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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Lenny Kravitz anuncia Liniker como show de abertura em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Mark Seliger.

A passagem de Lenny Kravitz por São Paulo, marcada para o dia 23 de novembro, no Allianz Parque, fica cada vez mais especial. Após anunciar o show de abertura de Lianne La Havas e Frejat, o rockstar incrementa a programação da noite com a apresentação de Liniker. A relação do artista americano com a cantora paulista não se dá de hoje. No ano passado, Lenny Kravitz compareceu à uma apresentação da cantora em Paris, na França, onde se conheceram pessoalmente e puderam trocar experiências. O anúncio é feito em um ótimo momento da carreira de ambos: Lenny Kravitz acaba de marcar presença no MTV Video Music Awards e venceu o prêmio de Melhor Vídeo de Rock pelo clipe de ‘Human’, música de seu 12º álbum, Blue Electric Light (2024); enquanto Liniker alcançou resultados excelentes com o lançamento do seu segundo disco-solo, ‘Caju’ (o trabalho soma mais de 30 milhões de plays em todas as plataformas de streaming de áudio). Em uma coprodução da 30e e Mercury Concerts, apresentado pelo Santander Brasil e com patrocínio da Budweiser, a noite de Lenny Kravitz tem ingressos disponíveis no site da Eventim.

Depois de passar pela Europa e pelos Estados Unidos, Lenny Kravitz traz a Blue Electric Light Tour 2024 para o Brasil, sendo o único show em São Paulo. A turnê reforça um ano marcante para o artista, apelidado pela Billboard de ‘Lennaissance’. Em maio, o músico lançou seu 12º álbum de estúdio, Blue Electric Light (2024), e foi aclamado pela crítica. A Associated Press descreveu o projeto como “glorioso… o melhor trabalho do astro do rock em anos”. A NPR, por sua vez, o chamou de “um caleidoscópio de rock vibrante, funk psicodélico, soul suave e muito mais”. Neste ano, Kravitz também foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, com o Prêmio Ícone da Música no People’s Choice Awards 2024 e com o Prêmio Ícone da Moda do CFDA (Council of Fashion Designers of America), por seu papel não apenas como um dos músicos mais respeitados do rock, mas também como uma grande influência na moda.

Sem se apresentar em São Paulo desde 2019, quando subiu ao palco do Lollapalooza Brasil, Lenny Kravitz apresentará canções do álbum Blue Electric Light (2024) e clássicos que marcaram a sua trajetória. Além de Liniker, Frejat e Lianne La Havas serão as outras apresentações de abertura.

Sobre Lenny Kravitz

Considerado um dos músicos de rock mais proeminentes de nosso tempo, Lenny Kravitz transcendeu gênero, estilo, raça e classe ao longo de uma carreira musical que já dura mais de três décadas. Celebrando as influências de soul, rock e funk dos anos 60 e 70, o escritor, produtor e multi-instrumentista ganhou quatro prêmios GRAMMY®. Lenny Kravitz ainda foi recentemente homenageado com o Prêmio Ícone da Música no People’s Choice Awards 2024 e também foi indicado como integrante do Rock and Roll Hall of Fame 2024. Ele recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 2024 e também foi reconhecido pelo CFDA (Council of Fashion Designers of America) com o Prêmio Ícone da Moda por seu papel não apenas como um dos músicos mais respeitados do rock, mas também como uma grande influência na moda. Além de seus onze álbuns, que venderam 40 milhões de cópias em todo o mundo, sua empresa criativa Kravitz Design Inc. possui um portfólio impressionante de projetos notáveis, incluindo propriedades hoteleiras, projetos de condomínios, residências privadas e marcas lendárias de luxo como Rolex, Leica e Dom Perignon. Em 2022, ele lançou sua própria marca de bebidas ultra premium Nocheluna Sotol, um destilado de Chihuahua, México, derivado da planta sotol. Kravitz é autor de ‘Flash’, um livro que exibe fotografia única. Sua recente autobiografia, ‘Let Love Rule’, também o colocou na lista de best-sellers do The New York Times. O músico atualmente atua como embaixador da marca e rosto global do YSL Beauty’s Y cologne e é embaixador global da marca de relógios de luxo Jaeger-LeCoultre. Este artista multidimensional também se aventurou no cinema nos sucessos de bilheteria ‘Jogos Vorazes’ e ‘Jogos Vorazes: Em Chamas’, além de filmes aclamados pela crítica como ‘Preciosa’ e ‘O Mordomo’.

