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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Lume Teatro abriga temporada do espetáculo de clown ‘La Scarpetta’

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Mariana Rotili.

Palhaço que se preze necessita de um mestre. Ou melhor, de alguns. Um dos principais professores do ator-pesquisador Ricardo Puccetti, do Lume Teatro (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais – Unicamp), foi o clown italiano Nani Colombaioni, referência da palhaçaria internacional e colaborador do cineasta Federico Fellini em filmes como ‘I Clowns’ (1970). E qual o resultado desse encontro? É claro, só poderia dar em espetáculo: ‘La Scarpetta’, em cartaz de sexta (20/9) a domingo (22/9), às 20h, na Sede do Lume Teatro, em Barão Geraldo, Campinas (SP). A entrada é franca (os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada apresentação).

A temporada de La Scarpetta faz parte do Ciclo 1 | Lume em Casa, que integra o projeto Atuação e Presença, contemplado pela Lei Paulo Gustavo (Edital LPG nº 18/2023 – Manutenção de Atividades). Realizada pelo Ministério da Cultura e Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria da Cultura e Economia e Indústrias Criativas, a iniciativa abre a celebração de 40 anos de fundação do Lume Teatro, que acontecerá em 2025.

Em cartaz desde 1997, La Scarpetta – Spettacolo Artistico é uma das montagens mais antigas do Lume Teatro que permanecem ainda em cartaz. De lá para cá, o solo clownesco, com 80 minutos de duração e classificação indicativa livre, já desembarcou em palcos convencionais, bem como em ruas, praças e picadeiros de circo de diversas cidades do Brasil, além de países como Itália, Espanha, Bolívia, Dinamarca, França, México, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra, Colômbia e Luxemburgo.

Foto: Tina Coelho.

Na cena, o Palhaço Teotônio, uma espécie de artista ‘pau para toda a obra’, apresenta seu Spettacolo Artistico, composto de números de magia, equilibrismo, contorcionismo, música e acrobacia com ovos, provocando e surpreendendo o Respeitável Público, que vê surgir diante de si o caos. Com grande vivacidade, o jogo de Teotônio é contagiante, fazendo da alegria uma potência anárquica. Ou seja, uma demonstração do potencial de guerrilha do palhaço com o seu subversivo poder de transformação. “Uma das características principais do meu palhaço é justamente essa transformação, que o Nani Colombaioni sacou desde o início do trabalho. Teotônio é todo atrapalhado, todo confuso, se mete a todo instante em problemas e enrascadas, mas está sempre feliz e otimista, buscando resolver as adversidades do seu caminho e, claro, jamais desistindo. A ideia do solo ficou sobre esse poder. Ele chega para fazer um show, nada dá certo, mas continua, sempre continua…”, pontua o ator-pesquisador.

Um dos destaques do solo, de acordo com o protagonista, está na parceria do Lume Teatro com Nani Colombaioni, artista italiano circense de renome cuja família remonta à Commedia Dell’Arte. Ao longo de três anos, imerso em um intercâmbio abrigado na Itália, Ricardo Puccetti foi tecendo, a partir da observação e dos saberes do velho palhaço, o espetáculo em cartaz. Após a morte de Nani, em 1999, os laços não desataram: o artista brasileiro passou, desde então, a trabalhar e aprender com o filho do mestre, o também palhaço Leris Colombaioni.

“A Família Colombaioni tem um repertório de soluções e ideias que é impressionante. Por exemplo, se o chapéu do palhaço cai, os Colombaioni têm 50 maneiras de pegá-lo, todas elas muito interessantes e criativas. O que mais me pegou no trabalho com o Nani foi essa riqueza de criação, do imaginário do palhaço e da mistura dos repertórios, que precisam estar todos a serviço da concepção de uma cena ou de um número. Isso tudo aliado a um tempo cômico muito preciso e que precisa ser respeitado para dar certo”, destaca Ricardo.

Foto: Luana Navarro.

E como manter o espetáculo em pleno vigor, mesmo após quase 30 anos em cartaz? “Na verdade, eu tenho que estar mantendo é a vivacidade do meu palhaço. Eu vejo a palhaçaria como uma lente de aumento. O palhaço é como se a gente colocasse uma lente de aumento na própria pessoa. Por isso, tal como esse indivíduo por detrás, o palhaço também vai crescendo, se desenvolvendo, ficando mais velho, o corpo se transformando e mudando ainda a maneira de ver o mundo. Ele nunca pode estar cristalizado. Inclusive, com sua relação com a plateia, que também é dinâmica e diferente a cada encenação”.

