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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Mostra na Biblioteca Brasiliana narra história da tipografia paulistana

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Jade Piaia.

Inaugurada em agosto, a exposição Tipografia Paulistana: Os Primeiros 100 Anos de Impressão na Cidade de São Paulo apresenta uma coleção de artefatos gráficos que narra a história da tipografia na maior metrópole do país. A mostra proporciona uma visão aprofundada das práticas e técnicas tipográficas empregadas na capital paulista desde 1827, destacando a evolução do design e da produção gráfica ao longo do período de impressão com tipos móveis dos séculos 19 e 20. Definida como a arte e a técnica de criar e aplicar caracteres, estilos e arranjos visuais das palavras, a tipografia engloba desde o design de fontes até o layout e a estética de textos, sejam eles físicos ou digitais.

Em exibição na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM USP), no campus da Universidade de São Paulo, o evento também se destina a preservar a memória tipográfica material em meio à crescente digitalização do cotidiano contemporâneo e quer atrair o interesse de pesquisadores, historiadores e entusiastas da cultura gráfica pela conservação do patrimônio e da história da tipografia paulistana, documentada por meio dessas peças. Os alunos de graduação também são um público-alvo significativo, já que muitas das pesquisas que resultaram na exposição vêm de projetos de iniciação científica. A mostra oferece uma oportunidade para os públicos mais jovens conhecerem a produção mecânica anterior às tecnologias digitais, enquanto os visitantes mais experientes podem reviver memórias associadas a impressos que marcaram suas infâncias.

A exposição foi inspirada por colaborações em pesquisas realizadas entre as professoras Jade Samara Piaia, atual docente do Departamento de Design e do Programa de Pós-Graduação em Design sediados na Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (Faac) da Unesp, e Priscila Lena Farias, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. No seu pós-doutorado, iniciado em 2019, sob supervisão de Priscila Farias, Jade Piaia investigou, com bolsa Fapesp, ‘O repertório tipográfico da Tipografia Hennies: contribuições para a memória gráfica paulistana’, o que convergiu nas balizas da atual exposição.

O tema central da exposição segue o eixo de um projeto de pesquisa liderado pela professora Priscila Farias, que se concentrou na produção das oficinas tipográficas de São Paulo entre 1827 e 1927. Os resultados desses estudos, que incluem pesquisas de iniciação científica, doutorado e pós-doutorado, revelam um valioso repertório tipográfico. Segundo Jade Piaia e Priscila Farias, que são coordenadoras e também curadoras da mostra, a exposição foi concebida como uma maneira de conectar esses resultados acadêmicos aos materiais impressos que inspiraram e sustentaram essas investigações.

A curadoria, também assinada por Fabio Pereira e Marcos Mello, foi organizada a partir do acervo da BBM, com a colaboração de instituições como o Museu Paulista, o Museu Republicano de Itu, o Arquivo Geral da USP, o Arquivo Público do Estado de São Paulo, a Oficina Tipográfica São Paulo e itens de coleções particulares.

A seleção das peças destaca obras raras, originais e fac-símiles, com enfoque em impressores e empresas pioneiras em São Paulo ativas entre 1827 e 1927, como Jorge Seckler, Viúva Sobral, Typographia Hennies Irmãos, Typographia Imparcial de Marques & Irmão e a Typographia d’O Farol Paulistano. Algumas obras que extrapolam o período destacado foram incluídas pela sua relevância, como trabalhos de Elvino Pocai e exemplares do jornal O Clarim da Alvorada. Além dos artefatos principais, os visitantes têm a oportunidade de conhecer peças raras utilizadas por tipógrafos da época, como catálogos de tipos móveis, materiais didáticos de tipografia e ferramentas de trabalho.

Entre as principais obras em exibição, a professora Jade Samara Piaia destaca os três exemplares originais do Farol Paulistano, o primeiro jornal impresso em São Paulo em 1827 como especialmente significativo para a história da tipografia paulistana. Esses exemplares são notáveis por apresentarem diferentes configurações do cabeçalho do jornal e por incluírem a assinatura da oficina tipográfica responsável. Outro destaque é o Almanaque de Jorge Seckler, cedido à exibição pelo Museu Republicano de Itu devido ao seu valor histórico. Aberta no dia 8 de agosto, a exposição contou com a presença de Waldemar Hennies, de 87 anos, o último dos proprietários da Typographia Hennies Irmãos, cujas atividades foram encerradas em 1992.

