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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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MAB-FAAP abre oficialmente a exposição ‘Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil’

São Paulo, por Kleber Patricio

Marcello Dantas, Celita Procopio de Carvalho, Elizabeth Frawley Bagley, Margareth Menezes, Pilar Guillon Liotti, Antonio Bias Bueno Guillon e Luis Fernando Liotti.
Foto: Silvana Garzaro.

Na noite desta segunda-feira (28 de outubro), o MAB FAAP realizou a vernissage de abertura da nova exposição ‘Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil’, que reúne 134 obras de 74 artistas diferentes dos dois países, em comemoração ao bicentenário das relações diplomáticas entre eles.

A ocasião foi prestigiada pela Ministra da Cultura Margareth Menezes, pela Embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Bagley, e pela Presidente do Conselho de Curadores da FAAP, Celita Procopio, que celebraram a abertura da exposição, apontaram a importância da exaltação da cultura diaspórica africana, e a amizade entre os Estados Unidos e o Brasil em discursos durante o evento.

Também prestigiaram o evento o Ministro da Justiça e Segurança Pública no Brasil, Ricardo Levandowski, assim como os representantes das empresas que patrocinaram ‘Ancestral’, como o Presidente do Bank of America, Eduardo Alcalay, o Presidente da Fundação Itaú, Eduardo Saron, a CEO do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, a Diretora de Assuntos Governamentais e Corporativos da Caterpillar no Brasil, Andrea Park, o CEO do Whirpool no Brasil Gustavo Ambar, e o Diretor Comercial e de Produtos do BBAsset, Mario Perrone.

Margareth Menezes e Elizabeth Frawley Bagley. Foto: Lu Prezia.

A atriz Mariana Ximenes também compareceu à abertura da exposição com o namorado e fotógrafo Victor Collor de Mello, assim como o ator e produtor Silvio Guindane. A ocasião também contou com uma apresentação musical especial da cantora Virgínia Rodrigues e da violoncelista Akua Dixon.

A exposição ‘Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil’, com curadoria dupla da brasileira Ana Beatriz Almeira e da americana Lauren Haynes e direção artista de Marcello Dantas, fica em cartaz até 26 de janeiro de 2025, com entrada gratuita.

Serviço:
Exposição Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil
Direção Artística: Marcello Dantas
Curadoria: Ana Beatriz Almeida e Lauren Haynes
Patrocínio: BB Asset, Bradesco, Caterpillar, Instituto CCR, Citi, Itaú Unibanco, Whirlpool e Bank of America
Período: de 29 de outubro de 2024 a 26 de janeiro de 2025
Local: MAB – FAAP – Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo (SP)
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h – fechado às segundas-feiras
Entrada gratuita.
Mais informações: (11) 3662-7198

Artistas:
Abdias do Nascimento | Agnaldo Manuel dos Santos | Aline Motta | Amara Smith | Amy Sherald | Ana Beatriz Almeida | Andrea Chung | Antonio Obá | Aretha Sadick | Barbara McCullough | Benny Andrews  | Betye Saar | Bispo do Rosário | Carlos Martiel | Caroline Kent | Carrie Mae Weems | Charles Gaines | Charles White | Dalton Paula | Davi de Jesus do Nascimento | David Huffman | Dawoud Bey |Diambe | Emanuel Araujo | Faith Ringgold | Flavio Cerqueira | Fred Wilson | Gabriella Marinho | Gary Simmons | Gê Viana | Hank Willis Thomas | Heitor dos Prazeres | Heloisa Hariadne | Isa do Rosário | Jaime Lauriano | Jayme Figura | Jordan Casteel | José Adário do Santos | Jota Mombaça | Julie Mehretu | Kara Walker | Kerry James Marshall | Kevin Beasley | Leonardo Drew | LeRoi Johnson | Lita Cerqueira | Lorna Simpson | Martin Puryear | Matheus Abu | Mayara Ferrão | Melvin Edwards | Mestre Didi | Moises Patricio | Monica Ventura | Murry Depillars | Nádia Taquary | Nari Ward | Paulo Nazareth | Renata Felinto | Rosana Paulino | Rubem Valentim | Sam Gilliam | Sebastião Januário | Sérgio Soarez | Sidney Amaral | Simone Leigh | Siwaju | Sonia Gomes | Tassila Custodes | Tracy Collins e Eneida Sanches | Wardell Milan | Whitfield Lovell | Yashua Klos.

