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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Dona Jacira ministra oficinas sensoriais no Sesc Casa Verde

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Jeferson Delgado.

Dona Jacira é um caleidoscópio de vivências e talentos: artista plástica, tecelã de histórias, artesã, mulher, mãe, negra e periférica são algumas características que a definem. Mãe de Katia, Katiane, Evandro Fióti e Leandro (Emicida), a escritora, que traz não apenas seu conhecimento prático, mas também uma trajetória de pesquisa e estudo autodidata, confirma presença na programação de agosto do Sesc Casa Verde, em São Paulo, onde conduzirá duas oficinas, nos dias 21 e 23 de agosto, com o tema ‘A Beleza das Coisas Está no Nome: Reflexões sobre Cuidados Ancestrais’. Nestes workshops, Dona Jacira irá ajudar a desenvolver o olfato dos participantes para trazer à tona memórias e conexões com tradições e saberes ancestrais. O evento, voltado para o público acima dos 60 anos, é gratuito, com retirada de senha 15 minutos antes.

“Conduzirei o público por uma viagem pelos caminhos do olfato, um sentido poderoso que nos acompanha onde quer que estejamos e vai além do olhar, da escuta e até do paladar. O olfato move nossas emoções, nos arrasta através das memórias, desde a infância até as experiências mais recentes. Ele tem o poder de nos fazer arrepiar, salivar, devanear e até sonhar novamente. Trabalhar com o olfato nos torna mais seletivos e criativos, melhorando sempre à medida que entendemos nossas emoções”, sintetiza Dona Jacira.

Os estudos de Dona Jacira se iniciaram ainda na infância, quando foi introduzida ao mundo dos temperos em trabalhos como feirante. Desde então, sua curiosidade e paixão pelo olfato a levaram a uma jornada de descobertas. Apesar de ter sido desencorajada a usá-lo quando criança, Jacira encontrou neste sentido uma conexão profunda com suas raízes ancestrais, transformando essa experiência em um campo de estudo sobre cuidados e autocuidado. Ao longo dos anos, Dona Jacira se dedicou a estudar profundamente a relação entre alimentação, saúde e a herança cultural, o que a levou a desenvolver uma perspectiva única sobre a existência humana, englobando os aspectos naturais, industriais, espirituais e políticos que ela compartilha com o público.

A jornada de Dona Jacira traz a celebração à vida como uma ode à persistência e à conexão com as raízes que a sustentam. Autora do livro Café (2018), publicado pela editora LiteraRUA em parceria com a Laboratório Fantasma, a multiartista também já conduziu o podcast A Voz da Coragem; foi colunista do UOL no Café com Dona Jacira e foi tema do documentário Dona Jacira, O Legado, produzido por Evandro Fióti e dirigido por Gabi Jacob por meio da Laboratório Fantasma para o GNT. O projeto também se transformou em música por meio do EP O Legado. Ela ainda lançou, em 2024, seu segundo livro, Um Escudo de Afeto aos Meus. Dona Jacira permanece expondo sua visão de mundo, dando vida a novas criações e, sobretudo, abrindo-se para compartilhar sua perspectiva única em diferentes eventos e bate-papos pela cidade.

Serviço:

Oficina A Beleza das Coisas Está no Nome: Reflexões sobre Cuidados Ancestrais, com Dona Jacira

Data: 21 e 23 de agosto (quarta e sexta-feira) | Horário: 10h30 às 13h30

Local: Sesc Casa Verde – Av. Casa Verde, 327 – Jardim São Bento – São Paulo/SP

Entrada gratuita mediante retirada de senha

Mais informações:

https://www.sescsp.org.br/programacao/a-beleza-das-coisas-esta-no-nome-reflexoes-sobre-cuidados-ancestrais/.

(Fonte: Com Carol Pascoal/Trovoa Comunicação)

Nem tudo o que tem casco duro é tartaruga

Campinas, por Kleber Patricio

Tartarugas marinhas não são autorizadas a serem animais de estimação. Foto: Divulgação.

