Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Festival que busca valorizar e fortalecer a negritude abre inscrições para artistas de diversas regiões do Brasil

Brasil, por Kleber Patricio

O Festival Felino Preta 2021, organizado pela Associação Felino – Frente de Educação e Cultura do Litoral Norte (SP) – abre inscrições para projetos artísticos relacionados à negritude que estimulem aspectos como afrobrasilidade, subjetividades e emancipação que possam contribuir para o desenvolvimento e ampliação das perspectivas culturais e artísticas de pretas e pretos. As inscrições estão abertas até o dia 31 de janeiro.

A programação do Festival será realizada somente em formato digital, devido a política de distanciamento social em decorrência da crise causada pelo novo coronavírus, entre os dias 18 de fevereiro e 13 de março e será composta por projetos selecionados nas categorias Vídeo e por apresentações artísticas de dança, circo, música, teatro e cultura popular, entre outras manifestações.

Para Shirlei Rodrigues, produtora do Festival, a realização do evento cria um espaço de visibilidade para os saberes, fazeres artísticos/culturais e pretende alcançar artistas que retratam, vivenciam e multiplicam diversas vertentes da Cultura Preta. “Acreditamos que o fortalecimento de uma forma de pensar, proveniente desta cultura enquanto resistência, é urgente nos dias incertos em que vivemos, principalmente, no que se refere ao conceito de ‘comunidade’, ao olhar da pluriversalidade e ao entendimento profundo do termo Ubuntu : eu sou hoje, porque eu fui meus antepassados ontem, e serei minha continuidade amanhã. Eu sou, porque nós somos”, diz Rodrigues. Além de Shirlei, o evento conta com a produção de Talita Frangione e Itamires Nunes.

Ainda de acordo com a produtora, a valorização dos saberes e fazeres culturais dos artistas pretos e pretas tem sido questionada sob os mais diversos argumentos, quase sempre baseados na negação de questões essenciais para o desenvolvimento consciente e participativo de crianças, jovens, mulheres, todes, enfim, pretos e pretas. “A arte é um instrumento valioso que possibilita essa inclusão e engajamento, de forma ímpar, por isso, diante da necessidade mais que urgente de resistência e fortalecimento da cultura afro, matéria prima importantíssima na formação da alma brasileira, é que o Festival Felino Preta 2021, abre suas inscrições e convida todes que se identificam com a proposta a apresentarem suas produções artísticas”, finaliza.

Para acessar o cronograma e o regulamento completo acesse o link.

Serviço:

Festival Felino Preta

Data: 18/2 a 13/3

Para mais informações: @AssociacaoFelino.

Brasileiro que cruzou América a cavalo lança segundo livro da jornada

Brasil, por Kleber Patricio

Crédito da foto: divulgação/Cavaleiro News – nenhuma violação de direitos pretendida.

Filipe Masetti Leite, o primeiro brasileiro a atravessar a América a cavalo percorrendo mais de 25 mil quilômetros, lança neste mês o segundo livro de sua jornada: Cavaleiro das Américas rumo ao Fim do Mundo. A obra, publicada pela editora Ex Parte Press, traz detalhes da segunda viagem feita pelo aventureiro por toda a América: o trecho de 7,5 mil km de Barretos, no Brasil, a Ushuaia, na Argentina, e conta com prefácio escrito pelo ator Caio Castro. A jornada se dividiu em três. Na primeira, de Calgary, no Canadá, a Barretos, no Brasil, ele percorreu 16 mil quilômetros. E a última e mais recente, de Fairbanks, no Alasca, a Calgary, no Canadá, teve 3,5 mil quilômetros percorridos.

Depois de enfrentar meses de depressão após o retorno de sua primeira viagem, Filipe resolveu iniciar a segunda jornada com um propósito: ajudar o Hospital de Câncer de Barretos levando informações sobre o diagnóstico precoce da doença para famílias. Foi também neste trajeto até Ushuaia, no deserto da Patagônia, que ele conheceu o amor de sua vida: a argentina Clara.

Filipe e seus cavalos também passaram por inúmeros desafios e dificuldades no percurso, como ursos pardos, temperaturas diversas entre calor intenso de 45 graus e frio abaixo de 15 graus negativos, cartéis de drogas, estradas completamente vazias, desertos, rios, montanhas, neve, florestas e, claro, muitos imprevistos. Persistente, cruzou países em trechos nem sempre fáceis de percorrer, beirando abismos e passando ao lado de caminhões a 120 km/h.

A primeira jornada se tornou um livro chamado Cavaleiro das Américas, publicado pela editora HarperCollins Brasil. A obra, que virou best-seller, ficou por mais de 13 semanas na lista de livros de não ficção mais vendidos no Brasil e irá originar um filme e um documentário com previsão de lançamento para 2021. Essa obra também foi publicada em inglês pela editora Ex Parte Press, do Canadá. O segundo livro, lançado agora no Brasil, também se tornou best-seller no Canadá em sua versão em inglês.

