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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Coro da Osesp canta serenatas e os mistérios da noite na Sala São Paulo com regência de Pierre-Fabien Roubaty

São Paulo, por Kleber Patricio

Coro da Osesp em apresentação. Foto: Gabriel Hirga.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana. Neste domingo (1/set), às 18h, o Coro da Osesp, conduzido pelo regente suíço Pierre-Fabien Roubaty, apresenta ‘Sob as estrelas do destino’, um programa especial que promete fazer o público sonhar com serenatas e os mistérios da noite. Os pianistas Ricardo Ballestero e Fernando Tomimura, a soprano Natália Áurea e a mezzo soprano Clarissa Cabral (os três últimos, membros do Coro) serão os solistas do espetáculo, o quarto apresentado pelo Coro neste ano.

O repertório tem início com ‘Canção do destino’, peça coral de Johannes Brahms. Na sequência, serão apresentadas duas obras francesas: ‘Les Djinns’, de Gabriel Fauré, e ‘Soir sur la Plaine’, de Lili Boulanger. A Serenata de Schubert (compositor que é um dos eixos da Temporada 2024) é a peça que vem a seguir. O programa continua com ‘Calmaria das noites’, de Camille Saint-Saëns, e se encerra com excertos do salmo sinfônico ‘O Rei Davi’, de Arthur Honegger. Com preço único de R$39,60, os ingressos podem ser adquiridos aqui.

Sobre o programa

A Sala São Paulo. Foto: Mariana Garcia.

A ‘Canção do Destino’, de Brahms (1833–1897), sobre texto do romancista Friedrich Hölderlin, contrapõe a vida afortunada dos deuses à dos homens, sujeitos a frequentes quedas e a um destino desconhecido.

O francês Gabriel Fauré (1845–1924) explora em ‘Les djinns’ [Os gênios], baseada em poema do escritor Victor Hugo, uma narrativa de criaturas da mitologia árabe que se aproximam gradualmente do narrador, tentam tomar de assalto sua morada e, sem sucesso, afastam-se até desaparecer.

O poema simbolista ‘Soir sur la plaine’ [Noite na planície], de Albert Samain, musicado por Lili Boulanger (1893–1918), associa a noite ao Oriente e à morte. A compositora responde ao poema com motivos melancólicos e cita o tema de ‘Prelúdio à Tarde de um Fauno’, de Claude Debussy, evidenciando sua compreensão da relação entre o poema de Samain e o texto de Stéphane Mallarmé que inspirou Debussy.

Em ‘Ständchen’ [Serenata], Franz Schubert (1797–1828) utiliza o texto do poeta Franz Grillparzer para retratar o amor, a intimidade e a ternura de um amante que faz uma serenata para sua amada.

Coro da Osesp. Foto: Mario Daloia.

A tranquilidade da noite é retratada poeticamente em oposição ao ambiente diurno por Camille Saint-Saëns (1835–1921) na peça ‘Calme des Nuits’ [Calmaria das noites]. Escrita para coro a cappella em 1882, o compositor conclui que os verdadeiros poetas seriam as únicas almas capazes de se encantar com as coisas tranquilas.

Por fim, o tema do destino reaparece no encerramento deste programa através de excertos de ‘O Rei Davi’, de Arthur Honegger (1892–1955) com texto de René Morax. O compositor combina sonoridades variadas como o canto gregoriano e o jazz para retratar a história bíblica de Davi, pequeno pastor que derrotaria o gigante Golias e se tornaria rei de Israel.

Coro da Osesp

Criado em 1994, o grupo aborda diferentes períodos e estilos, com ênfase nos séculos XX e XXI e nas criações de compositores brasileiros. Gravou álbuns pelo Selo Digital Osesp, Biscoito Fino e Naxos. Entre 1995 e 2015, teve Naomi Munakata como coordenadora e regente. De 2017 a 2019, a italiana Valentina Peleggi assumiu a regência, tendo William Coelho como maestro preparador — posição que ele mantém desde então. Em 2020, o Coro se apresentou no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, sob regência de Marin Alsop, repetindo o feito em 2021, em filme virtual com Yo-Yo Ma e artistas de outros sete países. Em 2022, fez turnê com a Osesp nos Estados Unidos, apresentando-se, novamente liderados por Alsop, no Music Center at Strathmore, em North Bethesda, e em dois concertos no Carnegie Hall, em Nova York. Na Temporada 2024, o grupo celebra seus 30 anos com programação especial.

Pierre-Fabien Roubaty, regente

Pierre-Fabien Roubaty. Foto: Jacques Beaud.

Pierre-Fabien Roubaty é diretor artístico e musical do Ensemble Vocal de Lausanne desde 2019. Sob sua direção, o conjunto levou ao palco projetos importantes, incluindo as comemorações do centenário do ‘Rei David’ de Arthur Honegger, a estreia do oratório ‘Splendor’ de Theo Flury e performances prestigiadas como parte de ‘La Folle Journée’ de Nantes. Ele também regeu o conjunto durante sua participação no Festival Via Aeterna no Mont St. Michel, para marcar o milênio desse emblemático local. Como regente coral e preparador vocal, auxiliou coros e solistas para inúmeras produções de ópera e oratório, como como Michel Corboz, Jean-Claude Malgoire, Raphaël Pichon, Marc Minkovski, Daniel Reuss, Christa Ludwig e Ramón Vargas. Em 2006, lançou sua carreira como regente coral fundando o coro Arsis. À frente deste conjunto, dedicado à música dos séculos XVIII e XIX, ele se destaca na interpretação das grandes obras do repertório oratório, vencendo o Concurso Coral de Friburgo em 2011.