Serviço:

Lenny Kravitz – Blue Electric Light Tour 2024

Realização: 30e e Mercury Concerts

SÃO PAULO

Data: 23 de novembro

Local: Allianz Parque

Horário de abertura da casa: 16h

Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais

Setores e preços:

Cadeira Superior – R$190,00 (meia-entrada legal) | R$342,00 (cliente Santander) | R$380,00 (inteira)

Pista – R$240,00 (meia-entrada legal) | R$432,00 (cliente Santander) | R$480,00 (inteira)

Cadeira Inferior Sul – R$240,00 (meia-entrada legal) | R$432,00 (cliente Santander) | R$480,00 (inteira)

Cadeira Inferior Leste/Oeste – R$340,00 (meia-entrada legal) | R$612,00 (cliente Santander) | R$680,00 (inteira)

Pista Premium – R$425,00 (meia-entrada legal) | R$765,00 (cliente Santander) | R$850,00 (inteira)

Vendas:

Venda geral na bilheteria oficial

Vendas online em: eventim.com.br/LennyKravitz

Bilheteria oficial: Allianz Parque – Bilheteria B (apenas na pré-venda e abertura da venda geral) – mediante disponibilidade – Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Portão B – Água Branca – São Paulo/SP

Funcionamento: terça a sábado das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas. *Taxa ADM cobrada em todos os canais de venda

Allianz Parque – Bilheteria A – mediante disponibilidade – Endereço: Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo/SP

Funcionamento: terça a sábado das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas. *Taxa ADM cobrada em todos os canais de venda.

Sobre a 30e | A 30e representa a nova geração do entretenimento ao vivo e vem desenvolvendo o posicionamento Delivering Happiness, que traduz uma atuação que valoriza a experiência do público e das marcas. Criar momentos de felicidade para as pessoas é o que guia cada uma das etapas dos seus eventos. Estes foram alguns nomes que a 30e trouxe para o Brasil:  Paul McCartney, Lana Del Rey, Twenty One Pilots, Florence and the Machine, Kendrick Lamar, Slipknot, Gorillaz, The Killers, Roger Waters e Bring Me The Horizon. A promotora revolucionou o formato de turnês nacionais ao trazer novas tecnologias e possibilidades para artistas brasileiros. Titãs Encontro, NX Zero e JÃO são apenas algumas das turnês que estão sob os cuidados da 30e. Na frente de festivais, por sua vez, a produtora tem em sua cartela o MITA, o KNOTFEST Brasil e o GPWeek.

Sobre a Mercury Concerts | A Mercury Concerts é responsável pelo agenciamento de turnês internacionais na América Latina e também pela idealização e produção de shows e festivais de grande sucesso em todo o Brasil. Entre suas realizações nesses 30 anos de história estão festivais como Monsters of Rock, Ruffles Reggae, Close-up Planet, Skol Rock, São Paulo Trip e Rockfest. Além disso, a Mercury também realizou no país shows e turnês de artistas de renome como AC/DC, Bon Jovi, Yes, Black Sabbath, David Gilmour, Sting, KISS, Guns N’ Roses e Aerosmith.

(Fonte: Com Carol Pascoal/Trovoa Comunicação)

Sesc Bom Retiro recebe Orquestra Paulista de Choro, Badi Assad e Viviane Mosé, Guinga e Luísa Lacerda

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra Paulista de Choro. Foto: Clementina Produções Artísticas.

De 20 a 22/9, sexta a domingo, o Sesc Bom Retiro recebe três diferentes atrações em seu palco. Na sexta, a Orquestra Paulista de Choro traz choro e gafieira com homenagem ao compositor Laércio de Freitas (1941–2024). No sábado a compositora, música e intérprete Badi Assad se apresenta ao lado da filósofa Viviane Mosé numa celebração do legado de mulheres compositoras. E para fechar o fim de semana, o domingo conta com violão e voz de Guinga, acompanhado da cantora e violonista Luísa Lacerda, em ode à canção brasileira a partir de clássicos da MPB.

