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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Le Cordon Bleu SP promove ‘Sabores & Aromas’: Uma experiência com degustação de charutos e alta gastronomia

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Getty Images/Unsplash.

No dia 2 de outubro, o Culinary Village será o palco de uma noite sofisticada e exclusiva: Sabores & Aromas. Este evento único reúne o melhor da alta gastronomia do Le Cordon Bleu com a tradição dos charutos finos, proporcionando um evento imersivo e memorável.

A noite começa com um jantar especial, onde cada prato é uma expressão cuidadosa de sabores e texturas, criando uma experiência sensorial completa. Confira o menu:

Amuse Bouche

– Polenta trufada com poché de codorna

– Nems de porco e camarão com vinagrete asiático

– Salmão Gravlax, purê de cenoura defumada, ovas e farinha de amêndoa

Entrada

– Escalope de Foie Gras com caju confit e torrada de brioche

Prato Principal

– Confit de canard ao molho périgueux e batata sarladaise com shimeji preto

Pré-Dessert

– Granitée de Vermouth com croustillant de azeitona

Sobremesa

– Charuto de chocolate e Cognac.

Após o jantar, os participantes serão levados à varanda do Le Cordon Bleu Café e Kofi&Co para a degustação de charutos. Durante essa experiência, Rodrigo Gorga, especialista em charutos da JetSetter Tabacaria, compartilhará seu vasto conhecimento sobre o universo dos tabacos, enriquecendo ainda mais a noite. Na experiência, está inclusa a entrega de um kit especial com um charuto Davidoff Gran Cru Robusto, um charuto Hoyo de Monterrey Epicure N2, um charuto Montecristo Edmundo, um cortador de charutos e um cinzeiro personalizados do Le Cordon Bleu e um isqueiro maçarico. Após a sobremesa, haverá a degustação de um dos três charutos recebidos no kit.

A experiência Sabores & Aromas é um convite para mergulhar em uma noite de prazeres refinados onde a arte culinária se encontra com a tradição dos melhores charutos criando uma celebração única para os sentidos. Para mais informações, acesse o site do Le Cordon Bleu Brasil.

Sobre Le Cordon Bleu | Le Cordon Bleu é a principal rede global de institutos de artes culinárias e gestão de hospitalidade, com uma herança que abrange 129 anos. A rede mantém presença global com 35 escolas em mais de 20 países, formando cerca de 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades diferentes todos os anos. As técnicas culinárias tradicionais francesas permanecem no coração do Le Cordon Bleu, mas seus programas acadêmicos são constantemente adaptados para incluir novas tecnologias e as inovações necessárias para atender às necessidades crescentes da indústria. Presente no Brasil desde 2018, possui unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde oferece programas de alta qualidade, como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira e o Diplôme de Wine & Spirits, entre outros.

(Fonte: Com Guilherme Messina/Le Cordon Bleu)

Inhotim apresenta novo trabalho de Paulo Nazareth na ArtRio

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Paulo Nazareth em seu ateliê no Palmital, em Belo Horizonte, durante a produção do novo Múltiplo. Foto: Ana Clara Martins.

O Instituto Inhotim apresenta na ArtRio a 5ª edição do Programa Múltiplos Inhotim, dessa vez com litogravuras do artista mineiro Paulo Nazareth. A obra intitulada O Guarani (2024) é baseada na imagem do multiartista Benjamin de Oliveira caracterizado como o indígena Peri para a divulgação do espetáculo Os Guaranis, dirigido e estrelado por ele no início do século XX. Nascido em Pará de Minas, cidade do interior de Minas Gerais, em 1870, Benjamin de Oliveira fez parte da primeira geração de alforriados de sua família.

Partindo das relações entre história, território e deslocamentos, Paulo Nazareth inaugurou no Inhotim, em abril deste ano, a exposição Esconjuro (2024). A Galeria Praça e outros pontos do Inhotim estão ocupados pelo artista ao longo de 18 meses com obras que refletem práticas de exploração e disputa historicamente conhecidas no território. Com uma linguagem múltipla — de pinturas a instalações — e própria, Paulo Nazareth convoca para um outro modo de fazer, outras maneiras de negociar, planejar, construir, celebrar e colher os frutos num amplo e generoso gesto de reinvenção em que obras são trocadas, incluídas e reposicionadas ao longo do período da exposição no parque.

