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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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‘Edital’, de Fábio Osório Monteiro, volta aos palcos após 10 anos em versão revista e atualizada com novos problemas e os mesmos desafios

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Ligia Jardim.

Em 2011, Fábio Osório Monteiro estreou Edital, o seu primeiro trabalho autoral. Em cena, o artista/produtor se confunde, concorda e diverge de si mesmo e acaba refletindo sobre o fazer arte. O espetáculo cumpre curta temporada até 26 de outubro, sextas e sábados, às 20h30, e domingos, às 18h30, no Sesc Avenida Paulista. Numa estética caótica entre laptop, impressora, projetor e alguma dispersão, o espetáculo propõe problematizar o lugar do artista na contemporaneidade e perceber como se organizam algumas relações na cadeia criativa e produtiva cultural. Edital é um espetáculo que dubla a burocracia e uma burocracia que dubla as artes do espetáculo.
Fábio Osório é negro, nordestino, LGBTQIAPN+ e candomblecista, desenvolve sua carreira há 25 anos em trabalhos com suporte na emoção, humor, fé e política. Indicado ao 33º Prêmio Shell de Teatro, na categoria Melhor Ator (2023), Fábio é um artista interessado em pensar o corpo negro na cena.

Atuante em diferentes linguagens artísticas, Osório é dançarino, produtor e baiana de acarajé, filiado à ABAM (Associação Nacional das Baianas de Acarajé e Mingau). Natural de Salvador (BA), carrega a sua casa-cidade para qualquer lugar do mundo.

Ficha Técnica
Idealizador e performer: Fábio Osório Monteiro | Direção: Fábio Osório Monteiro, Leonardo França e Neto Machado | Assistência de direção: Gabriel Pedreira | Produção: Corpo Rastreado.

Serviço:
Espetáculo Edital
Até 26 de outubro de 2024 | sexta e sábado, às 20h30; domingo, às 18h30
Onde: Estúdio (4º andar)
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (Meia) e R$15 (Credencial plena).

Sesc Avenida Paulista

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo, SP
Fone: (11) 3170-0800
Transporte público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m
Horário de funcionamento da unidade: terça a sexta, das 10h às 21h30.; sábados, das 10h às 19h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Fonte: Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)

‘A Ciência Maligna de Hitler’, inédito no Curta!, revela experiências e teorias macabras

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Documentário denuncia a perversão da ciência em prol das teorias racistas. Foto: divulgação/Curta.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, era esperado um tempo de alívio. Porém, pouco a pouco as atrocidades cometidas pelos nazistas para além da frente de batalha foram sendo reveladas, trazendo ainda mais dor. Em ‘A Ciência Maligna de Hitler’, documentário inédito que estreia no Canal Curta! com exclusividade, conhecemos a origem e os horrores do projeto Ahnenerbe, o centro nazista de investigação científica. O documentário é produzido pela Arte France em parceria com a Upside Television.

Militarmente derrotada, economicamente falida e moralmente abalada, a Alemanha iria se reerguer após a derrota na Primeira Guerra Mundial a partir da construção de um ideal falsificado, instigando a população a acreditar em teorias de superioridade racial. Com depoimentos exclusivos e imagens de arquivo, os diretores David Korn-Brzoza e Quentin Domart apresentam as origens do projeto científico-racista do Partido Nazista. “É por meio da cultura de ressentimento nos movimentos de extrema-direita, onde o nacional-socialismo vai triunfar, que se desenvolve o que chamamos de identidade Völkisch. Völkisch não é apenas racial, é uma palavra complexa, é a afirmação de que se é um povo superior”, afirma Yves Ternon, historiador e médico.

A produção apresenta uma outra faceta do regime nazista e aborda como Hitler e seus principais articuladores, como Heinrich Himmler, buscavam na ciência a legitimação dos crimes que eram cometidos pelo Terceiro Reich contra as minorias, como eslavos e judeus. Essas ideias já haviam sido descritas em ‘Mein Kampf’, livro escrito por Hitler, e a série documental denuncia como elas foram levadas à prática.

