Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Gastos com delivery crescem mais de 94% durante a pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke por Pixabay.

Entre os meses de abril e junho, o comportamento de consumo dos brasileiros na categoria de delivery mudou. A Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, analisou dados de mais de 160 mil usuários do aplicativo Mobills entre os meses de janeiro e maio de 2020 e constatou que os gastos com os principais aplicativos de entregas focados no delivery de comida (Rappi, Ifood e Uber Eats) cresceram 94,67% no período; ou seja, quase dobraram na comparação entre janeiro e maio de 2019.

No gráfico abaixo, é possível notar que em março, início da quarentena no Brasil, os serviços de delivery tiveram uma queda de 16,98% em comparação a fevereiro. Para o CEO da Mobills, Carlos Terceiro, a queda no mês de março está relacionada com o medo das pessoas diante da incerteza da pandemia.

Porém, depois do primeiro mês de isolamento social, os dados apontam crescimento das despesas com delivery. Em abril, o crescimento representou 60,67% em relação a março e, em maio, 39,58% em comparação com abril. “O que podemos perceber foi que o aumento no delivery ocorreu de forma balanceada e gradual à medida que outras despesas foram ficando menores, como com transporte e lazer”, analisa Carlos Terceiro.

O vendedor Nathanael Cunha, 23, usuário do aplicativo, conta que percebeu o aumento dos gastos em delivery assim que a quarentena começou. Antes, o jovem pedia delivery no máximo oito vezes no mês, na maioria das vezes aos finais de semana. Atualmente, os pedidos se tornaram mais recorrentes durante a semana e os gastos com delivery, que não passavam de R$100, agora chegam a até R$200 no mês. “No início era tranquilo, mas com o tempo a gente começou a ter preguiça de cozinhar, queria comer algo diferente”, justifica.

Valor gasto por transação cresce até 90%

O estudo dos dados também analisou crescimento no ticket médio dos pedidos realizados em cada um dos aplicativos. A Rappi, que além do delivery alimentício oferece entrega de supermercado, farmácia e compras em geral, se destacou sendo o aplicativo que teve maior aumento no ticket médio. Em maio, o valor médio das transações era de R$97,20, o que representa aumento de 92,4% em comparação ao mês de janeiro, quando o gasto médio era de R$50,51. “Analisamos que essa alta se deve ao aumento de pedidos não apenas de restaurantes, mas também de outros itens de necessidade básicas que são entregues pela plataforma”, explica Terceiro.

O iFood manteve o ticket médio estável até março, quando começou a apresentar crescimento. Em janeiro e março, os gastos em média eram de R$35,00; em maio, o valor cresceu para R$42,00, representando 22,3% de aumento em comparação a janeiro.

O Uber Eats não apresentou crescimento no ticket médio, mantendo o valor por volta de R$36,00 em maio.

FGV promove debate sobre Literatura nas redes sociais

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Webnário terá como foco dois autores populares no ambiente digital e importantes para os cânones literários argentino e brasileiro: Jorge Luis Borges e Clarice Lispector. Foto: divulgação/Rocco.

O Laboratório de Pensamento Social e o Laboratório de Humanidades Digitais da Escola de Ciências Sociais do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas promovem na quarta-feira, dia 15 de julho, o webnário Literatura e cosmopolitismo em tempos de pandemia: Jorge Luis Borges e Clarice Lispector nas redes sociais. No evento, que será realizado no Canal da FGV no YouTube, especialistas vão discutir a presença da Literatura nas redes sociais, especialmente durante a pandemia.

No encontro virtual, serão analisadas práticas de leitura nas redes sociais, especificamente no Twitter, durante a pandemia. O webnário terá como foco dois autores populares no ambiente digital e importantes para os cânones literários argentino e brasileiro: Jorge Luis Borges e Clarice Lispector.

A palestra será feita por Alejandra Josiowicz, mestre e doutora em Spanish and Portuguese pela Princeton University, pesquisadora Bolsista no FGV CPDOC, pesquisadora de carreira do Instituto Interdisciplinar de Estudos de Gênero (IIEGE) do Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), na Argentina e professora da Universidade de Rio de Janeiro (UERJ).

Jorge Luis Borges fotografado por Grete Stern em 1951.

As discussões seguirão na direção dos avanços recentes nas humanidades digitais, combinando a mineração de textos, a modelagem de tópicos e a georreferenciação. A pesquisadora do FGV CPDOC desenvolverá uma análise qualitativa e quantitativa das comunidades de leitores globais de Borges e Lispector, ressaltando as dimensões geopolíticas e culturais da leitura nas redes sociais e as diferenças e desigualdades do modo como esses autores são lidos em 14 cidades das Américas e da Europa, em diferentes línguas.

As inscrições podem ser feitas por meio do link www.evento.fgv.br/literaturanasredes/.

Serviço:

Webnário Literatura e cosmopolitismo em tempos de pandemia: Jorge Luis Borges e Clarice Lispector nas redes sociais

Data: 15/7

Horário: das 15h às 17h

Local: YouTube da FGV

Inscrições: www.evento.fgv.br/literaturanasredes/.

Mostra Ecofalante anuncia filmes selecionados na competição latino-americana e no Concurso Curta

Brasil, por Kleber Patricio

Cena de “A Jangada de Welles”. Foto: Chico Albuquerque.

A Mostra Ecofalante de Cinema, que chega à sua 9ª edição de forma inteiramente online a partir de 12 de agosto, anuncia os filmes selecionados para seus dois programas competitivos: a Competição Latino-Americana e o Concurso Curta Ecofalante.

Totalmente gratuito, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais promove programação que contará com a exibição de mais de 90 títulos de diversos países, além de debates que discutirão temas como ativismo, consumo, economia, emergência climática, povos e lugares, tecnologia e trabalho.

A Mostra Ecofalante de Cinema já havia organizado em junho último uma programação virtual de aquecimento celebrando a Semana do Meio Ambiente, com sessões de filmes e debates.

Competição Latino-Americana

Cena de “Suspensão”.

Presente na Mostra Ecofalante desde 2014, a Competição Latino-Americana premia os melhores filmes de temática socioambiental da América-Latina. Dos mais de 500 inscritos, foram selecionados 25 filmes, entre longas e curtas-metragens.

Com títulos produzidos na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e Peru, a Competição reúne nesta edição obras assinadas por diretores consagrados, como os brasileiros Jorge Bodanzky, Lírio Ferreira, Marcelo Gomes, Daniela Thomas, Wolney Oliveira, Estêvão Ciavatta e Petrus Cariry.

