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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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CCBB São Paulo divulga programação do CCBB Educativo-arte&educação

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O programa CCBB Educativo –  Arte & Educação dá sequência às ações do mês de janeiro com uma programação destinada a todos os públicos, com visitas educativas, cursos, oficinas, encontros e práticas culturais que podem ser presenciais com o número de participantes reduzidos, respeitando os protocolos e as orientações de segurança e no formato digital, que, por ser à distância, possibilita acesso de públicos do Brasil e do mundo.

Para comemorar o Dia Nacional da História em Quadrinhos, haverá no CCBB São Paulo, no dia 30/1, às 13h, uma oficina sobre a prática dessa técnica, que visa promover a leitura e iniciação da produção de HQ, linguagem que mistura elementos textuais e visuais em sequenciamento de cenas. Além disso, o público também poderá acompanhar, de forma remota, o Laboratório de Crítica: O Cinema Feminino e a Escrita Crítica de Cinema Brasileiro, que fará uma reflexão sobre o trabalho das mulheres negras, indígenas e LGBTs no cinema brasileiro contemporâneo.

Programação é acessível também em Libras.

A programação presencial também conta com visitas mediadas e patrimoniais e, ainda, as propostas do Lugar de Criação. O público também poderá realizar, no formato digital, os cursos Transversalidades e Processos Compartilhados, assim como os encontros na plataforma Múltiplo Ancestral. Confira a programação completa abaixo.

Para mais informações sobre a programação e inscrições para as atividades, acesse o site https://www.ccbbeducativo.com.

PROGRAMAÇÃO PRESENCIAL CCBB SÃO PAULO

16 a 31 de janeiro, às 10h30 e às 16h30 – Visitas Patrimoniais

Nessa atividade, os educadores se juntam ao público para dialogar e compartilhar narrativas com ênfase no patrimônio e na história do Banco do Brasil e do CCBB São Paulo.

Visita 1: O Centro Cultural Banco do Brasil e a cidade de São Paulo

Os participantes poderão acompanhar um percurso para conhecer a história do CCBB em São Paulo, explorando aspectos de sua arquitetura e território em diálogo com a cidade, o triângulo histórico e a memória do centro que constituem um importante patrimônio das artes e cultura.

Visita 2: Descobrindo o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Nesse encontro, a visita vai percorrer os espaços do CCBB abordando a história do prédio, suas referências e curiosidades; serão mostrados os processos de restauração e reforma para instalação do Centro Cultural na virada do século, além da visita ao cofre secreto.

Atividade tem 1h de duração | lotação de 6 pessoas | acessível em Libras somente aos sábados | CCBB São Paulo | quartas, sextas, sábados e domingos

Todos os sábados, às 14h30 – Lugar de Criação

Essa atividade propõe realizar o convívio e o diálogo com as artes e temáticas atuais em vivências que acolhem crianças, jovens e adultos em processos e experiências de pesquisa e criação a partir de materiais disponíveis em casa e do estímulo ao diálogo com procedimentos artísticos.

Dia 16/1- Oficina de Saberes

Encontros de produção de narrativas a partir dos imaginários culturais dos participantes, em diálogo com a cidade onde vivem e as exposições em cartaz.

Dia 23/1 – Jogos de Arte

Encontros voltados à criação em artes, explorando brincadeiras e jogos de criação que envolvem estratégias das artes visuais, teatro, música, práticas corporais e escrita.

Dia 30/1 – Oficina de Artes

Exercícios de experimentação de materiais, sons e movimentos em processos artísticos voltados à criação de imagens.

Capacidade: 10 pessoas, mediante agendamento prévio pelo site/app da Eventim. Para esta atividade é emitido apenas um ingresso por CPF e o representante pode estar acompanhado por até 4 pessoas de sua família.

30/1 – às 13h – Dia Nacional da História em Quadrinhos

No dia nacional da história em quadrinhos, participe de uma prática dessa linguagem. A oficina visa promover a leitura e iniciação da produção de HQ, linguagem que mistura elementos textuais e visuais em sequenciamento de cenas.

Atividade tem 1h de duração | Capacidade: 10 pessoas, mediante agendamento prévio pelo site/app da Eventim. Para esta atividade é emitido apenas um ingresso por CPF e o representante pode ser acompanhado por até 4 pessoas de sua família | Local: no mezanino ou auditório | Classificação: indicado para pessoas acima de 5 anos.