Fernando Tomimura, piano

Premiado com o 2º lugar no Grande Concurso Magda Tagliaferro, atuou como concertista à frente de inúmeros grupos sinfônicos brasileiros, como a Brasil Jazz Sinfônica, a GRU Sinfônica, a Sinfônica Municipal de Campinas, a Orquestra Experimental de Repertório (OER), a Orquestra do Theatro São Pedro, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e a própria Osesp. Gravou, sob regência de Celso Antunes, o álbum comemorativo Camerata Fukuda 20 anos (Paulus, 2010). Foi regente do Coral Jovem do Estado. Atua como pianista correpetidor do Coro da Osesp desde 1994.

Ricardo Ballestero, piano

Professor do Departamento de Música da USP, tem mestrado pelo Westminster Choir College e doutorado pela Universidade de Michigan e atuou como professor-visitante na Universidade do Colorado-Boulder. É pianista correpetidor do Studio da Houston Grand Opera. Recebeu o Prêmio Eldorado de Música [1995]. Foi pianista regular do Coro Masculino da Universidade de Michigan e pianista oficial da Sphinx Strings Competition [2000]. Tem colaborado com músicos das orquestras sinfônicas de Baltimore, Porto Rico, São Paulo e da Ópera de Frankfurt.

Natália Áurea, soprano

No Coro da Osesp desde 2006, Natalia Aurea nasceu em São Paulo. Laureada em 2016 com o 2º lugar do grande prêmio feminino do Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, apresentou-se como solista à frente do coro de música sacra Audi Cœlum, da Camerata Fukuda, da Orquestra de Câmara Engenho Barroco, da Camerata Antiqua de Curitiba e da Camerata Aberta. Também foi solista junto à Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) e à própria Osesp. Além de canto, é formada em Pedagogia pela Universidade Anhembi Morumbi.

Clarissa Cabral, mezzo soprano

Natural de Santos, em São Paulo, a mezzo soprano Clarissa Cabral integra o Coro da Osesp desde 2007. deu início a seus estudos artísticos e musicais na Escola Municipal de Iniciação Artística e na Escola Municipal de Música de São Paulo (EMMSP), onde leciona teoria musical e solfejo desde 2017. Integrou o Coral Jovem do Estado de São Paulo, o grupo de música sacra Audi Cœlum e a Camerata Fukuda. Gravou Clara Schumann: Lieder e Piano Solo (Audições Especiais, 2012), em parceria com a pianista Eliana Monteiro da Silva, com quem mantém o Duo Ouvir Estrelas.

PROGRAMA

SOB AS ESTRELAS DO DESTINO

CORO DA OSESP

PIERRE-FABIEN ROUBATY regente

FERNANDO TOMIMURA piano

RICARDO BALLESTERO piano

NATÁLIA ÁUREA soprano

CLARISSA CABRAL mezzo soprano

Johannes BRAHMS | Canção do destino, Op. 54 [versão Friedrich Hölderlin]

Gabriel FAURÉ | Les Djinns [Os gênios], Op. 12

Lili BOULANGER | Soir sur la plaine [Noite na planície]

Franz SCHUBERT | Ständchen [Serenata], D. 920

Camille SAINT-SAËNS | Calme des nuits [Calmaria das noites], Op. 68, nº 1

Arthur HONEGGER | O Rei Davi.

Serviço:

1º de setembro, domingo, 18h00

Endereço: Sala São Paulo – Praça Júlio Prestes, 16

Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: R$39,60 (valor inteiro)

Bilheteria (INTI)

(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h

Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners

Estacionamento: R$35,00 (noturno e sábado à tarde) e R$20,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Fonte: Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

São Paulo tem arte sacra, troca de figurinhas e batalha de rimas na agenda cultural

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Entre os dias 31 de agosto e 6 de setembro, a programação cultural em todo o estado de São Paulo está recheada e diversa. As atrações incluem a nova exposição no Museu de Arte Sacra, que explora a importância da luz no espaço litúrgico; um encontro entre os amantes de futebol, no Pacaembu; e muito talento em uma batalha de rimas no Belenzinho. Já no interior, destaques para o ‘Acenando com Bandeira’, que une música e poesia, em Campos do Jordão; e muita Música Popular Brasileira, em Tatuí. Essas e mais atividades estão disponíveis na Agenda Viva SP. Veja os detalhes:

Iluminai: A luz na Arte Sacra

No Museu de Arte Sacra de São Paulo, na Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo.

De terça-feira a domingo, das 9 às 17h.

A exposição explora a importância da luz no espaço litúrgico, destacando seu simbolismo e a teatralidade proporcionada pelo jogo de iluminação.

Em parceria com o Estúdio Sarasá e a D’Falco Vitrais, a mostra convida o público a refletir sobre a presença da luz no contexto religioso.

Ingressos até R$6,00.

Encontro de colecionadores de figurinhas

Onde? Museu do Futebol, na Praça Charles Miller, s/n – Pacaembu, São Paulo.

Quando? 31 de agosto, das 9h às 13h.

Um encontro entre colecionadores dos mais diversos tipos de objetos ligados ao futebol: figurinhas, botões, camisas, chuteiras, cachecóis, mini craques e tabelas, entre outros.

Gratuito.

Batalha de Rimas

Onde? Fábrica de Cultura Parque Belém, na Av. Celso Garcia, 2231 – Belenzinho, São Paulo.

Quando? 31 de agosto, das 10h às 17h.

O evento de batalha de rimas nacionais reúne talentos em uma competição eletrizante de improvisação. Com rimas afiadas e performances intensas, os participantes disputam o título de melhor rimador.

Gratuito.

Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí

Onde? Conservatório de Tatuí, na Rua São Bento, 415 – Centro, Tatuí.

Quando? 31 de agosto, das 20h às 22h.

Sob coordenação de Alexandre Bauab Júnior, o Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí traz músicas tradicionais do estilo.

Gratuito.

Sessão cinema: A Noiva de Frankenstein

Onde? Fábrica de Cultura Vila Curuçá, na R. Pedra Dourada, 65 – Jardim Robru, São Paulo.

Quando? 6 de setembro, das 14h às 15h.

O Pontos MIS promove a formação e difusão cultural em São Paulo através de cinema, oficinas, palestras, exposições e gestão cultural. Em ‘A Noiva de Frankenstein’, o Dr. Frankenstein é forçado a criar uma companheira para sua criatura original, resultando em uma nova e trágica figura. O filme explora temas de humanidade e monstros com um toque de horror clássico.

Gratuito.

Domingo Musical no Felícia Leirner

Onde? Museu de Esculturas “Felícia Leirner”, na Av. Dr. Luis Arrobas Martins, 1880 – Alto Boa Vista, Campos do Jordão.

Quando? 1º de setembro, das 11h às 12h.

O espetáculo literário ‘Acenando com Bandeira’ traz uma fusão única de música e poesia, apresentando poemas do icônico poeta pernambucano Manuel Bandeira musicados pelo cantor e compositor baiano Nando Luz. A proposta é envolver o público no universo poético de Bandeira, incentivando a apreciação de sua obra por meio da música.

Com um formato dinâmico, o show facilita a compreensão da poesia, integrando a música de Luz, a interpretação lírica da atriz Adriana Marques e a voz da cantora Alice Garcia.

Gratuito.

Imagens do Brasil colonial

Onde? Museus Casa Guilherme de Almeida, na R. Macapá, 187 – Perdizes; e Casa Mário de Andrade, na R. Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, São Paulo.

Quando? 31 de agosto, a partir das 14h.

A programação ‘Olhar estrangeiro’ debate as representações do Brasil na Europa durante a colonização. Este tema também guia a 13ª edição do Transfusão, que começa em 31 de agosto.

No dia 31, às 14h, a visita ‘O Estrangeiro de Macunaíma’ inicia no museu Casa Guilherme de Almeida, rico em obras de modernistas, e segue para a Casa Mário de Andrade, com a exposição ‘A origem de Macunaíma’.

Gratuito – Inscrições.

Estética das periferias

Onde? Casa das Rosas, na Av. Paulista, 37 – Bela Vista, São Paulo.

Quando? 31 de agosto, das 11h às 17h.

O ‘Encontro Estéticas das Periferias – arte e cultura nas bordas da metrópole’ chega à sua 14ª edição com o tema das culturas indígenas e nordestinas nas periferias da cidade de São Paulo.

O evento, com dezenas de atrações descentralizadas, tem uma programação periférica focada no universo do livro e literatura, como a oficina ‘Como publicar um livro’ e a apresentação ‘Rosi Reis canta mulheres poetas do Ceará’.

Oficina: limite de 20 pessoas, com distribuição de senhas 30 minutos antes.

Apresentação: livre. Gratuito.

XII Encontro Internacional de Música Antiga

Onde? Theatro São Pedro, na Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda, São Paulo.

Quando? 1º de setembro, a partir das 17h.

O Encontro terá seu concerto de encerramento para celebrar este evento único no Brasil, com importante papel na preservação da cultura musical, desenvolvimento das alunas e dos alunos e formação de público.

O espetáculo é voltado para disseminar práticas interpretativas históricas e despertar, tanto nos músicos quanto no público, a riqueza dos repertórios dos séculos 17 e 18.

O concerto será também transmitido ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube da Emesp Tom Jobim, em: www.youtube.com/tjemesp.

Ingressos: R$20 (meia) e R$40 (inteira).

Dia Internacional da Mulher Indígena

Onde? Museu das Culturas Indígenas, na R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo.

Quando? 5 de setembro, das 18h às 20h.

Em memória, luta e resistência, no Dia Internacional da Mulher Indígena, o Estéticas das Periferias, em parceria com a RUA Consultoria, apresenta o documentário ‘Raízes Indígenas da Favela’. Através de suas vozes, tecemos o futuro, fortalecemos a resistência e ampliamos as possibilidades de vida. Após a exibição, haverá um debate com a presença de Maria Pankararé.

Gratuito.

Vagas: 30 pessoas, com inscrições de 29 de agosto a 5 de setembro.

Classificação: Livre.

Mais informações e ingressos.

(Fonte: Com Millena Barroca/FSB Comunicação)

Espetáculo da premiada autora Renata Mizrahi, ‘O Poeta Aviador’ é apresentado em curta temporada no Teatro Domingos Oliveira em agosto

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Dalton Valério.

Com texto inédito de Renata Mizrahi — vencedora do Prêmio Shell em 2015 por ‘Galápagos’—, o espetáculo ‘O Poeta Aviador’ faz curtíssima temporada no Teatro Domingos Oliveira, após a estreia na Arena do Sesc Copacabana em junho. A direção da montagem leva a assinatura da autora e de Priscila Vidca, com quem Renata está celebrando 11 anos de parceria. Juntas, elas têm no currículo peças premiadas e de sucesso, como ‘Gabriel Só Quer Ser Ele Mesmo’, ‘Silêncio!’, ‘Vale Night’ (em cartaz no Rio e em Portugal) e ‘Os Sapos’, que ganha este ano uma versão para o cinema com Thalita Carauta à frente do elenco.

