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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Zuza Homem de Mello discorre sobre as divas da música brasileira sábado (26) em Sorocaba

Sorocaba, por Kleber Patricio

serão apresentadas as cinco cantoras que representam o anel de intérpretes excepcionais dos últimos anos: Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Gal Costa, Nana Caymmi e Elis Regina. Crédito da foto: Mirna Modolo.

A Metso Cultural – 13ª Temporada de Música Instrumental Brasileira de Sorocaba promove no próximo dia 26 de outubro, sábado, a palestra As Divas da Música Brasileira: Elizeth, Elis, Bethânia, Gal e Nana com Zuza Homem de Mello no Auditório Facens (Rod. Senador José Ermínio de Moraes, 1425 – Castelinho km 1,5 – Alto da Boa Vista), em Sorocaba. A apresentação acontecerá às 15h e terá duas horas de duração.

No encontro, serão apresentadas as cinco cantoras que representam o anel de intérpretes excepcionais dos últimos anos: Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Gal Costa, Nana Caymmi e Elis Regina. Amigo pessoal de todas elas, Zuza Homem de Mello descortina suas carreiras e obras, ilustrando as aulas com áudios e vídeo que provocam a sensação de reviver as performances de cada uma das divas brasileiras.

As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas via  Whatsapp (15) 3211-1360 (MdA International).

Zuza Homem de Mello

Zuza Homem de Mello é musicólogo, jornalista, radialista e produtor musical. Em 1957 e 1958, morando nos Estados Unidos, estudou na School of Jazz de Tanglewood, Massachussets, na Juilliard School of Music, em Nova York (musicologia) e na New York University (literatura inglesa) e estagiou na Atlantic Records. Há quase 60 anos dedica-se ao que há de melhor na música brasileira, o que inclui atuação como técnico de som da TV Record na sua fase dos musicais e dos festivais, idealização e comando do Programa do Zuza, diário na rádio Jovem Pan por 11 anos, atuação como crítico de O Estado de S. Paulo por 10 anos, idealização e comando da série semanal Jazz Brasil da TV Cultura, produção de espetáculos musicais e discos, curadoria de eventos e festivais, atuação como professor em cursos e palestras e autoria de diversos livros.

Informações: www.mdainternational.com.br e pelo telefone (15) 3211-1360.

Produtor responsável: Marco de Almeida marco@mdainternational.com.br.

Kinoplex inicia venda antecipada de ingressos para “Star Wars: A Ascensão Skywalker”

Cinema, por Kleber Patricio

Foto: reprodução/divulgação.

O Kinoplex começa nesta segunda-feira (21), às 21h, a venda de ingressos para um dos filmes mais aguardados de 2019: Star Wars: A Ascensão Skywalker. As entradas podem ser compradas nas bilheterias e terminais de autoatendimento dos cinemas participantes ou pelo site www.kinoplex.com.br.

Com estreia marcada para 19 de dezembro, A Ascensão Skywalker marca o fim da nova trilogia da saga iniciada em O Despertar da Força (2015). Na trama, passada após os acontecimentos de Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), o conflito milenar entre a Ordem Jedi e os Sith continua. Poe Dameron (Oscar Isaac), Rey (Daisy Ridley), Chewbacca, BB-8, C-3PO e Finn (John Boyega) são sobreviventes da Resistência. Juntos, eles enfrentarão a Primeira Ordem, comandada por Kylo Ren (Adam Driver), em uma nova batalha épica pela liberdade da galáxia.

Trailer de Star Wars: A Ascensão Skywalker: http://bit.ly/35LDX7u.

7 mitos sobre o câncer de mama que precisam parar de circular

Outubro Rosa, por Kleber Patricio

(Divulgação)

Antes, eles eram espalhados no boca a boca ou em textos impressos que circulavam entre as mulheres; hoje, eles estão nas redes sociais e são compartilhados livremente em correntes e grupos de WhatsApp. Estamos falando dos boatos sobre o câncer de mama, que não ajudam em nada nas campanhas sérias de prevenção da doença – que causa mais de 450 mil mortes por ano no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e acomete principalmente as mulheres (a cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem tem a doença).

“Esses mitos são como um bumerangue e sempre voltam a circular, não importa o que seja feito em termos de difundir informação verdadeira”, afirma Daniel Gimenes, oncologista do grupo Oncoclínicas, em São Paulo. Para o especialista, a maior dificuldade é convencer as pessoas de que elas não devem acreditar em qualquer coisa que leem. “O problema é que, de tanto receberem, elas acabam confiando naquilo e achando que é verdade. Uma mentira falada tantas vezes acaba parecendo uma verdade para elas”, diz.

A seguir, Gimenes esclarece os sete principais mitos sobre o câncer de mama que precisam parar de circular o quanto antes:

É preciso lavar os sutiãs com frequência para evitar o câncer de mama – A limpeza e a sujeira de sutiãs, tops ou quaisquer outras roupas usadas em contato com os seios não têm nenhuma relação com o câncer de mama. “As causas do câncer de mama são relacionadas a histórico familiar, questões hormonais, obesidade. Não existe fundamento em associar vestimentas à doença”, esclarece o oncologista.

