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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Galeria campineira apresenta a arte revolucionária de Doris Homann

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Uma artista que sobreviveu aos horrores das duas guerras mundiais e que pintou as dores, lutas e transformações de seu tempo. Uma mulher revolucionária, que conviveu com os maiores nomes da cultura europeia em sua época e deixou um legado ainda pouco conhecido no Brasil, país que escolheu para viver com as duas filhas. Assim foi Doris Homann (1898-1974), a pintora nascida na Alemanha e cuja obra será apresentada pela primeira vez em Campinas em uma exposição entre os dias 13 de agosto e 13 de setembro no Ligia Testa Espaço de Arte, no Taquaral: Doris Homann: A Pintura da Condição Humana.

A exposição, como conta a produtora Ligia Testa, vai retratar as múltiplas facetas da vida e da obra da pintora, ceramista, escultura e gravurista. “O objetivo é apresentar, de forma inédita para os apreciadores da arte e público em geral de Campinas e região, uma biografia de enorme riqueza e uma obra que reflete as angústias e também as esperanças de períodos tumultuados da história da humanidade”, diz Ligia.

A produtora nota que o evento é fruto do desejo das duas filhas de Doris Homann, Claudia e Livia, que há anos escolheram Campinas como moradia. As filhas nutriam a expectativa de promover uma exposição como tributo à vida e obra da mãe e agora o sonho será realizado. Livia, a primogênita, faleceu há poucos dias, mas participou ativamente de todo o processo de idealização, formulação e produção da exposição.

Doris Homann, vida e obra

Doris Homann nasceu em Berlim, no dia 16 de maio de 1898. Nascida em família de classe média alta, a artista vivenciou infância e adolescência nos últimos momentos do Império Alemão, sob o domínio de Wilhelm II, até sua abdicação em 1918, ao final da Primeira Guerra Mundial. Talento precoce, Doris estudou no Konigstaatlisches Lizeum (Liceu Real) e na Academia de Belas Artes, tendo integrado o círculo de artistas reunidos em torno do escultor e pintor Otto Freundlich, um dos nomes com obras incluídas na famigerada exposição da Arte Degenerada, assim designada por Adolf Hitler. Freundlich morreu no campo de Majdanek, na Polônia, em 1943.

Os ideais libertários permaneceram em Doris Homann, que, como outros artistas, viveu um período de efervescência na República de Weimar (1918-1933). Nesta época, atuou em jornais como Die Fran, Die Rote Fahne e Der Knüepel, ilustrou livros e protagonizou várias exposições, individuais e coletivas, convivendo com grandes expressões da cultura como Vladimir Mayakovsky (1893-1930), George Grosz (1893-1959), Wassily Kandinsky (1866-1944) e Kathe Kollwitz (1867-1945). As tonalidades expressionistas e surrealistas na obra de Doris Homann são tributárias dessa hora de intervalo democrático e utópico entre as duas guerras mundiais que foi a República de Weimar.

O Café Leon, em Berlim, era um dos principais pontos de encontro da intelectualidade europeia e nele Doris passou bons momentos com o marido, o jornalista e dramaturgo Felix Gasbarra (1895-1985). Nascido em Roma, Gasbarra vivia desde os dois anos com a família na Alemanha. Ele foi colaborador de Erwin Piscator (1893-1966), um dos nomes que revolucionaram o teatro contemporâneo. Data de 1927 o primeiro “coletivo dramatúrgico” fundado por Piscator, em parceria com Gasbarra e que teria Bertold Brecht (1898-1956) como um ativo participante.

Com a chegada de Hitler ao poder, em 1933, a situação política, econômica e social na Alemanha ficou cada vez mais insustentável e logo Doris Homann transferiu-se com as filhas e marido para a Itália. Por suas atividades, Félix Gasbarra já era considerado, a essa altura, persona non grata na Alemanha nazista. Longe do nazismo, mas bem perto da guerra, Doris presenciou em setembro de 1943 o bombardeio aliado à cidade de Frascati, onde residia com as filhas.

