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Centro de Música do SESC SP lança 16 cursos digitais

São Paulo, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Lorenzo Spoleti.

Com o princípio de que a música é parte da formação humana, o Centro de Música do SESC São Paulo, hoje presente nas unidades Consolação, Guarulhos e Vila Mariana, anuncia a expansão de sua ação para o ambiente digital com o lançamento de 16 novas atividades online que acontecerão entre os meses de outubro e dezembro, voltadas para públicos com diferentes níveis de conhecimento musical. As aulas, palestras e workshops serão ministrados por educadores do SESC e outros profissionais convidados, em formato híbrido, com atividades coletivas na plataforma Zoom e conteúdos compartilhados via redes sociais do SESC São Paulo. As atividades presenciais do Centro de Música do SESC permanecem suspensas.

De acordo com o diretor do SESC São Paulo, Danilo Miranda, “A importância dessa ação reside na difusão do fazer musical como parte da formação humana, o aprendizado musical enquanto ferramenta e recurso na elaboração da expressão individual e também coletiva”. E complementa: “O ambiente do Centro de Música do SESC e as diferentes oportunidades de troca viabilizadas por esse trabalho são pautados pela sociabilização, pela prática prazerosa e diletante; ou seja, são pensados e elaborados com o objetivo de inserir a educação para a música no cotidiano das pessoas e da sociedade como um todo”.

O educador Pedro Beviláqua. Crédito da foto: Ana Lu.

Para marcar o lançamento do programa, uma websérie aborda as principais transformações ocorridas no cenário musical brasileiro durante as décadas de 1970, 1980, 1990 e anos 2000. Apresentada e produzida pelo jornalista Ricardo Alexandre, Os Anos da Virada tem participação de Fernanda Takai, Guilherme Arantes, Sérgio Britto dos Titãs e Sérgio Dias, ex-integrante da banda Os Mutantes. Cada vídeo abordará o cenário de uma época em seus contextos político, histórico, social e cultural, com ênfase no legado deixado pela década anterior e nas tendências lançadas para a década seguinte. Em formato de documentário, serão abordados os grandes sucessos de cada período, os álbuns clássicos, os referenciais tecnológicos e os novos nomes que foram lançados ao cenário musical, entre outros assuntos. O conteúdo será dividido em quatro episódios, que serão postados sempre aos sábados, às 20h dos dias 10, 17, 24 e 31/10, no canal do Centro de Música do SESC no Youtube, com playlists relacionadas disponíveis nos perfis do SESC São Paulo no Deezer e Spotify.

Abaixo, os cursos do mês de outubro que acontecem pela plataforma Zoom e que têm inscrições antecipadas disponíveis a partir de 8/10 (Credencial Plena) e 9/10 (todos os públicos) em SESCsp.org.br/centrodemusica, com valores que variam entre 21 e 80 reais, em parcelas únicas.

A imersão em Teoria Musical, conduzida pelo educador Renato Veras Baptista, do Centro de Música do SESC Vila Mariana, propõe uma iniciação ao mundo da música. As aulas abordarão noções elementares de teoria musical, como as características físicas do som, a figura do pentagrama, as notas e o compasso, entre outros, possibilitando ao participante aproximar-se da linguagem musical por meio de atividades lúdicas, partituras animadas e outros recursos criativos. Serão quatro encontros, sempre às terças e quintas, no período entre 13 e 22/10, das 19h às 21h.

Zuza Gonçalves será um dos educadores que ministrarão a Oficina de Voz. Crédito da foto: Tati Wexler.

Com início em outubro e duração até dezembro, a Oficina de Voz Online acontecerá em 9 encontros, entre os dias 14/10 e 9/12, sempre às quartas-feiras, das 19h30 às 21h30. Ministrada pelos educadores Juliana Gotz, Sheila Ferreira, Solange Assumpção e Zuza Gonçalves, a oficina é voltada para pessoas a partir de 13 anos de idade, com ou sem experiência musical prévia e busca incentivar as descobertas, o crescimento, os aprendizados e o autoconhecimento por meio da investigação da própria voz. A abordagem passa pela prática de canções, arranjos, exercícios, jogos e improvisos, num processo que potencializa o desenvolvimento da musicalidade, da técnica vocal e da compreensão musical.