Por fim, qual mensagem Teotônio gostaria de estampar na mente da plateia a partir de suas peripécias circenses? Ricardo Puccetti responde pelo fanfarrão: “A que a vida vale a pena ser vivida, independentemente das coisas que acontecem, dos obstáculos e dos problemas. Precisamos estar sempre dispostos a aprender e a nos divertir com o ato de viver e experimentar”, finaliza o ator-pesquisador.

FICHA TÉCNICA

Atuação: Ricardo Puccetti

Concepção e criação: Ricardo Puccetti e Nani Colombaioni

Criação de cenografia e acessórios: Nani Colombaioni, Ricardo Puccetti e Abel Saavedra

Confecção de cenografia e acessórios: Abel Saavedra e Francisco Barganian

Técnicos responsáveis: Dani Salvi, Eduardo Albergaria e Francisco Barganian

Design Gráfico: Arthur Amaral

Audiovisual: Alessandro Poeta Soave

Realização: Lume Teatro

Tempo de Duração: 80 min.

Indicação Etária: Livre

Ciclo 1 | Lume em Casa

Trata-se da encenação de espetáculos do repertório do Lume Teatro em sua sede. Os próximos serão La Scarpetta (20/9 a 22/9) e Cnossos (26/10 a 28/10). Com entrada franca (os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão), as apresentações serão realizadas sempre às 20h na Sede do Lume Teatro.

O Lume

Fundado em 1985, o Lume Teatro se tornou uma referência internacional na pesquisa da arte da atuação. Composto atualmente pelos atores pesquisadores Ana Cristina Colla, Carlos Simioni, Jesser de Souza, Naomi Silman, Raquel Scotti Hirson, Renato Ferracini e Ricardo Puccetti, o grupo já se apresentou em mais de 30 países, atravessou quatro continentes e vem desenvolvendo parcerias com coletivos, universidades, pensadores, mestres, mestras e artistas da cena mundial.

Vencedor do Prêmio Shell 2013 em pesquisa continuada, o Lume Teatro possui um repertório diversificado de ações artísticas e acadêmicas que abrange uma grande diversidade de processos experimentais no campo artístico e pedagógico das artes presenciais.

Assista o teaser em vídeo. Quer saber mais? Acesse www.lumeteatro.com.br.

Saiba mais:

O quê: Lume em Casa | setembro | La Scarpetta

Quando: sexta-feira (20/9), sábado (21/9) e domingo (22/9), às 20h

Onde: Lume Teatro (Rua Carlos Diniz leitão, 150 | Vila Santa Isabel | Barão Geraldo | Campinas/SP)

Quanto: Entrada franca (os ingressos serão distribuídos uma hora antes da apresentação).

Informações: @lumeteatro.

(Fonte: Com Thiago Gonçalves/Assessoria de Imprensa Lume Teatro)

Brasil e Espanha fortalecem cooperação cultural durante visita da ministra Margareth Menezes

Madri, por Kleber Patricio

Foto: Segib.

Na segunda-feira (16), seguindo sua missão pela Espanha, a ministra da Cultura Margareth Menezes participou de uma série de compromissos com autoridades locais e representantes de organismos ibero-americanos. Entre eles, ela se reuniu com o ministro da Cultura da Espanha, Ernest Urtasun Domènech, com quem tratou de ações bilaterais, além da troca de experiências entre os países.

A ministra enfatizou a importância da economia criativa como um instrumento de justiça social e sustentabilidade, temas que também têm sido discutidos nos eventos paralelos do G20. Margareth Menezes aproveitou para convidar o ministro espanhol para a reunião de Ministros de Cultura do G20, que será realizada em novembro, em Salvador, na Bahia. “Queremos fortalecer pautas e relações culturais com a Espanha. Visitei alguns lugares e sei que a Espanha tem muita colaboração a oferecer, podemos aprender muito com essa troca”, afirmou a ministra.

Outro tema discutido foi a regulação do ambiente digital, especialmente no que se refere à arrecadação de direitos autorais e à atuação das grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs. “Temos debatido mundialmente com grandes empresas para regular esse ambiente”, disse a ministra brasileira ressaltando a necessidade de um marco regulatório robusto. “Muito se discute no Congresso e em outras instâncias sobre a necessidade de uma regulação que fortaleça tanto o Ministério da Cultura quanto o setor cultural como um todo, especialmente como uma fonte de geração de renda”, completou.

