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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Sem coordenação internacional, haverá mais desigualdade e retrocesso ambiental

Mundo, por Kleber Patricio

São necessárias metas mais ambiciosas para restringir o aquecimento a 1,5 grau, dizem especialistas. Foto: NASA/Unsplash.

Por Arilson FavaretoSeis pontos para prestar atenção no relatório internacional independente de especialistas produzido para o G20

Em 2025 se completam dez anos do Acordo de Paris e o balanço é preocupante. Vivemos um momento crítico para o futuro do planeta, cuja face mais visível é a inegável intensificação de eventos extremos. Aumenta a pressão por medidas concretas que precisarão ir além de compromissos vagos e promessas de longo prazo. Com a COP30 se aproximando e a agenda climática global ganhando força, é essencial refletir sobre os avanços e os obstáculos que ainda enfrentamos.

Por isso é tão importante a publicação do relatório independente de um Grupo de Especialistas convidado pela Task Force do Clima do G20. Elaborado por um time de pesquisadores mundialmente reconhecidos, o estudo oferece uma análise precisa sobre desafios centrais que definirão o futuro da ação climática. O documento destaca que os esforços precisam ser intensificados e melhor coordenados, uma vez que o problema não é apenas técnico ou ambiental; é também político, social e econômico. Como um dos coordenadores da Secretaria Executiva deste Grupo de Especialistas, destaco, dentre os vários tópicos abordados, seis temas sensíveis e que merecem atenção. São eles:

1 – Metas mais ambiciosas e o papel do G20
Os relatórios da Nações Unidas têm apontado que os compromissos já estabelecidos serão insuficientes para reduzir as emissões de forma a alcançar o objetivo de restringir o aquecimento a 1,5°C. Países em geral, e especialmente os do G20 (responsáveis por 80% das emissões globais e também por 80% do PIB mundial), precisam adotar metas muito mais ambiciosas para conter a crise climática. Embora o G20 não assine acordos mandatórios como a Convenção do Clima, seu peso político e econômico é imenso nas negociações climáticas globais. Sem o compromisso firme desses países, dificilmente conseguiremos frear o avanço do aquecimento global.

2 – Meios de implementação: além das promessas
Não basta anunciar aonde queremos chegar. Mesmo as metas já estabelecidas precisam de melhores meios de implementação. É preciso colocar em prática instrumentos concretos de política pública e articulação entre os setores público e privado que garantam o alcance dos objetivos climáticos pactuados. Uma peça central aqui são as ‘políticas industriais verdes’, que precisam ser entendidas em um sentido amplo, englobando políticas produtivas que transformem a forma como produzimos e consumimos em todos os setores.

3 – Coordenação interna: alinhamento de políticas e setores
Inovações setoriais são importantes, mas terão um efeito limitado se isso for visto como apenas mais um componente de uma agenda governamental. O relatório alerta para o risco de tratarmos as políticas industriais verdes como um programa ou política isolada, enquanto o restante da ação estatal continuar promovendo modelos tradicionais de produção e consumo. Precisamos de uma abordagem integrada para que as ambições climáticas orientem de maneira coesa e transversal a atuação do Estado e das políticas públicas em todas as áreas. Sem isso pode haver um ‘jogo de soma zero’ para a agenda climática, com os efeitos de alguns investimentos e incentivos em atividades convencionais anulando os resultados positivos obtidos com políticas alinhadas com ambições climáticas mais ousadas.

4 – Coordenação global: governança e comércio internacional
Sem um esforço coordenado entre as nações, a adoção de incentivos e investimentos em políticas de transição a uma economia de baixo carbono podem criar novas desigualdades. Incentivos adotados por países ricos, por exemplo, podem atrair capitais que poderiam estar indo para países mais pobres e que restariam excluídos dessa nova economia. O relatório sublinha a importância de uma governança global que favoreça uma transição justa entre os países. Reformar as regras do comércio internacional para incorporar critérios ambientais, garantindo que essas novas regras não se tornem barreiras econômicas para países em desenvolvimento ou para que haja estratégias de adaptação entre os mais pobres para esse novo regramento, que já começa a existir, são peças fundamentais desse quebra-cabeças.

