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Kimberly-Clark Brasil abre vagas para Programa de Estágio Corporativo 2021

São Paulo, por Kleber Patricio

Kimberly-Clark Brasil abre vagas para Programa de Estágio Corporativo 2021. Foto: divulgação.

A Kimberly-Clark, multinacional norte-americana de produtos de higiene pessoal, anuncia as inscrições abertas para o seu Programa de Estágio Corporativo 2021 até o dia 8 de novembro de 2020. O programa oferece mais de 40 vagas em diversas áreas da empresa; entre elas, Operações, Vendas, Supply Chain, Marketing, Financeiro, Meio Ambiente, Recursos Humanos, Pesquisa e Desenvolvimento, Produção Industrial, Qualidade, ESH (Segurança e Meio Ambiente), Melhoria Contínua, Manutenção, Produção e Trade de Marketing. As oportunidades são distribuídas em unidades nos estados de São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul e Paraná.

Os participantes do programa de estágio, que tem duração de dois anos, terão contato com a dinâmica de grandes marcas que fazem parte do portfólio da Kimberly-Clark, como Neve®, Huggies®, Scott®, Intimus®, Kleenex®, Plenitud® e Kimberly-Clark Professional®, além de  ajudarem a construir a cultura de inovação e agilidade que são pilares estratégicos da companhia. Os estudantes também farão parte de uma companhia que valoriza e possibilita o aprendizado e o desenvolvimento de carreira.  Entre essas oportunidades, há projetos multifuncionais, ações de desenvolvimento locais, regionais e globais disponíveis de acordo com o interesse e também o job rotation, que permite que os estagiários escolham outra área de seu interesse para atuar no segundo ano do programa como forma de ampliar conhecimento e desenvolvimento de novas competências.

Os estagiários também têm contato desde cedo com as metodologias ágeis, que fazem parte do dia a dia da multinacional. Segundo a diretora de Recursos Humanos da Kimberly-Clark, Alessandra Morrison, essas oportunidades permitem que esses jovens desenvolvam novas habilidades, atuem em temas fora da sua rotina e ampliem sua rede de relacionamento na companhia. “Essas experiências agregam muito no dia a dia, permitem que esses jovens talentos adquiram um repertório diversificado e uma visão ampla do negócio, além de absorverem nossos valores: cuidado, responsabilidade, autenticidade e inovação”, destaca a executiva.

Para participar do programa, a Kimberly-Clark busca estudantes que estejam matriculados em qualquer curso de nível superior com conclusão prevista para dezembro de 2022. O candidato também precisa ter disponibilidade para trabalhar seis horas por dia (horário flexível) e, para parte das posições, é pedido conhecimento intermediário de inglês. A empresa oferece uma bolsa auxílio compatível com o mercado e benefícios, como vale-refeição, auxílio transporte (público, fretado ou reembolso estacionamento), recesso remunerado, seguro de vida, assistência médica e programa de qualidade de vida, além de um lugar descontraído para trabalhar.

Para outras informações, os interessados podem acessar a página https://www.bettha.com/info/empresa/173-kimberly-clark. O processo seletivo será realizado de forma virtual em virtude da pandemia de Covid-19. O início do programa será em janeiro de 2021.

Diversidade e Inclusão

Pelo segundo ano seguido, a Kimberly-Clark fechou parceria com o Instituto Bold – uma aceleradora de pessoas com foco em inteligência emocional e empreendedorismo, sendo a ponte entre jovens potenciais e empresas inovadoras – para a seleção de parte dos estagiários que serão contratados. No programa realizado em 2019, a parceria foi responsável pela seleção de nove estagiários, que ingressaram na companhia em janeiro de 2020.

O principal intuito da parceria é integrar jovens de baixa renda com grande potencial no Programa de Estágio Corporativo. O Instituto Bold tem a missão de capturar candidatos de ONGs parceiras e desenvolvê-los para que cheguem preparados ao mundo corporativo, focando no autoconhecimento e nas habilidades comportamentais de cada um. Para esse processo de desenvolvimento dos jovens universitários, a instituição oferece capacitação de seis meses, baseada em uma metodologia de aprendizagem prática com tutores do mercado e ferramentas internacionais.