(Fonte: Com Bruna Janz/Suporte Comunicação)

XX Encontro de escritores e artistas indígenas começa dia 6 de novembro na UFF

Niterói, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Dando início ao XX Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, serão realizadas, no dia 6 de novembro de 2024, as mesas de debates ‘A literatura indígena hoje’, às 9h, com o escritor indígena Daniel Munduruku, e ‘Literatura Indígena como Ferramenta de Descolonização e Transformação no Ensino’, às 11h, com a poeta indígena Márcia Kambeba. As palestras, gratuitas, acontecerão no Auditório Macunaíma, no Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFF). Na ocasião, também haverá uma exposição com publicações de autores indígenas.

As atividades integram a etapa educativa da vigésima edição do Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, idealizado por Daniel Munduruku e coordenado pela professora Claudete Daflon, que tem como ponto de partida o protagonismo indígena na área cultural. Com o tema ‘O futuro é ancestral?’, o encontro propõe discutir os movimentos que a literatura tem trilhado na formação da consciência do povo brasileiro a partir de mesas de debates compostas por autores indígenas e especialistas na temática da literatura indígena. “Queremos fazer uma grande celebração da esperança”, dizem os organizadores. As demais etapas serão realizadas nos dias 10, 11 e 12 de dezembro na UFF e na Biblioteca Nacional, de graça e abertas ao público.

Esta primeira etapa educativa do encontro será voltada para professores da educação básica e licenciandos, mas será aberta a toda a comunidade, em uma parceria com a Secretaria de Educação do Município de Niterói/RJ e o Coletivo Casulo de São Gonçalo. Paralelamente, o Museu Nacional dos Povos Indígenas realizará nos dias 8, 11, 12 e 13 de novembro atividades de contação de histórias, com manuseio de objetos do acervo destinados a esse tipo de atividade, para estudantes de escolas da rede pública de ensino de Niterói.

Daniel Munduruku.

“Ao acreditar na leitura e na escrita, oferece-se um caminho de mão dupla: para as crianças e os jovens indígenas, surge um novo modo de entender a própria comunidade e a sociedade que os cercam; às crianças e jovens não indígenas, apresenta-se a oportunidade de olhar e compreender sua ancestralidade pautada na presença indígena na História do Brasil”, afirma Daniel Munduruku.

O XX Encontro de Escritores e Artistas Indígenas é uma produção do Governo Federal, Funai, Museu Nacional dos Povos Indígenas, Universidade Federal Fluminense (UFF), Programa de Pós-graduação em Estudos de Literatura, MinC, Biblioteca Nacional e Instituto Uka. A Secretaria de Educação de Niterói e o Coletivo Casulo são parceiros na parte educativa.

Serviço: Etapa educativa do XX Encontro de Escritores e Artistas Indígenas   

Dia 6 de novembro de 2024, a partir das 9h

Universidade Federal Fluminense

Auditório Macunaíma – Instituto de Letras

Rua Prof. Marcos Waldemar de Freitas Reis, s/nº – São Domingos – Niterói – RJ

Capacidade: 150 pessoas

Entrada franca

(21) 98762-6744

Instagram: @xxencontroliterarteindigena.

(Fonte: Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Orquestra Ouro Preto estreia ‘Hilda Furacão, a Ópera’, em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Rapha Garcia.

A Orquestra Ouro Preto estreará nos dias 5 e 6 de novembro, em São Paulo, Hilda Furacão, a Ópera, uma adaptação do aclamado romance de Roberto Drummond imortalizado na célebre minissérie dos anos 90. Sob a regência do Maestro Rodrigo Toffolo, a montagem promete capturar a intensidade dos sentimentos e a complexidade dos dilemas da personagem que desafiou as convenções sociais de uma conservadora Belo Horizonte dos anos 60.

As apresentações na capital paulista serão realizadas no Theatro Municipal de São Paulo e os ingressos já estão à venda no site e na bilheteria da casa. Na sequência, a produção será apresentada em Belo Horizonte, nos dias 21 e 22 de novembro, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes e, no Rio de Janeiro, nos dias 24 e 25 do mesmo mês.

Com música original de Tim Rescala e direção de cena de Julliano Mendes, Hilda Furacão, a Ópera celebra a riqueza da cultura brasileira em uma produção cantada em português. Dividido em dois atos, o espetáculo explora os dilemas éticos, sociais e religiosos da época.