O trabalho para o Programa Múltiplos, apresentado na feira, é considerado pelo próprio artista como parte da mostra Esconjuro no Inhotim. As 100 litogravuras criadas por Paulo Nazareth representam um marco significativo na colaboração contínua entre o artista e a instituição. “Esta série dos Múltiplos não apenas amplia a prática artística de Nazareth, mas também redefine as fronteiras tradicionais da exposição, transcendendo os espaços convencionais de galerias e jardins de museus. Ao ser integrado como parte essencial da mostra, o trabalho não é apenas um produto derivado, mas uma manifestação autêntica da expansão artística e da reinvenção institucional provocada pelo artista e equipes do Inhotim”, reflete Beatriz Lemos, curadora coordenadora do Inhotim.

Além da obra de Paulo Nazareth, edições anteriores dos Múltiplos dos artistas Laura Vinci, Marcius Galan, Panmela Castro e Mônica Ventura também podem ser adquiridos na feira com valores especiais. A ação é consonante ao desejo da instituição em fomentar o colecionismo, incentivar a produção artística e apoiar as atividades do Instituto.

3ª edição dos Múltiplos, gravura ‘Pisar suave, adiar o fim’, 2023, de Panmela Castro. Foto: Divulgação/Instituto Inhotim.

Fundada em 2011, a ArtRio é reconhecida como um dos mais relevantes eventos do calendário das artes. A décima quarta edição da Feira de Arte do Rio de Janeiro acontece entre os dias 25 e 29 de setembro de 2024, na Marina da Glória. Nesta 5ª edição dos Múltiplos, parte dos lucros serão destinados à Faculdade de Educação (FaE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O Programa Múltiplos Inhotim contribui diretamente para a sustentabilidade da instituição incentivando a produção artística contemporânea, já que os recursos arrecadados são destinados para a programação e manutenção do museu e jardim botânico. Os Múltiplos podem ser adquiridos também pelo telefone (31) 97115-2751.

MÚLTIPLOS INHOTIM NA ARTRIO

Gravuras de Laura Vinci (X Vermelho, 2019) e Marcius Galan (Belo Horizonte, 2020) – 2ª edição

R$800 cada peça ou as duas por R$1.200

Gravura de Panmela Castro (Pisar suave, adiar o fim, 2023) – 3ª edição – R$2.000

Esculturas de Mônica Ventura (Atalaia, Enlace e Profusão, 2023) – 4ª edição – R$6.000 cada ou R$15.000 o trio

Gravura de Paulo Nazareth (O Guarani, 2024) – 5ª edição – R$2.000 com 10% de desconto.

Serviço:

ArtRio

Data: 25 a 29 de setembro de 2024

Localização: Marina da Glória, Rio de Janeiro, RJ.

(Fonte: Com Amanda Viana/Instituto Inhotim)

Osesp convida maestro chileno-italiano Paolo Bortolameolli nos concertos desta semana na Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Paolo Bortolameolli. Foto: Jorge Brantmayer.

O ano de 2024 marca as celebrações dos 70 anos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, além dos 30 anos de atividades do Coro da Osesp e dos 25 anos da Sala São Paulo – a casa da Osesp, dos Coros e de seus Programas Educacionais, inaugurada em 1999 no edifício onde antes funcionava a Estrada de Ferro Sorocabana. Nesta semana, de quinta-feira (26/set) a sábado (28/set), a Osesp se apresenta com o regente chileno-italiano Paolo Bortolameolli. Atualmente maestro associado da Filarmônica de Los Angeles, ele é também diretor musical da Orquestra Sinfônica Nacional Esperanza Azteca (México) e principal maestro convidado da Filarmônica de Santiago, no Chile.

Bortolameolli comandará um programa recheado de peças latino-americanas: a Suíte para orquestra, de Gabriela Ortiz; Estallido, de Miguel Farías e Reisado do Pastoreio: Batuque, de Lorenzo Fernandez. Inspirada em ritmos da região caribenha, Abertura Cubana, do norte-americano George Gershwin, completa o repertório, que conta ainda com a Sinfonia nº 7 do tcheco Antonín Dvorák. Vale lembrar que o concerto de sexta-feira (27/set) será transmitido ao vivo no canal da Osesp no YouTube, às 20h30.