Você sabia que tartarugas, cágados e jabutis, apesar de parecerem semelhantes, têm diferenças fascinantes? Esses incríveis répteis possuem características únicas que os tornam especiais à sua própria maneira. Quer descobrir como eles vivem, o que comem e por que é tão importante conhecê-los melhor? Vamos embarcar nessa jornada pelo mundo dos quelônios e aprender as curiosidades que tornam cada um deles tão singular.

As principais diferenças entre esses animais estão em seus habitats e adaptações. Tartarugas são adaptadas para a vida aquática, com cascos leves e nadadeiras que facilitam o nado. Cágados, por sua vez, habitam ambientes semiaquáticos e têm patas com membranas interdigitais para nadar, mas também caminham bem em terra. Já os jabutis são completamente terrestres, com cascos robustos e patas fortes, perfeitas para terrenos duros.

Enriquecimento ambiental em casa estimula comportamentos naturais. Foto: Divulgação.

Apesar dessas diferenças, tartarugas, jabutis e cágados compartilham várias características comuns. Todos pertencem à ordem Chelonia e possuem um casco rígido que os protege e abriga. Além disso, respiram por pulmões, têm pele escamosa, são ovíparos e ectotérmicos, regulando sua temperatura corporal de acordo com o ambiente externo. Nenhuma dessas espécies possui dentes. Em vez disso, elas têm um bico afiado (bico queratinizado – revestido de queratina –, que usam para cortar alimentos). A longevidade é outra característica marcante desses répteis, com algumas espécies vivendo várias décadas. A vida longa é atribuída ao seu metabolismo lento, que exige baixa necessidade energética.

Diferenças e semelhanças

As médicas-veterinárias Morgana Prado e Raíssa Natali, especializadas em pets não convencionais do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas (SP), compartilham experiências e conhecimentos para esclarecer as diferenças e semelhanças entre esses répteis, além de oferecer dicas de cuidado para os tutores.

Tartarugas marinhas podem viver entre 50 e 100 anos. Foto: Divulgação.

Segundo Morgana, as tartarugas marinhas podem viver entre 50 e 100 anos, enquanto os cágados, especialmente aqueles mantidos em condições ideais, entre 20 e 40 anos. Os jabutis são conhecidos por sua longevidade impressionante: de 50 a 80 anos.

A veterinária Raíssa destaca que as diferenças na nomenclatura popular podem levar a alguns mal-entendidos, como a generalização do termo ‘tartaruga’ para cágados e jabutis. Esse erro pode resultar em cuidados inadequados, já que cada espécie possui necessidades específicas de habitat e alimentação. Por isso, é fundamental conhecer bem as características de cada um desses animais para garantir seu bem-estar.

Quando se trata de alimentação, tartarugas marinhas, por exemplo, podem ser herbívoras ou carnívoras, dependendo da espécie. Cágados e jabutis, por sua vez, têm dietas variadas que incluem vegetais, frutos, insetos e pequenos peixes. Em cativeiro, é essencial oferecer uma dieta equilibrada e adequada para cada espécie.

Dra. Morgana Prado segura um cágado. Foto: Julia de Camargo.

Para quem deseja ter um jabuti ou cágado como animal de estimação, Dra. Morgana explica que a posse desses animais no Brasil é regulada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e por órgãos ambientais estaduais. É importante adquirir o animal de criadouros autorizados e seguir todas as regulamentações para garantir a legalidade e o bem-estar dos animais. Entre as documentações constam o Certificado de Origem, a nota fiscal e microchip para controle e registro. Morgana reforça que é proibido ter tartaruga marinha como pet e frisa que existem projetos de conservação e proteção das tartarugas; como por exemplo, o Projeto Tamar.

Sem tédio

Se você possui ou adquiriu um jabuti ou cágado como pet, saiba que o cuidado adequado envolve uma alimentação balanceada e um ambiente que simule seu habitat natural, reservando áreas quentes e frias para que eles busquem esses ambientes conforme a necessidade do momento. Raíssa recomenda oferecer iluminação UVB, pois ajuda na síntese de vitamina D3, fundamental para a absorção de cálcio. Outra orientação é proporcionar oportunidades de enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais e alterar os itens e as configurações de tempos em tempos para manter o ambiente interessante e evitar o tédio.

