América Latina, a capital paulista recebe, em janeiro de 2024, “Chaves: A Exposição”. A maior mostra sobre Chaves já realizada no mundo acontecerá no MIS Experience e irá celebrar as quatro décadas de exibição do icônico programa de TV no Brasil com a reconstrução de mais de 20 cenários emblemáticos que fizeram parte da vida de milhões de espectadores.

Além de transportar os visitantes para dentro das séries “Chaves” e do herói “Chapolin Colorado”, a exposição – inédita no mundo – vai reunir um acervo exclusivo de figurinos, itens e roteiros originais trazidos do México exclusivamente para a mostra em São Paulo. A vida e obra de seu criador, o escritor Roberto Gómez Bolaños, conhecido como Chespirito, também será contemplada. Já os cenários serão detalhadamente recriados para oferecer uma experiência única. Será possível “entrar em cena” na tradicional Vila do Chaves, Casa do Seu Madruga, no segundo Pátio da Vila e conhecer, até mesmo, alguns locais do seriado que estavam somente no imaginário do próprio personagem, como a “Sala da Bruxa do 71”, entre outros cenários famosos da série.

Os ingressos para “Chaves: A Exposição” já estão à venda no site www.expochaves.com.br. Às terças-feiras, a entrada é gratuita – o ingresso deve ser retirado, exclusivamente, na bilheteria física do MIS Experience no dia da visita (sujeito à lotação).

“Chaves: A Exposição” é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, MIS Experience, Chespirito, Boldly e Deeplab Project, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra conta com patrocínio das empresas Facchini, TCP, Adami e Safeeds, apoio de mídia UOL, Fórum Chaves e Omelete e apoio cultural do consulado do México e Hospital Pequeno Principe.

O MIS Experience tem patrocínio institucional da B3 e John Deere e apoio institucional da Vivo. O apoio de mídia é da TV Cultura, JCDecaux e Folha de S.Paulo. O apoio operacional é da Telium, Kaspersky, Pestana Hotel Group, Quality Faria Lima e Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças.

Sobre o MIS Experience | Construído em um galpão de 2 mil metros quadrados e 10 metros de pé direito, o MIS Experience é o mais novo espaço do Museu da Imagem e do Som (MIS) – instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo – que traz para a cidade de São Paulo um novo conceito de exposições culturais. O MIS Experience foi inaugurado em 2 de novembro de 2019 com o objetivo de proporcionar a realização de exposições imersivas que se utilizem de novas tecnologias, levando o público a interagir de maneira diferente com artistas e suas obras de arte. A abertura do espaço aconteceu com a exposição “Leonardo da Vinci – 500 Anos de um Gênio”, experiência que possibilitou ao visitante conhecer a vida e o legado de Da Vinci. A exposição foi um sucesso de público: recebeu cerca de 500 mil visitantes, teve mais de 85 mil visitações gratuitas e, a cada 15 minutos, uma escola foi atendida pela equipe do Educativo. Nos anos seguintes, o MIS Experience recebeu as megaexposições imersivas “Portinari para todos” (2022) e “Michelangelo: o mestre da Capela Sistina” (2023).

Serviço:

Chaves: A Exposição

Data: a partir de 5/1/2024

Local: MIS Experience – Rua Cenno Sbrighi, 250, Água Branca – São Paulo/SP

Ingressos: Gratuito às terças | quartas às sextas: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia); sábados, domingos e feriados: R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia). Vendas no site www.expochaves.com.br e na bilheteria do MIS Experience

Horários: terças a sextas, domingos e feriados: das 10h às 20h (permanência até 21h); sábados: das 10h às 21h (permanência até 22h)

Classificação indicativa: livre.

(Fonte: Museu da Imagem e do Som – MIS)

Pesquisadores encontram nova espécie de planta ameaçada pela mineração na Floresta Nacional de Carajás, PA

Carajás, por Kleber Patricio

Descoberta em 2022, a Jacquemontia ferricola difere das demais espécies do gênero pelas flores brancas sem ‘pelos’. Foto: Deibson Belo/Arquivo pesquisadores.

Jacquemontia é um gênero de plantas que tem aproximadamente 120 espécies de trepadeiras ou arbustos com flores em formato de cone. Em um estudo inédito publicado na segunda (4) na revista “Acta Amazonica”, pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) descrevem uma nova espécie de Jacquemontia encontrada na Floresta Nacional de Carajás, no Pará.