E, no domingo (29/set), grupos de câmara formados por integrantes da Osesp e do Coro da Osesp tocam obras do compositor Franz Schubert. A apresentação faz parte do Festival Schubert, um dos eixos artísticos da Temporada 2024. O repertório inclui, entre outras obras, o Octeto em Fá, a maior obra de câmara do compositor austríaco, que tem seis movimentos e mais de uma hora de duração. Os ingressos para os dois programas podem ser adquiridos neste link.

Sobre o programa

A Sinfonia nº 7, de Antonín Dvorák (1841–1904), foi composta por encomenda da Royal Philharmonic Society e estreou em 1885 em Londres sob a regência do compositor. Sucesso de público e de crítica, a obra consolidou a carreira internacional de Dvorák e é a mais dramática e austera dentre suas nove sinfonias. Ela demonstra o domínio da orquestração e da forma clássica pelo compositor checo aliadas a uma música intensamente expressiva e cheia de contrastes, que o coloca ao lado dos maiores sinfonistas pós-Beethoven, como Schubert e Brahms.

A Abertura Cubana, do norte-americano George Gershwin (1898–1937), foi inspirada por uma viagem do compositor a Havana, onde ele se encantou com as danças e ritmos locais. Em uma carta a um amigo, Gershwin descreve como a homenagem recebida por um grupo de rumba o motivou a criar uma peça que mescla ritmos afro-cubanos com suas próprias ideias. Sua orquestração inclui instrumentos percussivos como claves, maracas, guiros e bongôs, que devem ser tocados por músicos posicionados ‘à direita do maestro’.

Foto: Beatriz de Paula.

A suíte orquestral Hominum [Humanidade], da compositora mexicana Gabriela Ortiz (1964-), usa da sinestesia para criar uma metáfora sonora entre determinadas cores e estados da matéria para abordar preocupações sociais. Escrita em 2016, a peça é dividida em quatro movimentos – ‘Negro’, ‘Luz’, ‘Na água’ e ‘Vermelho’ –, “cujos títulos aludem às misteriosas associações criativas da música através de uma série de características que representam a nossa existência como sociedade”, como escreveu o compositor (e flautista) Alejandro Escuer.

Estallido [Estouro] foi escrita em 2019 pelo chileno Miguel Farías (1983-), ao mesmo tempo em que protestos civis tomavam conta da capital Santiago de Chile. “Não me agrada a música como propaganda política, mas sim a reflexão musical que determinado contexto político pode acarretar”, afirmou o compositor na ocasião. Partindo desta ideia extramusical, Estallido transmite bem a atmosfera nas ruas da capital chilena naquele período. É uma peça enérgica, cheia de ritmo, em que pequenas ideias musicais vão circulando pelos naipes da orquestra aumentando a tensão sonora.

Reisado do Pastoreio, do carioca Oscar Lorenzo Fernandez (1897–1948), estreou no Rio de Janeiro em 1929. É composta de três movimentos: ‘Reisado’ (que faz referência às festas juninas nordestinas), ‘Toada’ e ‘Batuque’. Na partitura, o compositor escreveu sobre o último deles: “Noite alta. Do fundo do bosque ouve-se um ritmo surdo de dança. É o batuque selvagem dos negros, que em formidável crescendo leva ao paroxismo”. O Batuque representaria o processo de revivificação do boi, simbolizando a vitória da Vida sobre a Morte, do escravo oprimido sobre o branco opressor.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Foto: Mario Daloia.