Maestro Rodrigo Toffolo. Foto: Click Studio.

O elenco conta com renomados cantores líricos brasileiros prometendo emocionar o público com uma montagem impactante: Carla Rizzi interpreta Hilda, Jabez Lima é Frei Malthus, Marília Vargas é Loló Ventura, Marcelo Coutinho encarna Nelson Sarmento, Johnny França é Aramel e Fernando Portari representa o narrador e autor Roberto Drummond.

Com uma sólida trajetória na cena operística brasileira, a mezzo-soprano Carla Rizzi possui vasta experiência como atriz, emprestando à personagem toda a força dramática que ela demanda. A cantora repete a parceria com a Orquestra Ouro Preto, cujo último trabalho foi a bem-sucedida montagem Auto da Compadecida, a Ópera, assim como Jabez Lima, tenor que interpreta Frei Malthus.

Uma das vozes mais proeminentes da ópera nacional, Jabez Lima empresta seu talento ao jovem frei que vive os dilemas entre o desejo da santidade e a tentação de seus sentimentos. O tenor, que interpretou João Grilo na versão mineira da obra de Suassuna, mostra toda a sua versatilidade e excelência agora em uma faceta dramática.

O romance do escritor mineiro Roberto Drummond conta a história de Hilda, uma jovem bela e rebelde que rompe com as expectativas ao abandonar sua vida de prestígio e refugiar-se na zona boêmia da capital mineira. Sua jornada se entrelaça com a de Frei Malthus, um jovem religioso determinado a transformar a vida dos habitantes da região. Esse encontro desencadeia uma série de conflitos éticos e sociais, em um confronto entre desejo e dever, liberdade e moralidade. Uma narrativa que encontra na ópera a linguagem perfeita para seu desenvolvimento dramático, somando-se ao panteão de grandes heroínas do gênero, como Carmen e Aida, consolidando o caminho para a criação de uma ópera nacional que dialoga com nossa história, cores e sons.

“Hilda tem tudo que a gente procura em um libreto, sob o ponto de vista operístico, para levar uma história para o palco. É rica nos conflitos, nas reflexões, na dramaturgia e nesse equilíbrio entre o drama e os momentos cômicos. Além disso, Hilda é uma personagem feminina muito importante da nossa literatura, que carrega fortes reflexões sobre liberdade, imposições sociais e sobre traçar seu próprio destino. Tudo isso faz dela uma protagonista perfeita para esse ciclo de óperas que a Orquestra Ouro Preto vem desenvolvendo”, explica o maestro Rodrigo Toffolo.

Foto: Rapha Garcia.

Tim Rescala, que repete a parceria operística com a formação mineira após a bem-sucedida montagem de Auto da Compadecida, a Ópera, reforça as qualidades da narrativa que agora chega aos palcos. “Hilda tem todos os elementos para se tornar uma ópera: uma trama instigante e trágica, talvez até tragicômica, personagens fortes, carismáticos e uma grande carga emocional”, enumera.

Para as composições originais, Tim Rescala incorporou elementos da música popular da época, sobretudo o que se ouvia pelo rádio, ao discurso operístico. “Não só a música brasileira, mas também a norte-americana, incluindo os boleros que tanto sucesso fizeram no mundo todo neste período. Esse cancioneiro marcou muito essa época e procurei incorporar esse universo sonoro à partitura para criar algo híbrido em uma ópera com ares de musical”, avalia o compositor.

Com a estreia de Hilda Furacão, a Ópera, a Orquestra Ouro Preto reafirma sua busca pela criação de um repertório operístico brasileiro e convida o público a mergulhar em uma jornada de amor, fé e desafio às normas estabelecidas.

Serviço:

Orquestra Ouro Preto estreia ‘Hilda Furacão, a Ópera’

São Paulo

Data: 5 e 6 de novembro de 2024 | Horário: às 20 horas

Local: Theatro Municipal de São Paulo (praça Ramos de Azevedo, s/n, República. SP)

Ingressos: No site e na bilheteria do Theatro

Informações: www.orquestraouropreto.com.br

Belo Horizonte

Data: 21 e 22 de novembro de 2024 | Horário: às 20 horas

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, centro. BH)

Ingressos: No site e na bilheteria do Theatro

Informações: www.orquestraouropreto.com.br

Rio de Janeiro

Data: 24 e 25 de novembro de 2024

Horário: domingo às 18h e, segunda, às 20h

Local: Cidade das Artes (Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca, RJ)

Ingressos: no site e na bilheteria do Theatro

Informações: www.orquestraouropreto.com.br.