5 – Desigualdades e justiça na transição climática
Enfrentar a crise climática não pode agravar as desigualdades existentes tanto entre países quanto dentro deles. O relatório defende que a transição para uma economia verde deve incluir as populações mais vulneráveis, garantindo que elas participem dos processos de tomada de decisão e se beneficiem de novas oportunidades econômicas. Essa inclusão é essencial especialmente em um momento em que muitas das tecnologias emergentes têm caráter poupador de trabalho ou dependem de recursos naturais disponíveis em áreas onde vivem populações vulneráveis. Isso pode aumentar a exclusão social.

6 – Finanças climáticas: o papel do setor público e privado
Em relação ao financiamento da agenda climática, o relatório ressalta a importância de combinar recursos públicos — essenciais para acelerar mudanças cujo retorno econômico pode demorar a chegar e seriam, por isso, menos atrativas ao investimento empresarial — com a mobilização de recursos privados – que são cada vez mais volumosos e precisam ser bem direcionados. Não há dicotomia entre esses dois caminhos. Outros temas são igualmente importantes em finanças climáticas. É o caso dos bancos internacionais e de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o BNDES, que podem ter um papel ainda mais destacado, ou dos Bancos Centrais, que precisam definir em seus mandatos formas de regular e incentivar a agenda climática nos sistemas financeiros. Outra questão abordada é a dívida dos países mais pobres, que precisa ser tratada de forma a garantir que eles tenham espaço fiscal para investir na modernização de suas economias sem serem excluídos do processo global de transformação verde.

O relatório deixa claro que estamos em uma encruzilhada. Se continuarmos com a abordagem fragmentada que tem caracterizado grande parte da ação climática global, corremos o risco de aprofundar desigualdades e falhar na construção de um futuro sustentável. O momento agora é de decisão: ou aceleramos juntos nessa jornada ou estaremos aprofundando um ciclo de retrocessos e desigualdades que afetará dolorosamente gerações futuras.

Sobre o autor | Arilson Favareto é diretor científico do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e Professor Titular da Cátedra Josué de Castro da USP (Universidade de São Paulo).

Os artigos de opinião publicados não refletem, necessariamente, a opinião da Agência Bori ou do site Kleber Patricio Online.

(Fonte: Com Arilson Favareto/Agência Bori)

12ª Festa de São Martinho celebra cultura e tradições portuguesas em São Roque

São Roque, por Kleber Patricio

Bacalhau à Lagareiro. Fotos: Divulgação.

A Quinta do Olivardo, em São Roque, realiza no dia 9 de novembro, das 11h às 16h, a 12ª edição da Festa de São Martinho. O evento, que já se consolidou como um dos principais na preservação das tradições portuguesas no Brasil, traz uma rica programação que envolve a degustação do vinho produzido a partir da colheita de uvas realizada no início do ano, unindo gastronomia e cultura.

“É um reencontro simbólico e muito esperado, quando nossos visitantes retornam para experimentar o vinho que ajudaram a produzir. Isso cria uma conexão especial com o processo e com a nossa história. A festa é uma oportunidade de fortalecer as raízes culturais e relembrar os momentos vividos durante a pisa das uvas”, explica Olivardo Saqui, idealizador da Quinta do Olivardo.

O tradicionalíssimo Bolinho de Bacalhau (que, aliás, os portugueses chamam de pastel).

Na data também é possível participar de uma oficina prática que permite engarrafar e personalizar o rótulo do vinho, tornando a experiência ainda mais interativa.

A programação gastronômica, por sua vez, inclui um rodízio com muita variedade de pratos, com um cardápio que inclui Pão Português, Bolo do Caco, Patê de Bacalhau e Antepastos, Salada de Batata com Bacalhau, Caldo Verde, Bolinho de Bacalhau, Alheira, Bacalhau Espiritual, Bacalhau à Lagareiro, Espetada Madeirense, Parmegiana à Moda da Quinta, Sardinha Portuguesa na Brasa e, para adoçar o dia, deliciosas sobremesas como Pastel de Belém, Rabanada e Pastel de Coimbra.

Além disso, os ingressos, vendidos a R$249 por pessoa, incluem uma série de atrativos: almoço completo, show ao vivo, caneca personalizada, castanhas assadas, sardinha na brasa e consumo liberado de vinho e suco de uva durante todo o evento. Crianças de 6 a 10 anos pagam meia entrada, no valor de R$125,00.