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. Possui quase 100 álbuns gravados (cerca de metade deles por seu próprio selo, com distribuição gratuita) e transmite ao vivo mais de 60 concertos por ano, além de conteúdos especiais sobre a música de concerto. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Paolo Bortolameolli, regente
Diretor Musical da Sinfônica Nacional Juvenil (Chile), da Sinfônica Azteca (México), Principal Maestro Convidado da Filarmônica de Santiago e Regente Associado da Filarmônica de Los Angeles. Já regeu orquestras como a Sinfônica Simón Bolívar (Venezuela), as Filarmônicas de Los Angeles e de Buenos Aires e as Sinfônicas de Kansas City, Houston e São Francisco. É um convidado regular da Sinfônica Nacional da Rádio Polonesa, da Orquestra Haydn (Bolzano), da Filarmônica de Helsinque e a Orchestra della Toscana (Florença). Na Temporada 2023-2024 com a Filarmônica de Los Angeles, regeu concertos no Hollywood Bowl e no Walt Disney Concert Hall. Junto à Sinfônica Azteca, lidera uma residência educacional organizada anualmente pela Fundación Azteca do Grupo Salinas, no México, desenvolvendo iniciativas educacionais como a ‘Esperanza Azteca’ no México. Em 2018, foi palestrante convidado em um TED Talk em Nova York, e em 2020 lançou seu primeiro livro: Rubato: procesos musicales y una playlist personal.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP
PAOLO BORTOLAMEOLLI regente
Antonín DVORÁK | Sinfonia nº 7 em ré menor, Op. 70
George GERSHWIN | Abertura Cubana
Gabriela ORTIZ | Hominum – Suíte para orquestra
Miguel FARÍAS | Estallido
Lorenzo FERNANDEZ | Reisado do Pastoreio: Batuque

FESTIVAL SCHUBERT 

FABIANA PORTAS mezzo soprano
LUIZ GUIMARÃES tenor
JOÃO VITOR LADEIRA barítono
FERNANDO TOMIMURA piano
Franz SCHUBERT
Die Forelle [A Truta], D 550
Der Tod und das Mädchen [A morte e a donzela], D 531
Der Wanderer [O Andarilho], D 489
Gretchen am Spinnrade [Gretchen ao tear]
Die Freunde von Salamanka [Os amigos de Salamanka]

CÉSAR A. MIRANDA violino
LEANDRO DIAS violino
EDERSON FERNANDES viola
DOUGLAS KIER violoncelo
ALEXANDRE ROSA contrabaixo
SÉRGIO BURGANI clarinete
ALEXANDRE SILVÉRIO fagote
NIKOLAY GENOV trompa
Franz SCHUBERT | Octeto em Fá maior, D 803.

Serviço:

26 de setembro, quinta-feira, 20h30
27 de setembro, sexta-feira, 20h30 — Concerto Digital
28 de setembro, sábado, 16h30
29 de setembro, domingo, 18h00 [Festival Schubert]
Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16
Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares
Recomendação etária: 07 anos
Ingressos: Entre R$39,60 e R$271 [Osesp]; e entre R$39,60 e R$132,00 [Festival Schubert] (valores inteiros)
Bilheteria (INTI): neste link
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners
Estacionamento: R$35,00 (noturno e sábado à tarde) e R$20,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação (servidores do quadro de apoio – funcionários da secretaria e operacionais – e especialistas da Educação – coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores – da rede pública, estadual e municipal) têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.
A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Fonte: Com Fabio Rigobelo/ Fundação Osesp)

Fabricio Lopez apresenta exposição individual ‘Cerol’ na Galeria Marília Razuk

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Filipe Berndt/Divulgação.

A Galeria Marília Razuk  apresenta a exposição ‘Cerol’, do artista Fabricio Lopez. A mostra foi prorrogada até 5 de outubro de 2024, trazendo como título o artificio usado para empinar pipa, uma lembrança afiada da infância de Fabricio. A mão que já foi cortada pelo cerol é a mesma que corta e cava a madeira na xilogravura.

Fabricio Lopez tem um trabalho expressivo dentro desta técnica; em sua trajetória, são constantes a produção em grande formato e o caráter pictórico que as xilogravuras assumem na abordagem das camadas e das cores trabalhadas na impressão manual. Cerol apresenta uma antologia do trabalho recente do artista, na qual apresenta xilogravuras em papel kozo, da série Budas da Várzea. Inspiradas na série de 1939 Dois Bodhisattvas e Dez Grandes Discípulos de Buda Sakyamuni (Nibosatsu Shaka judai deshi), do mestre japonês Munakata Shikô, celebrando a fusão entre a tradição da xilo e a perspectiva contemporânea.