Os filmes selecionados foram:

Longas

A Jangada de Welles (Brasil, 2019, 75’) – Dir. Firo Holanda e Petrus Cariry

Acqua Movie (Brasil, 2019, 105’) – Dir. Lírio Ferreira

Amazônia Sociedade Anônima (Brasil, 2019, 72’) – Dir. Estêvão Ciavatta

Deus (Chile, 2019, 63’) – Dir. Christopher Murray, Josefina Buschmann e Israel Pimentel

Estou me guardando para quando o carnaval chegar (Brasil, 2019, 85’) – Dir. Marcelo Gomes

Indianara (Brasil, 2019, 92’) – Dir. Aude Chevalier-Beaumel, Marcelo Barbosa

Soldados da Borracha (Brasil, 2019, 82’) – Dir. Wolney Oliveira

Suspensão (Colômbia, 2019, 73’) – Dir. Simón Uribe

Médias e Curtas

C.I.T.A. (Cooperativa Industrial Têxtil Argentina) (Argentina, 2019, 19’) Dir. Lucas Molina, Tadeo Suarez e Marcos Pretti

Caranguejo Rei (Brasil, 2019, 23’) – Dir. Enock Carvalho, Matheus Farias

Guaxuma (Brasil, 2018, 14’) – Dir. Nara Normande

Liberdade (Brasil, 2018, 25’) – Dir. Pedro Nishi, Vinícius Silva

Mamapara (Peru/Argentina/Bolívia, 2020, 17’) – Dir. Alberto Flores Vilca

Mitos Indígenas em Travessia (Brasil, 2019, 22’) – Dir. Julia Vellutini, Wesley Rodrigues

Nova Iorque, mais uma cidade (Brasil/EUA, 2019, 18’) – Dir. André Lopes, Joana Brandão

Nove Águas (Brasil, 2019, 25’) – Dir. Gabriel Martins, Quilombo dos Marques

O Delegado (Colômbia, 2019, 26’) – Dir. Samuel Moreno Alvarez

O Fim da Eternidade (Argentina/Peru, 2019, 10’) – Dir. Pablo Radice

O Fogo que Vimos (Argentina, 2019, 12’) – Dir. Pilar Condomí, Candelaria Gutierrez

O Levante dos Andes – A Cidade-tampão que se Reinventa Através da Arquitetura

(Alemanha/Bolívia, 2019, 14’) – Dir. Bernardo Villagra Meruvia

Por Trás da Cortina Verde (Brasil, 2019, 29’) – Dir. Caio Silva Ferraz, Paulo Plá

Resplendor (Brasil, 2019, 52’) – Dir. Claudia Nunes, Erico Rassi

Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra (Brasil, 2019, 43′) – Dir. Jorge Bodanzky

Suquía (Argentina, 2019, 13’) – Dir. Ezequiel Salinas

Tuã Ingugu (Brasil, 2019, 11’) – Dir. Daniela Thomas

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

O Concurso Curta Ecofalante – competição voltada para curtas-metragens produzidos por estudantes – traz uma novidade nesta edição. Para participar, os filmes inscritos precisavam abordar temáticas relacionadas a pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU na Agenda 2030 – são 17 objetivos que abrangem temas como erradicação da pobreza, saúde de qualidade, combate às mudanças climáticas e igualdade de gênero.

O Concurso Curta, que nesta edição tem apoio do WWF-Brasil, atingiu seu recorde de inscrições em 2020 – foram 134 filmes submetidos por estudantes de 77 instituições de ensino em 16 estados, representando todas as regiões do Brasil. Dentre eles, 24 foram selecionados para participar da Mostra e concorrer ao prêmio de Melhor Curta Ecofalante:

Ângelo (Brasil, 2020, 28’) – Dir. Mariana Machado

Beat é protesto – O funk pela ótica feminina (Brasil, 2019, 23’21”) – Dir. Mayara Efe

Cancha – Domingo é dia de jogo (Brasil, 2020, 17’34”) – Dir. Welyton Crestani

Cantos de Origem (Brasil, 2019, 20’) – Dir. Marcella Ferrari, Brenda Zacharias, Paulina Meza, Chico Sales e Gislene Nogueira

Cerrado de Volta: A Restauração na Chapada dos Veadeiros (Brasil, 2019, 13’58”) – Dir. Cleisyane Quintino

Cidade De Quem Corre (Brasil, 2019, 11’29”) – Dir. Fernando Martins

Como Se Fossem Máquinas (Brasil, 2018, 28’11”) – Dir. João de Mari

Contratempos (Brasil, 2019, 7’48”) – Dir. Matheus Santos

Cor de Pele (Brasil, 2019, 3’40”) – Dir. Larissa Barbosa

Correntes (Brasil, 2020, 14’51”) – Dir. Charles dos Santos

De Canto Em Canto (Brasil, 2019, 13’15”) – Dir. Júlia Maria

Desculpe Interromper o Silêncio de Sua Viagem (Brasil, 2018, 12’16”) – Dir. Maiara Astarte

Elemento Suspeito (Brasil, 2019, 9’18”) – Dir. Gustavo Paixão

Entre Mães (Brasil, 2019, 24’36”) – Dir. Nicoly Cruvinel

Estado de Neblina (Brasil, 2019, 18’43”) – Dir. Bruno Ramos

Hoje Eu Não Fico no Vestiário (Brasil, 2019, 12’) – Dir. Nicole Lopes

Hoje sou Felicidade (Brasil, 2019, 20’) – Dir. João Luís e Tiago Aguiar

Nem Puta Nem Santa (Brasil, 2019, 7’) – Dir. Alana Ferreira

O Garoto do Fim do Mundo (Brasil, 2019, 20’) – Dir. Antônio Victor e Lailson Brito

O verbo se fez carne (Brasil, 2019, 6’28”) – Dir. Ziel Karapotó

Perpétuo (Brasil, 2018, 24’) – Dir. Lorran Dias

Território: nosso corpo, nosso espírito (Brasil, 2019, 27’) – Dir. Clea Torres e João Paulo Fernandes

Vidas que Correm (Brasil, 2019, 9’30”) – Dir. Coletivo de Alunos

Vivi Lobo e o Quarto Mágico (Brasil, 2019, 12’59”) – Dir. Isabelle Santos e Edu MZ Camargo.

Sinopses

COMPETIÇÃO LATINO AMERICANA

Longas

A Jangada de Welles (Brasil, 2019, 75’)

Direção: Firo Holanda, Petrus Cariry

Em 1942, Orson Welles filmava no Brasil o documentário It’s All True (É Tudo Verdade), sobre o carnaval carioca e os jangadeiros cearenses. O líder desses pescadores, Manuel “Jacaré”, morreria acidentalmente nas filmagens no Rio de Janeiro. Este fato evoca memórias do Estado Novo, da atribulada passagem de Welles pelo Brasil e da luta dos jangadeiros por direitos trabalhistas.

Acqua Movie (Brasil, 2019, 105’)

Direção: Lírio Ferreira

Numa fria manhã na cidade de São Paulo, Cícero, um menino de 12 anos, depara-se com seu pai morto no banheiro de casa, vitimado por um infarto fulminante. Sua mãe está na floresta amazônica realizando um documentário sobre causas indígenas. Esse é o ponto de partida deste filme de estrada onde mãe e filho tentam, em meio ao sol escaldante do semiárido nordestino, atravessado por canais de transposição das águas do Rio São Francisco, reinventar a narrativa do afeto.