(Fonte: Com Fabio Gomides/A Dupla Informação)

OSU e alunos de Voz Popular do Instituto de Artes da Unicamp apresentam concerto ‘Um olhar sobre o Brasil’

Campinas, por Kleber Patricio

No dia 31 de outubro de 2024, a Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU) se une aos alunos de Voz Popular do Instituto de Artes (IA) da Unicamp para apresentar o espetáculo ‘Um olhar sobre o Brasil’, no Teatro de Arena da Unicamp, às 20h. O evento, com entrada livre, será conduzido pela maestrina da Sinfônica, Cinthia Alireti, e conta com a orientação, repertório e roteiro da Professora Dra. Regina Machado.

O programa do concerto inclui obras que destacam a diversidade da música brasileira, desde o poema sinfônico ‘O Boto do Tapajós’, de Cintia Zanco, até clássicos como ‘Brasil Pandeiro’ e ‘Andar com Fé’, esta última de Gilberto Gil. Cada música foi cuidadosamente selecionada para proporcionar uma reflexão sobre a cultura e a história do país, oferecendo um panorama que vai do popular ao erudito, sempre com o toque especial dos alunos de Voz Popular.

O concerto trará ao público uma viagem pela música brasileira com arranjos especiais feitos por Cintia Zanco, renomada artista que transita entre a música popular e erudita. Zanco, com uma extensa carreira como instrumentista, arranjadora e compositora, tem sido uma presença constante nas principais orquestras e grupos de música do Brasil. Seu trabalho como arranjadora já foi apresentado por orquestras renomadas e gravado por grandes nomes da música nacional. Entre as diversas colaborações, Zanco realizou arranjos para a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, trabalhando com artistas como Elza Soares, Lenine e Mart’nália. Sua expertise será um dos destaques da apresentação, garantindo que o público tenha uma experiência musical rica e diversificada.

A noite será um convite para celebrar a música nacional em suas diferentes formas e tradições, e a interação entre a OSU e os jovens talentos da Unicamp promete emocionar e surpreender.

Serviço:

Um olhar sobre o Brasil

Quando: 31 de outubro de 2024, às 20h

Onde: Teatro de Arena | R. Elis Regina – Cidade Universitária, Campinas

Entrada gratuita.

(Fonte: Ciddic/Unicamp)

Theatro São Pedro apresenta óperas ‘Uma Rodada de Bridge’ e ‘O Labirinto’

São Paulo, por Kleber Patricio

Óperas Uma Mão de Bridge, de Barber, e O Labirinto, de Menotti, no Theatro São Pedro. Fotos: Íris Zanetti.

Em novembro, a temporada lírica do Theatro São Pedro traz novas duas montagens com os dois grupos de formação ligados ao teatro, a Academia de Ópera e a Orquestra Jovem do Theatro São Pedro. Nos dias 7, 8, 9 e 10 de novembro (quinta a sábado, 20h e domingo, às 17h), serão apresentados os títulos ‘Uma Rodada de Bridge’, do compositor estadunidense Samuel Barber (1910–1981), e O Labirinto’, do compositor italiano Gian Carlo Menotti (1911–2007). As produções terão André dos Santos na direção musical, João Malatian na direção cênica, Giorgia Massetani na cenografia e figurino, Kuka Batista na iluminação e Malonna no visagismo.

Para Malatian, as montagens apresentam diferentes desafios. Uma Rodada de Bridge – que dura aproximadamente 10 minutos, o tempo de uma rodada do jogo – foi escrita por Samuel Barber e tem um elenco pequeno de quatro solistas. “Ela trata do mundo interior de dois casais de amigos que jogam bridge diariamente. Durante essa maçante rotina, os pensamentos íntimos de cada jogador afloram através de suas árias, revelando suas carências afetivas”, explica o diretor cênico.

Segundo ele, entender a relação do jogo e dos símbolos das cartas com os sentimentos de cada personagem foi o ponto de partida para explorar uma interpretação viva e potente dessa ópera, em que os personagens Sally, Bill, Geraldine e David não conseguem sair da ‘prisão’ desse jogo, metáfora de suas vidas infelizes.