O ministro Ernest Urtasun também abordou questões de relevância para a Espanha, como os direitos autorais e a necessidade de regulação no setor cultural digital, incluindo a regulação de games e da Inteligência Artificial (IA), além das propostas de um acordo de coprodução audiovisual entre os países. “Estamos muito satisfeitos com o interesse da Espanha em firmar uma parceria na área do audiovisual. Podemos avançar nesse sentido, envolvendo a Ancine e a Secretaria do Audiovisual”, acrescentou a ministra.

Outras agendas

Mais cedo, em reunião com a Secretaria-Geral Iberoamericana (Segib), a ministra discutiu temas importantes sobre a cooperação ibero-americana na cultura. Um dos principais tópicos foi o Programa de Cooperação Ibero-Americana de Videogames, que ainda aguarda a adesão formal dos países-membros. A ministra destacou a relevância de um marco regulatório para o setor de games, mencionando o Brasil como exemplo, já que o país possui um modelo sólido que pode servir de referência para as outras 22 nações participantes. Essa regulação foi considerada essencial para o crescimento sustentável do setor.

Outro ponto de destaque foi o encontro programado para 14 e 15 de novembro, no Equador, que celebrará os 20 anos do programa Cultura Viva e os 10 anos do Ibercultura Viva, reunindo representantes de 12 países. Também foi discutida a importância do Mondiacult, com a necessidade de preservar a relevância do conceito de cultura e desenvolvimento nas negociações internacionais.

Em seguida, a ministra da Cultura reuniu-se também com representantes da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), incluindo o secretário-geral Mariano Jabonero e o diretor-geral de cultura, Raphael Callou. A identidade cultural do Brasil no cenário ibero-americano foi um dos principais temas, com ênfase no papel da cultura como propulsor do desenvolvimento das nações latino-americanas. Raphael Callou expressou interesse em fomentar a cultura por meio de novos mecanismos de financiamento.

A reunião terminou com o reforço do compromisso entre a OEI e o MinC de promover o desenvolvimento cultural e econômico por meio da cooperação e ações concretas.

(Fonte: Com Nathalia Neves/Ministério da Cultura)

Planetário Ibirapuera resgata história astronômica com sessões especiais ao vivo sobre o céu dos dinossauros

São Paulo, por Kleber Patricio

Cúpula do Planetário Ibirapuera. Foto: Divulgação/Urbia Parques.

Os visitantes do Parque Ibirapuera, administrado pela Urbia, já podem se preparar para uma viagem astronômica e pré-histórica única. O Planetário Ibirapuera convida os frequentadores do espaço a assistirem às sessões especiais ao vivo O Último Céu dos Dinossauros, que serão realizadas no próximo final de semana. No dia 21, às 17h, e no dia 22, às 15h, os espectadores terão a oportunidade de reviver os últimos momentos de existência destes animais fantásticos, além de visualizar como o universo mudou ao longo de mais de 60 milhões de anos.

Esse grupo de répteis gigantes viveram na Terra durante a Era Mezosoica, que se dividiu entre os períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo. O surgimento desses seres ocorreu durante o Triássico, enquanto no período subsequente houve a multiplicação das espécies e, por fim, sua extinção se deu no decorrer do Cretáceo. Durante as sessões, os participantes irão se aprofundar, do ponto de vista astronômico, como foram os últimos momentos dos dinossauros no planeta. Para aproveitar ao máximo, a Urbia recomenda chegar com antecedência, ir agasalhado e desligar o celular durante as apresentações. Os ingressos já estão disponíveis pelo Urbiapass.

Sessões especiais ao vivo no Planetário Ibirapuera: O Último Céu dos Dinossauros

Datas e horários: 21 de setembro, às 17h, e 22 de setembro, às 15h

Localização: cúpula do Planetário Ibirapuera

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral – Vila Mariana, São Paulo – SP – Portão 10

Ingressos: Urbiapass.