PROGRAMAÇÃO ONLINE

14/1, quinta, às 14h – Laboratório de Crítica (Digital)

O Cinema Feminino e a Escrita Crítica de Cinema Brasileiro

O laboratório de crítica propõe uma reflexão sobre arte, incluindo a esfera do jornalismo cultural, memória e patrimônio. Neste encontro, a curadora Mariana Souza irá compartilhar o trabalho das mulheres negras, indígenas e LGBTs no cinema brasileiro contemporâneo e os processos de revisão das imagens canônicas.

Duração de 4h | Evento gratuito | Link para inscrição no endereço www.ccbbeducativo.com

16/1, sábado, às 10h – Múltiplo Ancestral (Digital)

O tema do Múltiplo Ancestral do mês de janeiro é música. A canção inédita Dançar, dançar, produzida para o CCBB Educativo, é uma homenagem a uma das maiores expressões culturais do Brasil: a dança. Fernando Leme, ator e diretor de teatro, apresenta com toda a sua diversidade e pluralidade ritmos propriamente brasileiros como o samba, o forró, o maracatu, a dança é uma manifestação democrática independente de raça e presentes em todas as regiões do país.

Classificação indicativa: para pessoas acima de 3 anos | Local: redes do CCBB e site do CCBB Educativo (https://www.ccbbeducativo.com)

20/1, quarta, às 19h – Transversalidades (Digital)

Educação e Natureza

Nesse encontro, os educadores Fred Beherends e Kau Clarke apresentam o curso, voltado para professores e educadores, que aborda temas transversais aos campos da educação e da arte conectando as questões presentes nas exposições às urgências e reflexões cotidianas.

Duração de 2h | acessível em Libras | Vagas: 500 | encontro em formato webnário na plataforma Zoom | Livre para todos os públicos | Inscrições: www.ccbbeducativo.com.

22/1, sexta, às 10h – Lugar de Criação (Digital)

A Escala de Cores da Minha Casa

Visando a criação e o diálogo com a arte para as crianças e suas famílias, o Lugar de Criação é um projeto dedicado ao público infantil com interesse na experimentação da arte e das linguagens contemporâneas. A proposta é descobrir as cores das casas de alguns artistas a partir da arquitetura, dos objetos e ao redor.

Classificação indicativa: para pessoas acima de 3 anos | Local: redes do CCBB e site do CCBB Educativo.

26/1, terça, às 10h – Com a Palavra (Digital)

Nesta edição, Giulia Giovani, da Lacicor/Cecor(Laboratório de Ciência da Conservação), vai abordar a produção artística presente na exposição Ivan Serpa: a expressão do concreto. O debate se desenvolve desde a produção de Serpa no período concreto da década de 1950, sua metodologia de trabalho, atuação como professor, pesquisador e experimentador, perpassando a temática de técnicas e materiais utilizados pelo artista, até os desafios ligados à conservação e restauração de algumas de suas obras.

Duração de 1h | Classificação indicativa: para pessoas acima de 10 anos | acesso e inscrição no www.ccbbeducativo.com.

28/1, quinta, às 14h – Processos Compartilhados (Digital)

A Produção de Trailer no Cinema

Nesta atividade, Ricardo Mehedff, montador, diretor e produtor, vai investigar as origens dos trailers desde a década de 1930 e sua evolução nos últimos 80 anos, as técnicas usadas para criação e montagem do trailer e também do teaser. Além disso, o diretor apresentará um pouco sobre sua trajetória nesse ramo, trabalhos realizados em Hollywood e na indústria do cinema brasileiro desde os anos 90.

Classificação: indicada para pessoas acima de 16 anos | Evento gratuito | 100 vagas | Link para inscrição: www.ccbbeducativo.com.

Governo de SP lança pesquisa sobre empregabilidade das pessoas com deficiência

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem de Andreas Breitling por Pixabay.

Em dezembro de 2020, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência lançou a pesquisa Pessoa com Deficiência e Emprego. A ação tem como objetivo traçar novas estratégias e implantar ações que potencializem o processo da inclusão profissional das pessoas com deficiência.

Devido ao aumento da taxa de desemprego ocasionada pela atual crise econômica disparada pela pandemia do novo coronavírus e pelo histórico de exclusão do acesso da pessoa com deficiência ao mercado de trabalho, a Secretaria quer conhecer os principais desafios encontrados, o interesse em qualificação profissional e as principais barreiras no acesso e permanência da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.