Sem falar, é claro, dos Pastéis de Nata.

A Quinta do Olivardo, localizada no interior de São Paulo, é reconhecida por manter vivas as tradições da cultura portuguesa, com destaque para a produção artesanal de vinhos e a valorização da culinária lusitana. O evento reforça essa proposta, oferecendo uma imersão nas raízes de Portugal e proporcionando momentos únicos aos visitantes. Para mais informações, o contato pode ser feito pelo telefone (11) 98856-3222.

Serviço:
Festa de São Martinho

Data: 9 de novembro | Horário: das 11h às 16h
Local: Quinta do Olivardo – Estrada do Vinho Km 4 – São Roque, SP
Valor: R$249 por pessoa – crianças de 6 a 10 anos pagam meia
Instagram: @quintadoolivardo | Informações: (11) 98856-3222.

(Fonte: Com Luciana Vitale/Máxima Assessoria de Imprensa)

Neste sábado: visita mediada na exposição ‘Monstros’, de Fernanda Leme, na Z42 Arte

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Jaime Acioli.

Neste sábado, dia 26 de outubro, às 17h, a artista Fernanda Leme, o curador Alexandre Sá e a crítica de arte Marisa Flórido farão uma visita mediada na exposição ‘Monstros’, que pode ser vista até o dia 31 de outubro, na Z42 Arte, no Cosme Velho. Na mostra, que traz um panorama dos onze anos de trajetória da artista carioca Fernanda Leme, são apresentadas cerca de 80 pinturas, a maioria delas inéditas, produzidas desde 2013 até hoje, que discutem a pintura e a fotografia na contemporaneidade. Partindo de sua própria vida, a artista debate, por meio de suas obras, questões que são comuns a todos, como a sociedade líquida em que vivemos, a fugacidade das imagens, o luto, as perdas e a saudade. “A exposição é uma crônica da nossa época, um trabalho de memória e de imagem”, conta a artista.

As pinturas partem de figuras humanas presentes em fotografias antigas ou feitas pelo celular ou extraídas de mídias, mas que são acrescidas de imagens de sua imaginação e memória, além de elementos do dia a dia. “As obras potencializam e atualizam o debate entre pintura e fotografia na contemporaneidade a partir da perspectiva da explosão das imagens, das selfies, da fugacidade da captura do instante e da eventual fragilidade da vivência do momento. Considerando o legado da impermanência, os trabalhos problematizam a duração das imagens e de sua inevitável obsolescência, atravessados pela experiência da artista, que também surge como uma cronista afiada”, afirma o curador Alexandre Sá no texto de apresentação da exposição.

Fernanda Leme. Foto: Cristina Granato.

Filha da jornalista Lúcia Leme (1938–2021), Fernanda cresceu em uma família de mulheres fortes e empoderadas e seu trabalho reflete isso. “Discuto o feminino, o retrato da mulher, muitas vezes expondo a minha própria imagem, enfatizando o protagonismo feminino”, afirma a artista, que faz diversos autorretratos em um contraponto com as selfies da atualidade.

O nome da exposição, Monstros, foi retirado da pintura homônima de 2013 que integra a exposição. Nela, uma pessoa aparece capturada por dois homens encapuzados e cercada por anjos e diabos. “Eu pesquiso os monstros do nosso tempo, como o peso e a grandeza da História da Arte, por exemplo, além do peso do luto e das perdas”, conta a artista. “O título da exposição, consideravelmente irônico, nos pergunta em que medida a monstruosidade angustiada de captura do presente nos sufoca e enjaula em uma fantasia de liberdade, nos questionando inclusive sobre a monstruosidade do próprio legado da pintura na História da Arte”, ressalta o curador.

Percurso da exposição

Fernanda Leme – Fim da Infância II – 2013 – acrílica, óleo e colorjet sobre tela. Foto: Divulgação.