Cágados são animais permitidos como pets mediante autorização do Ibama. Foto: Divulgação.

Manter visitas regulares ao veterinário e estar atento a sinais de problemas de saúde são essenciais para assegurar a longevidade e a qualidade de vida desses incríveis animais. “Montar um cronograma de check-ups anuais e perceber se há alterações no apetite, se apresentam um comportamento letárgico, problemas respiratórios, nos olhos, diarreia, mudanças na pele ou no casco, por exemplo, são medidas fundamentais para o bem-estar do animal”, destaca Raíssa.

Serviço:

Hospital Veterinário Taquaral

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Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas, SP

Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana

Telefone (19) 3255-3899 | WhatsApp (19) 99256-5500.

(Fonte: Com Kátia Nunes/AMZ)

Cresce a violência financeira contra idosos no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A violência financeira contra idosos tem se tornado um problema crescente no Brasil, exigindo atenção e ação imediata de toda a sociedade. Casos de abusos financeiros envolvendo pessoas na terceira idade são cada vez mais frequentes. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), houve um aumento significativo nos registros de crimes contra idosos no último ano. Os casos de apropriação de rendimentos de pessoas mais velhas aumentaram de 14 para 18, e as ocorrências de extorsões contra idosos subiram de 334 para 441, representando um crescimento alarmante de 32%.

De acordo com Paulo Akiyama, advogado especializado em direito de família, a violência financeira contra idosos é uma violação grave dos direitos humanos, que muitas vezes ocorre dentro do próprio núcleo familiar, tornando-se uma questão delicada e complexa de se lidar. “O abuso financeiro contra a pessoa idosa é uma grave violação dos Direitos Humanos, frequentemente perpetrada por familiares, cuidadores ou profissionais financeiros”, explica.

Esse crime abrange o uso indevido de cartões de crédito ou débito, apropriação indevida de bens, manipulação de contas bancárias, fraudes em investimentos e empréstimos consignados, além de coerção para alterar testamentos ou propriedades. “Além das perdas financeiras, o abuso causa impactos emocionais e físicos nos idosos, deixando-os vulneráveis e inseguros”, completa o especialista. Identificar sinais como mudanças repentinas nas finanças, contas desconhecidas e isolamento social é fundamental. Denúncias às autoridades também são essenciais para proteger os direitos dos idosos e garantir seu tratamento com dignidade e respeito.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a Zona Sul, conhecida por sua significativa população idosa com boas aposentadorias e rendas de aluguéis, tem se tornado um alvo fácil para aproveitadores. Contudo, não são apenas aqueles de classe média que sofrem abusos – os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também estão em risco devido à facilidade na contratação de empréstimos consignados.

A violência financeira é tipificada no artigo 102 do Estatuto do Idoso e a ação penal para este crime é pública, não dependendo de representação da vítima. “A denúncia e a conscientização são fundamentais para proteger os direitos dos idosos”, pontua o Dr. Paulo. É essencial que a sociedade se una para combater a violência financeira contra idosos, garantindo que vivam com dignidade e segurança.

Em geral, denúncias podem ser feitas por meio dos canais apropriados, como o Disque 100 da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, e as autoridades competentes devem tomar medidas firmes para punir os responsáveis por esses abusos.

Sobre Paulo Akiyama | Paulo Akiyama é formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.

Sobre o escritório Akiyama Advogados | Com participação direta de seu fundador, o Dr. Paulo Akiyama, advogado e economista, o escritório Akiyama Advogados Associados, investe fortemente em Tecnologia da Informação para assegurar a alta integridade e a segurança das informações fornecidas por seus clientes, garantindo que estas sejam mantidas dentro dos sigilos altamente necessários e desejados.

(Fonte: Com Carolina Lara)

Comemorando 10 anos na cidade, 20ª Campinas Restaurant Week conta com mais de 45 restaurantes

Campinas, por Kleber Patricio

A Cantina Fellini é um dos restaurantes que marcam presença no festival há anos, batendo recorde de vendas. Fotos: Campinas Restaurant Week.