Segundo a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, há mais de 3 milhões de pessoas com deficiência no estado de São Paulo, sendo apenas 1,17% desta população ativa no mercado de trabalho. Ainda, de acordo com dados do Caged do terceiro trimestre, houve um saldo negativo no número de pessoas com deficiência admitidas e demitidas de 8.244. “Cada um com o seu talento, pode e deve desenvolver suas aptidões. Neste quesito, a empregabilidade é o melhor caminho; com isso, a pesquisa Pessoa com Deficiência e Emprego, feita pelo Governo de SP por meio da nossa Secretaria, busca exatamente conhecer o perfil deste segmento e entender as dificuldades e barreiras que impedem essas pessoas de estarem no mercado de trabalho”, ressaltou a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão.

Destinada exclusivamente às pessoas com deficiência, a pesquisa pode ser respondida até 31 de janeiro de 2021 por meio do link https://bit.ly/PesquisaEmprego. Pesquisa totalmente acessível em Libras: https://bit.ly/PesquisaEmpregoLibras.

Abrape defende regulamentação para combater festas clandestinas e proteção econômica ao setor de eventos

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de Pexels por Pixabay.

Responsável por 4,32% do PIB nacional e que reúne um universo de aproximadamente 60 mil empresas em todo o País, o setor de eventos de cultura e entretenimento inicia 2021 com duas pautas emergenciais: regulamentar as atividades onde as variáveis epidemiológicas permitam a realização com protocolos, evitando que a demanda seja atendida por eventos ilegais e clandestinos, que já vem sendo amplamente denunciados pela imprensa, e conquistar condições econômicas de sobrevivência para o segmento até que seja iniciada a campanha de vacinação, por meio, principalmente, da aprovação do Projeto de Lei que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos – Perse.

“O setor de eventos é o mais sacrificado nesta pandemia do novo coronavírus. Cerca de 97% das atividades estão completamente paralisadas e mais de 450 mil postos de trabalhos formais, entre diretos e indiretos,  já foram exterminados. As festas ilegais no final de ano, como mostrado pela imprensa, revelaram que há uma demanda que tende a se manter com as férias. O ideal é haja uma regulamentação para que os locais que apresentem condições epidemiológicas permitam a realização de eventos legais, seguindo corretamente os protocolos – de outro modo, o Estado estará empurrando toda a demanda para a ilegalidade, como temos visto. É o melhor caminho para se evitar a clandestinidade e os riscos à saúde pública”, alerta o empresário e presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior.

De autoria do deputado federal Felipe Carreras (PSB/PE), o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos – Perse abrange um conjunto de medidas que propõe garantir a sobrevivência do setor – que precisa seguir honrando suas despesas – até que suas atividades sejam retomadas sem restrições, bem como gerar a capacidade econômica para que assim que volte a operar e tenha condições de fazer frente ao capital de giro necessário. Tem o objetivo, também, de proporcionar margem para cobrir todo o endividamento contraído pelo segmento no período em que ficou paralisado.

Entre as medidas que o projeto abrange estão:

– Obrigar as instituições financeiras federais a disponibilizar, especificamente para as empresas do setor de eventos, linhas de crédito específicas para o fomento de atividades, capital de giro e aquisição de equipamentos e condições especiais para renegociação de débitos que eventualmente essas empresas tenham junto a essas instituições, mesmo se forem optantes do Simples Nacional.

– A extensão das condições da Lei Nº 14.046 sobre o adiamento e o cancelamento de serviços, de reservas e de eventos dos setores de turismo e de cultura em razão do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020 e da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da Covid-19.

– A extensão das condições da Lei 14.020 para manter a suspensão e redução dos contratos de trabalho do setor, uma vez que as atividades do setor não voltaram e não há condições de reintegrar os trabalhadores antes disso.

“A aprovação do Perse é essencial para promover crédito, preservação dos empregos, manutenção do capital de giro das empresas, financiamento de tributos e desoneração fiscal. Somente dessa forma será possível evitar o colapso total do setor”, reforça Doreni.

Sobre a Abrape

Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – Abrape tem atualmente 400 associados, sediados em todos os Estados da Federação, que são verdadeiros expoentes nacionais na oferta de empregos diretos e indiretos e na geração de renda, movimentando bilhões de reais anualmente. A entidade congrega as principais lideranças regionais e nacionais do segmento e tem no portfólio de associados empresas como a Live Nation, Opus Entretenimento, T4F e mega eventos, como o Festival de Verão de Salvador e a Festa do Peão de Boiadeiros de Barretos.