Logo na entrada da exposição há um grande painel com 56 pinturas em formato 30cmX40cm, que faz uma analogia com as fotos 3X4 em que a artista retrata rostos de mulheres de sua convivência e também anônimas, produzidas desde 2014 até hoje. “É um working in progress, que não termina nunca, vou sempre acrescentando mais rostos”, conta. Os trabalhos remontam o período anterior ao surgimento da fotografia em que os artistas pintavam retratos das pessoas para que aquela imagem fosse eternizada, como uma foto, e fazem um contraponto com a atualidade. “Discuto a sociedade líquida, a rapidez com que tudo acontece. As milhares de selfies que são feitas, na maioria das vezes, são jogadas fora, não chegam nem a serem impressas. A pintura é o contrário, tem um tempo para ser feita”, ressalta a artista.

Na sala seguinte, há obras da série Fim da Infância, composta por cinco trabalhos em grandes dimensões, incluindo um políptico de 2013 medindo 149cmX211cm. Nesta série, os personagens são retratados ao lado de seus super-heróis favoritos. “Esses trabalhos discutem a perda da ingenuidade, criando desconforto entre o retrato e o super-herói, que é uma coisa imaginária, uma fantasia”, conta.

Fernanda Leme – A Queda III, 2024 – acrílica, bastão oleoso e canesta posca sobre tela. Foto: Divulgação.

Seguindo o percurso da exposição, estão pinturas da série Retratos, produzidas desde 2013, em que a artista pinta pessoas em diversas situações, incluindo ela mesma. As obras são feitas a partir de retratos, mas com a introdução de novos elementos criados pela artista, além da modificação das cores originais “É como se esses retratos não permanecessem como as pinturas antigas permaneciam, pois faço uma pintura planar e misturo com outros elementos que não estavam na fotografia original”. Um exemplo é a obra No trem (2018), feita a partir de uma fotografia da própria artista dentro de um trem em 1981. “A construção de baixíssima volumetria e o acontecimento de um certo exotismo da cor evidenciam um processo de tensionamento da imagem que, talvez, conscientemente, conheça sua perecibilidade. Se a tela historicamente é um suporte da duração e da presença, as personagens aqui parecem escorrer em suas memórias, como se assumissem seu tempo curto e seu inevitável esquecimento nada trágico”, diz o curador.

Na sala seguinte, estão trabalhos da série Luto, de 2023, feitos quando a artista descobriu um câncer de mama após ter perdido o irmão, a mãe e o pai também de câncer. Diante da situação, Fernanda Leme resolveu olhar de forma positiva para a vida, retratando a si mesma durante o tratamento. Ao contrário do que se pode pensar, as obras possuem cores fortes e brilhantes, passando um ar de positividade diante da situação. “É um trabalho muito movido pela minha história de vida, mas que também é a história de milhares de pessoas, mas isso ainda é pouco falado. Resolvi encarar como algo que acontece na vida, com leveza. Nunca parei de produzir”, diz. “As obras aqui reunidas bordam a experiência do indizível a partir da experiência pessoal e das memórias da artista. Por certo não se trata de um trabalho que faz mau uso da psicanálise ou de um tipo de trabalho que semanticamente retroalimenta os traumas pessoais, mas de um conjunto vigoroso de obras que evidencia a qualidade do enfrentamento árduo diante do abismo individual cotidiano”, afirma o curador.

Foto: Jaime Acioli.

No final de 2023, a artista fez a pintura Pente, que mostra o objeto em um fundo rosa-choque com fios de cabelo presos a ele. “Esse foi o ponto de virada, de mutação na minha vida e na minha obra. É a conclusão de todo esse ciclo de perdas e transformações, com esta nova fase que está se iniciando”, conta. A partir daí, Fernanda Leme começou a trabalhar na mais recente série Morfemas, com trabalhos mais geométricos em que os fios de cabelo aparecem como elementos da obra, criando desenhos como se fossem pequenos signos.

Serviço:

Visita mediada na exposição Monstros

Dia 26 de outubro de 2024, às 17h

Exposição: até 31 de outubro de 2024 – de segunda a sexta, das 11h às 16h;sábado, mediante agendamento

Z42 Arte

Rua Filinto de Almeida, 42, Cosme Velho – Rio de Janeiro RJ

Telefone: (21) 98148-8146

Entrada franca.

(Fonte: Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Cinema de animação movimenta agenda cultural gratuita em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Mauricio Squarisi em brinquedo óptico. Foto: Divulgação.