Orquestra Paulista de Choro – Show Tributo a Laércio de Freitas | Apresentação da Orquestra Paulista de Choro em tributo ao compositor Laércio de Freitas. Tendo como base o disco ‘São Paulo no Balanço do Choro’, de 1980, o espetáculo traz composições de Laércio de Freitas (1941–2024) arranjadas pela Orquestra e também pelo próprio compositor, especialmente para o grupo. O coletivo também conta com o repertório do show Baile da Gafieira realizado entre 2016 e 2017. Dia 20/9, às 20h.

Badi Assad e Viviane Mosé – Show Mulheres Pelo Mundo | Apresentação da cantora, violonista e compositora Badi Assad ao lado da filósofa e poeta Viviane Mosé, em show dedicado às mulheres compositoras, artistas e cantoras. ‘Mulheres Pelo Mundo’ traz repertório com canções autorais de Badi Assad feitas em parceria com outras artistas brasileiras ou ainda obras que compôs em homenagens às mulheres. No show, a música se entrelaça com a poesia declamada por Viviane Mosé. Dia 21/9, às 20h.

Guinga e Luísa Lacerda – Show Canção Brasileira | Apresentação do compositor, violonista e cantor Guinga ao lado da compositora, violonista e cantora Luísa Lacerda em show que celebra a Canção Brasileira: Guinga, em seus mais de 50 anos de carreira, e Luísa, com mais de 15 anos de carreira, tocam e cantam composições que marcaram a MPB, como ‘Chá de Panela’, ‘Porto de Araújo’, ‘Noturna’, ‘Bolero de Satã’ e ‘Você Você’, entre outras. Dia 22/9, às 18h.

Serviço:

Orquestra Paulista de Choro – Show Tributo a Laércio de Freitas

Datas e horário: 20/9/2024, sexta-feira, 20h

Local: Teatro do Sesc Bom Retiro

Valor do Ingresso: Ingresso – R$60,00/R$30,00/R$18,00

Badi Assad e Viviane Mosé – Show Mulheres Pelo Mundo

Datas e horário: 21/9/2024, sábado, 20h

Local: Teatro do Sesc Bom Retiro

Valor do Ingresso: Ingresso – R$60,00/R$30,00/R$18,00

Guinga e Luísa Lacerda – Show Canção Brasileira

Datas e horário: 22/09/2024, domingo, 18h

Local: Teatro do Sesc Bom Retiro

Valor do Ingresso: Ingresso – R$60,00/R$30,00/R$18,00

Todos os shows acontecem no teatro

Espaço na unidade: Teatro | 291 lugares | 10 anos

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias

Estacionamento do Sesc Bom Retiro – (vagas limitadas): O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.

Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros)

Valores para o público de espetáculos: R$11,00 (Credencial Plena). R$21,00 (Outros).

Horários: terça a sexta, 9h às 20h; sábado: 10h às 20h e, domingo, 10h às 18h. Importante: Em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

Transporte gratuito

O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.

No dia do show a van atende a partir das 17h30 (teça a sábado) e 14h30 (domingo) até o término da apresentação. Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link https://tinyurl.com/3drft9v8.

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais: Facebook, Instagram, Youtube

Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte particular para vir ao Sesc Bom Retiro. É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185; caso contrário, o aplicativo informará outra rota/destino.

(Fonte: Com Flávio Aquistapace/Assessoria de imprensa Sesc Bom Retiro)

Pesquisadora da Unesp colabora com estudo internacional inédito que mapeou mudanças em ecossistemas campestres ao longo de quase 40 anos

São Paulo, por Kleber Patricio

Ema passeando na área de pesquisa no cerrado brasileiro, em Três Lagoas (MS). Foto: Lucíola Santos Lannes.