“Foi gratificante contar com a presença do senhor Waldemar Hennies, que pertence à terceira geração dos donos da Typographia Hennies, na abertura da exposição. A participação dos materiais da Typographia Hennies Irmãos é especialmente significativa para mim, pois foi o foco da minha pesquisa de pós-doutorado”, diz a docente da Unesp. A mostra ainda inclui a revista Íris, a revista Álbum Imperial, livros de poesia do século 19 e catálogos de tipos da Typographia Hennies. A exposição foi organizada para permitir aos visitantes uma visão das obras originais e da memória das oficinas tipográficas. Inclui, por exemplo, etiquetas gráficas e papéis timbrados das oficinas, extraídos do Arquivo Público do Estado de São Paulo que mostram como essas empresas se identificavam e comercializavam seus produtos.

“A exposição vai além da simples ampliação da circulação de informações pela tipografia. As pesquisas revelam um rico repertório visual que circulava em São Paulo. Não só em livros, mas também em impressos efêmeros como revistas e anúncios comerciais. Esses elementos mostram características culturais e gráficas que se refletiam até mesmo em letreiros, preservados em fotografias antigas. O estudo das oficinas tipográficas, de seus proprietários e funcionários proporciona uma visão sobre o crescimento e a diversificação da cidade, especialmente com a imigração europeia em alta no final do século 19”, analisa a professora Jade Piaia.

Disponível até 9 de outubro, a exibição apresenta produções tipográficas notáveis por seu pioneirismo e contribuição para o campo. Após o término na Cidade Universitária da USP, está previsto que uma versão reduzida e fac-similar da mostra seja exibida na biblioteca do campus de Bauru da Unesp. Por meio de um projeto de extensão, os estudantes de design da Unesp se engajaram no desenvolvimento e na divulgação da mostra, participando de forma efetiva da construção da identidade visual do evento e acompanhando a abertura da exposição na capital paulista. Durante o projeto de extensão, além de discutirem os conceitos e as teorias envolvidos na mostra, eles viajaram de Bauru a São Paulo para visitar a Oficina Tipográfica São Paulo.

O site oficial da exposição também lançará uma versão virtual permanente, assegurando que parte do acervo continue acessível de modo online após o encerramento da exposição física em São Paulo. A plataforma Tipografia Paulistana fornece detalhes sobre as oficinas, seus serviços, as pessoas envolvidas e o repertório tipográfico.

Tipografia Paulistana: os primeiros 100 anos de impressão na cidade de São Paulo

Data: até 9 de outubro de 2024
Local: Sala Multiuso, no subsolo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, Rua da Biblioteca, 21 – Cidade Universitária, São Paulo – SP
Dias e horários: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 18h30
Ingresso: Entrada gratuita e sem necessidade de agendamento prévio
Coordenação: Jade Samara Piaia (Faac-Unesp) e Priscila Lena Farias (FAU-USP)
Curadoria: Jade Samara Piaia, Priscila Lena Farias, Fabio Mariano Cruz Pereira e Marcos Mello
Mais informações: site https://tipografia-paulistana.bbm.usp.br/ e plataforma Tipografia Paulistana https://labvisual.fau.usp.br/tipografiapaulistana/.

(Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp)

Centro Cultural Vale Maranhão recebe exposição ‘Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação’

São Luís, por Kleber Patricio

Foto: Lucas Santana/RedeMoinho.

São Luís, capital do Maranhão, é a terceira cidade brasileira a receber a exposição itinerante Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação sobre línguas indígenas do Brasil. Realizada pelo Museu da Língua Portuguesa, com correalização do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), a mostra conta com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet. A exposição ficará em cartaz no CCVM até 22 de novembro de 2024, com uma série de novidades em relação à versão original, realizada na sede do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. A curadoria da exposição é da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano e a cocuradoria é da antropóloga Majoí Gongora.

Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação propõe um mergulho na história, memória e realidade atual das línguas dos povos indígenas do Brasil por meio de objetos etnográficos, arqueológicos, instalações audiovisuais e obras de arte. A exposição busca mostrar outros pontos de vista sobre os territórios materiais e imateriais, histórias, memórias e identidades desses povos, trazendo à tona suas trajetórias de luta e resistência, assim como os cantos e encantos de suas culturas.

Uma das novidades da itinerância em São Luís são os objetos coletados em sítios arqueológicos do Maranhão, que pertencem ao acervo do Centro de Pesquisa e História Natural e Arqueologia do Maranhão. Entre eles, uma vasilha de cerâmica de tradição tupi-guarani com decoração interna e dois machados semilunares. Haverá também artefatos dos acervos do Museu Casa de Nhozinho, como discos auriculares do povo Canela, e do próprio Centro Cultural Vale Maranhão, como maracás dos povos Guajajara, Gamela e Canela, buzinas dos povos Timbira, maruanã do povo Wayana e tembetá do povo Ka’apor.

“Nhe’ẽ Porã é uma exposição necessária e urgente. Ela possibilita, àqueles que a visitam, aprofundar-se no universo dos povos originários brasileiros: são mais de 267 povos, falantes de mais de 150 línguas diferentes. Ao articularmos e apoiarmos a realização da exposição junto ao Museu da Língua Portuguesa e à Unesco, contribuímos para significar ainda mais a Década Internacional das Línguas Indígenas. A itinerância de Nhe’ẽ Porã dá sequência à circulação da exposição em 2024, possibilitando que mais pessoas conheçam sobre os povos originários e, assim, reflitam sobre diferentes formas de criar, viver e conviver”, diz o diretor presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto.

“É com alegria que levamos a Nhe’ẽ Porã para o Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís. As itinerâncias possibilitam que mais gente tenha acesso à diversidade e à urgência de preservação de mais de uma centena de línguas indígenas faladas ainda hoje no Brasil. Cada espaço cultural que recebe este projeto tem inserido peças de acervos de museus locais, chamando a atenção para essas importantes coleções. O projeto celebra a Década Internacional das Línguas Indígenas promovida pela Unesco e destaca a perspectiva multilíngue do território brasileiro, focando também na influência dos povos originários no português do Brasil”, afirma Renata Motta, diretora executiva do Museu da Língua Portuguesa.

Saiba mais sobre a exposição 

Exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, do Museu da Língua Portuguesa, está montada no Centro Cultural Vale Maranhão. Foto: Lucas Santana/RedeMoinho.

“Língua é pensamento, língua é espírito, língua é uma forma de ver o mundo e apreciar a vida”. É assim que a curadora Daiara Tukano descreve o ponto de partida de Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação. A imersão começa no próprio nome da mostra, que vem da língua Guarani – Mbya: nhe’ẽ significa espírito, sopro, vida, palavra, fala; e porã quer dizer belo, bom. Juntos, os dois vocábulos significam ‘belas palavras’, ‘boas palavras’ – ou seja, palavras sagradas que dão vida à experiência humana na terra.

Contando com a participação de cerca de 50 profissionais indígenas, a exposição tem cocuradoria da antropóloga Majoí Gongora e consultoria especial de Luciana Storto, linguista especialista no estudo de línguas indígenas, em diálogo com a curadora especial do Museu da Língua Portuguesa, Isa Grinspum Ferraz.

A mostra tem uma lógica circular guiada por um rio de palavras grafadas em diversas línguas indígenas que atravessa todo o espaço expositivo, conectando as salas em um ciclo contínuo. Em São Luís, a obra As onças e o tempo novo, de Tamikuã Txihi, dá as boas-vindas ao visitante, no hall de entrada. Seguindo o fluxo do rio, o público chega à área externa, onde se depara com uma floresta de línguas indígenas, feita em tecidos, representando a grande diversidade existente hoje no Brasil. Nessa floresta, o público poderá conhecer as famílias linguísticas e a sonoridade de várias línguas indígenas.