No documentário, descobrimos os estudos macabros que eram conduzidos nas salas do Instituto de Anatomia da Universidade de Estrasburgo, o principal centro de pesquisas científicas da SS. Até chegar às insensatas e assassinas experiências, a fim de provar a suposta superioridade da raça ariana, o regime pavimentou o caminho com teorias e mitos. Para defender que os alemães seriam os reais detentores dos territórios ocupados, chegaram, inclusive, a deturpar o trabalho de arqueologia que era feito na época. “Trata-se de reescrever a história alemã. No entanto, a Ahnenerbe não se concentra na história alemã dos séculos 20, 19 e 18. Ela se concentra na pré-história e na história antiga do povo alemão. Hoje sabemos que o povo alemão não existia há cinco mil anos, mas essas pessoas deduziram que sim”, aponta o historiador Peter Schöttler.

A Ciência Maligna de Hitler é um documentário em duas partes de 50 minutos. A produção também pode ser assistida no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br). A estreia é no dia temático das Sextas de História e Sociedade, 11 de outubro, às 23h.

Episódio inédito da série ‘Caixa Postal’ traz a correspondência entre Caio F. Abreu e Maria A. Amaral 

Caio Fernando Abreu morreu cedo, aos 48 anos, mas seu legado resiste ao tempo. O jornalista, escritor e dramaturgo – ganhador de vários prêmios, incluindo o Jabuti – era dono de uma sensibilidade e escrita ímpares. Autor de célebres obras nos anos 1980, o gaúcho também escreveu algumas cartas. Onde andará Dulce Veiga – Caio Fernando Abreu e Maria Adelaide Amaral, quinto episódio inédito da série exclusiva Caixa Postal, que vem sendo exibida no Curta, traz partes da coletânea de suas correspondências.

Dirigida por Letícia Simões e Hilton Lacerda, a série, em sete episódios, conta algumas das histórias presentes em mensagens privadas, à época em que foram escritas, transformadas pelo tempo em registros históricos. Os episódios tratam de correspondências entre Murilo Rubião e Otto Lara Resende; Graciliano Ramos e Dalcídio Jurandir; Chico Buarque e Vinicius de Moraes; Lygia Fagundes Telles e Carlos Drummond de Andrade; Neville d’Almeida e Helio Oitica, Caio Fernando Abreu e Maria Adelaide Amaral e Lygia Clark e Hélio Oiticica.

Na voz de Maria Adelaide Amaral, dramaturga, escritora, jornalista e amiga pessoal de Caio, as cartas são narradas durante o episódio. É uma viagem audiovisual e nos leva a compreender melhor quem é o homem angustiado por trás do autor de Onde andará Dulce Veiga?. “O Caio é um cara que escreve contra o conservadorismo em todas as suas dimensões. É um elemento eterno do Caio, porque ele está escrevendo sempre contra aquilo que fere a livre expressão dos corpos e das pessoas”, conta o curador literário e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro Ítalo Moriconi.

Caixa Postal é uma produção da Pacto Filmes viabilizada pelo Curta! Por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A série também pode ser assistida no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial da plataforma (CurtaOn.com.br), um dia depois da estreia no canal. A estreia é no dia temático Quintas do Pensamento, 10 de outubro, às 21h30.

Segundas da Música – 7/10

22h – Uakti (Documentário)

O Uakti foi um dos mais importantes grupos de música instrumental no Brasil, com grande repercussão internacional. O documentário mostra a trajetória do grupo entre 1978 e 2015 por meio de entrevistas com os ex-integrantes do grupo, além de farto material de arquivo. Direção: Eder Santos Duração: 97 min. Classificação: Livre Horários alternativos: 8 de outubro, terça-feira, às 2h e às 16h; 9 de outubro, quarta-feira, às 10h; 12 de outubro, sábado, às 22h15; 13 de outubro, domingo, às 16h.

Terças das Artes – 8/10

23h – Salvador Dalí, as duas faces de um gênio (Documentário)

Quem realmente foi Salvador Dalí? Gênio artístico ou impostor mediático? Neste retrato filmado em parte em Port Lligat e rico em imagens de arquivo, François Lévy-Kuentz contrapõe os grandes temas do pintor com entrevistas e fatos muitas vezes inéditos. De Freud ao surrealismo, da sexualidade ao dinheiro e do misticismo à ciência, uma biografia excepcional que revela o ‘mito de Dali’. Direção: François Lévy-Kuentz Duração: 52 min. Classificação: Livre – Horários alternativos: 9 de outubro, quarta-feira, às 3h e às 17h; 10 de outubro, quinta-feira, às 11h; 12 de outubro, sábado, às 17h e 13 de setembro, domingo, às 23h.

