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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Abadiânia aposta no ecoturismo para recuperação da economia local

Abadiânia, por Kleber Patricio

Trilhas em meio ao cerrado com vegetação nativa. Fotos: divulgação.

Um em cada dez empregos no mundo são gerados pelo turismo, de acordo com o Ministério do Turismo. Um dos passeios mais escolhidos pelos adeptos do ecoturismo é o Brasil que, com sua diversidade natural, se consagra como um destino internacional importante, embora exista espaço para crescer ainda mais, segundo os especialistas. O Estudo da Demanda Turística Internacional revela que das pessoas que visitaram o Brasil no ano de 2018 com motivação de lazer, aproximadamente 17% correspondem ao ecoturismo e turismo de aventura.

Essa é a nova âncora de Abadiânia, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes a 105 quilômetros de Goiânia e 140 de Brasília. Nos últimos 40 anos, até o final de 2018, sua economia foi baseada no turismo religioso. O município, que era rota mundial de peregrinos em busca de tratamento espiritual promovidos pelo médium João de Deus, viu sua economia arrefecer após a prisão do líder mundialmente conhecido.

Lago Corumbá IV, em Abadiânia.

No passado, cerca de 90 a 95% dos turistas tinham motivações religiosas. A cidade chegava a receber um fluxo de até quatro mil fiéis semanalmente, em visita à Casa Dom Inácio de Loyola. Hoje, os registros não contabilizam 150 pessoas. Conforme constatação do prefeito José Diniz, a queda no número de visitantes representou para a cidade o fechamento de dois mil postos de trabalho, relegando cerca de 10% da população ao desemprego.

Por outro lado, a estruturação, em 2006, da Usina Hidrelétrica Corumbá IV, trouxe uma nova perspectiva para o município. Com a formação do lago para o reservatório, com 173 km², a cidade acabou ganhando um novo atrativo, que agora passa a ser sua menina dos olhos – do total, 27,39 km² da área alagada estão em Abadiânia. O lago Corumbá IV permite, além dos passeios de barco e lancha, a realização de uma série de esportes náuticos e aquáticos, como canoagem, caiaque, stand-up paddle, wakebord, jet ski, mergulho e pescaria, entre outros.

“Atualmente, nosso objetivo é depositar as energias para explorar as potencialidades do Lago Corumbá IV e consolidar o ecoturismo na cidade porque acreditamos que ele trará novas oportunidades de trabalho e renda para a população”, diz o prefeito.  O município já pavimentou quase a totalidade da Rodovia GO-474, que liga a cidade ao lago. Dos 23 quilômetros, 19 já estão prontos e o restante está em obras pelo governo estadual.

Vista para o Lago Corumbá IV.

Outra estratégia da prefeitura são as parcerias com setor privado para o desenvolvimento da região. Um dos projetos que está sendo preparado é o Escarpas Eco Parque, o primeiro com o conceito de ecoturismo no Lago Corumbá IV.  A área, onde está sendo desenvolvido o complexo pela Tropical Urbanismo e a Ferroeste tem cerca de 1 milhão de metros quadrados. Ela está inserida em uma propriedade maior do grupo, com 11 milhões de metros quadrados, sendo aproximadamente 10 mil metros lineares banhados pelo lago e por suas cascatas, corredeiras, piscinas naturais e a vasta riqueza do Cerrado Brasileiro.

Neste verdadeiro oásis natural, os empreendedores preparam espaços para experiências de ecoaventura, clube, marina com operador especializado e um condomínio ecológico fechado. O projeto promete transformar a cidade no novo destino de aventura e lazer do eixo Goiânia-Brasília, uma região que congrega uma população de mais de seis milhões de habitantes, ávidos por lazer, descanso e diversão nas horas vagas. “A Tropical Urbanismo tem como tradição a sua preocupação em desenvolver projetos que contemplem a questão ambiental. Nesta nova proposta, pretendemos valorizar ainda mais a área marcada pelas suas belezas naturais, oferecendo a infraestrutura necessária para transformá-la no novo roteiro de turismo de lazer e de casas de veraneio para todo Centro-Oeste brasileiro”, vislumbra Leandro Daher, diretor da empresa.