A Kimberly-Clark tem como visão “liderar o mundo no que é essencial para uma vida melhor” e compartilha essa essência com seus colaboradores desde o início de suas carreiras, ainda no estágio. “Construímos um ambiente de trabalho a que nossos colaboradores tenham orgulho de pertencer. A parceria com o Instituto Bold representa a nossa preocupação em desenvolver um ambiente inclusivo e inspirador para que todos queiram oferecer o seu melhor e as diferenças sejam valorizadas”, afirma Alessandra Morrison. A executiva ainda lembra que contar com talentos com origens e perspectivas diversificados também ajuda a companhia a tomar melhores decisões e a criar produtos e experiências inovadores para seus consumidores.

kimberly-clark.com.br | Facebook | LinkedIn.

Começa o Festival de Cozinha Saudável 2020 em formato online

Curitiba, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A busca pela alimentação saudável está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas. Pensando nisso, a 2ª edição do Festival Curitiba Santé – lançado nesta terça-feira (20), pelo site curitibasante.com.br e que esse ano será no formato online – oferecerá aos participantes um e-book com mais de 40 receitas saudáveis para piquenique que podem ser feitas em casa.

Neste ano, o Festival – gravado no maior viveiro orgânico do Brasil, em São Paulo e na unidade de gastronomia do Centro Europeu em Curitiba – estará disponível ao público como webnário e reunirá grandes nomes da gastronomia. O objetivo do evento é motivar as pessoas para um consumo consciente e saudável, valorizando a economia verde e biodiversidade local.

Entre as receitas do e-book estão manteiga de coco, quiche de jaca, hambúrguer de feijão, cheesecake de cupuaçu e toast de cogumelos com maionese de ora-pro-nobis. “O nosso objetivo é entrar na casa das pessoas, levando consciência alimentar através de receitas deliciosas. Agora todo o Brasil pode conhecer o festival”, afirmou o chef Reinhard Pfeiffer, idealizador do evento.

Curso e especialização

O biólogo criador da sigla PANC, Valdely Kinupp, referência mundial em alimentação sustentável.

Para aqueles que tiverem interesse em se profundar no tema após o Festival, o Centro Europeu – apoiador do evento e entidade considerada uma das maiores escolas de gastronomia do Brasil – está oferecendo em sua grade um curso online de Comida Saudável e, começando em março de 2021, o curso de especialização em Cuisine Santé.

De acordo com Rogério Gobbi, diretor acadêmico da instituição, ensinar alimentação sustentável e saudável sempre foi um objetivo da escola. “O Festival, assim como nossos cursos, tem o papel de transmitir valores de respeito ao meio ambiente e essa sempre foi uma preocupação da escola: ensinar aos alunos de gastronomia sobre o consumo e o preparo de alimentos de forma sustentável”, afirma.

Programação do Festival

Chefs de Cozinha, biólogos e nutricionistas que atuam na área da alimentação saudável integram a programação da edição do festival em 2020. Entre eles, o biólogo criador da sigla PANC, Valdely Kinupp, que é referência mundial em alimentação sustentável; o chef Reinhard Pfeiffer, especialista em gastronomia funcional, autor do premiado livro Brasilidades e coautor do melhor livro vegetariano do mundo (CookBook Awards); Silvia Jeha, nutricionista, herborista e proprietária do maior viveiro orgânico de plantas e mudas do Brasil; a chef Renata Macena, celíaca e que comanda seu ateliê para o público; Renata Baldin, nutricionista e criadora da marca Cacau Vanilla de sobremesas mais saudáveis e integrativas e Virgínia Cândida, mestre queijeira vegana e idealizadora da Viveg, startup pioneira e referência na produção, comercialização e ensino de queijos veganos no Brasil e América Latina.

Serviço:

Festival Cuisine Santé

A partir de 20 de outubro

Webnário + e-book

Valor: R$79,90 (valor democrático) – a compra deve ser feita por meio do e-commerce curitibasante.com.br.