Amazônia Sociedade Anônima (Brasil, 2019, 72’)

Direção: Estêvão Ciavatta

Diante do fracasso do governo brasileiro em proteger a Amazônia, índios e ribeirinhos, em uma união inédita liderada pelo Cacique Juarez Saw Munduruku, enfrentam máfias de roubo de terras e desmatamento ilegal para salvar a floresta.

Deus (Chile, 2019, 63’)

Direção: Christopher Murray, Josefina Buschmann, Israel Pimentel

Em um país no fim do mundo, chega a mais alta autoridade da Igreja Católica. O Papa vem trazer a palavra de Deus, mas o Chile o espera em meio à crise religiosa mais importante de sua história.

Estou me guardando para quando o carnaval chegar (Brasil, 2019, 85’)

Direção: Marcelo Gomes

A cidade de Toritama é um microcosmo do capitalismo implacável: a cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os moradores trabalham sem parar, orgulhosos de serem os donos do seu próprio tempo. Durante o Carnaval – o único momento de lazer do ano –, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences sem arrependimentos e fogem para as praias em busca de uma felicidade efêmera.

Indianara (Brasil, 2019, 92’)

Direção: Aude Chevalier-Beaumel, Marcelo Barbosa

A revolucionária Indianara luta com seu bando pela sobrevivência das pessoas transgêneras no Brasil. No abrigo que ela fundou, nas ruas e nas manifestações, ela se empenha em colocar em prática seus ideais, inclusive em seu relacionamento com Maurício, seu marido. Perto dos seus cinquenta anos, frente aos ataques do seu partido político e sofrendo o avanço do totalitarismo, ela junta suas forças para um último ato de resistência.

Soldados da Borracha (Brasil, 2019, 82’)

Direção: Wolney Oliveira

A saga de cerca de 60 mil brasileiros enviados para a região amazônica pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos durante a segunda Guerra Mundial, em mirabolante plano para extrair látex, material estratégico imprescindível para a vitória dos Aliados. As promessas da volta a casa como heróis da pátria e de aposentadoria equivalente à dos militares, nunca se cumpriram. Hoje centenas deles, já com idade avançada e em situação de pobreza, esperam o dia do reconhecimento oficial.

Suspensão (Colômbia, 2019, 73’)

Direção: Simón Uribe

Nas selvas do sul da Colômbia há uma grande ponte de concreto abandonada. A ponte colide com a montanha e é o fim de uma estrada que não leva a lugar algum. Esse trabalho de infraestrutura simboliza a obsessão de várias gerações de engenheiros que tentaram transpor as imponentes montanhas ao pé da Amazônia. Depois de quase um século de tentativas, as promessas de uma estrada moderna se perderam e a ponte se tornou cenário das situações mais absurdas. Trabalhadores, engenheiros e turistas passam pelo teatro ilusório da infraestrutura. Todos parecem perdidos no tempo, até que ocorre um incidente inesperado.

Médias e curtas

C.I.T.A. (Cooperativa Industrial Têxtil Argentina) (Argentina, 2019, 19’)

Direção: Lucas Molina, Tadeo Suarez, Marcos Pretti

C.I.T.A. (Cooperativa Industrial Têxtil Argentina) relata a resistência e o espírito de luta de um grupo de trabalhadores que seguem funcionando de modo cooperativo apesar das diferentes políticas neoliberais que atentam contra o crescimento da indústria nacional. A filmagem teve lugar em plena crise do governo macrista e ninguém sabia que as imagens aqui recolhidas da produção industrial da cooperativa seriam as últimas.

Caranguejo Rei (Brasil, 2019, 23’)

Direção: Enock Carvalho, Matheus Farias

Eduardo (Tavinho Teixeira) tem uma doença misteriosa em seu corpo. A aparição de caranguejos por toda a cidade do Recife pode ter algo a ver com isso.

Guaxuma (Brasil, 2018, 14’)

Direção: Nara Normande

Eu e a Tayra crescemos juntas na praia de Guaxuma. A gente era inseparável. O sopro do mar me traz boas lembranças.

Liberdade (Brasil, 2018, 25’)

Direção: Pedro Nishi, Vinícius Silva

Abou é um artista guineense que vive com outros imigrantes africanos em uma pensão no bairro da Liberdade em São Paulo. Entre eles, vive Satsuke, uma mulher japonesa misteriosa que parece estar na casa há muitas décadas. Sow, um jovem guineense, está tentando chegar à casa para começar uma vida no Brasil, mas fica preso na imigração no aeroporto. Vidas estrangeiras habitam o bairro da Liberdade, um lugar de passado sombrio.

Mamapara (Peru/Argentina/Bolívia, 2020, 17’)

Direção: Alberto Flores Vilca

No altiplano peruano, Honorata Vilca, uma senhora analfabeta de ascendência quíchua, mora com seu cão e se dedica à venda de doces. Quando começa a estação das chuvas, ela relata passagens de sua vida, até que uma tarde, algo fatal acontece que parece fazer o próprio céu chorar.

Mitos Indígenas em Travessia (Brasil, 2019, 22’)

Direção: Julia Vellutini, Wesley Rodrigues

Seis histórias indígenas dos tempos antigos das etnias Kuikuro (Aldeia Afukuri, Terra Índígena Parque do Xingu, Mato Grosso), Javaé (Aldeia São João, Terra Indígena Parque do Araguaia, Ilha do Bananal, Tocantins) e Kadiwéu (Aldeia São João, Terra Indígena Kadiwéu, Mato Grosso do Sul). Entre as histórias: A Ema, O Menino-Peixe, As Mulheres Sem Rosto, A Via Láctea, A Menina Cobra e O Urubu-Rei.

Nova Iorque, mais uma cidade (Brasil/EUA, 2019, 18’)

Direção: André Lopes, Joana Brandão

Jovem liderança e realizadora audiovisual, Patrícia Ferreira vem sendo reconhecida pelos documentários que realiza com o seu povo, os Guarani Mbya. Ao ser chamada para debater seus trabalhos em um dos maiores festivais de cinema etnográficos do mundo, o Margaret Mead Film Festival, realizado no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, Patrícia se depara com uma série de exposições, debates e atitudes que a fazem refletir sobre o mundo dos “juruá”, contrastando-o com os modos de existência guarani.

Nove Águas (Brasil, 2019, 25’)

Direção: Gabriel Martins, Quilombo dos Marques

Em 1930, Marcos e seu grupo de descendentes de escravizados saíram do Vale do Jequitinhonha rumo ao Vale do Mucuri. Fugindo da seca, da fome e da violência no campo, os quilombolas buscavam um novo território para construir sua comunidade. Dos tempos do desbravamento aos atuais, a história de luta por água e terra protagonizada pelos moradores do Quilombo Marques, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais.