Os apreciadores da navegação e pescaria ganharão o respaldo da instalação da marina, com serviço completo de ancoragem, resgate de embarcações, limpeza e manutenção das lanchas. Para os eco exploradores, o empreendimento oferece mais de 10 quilômetros de trilhas que conduzem à tirolesa, à estação de arvorismo e a um mirante com uma paisagem exuberante.

Perspectiva do empreendimento Escarpas Eco Parque.

Um completo clube, onde estão sendo investidos em torno de R$15 milhões, contará com restaurante assinado por chef, parque aquático infantil Ecoboom, balanço infinito, quadras de esporte, lounge gourmet e bar temático, além da instalação de um mall de conveniências para facilitar as aquisições de última hora.

O empreendimento também está sendo preparado para receber investimentos de uma referenciada rede hoteleira, permitindo ampliar o acesso de turistas às belezas e toda a diversidade presente no Cerrado goiano.

“Haverá vagas de emprego para a etapa de obras do complexo e da construção das casas por seus proprietários. Posteriormente, a demanda virá para a manutenção das residências e na operação do empreendimento”, afirma o gestor comercial Lucas Rodrigues. Empregos diretos e indiretos podem chegar a 5000 no total somente na fase de obras.

Empresários locais migram de atividade

Abadiânia ocupa a 87ª posição no ranking do Produto Interno Bruno (PIB) em Goiás de 2017 e vinha crescendo ao longo dos anos. Em 2018, anterior à denúncia envolvendo o líder espiritual, os negócios locais geraram R$2,5 milhões – hoje, não passam de R$1,6 milhão. Um dos setores que mais sofreram com a crise foi o artesanato. Empresas que atuam na área reduziram o faturamento em 83%.

Com a crise, os moradores já estão mirando nas oportunidades abertas  pela movimentação turística no entorno do lago, o que inclui as iniciativas do mercado imobiliário. “Temos visto empresários locais mudarem de área para investirem no comércio de materiais de construção e aluguel de maquinários, bem como o interesse de pessoas em se qualificarem para empregarem a mão de obra nos projetos que estão aterrissando na cidade. A transformação da orla do lago em um reduto de lazer e turismo nos permite vislumbrar uma mudança de página na história do município, em que seremos lembrados pelas nossas belezas naturais e pelo acolhimento de nosso povo”, analisa o prefeito José Diniz.

Uma amostra dos efeitos positivos do turismo já é percebida pelos moradores do distrito de Vila Piauí, que fica a 7 quilômetros do lago de Corumbá IV.  A região passou a abrigar algumas empresas como padaria e material de construção, que antes não existiam, com objetivo de atender à demanda advinda do aumento do número de pessoas que buscam lazer na região.

Abadiânia também integra o Mapa do Turismo Brasileiro e foi contemplada pelo Programa Mais Turismo, lançado em março pelo Governo de Goiás. A expectativa é de que outros investimentos públicos cheguem para desenvolver ainda mais o turismo local.

Exposição no Pátio Metrô São Bento convida a começar 2021 refletindo sobre o futuro pós-pandemia

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Localizado no coração de São Paulo, o Pátio Metrô São Bento oferece um passeio ideal para quem resolveu não viajar quer evitar as aglomerações no início do ano novo. O centro comercial, gastronômico e cultural é o palco da mostra Desejos para agora e para o Futuro, com obras de 12 artistas.

Certamente 2021 começa com um convite a refletir sobre tudo o que aconteceu em 2020, onde o foco foi, claro, a situação da Covid-19. O ano que passou foi marcado por grandes transformações em nossas rotinas. A pandemia do coronavírus alterou nossos hábitos e implantou novos protocolos no dia a dia e foi exatamente com a proposta de interpretar a reconstrução do nosso cotidiano com um novo olhar que foi criada a mostra em cartaz no Pátio Metrô São Bento, pautada no discurso de Ailton Krenak em Ideias para Adiar o Fim do Mundo (2019), que propõe projetar “paraquedas coloridos” para construir uma realidade melhor.

“O amor nos tempos de corona”, de Sacha Recorta.