O curso de Harmonia, com Pedro Beviláqua, educador do Centro de Música do SESC Consolação, pretende aprofundar o tema entre participantes que possuam iniciação musical prévia. Serão abordados os conceitos básicos da harmonia, partindo de uma pequena revisão de teoria musical (escalas e intervalos) e adentrando o campo da harmonia tradicional com o uso de cifras da música popular – uma vez que estas são mais utilizadas pelos músicos improvisadores dos diversos estilos. Por fim, uma abordagem dos conceitos relacionados à harmonia funcional e sua cifragem própria. Os encontros acontecem às sextas-feiras, das 19h às 21h, entre os dias 16/10 e 4/12.

Para refletir sobre o fazer musical no Brasil, a série Música Brasileira em Pauta investiga aspectos culturais, históricos e pedagógicos da música nacional, com transmissões ao vivo pelo canal do Centro de Música do SESC no Youtube. Os encontros serão conduzidos pelos educadores do Centro de Música e realizados sempre às quintas-feiras, às 18h. Confira a agenda:

A educadora Juliana Gotz, do Centro de Música do SESC SP. Foto: Lais Damato.

No dia 8, o bate-papo Educação Musical, Diversidade, Inclusão e Autonomia, com a educadora do SESC Sheila Ferreira e a doutora em Educação e especialista em Musicoterapia Ilza Zenker, aborda a relação entre a educação musical e as relações interpessoais, tomando a diversidade como facilitadora e condutora na aquisição de novos saberes. A assistente para a área de Música da Gerência de Ação Cultural do SESC São Paulo, Sonoe Juliana Ono Fonseca, fará a apresentação deste encontro.

No dia 15, Pedro Beviláqua propõe o bate-papo musicado A Consolidação do Choro, com base no trabalho do flautista e compositor Viriato Figueira e nas memórias a respeito da Pensão Vianna, casa do flautista amador Alfredo da Rocha Vianna, pai de Pixinguinha, que era frequentada por músicos como Irineu de Almeida, Bonfiglio de Oliveira e Nelson Alves, entre outros.

No dia 22, Solange Assumpção aborda a importância da escuta, da timbragem entre os cantores e a classificação de vozes dentro de um coro no bate-papo Cantoria – Canto Coral. Nesse dia, haverá também uma pequena mostra de repertório para ilustrar alguns aspectos do arranjo coral.

Mais ao final do mês, dia 29, a educadora Sheila Ferreira apresenta Pedagogias Musicais, uma síntese das principais linhas pedagógicas musicais e seus criadores, como Carl Orff, Kodály, Edgar Willems, Shinichi Suzuki e Émile Jaques-Dalcroze: figuras marcantes para o ensino de música dirigido a crianças e adultos.

+ Centro de Música do SESC São Paulo

Os Centros de Música do SESC são espaços para fazer, ouvir, conhecer, aprender e pensar a música. Sua história remete a uma trajetória de mais de 40 anos de experiência na formação de artistas, de plateias, de educadores, e no desenvolvimento de novas experiências em torno da pedagogia musical. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu propostas de ensino que privilegiam a prática coletiva, a convivência criativa, a experimentação e a democratização do acesso ao fazer musical. São três unidades na Grande São Paulo, com mais de 1300 vagas ofertadas ao público semestralmente, em atividades como cursos, oficinas, práticas de conjunto e vivências para diferentes idades e níveis de conhecimento musical.

Saiba +: Centro de Música | Instagram | Twitter | Facebook

+ Programação outubro

EDUCAÇÃO MUSICAL, DIVERSIDADE, INCLUSÃO E AUTONOMIA

Dia 8/10. Quinta, 18h.

Com Sheila Ferreira e Ilza Zenker. Apresentação: Sonoe Juliana Ono Fonseca

Plataforma: Canal do Centro de Música do SESC no Youtube

Vagas: ilimitadas

Público: interessados em geral

Valores: Grátis

Inscrições: não há.

Bate-papo ao vivo aborda a relação entre a educação musical e as relações interpessoais, tomando a diversidade como facilitadora e condutora na aquisição de novos saberes.

Ilza Zenker Leme Joly

Doutora em Educação pela UFSCar – Universidade Federal de São Carlos e mestre em Educação Especial. Especialista em Musicoterapia pela Unaerp – Universidade de Ribeirão Preto. Graduada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Foi fundadora do Curso de Licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical da UFSCar – Universidade Federal de São Carlos, tendo sido também uma das autoras do projeto pedagógico do curso.