Os pesquisadores realizaram diversas expedições de campo, incluindo visitas a herbários brasileiros e internacionais que possuem coleções de plantas. Em uma dessas expedições, realizada em julho de 2022 na Floresta Nacional de Carajás, a equipe de pesquisa se deparou com um exemplar de Jacquemontia com características diferentes das descritas para as outras espécies do gênero.

Após análises refinadas com microscopia eletrônica de varredura, que produz imagens em alta resolução da amostra, os pesquisadores chegaram à conclusão de que estavam diante de uma espécie ainda desconhecida pela ciência e a batizaram como Jacquemontia ferricola. O termo “ferricola” foi escolhido em homenagem ao solo rico em minério de ferro, comum no local onde a planta foi encontrada.

Segundo os pesquisadores, na Floresta Nacional de Carajás, até o presente momento só existia uma espécie de Jacquemontia reconhecida, a Jacquemontia tamnifolia, que tem a flor azul e presença de indumento, como se fossem pelos que podem ser vistos a olho nu, densamente distribuídos na base da flor. Já a nova espécie, Jacquemontia ferricola, mede 10 milímetros e tem a flor branca como uma de suas características, além de não possuir indumentos.

“As plantas do gênero Jacquemontia ocorrem em quase toda América do Sul, sendo amplamente distribuídas no Brasil, principalmente na Caatinga”, explica Deibson Belo, o principal autor do estudo e estudante de doutorado em Biodiversidade na UFRPE. A nova espécie foi localizada em uma região de mineração, o que pode ameaçar sua conservação. “O nível de ameaça à Jacquemontia ferricola é preocupante, pois apenas um indivíduo foi localizado e em uma área onde a extração de minério de ferro afeta a natureza. As medidas de conservação serão, portanto, necessárias para garantir a preservação desta espécie e de espécies ainda desconhecidas pela ciência”, conclui Belo.

A descrição da nova espécie amplia o número de espécies nativas conhecidas pela ciência em uma região com grande biodiversidade, no Norte do Brasil. Segundo o pesquisador, “o estudo pode inspirar a criação de políticas públicas de conservação tanto de plantas como de animais em regiões impactadas por atividades como a mineração”.

(Fonte: Agência Bori – pesquisa indexada no Scielo)

Ilhas de calor: cidades ficam mais quentes sem árvores

São Paulo, por Kleber Patricio

“Ilhas de calor” ocorrem principalmente em grandes centros urbanos. Foto: Envato.

Em tempos de mudanças climáticas perceptíveis no dia a dia, estudo publicado na revista científica Nature Communications a partir da avaliação de 293 cidades europeias indica que é possível diminuir a temperatura na área urbana. O antídoto contra as “ilhas de calor” – efeito que torna as cidades mais quentes – é o plantio de árvores. A pesquisa demonstra que em áreas arborizadas a temperatura do solo é até 12 graus mais baixa que em locais sem árvores.

“Ilhas de calor” é um termo usado para se referir a áreas urbanas com grande concentração de construções, asfalto e poluição, onde ocorre um aumento na temperatura devido à falta de vegetação. As plantas contribuem para o combate das ondas de calor, primeiro porque fornecem sombras deixando os locais mais frescos do que os expostos ao sol. As árvores realizam um processo chamado “evapotranspiração”, que é a liberação de vapor de água na atmosfera, o que ajuda a refrescar o ambiente naturalmente.

“Além disso, toda a vegetação colabora também com a absorção de gases como o gás carbônico e promovem a fixação dele nos caules e solo, além de reter fuligem e partículas em suas folhas limpando dessa forma os poluentes atmosféricos e amenizando o calor. Por isso a importância da recomposição florestal”, explica Eduardo Paniguel, engenheiro ambiental e gestor do projeto Olhos da Serra pelo Consórcio PCJ.

O projeto Olhos da Serra, iniciativa do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) com patrocínio da Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil e parceria da Fundação Serra do Japi, em sua segunda etapa, norteia as ações na Serra do Japi a partir de seis eixos temáticos. Um deles, “restauração florestal”, tem importância fundamental para a conservação deste território, que é um dos últimos trechos de floresta contínua do Estado de São Paulo.