O uso de sutiãs pretos em dias de sol aumenta o risco de câncer de mama“Se isso fosse verdade, se descobririam cores que seriam benéficas e se curaria o câncer de mama com cromoterapia. Mas não é o caso. Nenhuma cor é relacionada com o desenvolvimento ou com a cura do câncer de mama”, diz Gimenes.

Usar sutiã para dormir aumenta o risco de câncer de mama – Não existe nenhuma ligação entre os tumores do câncer de mama e o fato de os seios estarem “livres” ou “presos” durante o sono.

Sutiãs com aro usados com frequência causam risco de desenvolvimento de tumor nas mamas – Mesmo que os aros de arame acabem machucando os seios por causa do contato, as eventuais feridas causadas por eles não se transformam em tumores, como o especialista explica: “O tumor ocorre como consequência de alterações genéticas que fazem as células se dividirem descontroladamente. É um processo interno”.

Expor os seios ao sol (topless) aumenta o risco de câncer de mama – Não há nenhuma relação entre o câncer de mama e a exposição ao sol. O oncologista alerta, porém, para o risco de câncer de pele nessa situação: “Se os seios forem expostos sem proteção solar passa a haver um risco de câncer de pele”. É importante, portanto, passar filtro solar nos seios – principalmente nos mamilos – e evitar a exposição direta aos raios do sol entre as 10h e às 16h.

Desodorantes antitranspirantes causam câncer de mama“A relação entre câncer de mama e uso de desodorantes de todos os tipos é estudada há muitos anos e de maneira muito aprofundada e nunca se encontrou nenhuma evidência científica que ligasse antitranspirantes ou qualquer outro destes produtos às causas da doença”, afirma Gimenes.

Passar desodorante para dormir aumenta o risco de câncer de mama – Este é um hábito de muitas mulheres, que não precisam temer e podem continuar indo dormir perfumadas. A não relação entre o uso de desodorantes e o desenvolvimento de câncer de mama vale para todos os horários do dia e da noite, inclusive durante o sono.

Livro dá dicas de escrita para quem não quer ‘escorregar’ no Português

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Em 448 páginas, o livro Não Tropece na Redação (Bonijuris), de Maria Tereza Queiroz Piacentini, reúne tópicos preciosos que se apegam à clareza da língua e vão muito além das dúvidas ortográficas ou gramaticais. A obra será lançada no dia 31 de outubro, no Solar do Rosário, em Curitiba (PR).

Logo na apresentação de algumas das obras da professora Maria Tereza de Queiroz Piacentini, o leitor é brindado com uma pequena amostra do quanto a língua portuguesa é fascinante:

“O que fazer quando um verbo se junta a um substantivo formando uma palavra composta como no caso de vira-lata?”, indaga o escritor Sérgio da Costa Ramos. Parece complicado, mas não é: “o verbo fica como está, só as latas vão para o plural”, responde ele mesmo, recorrendo às páginas do livro Só Palavras Compostas, publicado por Maria Tereza em 2010.

Em Manual da Boa Escrita, lançado em 2014 pela autora, é a vez de Deonísio da Silva reafirmar a importância do trabalho da professora: “Cuidemos da língua de nosso convívio, aquela na qual amamos e trabalhamos, aquela à qual recorremos em todas as ocasiões”. Ou deveríamos.

A autora. Foto: divulgação.

Com Não Tropece na Redação (2019), que está sendo lançado pela Editora Bonijuris em edição primorosa, não é diferente. O também escritor Aristides Coelho Neto recorda “sova amiga” que recebeu de Maria Tereza ao afirmar vis-à-vis que a locução face a não existia. Ela devolveu, de pronto: “Se você encontra a expressão é porque existe!” Tal fato levou Coelho Neto a enxergar com clareza – talvez como nunca dantes – que o raciocínio cartesiano não se aplica bem no que se refere à “flor do lácio, inculta e bela”.

Maria Tereza não é marinheira de primeira viagem. Em 2000, ela reuniu em livro as mais de 300 colunas publicadas no site linguabrasil.com.br e as publicou sob o título Não Tropece na Língua, desde então renovado, adaptado, transmutado, atualizado e, com o advento do Acordo Ortográfico de 2009, adequado minuciosamente às novas regras.

Ideia de Jamil Snege

Que se conte uma curiosidade aqui: foi o escritor e publicitário Jamil Snege (1939-2003) quem sugeriu o nome Não Tropece… e a ele Maria Tereza aderiu entusiasticamente. Afinal, como diz a autora, o propósito do livro não era ensinar, criticar nem ficar apontando erros. “A ideia do tropeçar adequou-se ao sentido do que é escorregadela, embaraço, inconveniência, deselegância, lapso, engano, deslize, coisas que todos procuramos evitar, por certo.”