Sheila de Souza Ferreira Murahovschi

Educadora musical licenciada em música pela Unaerp – Universidade de Ribeirão Preto. Formação em Terapia Corporal pelo Instituto Neo-Reichiano Lumen. Integra a equipe do Centro de Música do SESC Consolação desde 1998 nas áreas de Voz e Musicalização. Foi preparadora vocal do elenco do CPT – Centro de Pesquisa Teatral do SESC São Paulo, à época dirigido por Antunes Filho. Compositora de obras no Manual Canto, Canção, Cantoria, de Gisele Cruz (SESC, 1997). Integra os Grupos Vocais La Once (octeto vocal feminino), Rock’N’Voice (Sexteto Vocal) e Cantadeiras como Regente e Voz.

Sonoe Juliana Ono Fonseca

Educadora Musical licenciada em Música pela Embap – Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Produtora cultural desde 1994 em diferentes instituições na cidade de São Paulo, integra desde 2014 a equipe de assistentes da Gerência de Ação Cultural do SESC São Paulo.

OS ANOS DA VIRADA

De 10 a 31/10. Sábados, 20h.

Com Ricardo Alexandre e participações de Sérgio Dias, Guilherme Arantes, Sérgio Britto e Fernanda Takai

Plataforma: Canal do Centro de Música do SESC no Youtube + playlists disponíveis nos perfis do SESC São Paulo no Deezer e Spotify

Vagas: ilimitadas

Público: interessados em geral

Valores: Grátis

Inscrições: não há.

Programa seriado, escrito e roteirizado pelo jornalista cultural Ricardo Alexandre em formato de documentário a respeito das revoluções musicais ocorridas nas décadas de 1970, 1980, 1990 e anos 2000 no Brasil. Em 4 episódios, aborda o cenário de cada época em seus contextos político, histórico, social e cultural, com ênfase no legado deixado pela década anterior e nas tendências lançadas para o período seguinte. Serão abordados os grandes sucessos, os álbuns clássicos, os referenciais tecnológicos e os novos nomes que foram lançados ao cenário musical, entre outros assuntos.

Cada programa terá cerca de 80 minutos e estará relacionado a uma playlist de músicas para cada ano retratado, que ficará disponível nos perfis do SESC São Paulo no Spotfy e Deezer. Em cada um dos vídeos, Ricardo Alexandre entrevistará um artista da música brasileira cuja obra foi sabidamente influenciada pelos acontecimentos artísticos, culturais, sociais e políticos ocorridos nos períodos retratados. Assim, Sérgio Dias (Os Mutantes) comenta sua formação na década de 60 para falar dos anos de 1970 e, respectivamente, Guilherme Arantes sobre os anos 1980, Sérgio Britto (Titãs), anos 1990 e Fernanda Takai (Pato Fu), sobre os anos 2000.

Ricardo Alexandre

Jornalista, crítico musical, locutor, palestrante e músico brasileiro, conhecido por atuar no jornalismo musical desde a década de 1990. Escreveu resenhas, críticas e reportagens de álbuns e músicos no jornal O Estado de S. Paulo. Em 2002 lançou a Frente, revista de música cujo foco era trabalhar na reconstrução da cena pop nacional. Trabalhou nas últimas edições da revista Bizz e em diversos veículos, como o extinto portal de música online Usina do Som. É autor de vários livros, como a premiada biografia Nem Vem que não tem – A Vida e o Veneno de Wilson Simonal (Ed. Globo, 2009).

TEORIA MUSICAL

De 13 a 22/10. Terças e quintas, 19h às 21h.

Com Renato Veras Baptista.

Plataforma: Zoom

Vagas: 40

Público: iniciantes, estudantes, estudantes de música e interessados em geral

Valores: R$21 (Credencial Plena); R$35 (meia entrada); R$70 (inteira)

Inscrições a partir de 8/10 (Credencial Plena) e 9/10 (todos os públicos) em SESCsp.org.br/centrodemusica.

O objetivo deste curso é abordar noções elementares de teoria musical, como as características físicas do som, a figura do pentagrama, as notas e o compasso, entre outras, possibilitando ao público aproximar-se da linguagem da música por meio de atividades lúdicas, partituras animadas e outros recursos criativos. Ministrado pelo educador Renato Veras Baptista, do Centro de Música do SESC Vila Mariana, o curso traz para o ambiente virtual uma das diversificadas abordagens metodológicas ofertadas presencialmente nos cursos de iniciação do Centro de Música.