A conservação de matas nativas se reverte em benefícios para a população e, também, para a fauna. Quando somada à restauração vegetal, contribui também para a melhoria da qualidade da água. “Com as mudanças climáticas, percebemos cada vez mais essas ‘ilhas de calor’ principalmente nas cidades com poucas árvores. As pessoas precisam entender que existe uma ligação direta entre o desmatamento e os eventos extremos como estiagem, altas temperaturas, tempestades e inundações”, ressalta.

Em áreas como a Serra do Japi, o plantio de espécies nativas é ainda mais benéfico para evitar as “ilhas de calor” nas cidades do entorno. “As árvores e a vegetação arbustiva que compõem essas áreas são fundamentais para garantir que exista um sub-bosque estabelecido, que vai impactar diretamente na temperatura, promovendo um ambiente mais fresco. Isso tudo ajuda também na infiltração de água no solo, protegendo nascentes e evitando a erosão. Além disso, a restauração florestal é essencial para conservar o habitat da fauna e isso é importante independente do bioma”, enumera a superintendente da Fundação Serra do Japi, Vânia Plaza Nunes.

Cartilha digital

Como forma de sensibilizar a população sobre a importância do plantio de árvores e recuperação de Áreas de Proteção Permanente (APP), incluindo matas ciliares, o projeto Olhos da Serra está elaborando uma cartilha educativa que será disponibilizada de forma digital.

“As florestas nativas remanescentes são baús de riqueza e devemos sempre conservá-las em seu estado natural”, orienta a cartilha. O material educativo também explica a função ambiental das APPs. Os proprietários rurais na área do Japi têm a obrigação de manter e recompor a vegetação nativa destas áreas. Entre os deveres dos proprietários estão a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Projeto de Recuperação Ambiental (PRA).

Outra abordagem importante no material educativo é sobre a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A RPPN protege a área escolhida da propriedade particular, que pode ser visitada ou utilizada com objetivos turísticos, recreativos e educacionais. A RPPN é uma forma de proteger a diversidade biológica e receber benefícios como a redução de impostos ou pagamentos por serviços ambientais.

Área florestal na Serra do Japi em Jundiaí, SP. Foto: Divulgação Projeto Olhos da Serra.

O Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que também integra as informações da cartilha, é regido por legislação. Em agosto deste ano, atualizações do Código Florestal e da Política Nacional de PSA estabeleceram que as áreas de proteção permanente em bacias hidrográficas críticas para o abastecimento também podem receber recursos com a devida conservação. Além de incentivos públicos dos municípios, há também incentivos privados, provenientes da comercialização dos créditos de carbono e projetos. “No material, também tivemos o cuidado de relacionar informações sobre leis atualizadas, que podem ser consultadas pelos proprietários de áreas na Serra do Japi”, destaca Vânia Plaza Nunes.

Interessados em receber plantios voluntários em áreas da propriedade podem entrar em contato com o Olhos da Serra: olhosdaserra@agua.org.br. Informações sobre o projeto estão disponíveis em www.agua.org.br/olhosdaserra.

Projeto Olhos da Serra | Conduzido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil, o Olhos da Serra tem o propósito de conservar os recursos hídricos na região. Como prioridade total no projeto, a preservação dos recursos naturais compreende, entre outras atividades, o combate a incêndios, com formação de brigadistas e aplicação de curso de capacitação profissional pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a educação ambiental, o monitoramento de invasões humanas e a promoção de ações de reflorestamento e saneamento rural, com a implantação de uma propriedade modelo com tratamento de efluentes, gestão de resíduos e de água cinza. O Olhos da Serra também conta com a parceria das seguintes instituições: Prefeitura Municipal de Jundiaí (Diretorias de Meio Ambiente, de Agronegócios e de Parcerias Estratégicas, Guarda Municipal – Divisão Florestal e Defesa Civil); Fundação Serra do Japi; DAE Jundiaí; Fundação Florestal; Embrapa; Instituto Cerrados; Associação dos Amigos dos Bairros de Santa Clara, Vargem Grande, Caguassu e Paiol Velho (SAB Santa Clara); Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema); Conselho Gestor da Serra do Japi (CGSJ); Companhia de Informática de Jundiaí (Cijun) e Aliados pela Água.

(Fonte: MXP Comunicação)

Cinemateca Brasileira adquire películas para recuperação e duplicação de seu acervo de nitratos

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Daniela Matias e Daniel Dantas.