Quartas de Cena e Cinema – 9/10

23h – Sergio Britto – Mestre dos Palcos (Documentário)

O documentário acompanha as múltiplas facetas do ator e diretor Sérgio Britto desde os bastidores das companhias de teatro a suas experiências na literatura e ópera. O ator foi criador do ‘Grande Teatro Tupi’, programa que fez mais de 450 adaptações de peças teatrais e tinha no elenco atores como Fernanda Montenegro e Ítalo Rossi. Direção: Vicente Tigre, Rozane Martins Pereira Braga Duração: 55 min. Classificação: Livre – Horários alternativos: 10 de outubro, quinta-feira, às 3h e às 17h; 11 de outubro, sexta-feira, às 11h e 13 de outubro, domingo, às 12h30

Quintas do Pensamento – 10/10

21h30 – Caixa Postal (Série) – Episódio: Onde andará Dulce Veiga? – Caio Fernando Abreu e Maria Adelaide Amaral – inédito e exclusivo

Embora tenha sido considerado por parte da crítica um escritor geracional, ligado aos anos de 1970 e 1980, Caio Fernando Abreu resiste ao tempo. Uma nova chave de leitura à sua obra, oferecida pelos estudos contemporâneos, é a da escrita queer como “o lugar de discutir experiências intelectuais, afetivas e sexuais diversas indo além da mera representatividade, revisando o cânone moderno”. Direção: Hilton Lacerda, Leticia Simões Duração: 26 min. Classificação: 10 anos – Horários alternativos: 11 de outubro, sexta-feira, às 1h30 e às 15h30; 12 de outubro, sábado, às 19h30; 13 de outubro, domingo, às 11h e 14 de outubro, segunda-feira, às 9h30

Sextas de História e Sociedade – 11/10

23h – A Ciência Maligna de Hitler (Documentário) – Parte 1: A Ascensão do Mal – inédito e exclusivo

A história da Anheherbe, a organização de pesquisa científica que o Reich usou para justificar suas conquistas e crimes raciais. Himmler, o líder da SS, estava convencido de que precisávamos “reescrever o passado para controlar o presente e dominar o futuro”. Direção: David Korn-Brzoza, Quentin Domart Duração: 52 min. Classificação: 16 anos – Horários alternativos: 12 de outubro, sábado, às 3h e às 16h; 13 de outubro, domingo, às 22h; 14 de outubro, segunda-feira, às 17h; 15 de outubro, terça-feira, às 11h.

Sábado – 12/10

9h – Toulouse-Lautrec, o Indescritível (Documentário)

Ambicioso pintor, desenhista e brilhante artista de cartazes, Henri de Toulouse-Lautrec narrou sua época com ganância insaciável. Dos cabarés de Pigalle aos bordéis, este observador cáustico e provocador lança um olhar cheio de paixão e humanidade sobre as mulheres que conhece. Este documentário traça a jornada de um artista visionário com uma liberdade feroz que revela, por trás das festas e do brilho, a imensa solidão da condição humana. Direção: Gregory Monro Duração: 52 min. Classificação: Livre Horários alternativos: 13 de outubro, domingo, às 15h.

Domingo – 13/10

14h – Marie Curie, Além do Mito (Documentário)

No início do século XX, Marie Curie participou da revolução da física, modificando nossa concepção do mundo e da matéria por meio de seu trabalho sobre a radioatividade. As obras e a vida da cientista são como um mito. Embora ela seja homenageada em todo o mundo, sua história e sua vida permanecem desconhecidas. Direção: Michel Vuillermet, Bernadette Bensaude-Vincent, Christine Bard, Hélene Langevin-Joliot Duração: 52 min. Classificação: Livre Horários alternativos: 14 de outubro, segunda-feira, às 1h e 11h.

(Fonte: Com João Gabriel Penalva/Agência Febre)

Confira a programação da semana no Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Quarteto de Cordas. Foto: Larissa Paz.