A Região Metropolitana de Campinas recebe a 20ª edição do principal festival gastronômico da América Latina desde 15 de agosto – e segue até 15 de setembro em 45 restaurantes de Campinas, Indaiatuba e Jundiaí. Com menus completos (entrada, prato principal e sobremesa), a preços fixos em três categorias – tradicional, plus e premium – com valores que variam de R$54,90 a R$109,00 no almoço e/ou no jantar, a Campinas Restaurant Week comemora 10 anos, consolidando a cidade como um importante polo turístico, empresarial e gastronômico do país.

A partir do tema Diversidade Culinária Regional, o festival, que envolve todas as especialidades – desde a tradicional comida brasileira, passando pela italiana, argentina, mexicana e japonesa, até os pratos autorais –, convida os chefs da edição a buscarem inspiração nas raízes históricas e nas tradições culinárias locais, trazendo pratos com profunda conexão com a história e a identidade da região. “Os restaurantes participantes têm a liberdade de inovar e reinterpretar pratos tradicionais, criando releituras que trazem novas perspectivas sem perder o vínculo com a origem. Essa abordagem permite que o público experimente sabores familiares de maneira inédita, enquanto descobre a criatividade e a originalidade dos chefs”, explica o idealizador da Brasil Restaurant Week, Fernando Reis.

O baião de 2 é uma das opções do Macaxeira para a 20ª edição do festival.

As novidades da edição comemorativa ficam por conta das harmonizações especiais com as bebidas da Coca-Cola, da cerveja Black Princess e do arroz de aveia Quaker. Como a cerveja oficial da 20ª Campinas Restaurant Week, a Black Princess traz harmonizações com todo seu portfólio, incluindo a Black Princess Gold – puro malte – e os demais rótulos especiais: Black Princess Dark (Dark American Lager), APA-82 (APA), Doctor Weiss (Kristall Weizen) , Let’s Hop (IPA), Miss Blonde (Belgian Blong Ale), Back to the Red (Red Lager) e Tião Bock (German Bock). Todos os restaurantes participantes e seus menus estão disponíveis no site restaurantweek.com.br.

Ação social

Durante o festival, os apreciadores da boa gastronomia também são incentivados a doar o valor de R$2,00 por menu para a organização sem fins lucrativos Amigos do Bem. A doação pode ser feita diretamente para a instituição por meio da chave pix apresentada no cardápio em QR Code disponibilizado nas mesas das casas participantes.

O Amigos do Bem é um dos maiores projetos sociais do país, atendendo, regularmente, mais de 150 mil pessoas no sertão de Alagoas, Pernambuco e Ceará. Promove a transformação social a partir de projetos contínuos de educação, geração de renda e acesso à água, moradia e saúde e tem como missão transformar vidas com iniciativas autossustentáveis e capazes de promover desenvolvimento local e inclusão social, erradicando a fome e a miséria. Saiba mais em @amigosdobem.

Confira os valores dos Menus Week:

Tradicional: Almoço R$54,90 | Jantar R$69,90

Plus: Almoço R$68,90 | Jantar R$89,90

Premium: Almoço R$89,00 | Jantar R$109,00

RESTAURANTES PARTICIPANTES

Menu Tradicional: Macaxeira, Memória Bar, Naturol Gastronomia, Quintal da Giffa (Jundiaí), Trankilo Burriteria e Leve Alimentação Saudável.

Menu Plus: 430 Gradi Cambuí, Abbraccio Cucina Italiana, Bistrô Chez Amis, Cenário, Cervejaria Holy Water (Jundiaí), Consagrado’s – Brew Garden, Del Jardin – Meliá, L’Entrecote de Paris, Mow Culinária Vegana, Outback Steakhouse (unidades Campinas Shopping, Galleria, Iguatemi, Bandeiras e Parque Dom Pedro), Origens – Radisson Red, Strog&Noff, Tratto Pizza e Bar e Vino! (unidades Indaiatuba e Jundiaí).