Não Tropece na Redação tem o mesmo propósito. Se bem que, como diz o nome, ele não se obrigue apenas a resolver dúvidas gramaticais ou ortográficas, mas a dar o embasamento necessário àquele que redige em língua portuguesa.

As seções do livro são pródigas naquilo que despertam de curiosidade e apego à clareza. Gravidez tem plural? Índios tupi ou índios tupis? Antes de mais nada é correto? Quando se deve iniciar um novo parágrafo?

Catarinense de Joaçaba, Maria Tereza de Queiroz Piacentini é formada em Letras e mestre em Educação pela UFSC. Em 1989, foi responsável pela revisão gramatical da Constituição do Estado de Santa Catarina. É autora de Português para Redação Empresarial (1987), Só Vírgula: método fácil em vinte lições (1996), Só Palavras Compostas (2000), Não Tropece na Língua (2012) e Manual da Boa Escrita (2014), entre outros.

Uma última questão: capitã ou capitoa? Ambas são corretas, mas a primeira soa bem melhor. Maria Tereza sabe disso.

Serviço:

Lançamento do livro Não Tropece na Redação, de Maria Tereza de Queiroz Piacentini

Dia 31 de outubro de 2019, das 16h às 18h30

Local: Solar do Rosário (Rua Duque de Caxias, 4 – São Francisco, Curitiba/PR

Mais informações: (41) 3323-4020.

Viés político e crítico volta a dar o tom nos sambas-enredos para o Carnaval 2020 no Rio

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: mangueira.com.br.

Assim como tem acontecido nos últimos anos, a grande parte dos sambas-enredos das escolas vai trazer novamente em 2020 o tom político e crítico, incluindo referências ao presidente Jair Bolsonaro e ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

O samba da Mangueira, vencedora do Carnaval desse ano, traz uma menção indireta ao presidente e seu gesto de arma na mão e também aborda a onda de conservadorismo dos últimos tempos. Vale lembrar que a Mangueira emocionou o público na Sapucaí esse ano e foi campeã trazendo os heróis esquecidos, negros e índios, da história e a homenagem à vereadora Marielle Franco. “A chegada de um novo grupo de carnavalescos com o perfil inovador e altamente politizado é um dos pilares para essa leva de sambas-enredos com pegada política”, diz Marcelo Guedes, coordenador do Observatório do Carnaval da ESPM Rio. “Um exemplo disso é o Leandro Vieira, carnavalesco da Mangueira, que pela terceira vez consecutiva cria um enredo altamente politizado”.

O humor afiado e crítico de Marcelo Adnet sai dos roteiros de TV para o samba da São Clemente. Em parceria com os compositores André Carvalho, Pedro Machado e Gustavo Albuquerque, o enredo O Conto do Vigário menciona a Lava-Jato, Laranjas, o presídio de Bangu e até fake news na última eleição presidencial.

A Portela, que vai retratar a história dos índios, os primeiros habitantes do Rio, também levanta questões do universo político atual: “Índio pede paz, mas é de guerra. Nossa aldeia é sem partido ou facção. Não tem bispo, nem se curva a capitão… Pro imenso azul do céu nunca mais escurecer”.

A questão racial, com a história do primeiro palhaço negro do Brasil, Benjamin de Oliveira, está no enredo do Salgueiro. Já a Grande Rio vai abordar a intolerância religiosa com o enredo sobre o pai de santo Joãozinho da Gomeia. Mocidade e União da Ilha trazem os problemas sociais e a Tijuca, problemas ambientais.

Quanto ao que tem levado as escolas a optarem por sambas-enredos mais politizados nos últimos anos, Guedes afirma: “No meu ponto de vista, houve uma conjunção de quatro grandes fatores. O primeiro é a criação de um novo grupo de carnavalescos com o perfil totalmente diferente, inovador e altamente politizado. Além disso, outro grande motivador de todo esse processo é o atual momento que vivemos. A recessão, o não acreditar na cultura e no próprio Carnaval com a importância que eles têm em relação a diversos setores sociais e econômicos e o próprio movimento religioso que hoje reside nossa cidade leva a busca por enredos desse tipo. Angústia das pessoas, a angústia do carnavalesco, do passista, aquele que desfila nas escolas de samba, apaixonados pelo Carnaval, leva e motiva a construção desses enredos que questionam o momento atual. O terceiro fator é o posicionamento de algumas escolas. Não podemos esquecer, por exemplo, que a São Clemente é uma escola que tem em sua tradição grandes enredos sobre movimentos sociais, ou seja, eu entendo que há um resgate de toda sua história. E não podemos esquecer também um quarto fator, que são os próprios autores dos sambas com visões muito críticas sobre o cenário político e questões sociais e até ambientais. Acredito que será um ano extremamente interessante e talvez uma das coisas mais importantes nesse Carnaval será a questão social se sobrepondo ao dinheiro e luxo na avenida”, finaliza.