Quando se pensa em ambientes com rica biodiversidade, o mais comum é que venham à mente imagens exuberantes de florestas tropicais úmidas. O Brasil abriga dois exemplos celebrados mundialmente: a Amazônia, que abriga cerca de 10 mil espécies de árvores, e a Mata Atlântica, em que podem ser encontradas cerca de 140 diferentes espécies arbóreas compartilhando uma área relativamente pequena, pouco maior do que um campo de futebol. Porém, outra fonte importante de biodiversidade são as chamadas áreas campestres. Estudos chegaram a apontar que a biodiversidade presente nesses espaços é comparável àquela encontrada nas florestas tropicais e, em áreas menores do que 50 m², ela chega a apresentar uma maior variedade de espécies de plantas do que ambientes florestados.

As áreas campestres estão em todos os continentes, com exceção da Antártica. Elas cobrem cerca de 40% de toda as terras emersas globais e recebem muitos nomes, incluindo pradarias, pampas, estepes e savanas. Apesar de sua presença marcante, porém, as áreas campestres ainda são objeto de poucas pesquisas, o que prejudica diretamente a adoção de iniciativas e políticas públicas para a sua preservação. Segundo um estudo publicado em fevereiro deste ano pela Grasslands, Rangelands, Savannahs and Shrublands (GRaSS) Alliance, esses ecossistemas estão entre os menos protegidos globalmente ao mesmo tempo que mais da metade das áreas campestres sofreram com degradação dos seus espaços.

Em um esforço para compreender um pouco mais sobre esses ambientes, um grupo internacional de pesquisadores ligados à NutNet (Nutrient Network), uma rede global com foco em análises de áreas campestres, publicou um estudo analisando as variações desses ecossistemas nos seis continentes, ao longo de quase 40 anos. Intitulada Widening global variability in grassland biomass since the 1980s, a pesquisa foi publicada na revista científica Nature Ecology & Evolution, do grupo Nature, e contou com a colaboração da docente Lucíola Santos Lannes, da Faculdade de Engenharia da Unesp, campus de Ilha Solteira. Combinando análises de imagens de satélite e pesquisas de campo, o grupo pôde constatar que, enquanto regiões mais úmidas e quentes tiveram um aumento da biomassa das áreas campestres, locais secos e com menor biodiversidade apresentaram uma diminuição dessas áreas.

A biomassa é tudo o que conseguimos ver

Crédito da imagem: Equipe de arte da ACI – Unesp.

De maneira geral, a biomassa vegetal de um ecossistema nada mais é do que a quantidade de plantas vivas presentes em uma determinada área. “Quando a planta recebe luz solar, produz fotoassimilados, como açúcares e outros componentes. Uma parte desse material é utilizada para as funções metabólicas e para a respiração, e outra é usada no crescimento da planta. A biomassa é a parte que cresce, a parte que nós conseguimos ver”, explica a bióloga.

Pela identificação dos padrões da biomassa os pesquisadores podem perceber de que maneira um ecossistema experimentou crescimento ou diminuição e também estimar a duração da temporada do crescimento da vegetação, desde seu nascimento até a morte. Analisadas em conjunto com outros dados, como a variação de temperatura ou de chuvas, por exemplo, as informações sobre as variações da biomassa indicam tendências de desenvolvimento dos ecossistemas e apontam variações que podem ser utilizadas na elaboração de políticas públicas de preservação e restauração.

Na pesquisa, o grupo utilizou imagens de satélite para observar as alterações na biomassa de 84 regiões diferentes do planeta coletadas entre 1984 e 2020. Para medir as alterações que ocorreram no período, foi empregado um índice de vegetação chamado NDVI, sigla para Normalized Difference Vegetation Index, ou Índice de Vegetação por Diferença Normalizada, em português. Esse indicador é utilizado em observações via sensoriamento remoto que medem a quantidade, saúde e vigor da vegetação em uma determinada área. Basicamente, o NDVI funciona como um ‘termômetro’ da vegetação, indicando quão viva ela está a partir de cores de luz que as plantas refletem. Quando a planta está saudável, ela reflete muito infravermelho e pouco vermelho, informação que é identificada pelo NDVI para gerar uma pontuação: quanto mais alto o número, mais viva a planta está e, quando a área não tem vegetação ou a vegetação está morrendo, o número é baixo ou mesmo negativo.