No Brasil e em mais de 30 países, 28 de outubro é considerado o Dia Internacional da Animação. Celebrando a data e o cinema de animação, a agenda cultural de Campinas traz boas opções gratuitas para crianças e adultos.

SESC Campinas

O Núcleo de Cinema de Animação de Campinas monta um Estúdio Experimental de Animação no dia 26 (sábado), das 10h30 às 12h30 e das 14h às 16h no Sesc Campinas, localizado na Rua Dom José I, no bairro Bonfim. Voltada para crianças a partir de 7 anos, acompanhadas por um adulto responsável, a oficina é gratuita e oferece a oportunidade de experimentar várias técnicas de animação. Os participantes poderão explorar estações com desenho animado em papel, recortes em cartão, sombras chinesas, animação com areia, desenho sobre película e criação de trilhas sonoras. As inscrições são limitadas e devem ser feitas no local a partir de 30 minutos antes do início de cada sessão.

Dia Internacional da Animação

O Dia Internacional da Animação (DIA) é comemorado em todo o país com uma mostra de curtas-metragens exibida simultaneamente em várias cidades e regiões. Em Campinas, com o apoio do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas e sob a coordenação da animadora Rafaela Repasch, a 21ª edição do evento acontecerá no Laboratório de Imagem e Som (LIS) da Unicamp, às 19h30 no dia 28 de outubro.

O evento contará com duas mostras especiais: a Mostra Nacional, com oito curtas-metragens, e a Mostra Regional, com seis produções, incluindo o curta 1500, de Maurício Squarisi, um dos fundadores e diretores do Núcleo. No curta, Squarisi retrata o encontro dos europeus Cabral, Caminha e Frei Henrique com os nativos, destacando as trocas de presentes, cultura e religião.

O evento tem como foco promover a integração cultural em todas as regiões do país mobilizando diversas comunidades e facilitando o acesso da população à cultura. A lista dos filmes que integram as mostras está disponível no link www.diadaanimacao.com.br.

Em novembro | O LIS-Unicamp vai sediar entre 6 e 8 de novembro a 6ª edição da Lesma – La Extraordinária Semana de Mostras Animadas, com oficina, mesas de conversa, masterclass e exibições. As mostras são gratuitas e acontecem diariamente às 19h. A Mostra Nyama de Animação Negra é no dia 6, a Mostra de Animação Indígena no dia 7 e Mostra de Animações do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas no dia 8. A programação completa pode ser consultada pelo Instagram @lesma.unicamp.

Serviço:

Estúdio Experimental de Animação no SESC Campinas com o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas

Data: 26/10 (sábado)

Grátis, para crianças a partir de 7 anos acompanhadas por um adulto de referência

Local: Sala de Atividades 1 do SESC Campinas

Endereço: Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim – Campinas/São Paulo

Mais informações: https://www.sescsp.org.br/programacao/estudio-experimental-de-animacao/

Dia Internacional da Animação – Em Campinas

Mostra Nacional e Mostra Regional – São Paulo

Data: 28/10/2024  | Horário: 19h30

Grátis

Local: LIS Unicamp

Mais informações: www.diadaanimacao.com.br

6ª Lesma – La Extraordinária Semana de Mostras Animadas

Data: de 6 a 8 de novembro

Local: LIS-Unicamp

Programação completa em @lesma.unicamp (Instagram).

(Fonte: Com Andréa Alves/A2N Comunicação)

MuBE inaugura nova exposição ‘Mupotyra: arqueologia amazônica’

São Paulo, por Kleber Patricio

Com curadoria de Carla Gibertoni, Naine Terena, Eduardo Góes Neves, Ricardo Cardim e Guilherme Wisnik e parceria com o MAE USP, mostra reúne arqueologia, arte e meio ambiente para discutir os impactos da ação da humanidade na floresta amazônica e repensar o futuro. Foto: Divulgação.