No conteúdo programático, estão características físicas do som; o que são sons musicais; frequências: relações entre os sons; equivalência de oitavas; notas musicais; afinações; nomes e oitavas das notas; o pentagrama; as claves; enarmônicos; valores rítmicos das figuras musicais; figuras de ritmo e silêncio; ligaduras; notas pontuadas; quiálteras; tempo; compasso; fórmula de compasso; compasso composto; andamento; repetições ao longo da partitura; articulações; dinâmica e partes independentes no discurso musical.

Renato Veras Baptista

Pós-graduado em Semiótica sob orientação do professor Norval Baitello Júnior, na PUC-SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi pioneiro no ensino e estudo de MIDI e programação de sintetizadores, tendo sido aluno de Lucas Shirahata, Jorge Poulsen e Conrado Silva. É professor de instrumentos de madeira no SESC Vila Mariana desde 1998, participando também dos cursos infantis. Tem formação em flauta transversal com Toninho Carrasqueira, clarinete e saxofone com Hector Costita, manutenção de instrumentos com José Augusto e arranjo com Nelson Ayres.

OFICINA DE VOZ ONLINE

De 14/10 a 9/12. Quartas, 19h30 às 21h30.

Com Juliana Gotz, Sheila Ferreira, Solange Assumpção e Zuza Gonçalves.

Plataforma Zoom

Vagas: 30

Público: a partir de 13 anos, com ou sem experiência prévia

Valores: R$24 (Credencial Plena); R$40 (meia entrada); R$80 (inteira)

Inscrições a partir de 8/10 (Credencial Plena) e 9/10 (todos os públicos) em SESCsp.org.br/centrodemusica.

A investigação da própria voz é um caminho sem fim, repleto de descobertas, crescimento, aprendizados e autoconhecimento. A proposta do curso é aproveitar as possibilidades que o ambiente virtual proporciona, através da prática de canções, arranjos, exercícios, jogos e improvisos, num processo que potencializa o desenvolvimento da musicalidade, da técnica vocal e da compreensão musical. Para isso, será criado um espaço de confiança e conexão baseado na escuta de si, do outro e do todo.

Juliana Gotz

Regente, diretora musical, instrutora vocal e flautista, iniciou seus estudos musicais na Emesp – Escola de Música do Estado de São Paulo aos oito anos de idade e, desde então, especializa-se na linguagem coral e a musicologia. É fundadora da Associação Cultural Santa Companhia de Teatro, onde atua como diretora musical, compositora, flautista e arranjadora. Conduziu diversos grupos corais e instrumentais. É formada em Regência pela ETEC – Escola Técnica Estadual de Artes e futura bacharel em Regência pelo Instituto de Artes da Unesp – Universidade Estadual Paulista. Atualmente, estagia junto à programação de Música do SESC Guarulhos.

Sheila de Souza Ferreira Murahovschi

Educadora Musical Licenciada em Música pela Unaerp – Universidade de Ribeirão Preto. Formação em Terapia Corporal pelo Instituto Neo-Reichiano Lumen. Integra a equipe do Centro de Música do SESC Consolação desde 1998 nas áreas de voz e musicalização. Foi preparadora vocal do elenco do CPT – Centro de Pesquisa Teatral do SESC São Paulo, à época dirigido por Antunes Filho. Compositora de obras no Manual Canto, Canção, Cantoria, de Gisele Cruz (SESC, 1997). Integra os Grupos Vocais La Once (octeto vocal feminino), Rock’N’Voice (sexteto vocal) e Cantadeiras como Regente e Voz.

Solange Assumpção

Educadora musical e regente coral. Mestre em Música pela Unesp – Universidade Estadual Paulista, desenvolvendo pesquisa sobre o Canto na Educação Musical sob a orientação de Martha Herr; estudos de Regência com Abel Rocha e Naomi Munakata. Certificada Somatic Voicework (nível 3). Em 2017, participou do 11th Symposium on Choral Music em Barcelona. Foi professora da Emesp – Escola de Música do Estado de São Paulo e da Fascs – Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Desde 2001, é membro da equipe de educadores do Centro de Música do SESC. Conduz o Grupo Madrigueiros desde a sua criação em 2010.

Zuza Gonçalves

Músico formado em Composição e Regência pela Unesp – Universidade Estadual Paulista, com pós graduação em Pedagogia da Cooperação e Metodologias Colaborativas. Desde 2001 tem pesquisado os caminhos da música vocal como cantor, regente e educador, atuando nos mais diversos contextos com grupos dos mais variados perfis. Desde 2016 trabalha com Bobby McFerrin como parte do corpo docente do Workshop de Circlesongs, que acontece anualmente em Nova York. É cofundador do projeto Música do Círculo.