A primogênita, Livia, foi a primeira a mudar-se para o Brasil e em 1948 foi a vez de Doris vir para o país com a filha Claudia. Elas passaram a viver no Rio de Janeiro, onde logo Doris foi reconhecida como grande artista. A primeira grande exposição aconteceu no final de 1950, na sede do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro. Inaugurado em 1943, o prédio é um marco da arquitetura moderna brasileira, tendo sido projetado por uma equipe composta por Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy, entre outros, sob consultoria do franco-suíço Le Corbusier. Com essas credenciais, a galeria do Ministério da Educação, onde expôs Doris Homann, foi duramente muito tempo a mais badalada na capital fluminense.

Muitas outras exposições e premiações ocorreriam e uma das últimas, em 1967, foi na Galeria Cristalpa, em Copacabana, como parte das homenagens a Herbert Moses (1884-1972), que encerrava seu longo mandato na presidência da Associação Brasileira de Imprensa. A apresentação da exposição teve a assinatura do presidente da ABI, jornalista e crítico de arte Celso Kelly, que resumiu sobre a artista: “A pintora Doris Homann Gasbarra já acumulou uma significativa obra plástica, exercitando a pintura nas mais variadas técnicas e revelando a segurança no métier, ao lado de sua vocação para o experimental e para o ilustrativo. Em algumas realizações, ainda se sente a presença do naturalismo, ao largo de generosas interpretações. Em outras, está na vizinhança da abstração e da decoração. Numas e noutras, a composição é balanceada, as cores estranhas e harmoniosas, os ritmos bem desenhados. Não será demais reconhecer aqui e ali uma tendência surrealista. Em tudo, porém, a marca da artista se verifica na força inegável de seu talento.”

O talento de Doris Homann será agora finalmente conhecido do grande público de Campinas e região metropolitana na exposição que tem vernissage no dia 13 de agosto, às 19 horas no Ligia Testa Espaço de Arte, no Taquaral. Oportunidade única para o acesso à produção e biografia excepcionais da artista que tão bem representou as duras marcas de seu tempo.

Serviço:

Exposição Doris Homann: A Pintura da Condição Humana

Vernissage em 13 de agosto, às 19 horas

Exposição: até 13 de setembro, com agendamento

Ligia Testa Espaço de Arte – Arqtus

Avenida Dr. Heitor Penteado, 1611, Parque Taquaral, Campinas/SP

Informações: (19) 99792-7221.

Artista plástica Lara Matana encerra exposição “Raízes” neste sábado no MACC

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A artista Lara Matana, natural de Andradina, no interior paulista, propôs-se a um desafio que vai além dos horizontes que o olho humano pode capturar. A menina que descobriu a arte de forma autodidata não imaginava que estaria iniciando sua trajetória rumo a uma assinatura única na história da arte contemporânea brasileira. O Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) recebe a exposição Raízes que, com curadoria de Fábio Cerqueira, reúne 20 telas e esculturas de parede e de chão, além de instalações em madeira.

Da mesma forma que Lara busca sua conexão com o divino pela prática espiritual, as árvores o fazem por meio de suas raízes, por meio das quais deixam marcas no solo terrestre em busca do equilíbrio e da consonância com a essência do planeta – raízes que simbolizam de forma singular sua arte.

“A experiência de contemplar a arte e absorver cada sensação que ela evoca é o cerne da dissociação do mundo material, que nos liberta de nossas vontades, de nossa razão, que eleva nosso espírito e que nos conecta com o mundo metafísico. Desta forma, a exposição convida o espectador a efetivar neste estado de contemplação, criando suas próprias conexões com as cores, formas e materiais, dando seus significados àquilo que vê”, diz o curador. A artista apresenta na mostra matérias primas do seu trabalho, sendo a principal delas a madeira. Além disso, é possível conferir a série Fractal, Olho de Deus, Pescador de Luz, Escada, Sermão do Monte, Ópticos, Solar e Ouriço.

Sobre Lara Matana

Natural da cidade de Andradina, no interior de São Paulo, Lara Donatoni Matana iniciou sua jornada nas artes plásticas por meio das tintas e pincéis em 1992, voltando seu olhar para o abstrato a partir de 1995, ano também em que passou a utilizar-se de diferentes materiais e cores. Autodidata e com uma intuição apurada, aos poucos buscou seu aperfeiçoamento em cursos livres de arte contemporânea com artistas renomados como Fátima Seehagen, Jussara Age, Edílson Viriato e Iftahr Peled.