A sala ao lado, ‘Língua é Memória’, traz à tona históricos de contato, violência e conflito decorrentes da invasão dos territórios indígenas desde o século 16 até a contemporaneidade, problematizando o processo colonial que se autodeclara ‘civilizatório’. Neste ambiente, outras histórias serão contadas por meio de objetos arqueológicos, obras de artistas indígenas, registros documentais, recursos audiovisuais, multimídia e mapas criados especialmente para a exposição com dados sobre a distribuição da população e das línguas indígenas pelo território brasileiro.

As transformações das línguas indígenas são tratadas em conteúdos que exploram a resiliência, a riqueza e a multiplicidade das formas de expressão dos povos indígenas. “Colocamos em debate o fato de que somos descritos como povos ágrafos, sem escrita, mas nossas pinturas também são escritas – só que não alfabéticas”, explica Daiara Tukano.

Na terceira sala, o público conhecerá a pluralidade das ações e criações indígenas contemporâneas, distribuídas em nichos temáticos, a partir de seu protagonismo em diferentes espaços da sociedade, a exemplo de sua atuação no ensino, na pesquisa e nas linguagens artísticas. No espaço é possível ainda assistir a cenas da obra audiovisual Marcha dos Povos Indígenas, sob direção do cineasta Kamikia Kisêdjê.

Ao acompanhar o percurso do rio, os visitantes alcançam um quarto ambiente, noturno, uma atmosfera onírica introspectiva que permite o contato com a força presente nos cantos de mestres e mestras das belas palavras. O rio que percorria o chão da exposição agora sobe a parede como uma grande cobra até se transformar em nuvens de palavras – preparando a chuva que voltará a correr sobre o próprio rio, dando continuidade ao ciclo.

Parceiros da mostra itinerante em São Luís – MA

Obra da artista indígena Tamikuã Txihi faz parte da exposição. Foto: Gabriel Barreira.

A mostra itinerante Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação em São Luís conta com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e é correalizada pelo Centro Cultural Vale Maranhão. O projeto tem cooperação da Unesco no contexto da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) e parceria do Instituto Socioambiental, Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo – USP e Museu Nacional dos Povos Indígenas da Funai. São parceiros locais o Centro de Pesquisa e História Natural e Arqueologia do Maranhão e o Museu Casa de Nhozinho. A realização é do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

Sobre o Museu da Língua Portuguesa | Localizado na Estação da Luz, no centro de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.

Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão | O Centro Cultural Vale Maranhão é um espaço cultural mantido pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o objetivo de contribuir na democratização do acesso à cultura e valorização das mais diversas manifestações e expressões artísticas da região. Fundado em 2017, o CCVM atua como um espaço de protagonismo para povos originários, comunidades quilombolas, detentores de saberes e fazedores de cultura popular maranhense, bem como um espaço de fruição das diversas linguagens artísticas e formação educativa para públicos escolares e espontâneos.

Sobre o Instituto Cultural Vale | O Instituto Cultural Vale acredita que a cultura transforma vidas. Por isso, patrocina e fomenta projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 800 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está.  Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org.

Serviço:   

Exposição itinerante Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação – São Luís (MA)  

Rua Direita, 149 – Centro Histórico de São Luís

De 10 de agosto a 22 de novembro de 2024

De terça a sábado, das 10h às 19h

Grátis.

(Fonte: Com Renata Beltrão/InPress Porter Novelli)

Banda Sinfônica da Unicamp integra Mês Carlos Gomes com apresentação dia 27 no Teatro Castro Mendes

Campinas, por Kleber Patricio

Sexta-feira, 27 de setembro, a partir das 20h, a Banda Sinfônica da Unicamp se apresenta pela primeira vez na história no belo Teatro Municipal Castro Mendes, em Campinas, com performance gratuita.

Sob regência de Fernando Hehl, coordenador da Escola Livre de Música (ELM), o concerto especial da Banda Sinfônica tem a honra de integrar a programação cultural do Mês Carlos Gomes, marcando mais uma vez a história da Banda.

Segundo Hehl, o evento homenageia a “figura mais ilustre de nossa cidade, um dos maiores nomes da música erudita em nosso país e o maior compositor de ópera das Américas de todos os tempos”. Para o coordenador da ELM, motivos de sobra que “nos orgulham muito em fazer parte da programação”.

A apresentação é gratuita e os ingressos podem ser retirados na Bilheteria com uma hora de antecedência (19h).