O Delegado (Colômbia, 2019, 26’)

Direção: Samuel Moreno Alvarez

Fernando, um indígena Kamëntsá comum, foi eleito delegado. Ele deve superar seus próprios dilemas e decidir se realmente gosta do que faz, ou se quer voltar à sua antiga vida.

O Fim da Eternidade (Argentina/Peru, 2019, 10’)

Direção: Pablo Radice

O filme reúne crônicas antigas que registram sonhos coletivos por meio de testemunhos dos moradores mais antigos da comunidade Ese Eja, evidenciando a solidão e o esquecimento da comunidade nativa.

O Fogo que Vimos (Argentina, 2019, 12’)

Direção: Pilar Condomí, Candelaria Gutierrez

Depois de ver uma foto em um jornal sobre uma série de incêndios florestais na Patagônia, duas jovens decidem, em um jogo aleatório, viajar para Bariloche. Elas vão procurar o fogo e, em vez disso, encontram os membros da brigada da S.P.L.I.F. (Serviço de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais). Enquanto estiveram com eles, não houve fogo. O único fogo que viram foi gerado especialmente para elas. Um ensaio que procura, através destes homens, fazer uma reflexão sobre a escala humana em relação à paisagem.

O Levante dos Andes – A Cidade-tampão que se Reinventa Através da Arquitetura

(Alemanha/Bolívia, 2019, 14’)

Direção: Bernardo Villagra Meruvia

El Alto, na Bolívia, está crescendo rapidamente – sem controle, mas não sem forma. Investigando a estética urbana, encontramos os Cholets: palácios em miniatura que servem como instalações residenciais e comerciais para ricas famílias indígenas Aymara. As construções coloridas e brilhantes se assemelham a naves espaciais perdidas nos terrenos baldios urbanos. O duplo movimento entre os comentários dos especialistas e a sinfonia da cidade revela as bases sociais dessa arquitetura eclética.

Por Trás da Cortina Verde (Brasil, 2019, 29’)

Direção: Caio Silva Ferraz, Paulo Plá

O documentário apresenta a dura realidade enfrentada pelas comunidades camponesas da região do Alto Vale do Jequitinhonha, no Nordeste de Minas Gerais, diante da degradação socioambiental provocada pela implantação da monocultura do eucalipto desde a década de 1970. Este é um pequeno recorte narrado por sujeitos do próprio lugar em sintonia com diversos estudos científicos realizados sobre o caso.

Resplendor (Brasil, 2019, 52’)

Direção: Claudia Nunes, Erico Rassi

A Comissão Nacional da Verdade, instalada em 2011 para apurar crimes cometidos durante a ditadura militar, trouxe a público um capítulo ainda muito obscuro da nossa história: a existência de um centro de detenção indígena, na cidade de Resplendor (MG), chamado Reformatório Krenak. Instalado primeiramente dentro do território da etnia Krenak e posteriormente transferido para Carmésia, aprisionou e torturou não apenas indígenas Krenak, mas diversas outras etnias como os Pataxó, impondo restrições às suas práticas ancestrais sob implacável vigilância dos militares. O documentário mostra como funcionou este campo de concentração e as consequências deste trauma coletivo para os povos indígenas afetados.

Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra (Brasil, 2019, 45′)

Direção: Jorge Bodanzky

No Brasil, no estado de Mato Grosso do Sul, na região do rio Taquari, o crescente e contínuo assoreamento dos rios levou ao transbordamento de águas e inundações de terras ao longo dos anos, causando mudanças significativas na vida de seus habitantes. Isso tornou impossível cultivar o solo e criar gado, um meio de subsistência para as famílias locais. Um membro dessas famílias, Ruivaldo Nery Andrade, nosso personagem guia, luta para salvar sua fazenda construindo um sistema de diques manual para conter e alterar o curso das águas invasoras e, assim, retomar suas atividades e garantir a sobrevivência da terra. Com entrevistas locais e conduzido pelo fotógrafo João Farkas, que fotografa o Pantanal há seis anos, mostramos a riqueza da região e também como a trajetória de vida de Ruivaldo e de outros personagens foi afetada pela tragédia ambiental que ocorreu ali e a luta para reverter essa situação recorrendo a soluções engenhosas e criativas.

Suquía (Argentina, 2019, 13’)

Direção: Ezequiel Salinas

Uma jornada pela memória do rio Suquía, um rio escuro, cheio de desespero e ressentimento pelo seu povo. Mas, como o Nilo, o Sena ou o Ganges, é um rio tem muito a sussurrar sobre a cidade que viu crescer nas suas margens.

Tuã Ingugu (Brasil, 2019, 11’)

Direção: Daniela Thomas

Na cosmogonia dos Kalapalo, etnia que vive no parque indígena do Xingú, a água é tão antiga quanto os humanos e é a fonte da vida. É dali que vem todo o sustento dos originários, seu alimento, sua bebida, seu banho, sua alegria. A ideia de usar a água como lixeira, de envenenar a água, é uma distopia. Em Tuã Ingugu (Olhos D’Água) o cacique Faremá – da aldeia Caramujo, nas margens do rio Kuluene – nos conta sobre o nascimento da água e nos adverte sobre os consequências de desrespeitá-la.

CONCURSO CURTA ECOFALANTE

Ângelo (Brasil, 2020, 28’)

Direção: Mariana Machado

A partir de um olhar íntimo e familiar constrói-se este retrato multifacetado de  Ângelo Machado, avô, cientista, professor, dramaturgo, escritor, ambientalista e zoólogo, estudioso de libélulas e borboletas.

Beat é protesto – O funk pela ótica feminina (Brasil, 2019, 23’21”)

Direção: Mayara Efe

Onde estão e quem são as minas que compõem o movimento do funk? O funk sempre foi uma forma de protesto e ser mulher também é. Beat é Protesto – O funk pela ótica feminina é um documentário curta metragem que retrata sobre a cena underground das mulheres no funk de protesto da última década de São Paulo. Os depoimentos vêm de mulheres transgênero, cisgênero que transitam em diferentes funções dentro desse universo como cantoras, DJs, beatmakers, produtoras, empresárias, MCs, dançarinas e também de drag queens.

Cancha – Domingo é dia de jogo (Brasil, 2020, 17’34”)

Direção: Welyton Crestani

Há 20 anos, a Vila Verde encontrou no futebol de várzea o caminho para a autonomia da comunidade. Através da paixão de Carlinhos, vemos a trajetória do Campeonato de Futebol da Vila Verde.

Cantos de Origem (Brasil, 2019, 20’)

Direção: Marcella Ferrari, Brenda Zacharias, Paulina Meza, Chico Sales e Gislene Nogueira

Qual é o lugar de fala das mulheres migrantes na antropofágica São Paulo? Quais os extremos desse território? No curta Cantos de Origem, as vozes de três cantoras migrantes são entrelaçadas pela música e percorrem o coração econômico da América Latina resgatando suas origens enquanto projetam seu futuro sem fronteiras.