A CONSOLIDAÇÃO DO CHORO

Com Pedro Beviláqua.

Dia 15/10. Quinta, 18h.

Plataforma: Canal do Centro de Música do SESC no Youtube

Vagas: ilimitadas

Público: todos os públicos

Valores: Grátis

Inscrições: Não há.

Bate-papo musicado ao vivo, inspirado no trabalho do flautista e compositor Viriato Figueira e nas memórias da Pensão Vianna, casa do flautista amador Alfredo da Rocha Vianna, pai de Pixinguinha, que era frequentada por músicos como Irineu de Almeida, Bonfiglio de Oliveira e Nelson Alves, entre outros.

Pedro Beviláqua

Fez sua iniciação musical na Escola Municipal de Música de São Paulo e é bacharel em Música pela Unesp – Universidade Estadual Paulista. Foi primeiro violoncelo da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, Orquestra de Câmara da USP e Orquestra Arte Barroca. Hoje, desenvolve a música popular no violoncelo com o grupo Cello Choro. Como educador musical, atuou no Projeto GURI e nas escolas Rudolf Steiner e Manacá. Desde 2014 leciona música para crianças e adultos no Centro de Música do SESC Consolação.

HARMONIA

Com Pedro Beviláqua.

De 16/10 a 4/12. Sextas, 19h às 21h.

Plataforma: Zoom

Vagas: 20

Público: a partir de 13 anos. Necessária iniciação musical prévia.

Valores: R$24 (Credencial Plena); R$40 (meia entrada); R$80 (inteira)

Inscrições a partir de 8/10 (Credencial Plena) e 9/10 (todos os públicos) em SESCsp.org.br/centrodemusica.

Por meio das transmissões de tela e áudio do educador, o participante terá contato com os conceitos da harmonia, partindo de uma pequena revisão de teoria musical (escalas e intervalos), adentrando o campo da harmonia tradicional com o uso de cifras da música popular – uma vez que estas são mais utilizadas pelos músicos improvisadores dos diversos estilos. Por fim, serão abordados os conceitos da harmonia funcional e sua cifragem própria.

Pedro Beviláqua

Fez sua iniciação musical na Escola Municipal de Música de São Paulo e é bacharel em Música pela Unesp – Universidade Estadual Paulista. Foi primeiro violoncelo da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, Orquestra de Câmara da USP e Orquestra Arte Barroca. Hoje, desenvolve a música popular no violoncelo com o grupo Cello Choro. Como educador musical, atuou no Projeto GURI e nas escolas Rudolf Steiner e Manacá. Desde 2014 leciona música para crianças e adultos no Centro de Música do SESC Consolação.

CANTORIA – CANTO CORAL

Com Solange Assumpção.

Dia 22/10. Quinta, 18h.

Plataforma: Canal do Centro de Música do SESC no Youtube

Vagas: ilimitadas

Público: todos os públicos

Valores: Grátis

Inscrições: Não há.

Bate-papo ao vivo aborda a importância da escuta, da timbragem entre os cantores e a classificação de vozes dentro de um coro.

Solange Assumpção

Educadora musical e regente coral. Mestre em Música pela Unesp – Universidade Estadual Paulista, desenvolvendo pesquisa sobre o Canto na Educação Musical, sob a orientação de Martha Herr; estudos de Regência com Abel Rocha e Naomi Munakata. Certificada Somatic Voicework (nível 3). Em 2017, participou do 11th Symposium on Choral Music em Barcelona. Foi professora da Emesp – Escola de Música do Estado de São Paulo e da Fascs – Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Desde 2001, é membro da equipe de educadores do Centro de Música do SESC. Conduz o Grupo Madrigueiros desde a sua criação em 2010.

PEDAGOGIAS MUSICAIS

Com Sheila Ferreira.

Dia 29/10. Quinta, 18h.

Plataforma: Canal do Centro de Música do SESC no Youtube

Vagas: ilimitadas

Público: todos os públicos

Valores: Grátis

Inscrições: Não há.

Bate-papo ao vivo propõe uma síntese das principais linhas pedagógicas musicais e seus criadores, como Carl Orff, Kodály, Edgar Willems, Shinichi Suzuki e Émile Jaques-Dalcroze: figuras marcantes para o ensino de música dirigido a crianças e adultos.