Munakata Shikō (1903–1975), renomado artista japonês, ficou conhecido sobretudo por seu domínio da técnica da xilogravura, tal qual Fabricio Lopez. O artista oriental combinava técnicas tradicionais da gravura com temas ligados ao zen-budismo. De acordo com sua filosofia de vida, a criação artística era a manifestação da força e da beleza da natureza que já reside no próprio bloco de madeira usado na xilogravura. Nas obras de Fabricio Lopez, é possível enxergar a mesma presença da natureza. Traços figurativos sugerem rostos, cabeças, membros, elementos de um corpo que se assemelham a galhos, raízes e troncos, numa fusão harmoniosa entre natureza e indivíduo.

O processo de feitura de suas xilogravuras as torna únicas, uma vez que o artista utiliza diversas placas de madeira para criar uma trama de sobreposições em diferentes formatos na obra final. Seus Budas, inspirados na série de Munakata, sofrem uma intersecção entre si; novas criaturas surgem, ainda mais próximas à natureza.

Há também na exposição quatro xilogravuras em formatos maiores e, de acordo com o próprio Fabricio, são impressas a partir de matrizes perdidas. Cada imagem é o resultado da gravação e impressão sucessiva da mesma chapa de madeira sobre o mesmo papel até o limite físico da própria matriz. Os títulos nos sugerem novas narrativas: Carcaça, Um sopro firme e gentil através do corte e Nós em duas estações (eu e ela). Seria uma série com inspiração mais pessoal de Fabricio, assim como nas obras de Munakata? Cabe ao espectador decifrar ao visitar Cerol.

Sobre o artista

Fabricio Lopez (Santos, SP, 1977) mestre em poéticas visuais pela ECA/USP sob orientação de Claúdio Mubarac, é membro fundador da Associação Cultural Jatobá – AJA e do Atêlie Espaço Coringa, que entre1998 e 2009 produziu ações coletivas como exposições, publicações, vídeos, aulas, intercâmbios e residências artísticas.

Participou de diversas exposições coletivas; dentre elas, Gravure Extreme – Europália, Trilhas do Desejo – Rumos Itaú Cultural, X Bienal de Santos (1° prêmio), Novas Gravuras – Cité Internationale des Arts/Paris FR, XIII Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira – Portugal e Arte Contemporânea no Acervo Municipal – Centro Cultural São Paulo. Participou do Encontro Panamericano de Xilogravura em Trois Riviérès, no Canadá, de residência como artista convidado do Atelier Engramme, na cidade de Quebec e no CRAC (Centro de Residências para Artistas Contemporâneos) em Valparaíso, no Chile, como prêmio do Programa Rumos Itaú Cultural.

Realizou exposições individuais no IFF – Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto (2019), Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo (2013), na Estação Pinacoteca, São Paulo (2009) e no Centro Cultural São Paulo (2005), entre outros; integra os acervos públicos da Pinacoteca Municipal e do Estado de São Paulo, Casa do Olhar – Santo André, Secretaria Municipal de Cultura de Santos e do Ministério das Relações Exteriores com o 1º prêmio para obras em papel do programa de aquisições do Itamaraty.

Serviço:

Cerol, de Fabricio Lopez

Período expositivo: até 5 de outubro de 2024 | Horários: segunda a sexta, 10h30 às 19h; sábados, 11h às 16h

Galeria Marília Razuk (sala 2)

Local: R. Jerônimo da Veiga, 62 – Itaim Bibi, São Paulo – SP

Entrada gratuita

https://www.galeriamariliarazuk.com.br/

https://www.instagram.com/galeriamariliarazuk/.

(Fonte: Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

CCSP recebe Marcelo Lavrador apresentando ‘Violão Nordestino Instrumental, o show’

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rita Perran.

A música faz parte da trajetória do paulistano Marcelo Lavrador desde a infância – aos 7 anos já se arriscava no violão Di Giorgio que ganhou de seu pai. Influência de uma família musical e de sua profunda admiração por Baden Powell, Toquinho, Paulinho Nogueira e João Bosco, entre outros. Marcelo cresceu e o que era brincadeira tornou-se vocação, profissionalizou-se. Estudou no lendário Centro Livre de Aprendizagem Musical (CLAM), criado pelo Zimbo Trio na época de ouro e cursou Licenciatura em Música no Instituto de Artes da Unesp. Nestes 30 anos de carreira lançou seis discos.