Grupo gastronômico implanta projeto para o desenvolvimento de agroflorestas em Campinas

Campinas, por Kleber Patricio

Agrofloresta em implantação pelo Restaurante Vila Paraíso. Foto: divulgação.

Temas como preservação e conservação de áreas verdes e do clima estão atraindo cada vez mais a atenção e o interesse das pessoas e empresas ao redor do mundo, além de mudar os hábitos dos consumidores. Uma pesquisa realizada pela Ipsos apontou que para 85% dos brasileiros, a proteção do meio ambiente deve ser uma prioridade do governo no plano de recuperação do país pós-Covid-19. Outro levantamento, da empresa Visual GPS, revelou que 81% das pessoas ouvidas espera que as empresas sejam ambientalmente conscientes.

Pensando em formas de deixar um legado para a região e as pessoas e, ao mesmo tempo, produzir os próprios alimentos – naturais e sem agrotóxicos – servidos aos seus clientes, o grupo que administra o Restaurante Vila Paraíso e as duas unidades das Padocas do Vila, em Campinas (SP), decidiu investir no desenvolvimento de sistemas de agrofloresta.

Inicialmente, ela vai ocupar um terreno de 6 mil metros quadrados dentro de uma fazenda de 300 mil metros quadrados localizada em Área de Proteção Ambiental (APA) no Distrito de Joaquim Egídio, em Campinas, onde estão o restaurante e uma das unidades das Padocas. O projeto teve inicio em dezembro e será implantado em dez fases.

Na agroflorestal serão plantados produtos consumidos pelo restaurante e nas Padocas, como alface, rúcula, pitanga, acerola, banana, frutas nativas, grumixama e cereja do Rio Grande dentre outras, com colheitas que acontecem a partir de ciclos curtos até ciclos mais longos. O plano prevê plantas medicinais e aromáticas e plantio de madeiras exóticas, que serão colhidas no longo prazo, abrindo espaço para que, futuramente, o sistema seja rejuvenescido.

Júlia Zanetti, uma das pessoas à frente do projeto, explica que agrofloresta é um meio de produção utilizando a observação da natureza e a inteligência humana para acelerar e otimizar os processos de desenvolvimento das plantas. Sem veneno, utiliza-se da diversidade, leva em consideração a necessidade de sol, o tempo que as plantas precisam para crescer e consórcios de plantas adequadas ao clima e região em que o sistema será implantado. “São muitos pontos positivos para o Meio Ambiente, porque beneficia o solo e permite que o mesmo absorva melhor a água, podendo até atrair novas nascentes e regenerar a natureza”, explica. “E já há casos em que este sistema transformou o microclima de uma região”.

Ricardo Barreira, um dos sócios do grupo e chef responsável das casas, lembra que agroflorestas começam a ganhar terreno no País. “O Vila e as Padocas talvez sejam pioneiros no sentido de querer oferecer os alimentos provenientes de sistemas agroflorestais para consumo nos restaurante e na padaria.”

Produção e meio ambiente

Ao mesmo tempo em que promove o plantio, cultivo e consumo de produtos naturais e livres de agrotóxicos, a agrofloresta também é uma importante aliada para o meio ambiente da região onde ela é implantada. Isso porque ajuda a preservar o solo, na recuperação de áreas degradadas, preservação e nascimento de novas nascentes e para evitar o chamado efeito estufa.

Júlia diz que o objetivo de ações ambientais como a agrofloresta é deixar um legado positivo; uma maneira de interação do homem com a natureza de maneira harmônica e respeitosa e que talvez sirva de inspiração e exemplo num momento em que, cada vez mais, fica claro que a natureza deverá ser o centro de tudo e, a partir disto, estabelecermos políticas corporativas que interajam com o mínimo impacto, favorecendo a todos. Ela lembra que o grupo vem trabalhando pilares de sustentabilidade, ecologia e meio ambiente. “Já utilizamos energia solar fotovoltaica, que é uma fonte de energia limpa. Há um ensaio para nos tornarmos Lixo Zero, fazendo a correta separação dos resíduos e, agora, queremos oferecer produtos com mais qualidade e menos impacto ambiental possível: sem tóxicos, minimizando a logística e fomentando o comércio local por meio de parceiros que envolvemos nesses processos”, diz Júlia.