Menu Premium: Aji com Mel Ceviche e Cocina Peruana, Barbacoa, Bistrô La Palette, Cantina Fellini, Casa Belga, Casa Peruana, Casquinha Bar, Chef Antonello, Di Paolo, Empório Alme, Kanu, La Boca Parrilla Argentina, Le Troquet, Olive Garden, Otro Parrilla e Bar, Ramalho Experience, Rudras kafé, Sala 575 e Sulina Parrila e Restaurante.

Serviço:

20ª Campinas Restaurant Week

De 15 de agosto a 15 de setembro em 45 restaurantes de Campinas, Indaiatuba e Jundiaí

Mais informações: restaurantweek.com.br | @restaurantweekbrasil | #campinasrestaurantweek.

Sobre a Restaurant Week | Presente em mais de 20 cidades brasileiras, a Brasil Restaurant Week é, há 17 anos, um dos maiores e mais esperados festivais gastronômicos do mundo. Com o objetivo de criar oportunidades e acesso à boa gastronomia, o festival movimenta e aquece o mercado gastronômico em períodos de baixa sazonalidade. Assim, durante o evento, os principais restaurantes preparam um menu especial, temático, com harmonizações diferenciadas e valor fixo para levar aos clientes experiências prazerosas. Fique ligado em todas as novidades: @restaurantweekbrasil.

(Fonte: Com Fábio Malvezzi/Fibra Comunicação)

No mês de aniversário, Theatro Municipal de São Paulo traz programação diversa e estreia de Nabucco, de Verdi

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rafael Salvador.

Em setembro, mês em que comemora seus 113 anos, o Theatro Municipal de São Paulo celebra a data com uma programação repleta de eventos marcantes. O destaque vai para Nabucco, de Giuseppe Verdi, com direção de Christiane Jatahy. A diretora cênica chega a São Paulo com remontagem da obra, que foi aclamada em Genebra. A ópera será apresentada nos dias 27, 28, 29/9 e 1, 2, 4 e 5/10.

Nabucco segue a difícil situação dos judeus exilados de sua terra natal pelo rei babilônico Nabucodonosor II. Com libreto de Temistocle Solera e baseada em passagens bíblicas do Antigo Testamento, esta ópera é uma complexa trama de amor, política e religião. Os ingressos custam de R$31 a R$200 e o espetáculo tem duração de 160 minutos. O espetáculo é realizado em parceria com o Istituto Italiano di Cultura San Paolo.

Já no dia 25, quarta-feira, às 17h, no Salão Nobre, o público terá a oportunidade de imergir na visão da diretora Christiane Jatahy, no evento Conversa de Bastidor de Nabucco, que terá mediação de Ruthe Pocebon e a participação de Roberto Minczuk, diretor musical. A participação é gratuita, os ingressos serão liberados por ordem de chegada e sujeitos a lotação máxima, classificação de 12 anos, com duração de 60 minutos.

No primeiro domingo do mês, dia 1º, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Wagner Polistchuk e participação da soprano Caroline de Comi, apresenta Dança e Máscaras, que no repertório terá obras como Romeu e Julieta – Suite, de Sergei Prokofiev, Concerto para Soprano Coloratura e Orquestra, Op. 82 de Reinhold Gliére e O Pássaro de Fogo – Suite, de Igor Stravinsky. Realizado na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal, os ingressos vão de R$12 a R$33, com classificação livre e duração de 60 minutos.

Na quinta-feira, 5, às 20h, dentro da série Grandes Quartetos, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo se apresenta com Fernando Tomimura, piano, na Sala do Conservatório, na Praça das Artes. O repertório trará o Quinteto Op. 51, de Anton Arensky, e o Quinteto Op. 57, de Dmitri Shostakovich. Os ingressos custam R$33, classificação livre e duração de 60 minutos.

Já na sexta-feira, 6, às 20h, a escadaria interna do Theatro Municipal será palco para Um Furo em Godot – Como Comemorar As Centenárias Cacilda Becker e Maria Callas no Século XXI, uma metaperformance (uma peça dentro de outra), remontagem semiótica do teatro do absurdo do irlandês Samuel Beckett. A apresentação tem como protagonistas duas artistas mulheres relevantes e centenárias no cenário artístico mundial, a atriz Cacilda Becker e a cantora lírica Maria Callas.