Anna Paula Black, Hugo Germano, Jefferson Schroeder e José Karini compõem o elenco de ‘O Poeta Aviador’. Na peça, a atriz dá vida a Sheila, uma mulher de classe média que enfrenta uma crise na relação com o marido, Cláudio (José Karini), enquanto precisa lidar com as questões do filho pré-adolescente (Hugo Germano), que tem 11 anos. A personagem é muito apegada ao menino e, agora, ela e o marido precisam se reinventar e muito diante de uma situação-limite: Cláudio está com a sua empresa de advocacia à beira da falência e, em meio a tudo isso, o filho deles é internado em um hospital, onde parece apenas ter alguma paz quando está ao lado do voluntário Rafael (Jefferson Schroeder). Este personagem acaba se transformando em um trampolim para a grande virada na relação desta família. “Sou muito amigo dos meus dois sobrinhos, um deles tem a idade do Lucas. Interpretar o Rafael significa também entender como levar para o palco essa afinidade que se dá com uma criança que está passando por um momento difícil. A peça também expõe o dia a dia de crianças que veem suas realidades empurradas para quartos de hospital e nos faz refletir sobre nossas próprias vidas”, diz Jefferson, intérprete de Rafael.

Contudo, o espetáculo trata de todos esses temas com muita leveza e é destinado a toda a família, como explica a autora, Renata Mizrahi. “Colocamos uma lupa sobre esta família interracial de classe média. O texto foi se modificando de lá para cá, comecei a escrevê-lo há 12 anos. Mostramos um casal com muitas dificuldades em entender o processo de transformação que o filho está atravessando”, diz a escritora.

Hugo Germano, que recentemente esteve no longa ‘Mussum: O Filmis’, tem se divertido nos ensaios ao dar vida a um menino de 11 anos. O ator tem 32 anos e interpreta brilhantemente Lucas. “Eu sempre digo que tenho um Erê dentro de mim. Gosto muito do universo da criança, dá espaço para muita criação. É muito à flor da pele também. O personagem é uma criança sonhadora como eu fui”, confessa.

O arco dramático do personagem envolve também a puberdade. Lucas conhece o amor pela primeira vez com Carminha, a garota que está internada no hospital no quarto ao lado. Seu grande sonho é se tornar aviador e cruzar os céus, para desgosto do pai, José Karini – ator da Cia. Os Dezequilibrados –, que implica com todas essas coisas, inclusive o interesse de Lucas pela poesia. “Ele é careta e machista. Nunca se discutiu tanto a questão estrutural em torno disso. Há mulheres muito machistas também. A gente tenta desconstruir isso em cena. A gente também começa a pensar e observar como isso existe de certa forma dentro de nós. Atores são progressistas e querem quebrar padrões, mas também temos resíduos, infelizmente. A gente é doutrinado desde pequeno, né?”, lembra Karini.

‘O Poeta Aviador’ também tem direção de produção de Renata Mizrahi em parceria com Priscila Vidca. O projeto faz sua estreia no Rio por meio da produtora de Renata, Teatro de Nós Produções Artísticas, que ganhou o edital Sesc Pulsar 2024. O cenário é assinado por Anderson Aragón, o figurino é de Guilherme Reis, a iluminação, de Anderson Ratto, e a trilha sonora foi criada por Wladimir Pinheiro – indicado ao Prêmio Shell 2022 por ‘Vozes Negras’.

Sinopse | A peça conta a história de uma família que precisa se reinventar diante de uma situação-limite: Claudio (José Karini) está com sua empresa de advocacia à beira da falência e vive uma crise no casamento com Sheila (Anna Paula Black). Para agravar a situação, o filho deles, Lucas (Hugo Germano), está internado em um quarto de hospital. O menino tem 12 anos e encontra no voluntário Rafael, (Jefferson Schroeder) uma amizade forte. É com ele que Lucas divide seu desejo de ser um aviador e sua paixão por Carminha, a menina do quarto ao lado. Mas essa amizade incomoda Cláudio, que não consegue ter a mesma conexão com o filho e manda Rafael não voltar mais. Com a piora do garoto, a família percebe suas reais dificuldades e procura encontrar um caminho de volta.

Masterclass com Renata Mizrahi

Durante a curtíssima temporada no Teatro Domingos de Oliveira, a autora Renata Mizrahi vai realizar uma oficina de dramaturgia a partir do texto do espetáculo. O objetivo é ler alguns trechos, fazer exercícios práticos e conversar sobre dramaturgia no Rio de Janeiro. A oficina se realizará sábado, dia 31 de agosto, das 16 às 18h30. Vagas limitadas. Inscrições aqui. R$40. A partir de 14 anos.

Formada em Artes Cênicas pela UniRio, Renata Mizrahi estudou roteiro na EICTV em Cuba e na Oficina de Autores da TV Globo. No teatro, ganhou o Prêmio Shell por Galápagos, em 2014. Foi indicada a melhor texto por ‘Os Sapos’ no Prêmio Cesgranrio 2013 e, no ano seguinte, por ‘Silêncio!’. Venceu os prêmios Zilka Salaberry 2010 e 2012 pelos infantis ‘Joaquim e as Estrelas’ e ‘Coisas que a Gente Não Vê’. Escreveu ‘Zé e Nina – A História de Uma Amizade’, com Leandro Hassum e Elisa Pinheiro. É autora de mais de 20 peças; entre elas, ‘Chica da Silva – O Musical’, que rendeu o Prêmio Shell de melhor atriz para Vilma Melo.