Museu de Arte Brasileira da FAAP apresenta exposição ‘Surface’, de Gabriel Wickbold

São Paulo, por Kleber Patricio

Séries autorais de Gabriel Wickbold são construídas por meio de narrativas inspiradas no ser humano inserido em questões cotidianas. Fotos: divulgação.

As séries autorais de Gabriel Wickbold são construídas por meio de narrativas inspiradas no ser humano inserido em questões cotidianas. Sustentabilidade, envelhecimento, tecnologia, conectividade, luz e corpo são algumas das temáticas exploradas pelo fotógrafo, que apresenta a exposição individual Surface no Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP) a partir de 21 de outubro .

Durante o período de isolamento social, o artista se reinventou e mergulhou na criação de algo que representasse esse momento de desconexão tátil e traduzisse o desejo da aproximação física, surgindo SóMóS. A série inédita traz obras que exploram uma linguagem híbrida entre a fotografia de estúdio, a manipulação digital e a pintura diretamente sobre a imagem, refletindo sobre o contato, o tato, o isolamento, a incerteza e o escurecimento de vidas. “Antes da quarentena, eu estava com uma exposição que remetia aos 14 anos do meu trabalho. Foi uma ginástica gigante, que levou meses para dar forma a essa exposição. A mostra durou apenas uma semana e precisou ser interrompida. Nesse tempo tive a oportunidade de criar algo novo, tentar contar uma história por meio do momento que estamos vivendo e sentir sobre a necessidade desse reencontro do ser (indivíduo) e do “somos” (lugar onde estamos juntos)”, afirma Gabriel.

A curadoria da exposição é de Marcello Dantas. SóMóS evoca em mim o conceito de ‘bardo’, que para o budismo tibetano significa um estado de existência intermediária entre a morte e o renascimento. A série busca representar o local transitório entre a perda de uma conexão física e o desejo de contato, trazendo com ela a melancolia do distanciamento e a energia da fricção”, acrescenta Dantas.

Obra ‘Naïve’.

Além de SóMóS, o artista reúne mais de 100 obras que integram cinco séries autorais desenvolvidas durante 14 anos de trabalho. São elas: I am Light, Naïve, Sexual Colors, I am on-line e Sans Tache. Dividida em seis salas no MAB FAAP, a mostra dedica um espaço para cada série, em um percurso que permite conectar a trajetória do artista por meio de seus trabalhos mais icônicos. SóMóS (2020), reflete a ansiedade, a ocultação da identidade e a distância física no retrato; I am Light (2018), converge pinturas humanas com a aplicação de glitter e tem como resultado telas com cores potentes, que criam efeitos de aura nos personagens. Sans Tache (2014) critica a relação do homem com o envelhecimento e provoca uma reflexão sobre as marcas de expressão e o uso abusivo de recursos de computação para manipular uma estética inatingível. Em I am online (2016), o fotógrafo discute o sufocamento causado pelo excesso de conectividade com a internet e as máscaras que criamos para as redes sociais.

“Tem sido um prazer enorme viajar pelo mundo com a minha arte e entender que, independente do lugar, os temas das minhas séries são extremamente humanos e conseguem dialogar com qualquer cultura”, finaliza Gabriel. Para o artista, a exposição individual no MAB FAAP é uma oportunidade para o público conhecer a pesquisa e estética de seu trabalho, que já passou por importantes exposições no Brasil e no mundo. O espaço prestigiado já recebeu outros relevantes nomes da fotografia, como Mario Testino, Bob Wolfenson, Bob Gruen e JR Duran.

A BMW do Brasil é patrocinadora oficial e a Espaço Laser patrocinadora máster dessa exposição.

Sobre o artista

Desfrutando do reconhecimento crítico e comercial alcançado nos últimos anos, o artista foi mais uma vez sucesso de vendas na SP-Arte e na SP-Foto de 2019. Teve seu trabalho exibido internacionalmente no ano passado em exposições individuais em Lisboa e Londres e na Xposure, um dos maiores festivais de fotografia do mundo, realizada nos Emirados Árabes Unidos, onde foi um dos homenageados e conquistou definitivamente o respeito da crítica mundial.