Cerrado de volta: a restauração na Chapada dos Veadeiros (Brasil, 2019, 13’58”)

Direção: Cleisyane Quintino

Na contramão do desmatamento, moradores da Chapada dos Veadeiros e pesquisadores se empenham na restauração de áreas degradadas por pastagens e incêndios. Todos os anos, eles se reúnem em Alto Paraíso para discutir pesquisas que ajudam a trazer o Cerrado de volta. Em 2019, acompanhamos o VII Encontro de Pesquisadores da Chapada dos Veadeiros realizado na cidade de Alto Paraíso (GO). O encontro é uma realização do ICMBio e da UnB e conta com a participação de pesquisadores de outras instituições brasileiras.

Cidade De Quem Corre (Brasil, 2019, 11’29”)

Direção: Fernando Martins

Cidade De Quem Corre é um mini documentário sobre o cotidiano de entregadores de aplicativos que percorrem a cidade de São Paulo em bicicletas.

Como Se Fossem Máquinas (Brasil, 2018, 28’11”)

Direção: João de Mari

Documentário que discute a escravidão contemporânea na construção civil – “Sabe-se que hoje não se encontra mais a figura do antigo escravo negro, acorrentado a uma bola de ferro. Porém, esse é o estereótipo que aparece no imaginário das pessoas” – e seu terrível impacto na vida dos trabalhadores.

Contratempos (Brasil, 2019, 7’48”)

Direção: Matheus Santos

Quando Isaac rasga a calça a caminho de um importante teste de violino que poderá mudar seu futuro, seu pai Kleber conta os minutos para o teste procurando uma costureira com o filho.

Cor de Pele (Brasil, 2019, 3’40”)

Direção: Larissa Barbosa

O curta-metragem Cor de Pele se enuncia através de um poema retratando questões que permeiam a vida de mulheres negras como o machismo e o racismo, mas também a ancestralidade e a força que essas mulheres encontram em sua união, entendendo que essas narrativas apesar de distintas estão calcadas em uma mesma raiz.

Correntes (Brasil, 2020, 14’51”)

Direção: Charles dos Santos

Mãe, esposa e filha falam sobre a realidade de se conviver com a ausência de um ente querido encarcerado.

De Canto Em Canto (Brasil, 2019, 13’15”)

Direção: Júlia Maria

Nascido no dia do músico, Francisco Alves é um reciclador que encanta as pessoas com sua linda voz enquanto busca o sustento da sua família através das coisas que encontra pelas ruas. Apesar da imensa dificuldade econômica, Francisco acredita que a música o ajuda a ser um homem melhor e mais feliz.

Desculpe Interromper o Silêncio de Sua Viagem (Brasil, 2018, 12’16”)

Direção: Maiara Astarte

Documentário que retrata o dia a dia dos vendedores ambulantes do Rio de Janeiro, eles contam sobre seus sonhos, anseios e a dura realidade que realizam todos os dias nos ônibus da cidade.

Elemento Suspeito (Brasil, 2019, 9’18”)

Direção: Gustavo Paixão

Um retrato da relação de jovens negros da periferia com a atividade policial.

Entre Mães (Brasil, 2019, 24’36”)

Direção: Nicoly Cruvinel

Através de entrevistas com 3 mães de origens e vivências diferentes, o filme discute os locais comuns presentes no universo da mulher e da mãe. Buscando questionar a existência de um amor materno incondicional, o documentário discursa acerca do papel da mulher na sociedade e cria um espaço de escuta e reflexão.

Estado de Neblina (Brasil, 2019, 18’43”)

Direção: Bruno Ramos

Numa quebrada em ruínas um grupo de adolescentes vive à deriva até que um deles adentra na floresta assombrada para saber o que há adiante.

Hoje Eu Não Fico no Vestiário (Brasil, 2019, 12’)

Direção: Nicole Lopes

Não é novidade que o esporte move paixões, especialmente quando se trata de futebol no Brasil. Mas, nem todas as formas de amor são permitidas dentro e fora de campo. Nesse cenário, o time poliesportivo curitibano Capivara Esporte Clube relata as suas experiências no combate a homofobia e na inclusão de homens e mulheres homossexuais no esporte tradicional.

Hoje sou Felicidade (Brasil, 2019, 20’)

Direção: João Luís e Tiago Aguiar

Em Hoje Sou Felicidade, Aldir Felicidade, negro, cadeirante, periférico e intérprete de samba 14 vezes campeão do carnaval de desfile das escolas de samba de Recife, conta: se faz samba não apesar das dificuldades, mas para as enfrentar.

Nem Puta Nem Santa (Brasil, 2019, 7’)

Direção: Alana Ferreira

A partir de seu lugar de fala, a diretora Alana Ferreira vive Bruna, uma travesti de 40 anos do interior de Goiás. No dia de seu aniversário, percorremos com ela um caminho de desejo e coragem.

O Garoto do Fim do Mundo (Brasil, 2019, 20’)

Direção: Antônio Victor e Lailson Brito

Quando seu pai, um caminhoneiro, sofre um acidente doméstico que o impede de trabalhar por alguns meses, Gean tem seu futuro colocado em questão: seguir os planos do pai e trabalhar como motorista ou seguir seu sonho de se tornar uma drag queen?

O verbo se fez carne (Brasil, 2019, 6’28”)

Direção: Ziel Karapotó

A invasão dos europeus em Abya Yala nos deixou cicatrizes. Ziel Karapotó utiliza seu corpo para denunciar cinco séculos de colonização e suas consequências aos povos originários.

Perpétuo (Brasil, 2018, 24’)

Direção: Lorran Dias

Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro: Silvia e Alex voltam a morar juntos. As ruínas do passado se atualizam no presente. Vida em movimento.

Território: nosso corpo, nosso espírito (Brasil, 2019, 27’)

Direção: Clea Torres e João Paulo Fernandes

Atualmente, as mulheres indígenas estão mobilizadas e organizadas, assumindo a linha de frente nas reivindicações e demandas dos povos originários. Elas resistem em um cenário pessimista em relação às políticas para a garantia dos direitos e de permanência em seus territórios, buscando espaços como o Acampamento Terra Livre (ATL) para denunciar as constantes violações. A fim de testemunhar essas posições políticas, o documentário evidencia diferentes mulheres indígenas, apresentando pautas que atravessam as diferenças dos grupos étnicos e conformam as singularidades das mulheres A’uwe Xavante.

Vidas que Correm (Brasil, 2019, 9’30”)

Direção: Coletivo de Alunos

Documentário realizado por jovens estudantes do ensino médio de um colégio de Jundiaí, Vidas que correm mostra que a degeneração do rio que corta a cidade tem um severo impacto na paisagem social e transtorna a vida dos moradores que habitam ao seu redor.

Vivi Lobo e o Quarto Mágico (Brasil, 2019, 12’59”)

Direção: Isabelle Santos e Edu MZ Camargo

Muito prazer! Meu nome é Vivi Lobo. Essa história é sobre as portas que devemos abrir ao longo da vida, enquanto humanos, enquanto meninas.