Para complementar as análises feitas a partir das imagens geradas via satélite, equipes de pesquisadores espalhadas pelas 84 áreas estudadas em todo o planeta conduziram estudos de campo com o objetivo de garantir a precisão obtida pelo NDVI. “O trabalho de campo consiste em selecionar uma parcela da área estudada, cortar a biomassa e deixá-la secando no laboratório. Com a biomassa seca, nós fazemos uma pesagem e podemos identificar, por exemplo, que a biomassa de uma área é de 900 gramas por metro quadrado”, explica Lannes. Entre 2007 e 2020 o grupo realizou uma coleta anual em cada uma das regiões, comparando os resultados do campo com os obtidos pelo NDVI. Isso funcionou como uma garantia de que aquilo que era observado no satélite estava, de fato, acontecendo na terra.

Os resultados revelaram que as áreas campestres sofreram variações no mundo inteiro e chegando a índices bastante expressivos, indo de um aumento de biomassa em até 51% em alguns lugares a um decréscimo de 34% em outros. As regiões com maiores aumentos de biomassa incluem o Ártico, noroeste do Pacífico e Europa Ocidental, enquanto áreas áridas na Austrália, Argentina e Califórnia apresentaram maiores declínios.

Embora a constatação de que o crescimento expressivo da biomassa possa parecer, inicialmente, uma boa notícia, Lannes destaca que, do ponto de vista do equilíbrio ecológico, não é necessariamente uma variação desejável. “A gente quer que a biomassa permaneça estável, não que aumente ou diminua”, diz a bióloga. Ela enfatiza que é preciso estar atento, também, aos motivos ensejando alterações. Esse é o tema de uma pesquisa que ela conduz. “A diminuição geralmente ocorre por conta da degradação ambiental. Por outro lado, o aumento da biomassa em áreas campestres não costuma ocorrer na forma de expansão da vegetação nativa e, sim, por meio da sua substituição por vegetação cultivada. Em geral, são grandes monoculturas, como soja e milho. Isso não é algo desejável porque diminui a biodiversidade do ecossistema.”

O ecossistema depende da biodiversidade

Savana africana, em Serengeti, na Tanzania. O local é considerado uma
das áreas campestres mais biodiversas no mundo. Foto: NutNet.

“A biomassa é um dos principais componentes para a sobrevivência dos ecossistemas e para diversos processos ecológicos que ocorrem no planeta”, diz Lannes. Entre as diversas funções associadas está a ciclagem de nutrientes. Neste ciclo, a morte das plantas gera a queda das suas folhas que se depositam no solo e começam a se decompor. Isso resulta na liberação dos nutrientes que, até então, estavam contidos dentro delas, e serviam aos processos internos de respiração e crescimento. Estes nutrientes nutrem o solo, preparando o espaço para uma nova temporada de crescimento.

Outro papel importante desempenhado pela biomassa é sua ação na captura do gás carbônico, um dos principais gases de efeito estufa. Isso ocorre naturalmente durante o processo de fotossíntese das plantas, quando elas absorvem o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e liberam oxigênio. Estima-se que as áreas campestres armazenem aproximadamente um terço dos estoques globais de carbono terrestre, o que faz desses ecossistemas importantes aliados na regulação e na mitigação das mudanças climáticas.

Para que possam cumprir de forma adequada essas e outras funções, entretanto, é essencial que essas áreas preservem sua biodiversidade, uma vez que esse fator será responsável por permitir que o ecossistema se desenvolva de maneira saudável, em especial por meio de um processo ecológico conhecido como ‘facilitação’. A facilitação ocorre quando características específicas de determinadas espécies permitem e favorecem o crescimento de outras. “Plantas com raízes profundas conseguem captar água em camadas subterrâneas e trazê-la à superfície. As gramíneas, com raízes curtas, podem então aproveitar essa água para facilitar seu crescimento. Além disso, elas produzem uma enzima chamada fosfatase, que libera fósforo no solo, permitindo que outras plantas se beneficiem desse nutriente para o próprio desenvolvimento”, explica.