Serviço:

Surface

Onde: Museu de Arte Brasileira da FAAP

Endereço: R. Alagoas, 903 – Higienópolis, São Paulo/SP

Quando: 21 de outubro de 2020 a 31 de janeiro de 2021

Horários: de quarta a segunda, das 11h às 17h

Entrada gratuita.

Gabriel Wickbold Gallery:

http://gabrielwickbold.carbonmade.com/.

“A Banheira” volta em cartaz no Teatro Maria Della Costa

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Letícia Lima.

Depois da parada pela pandemia do Covid-19, a peça A Banheira volta em cartaz para fazer a alegria dos amantes do teatro nacional. A montagem, que é uma comédia rasgada, trará mais alegria aos dias do público com todas as medidas e protocolos de segurança que a época ainda merece. Sem patrocinadores desde a sua estreia no teatro, a peça A Banheira se mantém nos palcos graças ao público, que comparece ao teatro semanalmente. Com ótima média de público por apresentação, a montagem de grande sucesso retorna ao Teatro Maria Della Costa.

A história se desenrola quando o pai de família leva para casa uma amante completamente diferente dos padrões, um pouco inusitada; porém, um ladrão aparece no apartamento prendendo os dois no banheiro. Durante o imbróglio instituído, ainda descobrem que a amante é parente da mulher traída.

A peça é uma comédia escrita pelo dramaturgo Gugu Keller e se destaca por seu humor ágil, dinâmico e leve, além de cativar a todos e colaborar significativamente para a inserção do universo teatral na sociedade brasileira. A linguagem é coloquial e faz com que o público se identifique favorecendo ao espetáculo e quebrando o preconceito da simplicidade da fala. A Banheira leva também a reflexão sobre os valores da vida atual.

Carol Hubner, que interpreta Fernanda na montagem, aponta sobre a importância no retorno das atividades culturais após o tempo de quarentena, mas alerta nas preocupações que estão tendo para manter todos os protocolos. “Vamos ter o distanciamento social entre as cadeiras com pelo menos 1 metro e meio, abriremos mais cedo a sala para não ter aglomeração no hall do teatro, disponibilizaremos álcool em gel, manteremos uma quantidade limite de ingressos vendidos e incentivaremos a compra sempre do ingresso on-line. Inclusive fizemos algumas alterações na peça pensando na saúde de todos os envolvidos. Queremos trazer alegria com muita responsabilidade”.

A Banheira é marcada pelo humor e irreverência e está nos palcos do Teatro Maria Della Costa às sextas e sábados no horário das 21h30.

Serviço:

A Banheira

Sextas e sábados às 21h30

Duração: 75 minutos

Classificação: 14 anos

Gênero: Comédia

Teatro Maria Della Costa

Rua Paim 72 – Bela Vista – São Paulo/SP

Texto: Gugu Keller

Ingressos: R$60 e R$70

Informações: (11) 3256-9115

Produção: Val Keller

Atores: Carol Hubner, André Grecco, Glaura Lacerda, Wagner Maciel e Jorge Paulo.

Artigo: “A falta de preservação ambiental e suas consequências”

Brasil, por Kleber Patricio

Dra. Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares, bióloga e mestre em Direito Ambiental.

Beto Guedes, músico e compositor, já apresentava sua preocupação com o planeta, a nossa casa comum, nos idos dos anos 1970 e 1980. Passados cerca de 50 anos, o mundo ainda continua vivendo a mesma situação — o planeta sendo destruído, as espécies sendo ameaçadas e o ser humano se colocando como se fosse diferente de tudo e todos, alheio à realidade e achando-se imortal. Há a visão de que não faz parte do todo que é o meio ambiente e que precisa dele para sobreviver.

A preocupação ambiental começou na década de 1970, na qual houve maior consciência para a integração do homem com o meio ambiente, com vistas ao conhecimento, aprendizado e sua proteção. O ser humano viveu um dualismo entre o direito de continuar a explorar o meio ambiente e o dever de sua manutenção ao perceber que ele também pertencia ao ambiente e que poderia sofrer com a degradação deste. E, com a exploração contínua da natureza, o próprio ser humano sofria com as suas consequências.