O sonho de percorrer a América a cavalo vem desde criança, quando o brasileiro escutava do pai a história quase mítica de um homem que cavalgou da Argentina até Nova York para provar que os crioulos são os cavalos mais resistentes do mundo. As cenas dessa odisseia eram narradas de geração em geração na família de Filipe até que, já adulto, ele descobriu o homem real por trás de seu herói: o professor suíço Aime Tschiffely, que realizou essa jornada na década de 1920. Inspirado pela ousadia e determinação dele, Filipe nunca se esqueceu do sonho de menino de fazer a sua própria expedição.

Embaixador do Calgary Stampede, um dos maiores rodeios do mundo, Filipe foi homenageado com duas estátuas para celebrar a jornada, uma no Parque do Peão de Barretos e outra no Parque de Exposição de Londrina. O primeiro par de botas usadas na primeira viagem está exposto no museu Bata Shoe Museum, em Toronto, no Canadá. Com a jornada, ele também já ajudou a arrecadar mais de 60 mil reais em doações para o Hospital de Câncer de Barretos, em que ele é voluntário e ajuda a alertar sobre o diagnóstico precoce do câncer infantil. Filipe também roda o Brasil dando palestras em escolas e outras instituições.

Sobre| Filipe Masetti Leite é jornalista, escritor, palestrante, caubói e aventureiro. Formado em jornalismo pela Ryerson University de Toronto, ele já fez trabalhos para o programa Fantástico da Rede Globo e escreve para o maior jornal do Canada, o Toronto Star. É escritor e autor do livro Cavaleiro das Américas, que narra detalhes da primeira viagem de Filipe de Calgary, no Canadá, a Barretos, em São Paulo.

MAM celebra o mês de aniversário de São Paulo com programação online

São Paulo, por Kleber Patricio

Oficina de histórias em quadrinhos. Foto: Laysa Elias.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo celebra o mês de aniversário da cidade de São Paulo com uma intensa programação online voltada às famílias, professores, educadores e estudantes. Elaboradas pelo MAM Educativo, as atividades têm foco na relação do Museu com a cidade e seu entorno – o Jardim de Esculturas e o Parque Ibirapuera.

Entre os destaques da programação, estão a live de lançamento do audioguia Águas do Ibirapuera, as visitas virtuais pelo Jardim das Esculturas do MAM, o encontro online O museu e a cidade: territórios de educação e patrimônio e a oficina de histórias em quadrinhos com o artista e quadrinista Tiago Judas.

Assim como em 2020, as atividades educativas do Museu irão trabalhar a intersecção das artes com eixos temáticos que fomentam uma produção cultural plural e diversa – propostas que abarcam as culturas da infância, popular, de rua, gênero e etnias que povoam o ambiente cultural artístico do museu por meio das ações promovidas pelo MAM Educativo.

Confira a programação completa:

12 de janeiro, terça-feira, às 15h

Família MAM | Oficina de construção de satélites com Amanda Santos

Público: A partir de 4 anos, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Entre pinturas que lembram a imagem de céus estrelados e viagens pelo universo, o artista Antonio Dias se apropriou de objetos do dia a dia para criar Satélites, que hoje orbitam sua exposição em cartaz no MAM São Paulo. Inspirada por sua obra, esta oficina online propõe a construção de objetos espaciais voadores com diversos materiais recicláveis.

Lista de materiais:

– Materiais recicláveis e bugigangas diversas;

– Caixinha pequena, como a de remédio;

– Papéis coloridos;

– Tesoura;

– Cola e/ou fitas adesivas;

– Materiais para colorir: lápis de cor, canetinha, giz, etc;

– Barbante.

Amanda Santos é designer e artista visual. Tecnóloga em Design Gráfico pela Universidade de Mogi das Cruzes, possui Licenciatura em Artes Visuais pela Faculdade Paulista de Artes. Atua como educadora no MAM São Paulo e, entre suas áreas de interesse e pesquisa, coexistem questões relativas à arte contemporânea, ao design e à educação.

13 de janeiro, quarta-feira

Programa de Visitação | Post no Instagram do MAM (@mamoficial) de Experiência Poética

Todo mês, o MAM Educativo propõe, nas redes sociais do museu, experiências práticas que abarcam o universo artístico do museu, do seu acervo, exposições, artistas e da arte.

13 de janeiro, quarta-feira às 15h

Família MAM | Visita virtual ao Jardim de Esculturas para família

Público: A partir de 4 anos, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Nesta experiência, é realizado um percurso virtual pelo Jardim de Esculturas, desvendando sua história e descobrindo diferentes formas de ver e perceber as suas obras. O Jardim de Esculturas é o acervo permanente a céu aberto do MAM São Paulo. Sua importância perpassa décadas de aprendizado sobre conservação, mediação no espaço público e ocupação do parque.