No cinema, ganhou prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Triunfo pelo filme ‘Amores de Chumbo’, direção de Tuca Siqueira (atualmente na Amazon e no Now). Ganhou Menção Honrosa na Mostra Teen da FICI 2024 (Festival Internacional de Cinema Infanto-juvenil) pelo seu curta ‘As Melhores’, que escreveu e dirigiu. É autora do longa ‘Os Sapos’, que estreia em 2024, baseado na sua peça homônima, direção de Clara Linhart. O filme foi eleito como melhor filme no Júri Oficial e Popular na categoria Work In Progress no FAM (Festival Audiovisual Mercosul), em 2022. É autora do telefilme ‘Maria’, com direção de Iberê Carvalho, que estreou em maio de 2023 na TV Globo Brasília e no Globoplay. Renata é autora do curta ‘Bodas’, que ganhou o prêmio de Melhor Filme no 1º Festival Internacional de La Gent Gran de Barcelona, em 2019.

Na TV, participou do roteiro da segunda temporada de ‘Os Homens São de Marte…’ (GNT). Também escreveu a segunda temporada da série ‘Matches’ para a Warner/HBO. Formatou e escreveu ‘Tem Criança na Cozinha’ (Gloob), que ganhou o prêmio Comkids e foi indicado ao Emmy Kids. Também fez com Fernanda Torres ‘Minha Estupidez’ (GNT). Participou como autora de alguns episódios da série ‘Cia de Teatro Brasileiras’, atualmente no Canal Curta, assim como ‘Vai que Cola’ e ‘A Vila’ (Multishow), entre outras.

Sobre Jefferson Schroeder

É ator e autor, graduado pela Casa das Artes de Laranjeiras e conhecido por sua versatilidade vocal. Vencedor do Prêmio do Humor 2018, nas categorias Melhor Performance e Melhor Texto por seu monólogo ‘A Produtora e a Gaivota’, no qual também esteve indicado a Melhor Espetáculo. Por cinco anos, integrou a Cia OmondÉ, dirigida por Inez Viana (e foi indicado ao Prêmio FITA de melhor ator em ‘Os Mamutes’, de Jô Bilac); também atuou na peça ‘O Livro dos Monstros Guardados’, de Rafael Primot, com direção João Fonseca; na peça ‘Antes que a Definitiva Noite se Espalhe em Latino América’, de Felipe Hirsch (com Débora Bloch e Guilherme Weber). Na Globo, trabalhou em quadros de humor no Big Brother Brasil (2019), no programa ‘Se Joga’, e como repórter do Criança Esperança. Na internet, participou de diversos vídeos do Porta dos Fundos e como criador de conteúdo em seu canal de humor no Instagram @schjefferson. Compõe os elencos da série ‘B.O’ e da animação ‘Acorda, Carlo!’ (ambas da Netflix) e no novo filme de Murilo Benício, ‘Pérola’. Também está nos elencos dos longas: ‘Minha Mãe é uma Peça’, ‘Vestido pra Casar’ e ‘Crô 2’.

Sobre José Karini

Formado pela CAL (1994), UniRio (2002) e Angel Vianna (2005). Faz parte, desde 2001, do grupo teatral ‘Os Dezequilibrados’, em que participou, entre outros, dos espetáculos: ‘Bonitinha, mas Ordinária’; ‘Vida, o filme’; ‘Memória Afetiva de um Amor Esquecido’; ‘Últimos Remorsos Antes do Esquecimento’; ‘A Estupidez’ etc. Trabalhou também, entre outros, com os diretores Moacir Chaves, Felipe Vidal, Renato Carrera, Marcelo Pedreira, Dani Farias e Adriano Coelho. Antes da pandemia, fez temporada e viajou pelo Brasil com os espetáculos ‘Beija-me Como nos Livros’ e ‘Rio 2065’, com direção de Ivan Sugahara, e ‘Malala, a Menina que Queria Ir para a Escola’, com direção de Renato Carrera. Na televisão, fez parte do elenco das novelas ‘A Lei do Amor’, ‘Órfãos da Terra’, ‘Verdades Secretas 2’ e ‘Cara e Coragem’. Em 2023 estreou seu primeiro solo, ‘Guerras’, com direção de Renato Carrera.

Sobre Hugo Germano

É ator, dramaturgo, diretor e professor de teatro, nascido e criado na comunidade do Cantagalo, Rio de Janeiro. Estrelou e protagonizou ‘Macunaíma – Uma Rapsódia Musical’, adaptação da obra de Mário de Andrade, sob a direção de Bia Lessa, com a Cia. Barca dos Corações Partidos (2019). Foi indicado ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Ator de musical por ‘A Cuíca do Laurindo’, dirigido por Sidnei Cruz (2016). Atuou em ‘Os Bruzundangas’, de Lima Barreto, com direção de Renato Carrera e Dani Ornelas (2024), e o musical ‘Viva o Povo Brasileiro’, dirigido por André Paes Leme. Também integrou o elenco de ‘Chega De Saudade’, dirigido por Marco André Nunes – Aquela Cia. (2022), ‘Musical Dona Ivone Lara, um sorriso negro’, direção de Elísio Lopes Junior (2018), ‘Cartola o Mundo é um moinho’, direção de Roberto Lage (2016), e ‘Trans-Hamlet-Formation’ (Shakespeare Festival, Neuss/Alemanha, 2016). Sua experiência em cinema inclui ‘Desenrola’ e ‘Pluft, o Fantasminha’, de Rosane Svartman (2009), ‘Eter Godzila’, de André Alves Pinto (2021), e, mais recentemente, ‘Mussum: o Filmis’, direção de Silvio Guindane (2023). Na televisão, esteve em ‘Subúrbia’, de Luiz Fernando Carvalho (2012), ‘Sob Pressão’ (Rede Globo e Conspiração Filmes, 2018), ‘Malhação’ (2018 – 2019) e ‘Mar do Sertão’ (Rede Globo 2023).