O MuBE – Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia inaugura no dia 26 de outubro a exposição ‘Mupotyra: arqueologia amazônica’. Partindo de estudos que indicam que a ação de povos indígenas ancestrais teria sido determinante para a formação da Floresta Amazônica, a mostra reúne arqueologia, arte e meio ambiente para discutir a ocupação da região e os impactos da exploração excessiva dos recursos naturais em prol do desenvolvimento. Mupotyra significa florescer em Nheengatu, língua geral amazônica. Ao revisitar o passado, a exibição propõe um chamado de consciência para imaginarmos novos futuros, de forma sustentável. “Como Museu de Ecologia, acreditamos ser papel do MuBE trazer para o público discussões sobre a questão ambiental e a Amazônia está no centro desta pauta. Esta exposição é também uma forma de contribuição do MuBE à preparação para a COP de 2025, em Belém”, diz a presidente do MuBE, Flavia Velloso.

Abre a exposição a inédita coleção de Ricardo Cardim, que retrata a propaganda do projeto desenvolvimentista da ditadura militar por meio de uma política de exploração intensa e propõe uma reflexão sobre como chegamos à destruição que vemos hoje.

A mostra traz para o público parte importante de uma das principais coleções de arqueologia e etnologia da Amazônia do mundo, o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, com diversos artefatos que revelam o conhecimento altamente qualificado e o processo de resistência dos povos indígenas no Brasil. Entre acessórios como coroas, cocares, cestas, vestimentas e peças de cerâmicas, o passado nos ensina a pensar sobre o futuro, evidenciando práticas milenares dos povos originários que fomentaram a rica biodiversidade da região. Entre elas, a identificação de vestígios de complexas redes de caminhos e grandes agrupamentos humanos datadas de 2.500 anos feitas de materiais perecíveis, como madeira e palha, e o desenvolvimento de um sistema de construção com aterros artificiais que permitiram a ocupação permanente dos campos alagáveis na Ilha do Marajó (PA).

Com expografia de Marcelo Rosenbaum, junto aos objetos arqueológicos e etnográficos são exibidas obras contemporâneas feitas por artistas que entram em diálogo e em tensão com o material histórico. Com destaque, os artistas indígenas participantes da mostra promovem a criticidade da arte indígena no contexto contemporâneo, não apenas como expressão artística em si, mas também como atos de resistência, conectando-se às raízes que as sustentam.

A mostra evidencia a importância das pesquisas arqueológicas, principalmente para a compreensão do papel dos povos indígenas no manejo dos territórios e a contribuição para a diversidade ambiental, como o plantio de espécies de árvores ao longo de trilhas e nas roças. Na exposição, essa ação milenar é apresentada em um projeto de Thiago Guarani que propõe, a partir dos conhecimentos indígenas, a criação das paisagens que compõem as áreas de floresta da Amazônia na atualidade.

Com entrada gratuita, a exposição fica em cartaz no MuBE até o início de 2025 e conta também com programas educativos, visitas guiadas e atividades especiais nos ateliês abertos aos finais de semana. Artistas participantes: Yaka Huni Kui, Uýra, Thiago Guarani, Tainá Marajoara, Rita Huni Kuin, Pedro David, Keyla Palikur, Jaider Esbell, Gustavo Caboco, Gê Viana, Frederico Filippi, Elisa Bracher, Denilson Baniwa e Lilly Baniwa, Coletivo Artistas Pelo Clima, Cassio Vasconcellos e Maurício de Paiva.

Serviço:

Exposição Mupotyra: arqueologia amazônica

Exibição: de 26/10/24 até 9/3/2025

Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE)

Rua Alemanha 221, Jardim Europa, São Paulo – SP (terça a domingo).

Av. Europa 218, Jardim Europa, São Paulo – SP (quarta a domingo)

Horário de funcionamento: 11h às 18h – última entrada às 17h30

Entrada gratuita.

Sobre o Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia

O MuBE, ou Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, foi criado a partir da concessão do terreno, situado entre a Avenida Europa e a Rua Alemanha, pela Prefeitura de São Paulo à Sociedade dos Amigos dos Museus (SAM), no ano de 1986, para a construção de um Centro Cultural de Escultura e Ecologia.

Para a escolha do projeto do prédio da instituição cultural, foi realizado um concurso vencido por Paulo Mendes da Rocha. Nascia, então, o MuBE e seu prédio, que é um marco da arquitetura mundial e que conta também com o jardim projetado por Roberto Burle Marx.

Siga o MuBE no Instagram: mube_sp.

(Fonte: Com Vinicius Costa/Agora Site)