Sheila de Souza Ferreira Murahovschi

Educadora Musical Licenciada em Música pela Unaerp – Universidade de Ribeirão Preto. Formação em Terapia Corporal pelo Instituto Neo-Reichiano Lumen. Integra a equipe do Centro de Música do SESC Consolação desde 1998 nas áreas de voz e musicalização. Foi preparadora vocal do elenco do CPT – Centro de Pesquisa Teatral do SESC São Paulo, à época dirigido por Antunes Filho. Compositora de obras no Manual Canto, Canção, Cantoria, de Gisele Cruz (SESC, 1997). Integra os Grupos Vocais La Once (octeto vocal feminino), Rock’N’Voice (sexteto vocal) e Cantadeiras como Regente e Voz.

Contação de Histórias: Associação Griots promove série de lives em homenagem ao Dia das Crianças

Região Metropolitana de Campinas, por Kleber Patricio

Voluntários da Griots vão se revezar nas transmissões online, contando histórias e interagindo com os participantes por meio de brincadeiras, adivinhações e sorteio de livros. Foto: divulgação.

Para celebrar o Dia das Crianças, a Associação Griots – Os Contadores de Histórias preparou uma programação especial, com uma série de lives transmitidas no Facebook da instituição. Na quarta (7), quinta (8) e sexta-feira (9), as sessões virtuais de contação de histórias acontecem às 19h. No sábado (10) e na segunda-feira (12), os encontros são às 15h30. Voluntários da entidade vão se revezar nas transmissões online, contando histórias e interagindo com os participantes, por meio de brincadeiras, adivinhações e sorteio de livros. No dia 12, haverá sorteio de uma bicicleta e dois triciclos infantis.

Desde o início da pandemia do coronavírus, no mês de março, os voluntários não puderam mais visitar presencialmente pacientes nos hospitais e lares de idosos, mas o uso da internet permitiu eles continuassem em atividade, contando histórias por meio de vídeos. Desde o início do período de isolamento social, mais de 100 histórias já foram compartilhadas pelo Youtube e demais canais da Associação Griots nas redes sociais. Ao longo da quarentena, novas ideias surgiram e os Griots lançaram também um podcast, disponível no site da entidade.

A Associação Griots – Os Contadores de História é uma instituição sem fins lucrativos que desenvolve um intenso trabalho de contação de histórias em hospitais e lares de idosos na Região Metropolitana de Campinas desde 2003. Atualmente, o grupo tem cerca de 180 voluntários e conta com o patrocínio master da CPFL Energia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A Unimed Campinas também patrocina as atividades da entidade, que conta ainda com apoio da Ruff, e se desenvolve em 11 hospitais e 4 casas de idosos, de 7 cidades: Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Mogi Guaçu e Sumaré.

Acompanhe o trabalho:

Pelo site: www.griots.org.br

Pelo Facebook: @AssociacaoGriots

Pelo Instagram: @griotsong

Pelo Youtube: Griots Os Contadores de Histórias

Serviço:

Lives em homenagem ao Dia das Crianças com a Associação Griots – Os Contadores de Histórias

No canal do Facebook @AssociacaoGriots

Dia 7/10 (4ªf) às 19h

Dia 8/10 (5ªf) às 19h

Dia 9/10 (6ªf) às 19h

Dia 10/10 (sáb) às 15h30

Dia 12/10 (dom) às 15h30.

Artigo: “Busca da vacina para Covid-19 exige coordenação estratégica e transparência”

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: National Cancer Institute/Unsplash.

Com vários estudos clínicos de fase III avaliando candidatos à vacina contra o vírus SARS-CoV-2, cresce a expectativa por resultados positivos e se fortalece a visão de que as vacinas deveriam ser tratadas como bem público global. No âmbito desse debate, a transparência e a coordenação da pesquisa e desenvolvimento (P&D) surgem como elementos-chave dos esforços de colaboração internacional que visam garantir a ampla disponibilização de vacinas, tratamentos e testes diagnósticos.

A emergência da Covid-19 alavancou o financiamento para a P&D global, com grande protagonismo dos governos. Porém, a análise a posteriori mostra que parte dos esforços foi desorganizada e concentrada em torno de poucas alternativas. Inúmeros pequenos estudos conduzidos de forma isolada se mostraram incapazes de gerar informação de qualidade para guiar a tomada de decisão.