Ficha Técnica

Texto: Renata Mizrahi

Direção: Priscila Vidca e Renata Mizrahi

Elenco: Hugo Germano, Jefferson Schroeder, José Karini e Anna Paula Black

Produção Executiva: Amanda Lima

Cenário: Anderson Aragón

Figurino: Guilherme Reis

Iluminação: Anderson Ratto

Trilha sonora: Wladimir Pinheiro

Fotos e vídeos: Dalton Valério

Assessoria de comunicação: Dobbs Scarpa

Direção de produção: Renata Mizrahi e Priscila Vidca

Arte: Luciano Cian

Assistente: Claudio Attademo

Gerente Financeiro: Alan Isídio

Realização: Teatro de Nós Produções Artísticas.

Serviço:

Teatro Municipal Domingos Oliveira – Rua Vice-Governador Rúbens Berardo 100 – Gávea

Dias 29, 30, 31 de agosto, às 20 horas (quinta à sábado); dia 1º de setembro às 19h (domingo)

Ingressos: R$50 inteira e R$25 meia (R$15 lista amiga)

Ingressos on-line

Capacidade 127 pessoas

Estacionamento gratuito

Classificação indicativa: 12 anos

Duração: 70 minutos

Gênero: Comédia dramática.

(Fonte: Com Fabio Dobbs/Dobbs Scarpa Assessoria de Comunicação)

Bazar da Cidade celebra 8 anos com edição ampliada na Casa Museu Ema Klabin

São Paulo, por Kleber Patricio

Além de ser um programa agradável, Bazar da Cidade estimula a economia criativa, valorizando o pequeno produtor, o artesão e o designer brasileiro. Foto: Arquivo do Bazar da Cidade/Divulgação.

Nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, a Casa Museu Ema Klabin receberá uma edição comemorativa do Bazar da Cidade, celebrando seus 8 anos. O bazar ampliará seu espaço expositivo e passará a contar com mais de 70 expositores, entre artesãos e pequenos produtores, com itens de design, decoração, moda, bem-estar e gastronomia de vários lugares do mundo. A edição também irá oferecer uma oficina infantil com brinquedos de madeira e apresentações de jazz ao vivo com o duo Shy no jardim da Casa Museu Ema Klabin, assinado pelo paisagista Roberto Burle Marx. “O objetivo do Bazar da Cidade é estimular a economia criativa valorizando o pequeno produtor, o artesão e o designer brasileiro, garantindo a sustentabilidade da cadeia. Nesses oito anos de existência, mais de 400 expositores passaram pelo bazar. Lançamos muitas marcas, muitas delas cresceram e hoje contam com grandes lojas físicas. Nos traz muito orgulho acompanhar esse crescimento”, afirmam as curadoras do Bazar da Cidade, Bel Pereira, idealizadora do projeto, e Miriam Lerner, ex-diretora do Museu da Casa Brasileira.

O evento tem curadoria apurada e privilegia peças feitas em menor escala por pequenos produtores. Muitos deles acompanham o Bazar da Cidade desde a sua inauguração. É o caso da artesã Dafna Edery, que herdou do pai, um artesão marroquino, a paixão e a técnica de criar carteiras, bolsas e acessórios de couro colorido. Nos últimos anos, sua arte ganhou cara nova e divertida. “Algumas das minhas peças são pintadas à mão pela ilustradora Ana Luiza de Paula, que usa uma tinta especial para couro que não descasca. O resultado é um produto único”, orgulha-se ela.

Painel de lona natural estampada à mão pela designer Ivone Rigobello. Foto: Sylia Rehder.

Outra expositora que cresce junto ao Bazar da Cidade é a designer Ivone Rigobello, de Mococa, no interior de São Paulo. Com a técnica de estamparia manual sobre fibras naturais, ela cria estampas originais exclusivas para objetos de decoração e moda, como tapetes e painéis decorativos, entre outros.

Artesanato de 19 países

Um novo expositor selecionado para esta edição do Bazar da Cidade é a marca Etnias Mundi, que traz uma grande diversidade de artesanato de 19 países; entre eles, Brasil, Índia, Gana, Colômbia, África do Sul, Guatemala, Peru e México. Desde 2019, sua fundadora Mariana Oliveira visita várias comunidades no Brasil e no exterior com o objetivo de construir uma curadoria de produtos que seguem os valores do comércio justo e impacto positivo. A empresa tem o certificado do Sistema B e está em processo de se tornar membro da World Fair Trade Organization (WFTO), uma comunidade global que verifica empresas comprometidas com práticas sustentáveis e éticas.

Fruteira trançada com fibra de tucum por mulheres da Associação de Artesãos Indígenas da etnia Baniwa, de São Gabriel da Cachoeira (AM). Peça desenvolvida em parceria com o designer Sérgio Matos. Foto: MaJu Behring.

Direto da natureza

A designer de Porto Alegre Marcia Valadão, da Designacional, apresentará sua linha de produtos de design contemporâneo feitos com materiais descartados na natureza. A artista cria objetos decorativos, como luminárias feitas de folha de palmeira imperial, além de utilitários e adornos para o corpo.

Moda

Para os amantes da moda, o bazar apresentará produções têxteis autorais de linho, seda, viscose e algodão, além de joias produzidas pelo emprego de diferentes técnicas. Alguns destaques são a premiada arquiteta e designer Miriam Papalardo, com sua marca Vestíveis, e a designer Viviann Thums, com camisas com tingimento artesanal e vestidos estilo boho chic.