A segunda ópera da noite, O Labirinto, um enigma operístico, foi escrita por Menotti exclusivamente para ser transmitida pela televisão encomendada pela emissora NBC em 1963 – o compositor dizia que a obra se trata de um “enigma operístico, mais enigma do que ópera” e que seu enredo, considerado na época como surrealista, na verdade é cheio de significados e simbolismos.

Malatian destaca que a ópera foi montada utilizando recursos pioneiros de edição de vídeo da época, com inserção de cenários e elementos virtuais que se tornariam comuns nos anos seguintes. “Trazer essa obra para o palco nos exigiu também utilizarmos vídeos que transformam o labirinto de corredores de um hotel sinistro em ambientes completamente díspares, como o interior de uma nave espacial, as areias de uma praia ou uma tempestade em alto mar. Mais longa que a primeira – com duração aproximada de 50 minutos –, O Labirinto trata da frenética busca de um jovem casal recém-casado por seu quarto de núpcias que nunca é encontrado. Receber a chave no final simboliza não só o fim dessa busca, como também o fim da própria vida dos noivos”, argumenta.

A respeito do cenário, o diretor cênico ressalta que a inspiração se encontra no expressionismo alemão, com ângulos exagerados que criam um ambiente ao mesmo tempo lúdico e sinistro, com portas que não são portas, passagens que levam sempre para o mesmo lugar e que reforçam a claustrofóbica situação do jovem casal. “Partindo do caráter ilógico e metafórico do libreto, procurei reforçar os diferentes climas em cada passagem dessa busca misteriosa por um final feliz. O público verá um espetáculo conciso, mas cheio de personagens intrigantes e de situações que surpreenderão a todos. As duas óperas têm o libreto escrito por Menotti, que dirigiu a montagem televisiva de O Labirinto. O primeiro título, mais lírico, e o segundo, mais tragicômico, dizem muito sobre nossas questões existenciais atuais”, diz Malatian.

Transmissão ao vivo | A récita de 8 de novembro, sexta-feira, às 20h, será transmitida ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro

TEMPORADA LÍRICA – ACADEMIA DE ÓPERA E ORQUESTRA JOVEM DO THEATRO SÃO PEDRO

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

Orquestra Jovem do Theatro São Pedro

André dos Santos, direção musical

João Malatian, direção cênica

Giorgia Massetani, cenografia e figurino

Kuka Batista, iluminação

Malonna, visagismo

Sue Adur, videoarte

SAMUEL BARBER (1910–1981)

Uma Rodada Mão de Bridge, Op. 35 – 9′ [ópera em ato único com libreto de Gian Carlo Menotti]

Laleska Terzetti, mezzo-soprano (Sally)

Wilian Manoel, tenor (Bill)

Anastasia Liàntziris, soprano (Geraldine)

Julián Lisnichuk, barítono (David)

GIAN CARLO MENOTTI (1911–2007)

O Labirinto – um enigma operístico – 52’ [ópera em ato único com libreto do compositor]

Débora Neves e Fernanda França, sopranos (Noiva)

Robert Willian, barítono (Noivo)

Laleska Terzetti, mezzo-soprano (Espiã)

Éder Rodrigues, tenor (Homem Velho)

Isabelle Dumalakas, soprano (Gerente Executiva)

Cláudio Marques, barítono (Cantor de Ópera)

Ernesto Borghi, tenor (Astronauta)

Ariel Bernardi, baritonista (Funcionária)

Gianlucca Braghin, baixo (Diretor)

Erickson Almeida, papel mudo (Mensageiro)

Coro  

Anastasia Liàntziris

Isabelle Dumalakas

Fernanda França

Ana Luisa Melo

Laleska Terzetti

Karla Passeri

Érika Henriques

William Manoel

Éder Rodrigues

Cláudio Marques

Julián Lisnichuk

Ensaio geral aberto: 5 de novembro, terça-feira, 19h

Récitas: 7, 8, 9 e 10 de novembro | quinta a sábado, 20h; domingo, 17h

Classificação etária: 12 anos

Ingressos: Plateia: R$100/ R$50 (meia)

1º Balcão: R$70/ R$35 (meia)

2º Balcão: R$60 / R$30 (meia).

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país. Agora o Theatro São Pedro inicia uma nova fase, respeitando sua própria história e atento aos novos desafios da arte, da cultura e da sociedade.

(Fonte: Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)