Em celebração a semana das crianças, no dia 12 de outubro, ocorrerá o Festival Big Bang, uma ode festiva à aventura musical e à arte sonora para o público jovem. As apresentações serão na Sala de Espetáculos e no Salão Nobre. Em sua jornada, o público infanto-juvenil vivenciará um colorido programa de apresentações musicais, instalações sonoras e concertos, em espaços que são transformados em verdadeiros labirintos musicais. O evento, gratuito, acontece das 10h30 às 18h. A retirada dos ingressos será no site do Theatro Municipal a partir do dia 10 de outubro. Mais informações disponíveis no site. (Fonte: Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

‘Alforrias de Papel’, de Marcio Boaro e Cia Ocamorana, estreia no Teatro Arthur Azevedo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Bob Sousa.

O espetáculo ‘Alforrias de Papel’, escrito e dirigido por Marcio Boaro, fundador da Cia Ocamorana que completa três décadas de trajetória pautada no teatro político, traz à cena um diálogo entre passado e presente, estabelecendo paralelos claros entre o abuso do poder econômico do século XIX e as formas modernas de exploração.

Embora a história se passe em tempos diferentes, Alforrias de Papel teve como base uma pesquisa minuciosa do ponto de vista da classe trabalhadora no Brasil do século XIX, com foco especial nas personagens femininas do livro ‘O Cortiço’. Durante essa época, o movimento naturalista representava a classe trabalhadora como um grupo passivo e subordinado dentro de uma estrutura social complexa e frequentemente incompreensível. No entanto, Alforrias de papel busca inverter essa lógica dando voz e ferramentas para que aqueles que foram silenciados pela estrutura social possam expressar seus pontos de vista e ter suas questões discutidas.

O mote foi criar uma nova dramaturgia que atualize o ponto de vista naturalista levando em conta as conquistas teatrais dos últimos 140 anos desde a publicação do texto original. Os cinco atores do elenco interpretam dezenas de personagens a fim de dar vida à perspectiva da classe trabalhadora e, em particular, das personagens femininas de ‘O Cortiço’. A essência do texto original permanecerá, mas será adaptada aos avanços teatrais e às mudanças na sociedade ao longo dos anos, tornando-se uma obra contemporânea que trará luz sobre questões históricas ainda presentes em nossa sociedade.

Na encenação, uma das personagens, nomeada de Espectro, surge já na primeira cena questionando a capacidade do capitalismo de se adaptar e se adequar aos contextos históricos e culturais de cada época. A falsificação de uma carta de alforria no texto original ganha contornos atuais ao espelhar a multiplicidade de formas que o capitalismo adota para legitimar suas práticas e manter seu domínio.

Alforrias de Papel é um texto que resgata as contradições sociais e políticas de um Brasil ainda preso às amarras do passado, mas também um convite para o público perceber os mecanismos de repetição. Através da figura do Espectro contemporâneo, a peça transcende seu contexto histórico e revela que o espírito de exploração e opressão permanece, ajustando-se à face que melhor lhe convém. “Na montagem, o público é desafiado a reconhecer que o capitalismo tem a capacidade de se moldar e se atualizar conforme as conveniências do tempo e do espaço, sendo visto por cada um de acordo com sua própria formação e perspectiva. Essa é a essência de Alforrias de Papel: um olhar sarcástico e provocador sobre a perpetuação dos mecanismos de poder”, diz Boaro.

Companhia Ocamorana pela Ocamorana

Quase 30 anos de atuação com muitos trabalhos de dramaturgia autoral e de alguns dramaturgos como Shakespeare, Brecht, Elmer Rice e Chico de Assis. Passaram pela companhia nomes como Iná Camargo Costa, Chico de Assis e Alexandre Mate. Tem um trabalho extenso de pesquisa continuada, pensando sempre em um teatro que ajude a transformar a sociedade sem nunca abrir mão do rigor estético.