Sobre a Urbia

Criada em 2019, pela Construcap, a Urbia Gestão de Parques nasce para valorizar, cuidar e preservar o patrimônio histórico e ambiental, enquanto oferece lazer qualificado, entretenimento e cultura a todos os visitantes. A dedicação da empresa se concentra em criar, a cada dia, um mundo melhor, com mais diversidade, inclusão e cidadania, reconectando as pessoas à natureza. Ao todo, há cinco concessões especializadas na gestão de parques públicos, urbanos e naturais, hoje concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país. A primeira é a Urbia Gestão de Parques de São Paulo, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para cuidar da gestão dos seis parques paulistanos (Ibirapuera, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Eucaliptos e Lajeado). Apoiada no desenvolvimento sustentável, ela tem o objetivo de conectar pessoas por meio do lazer, entretenimento e cultura, e proporcionar momentos de imersão e harmonia com a natureza no meio urbano. Além destes, a Urbia também é responsável pela gestão dos Parques Estaduais do Horto Florestal (Alberto Löfgren) e da Cantareira, ambos localizados na zona norte de São Paulo/SP; dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, considerando suas principais áreas de visitação – as áreas do Cânion Fortaleza, Cânion Itaimbezinho e Rio do Boi, situadas em Cambará do Sul/RS e Praia Grande/SC; e das Cataratas do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu/PR, em parceria com o Grupo Cataratas, com os mesmos propósitos e modelos de gestão. Recentemente, também em parceira com o Grupo Cataratas, a Construcap sagrou-se vencedora da licitação do Parque Nacional de Jericoacoara, cujo contrato já foi assinado. Para mais informações, acesse: Site | Instagram | Facebook | LinkedIn.

(Fonte: Com Mylena Zintl/Máquina Cohn & Wolfe)

Centro Teatral e Etc e Tal comemora 30 anos com temporada popular no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Alvaro Assad e Márcio Moura em ‘Esperando Beltrano’. Foto: Levi Leonardo.

Os 30 anos de sucesso de uma companhia de teatro podem ser projetados pela qualidade do texto e encenação, a grandeza de repertório, pelos prêmios recebidos e, claro, pelo público fiel que a acompanha. O Etc e Tal soma a tudo isso também a arte gestual e mais de três milhões de espectadores pelas mais de 160 cidades por onde levou o seu trabalho, colocando na conta países como Argentina, Paraguai, Alemanha, Dinamarca, França e Portugal. E para celebrar esta longevidade artística, Marcio Moura e Álvaro Assad (mímicos, atores, diretores) voltam ao Rio de Janeiro, cidade onde tudo começou, com o projeto de 30 anos, sob as vertentes que consagraram a Cia: espetáculos com a marcante arte da mímica acompanhada da pantomima literária e do humor. ‘Esperando Beltrano’ (último espetáculo adulto) e ‘Victor James – o menino que virou robô de videogame’ (infantil) aterrissam no Teatro Glauce Rocha (Centro) para apresentações especiais de 28 de setembro a 20 de outubro. Haverá programação com sessões acessíveis e intérprete de Libras. O projeto é contemplado pelo Prêmio Funarte Aberta 2024.

Depois de receber o Prêmio do Humor Fábio Porchat em 2023, onde o destaque foi a montagem ‘Esperando Beltrano’, indicada em todas as categorias, além do prêmio especial pelos 30 anos, a Cia vem comemorando na estrada esta trajetória com apresentações pelo Brasil, e agora no Rio de Janeiro. “É uma comemoração tripla. Dupla temporada de espetáculos adulto e infantil e, claro, o encontro com o público carioca. Viajamos muito e estar no Rio de Janeiro, cidade sede da companhia fundada em 1993, é gratificante. Atravessamos três décadas de trajetória laureada de prêmios nacionais e internacionais e 10 espetáculos em repertório ativo”, comenta Álvaro Assad.

“O humor das cenas mesclando as palavras e o vigor das cenas físicas são características do Etc e Tal e de ambos os espetáculos e, claro, os temas são mais que significantes para o atual momento”, explica Márcio Moura. Do espetáculo adulto, que permeia comicidade com cenas que mergulham no olhar sobre o tempo e a ancestralidade dos atores, ao espetáculo infantil, que aborda a crescente relação da tecnologia com presente no cotidiano de todos nós (da infância a qualquer idade), a plateia conhecerá a técnica que se tornou marca registrada do Etc e Tal: a narração simultânea a ação em mímica que denominam de ‘Pantomima Literária’.

Esperando Beltrano – espetáculo adulto

Alvaro Assad. Foto: Levi Leonardo.