Gastronomia

A gastronomia é uma das grandes atrações do bazar. Os visitantes podem saborear pratos de diversas partes do mundo, como as massas artesanais da região italiana de Emilia-Romagna da cantina Pasta Emiliana; as receitas clássicas da região de Bordeaux (França) da Cozinha Voilà; as variadas versões do cuscuz marroquino da Cous Cous; a comida árabe funcional da Do oriente ao pote; a culinária grega da Domo Gastronomia Mediterrânea Grega e as delícias portuguesas como toucinho do céu, barriga de freira e pastel de nata da Santa Nata.

Delicias portuguesas da Santa Nata. Foto: divulgação.

E a Box54Food preparou especialmente para esta edição dois pratos da culinária judaica em homenagem à colecionadora Ema Klabin: Borsh e patê de ovos acompanhado de pão de longa fermentação. A empresária Ana Paula Pina Cavagnoli, que cursou a Le Cordon Bleu, em São Francisco, selecionou as receitas na publicação Dez receitas de Ema Klabin, organizada por Janka Babenco e que traz os pratos servidos nos famosos almoços e jantares de Ema Klabin para figuras expoentes da cultura brasileira, como Magda Tagliaferro, João Carlos Martins, José Mindlin e Assis Chateaubriand, entre outros. O livro está disponível para download no site da casa museu.

Oficina para crianças

Os pequenos até 5 anos também vão poder se divertir no Bazar da Cidade, com uma oficina de brinquedos educativos de madeira inspirados nos métodos Montessori e Pikler, que abre portas para o aprendizado além de divertir. A atividade será promovida pelo Clube Toy um clube de aluguel de brinquedos educativos por assinatura. Sucesso na Europa, Estados Unidos e Emirados Árabes, o aluguel de brinquedos educativos apoia pais no incentivo ao desenvolvimento de novas habilidades, evitando o acúmulo de brinquedos e reduzindo o impacto ambiental.

Quem vem: Akemi Cerâmica, Alice Lobato Joias, Allwood, Âme Cerâmica Artesanal, Andrea Maria Puro Linho Italiano, Apahu, Aram artesanato, Ateliê Alaine Colucci, Atílio Bfceramica, Chaihara, Clara Coelho Arte e Cerâmica, Cris Moreno Macramê, Clube Toys, Designacional, Domenica112, Domo Gastronomia Mediterrânea Grega, Dudabyduda, Due Pijamaria, Elaine Namba, EmmE joalheria, Etnias Mundi, Ivone Rigobello, JuSalles acessórios, Just Silk, Lah Joias, Lu Podboy, Mafagafo, Marcella Castilho Acessórios, Maré Joalheria Artesanal, Miemy Stilo, Miriam Pappalardo, Ninho, Pablo Lozano Joias e Cerâmicas, Pertence Diferente, RB_artesão, Rosana Rehder Joalheria Artesanal, Studio Bocabello, Sueli Isaka, Sweet to Keep, Viviann Thums, Mercearia, Aziza Gastronomia, Bolachas artesanais da Teka, Da Fazenda queijos e produtos mineiros, Priscyla França Chocolates, Sobremê, Balas da Kah, Box54Food, Café Campo Místico, Casa Mileo, Cervejaria Los Compadres, Cozinha Voilà, Do Oriente ao Pote, Flor de Sal cozinha afetiva, Gostei deste Vinho, Marroquina Couscous, Pasta Emiliana, Risoto’s, Pink lemonade e drinks, Santa Nata e Tholci Bakery.

Serviço:

Bazar da Cidade

31 agosto e 1º de setembro | sábado e domingo, das 11h às 20h

Apresentação musical: 14h às 15h e 16h às 17h

Gratuito

Valet no local

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa – São Paulo, SP

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Vídeo institucional: https://www.youtube.com/watch?v=ssdKzor32fQ

Vídeo de realidade virtual: https://www.youtube.com/watch?v=kwXmssppqUU.

(Fonte: Com Cristina Aguilera/Mídia Brazil Comunicação Integrada)

Pesquisa da Unesp analisa percepções de moradores sobre presença de aves em cidades de São Paulo e Minas Gerais

Bauru, por Kleber Patricio

Bem-te-vi fotografado em Bauru. Crédito: @gabriela.rosa.photos.

Quem olha atentamente para o céu de Bauru pode ter a sorte de, nem que seja por alguns segundos, flagrar um belo desfile de cores, plasmadas nas muitas espécies de pássaros que compartilham a cidade com as pessoas. Entre estes moradores ilustres estão o puvi, que ostenta uma elegante plumagem azul e amarela, o periquito-de-encontro-amarelo, em cujas asas faísca uma faixa amarelo-ouro, e o pica-pau-de-banda-branca — que, apesar do nome, chama a atenção pela bela penugem vermelha que traz na cabeça. Mas quem, no cotidiano das grandes cidades brasileiras, efetivamente estabelece algum contato com essa fauna colorida, e é capaz de identificá-la por sua aparência ou por seu canto? E será que veem a convivência entre homens e aves no espaço urbano como algo necessariamente positivo, ou só em alguns casos?

Essas foram algumas das perguntas que guiaram a pesquisa de doutorado da ecóloga Gabriela Rosa no Programa de Pós-graduação em Ecologia, Evolução e Biodiversidade do Instituto de Biociências da Unesp, campus de Rio Claro. Além de graduada em ecologia pela Unesp, ela fez durante a graduação um estágio em planejamento e gestão de paisagens agro territoriais pela Universidade de Bolonha, Itália, e mestrado em arquitetura e planejamento paisagístico. Essa trajetória lhe proporcionou uma perspectiva diferenciada no estudo das relações entre o ser humano e a fauna em ambientes urbanos.