Com trabalhos que passam por diferentes linguagens, como fotografia, ilustração e até mesmo o bordado, as obras selecionadas jogam luz sobre questões sociais urgentes e desenham um novo olhar para a realidade, imaginando um futuro mais igualitário, inclusivo a todos. “O ano de 2020 foi difícil para todos. Com a mostra, quisemos fazer um exercício de pensar um recomeço, e a resposta que tivemos dos artistas é que se faz necessário um mundo com mais igualdade de oportunidades e diversidade de vozes”, diz Isabela Parrón, gerente de marketing do Pátio Metrô São Bento e uma das curadoras da mostra.

Em um espaço ao ar livre na área externa da estação São Bento, quem passar pela região no centro de São Paulo vai poder conferir as obras e fazer a própria análise sobre as mudanças permanentes que a pandemia trouxe, além da perspectiva para o futuro, reflexão que muitas pessoas fazem na virada. “A criação desse novo tempo nos direciona para o reconhecimento da humanidade em cada um e, assim, unidos, nos ajudarmos a viver de uma maneira diferente, mais inteiros, contemplando a todos”, explica a curadora Marta Montagnana sobre o conceito da exposição.

Serviço:

Mostra Desejos para agora e para o futuro

Artistas: Abimael Salinas, Clei Souza, Estúdio Arumã, Jess Vieira, Lucas Lopes, Luísa Camargo, Mari Gema de la Cruz , Mora, Nathalia Tiveron, Pati Faedo, Sacha Recorta, Stéfani Agostini

Data: diariamente no Pátio Metrô São Bento

Ingresso: gratuito

Sobre o Pátio Metrô São Bento

Localizado aos pés do Mosteiro, dentro da Estação São Bento do Metrô, o Pátio Metrô São Bento é um centro comercial, cultural e gastronômico a céu aberto. Com opções de alimentação, serviços e varejo, o Pátio Metrô São Bento busca simplificar o dia a dia das pessoas que frequentam o Centro de São Paulo. Desenvolvido pelo consórcio Scopus Ita Shopping, o empreendimento de 5,7 mil metros quadrados, é composto por praça de alimentação, deck a céu aberto e praça de eventos, que recebe atrações culturais regularmente. O Pátio atende as mais de 4 milhões de pessoas que circulam pela região, como uma opção agradável, prática e segura de aproveitar o melhor do Centro.

Acesse: https://patiosaobento.com.br/ | www.facebook.com/patiometrosaobento/  | www.instagram.com/patiometrosaobento/.

Voluntários arrecadam bolachas para Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil em Sorocaba

Itu, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

No último dia 20/12, o grupo de amigos e voluntários do projeto Doe Vida, Doe Medula se uniram para entregar mais de 8.000 unidades de bolachas Passatempo para as crianças do Instituto GPACI, de Sorocaba.

A campanha, que acontece todos os anos, tem o intuito de arrecadar o maior número de bolachas para todas as crianças e adolescentes que passam pela instituição. Vale lembrar que todos os voluntários e parceiros responsáveis pela arrecadação são independentes e de diversas empresas e grupos da região, atuando em uma ação colaborativa e sem divulgação de marca, com o objetivo de doar e ajudar ainda mais a manter o hospital GPACI funcionando regularmente e com as condições necessárias para acolher todas as crianças e adolescentes.

GPACI | O Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (GPACI) foi fundado em 25 de junho de 1983, com sede e foro na cidade de Sorocaba, Estado de São Paulo, na Rua Antônio Miguel Pereira, 45, Jardim Faculdade. É uma associação de direito privado constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, de caráter filantrópico, assistencial, promocional, organizacional recreativo, cultural e educacional, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigirem, independentemente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa.

Serviço:

GPACI

Endereço: Rua Antônio Miguel Pereira, 45 – Jardim Faculdade – Sorocaba/SP

Telefone: (15) 2101-6555

https://www.gpaci.org.br/quero-doar.

Coleção “Burundi” apresenta trocadilhos lúdicos para crianças a partir de cinco anos

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

Brincar com as palavras e ilustrações influencia no imaginário infantil e é uma maneira lúdica de ensinar aos pequenos sobre algo. A coleção Burundi, um lançamento da Catapulta Editores, é composta por dois livros e apresenta diversas temáticas na mesma narrativa. Descrição de animais e construção de diálogos são algumas delas.