A genética de cada espécie irá permitir que ela realize processos específicos, seja a captura de água, a liberação de enzimas, a fixação de nitrogênio ou algum outro. Por isso, explica Lannes, um sistema que seja biodiverso se mostrará mais resiliente às alterações climáticas. Essa resiliência permitirá que ele desempenhe funções que são aproveitadas também por atividades humanas – como no caso do sequestro de carbono ou da fixação de nutrientes no solo, que propiciam boas condições para a agricultura. Porém, quando a área é ocupada por monoculturas, o quadro é diferente. Uma vez que todas as plantas neste caso apresentam as mesmas características, elas competem pelos mesmos recursos. O resultado é um ambiente mais vulnerável, como um todo, a pragas, doenças e condições climáticas.

Leia aqui o texto completo.

(Fonte: Assessoria de imprensa da Unesp)

Voluntariado no currículo escolar contribui para a formação de cidadãos ativos e preocupados com a sociedade

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Estudantes do Colégio Santo Agostinho em atividades de voluntariado em lar de idosas. Foto: Divulgação.

O Dia Nacional do Voluntariado, comemorado em agosto, é crucial para reconhecer e celebrar a importância do serviço altruísta, onde indivíduos dedicam seu tempo e habilidades a causas que beneficiam o bem-estar coletivo. O Colégio Santo Agostinho, pertencente à Rede Lius Agostinianos, foi uma das primeiras instituições de ensino em Minas Gerais a incluir o voluntariado no currículo escolar, com as horas de atividades registradas no histórico dos alunos.

O Programa de Voluntariado Agostiniano ocupa um espaço estratégico na Instituição por ser um espaço de aprendizado e transformação dos estudantes. “Mais do que isso, eles vivenciam a solidariedade em sua essência, compreendendo a importância de se colocar a serviço do próximo e lutar por uma sociedade mais igualitária”, destaca Jonathan Félix, coordenador institucional de Pastoralidade da Rede Lius.

Com 846 estudantes voluntários espalhados pelas unidades de Belo Horizonte, Gutierrez, Nova Lima, Contagem e na Escola Profissionalizante Santo Agostinho (EPSA, a instituição somou, no primeiro semestre de 2024, mais de 10.140 horas de trabalho voluntário, beneficiando 22 instituições em três eixos de atuação: educação, saúde e territorialidade. “Os grupos de voluntariado da Escola atuam de forma contínua até dezembro e o engajamento dos alunos tem sido notável. A participação ativa não só promove a formação social desses estudantes, mas também amplia sua visão de mundo e desenvolve habilidades essenciais como liderança, trabalho em equipe e resolução de problemas”, pontua.

O projeto na prática

A Rede Lius busca inserir os estudantes em diferentes realidades sociais: comunidades periféricas, instituições de cuidado a crianças e idosos, projetos socioambientais, coletas solidárias e campanhas de mobilização, para, a partir daí, transformá-las. “Oferecemos uma jornada para transformar as pessoas que vão transformar o mundo. Essa diversidade de experiências nos faz entender o serviço voluntário como uma forma de educar para a participação cidadã na sociedade. Queremos que, a partir desse conhecimento sobre a realidade do entorno em que estão inseridos — considerando o país, a cidade e o bairro — eles possam ser sensibilizados para ajudar a transformar vidas”, destaca.

Os integrantes do Programa cuidam desde a preparação das ações até a avaliação do trabalho realizado. Os projetos são desenvolvidos por meio de parcerias com instituições locais idôneas nas áreas de educação, promoção humana e assistência social, a partir da missão institucional e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. O voluntariado é oferecido para estudantes a partir do 6º ano do Ensino Fundamental.

A estudante Fernanda Lott Gonçalves, da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Santo Agostinho – Belo Horizonte, conta que iniciou no voluntariado da Instituição aos 15 anos. “Ser voluntária é uma experiência maravilhosa na minha vida. Eu me sinto importante fazendo parte de algo maior, que pode mudar a vida de alguém e deixá-la mais feliz”, diz.