Vencedor em 2023 do “Prêmio Especial pelos 30 Anos de Humor com Teatro Gestual” pelo Prêmio do Humor Fábio Porchat e indicado a todas as categorias (Melhor Performance Alvaro Assad, Melhor Performance Marcio Moura, Melhor Texto, Melhor Direção, Melhor Espetáculo e Prêmio Especial).

Escrito pelos atores e mímicos Alvaro Assad e Marcio Moura, o espetáculo coloca o fator ‘tempo’ como norte e revisita de forma ácida o universo do teatro contemporâneo, com doses de histrionismo e virtuosismo físico e gestual – apresenta a comicidade na busca das diversas e inusitadas linguagens, da narração histriônica ao silêncio do gesto.

Os personagens atravessam o tempo rasgando literalmente a metalinguagem teatral, cena, figurinos, adereços, luz, música e cenário. O que acontece se atores envelhecem 200 anos? Há quanto tempo o tempo dura? Histórias sobre o tempo e as relações entremeadas dos personagens (artistas) com o tempo fazem parte do enredo – com ambos envelhecendo no palco, ao vivo, ao adotarem o visagismo de Cleber de Oliveira como uma das cenas mais centrais do espetáculo. Caracterizados, resgatam Ancestralidade traçada nas histórias paralelas das memórias e relatos de suas bisavós.

Atores que se encontram em escombros de um tablado de teatro e com ele configuram a troca cênica do surreal. O que fazer, falar e para onde ir? E falar é necessário? Completando 30 anos em 2023, estas perguntas sugerem como a Companhia trata hoje a questão do tempo, questões que seguram o espetáculo e são trazidas à tona pela pantomima – que é lugar de pesquisa milenar no teatro gestual e marca registrada dos espetáculos do grupo.

Quem é Beltrano que Alvaro Assad e Marcio Moura esperam? Ou o que é? A resposta é uníssona: o absurdo da mímica dialoga com o teatro do absurdo, desde sempre.

Esperando Beltrano resume em cinco atos a esfera trabalhada pela companhia ao longo do tempo:

Prólogo (Prólogo é um termo originalmente usado na tragédia grega para a parte anterior à entrada do coro e da orquestra, na qual se enuncia o tema da peça. Tornou-se também sinônimo de prefácio, preâmbulo, proémio, prelúdio e prormônio. Tornou-se prática comum nas peças dos séculos XVII e XVIII, geralmente em verso);

Pantomima Literária – a técnica e característica cômica que carimbou o grupo como linguagem cênica nas últimas 3 (três) décadas, com narração simultânea a ação em mímica;

Teatro Narrativo ou Teatro Documentário – com histórias verdadeiras e colocadas no tablado de forma crua e direta;

Pantomima Clássica – histórias clássicas sem palavras, recriada com o humor do grupo e sua virtuose física e

Pantomima com Biombo – cenas pantomímicas em que o público assiste somente parte do corpo dos atores, dando a eles o poder de imaginar aquilo que não está visível. Seja o chão ou sua ausência.

FICHA TÉCNICA

Concepção Cênica e Texto Original: Alvaro Assad e Marcio Moura

Atuação: Alvaro Assad e Marcio Moura

Direção e Preparação Mímica: Alvaro Assad

Música Original: Rodrigo Lima

Figurinos: Fernanda Sabino

Visagismo (maquiagem, cabelos e próteses): Cleber de Oliveira

Desenho de Luz: Aurélio Oliosi

Programação Visual: Hannah23

Adereços: Arise Assad

Prótese dentária: Marcia Laura Fonseca

Montagem e Contra Regragem : Levi Leonardo

Produção Executiva: Lu Altman

Fotografias: Levi Leonardo e Celso Pacheco

Comunicação: Alexandre Aquino e Cláudia Tisato

Agradecimentos “sem palavras” e pelas palavras em ordem: Rodrigo Lima, Claudio Carneiro, Flávia Reis, Cleber de Oliveira, Lúcia Cerrone, Júlio Adrião, Rosiris Garrido e Alê Casali

Duração: 70 min

Classificação etária: 12 anos

Gênero: Humor Lírico e Ácido

Victor James – O Menino que Virou Robô de Videogame

Victor James – o menino que virou robô de videogame. Foto: Mariana Rocha.

Espetáculo infantil adaptado do livro-poema de Paulinho Tapajós Victor James o menino que virou robô de vídeo game, a peça aborda, de forma cada vez mais atual, a temática dos limites da tecnologia e a relação das crianças com o mundo virtual, apresentando Victor, um menino que passa seus dias em frente à tela, jogando sem limites.