Durante os quase 30 anos de existência, a Companhia sempre se pautou pelo teatro político como uma pesquisa continuada. Tenta sempre discutir o presente e alcançar novas vertentes do teatro, acreditando que a pesquisa é fundamental para isso. A primeira montagem como Ocamorana, em 1998, foi a peça Máquina de Somar, de Elmer Rice, que é considerada um marco do teatro expressionista americano. A ideia de montar essa peça surgiu durante uma pesquisa sobre as raízes do teatro épico, na qual a cia encontrou elementos do teatro épico e de críticas sociais contundentes nessa peça dos anos 20. Posteriormente, sem o apoio do fomento, o grupo estudou o teatro épico brasileiro e montou, em parceria com Chico de Assis, uma das suas peças censuradas nos anos 60, As aventuras e desventuras de Maria Malazartes durante a construção da grande pirâmide. Chico, juntamente com outros artistas do teatro de Arena, se esforçaram para criar uma vertente brasileira do teatro brechtiano, mas foram frustrados pela ditadura militar. Em seguida, decidimos escrever e montar a nossa própria dramaturgia, optando pelo resgate histórico com a peça A guerra dos caloteiros. Com o apoio do fomento, pudemos nos dedicar mais a essa peça, que teve uma longa carreira com mais de 80 apresentações, a maioria delas com casa cheia. Dentro da perspectiva das peças de cunho épico e de resgate histórico, realizamos dois projetos sobre o teatro documentário sob a ótica de Peter Weiss, com leituras e pesquisas sobre a maioria de suas peças. Dessas pesquisas surgiram as peças 1924, uma revolução esquecida e Três movimentos, que tinham relação com as lutas dos trabalhadores da cidade de São Paulo no século XX. Em seguida, decidimos voltar para um clássico, mas não um qualquer: a peça Coriolano, de Shakespeare, que é considerada uma das mais políticas do autor. A peça começa com a primeira greve de trabalhadores registrada na história do Ocidente, uma greve que fez com que o povo passasse a ter representantes eleitos. Depois de muitas pesquisas, montamos a peça, que também teve uma longa carreira. Em seguida, resolvemos voltar à história do Brasil e discutir aqueles dias de elogio à ditadura, trazendo a peça símbolo da resistência aos anos de chumbo: Missa Leiga. Hoje, continuando o nosso processo de busca e avanço, decidimos estudar sobre a herança naturalista, uma corrente cultural importantíssima que muitas vezes tem sua importância minimizada por conta de sua abordagem contundente na busca por transformações sociais. Isso fica claro quando vemos que tanto Bertold Brecht quanto Peter Weiss reconhecem a influência do naturalismo de Émile Zola em seus trabalhos, como o teatro épico de Brecht e o teatro documentário de Weiss. Durante a segunda metade do século XIX, a classe trabalhadora era vista como objeto passivo dentro de uma estrutura social complexa, muitas vezes incompreensível. Esse tema é característico do movimento naturalista, que buscava retratar a realidade da época de forma crua e objetiva. No Brasil, essa realidade era ainda mais intensa, pois o país foi o último a abolir a escravidão e a classe dominante impunha sua vontade com agressividade, dissimulando-se como lobos sob a pele de cordeiros. Recentemente, nos meios acadêmicos, há uma tendência de revisitar a importância do Naturalismo. Diversos livros têm sido lançados sobre o assunto, e essa revisão é especialmente relevante ao se considerar o atual contexto brasileiro, onde já foram alcançados alguns avanços no teatro político. Revisitando o Naturalismo sob a ótica dos dias atuais, podemos compreender nossas raízes e avançar ainda mais em direção a transformações sociais efetivas e duradouras.

Ficha Técnica

Dramaturgia e Direção: Márcio Boaro

Assistente de Direção: João Alves

Elenco: André Capuano, Manuel Boucinhas, Maria Dressler, Mônica Raphael e Nica Maria Composição e Direção Musical: Fernando Oliveira Composição Musical e Músico: Danilo Pinheiro Iluminador e Operador de Luz: João Alves

Cenógrafo: Dan Maaz

Concepção de Cenário: Márcio Boaro

Figurinista: Nica Maria

Costureira: Iara dos Reis

Maquiadora: Suellem Melquiades

Preparador Corporal e Vocal: André Capuano Artista Visual e Design Gráfico da Temporada: Ane Melo e Orlan Mortari Design Gráfico: Felipe Apolo

Fotografia: Bob Souza, Nara Ferriani e André Bicudo

Filmagem e Teaser do espetáculo: Fvfilmes – Nara Ferriani Veras

Assessoria de Mídias: Felipe Apolo e Felipe Rabello

Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro – Ofício das Letras

Assistente de Produção: Felipe Apolo e Felipe Rabello

Direção de Palco e Produção: Vanda Dantas Gestão de Projeto: Colmeia Produções

Apoio: Cantina Luna Di Capri, Espaço Cultura Elza Soares e Planeta’s Restaurante

Realização: Cia. Ocamorana de Teatro, Cooperativa Paulista de Teatro, Fomento ao Teatro.