Uma apresentação do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo – por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa – e da Ecofalante, a Mostra Ecofalante de Cinema é viabilizada através da Lei de Incentivo à Cultura e do Programa de Apoio à Cultura (ProAC). Tem patrocínio do Mercado Livre e da SPCine e apoio da White Martins, da Kimberly-Clark e Pepsico. É uma produção da Doc & Outras Coisas com co-produção da Química Cultural. A realização é da Ecofalante, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, do Ministério do Turismo e do Governo Federal.

Mais informações sobre a 9ª Mostra Ecofalante de Cinema poderão ser acessadas através do site e das redes sociais:

www.ecofalante.org.br

www.facebook.com/mostraecofalante

www.youtube.com/mostraecofalante

www.instagram.com/mostraecofalante

www.twitter.com/MostraEco.

Globo Livros lança “O segredo do meu turbante”, a emocionante história real da afegã Nadia Ghulam

Brasil, por Kleber Patricio

Meu corpo pequeno e ágil de menina tinha se transformado em uma carcaça que me custaria quase vinte anos não para gostar dele, mas simplesmente para poder olhá-lo sem começar a chorar. A Globo Livros lança O segredo do meu turbante, obra que a afegã Nadia Ghulam escreve, ao lado da jornalista espanhola Agnès Rotger, sobre sua trajetória incrível e emocionante.

Aos oito anos de idade, Nadia teve sua infância interrompida de maneira trágica: uma bomba destruiu sua casa em Kabul, capital do Afeganistão. Nadia passou dois anos no hospital, teve o rosto deformado, o irmão assassinado e o pai ficou com graves problemas psiquiátricos. Para salvar a família e trazer o sustento para casa, ela decide subverter as leis do talibã e do regime extremamente machista que proíbe as mulheres de trabalhar ou sequer ter uma vida pública, e assume a identidade do irmão morto.

O véu branco que costumava usar, de acordo com a tradição muçulmana, deu lugar a um turbante escuro, utilizado pelos homens. Nadia consegue emprego em uma mesquita, seus sermões passam a ser famosos nas redondezas e a atrair multidões. O que as pessoas jamais imaginariam era que por trás daquele corpo franzino com vestes masculinas havia uma menina que tremia todas as vezes que avistava algum membro do Talibã. Nadia passou mais de uma década escondendo sua verdadeira identidade e, aos 21 anos, conseguiu imigrar para a Espanha em busca de uma sonhada cirurgia reparadora para amenizar as marcas profundas deixadas pelo bombardeio em seu rosto. Foi quando ela também conquistou o direito de ter uma vida plena e feliz sem precisar se esconder por trás de uma identidade masculina.

A história de coragem e sobrevivência de Nadia tem muito em comum com a da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que desafiou o mesmo talibã para ter acesso à educação. As duas são hoje as vozes mais ativas na defesa dos direitos humanos e das mulheres em áreas tomadas por fundamentalistas islâmicos. Em O segredo do meu turbante, Nadia conta sua história de forma sincera e sem meias-verdades, em um relato surpreendente sobre coragem, persistência e até onde uma garota pode ir para salvar sua família e realizar seus sonhos.

Sobre as autoras:

Nadia Ghulam nasceu em Kabul, no Afeganistão, em 1985 e atualmente vive na Catalunha, na Espanha. Ela continua a passar por cirurgias reparadoras e atua como escritora, palestrante e defensora dos direitos das mulheres muçulmanas. O segredo do meu turbante é seu livro de estreia.

Agnès Rotger nasceu na região da Catalunha, em 1973 e atualmente vive em Barcelona. É jornalista, autora de vários livros e contribui constantemente para diversos veículos de imprensa de seu país.

Título: O segredo do meu turbante

Autor: Nadia Ghulam e Agnès Rotger | Páginas: 304 | Formato: 16 x 23 cm

ISBN: 9786580634491 | Preço: R$49,90.

São Paulo ganha projeto cultural com exposição inédita em formato drive thru

São Paulo, por Kleber Patricio

Exposição inédita em formato drive thru leva obras de 18 artistas de diferentes gerações, técnicas e pesquisas à ARCA. Foto: divulgação.

Como criar novas experiências por meio da arte e trazer alento neste momento de pandemia e isolamento social? Foi a partir desta indagação que nasceu a DriveThru.Art, uma exposição inédita, em formato drive thru que leva obras de 18 artistas de diferentes gerações, técnicas e pesquisas à ARCA. O espaço é um antigo galpão com mais de oito mil metros quadrados na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, onde funcionava uma grande indústria metalúrgica que marcou a transformação industrial da cidade. Aberto ao público a partir de 17 de julho, o projeto, idealizado por Luis Maluf, da Luis Maluf Art Gallery, ao lado de Mauricio Soares e Mário Sérgio Albuquerque, da ARCA, propõe visitas apenas de carro como resposta ao distanciamento imposto pelo atual cenário da pandemia. “Pensamos em como ressignificar o espaço urbano por meio da arte e trazer conexão e esperança. DriveThru.Art é essa forma de reviver a experiência de visitar uma exposição e ver as obras de perto. É um presente que oferecemos à cidade de São Paulo”, diz Luis Maluf. “A arte tem o poder de desafiar o status quo, repensar e recriar os espaços e, ao observar o cenário pandêmico que atravessamos, vivendo experiências online a todo momento, pensamos em uma saída para que o público possa visitar a mostra pessoalmente, mas sem se expor à contaminação do Covid-19″, explicam Mauricio Soares e Mário Sérgio Albuquerque.

O amplo espaço da ARCA foi adaptado para receber um circuito de visitação percorrido dentro de veículos, com hora marcada e seguindo todos os protocolos e diretrizes de segurança da pandemia. O funcionamento será de quarta-feira a domingo, das 13h às 21h. As visitas são organizadas em um circuito com duração de aproximadamente uma hora, com limite de até 20 carros simultâneos no espaço. A regra é que cada veículo tenha ocupação de, no máximo, quatro pessoas. Os ingressos podem ser obtidos no site drivethru.art e, no ticket, o visitante pode acessar todas as orientações para o percurso.

“Nunca haverá silêncio”, obra de Patrick Rigon. Foto: divulgação.

A curadoria realizada por Luis Maluf elegeu artistas que trabalham em torno de questões latentes na contemporaneidade, como reflexões sociais, a importância da representatividade das mulheres negras e a urgência à preservação do meio ambiente. São pinturas, vídeos e fotografias de nomes consolidados na cena da arte contemporânea e coletivos criados na pandemia: Acidum Project, Apolo Torres, Crânio, Criola, Edu Cardoso, Felipe Morozini, Gian Luca Ewbank, Hanna Lucatelli, Juneco Marcos, Luiz Escañuela, Nathalie Edenburg, Patrick Rigon, Raquel Brust, Ruas do Bem, Thasya Barbosa, Vermelho Steam, Vinicius Meio e Vinicius Parisi. “Em comum, eles apresentam pesquisas conectadas ao espírito do nosso tempo”, explica Maluf.