No caso do Brasil, o montante público investido em P&D para Covid-19, por volta de US$100 milhões, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ficou bastante aquém dos países desenvolvidos e da demanda da comunidade científica local. Neste momento, o orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) está em seu patamar mais baixo dos últimos anos. E embora o país tenha expertise histórico no desenvolvimento e na produção de vacinas, ainda carece de uma estratégia consistente e cientificamente embasada de enfrentamento à pandemia. Nesse cenário, é crucial reivindicar melhor coordenação estratégica e, sobretudo, maior transparência acerca dos investimentos e custos envolvidos no processo de P&D e produção. Vacinas e medicamentos produzidos com recursos públicos, ainda que em parceria com a iniciativa privada, devem ser eficazes, seguros e disponibilizados à sociedade de maneira acessível.

A Covid-19, aquela que será conhecida como a primeira pandemia moderna, definirá a nossa era e moldará de forma significativa as próximas gerações. Será interessante avaliar no futuro próximo como aspectos pioneiros do combate ao coronavírus, como a agilidade no desenvolvimento de diagnósticos/tratamentos/vacinas, a expansão da telemedicina e a explosão da ciência aberta, via publicação de resultados em preprints e mídias sociais, vão impactar o setor de inovação em saúde. Por outro lado, a clara desorganização e a forma desproporcional com que a Covid-19 impacta as comunidades mais pobres mostram que velhas lacunas permanecem.

Modelos de P&D colaborativos e focados nas necessidades dos pacientes, como o da DNDi, já existem e tem se provado eficientes. Seus sucessos recentes mostram que a parceria entre governos, academia e indústria – e a desvinculação do custo de pesquisa do preço final dos medicamentos – pode acelerar o progresso da ciência e ampliar o acesso aos tratamentos.

Uma lição precisa ser aprendida: P&D robusto, colaborativo, transparente e focado nas necessidades dos pacientes não é apenas possível, mas é provavelmente a melhor estrutura para garantir que os resultados sejam gerados de forma rápida e eficiente e que os produtos sejam amplamente acessíveis a todos aqueles impactados pela pandemia.

Jadel Müller Kratz é gerente de pesquisa e desenvolvimento da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) na América Latina.

(Fonte: Agência Bori)

Empresário capixaba cria aguardente com cacau

Linhares, por Kleber Patricio

Desafiado pela esposa, André Scampini transformou hobby em oportunidade de empreender e comercializar uma bebida totalmente diferenciada. Fotos: divulgação.

De acordo com o relatório do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2020 o Brasil deve atingir a sua maior taxa de empreendedores iniciais ou donos de negócios com até três anos e meio de atividade. Seja por necessidade ou para realizar um sonho antigo, o fato é que muitos empresários consagrados no mercado hoje acabaram entrando no mundo dos negócios sem qualquer pretensão e transformaram um hobby em uma grande fonte de renda, como é o caso do André Scampini.

Natural de Vitória (ES), André trabalhava na área da Tecnologia da Informação, porém, tinha interesse em conhecer melhor o universo das cervejas artesanais. “Decidi começar um curso, mas apenas como hobby, não tinha qualquer intenção de investir na área”, afirma Scampini. Depois de um período, André parou com as produções caseiras. Certo dia, enquanto olhava suas redes sociais, encontrou um anúncio que chamou sua atenção: “aprenda como fazer o seu próprio destilado em casa”.

O curso em questão era o Mestre dos Destilados, que ensina, por meio de aulas virtuais, como criar qualquer bebida em casa, além de informações sobre o universo dos destilados. “Entrei no site e achei interessante a possibilidade de aprender, em casa, como produzir diversas bebidas, já que eu não conhecia absolutamente nada sobre destilados”, afirma o empresário.

Desafio com sabor de chocolate

O pai de sua esposa é produtor de cacau da região de Linhares (ES). Certo dia, a esposa de André resolveu lançar um desafio e disse se ele conseguia agregar ainda mais valor ao chocolate e cacau produzido pela família. Foi então que Scampini resolveu colocar em prática tudo o que aprendeu no curso de destilados e teve uma ideia ousada: criar uma aguardente de cacau.

O grande desafio foi que, por ser algo ainda pouco explorado, não existiam referências de produção. “Depois de vários estudos e testes, consegui encontrar a receita ideal a fim de deixar a bebida mais aromática e saborosa. Após abrir a empresa, entrar com o pedido de patente e o registro da marca junto ao INPI, fiz uma parceria com uma destilaria do Espírito Santo e vou lançar a bebida no mercado ainda esse ano”, ressalta Scampini.