A produção conta com Morgana Olívia Manfrin, direção, atriz e dramaturga; Max Ruan de Souza Peruzzo, assistente de direção, cenógrafa; Adriana Magalhães, soprano lírica, e Daniel Carrera, trombonista. No elenco, estão Adriana Magalhães, André Wey-Martz, Daniel Carrera, Morgana Manfrin e Max Peruzzo. Os ingressos são gratuitos, a classificação é de 12 anos e a duração de 70 minutos.

No dia 13 de setembro, sexta-feira, 18h30 no Vão Livre da Praça das Artes, o Samba de Sexta fica com o núcleo Inimigos do Batente. A abertura fica por conta do DJ Fred Lima, que atua há mais de 20 anos na arte da discotecagem. O núcleo surgiu nas mesas do já desaparecido Bar do Bilú, no Butantã, marcado por uma maneira própria de conduzir a roda de samba, além da informalidade e o improviso. Os ingressos são gratuitos, a classificação livre e duração é de 180 minutos.

Nos dias 14 e 15 de setembro, às 10h30, o Theatro Municipal realiza o fórum Abram Alas: A Batalha por Equidade na Indústria Musical no Salão Nobre, um evento dedicado a explorar e promover práticas que aumentem a equidade na indústria musical. Reunindo especialistas, artistas e líderes do setor, serão discutidas estratégias para enfrentar desigualdades e criar oportunidades, visando um futuro musical mais inclusivo e diversificado. Uma colaboração entre o Theatro Municipal de São Paulo, a Fundação Donne, Mulheres na Música e a jornalista Camila Fresca.

Sábado, dia 14, às 10h30 abertura com Camila Fresca, Gabriella Di Laccio, Elodie Bouny e Andrea Caruso. Mesa 1 (10h45–12h) As mulheres e a indústria musical: atualidades

A Orquestra Experimental de Repertório.

Nesta mesa, serão apresentadas pesquisas recentes mapeiam a participação das mulheres na indústria musical. Com Gabriella Di Laccio apresentando os resultados da pesquisa anual com as orquestras e a indústria de filmes realizada pela Fundação Donne e Angela Johansen tratando da última edição da pesquisa Por elas que fazem a música, promovida pela UBC (União Brasileira de Compositores).

Concerto 1 (12h–13h) Mulheres na música: compositoras através dos tempos

Participam Marília Vargas (soprano), Liuba Klevtsova (harpa) e Camila Fresca (comentários).

Mesa 2 (14h às 15h), com Gabriella Di Laccio e Elodie Bouny: Carreira artística no exterior – com perguntas e respostas.

Mesa 3 (15h15 às 16h30): Palcos para artistas independentes

Em tempos de streaming e álbuns digitais, a performance torna-se o espaço privilegiado para o artista independente garantir a sobrevivência. As instituições enxergam seus espaços como arenas democráticas, que devem abarcar o maior número de artistas possível? Como garantir a diversidade e a igualdade de gênero? Com Priscila Rahal, do Sesc-SP; Anna Patrícia Lopes Araújo, da Santa Marcelina Cultura/Theatro São Pedro-SP; e Ligiana Costa, pesquisadora e artista de projetos independentes.

Concerto 2 (16h30–17h15): Em definição.

Domingo, dia 15:

Mesa 4 (10h30–11h45) Passado e futuro: os estudos sobre gênero e seu reflexo na vida musical atual

A partir de quando a discussão sobre desigualdade de gênero na música realmente se colocou? E como isso se reflete 1. na geração que está se formando hoje? 2. nas disputas em torno das decisões artísticas? Com Camila Fresca, jornalista e pesquisadora; Juliana Starling, cantora do Coro Lírico e professora da Unesp; e Maíra Ferreira, regente titular do Coral Paulistano.