A partir de 2000, lança-se em uma busca das poéticas em abstração formal, descobrindo nas possibilidades intrínsecas da madeira a sua verdadeira matéria prima de trabalho e também uma bandeira de engajamento pela sustentabilidade. Há mais de 15 anos dedica-se ao estudo continuo de técnicas de escultura e todas as formas possíveis  – e algumas intangíveis –  de trazer a arte natural existente em cada restolho de lenha que trabalha.

Tem constantemente participado de edições da Casa Cor em algumas capitais e importantes cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba e Cuiabá, sempre atendendo a convites de arquitetos renomados, tendo participado também de mais de 20 exposições individuais e coletivas nesse eixo. Destacam-se ainda a participação no Salão Jovem Arte Matogrossense de 2008 e a idealização de escultura que serviu como o Troféu Guará do Festival de Cinema Ambiental de Mato Grosso, em 2007.

Em 2008, um ano após sua entrada na Academia Brasileira de Belas Artes, teve sua elevação de grau para a cadeira nº 2, cujo patrono é o pintor Henrique Bernardelli. Em fevereiro de 2011, foi convidada a expor na coletiva brasileira Caligrafia das artes brasileiras, em Bussy Saint Martin – Paris. Atualmente a artista almeja alçar novos voos e desafios com a utilização de novos materiais, exposições criativas e dinâmicas e projetos de inclusão artística e social, sem nunca perder de vista a importância de uma relação humanística com o público.

Serviço:

Onde: Museu de Arte Contemporânea de Campinas (Rua Benjamin Constant, 1633, Cambuí)

Quando: 18 de junho a 28 de julho/2019 –  terça, quarta e sexta, das 10h às 18h; quinta, das 10h às 22h e sábado, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Galeria Lara Matana: Vila Prashanthi Nilayam • Alameda Itatinga, 254, Joapiranga, Valinhos/SP • (19) 97146-6722 • http://laramatana.com.

Final do Festival de Rock terá Dr. Sin e Torture Squad no Parque Ecológico

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Após a diversidade cultural vivida durante o 1º Festival de Inverno, Indaiatuba será dominada pelo rock no primeiro final de semana de agosto, quando acontecerá a final da 17ª edição do Festival de Rock de Indaiatuba, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura. No sábado (3), além da apresentação das dez bandas finalistas e definição da grande vencedora, haverá ainda shows com as bandas Torture Squad e Dr. Sin.

O festival terá início no sábado (3) às 15h com a apresentação das dez bandas finalistas. A ordem de exibição, definida em sorteio, será a seguinte: Hutal (Indaiatuba/SP), Audiozumb (Franco da Rocha /SP), Hunger – (Indaiatuba/SP), Kêiscara (Alfenas/MG), Banda DVS (Indaiatuba/SP), Banda Doma (Guarulhos/SP), Aslam (Indaiatuba/SP), Desacato S.A. (São Paulo/SP), Mushgroom (Jundiaí/SP) e Azoo (Osasco/SP).

A banda Naguetta, de Osasco (SP), vencedora da edição de 2018 do Festival de Rock, se apresentará durante a apuração dos resultados. O corpo de jurados será o mesmo da fase eliminatória, realizada nos dias 29 e 30 de junho, sendo composto por Ivan Busic (baterista da banda Dr. Sin), André Maini (guitarrista da banda Strike) e Wendel Barros (vocalista da banda Cólera).

Na sequência, sobe ao palco do Festival de Rock de Indaiatuba a Torture Squad, uma das maiores bandas de thrash/death metal do Brasil e que também será uma das atrações do Rock in Rio deste ano. Encerrando as atrações da noite, a Dr. Sin, um dos principais nomes do hard rock brasileiro, apresenta sua mais recente turnê e nova formação, composta pelos irmãos Ivan e Andria Busic e Thiago Melo.