O espetáculo é um verdadeiro jogo teatral com narração, mímica e desenhos projetados, seja na trilha sonora composta em harmonia com a movimentação dos atores, seja nos figurinos ilustrados em seus corpos, seja nos objetos em cena e na iluminação que se desenha no palco. O efeito ilusório da mímica chega ao imaginário do público por meio de diferentes personagens e formas geométricas que se constroem no espaço. A comicidade característica do grupo é focada na relação entre o personagem e o narrador que conduz a história, fazendo o pequeno espectador acompanhar os passos de Victor James em sua incursão pelos jogos, quando este se transforma em um de seus personagens virtuais no dia de seu aniversário.

História baseada em um garoto que passa seus dias em frente a um jogo de videogame, negando café, almoço, jantar, hora de banho e de estudar. Sonhando com as sensações de ter aqueles poderes (mal sabia ele…), até que finalmente Victor se transforma em um dos seus bonecos/robôs, indo viver experiências nada agradáveis dentro da prisão que é uma tela de computador. Sentindo na própria pele o que seus bonecos virtuais sentem, ele começa finalmente a descobrir limites.

FICHA TÉCNICA

Criação e Produção || Centro Teatral e Etc e Tal

Atuação: Alvaro Assad e Marcio Moura

Direção e Preparação Mímica: Alvaro Assad

Figurinos: Fernanda Sabino

Desenho de Luz: Aurélio Oliosi

Música Original: Joaquim de Paula

Visagismo: Cleber de Oliveira

Fotografias: Mariana Rocha

Ambientação Cênica: Etc e Tal

Montagem Cênica: Levi Leonardo

Comunicação: Alexandre Aquino e Cláudia Tisato

Texto: adaptado por Alvaro Assad do livro de Paulo Tapajós

Classificação: livre

Duração: 45 minutos.

Sobre o Etc e Tal https://linktr.ee/cia_etcetal

Companhia carioca de repertório fundada em 1993, desenvolve pesquisa artística calcada na tríade Teatro-Mímica-Humor. Compõem o repertório permanente os espetáculos ‘Fulano e Sicrano’ (adulto), ‘Victor James’ (infantil), ‘Onipotência do Sonho’, ‘O Macaco e a Boneca de Piche’ (infantil), ‘no buraco’ (adulto), ‘¿Branca de Neve?’ (infanto-juvenil), ‘Draguinho – Diferente de todos parecido com ninguém’ (infantil), ‘O Maior Menor Espetáculo da Terra’ (infantil), ‘João o alfaiate – um herói inusitado’ (infantil) e o mais recente ‘Esperando Beltrano’ (adulto).

Além de oficinas, palestras e produções, participou de turnês e mostras de teatro internacionais (Alemanha, Dinamarca, França, Portugal, Argentina e Paraguai) e nacionais. Anualmente o grupo realiza temporadas e digressões pelas mais diferentes cidades do Brasil e tem representado o país em diversos Encontros e Festivais de Teatro Mímica, Novo Circo e Comicidade na América Latina e Europa. “O Etc e Tal foi fundado em 1993 e tem um repertório de 10 espetáculos, que são revisitados em cena com esse panorama de espetáculos para todos os públicos. Um encontro com a plateia carioca que tanto esperávamos para comemorar, refletir e gargalhar”, diz Assad, responsável pela direção e a preparação mímica.

Os espetáculos apresentam a comicidade na busca das diversas e inusitadas linguagens do Etc e Tal. Do teatro do absurdo às histórias narradas, da comicidade sem palavra ao inusitado do bufão, do lirismo à reflexão (leia-se as raízes de cada um dos atores/personagens). “Independentemente de quem ou que, o convite é a experiência para onde vamos no teatro e sua experiência ao vivo e efêmera”, define Assad.

Serviço:

Victor James – O Menino que Virou Robô de Videogame (espetáculo infantil)

Temporada: 28 de setembro a 20 de outubro de 2024

Sábados e Domingos às 16h

Espetáculo infantil – Classificação: Livre

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 (em frente metrô Carioca)

Ingresso: R$30 / R$15 meia (na bilheteria e pelo Sympla)

Telefone: (21) 2220-0259

Capacidade: 204 lugares.