Nos títulos De espelhos, alturas e girafas e De cachorros falsos e leões verdadeiros, as crianças a partir cinco anos poderão acompanhar a narrativa que reúne diversos animais. O encontro entre pássaros, coelhos e jacarés renderá trocadilhos lúdicos, em que os pequenos compreenderão conceitos de altura, tamanho e beleza, entre outros. “O lúdico tem um papel fundamental na compreensão infantil. Quando, na história, um pássaro é apresentando como personagem para descrever o rosto de uma girafa, por exemplo, as crianças captam que a girafa é um animal alto e que a ave, por poder voar, pode alcançá-la”, explica Carmen Pareras, diretora da Catapulta Editores no Brasil.

Pablo Bernasconi é o autor da coleção Burundi e reconhecido internacionalmente por ilustrações em jornais e revistas. A cada virada de página, texto e imagem se complementam e contribuem para a interação com as crianças.

Os livros da coleção Burundi estão disponíveis no e-commerce da editora (www.catapultalivros.com.br), com preço sugerido de R$49,90 cada. Além disso, é possível encontrar os títulos De espelhos, alturas e girafas e De cachorros falsos e leões verdadeiros nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online.

Conheça cinco crenças comuns no motociclismo

Brasil, por Kleber Patricio

Algumas pessoas acreditam, entre outras coisas, que motocicletas verdes dão azar. Foto: divulgação/Harley-Davidson do Brasil.

É normal ao ser humano possuir manias, crenças e superstições e elas são mais comuns do que você pode imaginar na cultura do motociclismo. Abaixo estão listadas algumas das crenças mais comuns do motociclismo ao redor do mundo. Confira:

1 – Sinos guardiões (guardian bells)

O sino guardião (guardian bell ou ride bell), um pequeno sino de prata ou bronze preso à parte mais baixa do quadro de uma motocicleta, é supostamente uma arma poderosa contra o azar trazido pelos “gremlins da estrada”. Dizem que esses espíritos malignos, seres lendários do motociclismo global, são atraídos pelo som agradável, mas depois ficam presos no sino, cujo toque constante os deixa malucos.

2 – Motocicletas verdes

Algumas pessoas acreditam que motocicletas verdes dão azar. Mas por quê? Uma das teorias remonta à Segunda Guerra Mundial, quando as motocicletas WLA da Harley-Davidson®, feitas para o exército americano e pintadas de verde, eram usadas por mensageiros que se tornaram os principais alvos de atiradores. Outra teoria sugere que as mesmas WLAs, reformadas para uso civil, estavam tão desgastadas após servirem na guerra que quebravam com muita frequência. Mas os diabos verdes não precisam se preocupar, já que não há evidências de que a cor da motocicleta esteja ligada à falta de sorte.

3 – Pedaleiras do garupa

Muitos motociclistas se certificam de que seus pedais ou pedaleiras traseiras fiquem dobrados para cima se não tiverem um passageiro, porque deixá-los abaixados poderia animar os espíritos malignos a pegarem uma carona. No entanto, quando estão pilotando em um cortejo fúnebre para um motociclista que faleceu, os pedais geralmente são deixados abaixados para, simbolicamente, transportar o finado em seu último passeio. É claro que deixar as pedaleiras do garupa levantadas se não estiverem em uso é uma precaução sensata, já que os pés do piloto podem esbarrar nelas e ficar presos.

4 – Ajuda aos companheiros pilotos

Se você vir um companheiro motociclista parado no acostamento da estrada, seja por qualquer motivo, é amplamente considerado que não parar e oferecer ajuda lhe trará má sorte. A crença está relacionada ao conceito de “carma”: supostamente, se você não parar, outros não vão parar para você quando estiver precisando de ajuda. Seja qual for o fundamento dessa superstição, o resultado final é que os motociclistas sempre tomam conta uns dos outros, o que só pode ser uma coisa boa.

5 – A bênção do motociclista

Trata-se da tradição segundo a qual os motociclistas são abençoados por um líder religioso na esperança de que este lhes conceda proteção para os próximos passeios. Muitos eventos de motociclismo agora realizam uma bênção do motociclista — geralmente não denominacional, para ser o mais inclusiva possível — como parte das comemorações, para dar aos motociclistas uma sensação de segurança antes de partirem para casa.