Figuram obras como Carne Viva (2019), de Luiz Escañuela, óleo sobre tela de 100 x 70cm, no qual o artista traz ao público uma criação da Floresta Amazônica com textura de pele humana, representando uma artéria na extensão da Bacia do Rio Amazonas. Os ferimentos criados na obra apontam para os focos de queimadas e desmatamento da floresta no ano de 2019, um convite – e também um provocação – do artista à reflexão sobre nossas ações perante os anseios de domínio da natureza.

Ainda na linguagem da pintura, o visitante também poderá ver a obra Nunca Haverá Silêncio, de Patrick Rigon. A intersexualidade é abordada através de uma figura andrógina envolta por uma aura de contemplação que beira a divagação e a melancolia. O alto contraste, a luz oblíqua e os ornamentos indicam uma inspiração no barroco, unida a elementos do pop contemporâneo com o embate de cores geradas por luz artificial e os adornos naturalistas com flores e cobras-coral.

Obra “Vermelho Steam”. Foto: divulgação.

Também em tom de reflexão sobre o momento atual, o projeto Ruas do Bem leva à ARCA frases como Cada rua vazia é uma multidão contra o vírus. Idealizado pelo produtor gráfico Victor Ghiraldini e pelo publicitário Marcelo Nogueira em abril deste ano, início da pandemia do novo coronavírus. O projeto começou com três mensagens de até 15 metros pintadas nas ruas do centro de São Paulo e planejadas para serem vistas do alto dos prédios, sem que as pessoas precisassem sair de suas casas. Seguidas pela hashtag #fiqueemcasa, as mensagens enfatizavam a importância do isolamento social para conter a disseminação da Covid-19.

Fotografias e vídeos também estão presentes na exposição inédita em formato drive thru. Em Não Estamos Sozinhos, de Felipe Morozini, a frase que dá o título da obra é aplicada sobre uma Floresta Amazônica e propõe uma reflexão sobre o nosso pertencimento junto à natureza – tanto no sentido de acolhimento como uma alerta sobre as nossas responsabilidades individuais que fazem parte de um todo conectado.

DriveThru.Art conta com o patrocínio do banco BTG Pactual, da marca de moda jovem Enfim e da cerveja Beck’s, com apoio da Lollato Lopes Rangel Ribeiro Advogados.

Sobre os artistas

Acidum Project – O duo formado em 2006 pelos artistas Robézio e Tereza de Quinta, ambos de Fortaleza, Ceará, já realizou diversas ações e interações coletivas com outros artistas pelo Brasil. Seja com murais, fotografia, graffiti, lambe-lambe ou stickers, a dupla se insere no ambiente urbano para atuar no experimentalismo. Com murais inspirados no cinema e no realismo mágico, eles materializam novos seres que habitam o mundo real e o imaginário, por meio da experimentação com as cores, formas e composições.

Apolo Torres – Pintor e muralista, Apolo Torres é formado em desenho industrial e estudou pintura na School of Visual Arts, em Nova York. Seu trabalho é influenciado pela vida em São Paulo, sua cidade natal, e também pelo grafite e pelas ilustrações de livros infantis. Em sua obra, busca dialogar com a pintura clássica, a arte urbana e a arte contemporânea e um de seus intuitos é transmitir a ação do tempo e as mudanças que resultam desta ação.

Crânio – Fábio de Oliveira Parnaiba, o Crânio, nasceu em 1982 na cidade de São Paulo. Cresceu na Zona Norte, local que considera sua maior referência, e aos 16 anos começou suas primeiras intervenções artísticas pelos muros da cidade. Autodidata, Crânio é adepto do free-style e permite que a inspiração e o momento possam guiar as suas criações, que despertam sentimentos e diferentes reações nos espectadores. Seu universo criativo é urbano e selvagem ao mesmo tempo. Carrega influências que passam pelo surrealismo de Salvador Dalí, até referências pop de cartoons e animações. Os índios, personagens recorrentes em suas obras expostas Brasil afora, nasceram após a tentativa de encontrar uma figura com a cara do Brasil. Com um toque azul e uma linha marcante, os indígenas criados pelo artista convidam o observador a refletir sobre questões urgentes do mundo contemporâneo, como consumismo, política, identidade e meio ambiente, ocasionando assim uma fusão entre a estética e a reflexão crítica.

CriolaArtivista, como se autodenomina, Taína Lima nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, e foi lá que o graffiti, as pichações e as expressões de rua chamaram sua atenção ainda na infância. Criada na periferia, Criola sentiu no graffiti o estilo mais próximo de sua realidade, onde pôde abordar temas de imposição da representatividade e das vivências das mulheres negras. Seus trabalhos estão mergulhados em pautas sociais e políticas, com pinturas e murais de grandes dimensões que tocam na ancestralidade e questionam os valores da sociedade. Sua pesquisa artística permeia temáticas da negritude e da iconografia ancestral africana junto de experimentações estéticas, inspiradas nas formas e cores da natureza, assim como nas tendências contemporâneas. Criola acredita na mensagem artística com o poder de iniciar mudanças estruturais no indivíduo.

Edu Cardoso – Natural de Avaré, interior de São Paulo, Edu Cardoso entende o indivíduo como um ser inerente à cidade, posicionando-se como espectador e traduzindo o que há de mais poético nos detalhes corriqueiros. Suas obras são permeadas por personagens irreais, figuras inseridas em cenários cotidianos que criam uma atmosfera onírica e folclórica. A obra de Edu Cardoso ressignifica o mundo exterior ao propor a absorção entre a fantasia atemporal e a realidade contemporânea divagando progressivamente na tríade de sua pesquisa, que une o realismo fantástico aos ambientes físico e onírico. Propõe ao espectador um novo ponto de vista, em que a intervenção não é necessariamente visual, mas sim, subjetiva.

Felipe Morozini – Bacharel em direito, desenhava e pintava por cima dos livros e cadernos enquanto estudava as leis. Mororizini deixou a toga pela arte e seu fazer artístico une diferentes ferramentas e linguagens, passando pela tipografia, cenografia e direção de arte. Atua como artista e espectador de sua obra: clica intencionalmente e depois amplia o que não foi intencional. Seu trabalho entrega um catálogo das experiências, vivências e sentimentos de ser um morador de São Paulo no século XXI, relacionando nosso corpo e nossas emoções com os espaços públicos e a arquitetura da cidade.

Gian Luca Ewbank Baldacconi – Fortemente influenciado pela Pop Art, Gian Luca trabalha com uma ampla gama de materiais, desde tinta spray até concreto e tijolo, para abordar questões provocativas e metafóricas relacionadas à cultura de massa, à iconografias pop e ao ambiente urbano. Nasceu em São Paulo em 1990 e desde sua infância demonstra interesse pelas texturas, pelo desenho e pela investigação de novas materialidades. Na adolescência, passou a se manifestar através da pichação junto com amigos e colegas e, aos 18 anos projetou um novo olhar frente às possibilidades de sua arte, produzindo trabalhos autorais.