O curso online e as produções caseiras, que até então eram apenas um hobby, possibilitaram que André participasse de várias feiras e eventos nacionais durante o ano de 2019, inclusive três feiras na Alemanha, e amostras também foram enviadas para alguns países, tais como EUA, Suíça, Portugal e Bélgica. O empresário também já está pensando na possibilidade de exportar sua ideia.

Compromisso ambiental e social

A aguardente, batizada de Cacahuatl, nasceu da necessidade de se aproveitar melhor o fruto do cacau. Considerando-se que seu cultivo se destina à obtenção da amêndoa, o restante do fruto não era aproveitado. Com isso, surgiu a ideia de se produzir uma aguardente inteiramente feita do cacau.

Para conseguir uma matéria-prima de qualidade, o local não poderia ser outro se não Linhares. Recentemente, o município conquistou a Indicação Geográfica (IG) da amêndoa do cacau, qualificando-se para fornecer essa matéria-prima para grandes indústrias de chocolate, nacionais e internacionais.

O cacau em Linhares é cultivado em dois sistemas: “Cabruca” e “SAF”. “Cabruca” (palavra de origem indígena) é um sistema no qual o cacau é cultivado à sombra das grandes árvores da mata nativa, ou seja, não apenas a floresta original é mantida intacta, como na verdade é usada para cultivar o cacaueiro, mantendo vivas e preservadas árvores centenárias.

“SAF” é a sigla para “Sistema Agro-Florestal”, onde o cacau é cultivado juntamente com outras culturas, tais como coqueirais, seringueiras etc. e demais cultivos que resultem em grandes árvores que façam sombra para o cacaueiro. Assim, duas culturas ocupam o mesmo espaço, racionalizando o uso da área e evitando desmatamento desnecessário.

Na parte social, a produção da aguardente cria oportunidades de renda para o produtor de cacau e de trabalho para a população rural, sendo que esta última pode obter a matéria-prima da aguardente e vende-la para a produção da bebida. “Mais trabalho, mais renda, mais oportunidades de ganho para o homem e a mulher do campo”, finaliza Scampini.

Sobre o Mestre dos Destilados

O curso Mestre Dos Destilados, ministrado pelos especialistas Leandro Dias, João Almeida e Arnaldo Ribeiro, é o único no Brasil que ensina como fazer cachaça, rum, vodca, aguardente e outros destilados em casa, de uma maneira rápida e fácil. Este curso utiliza-se dos conceitos de home distilling, onde os equipamentos são de proporções domésticas, mas possuem a mesma tecnologia daqueles utilizados em grandes destilarias – ou seja, agora é possível fazer um destilado de excelente qualidade, em casa, sem precisar pagar uma fortuna em equipamentos nem mesmo possuir conhecimentos técnicos avançados para tanto.

TV Cultura homenageia Zuza Homem de Mello com reapresentação do Roda Viva

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/TV Cultura.

Nesta quinta-feira (8/10), a TV Cultura homenageia Zuza Homem de Mello, falecido no domingo (4/10), com uma reapresentação especial do programa Roda Viva. Produtor musical, musicólogo e jornalista, ele dedicou grande parte de sua vida à pesquisa e à divulgação do que há de melhor na música popular e no jazz. A entrevista vai ao ar às 23h15.

Zuza estudou na Juilliard School of Music, em Nova Iorque e na School of Jazz, em Tanglewood, Massachusetts. Além disso, foi engenheiro de som da TV Record na fase dos festivais, atuou como crítico musical no jornal O Estado de S. Paulo, produziu discos, shows e programas, como Jazz Brasil na TV Cultura.

O programa, exibido originalmente em 10 de junho de 2019, conta com bancada composta por Humberto Werneck, escritor e jornalista; Yacoff Sarkovas, consultor empresarial e CEO da Sarkovas Consultoria; Patricia Palumbo, jornalista e apresentadora do programa de rádio Vozes do Brasil; Eric Klug, diretor-executivo dos museus do Futebol e da Língua Portuguesa e Sérgio Molina, compositor e coordenador-geral de música da faculdade Santa Marcelina. A apresentação é de Ricardo Lessa e a edição conta também com desenhos do cartunista Paulo Caruso.

Realização: Fundação Padre Anchieta, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal – Lei de Incentivo à Cultura.