14 de janeiro, quinta-feira às 15h

Família MAM | Entre tramas e fios: narrativa interativa com Mirela Estelles e Amanda Falcão

Público: A partir de 4 anos, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Assim como os contos e as histórias, os trabalhos manuais estão presentes em nossa sociedade há milhares de anos, costurando fios entre gerações. Nesse encontro, a proposta é a interação entre as duas tramas: tecer a narração de uma história com a construção de um mini tear.

Lista de materiais:

– Papelão (aproximadamente do tamanho 20 x 20 cm);

– Régua;

– Tesoura;

– Barbante, linhas e lãs coloridas diversas;

– Fita crepe ou fita adesiva.

Mirela Estelles é educadora e contadora de histórias, formada em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP e pós-graduada em Linguagens da Arte no Ceuma – Centro Universitário Maria Antônia. Desde 2003, atua como educadora e contadora de histórias em escolas, livrarias, bibliotecas, museus e espaços culturais. É educadora formadora do setor Educativo do MAM São Paulo desde 2009. Idealizadora e realizadora da Semana da Cultura Tradicional da Infância e das narrações simultâneas em português e Libras (língua brasileira de sinais).

Amanda Harumi Falcão é artista visual e arte educadora, formada em bacharelado de Artes Visuais e licenciando Artes no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Já atuou em educativos de instituições culturais como SESC Pompeia e SESC 24 de Maio e atualmente faz parte do educativo do MAM São Paulo. Em suas pesquisas, busca costurar a relação entre memória e o fazer artesanal, como também investigar os processos sutis e interdisciplinares na mediação cultural e arte educação.

15 de janeiro, sexta-feira às 15h

Família MAM | Oficina de histórias em quadrinhos com Tiago Judas

Público: A partir de 4 anos, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Imagens e palavras em sequência: desenhando para contar histórias. A oficina propõe experimentações com desenho que estruturam histórias em quadrinhos conduzidas pelo artista Tiago Judas.

Lista de materiais:

– Lápis (6B de preferência);

– Borracha;

– Papel sulfite;

– Caneta preta para contorno;

– Régua;

– Caneta corretivo ou posca branca;

– Materiais para colorir: aquarela, lápis de cor, canetinha etc.

Tiago Judas é bacharel e licenciado em artes plásticas. Desenvolve uma produção artística que inclui desenhos, objetos e vídeos, além de histórias em quadrinhos. Trabalha como ilustrador autônomo para jornais, revistas e editoras de livros, além de ministrar cursos e oficinas desde 2001 em centros culturais como o SESC, MIS SP, Paço das Artes, MAM São Paulo e Fábricas de Cultura. Desde 2000, expõe seus trabalhos em importantes instituições culturais brasileiras e em países como Alemanha, Áustria, Espanha, EUA e Peru. Em 2007, foi contemplado com o Prêmio Aquisição do 14º Salão da Bahia (Salvador, BA, Brasil). Em 2016, lançou o livro de história em quadrinhos Hídrico pela Editora Veneta.

19 de janeiro, terça-feira às 16h

Domingo MAM + Arte e Ecologia | Live de lançamento do audioguia Águas do Ibirapuera

Youtube do MAM São Paulo – Acessível em Libras

Nesta live, integrantes do Rios e Ruas que dão vozes ao audioguia Águas do Ibirapuera conversam com o MAM Educativo sobre o seu processo criativo e as pesquisas envolvidas no projeto.

O audioguia Águas do Ibirapuera, disponível gratuitamente no site e YouTube do museu, conta um pouco da história das águas que envolvem o Parque Ibirapuera. Cada faixa é acompanhada por um mapa que destaca pontos do Parque do Ibirapuera, com ênfase nos rios Sapateiro e Caaguaçu. Também são apresentadas informações sobre outras bacias hidrográficas da cidade e como elas estão relacionadas.

Para a confecção, foi realizada uma pesquisa sobre os temas relacionados à bacia do córrego Sapateiro, tema que vem sendo trabalhado pelo Rios e Ruas há mais de 10 anos em parceria com o Estúdio Laborg, responsável pela direção e produção do projeto. Em complemento a esses conteúdos, foram realizadas novas pesquisas sobre a criação, implantação e desenvolvimento do Parque do Ibirapuera.

Este projeto faz parte de um eixo temático do MAM Educativo chamado Arte e Ecologia, que pensa a arte contemporânea enquanto uma área interdisciplinar do conhecimento, onde as relações entre arte e vida não são apenas o ponto de partida para a reflexão e práticas artísticas, como também lugar de encontro e troca de saberes e experiências entre o museu e a cidade, público e artista, professores e alunos.