O novo trabalho de Marcelo Lavrador busca valorizar a cultura da música regional nordestina, permanecendo fiel à escolha do repertório, sem se importar com modismos e gêneros musicais. E assim é no seu novo trabalho ‘Violão Nordestino Instrumental’ que tem 13 músicas, sendo 12 autorais e o clássico ‘Qui Nem Jiló’, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que serão apresentadas na noite do dia 29 de setembro no Centro Cultural São Paulo.

Além das músicas do álbum ‘Violão Nordestino Instrumental’, a apresentação explora outros sucessos do compositor, principalmente as canções do disco ‘Sem Pátria, Sem Mátria’. Entre os destaques, estão ‘De Volta ao Lagamar’, ‘Lavrador’ e ‘Quando a Nau dos Loucos Chegou na Terra de Ninguém’. É de Marcelo a conclusão: “A arte de viver a música traz no íntimo o verdadeiro significado de ser e sentir… sentir a sonoridade do instrumento, seu ritmo musical, sentir a arte no que tem de mais perfeito”. É com essa ideia que ele nos brinda com as músicas de seu mais recente trabalho.

E é com essa filosofia que Marcelo Lavrador sobe ao palco da Vila Itororó acompanhado por André Rass e Thiago Fermino na percussão, Bruno Menegatti na rabeca, além de Renan Dias no contrabaixo, e ainda conta com a participação especial de Ricardo Vignini na viola caipira, Toninho Ferragutti no acordeom e da cantora Mariana Timbó, e com uma performance da atriz, poeta e dançarina Thays Spósito.

Ficha Técnica do show

Marcelo Lavrador @marcelo.lavrador.oficial – violão e voz

Toninho Ferragutti – acordeom (participação especial)

Ricardo Vignini – viola (participação especial)

Mariana Timbó – voz (participação especial)

Thays Spósito – atriz/poeta/dançarina (participação especial)

Renan Dias @renandiasmusic – baixo

André Rass @andrerasss – percussão

Thiago Fermino @thiagoferminooliveira – percussão

Bruno Menegatti @brunobmenegatti – rabeca

Projeto contemplado pela 7a Edição do Edital de Apoio à Música para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Sobre o disco Violão Nordestino Instrumental

Lançado em setembro de 2023, ‘Violão Nordestino Instrumental’, de Marcelo Lavrador, está disponível em todas as plataformas digitais e é uma celebração às raízes do violonista, que completa 30 anos de carreira. A produção do álbum é assinada pelo próprio artista ao lado de Ricardo Vignini.

O disco é formado por 12 faixas autorais e uma homenagem à Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Lavrador incluiu uma versão especial do clássico “Qui Nem Jiló”, gravada com violão, baixo elétrico, baixo acústico, percussão e sanfona. As composições refletem o amor que Marcelo Lavrador sente por Pernambuco, pelo Quinteto Armorial e Ariano Suassuna, pela culinária típica, por sua família, por Dominguinhos e pela Bahia. Suas boas recordações estão gravadas em cada uma das notas.

Para ajudá-lo na construção deste trabalho tão carregado de emoções, o compositor contou com as participações especiais de Badi Assad, que é uma grande inspiração para a sua música, de Toninho Ferragutti, de Marcos Suzano, do próprio Ricardo Vignini, de Socorro Lira, de Bruno Menegatti e de André Rass.

Marcelo Lavrador apresenta Violão Nordestino Instrumental, o show

Centro Cultural São Paulo

Sala Adoniran Barbosa

Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo, SP (estação Vergueiro do Metrô)

Telefone: (11) 3397-4277

Capacidade: 622

Domingo, 29 de setembro, às 18h

Classificação indicativa livre

Duração: 90 minutos

Grátis

Os ingressos podem ser reservados online pelo link https://rvsservicosccsp.byinti.com/#/ticket/futureEvent/violao-nordestino-instrumental-o-show ou presencialmente

Mais informações sobre o funcionamento da Bilheteria, física e online

Acessibilidade: sim

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Spotify: https://open.spotify.com/search/Marcelo%20lavrador.

(Fonte: Com Graciela Binaghi)