Pela primeira vez, o encerramento do concurso musical acontecerá no domingo (4), quando a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba sobe ao palco com o espetáculo Queen in Concert. Todas as atrações são abertas ao público e serão realizadas em palco montado ao lado da Concha Acústica, no Parque Ecológico.

Arrecadação de mais de 4 toneladas de agasalhos beneficia famílias de Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O trabalho em equipe dos colaboradores do GoodBom Supermercados transformou uma simples dinâmica interna em um grande exemplo de solidariedade. Em apenas uma semana, os funcionários arrecadaram quatro toneladas e meia de agasalhos. Parte das doações vai beneficiar famílias carentes de Indaiatuba. Cobertores, toalhas, sapatos e roupas foram entregues ao Dispensário Antonio Frederico Ozanan e à ONG Manaem, que prestam atendimento a crianças, adolescentes e seus familiares.

A operadora de caixa Petrolínia Ferreira da Silva está entre os colaboradores, que mobilizaram amigos e parentes para conseguir o maior número de roupas possível. “Estou muito feliz e satisfeita em poder ajudar tantas pessoas que necessitam”, disse. Assim como ela, a assistente de vendas Carla Viana Missio ficou radiante com o resultado da campanha. “Nos empenhamos bastante e foi muito legal ver o envolvimento de tantas pessoas em prol dos necessitados”, comentou.

A assistente de Recursos Humanos da rede GoodBom, Érika Le, conta que inicialmente a ideia era desenvolver uma atividade que estimulasse o trabalho em equipe. Os próprios colaboradores sugeriram a arrecadação de agasalhos através de uma competição entre eles e o resultado surpreendeu a todos. “A dinâmica interna se transformou em um ato grandioso, com o envolvimento não só dos colaboradores, mas de seus amigos, vizinhos e familiares”, comenta a analista de RH Ana Paula Santos Melo.

O GoodBom Supermercados tem cerca de 1.500 colaboradores. A arrecadação de agasalhos feita internamente entre os colaboradores foi uma ação independente da realizada anualmente nas lojas, que se transformam em pontos de coleta das campanhas feitas pelo Fundo Social de Solidariedade. Todos os anos, durante o inverno, as caixas ficam à disposição dos clientes interessados em doar agasalhos. As doações recebidas são entregues à prefeitura.

Além de Indaiatuba, as doações arrecadadas na campanha interna dos colaboradores irão beneficiar famílias carentes e moradores de rua nas cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor e Mogi Mirim, municípios que têm lojas do GoodBom.

Pró-Memória exibe filme seguido de debate sobre a violência contra a mulher

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Fundação Pró-Memória de Indaiatuba promove no dia 31 de julho (quarta-feira), às 20h, a exibição do curta-metragem Alcateia com uma sessão de bate-papo com o elenco e produtores do filme após a exibição. O curta é inspirado no livro Mulheres que correm com os lobos, que conta a história de uma mulher que vivencia a violência doméstica e conta com a ajuda de outras mulheres para sair dessa situação. A classificação indicativa é 18 anos.

A sessão, gratuita, será exibida na Tulha do Casarão Pau Preto. O evento é direcionado a interessados em cinema e discussões sobre a questão da violência contra a mulher e o empoderamento feminino. Os ingressos deverão ser retirados antecipadamente no Casarão de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. As vagas são limitadas.

Dirigido pela cineasta Carolina Castilho, o filme foi realizado de forma independente e filmado em Indaiatuba, apoiado pela Rádio Jornal e produzido pela Dub Produções e 10 Centavos filmes. Contou ainda com patrocínio da empresa Pantys.

Nascida e criada em Indaiatuba, a cineasta Carolina Castilho é formada em Cinema e Filosofia e fundadora da produtora fictícia 10 Centavos Filmes. Seu último curta-metragem, Entre os Ombros, foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais prestigiados e pelo Canal Brasil.

Serviço:

Data: 31 de julho (quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Museu Municipal Casarão Pau Preto (R. Pedro Gonçalves, 477 – Centro, Indaiatuba/SP)

Entrada gratuita mediante retirada antecipada de ingressos, limitados à capacidade do local (50 assentos).

Classificação indicativa: 18 anos.