Serviço:

Esperando Beltrano (espetáculo adulto)

Temporada: 28 de setembro a 20 de outubro de 2024

Sex/sab às 19h e domingo, às 18h

Espetáculo adulto – Classificação 12 anos

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 (em frente metrô Carioca)

Ingressos: R$40 inteira / R$20 meia (na bilheteria e pelo Sympla)

Telefone: (21) 2220-0259

Capacidade: 204 lugares.

(Fonte: Com Alexandre Aquino Assessoria de imprensa)

Nos 60 anos do golpe militar, Grupo Pandora leva espetáculo sobre a temática para o Centro Cultural São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Mandy Barbosa.

Nos dias 3, 4, 10 e 11 de outubro de 2024 – quintas e sextas-feiras – às 20h, o Grupo Pandora de Teatro (@grupopandoradeteatro) realiza apresentações da temporada de reestreia do espetáculo ‘Comum’ no CCSP – Centro Cultural São Paulo, que fica na Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo (SP), ao lado da Estação Vergueiro do Metrô. Os ingressos custam R$20,00 e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou acessando o site https://centrocultural.sp.gov.br/bilheteria-ccsp/.

A temporada faz parte das comemorações de 20 anos do Grupo Pandora de Teatro e marcam também os 60 do golpe militar, que ocorreu em 1º de abril de 1964 quando forças conservadoras, elites empresariais e Forças Armadas deram um golpe de Estado que levou o Brasil a uma ditadura de 21 anos. Um regime que matou e torturou milhares de pessoas, suprimiu movimentos populares e projetos políticos que buscavam um Brasil mais justo e que faz parte de um passado que insiste em se fazer presente no país até hoje.

O Grupo Pandora traz para o palco do Centro Cultural São Paulo o espetáculo ‘Comum’, que tem como eixo norteador o período ditatorial brasileiro e a descoberta (em 1990) de uma grande vala clandestina localizada no Cemitério Dom Bosco, no bairro Perus, Zona Noroeste de São Paulo. No local, foram encontradas mais de mil ossadas de corpos humanos posteriormente identificadas como pertencentes a diversos desaparecidos políticos e cidadãos mortos pela violência da ditadura militar.

Foto: Mandy Barbosa.

A descoberta desta vala clandestina, a maior do país até o momento, foi apresentada ao mundo como um dos muitos crimes cometidos pelo regime surgido com o golpe de estado de 1964 e marcou profundamente a história do bairro de Perus, trazendo a crueldade da ditadura militar à tona e desencadeando um processo de busca pela verdade sem precedentes no país.

As ações são do projeto Pandora 20 Anos – Firmeza Permanente, contemplado na 41° Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura. Informações: www.grupopandoradeteatro.com.br, www.facebook.com/grupopandora.deteatro e www.instagram.com/grupopandoradeteatro.

Ficha Técnica – Comum

Criação: Grupo Pandora de Teatro. Texto e direção: Lucas Vitorino. Elenco: Caroline Alves, Cristian Montini, Rodolfo Vetore, Thalita Duarte e Wellington Candido. Figurino: Thais Mukai. Design de luz e músico: Elves Ferreira. Operação de Luz: Gui Sensei. Edição de Vídeo: Filipe Dias. Cenografia: Lucas Vitorino e Thalita Duarte. Cenotecnia: Eprom Eventos e Luis Fernando Soares. Operação de Vídeo: Lucas Vitorino.  Treinamento corporal: Rodolfo Vetore. Preparação corpo e voz: Paula Klein. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Produção: Thalita Duarte.

Serviço:

Espetáculo ‘Comum’, com Grupo Pandora de Teatro

Sinopse: Inspirado na descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco no bairro de Perus em 1990. Um jovem em busca de informações sobre o desaparecimento de seus pais, dois coveiros envolvidos com a criação da vala e uma estudante que se aproxima do ativismo político. 1970/1990 épocas distintas se entrelaçam e evidenciam causas e consequências.

Duração: 100 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Quando: 3, 4, 10 e 11 de outubro de 2024 | Horários: quintas e sextas-feiras, às 20h

Onde: Centro Cultural São Paulo (Sala Jardel Filho) – Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo – SP

Ingressos: R$20,00 – As reservas podem ser feitas no site https://centrocultural.sp.gov.br/bilheteria-ccsp/ ou pessoalmente na Bilheteria do CCSP

Capacidade: 330 lugares

Acessibilidade: A estrutura do prédio conta com elevadores, rampas de acesso e piso tátil

Não possui estacionamento.

(Fonte: Com Luciana Gandelini Assessoria de Imprensa)