Hanna Lucatelli – Após se graduar em moda e abrir um brechó, Hanna descobriu na pintura e no desenho uma nova paixão. Trocou a moda pela arte e, atualmente, seu trabalho ocupa as ruas, em paredes e murais, retratando a força feminina em suas humanidades e divindades. Por meio de técnicas mistas, utilizando principalmente tinta a óleo, acrílica e spray, Lucatelli cria um universo feminino de grandes proporções e com inúmeras camadas de interpretação. Suas obras conectam o mundano da existência com as místicas do sagrado, contemplando a experiência de mulheres reais e suas atuações tanto nos campos afetivos quanto nos campos sociais e políticos. São trabalhos de profunda delicadeza poética e análise crítica, em diálogo com as principais necessidades e urgências dos dias atuais.

Juneco Marcos – Autor de uma pesquisa artística que caminha entre a arte e o design, Juneco traz para suas narrativas a aleatoriedade e a ideia de descontrole parcial como o verdadeiro caminho de aceitação do diferente como novo. Nascido em Piraju, no estado de São Paulo, em 1983, investiga o caráter lúdico das formas e como elas impactam o espectador.

Luiz Escañuela – Já aos seis anos de idade Escañuela treinava desenhos de observação em sua cidade natal, São Caetano do Sul. Formou-se em design gráfico e concebeu sua primeira série de obras autorais aos 20 anos, quando começou a estudar artes visuais. Seu trabalho toma como diretriz principal a minuciosidade da técnica hiper-realista a óleo e as experimentações teóricas sobre a representação anatômica, inserindo-a em novos contextos e lugares. O artista utiliza a representação como um instrumento que converge com a iconografia brasileira para o desenvolvimento de novas narrativas plásticas e conceituais. Tensionando os limites entre o micro e o macro e as características dialéticas entre o corpo e seu ambiente, a obra de Escañuela propõe a concepção do ser humano como espécie e ser social, buscando as propriedades da pele e do corpo em justaposição às temáticas históricas, iconográficas e cartográficas brasileiras.

Nathalie Edenburg – Sua estreia como artista aconteceu em 2015, com a realização do projeto How Do I Feel Today, uma série de 365 autorretratos com intervenções em técnica mista que revelavam seu estado emocional na época. O projeto cresceu e ganhou cunho social, incentivando as práticas artísticas às crianças e jovens de diversas comunidades do Brasil. A subjetividade feminina, os movimentos de arte moderna e sua experiência como modelo habitam seu imaginário e são fontes de inspiração para sua obra, que também investiga as relações de cores e formas em suas composições.

Patrick Rigon – Formado em design na Politécnica de Torino, na Itália, e na Federal do Rio Grande do Sul, a pesquisa de Rigon aborda poeticamente a subjetividade dos sentimentos humanos por meio da quebra de tabus e de questões autobiográficas. Ao lidar publicamente com sua intersexualidade, o artista propõe desmistificar os paradigmas que envolvem o tema e os corpos dissidentes. Através do hiper-realismo, as pinturas desvelam as sutilezas dos corpos em justaposição aos elementos da natureza, da moda e do pop contemporâneo.

Raquel Brust – Utilizando a fotografia como parte fundamental em seus processos criativos, Raquel busca romper com o conceito de registro do real e extrapola suas fronteiras permitindo a hibridização das linguagens e a convergência dos meios. Por meio de sua obra, Brust questiona relação do indivíduo com a cidade, com as paisagens internas e externas.

Ruas do Bem – Criado em abril de 2020, início da pandemia do novo coronavírus, o projeto foi idealizado pelo produtor gráfico Victor Ghiraldini e traz frases do publicitário Marcelo Nogueira. A ação inicial contava com três mensagens pintadas nas ruas do centro de São Paulo e planejadas para serem vistas do alto dos prédios, sem que as pessoas precisassem sair de suas casas. Seguidas pela hashtag #fiqueemcasa, as mensagens enfatizavam a importância do isolamento social para conter a disseminação da Covid-19. As frases possuem até 15 metros e estão em diversas áreas da cidade de São Paulo, tanto no asfalto quanto nos muros. Mensagens positivas, de incentivo e conscientização como Cada rua vazia é uma multidão contra o vírus ou depois que passar esse aperto, quero um abraço apertado são instalações que ocupam a cidade e transmitem esperança e união diante da turbulência desta fase. Em uma nova etapa, além de espalhar otimismo e orientação, o grupo passou também a ajudar a levar cestas básicas para a população mais atingida pela doença.

Thasya Barbosa – O corpo e suas possibilidades, tanto anatômicas quanto de inserção e correlação com o espaço que o circunda, estão no cerne da obra de Thasya. Nascida em Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro, inspira-se em inúmeras mulheres, na filosofia e nas artes e encontrou na fotografia a sensibilidade estética que se faz para além da captura de imagens, permitindo contar histórias e prazeres no reconhecimento de si na imagem de outras mulheres.

Vermelho Steam – Defensor de que a força da arte está em sua democratização, Vermelho acredita que a arte deve ser vista por todos – seja nas ruas, nas galerias e museus ou na internet. Em sua busca por introduzir um caráter lúdico e nostálgico às obras, Vermelho garimpa inúmeros materiais para criar seus trabalhos: selos, molduras, engrenagens e objetos antigos. Por meio das temáticas da era vitoriana e do steampunk, convida o espectador a um mundo de fábulas, com cenários carregados de detalhes e novos personagens que parecem tanto familiares quanto desconhecidos.

Vinicius Meio – Nascido no bairro do Pari, em São Paulo, local considerado um dos berços do graffiti paulista, Vinicius faz uso de diversas técnicas, desde pintura a óleo até tecnologias como arduinos e programação. Traz em sua obra reflexos do cotidiano e do mundo ao seu redor. Memórias da viagem realizada ao completar 30 anos, uma aventura em que visitou mais de 30 países e 90 cidades, também é um tema recorrente em seus trabalhos.

Vinícius Parisi – Artista multidisciplinar, a obra de Parisi caminha entre conceito, projeto e prática. Seu processo criativo é dinâmico e interdisciplinar e, por meio da figuração e das possibilidades de intervenção, o artista convida o espectador a interagir com a obra a partir de reflexões sobre identificação, autoria e atuação da arte como meio de transformação.

Serviço:

DriveThru.Art

Abertura: 17 de julho, sexta-feira, às 13h

Período expositivo: 17 de julho a 9 de agosto

Local: ARCA

Endereço: Avenida Manuel Bandeira, 360, Vila Leopoldina, São Paulo/SP

Visitação (apenas de carro): quarta a domingo, das 13h às 21h (ultima sessão às 20h10)

Informações ao público e ingressos: drivethru.art.