Serviço: 

Teatro Arthur Azevedo

Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca

De 10 a 26 de outubro de 2024

Horários: quintas, sextas e sábados às 21h, domingos às 19h

Valor do ingresso: R$20 inteira / R$10 meia

Teatro Cacilda Becker

Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo – SP

De 30 de outubro a 10 de novembro de 2024

Horários: quartas, quintas, sextas e sábados às 21h, domingos às 19h

Valor do ingresso: R$20 inteira / R$10 meia

*Sessão Extra*

Datas: 31 de outubro de 2024 às14h30, 6 e 7 de novembro de 2024 às 10h

Horários: quarta e quinta

Valor do ingresso: R$20 inteira / R$10 meia

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração 90 minutos.

(Fonte: Com Adriana Monteiro/Ofício das Letras)

Sinfônica de Campinas celebra Dia das Crianças com Concerto Games no dia 11

Campinas, por Kleber Patricio

Apresentação gratuita na Estação Cultura terá o maestro convidado Guilherme Mannis; repertório apresenta temas de desenhos e jogos de computadores, como ‘Super Mário’, ‘Sonici’ e ‘Street Fighter’. Foto: Divulgação.

Para comemorar o Dia das Crianças, a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas apresentará o Concerto Games na sexta-feira, dia 11 de outubro, às 14h30, na Estação Cultura. A entrada é gratuita e o concerto será especialmente dedicado às crianças, com participação dos alunos da rede municipal de ensino.

O repertório apresentará trilhas musicais de desenhos e jogos de computadores, como o famoso “Super Mário”, “Sonici”, “Street Fighter” e muito mais. O maestro convidado é Guilherme Mannis, que estará à frente da Sinfônica de Campinas.

O concerto é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e da Secretaria Municipal da Educação de Campinas.

Maestro Guilherme Mannis

É reconhecido atualmente como um dos grandes talentos da nova geração de regentes brasileiros. Diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) desde 2006, tem dividido o palco com artistas como Maria João Pires, Michel Legrand, Nelson Freire, Jean Louis Steuerman, André Mehmari, Emmanuele Baldini, Rosana Lamosa, Wagner Tiso, Amaral Vieira e Eduardo Monteiro, entre outros.

Mannis vem desenvolvendo reconhecido projeto de inserção da Sinfônica de Sergipe no cenário artístico nacional, destacando-se a produção de oito temporadas anuais de concertos com a presença de artistas de destaque e a programação de ousado repertório com a realização de diversas encomendas e execução de música contemporânea. Destaca-se também a realização de CD com a gravação das suítes para orquestra de câmara e Bachianas Brasileiras nº 3, de Villa-Lobos, e as viagens do grupo, realizando um Tour Brasil e participação no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

REPERTÓRIO

Michiru YAMANE

Castlevania

Symphony of the Night

Prologue, Dracula’s Castle

Dance of Pales

Wood Carving Partita

Requiem for the Gods

Final Toccata

Koji KONDO

Suíte Super Mario Bros

Masato NAKAMURA

Sonic the Hedgehog

Green Hill Zone

Yoko SHIMOMURA

Street Fighter

Champions Edition

Christian LINKE, Alex TEMPLE, Sebastian NAJAND, Dan NEGOVAN, Michael BARRY

League of Legends Suíte

Demacia Rising, Challengers

Quinn and Valor

Super Galaxy Rumble

Gustavo SANTAOLALLA

Last of Us Suíte

The Last of Us

Smugglers

Infected, Home

The Choice

The Hunters

Kristofer MADDIGAN

Cuphead Suíte

Don’t Deal With the Devil

Inkwell Isle

Aviary Action

Floral Fury

One Hell of a Time

The Winner Takes it All.

Serviço:

Concerto Games com a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas

Data: 11/10 (sexta-feira)

Horário: 14h30

Local: Estação Cultura

Endereço: entrada pela Francisco Teodoro, 1.050, Vila Industrial, Campinas

Entrada gratuita.

(Fonte: Com Maria Finetto/Prefeitura de Campinas)