A Cinemateca Brasileira adquiriu recentemente 460 rolos de filme virgem para processamento no Laboratório de Imagem e Som, por meio de recursos do ProNAC (212939 – Nitratos da Cinemateca Brasileira – Preservação e Acesso) que integra o Projeto Viva Cinemateca. O Projeto Viva Cinemateca conta com o patrocínio estratégico do Instituto Cultural Vale, com o patrocínio master da Shell e Itaú Unibanco como copatrocinador.

“Há mais de 10 anos que a instituição não adquiria materiais de película para duplicação fotoquímica. E a chegada desses materiais é ainda mais especial por se tratar de uma iniciativa muito importante para a preservação da memória audiovisual brasileira”, ressalta a diretora geral da Cinemateca Brasileira, Dora Mourão.

Os rolos de filmes serão usados para a duplicação de materiais em nitrato de celulose para a confecção de matrizes de guarda e acesso, salvaguardando as obras do acervo em eventual perda de seus suportes originais – materiais delicados, com risco de autocombustão e que provocaram quatro incêndios na história da Cinemateca.

“A duplicação fotoquímica é muito importante para o trabalho museológico desenvolvido pela Cinemateca Brasileira, pois o suporte fílmico é o mais adequado para a conservação a longo prazo das obras. Além disso, nosso Laboratório é um dos poucos no mundo e o único no país com essa capacidade de processamento. Este trabalho de salvaguarda é reforçado ainda pelas ações de digitalização e catalogação, que promoverão um acesso qualificado em escala”, complementa a diretora técnica Gabriela Sousa de Queiroz.

A recuperação da coleção de filmes em nitrato da Cinemateca Brasileira tem sido uma das principais frentes de trabalho da instituição desde sua reabertura, com a contratação de pesquisadores e técnicos de preservação e documentação de todo o país. “O Instituto Cultural Vale está ao lado da Cinemateca por entender a importância da casa da produção audiovisual brasileira, uma das maiores instituições do gênero no mundo, que preserva, também, um retrato da nossa própria identidade. Por isso, atuamos, juntos, em iniciativas pela sustentabilidade e modernização do espaço e pela salvaguarda de seu acervo; em especial, a coleção de filmes em nitrato de celulose, de valor inestimável”, diz Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale, que é patrocinador estratégico da Cinemateca Brasileira.

A coleção reúne obras remanescentes do cinema da metade do século 20 – cinejornais, documentários, filmes de ficção, domésticos e publicidade, confiadas à Cinemateca Brasileira por arquivos e cinematecas do país. São registros de valor artístico e histórico e que estão, agora, sendo recuperados e redescobertos com um investimento de mais R$15 milhões, captados por meio do ProNAC 212939. “Com o compromisso constante de transformar vidas, entendemos ser fundamental o fomento à cultura como ponte para o desenvolvimento e a cidadania. O papel que a Cinemateca tem para a construção, fortalecimento e memória do audiovisual brasileiro é inestimável e poder contribuir para um projeto como esse é o nosso legado de parceria junto à sociedade brasileira”, comenta Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Responsabilidade Social da Shell Brasil.

Projeto Viva Cinemateca

O Viva Cinemateca foi lançado em junho como continuidade ao processo de retomada iniciado no ano passado. O projeto pretende ampliar e modernizar a sede da Cinemateca Brasileira. Estão previstas a ampliação dos espaços de laboratórios da instituição e a recuperação de seu acervo fílmico, garantindo que mais filmes e documentos possam ser preservados. Outra importante frente do projeto contempla o restauro das edificações históricas, melhorando as instalações disponíveis para o público. Desde 1997, a Cinemateca Brasileira está instalada em seu prédio atual: uma valiosa edificação em tijolos aparentes remanescente da arquitetura industrial de São Paulo do século 19.

Além dos investimentos na preservação, o projeto também contempla ações de difusão, como a mostra itinerante A Cinemateca É Brasileira e a exposição homônima, que estão passando por diferentes cidades do Brasil; o Festival Cultura e Sustentabilidade, que foi realizado nos dias 10 e 11 de julho; e a Mostra Povos Originários da América Latina, de 11 a 16 de julho.

Patrocinadores | O Projeto Viva Cinemateca conta com o patrocínio estratégico do Instituto Cultural Vale, com o patrocínio master da Shell e Itaú Unibanco como copatrocinador.