Mesa 5 (12h–13h) Possibilidades e desafios: a música e o universo das artes

Gabriella Di Laccio conversa com Anna Toledo (https://annatoledo.com.br/). Atriz, cantora, compositora, escritora e roteirista, a artista compartilha suas experiências e dificuldades como autora e compositora no universo do teatro musical. Anna também discutirá a importância de se criar um portfólio diversificado, englobando múltiplas disciplinas artísticas, bem como estratégias para se criar e aproveitar oportunidades na indústria. O encontro visa oferecer alternativas para artistas que buscam expandir suas carreiras de forma inovadora e colaborativa.

Mesa 6 (14h15 às 15h40) Publicar, gravar e sobreviver

Como editar e publicar suas próprias obras? Como sobreviver de direitos autorais em tempos de streaming? Com Elodie Bouny, artista que é sua própria editora; Catarina Domenici, professora, pianista e compositora; Bárbara Leu, representante da gravadora Azul Music; e Cleuza Lopes, representante da Tratore, distribuidora de música independente.

Concerto 3 (16h–17h) Encerramento: Concerto com Gabriella Di Laccio (soprano), Elodie Bouny (violonista) e Catarina Domenici (pianista).

Entre os dias 15 e 20 de setembro, a Cúpula do Theatro Municipal recebe Marta Soares e Cia., que apresentam o espetáculo Les Poupées. Concebido, dirigido e interpretado por Marta Soares, o solo de dança tem como ponto de partida as fotografias de bonecas realizadas pelo fotógrafo surrealista alemão Hans Bellmer, que foi influenciado pelos contos de E.T.A. Hoffman, em especial pelo conto O Homem de Areia, que deu origem ao ballet Copélia, pelos movimentos dadaísta e surrealista e pelos experimentos psicanalíticos realizados no início do século XX por Charcot e Freud com pacientes histéricas.

O núcleo Marta Soares e Cia. atua na cidade de São Paulo desde 1995 e vem realizando pesquisa de vanguarda em dança. As questões relacionadas ao feminino são abordadas, na obra de Marta Soares, a partir da fricção e do embate entre as esferas micro e macro políticas. Les Poupées recebeu o Prêmio APCA 1997 e foi concebido, dirigido e interpretado por Marta Soares, tendo como ponto de partida as fotografias de bonecas realizadas pelo fotógrafo surrealista alemão Hans Bellmer, que foi influenciado pelos contos de E.T.A. Os ingressos custam R$33, a classificação livre e duração de 40 minutos.

No dia 17, terça-feira, às 13h, acontece no Salão Nobre a Homenagem ao maestro Roberto Casemiro, o primeiro maestro negro do Theatro Municipal de São Paulo, como regente do Coro Paulistano e cantando junto ao coro lírico, como baixo, instituição em que se aposentou. O repertório terá Cântigo de Ogun, tradicional Iorubá, e Nkosi Sikelele’iAfrika ‘Deus abençoe a África’, de Enoch Sontonga, entre outras. Os ingressos são gratuitos, classificação livre e duração de 60 minutos.

Entre os dias 19 e 20 de setembro, a Sala da Exposições da Praça das Artes recebe a performance e vídeo-dança Medo. Compreendendo o medo como este afeto que emerge no limite entre a proteção e a ameaça, entre a mudança e a permanência, entre o presente e o futuro, que coloca o humano a pisar em ovos, o intérprete Odu Ofá se posiciona em tal fronteira com seu corpo desamparado, num ninho radicalmente ameaçado em sua integridade pelo desejo de mover-se em direção ao devir. Como fazer com que pisar em ovos não signifique a paralisia ou excesso de cautela, mas movimento? Um movimento em direção ao que há de mais inexorável na relação do humano com o desejo: estar desamparado e sem garantias. Os ingressos são gratuitos, distribuídos por ordem de chegada, a classificação etária é de 18 anos.

Por fim, no dia 26, quinta-feira, na Sala do Conservatório, às 20h, o Quarteto de Cordas da Cidade convida Beto Villares para uma apresentação de suas composições com arranjo para o Quarteto. Os ingressos custam R$33, classificação livre e duração de 60 minutos.

Mais informações disponíveis no site.

(Fonte: Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa TMSP)