O chef Ricardo ressalta que cada vez mais as pessoas procuram experiências e empresas acabam entregando isso a qualquer custo. “No nosso caso, nós queremos estar pautados em valores e ainda assim, entregar a experiência. É um olhar para dentro, é um passo atrás para outros muitos passos para frente. Queremos mudar o pequeno planeta em que estamos inseridos.”

Biblioteca Azul lança novas edições de “A revolução dos bichos” e “1984”

Brasil, por Kleber Patricio

(Divulgação)

“O que distingue o Homem é a mão, o instrumento com o qual ele faz todas as suas maldades.”

A Biblioteca Azul lança nova edição do clássico A revolução dos bichos. Na obra, uma fazenda é tomada pelos seus animais, que expulsam os humanos e promovem um novo regime de colaboração e trabalho. Juntos, porcos e galinhas, cavalos e patos criam seus hinos, elaboram seus lemas e buscam o progresso e a justiça. Este é o cenário para uma das sátiras mais influentes da literatura; uma fábula para adultos que registra a transformação de uma revolução gloriosa contra o autoritarismo para mais uma forma tirânica de poder.

Quando A revolução dos bichos foi publicada, sua sátira se dirigia ao regime soviético. As leituras deste livro amadureceram para além do aspecto satírico e para além do regime que retratava no início. A degradação moral do porco Napoleão não espelha somente a de Stálin, mas a de qualquer pessoa que sucumba à corrupção do poder ou da exploração.

Com tradução de Petê Rissatti, texto de apresentação de Orlando Calheiros, apresentador dos podcasts Benzina e PopCult, e ilustração de Olavo Costa, A revolução dos bichos segue como uma obra atual e com uma mensagem que se desdobra e pode ser lida como um manifesto contra qualquer abuso de poder.

Sobre o autor | A primeira metade do século XX foi atribulada por acontecimentos extraordinários, muitos deles descritos em primeira mão por George Orwell (1903-1950), hoje sinônimo de crítica social e oposição ao totalitarismo. Nascido Eric Arthur Blair em uma família inglesa de classe média alta, Orwell sempre teve um interesse especial pelas questões sociais. Trabalhou como professor e assistente de um sebo de livros e casou com Eileen O’Shaughnessy. Lutou na Guerra Civil Espanhola até 1937, quando uma bala atravessou sua garganta.

Com a Segunda Guerra Mundial, passou a trabalhar para a BBC e outros veículos. Em 1944, o livro A revolução dos bichos estava pronto, mas diferentes editoras se recusaram a publicá-lo por ser um ataque direto ao regime soviético, então aliado vital na batalha contra a Alemanha. Em 1945, Orwell perdeu a esposa, Eileen, em uma cirurgia de rotina e finalmente viu a publicação do livro. O sucesso chegou com uma piora na saúde. Ainda conseguiu escrever sua obra mais famosa, 1984, entre períodos no sanatório. Mais de setenta anos depois de sua morte, sua obra segue assustadoramente atual e relevante. A Biblioteca Azul também publica 1984.

Um exercício de imaginação escrito em 1948 sobre como o futuro se mostrava ameaçador, 1984 retrata um mundo de extrema burocracia e autoritarismo, em que telas estão em toda parte observando a rotina das pessoas. Por meio das palavras, a verdade é manipulada e a miséria da população se manifesta na dificuldade de expressão de pensamentos e sentimentos. A leitura deste clássico em nosso tempo leva à pergunta inevitável: quais faces o autoritarismo previsto por George Orwell teria hoje?

No ano de 1984, Londres é uma sombria cidade de Oceânia. O Grande Irmão vigia tudo e todos e a única maneira de manter um segredo é escondê-lo até de si mesmo. Winston Smith está em perigo. Ele é um funcionário do Partido, mas comete a ousadia de manter a memória viva por meio de um diário. Ao lado de sua companheira, reunirá coragem e revolta para combater o sistema vigente por meio de uma organização de resistência ao poder estabelecido.

Com tradução de Bruno Gambarotto, apresentação de Rita von Hunty – do canal Tempero Drag – e artes de Matheus Santa Cruz, 1984 se une a outras obras clássicas da distopia publicadas pela Biblioteca Azul, como Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451.

Título: A revolução dos bichos

Autor: George Orwell | Páginas: 128 | Formato: 14 X 21 cm

ISBN: 978-65-5830-031-1 | Preço: R$24,90.

Título: 1984

Autor: George Orwell | Páginas: 392 | Formato: 14 X 21 cm

ISBN: 9786558300984 | Preço: R$34,90.