Aprovado na Lei Rouanet, o projeto permite a empresas e pessoas físicas destinarem parte do imposto de renda para a iniciativa (Art. 18 da Lei Federal de Incentivo à Cultura).

Sobre o Instituto Cultural Vale | O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Nos anos 2020-2022, o Instituto Cultural Vale patrocinou mais de 600 projetos em mais de 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale.

Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social. O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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(Fonte: Trombone Comunicação)

Georges Minois propõe uma nova história da Idade Média

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Por que uma nova abordagem à história medieval? A resposta reside em parte na crescente intriga e fascínio que este período exerce à medida que nos distanciamos dele. Percebemos que muitos dos dilemas e aspirações que caracterizam nossa atualidade têm raízes profundas na Idade Média, desde questões relacionadas a obscurantismos religiosos até a contemplação da alta filosofia, da brutalidade desmedida à busca de um propósito na vida, do receio do futuro ao anseio por um retorno à simplicidade da natureza. E é a partir desta perspectiva que o historiador francês Georges Minois nos brinda com “História da Idade Média: mil anos de esplendores e misérias”, lançamento da Editora Unesp.

Neste livro de fôlego, o historiador argumenta que a história medieval da Europa Ocidental está intrinsecamente ligada à história do Oriente Próximo, cuja influência se mescla no imaginário dos europeus medievais, alternando entre as representações dos povos inimigos e a utopia da Terra Prometida. Entre os séculos V e X, testemunhamos um período de grandiosas ilusões, quando o Oriente Bizantino e, posteriormente, o mundo muçulmano, exerciam domínio sobre um Ocidente ainda em estágio de barbárie. Dos séculos XI ao XIII, a Europa cristã revela seu dinamismo e atinge sua “era da razão” antes de enfrentar, entre os séculos XIV e XV, os flagelos apocalípticos que marcam uma transição para o mundo moderno, cujo otimismo humanista hoje se vê em crise.

Além da fascinação, Minois sugere outro motivo para a reinterpretação da história medieval: o fato de sua imagem ter sido frequentemente deturpada e negligenciada nos currículos escolares, com efeitos na cultura como um todo. Reduzida a meras anedotas pela mídia e transformada em lendas, a Idade Média perdeu sua coerência na memória coletiva do público em geral. Para compreendê-la de maneira abrangente, é crucial restituir os fatos, nomes e datas em uma sequência lógica e cronológica. Isso é precisamente o objetivo deste livro.

“Condensar mil anos de história em cerca de quinhentas páginas é um desafio”, registra. “Assim, não serão surpresas os encurtamentos, as simplificações, as seleções e as inevitáveis lacunas. Trata-se certamente de uma grande síntese que visa evidenciar os eixos e os fatos essenciais de uma época no curso da qual foram forjadas as mentalidades ocidentais. A história não é uma ciência exata, baseada em um certo número de fatos; ela deixa muita margem para a interpretação dos historiadores – interpretação que depende bastante das normas e dos valores de seu tempo. E, finalmente, é por isso que podemos reescrever para sempre a mesma história, que na verdade nunca é a mesma. O essencial é não sacralizar uma ou outra versão. Em relação ao passado distante, impõe-se certo desprendimento e até mesmo um toque de ironia ou de humor, sempre respeitando a materialidade dos fatos. Importa ao historiador saber relativizar a importância dos acontecimentos que relata e não sacralizar os atores da tragicomédia humana”.

Georges Minois.

Explorar o tema da Idade Média nos leva, portanto, a uma longa jornada de estudos que abarca uma miríade de tópicos. Georges Minois realiza nessa obra uma síntese poderosa, tornando-a acessível tanto para o leitor iniciante como para o estudioso que busca uma compreensão mais profunda dessa época seminal de nossa história.

Sobre o autor | Georges Minois é professor de História e historiador das mentalidades religiosas. Dele, a Editora Unesp publicou “História do riso e do escárnio” (2003), “A idade de ouro” (2011), “História do ateísmo” (2014), “História do futuro” (2016), “História do suicídio” (2018), “História da solidão e dos solitários” (2019), “As origens do mal” (2021), “Henrique VIII” (2022) e “História do inferno” (2023).

Título: História da Idade Média: mil anos de esplendores e misérias

Autor: Georges Minois

Tradução: Thomaz Kawauche

Número de páginas: 578

Formato: 13,7 x 21 cm

Preço: R$44

ISBN: 978-65-5711-189-5

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da Unesp)