Serviço:

Banda Sinfônica da Unicamp no Mês Carlos Gomes

Quando: 27 de setembro, às 20h

Onde: Teatro Municipal Castro Mendes – Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial, Campinas, SP

Entrada: gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria do Teatro uma hora antes do espetáculo.

(Fonte: Ciddic/Unicamp)

Sinfônica de Indaiatuba apresenta Concerto Barroco

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Felipe Gomes.

Sob regência do maestro Paulo de Paula, a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba apresenta, este mês, o Concerto Barroco. O encontro, que acontece no dia 21, a partir das 21h, na sala Acrísio de Camargo, no Ciaei, reúne em seu programa as obras Suite sobre The Fairy Queen, de Henry Purcell (1659–1695), Concerto em mi menor RV484 para fagote e orquestra, de Antonio Vivaldi (1678–1741), com participação do solista convidado Ricardo Aurélio, e Suite Orquestral nº 3 em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach (1685-1750).

PROGRAMA | Henry Purcell foi um dos compositores ingleses mais importantes e lembrados de todos os tempos. Apesar de sua morte precoce, Purcell deixou um vasto legado a ponto de colocá-lo entre os grandes compositores do período Barroco. The Fairy Queen é uma adaptação da peça Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, figurando entre as principais obras de Purcell. “Meio teatro, meio musical, seu gênero é típico da época e a suíte The Fairy Queen é uma reunião das peças instrumentais que fazem parte dessa obra”, destaca o maestro.

Antonio Vivaldi foi um dos compositores mais representativos do barroco. Suas obras tornaram-se conhecidas em toda Europa ainda no século 18, numa época em que ainda existiam poucos meios de comunicação. Embora suas obras mais conhecidas atualmente sejam os concertos para violino, entre os quais estão as famosas Quatro Estações, Vivaldi compôs óperas, oratórios e concertos para muitos outros instrumentos. “O fagote não é um instrumento muito conhecido e fica, muitas vezes, escondido no fundo da orquestra. Neste concerto, Vivaldi traz o fagote para a frente da orquestra, como solista, e é uma rara oportunidade de conferir os timbres únicos do instrumento, interpretado por Ricardo Aurélio”, comenta.

Encerrando o concerto a Sinfônica apresenta a Suíte Orquestral nº 3 em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach. O compositor alemão é considerado o maior nome da música barroca e suas obras são verdadeiros monumentos da humanidade. Possui uma obra vasta, com mais de 1100 composições conhecidas, mas estima-se que parte de sua obra tenha sido perdida, o compositor escreveu apenas quatro suítes orquestrais, sendo a terceira uma das mais brilhantes. Seu segundo movimento ficou conhecido como Ária da quarta corda, embora o compositor tenha a chamado apenas de Ária.

CONVIDADO | Pós graduado no Aufbaustudium de Fagote (2010) e Música de Câmara (2011) na Escola Superior de Música de Saarbrücken (Alemanha), na condição de bolsista do Serviço de Intercâmbio Alemão – DAAD (Deutscher Akademischer Austauschdienst), Ricardo Aurélio de Oliveira concluiu  seu bacharelado em música pela Unicamp na Classe de Fagote do professor Paulo Justi.

Iniciou seus estudos musicais na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Araçoiaba da Serra, sob orientação do tenente maestro PM João Fonseca da Rocha, ingressando em seguida no Conservatório de Tatuí como aluno da professora Solange Coelho e mais tarde diplomou-se na Classe de Fagote da professora Renata Botti.

Detentor de diversos prêmios em concursos, Ricardo destaca-se como camerista e solista. É fagotista solista da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, integra a Orquestra Sinfônica de Piracicaba e atua na Orquestra Sinfônica de Indaiatuba. Também é professor de fagote do Conservatório de Tatuí e atualmente cursa o mestrado na linha de pesquisa em performance pela Universidade de São Paulo, sob orientação do Professor Dr. Fábio Cury. Teaser concerto: clique aqui.