A região Neotropical, onde está localizado o Brasil, apresenta uma grande diversidade de aves. As duas cidades que foram objeto da pesquisa, Bauru e Belo Horizonte, estão situadas na região de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado e, juntas, abrigam um pouco mais de 300 espécies. E, mais do que apenas dividir o espaço com os humanos, estas espécies desempenham importantes serviços para o bom funcionamento dos ecossistemas urbanos, incluindo dispersão de sementes, polinização de plantas, controle de pestes, insetos e de outros animais e prevenção de algumas doenças. As contribuições, no entanto, não são óbvias para todos, talvez nem para a maioria. Daí o valor estratégico de avaliar a percepção e os sentimentos que o contato com os animais suscita entre os moradores de ambas as localidades.  Os resultados foram publicados no artigo Human perception of birds in two brazilian cities, publicado na revista Birds.

Por meio de observação controlada, a pesquisadora listou as 15 espécies cujo avistamento é mais frequente nas cidades, uma lista que incluiu o bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), a maritaca (Psittacara leucophtalmus), a pomba-avoante (Zenaida auriculata), a pomba-doméstica (Columba livia), e a rolinha-roxa (Columbina talpacoti). A seguir, conduziu 235 entrevistas com moradores por meio de uma série de perguntas, disponibilizadas em um questionário online que desafiava os moradores a identificar a aparência e o canto das principais aves que vivem nesses locais. Também foi utilizada uma escala para avaliar o grau de concordância com afirmações sobre o papel dos pássaros em processos ecológicos.

A maioria dos entrevistados reconheceu a importância dos serviços ambientais prestados pelas aves. Em Bauru, 91,1% das pessoas consideram fundamental o papel das aves na dispersão de sementes, enquanto em Belo Horizonte esse número é de 94,3%. Em relação ao papel na polinização das plantas, Belo Horizonte lidera novamente, com 86,2%, em comparação aos 77,7% de Bauru. E por fim, mais de 80% da população de ambas as cidades reconhece a ajuda prestada pelos pássaros no controle de pragas, insetos e outros animais. As aves mais reconhecidas foram o pardal-doméstico, o bem-te-vi e a pomba-doméstica.

Quanto ao canto das aves, a maioria dos entrevistados relatou já ter ouvido pelo menos algumas das aves mais frequentes apresentadas no questionário. Em ambas as cidades, o bem-te-vi foi a espécie de ave mais ouvida. No entanto, em comparação com outros dados coletados, a performance neste quesito teve resultados mais baixos. Os pesquisadores questionam se a diferença pode ser causada pela alta poluição sonora que marca as grandes cidades ou ao estilo de vida agitado, que termina por reduzir nossa capacidade para perceber o ambiente de forma multissensorial. Ou seja, nas cidades, o reconhecimento se daria mais por meio visual do que auditivo.

A grande variedade de espécies que habitam as duas cidades também não chama a atenção dos moradores. Em Bauru, 47,3% dos entrevistados acreditam que menos de 25% das espécies de aves que habitam a região poderiam viver também em áreas urbanas. Em Belo Horizonte esse número é de 30,9%. No entanto, os registros coletados pelos especialistas mostram que 36% das espécies em Bauru e 41,24% em Belo Horizonte são encontradas em áreas urbanas, revelando uma baixa consciência popular a respeito da distribuição das aves.

Nas duas cidades, o mapeamento de sentimentos sobre os pássaros revelou um resultado positivo. As palavras mais frequentemente citadas, como admiração, felicidade e beleza, predominam entre os sentimentos favoráveis.  Porém, também houve um número expressivo de respostas afirmando que os animais podem causar danos. “Aves como o pombo-doméstico são relacionados a sentimentos ruins, como desgosto e doenças”, comenta João Carlos Pena, coautor do artigo e colaborador da pesquisa.

“A maioria das pessoas associa pombos a doenças, sujeira e lixo”, diz Rosa. “Isso não está totalmente errado, mas é importante entender que os pombos só transmitem doenças porque os humanos deixam sujeira em locais inadequados”, avalia. Ela enfatiza que é o manejo inadequado dos resíduos por parte das pessoas que resulta em um ambiente propício para a transmissão de doenças. “Por meio da pesquisa, podemos mostrar qual é o verdadeiro problema e a melhor forma de abordá-lo”, diz.

O Brasil é o segundo país com maior biodiversidade de aves do mundo, mas ainda são poucos os estudos sob esta perspectiva conduzidos em todo o Hemisfério Sul. O orientador do trabalho, o ecólogo Milton Ribeiro, docente do Instituto de Biociências, destaca o caráter pioneiro do levantamento e as portas que ele pode começar a abrir. “Gerar conhecimentos sobre como os cidadãos percebem a biodiversidade urbana é essencial para que sejam desenhadas estratégias para o planejamento de ambientes onde a população humana e a fauna possam interagir, garantindo um melhor suporte para a conservação da biodiversidade nas cidades”, diz. Rosa afirma que há planos para realizar este levantamento em outras regiões. “Nossa pesquisa mostrou que muitas pessoas já reconhecem a importância das aves. Mesmo assim, há quem não perceba sua presença ou nem saiba que há muitas aves vivendo nas áreas urbanas”, diz.

Segundo a pesquisadora, uma das propostas desta linha de investigação é reaproximar as pessoas da natureza, criando um vínculo para que se conectem mais com os problemas ambientais. “Precisamos entender o que os humanos pensam e como percebem as aves para identificar possíveis possibilidades de ação. Esse entendimento pode orientar políticas públicas voltadas para a conservação. O principal desafio é sensibilizar a população sobre a importância da biodiversidade”, encerra.

(Fonte: Unesp)