Foram inúmeros os desafios para a sociedade entre a preservação ambiental e continuar na sua exploração. Ocorreram os movimentos hippies de amor e paz, além do ambientalismo. A Conferência de Estocolmo, de 1972, foi uma das reações a essa mudança de comportamento. O evento foi considerado um marco na história ambiental mundial ao trazer para a agenda internacional as discussões em torno do meio ambiente causadas pela degradação ambiental do ser humano, cujas consequências ultrapassam as fronteiras dos países.

Após o ano de 1972, foi criado o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Essa foi a primeira agência ambiental pensada para coordenar e fazer a proteção jurídica das questões relacionadas ao meio ambiente.

Cerca de 20 anos depois, em 1992, foi realizada na cidade do Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Eco-92. Nela, 117 chefes de Estados estiveram presentes com o objetivo de debater os problemas ambientais mundiais. A intenção, nesse encontro, foi introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico.

Consequências da atualidade

A sustentabilidade seria a interação equilibrada entre o econômico, o social e o ambiental, cuja balança no sistema capitalista é de difícil calibração devido à natureza do peso do vetor econômico, baseado na sociedade de consumo, cada vez mais intensa. Dessa forma, desenvolver ações para a redução da insustentabilidade pode se apresentar como a estratégia mais adequada para a humanidade.

Hoje, apenas a sustentabilidade ambiental é conhecida. Entretanto, conceito deveria ser aplicado em outras áreas da espécie humana, como na qualidade de vida ou no conhecimento transmitido pelas gerações mais antigas. A sabedoria dos mais antigos é contra as forças da mudança, contra as ambições tecnológicas e as experimentações incertas e potencialmente perigosas. A era nuclear trouxe a primeira degradação global ao meio ambiente e, junto a ela, veio a destruição do ser humano.

Conforme a teoria da evolução de Charles Darwin proposta na segunda metade do século XIX, as espécies animais “têm uma trajetória de nascimento, desenvolvimento e morte”. Umas nascem e outras se estinguem — então, por que não o homem também não estaria na lista de extinção? Seria ele por se achar mais inteligente? Seria aquele que não precisaria nem de nada, nem de ninguém?

O meio ambiente encontra-se na seguinte situação: as reservas de água doce, os estoques de peixes e florestas estão diminuindo. As terras férteis estão sendo destruídas. Várias espécies de animais e plantas estão extintas e outras encontram-se no mesmo caminho.

Agora, nos idos de 2020, o ano especial, período que deveria ser como um sinal, vimos a destruição pelo fogo de inúmeras espécies de flora e fauna. O incêndio criminoso ocorrido no pantanal só nos mostra que ainda continua destruindo a terra por dinheiro e que as espécies não importam.

Vale dizer que a pandemia do coronavírus nos deixou o alerta de que, quando a natureza quer, ela dá o troco — ela paralisa o mundo. O nosso planeta já não comporta tanto desperdício, tantos itens descartados. Precisamos mudar a nossa consciência. Já percebemos que quando alguma coisa acontece do outro lado do mundo, ela também nos atinge.

O meio ambiente como bem de todos e devendo ser usados por todos, para as gerações atuais e as futuras, deve ser resguardado. Não é mais possível conviver com a alta poluição do ar atmosférico, com o desmatamento de áreas enormes, dizimando não somente a flora, como a fauna. O aquecimento global, o uso excessivo de combustíveis fósseis para a energia, a contaminação dos recursos hídricos tanto doces como os de água salgada, prejudica várias espécies de animais, dentre eles, os seres humanos.

(Dra. Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares é graduada em Direito e Biologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte, pós-graduada em Gestão Pública pela Universidade Federal de Ouro Preto-MG, especialista em Direito Ambiental pela Universidade de Alicante/Espanha e Mestre em Direito Ambiental pela Escola Superior Dom Helder Câmara.)