Serviço:
Concerto Barroco – Orquestra Sinfônica de Indaiatuba
Data: 21/9 | Horário: 20h
Solista convidado: Ricardo Aurélio de Oliveira
Ingresso: entrada gratuita e por ordem de chegada
Local: Sala Acrísio de Camargo – Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba) – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jardim Regina, Indaiatuba (SP) – mapa aqui

Sobre a Amoji | A Associação Mantenedora da Orquestra Jovem de Indaiatuba (Amoji) é responsável pela manutenção da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba – que celebra 10 anos de existência – vem se destacando por sua intensa atuação na divulgação e popularização da música orquestral. Realizando, anualmente, mais de uma dezena de concertos gratuitos, com participação de músicos do município de Indaiatuba (SP) e solistas de renome, promove também o Encontro Musical de Indaiatuba (EMIn), que disponibiliza masterclasses para estudantes de música de todo o Brasil e uma programação cultural de concertos para a comunidade.

Redes sociais: Instagram Sinfônica | Facebook Sinfônica | Instagram Emosi.

(Fonte: Com Samanta De Martino/Armazém da Notícia)

Quase 70% das tartarugas encalhadas no litoral do RJ ingeriram detritos de origem humana, como plásticos

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Cientistas encontraram quase 1700 detritos no organismo de tartarugas-verdes; mais da metade eram pedaços de plástico. Foto: juniorilhagrande/Wikimedia Commons.

Resíduos sólidos de origem humana, principalmente plásticos, estavam no organismo de quase 70% das tartarugas-verdes encontradas encalhadas no litoral centro-sul do Rio de Janeiro entre maio de 2019 e março de 2021. As constatações são de artigo publicado pela revista científica Ocean and Coastal Research nesta sexta (20) por pesquisadores da Universidades Federal Fluminense (UFF), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e de instituições parceiras.

O trabalho analisou os tratos gastrointestinais de 66 tartarugas-verdes – um tipo de tartaruga marinha. Os cientistas encontraram, no total, 1.683 detritos, sendo 850 deles – ou seja, mais da metade – plásticos flexíveis, como os de sacolas plásticas. Esses detritos estavam localizados principalmente no intestino grosso dos animais. Outros tipos de resíduos encontrados foram linhas e cordas, plásticos rígidos e borrachas.

O artigo sugere que a espécie possivelmente ingere detritos que se assemelham à sua alimentação natural. A cor predominante dos resíduos, presente em mais de 36% dos casos, era âmbar ou marrom, e a faixa de tamanho observada em mais de 40% dos registros era de meio milímetro a dois centímetros e meio.

A pesquisadora da Uerj Beatriz Guimarães Gomes, uma das autoras do estudo, explica que este é o primeiro trabalho a analisar o conteúdo do trato gastrointestinal de tartarugas encalhadas coletadas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos. “Os dados evidenciam o impacto da poluição plástica nas tartarugas-verdes, contribuindo para uma melhor compreensão do problema na região e orientando as autoridades na criação de estratégias eficazes de proteção”.

Os animais marinhos costumam confundir os plásticos com alimentos e ingeri-los, o que pode levá-los à morte e contaminar as cadeias alimentares. Para estimular a solução de problemas como a poluição das águas, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o período de 2021 a 2030 como a Década do Oceano. Somente no Brasil, são lançados no ambiente quase três milhões e meio de toneladas de sacolas plásticas, garrafas PET, canudos, embalagens de xampu e isopor anualmente, de acordo com estudo realizado pelo Pacto Global da ONU em 2022.

Gomes enfatiza que a falta de conscientização, o consumo excessivo de plásticos descartáveis e o descarte inadequado são práticas comuns que ampliam a presença de resíduos nos mares. Neste sentido, “a educação ambiental das comunidades é uma medida fundamental para reduzir os danos às tartarugas-verdes e às demais espécies marinhas”, avalia.

A autora também observa que a pressão da sociedade sobre indústrias e governos para promover alternativas sustentáveis e políticas de gestão de resíduos ainda é insuficiente. Para ela, além de incentivo à reciclagem e ao descarte correto, a responsabilidade individual e coletiva passa também pela transição para a economia circular, focada em reduzir desperdício e reaproveitar materiais. “Com esse engajamento, talvez, seja possível combater a poluição plástica nos oceanos”, completa.

(Fonte: Agência Bori)