Fernanda relata que, ao planejar as ações, sempre pensa no impacto que elas terão na vida dos assistidos. “Participar do projeto me ajudou a sair da minha bolha. Conhecer pessoas novas, com diferentes realidades e vivências, também desfaz os pré-julgamentos; afinal, você passa a ver o mundo com outros olhos. Em cada ação, me sinto feliz e realizada e espero que eles se sintam assim sempre que nos encontramos. Nem sinto que estou fazendo um trabalho voluntário, mas sim que faço parte de um grupo de amigos”, destaca.

Jonathan ressalta que o registro dessas experiências no currículo escolar é fundamental, pois reconhece e valoriza o compromisso dos estudantes com a transformação social. “Na nossa instituição educacional, pioneira nessa prática, todas as horas de voluntariado são cuidadosamente registradas no histórico do estudante, atestando sua dedicação e impacto positivo na comunidade”, ressalta. Ele acrescenta que “a desigualdade social é um problema que nos afeta a todos, não é apenas um problema alheio. Conscientizar os estudantes sobre a necessidade de transformar o mundo a partir de uma nova perspectiva proporcionará a eles uma compreensão mais ampla de cidadania global e de responsabilidade coletiva.”

Marco Henrique Silva, diretor de Ação Social e Pastoralidade da Rede Lius, enfatiza que o voluntariado é uma oportunidade para que a escola promova a cidadania ativa e o compromisso com a construção de uma sociedade melhor. “É fundamental que continuemos a apoiar e integrar o voluntariado em nossos programas educacionais. Integrar o voluntariado ao currículo escolar também permite que os estudantes desenvolvam novas habilidades. Muitas vezes, essas experiências os ajudam a identificar áreas de interesse que contribuem muito para as suas escolhas futuras”, pontua.

Conheça mais sobre o Programa de Voluntariado Agostiniano no site https://bh.santoagostinho.com.br/programa/Voluntariado.

(Fonte: Com Lorraine Souza/Interface Comunicação)

Conheça a Rota do Vinho em Lisboa

Lisboa, por Kleber Patricio

A Quinta de Sant’Ana. Fotos: Divulgação.

É fato que, desde os tempos de isolamento da Covid, os brasileiros passaram a beber mais e melhor, aguçando seu paladar por vinhos de qualidade. Com base nisso, a Associação Turismo de Lisboa (ATL) propõe um roteiro enoturístico especial, convidando todos os entusiastas a percorrerem por sua longa história no universo da viticultura.

A rota lisboeta é uma oportunidade de aprender, vivenciar e experimentar alguns dos melhores e mais carismáticos vinhos do mundo. Sua produção é, tradicionalmente, caracterizada pela combinação de conhecimentos ancestrais, inovação, sabor e as mais belas paisagens. Da beleza desse território surge uma grandeza de solos, microclimas e topografias onde prosperam as famosas castas portuguesas, marcadas sempre por traços fortes e de caráter único.

Entre planícies, serras e rios, suas vinhas situam-se em terras que condicionam também o terroir, valorizando assim a singularidade das diferentes uvas nas diversas regiões em que são plantadas. Tão produtiva quanto heterogênea, a região vitivinícola de Lisboa abriga várias denominações de origem controlada. Adegas como Casa Cadaval, Quinta do Sanguinhal e Casa Santos Lima proporcionam as melhores experiências.

Vinícolas

Lisboa, por si só, já concentra uma infinidade de pontos de interesse ao enoturismo. Um deles é o Parque Vinícola, responsável pela produção das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Arinto. Com área de 2 hectares e vista para o aeroporto Humberto Delgado, o local destina-se a promover a sensibilização e a educação ambiental acerca da vinha e do vinho nas tradições, na cultura e na economia nacional. A próxima parada, no Terreiro do Paço, é a ViniPortugal, um espaço onde é possível provar vinhos de diferentes regiões.

Adega da Palmela.

Com três endereços na cidade, a Garrafeira Nacional, fundada em 1927, é uma das especialistas de maior renome em vinhos e espirituosos, com um acervo que impressiona pela alta qualidade. Na unidade Santa Justa, há um pequeno museu com os mais raros e excecionais néctares da história vitivinícola portuguesa e internacional.

E por falar em tradição, que tal desfrutar de uma bela taça em atrações icônicas, como a Torre de Belém e o Castelo de S. Jorge, enquanto aproveita a melhor vista sobre o Tejo e a cidade? A Wine with a view viabiliza essa possibilidade, vendendo suas taças em pequenas motos. Já, com função de educação, investigação e produção, a Vinha da Meia Encosta, no Instituto Superior de Agronomia, na Tapada da Ajuda, é a única que assume uma perspectiva absolutamente experimental, dependendo muitas vezes da ajuda de voluntários para a realização da vindima.

Sob reserva prévia, a Villa Oeiras oferece visita guiada à vinha e às adegas, com direito a provas. Uma delas é a Adega do Palácio de Marquês de Pombal — edifício do século XVIII cuja arquitetura é atribuída a Carlos Mardel. Ali perto, a Estação Agronómica, importante berço do ilustre vinho de Carcavelos.

Limitada a oeste pelo Atlântico e a sul pela serra de Sintra, chega-se a Colares, denominação de origem controlada desde 1908. Sede da cooperativa mais antiga de Portugal, a Adega de Colares, fundada em 1931, prioriza a proteção e a preservação da cultura do vinho local, bem como suas castas e métodos de cultivo.

Seguindo para Mafra, encontra-se a romântica Quinta de Sant’Ana. Situada junto à Tapada de Mafra, oferece uma autêntica experiência portuguesa, incluindo uma visita pelas ondulantes vinhas e finalizando com uma prova de vinhos numa impressionante adega centenária. Como se isso não bastasse, ainda é possível hospedar-se numa das cinco casas familiares do espaço. Também pode optar por experiências diferentes de enoturismo com a Manzwine.

Já em Bucelas, o destaque vai para o Museu do Vinho e da Vinha. Instalado num prédio cuja história está ligada à tradição vitivinícola local, tem o Arinto como seu vinho caraterístico e sua casta rainha da região, demarcada desde 1911.

Adega da Palmela.

Partindo para sul, no coração de Palmela, uma antiga adega surpreende o visitante pela beleza interior do edifício. É a Casa Mãe, central de informação enoturística e de reservas para visitas guiadas nas adegas, entre outras atrações. Atua também como loja, com degustação, dos vinhos certificados.

Inserida numa paisagem especial, a Quinta da Bacalhôa remete ao início do século XIV, tendo sido embelezada ao longo dos tempos com azulejos portugueses evocando desenhos mouriscos. Lá, é possível ver peças únicas da coleção de arte privada do Comendador Berardo, passando pelos jardins e vinhas, onde destaca-se o primeiro azulejo datado em Portugal. O museu dispõe, também, de uma sala de provas onde o visitante pode experimentar o vinho enquanto admira o horizonte. Ainda em Azeitão, há de se conhecer a bela Casa Museu Jose Maria da Fonseca e provar alguns de seus famosos vinhos. O trajeto começa com uma breve explicação sobre a história da empresa, seguindo-se a visita aos locais onde estagia o popular Periquita e onde repousam os mais antigos Moscatéis de Setúbal; entre os quais, algumas verdadeiras relíquias com mais de um século.

Finalizando, há a possibilidade de fazer o Percurso Pedestre Jardins de Vinhas na região, uma rota de 11 km, com duração de três horas, que leva os visitantes a conhecerem as várias castas caraterísticas do local a partir de adegas como a Fernão PÓ e Filipe Palhoça.

Sobre a Associação Turismo de Lisboa (ATL) | Fundada em 1998, a ATL é uma organização sem fins lucrativos constituída através de uma aliança entre entidades públicas e privadas que operam no setor do turismo. Atualmente conta com cerca de 900 associados, tendo como principal objetivo melhorar e incrementar a promoção de Lisboa como destino turístico e, consequentemente, aprimorar a qualidade e competitividade. Informações:

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(Fonte: Com Lívia Aragão/Mestieri PR)