Rios & Ruas é uma iniciativa criada em 2010 por José Bueno, arquiteto e mestre em Aikido, e Luiz de Campos, geógrafo, professor e pesquisador da temática dos rios urbanos, que oferece ações que integram conhecimento e experiências para sensibilizar pessoas a respeito da realidade dos rios esquecidos pela cidade. São Paulo, por exemplo, esconde centenas de rios sob suas ruas, soterrados e poluídos, mas vivos. Conversas e conexão física e emocional com os rios – soterrados ou não – é a origem e o coração da iniciativa, que segue seu fluxo promovendo e inspirando múltiplas ações para que milhões de pessoas descubram, vejam e queiram os rios limpos e livres.

20 de janeiro, quarta-feira às 15h

Família MAM | Visita virtual ao Jardim de Esculturas para família

Público: A partir de 4 anos, com inscrição prévia ( vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Nesta proposta, é realizado um percurso virtual pelo Jardim de Esculturas, desvendando sua história e descobrindo diferentes formas de ver e perceber as suas obras. O Jardim de Esculturas é o acervo permanente a céu aberto do MAM São Paulo. Sua importância perpassa décadas de aprendizado sobre conservação, mediação no espaço público e ocupação do parque.

21 de janeiro, quinta-feira às 16h

Contatos com a arte | Criação com coletivos heterogêneos, conversa com Elisa Band

Público: Professores, educadores e estudantes, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Este encontro propõe o compartilhamento de diferentes procedimentos de criação cênica elaborados a partir da experiência com coletivos teatrais compostos por pessoas com diferentes corpos, idades, formações e experiências de vida. Abordando exercícios e práticas por meio de estudos de caso e de reflexões e diálogos com artistas e teóricos de diferentes áreas, como pedagogia, estética, clínica e filosofia, o curso analisa como as singularidades de diferentes modos de existência podem instaurar uma linguagem própria na criação de uma cena.

Elisa Band é performer, encenadora e pesquisadora. Formada em Artes Cênicas na Unicamp em 1998, foi uma das fundadoras do grupo K, dirigido por Renato Cohen. De 2007 a 2012, foi codiretora e dramaturga da Cia. Ueinzz. Em 2014 e 2015, foi diretora do Grupo de Estudos e Criação em Performance. Em 2015, publicou o livro de contos Perecíveis, Ed. Lamparina Luminosa. Desde 2011 é professora do curso de performance do MAM São Paulo, dentro do programa Igual Diferente. Desde 2016 é diretora de Teatro da ONG Ser em Cena. Em 2020, se tornou mestra na Escola de Comunicações da USP, na área de Teoria e Prática do Teatro.

22 de janeiro, sexta-feira às 16h

Contatos com a arte | Fotografia do isolamento: possibilidades e desdobramentos artísticos com Laysa Elias

Público: Professores, educadores e estudantes, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Este encontro aborda as experiências de criação imagética em tempos de isolamento social, tendo como ponto de partida uma seleção de obras da exposição Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM – 20 anos.

Laysa Elias é educadora, cineasta e fotógrafa, formada em cinema pelo Centro Universitário Senac e em técnica fotográfica pela Escola Panamericana de Artes e Design. Assina o curta-metragem documental Do Portão Pra Fora, exibido em festivais de cinema como Kinoforum e Visões Periféricas e desde 2016 atua no MAM São Paulo como educadora, responsável pela área de Difusão e Produção Audiovisual do setor educativo.

26 de janeiro, terça-feira às 15h

Família MAM | Visita virtual ao Jardim de Esculturas para família

Público: A partir de 4 anos, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Nesta proposta, é realizado um percurso virtual pelo Jardim de Esculturas, desvendando sua história e descobrindo diferentes formas de ver e perceber as suas obras. O Jardim de Esculturas é o acervo permanente a céu aberto do MAM São Paulo. Sua importância perpassa décadas de aprendizado sobre conservação, mediação no espaço público e ocupação do parque.

27 de janeiro, quarta-feira às 16h

Contatos com a arte | O museu e a cidade: territórios de educação e patrimônio com Vanessa Lima

Público: Professores, educadores e estudantes, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Este encontro convida o público a olhar para a cidade a partir dos seus monumentos. Serão abordadas dimensões da(s) memória(s) enquanto construção de símbolos, traçando relações com territórios da cidade e artistas visuais que trabalham a partir de poéticas da memória e do esquecimento.

Vanessa Lima é educadora e historiadora. Desenvolve projetos na área de mediação cultural em diferentes museus e instituições culturais. Com formação em História, propõe na sua produção dispositivos de mediação que ampliam o debate sobre Patrimônio Cultural. Nas suas pesquisas, visitas e caminhadas pela cidade, investiga processos de (des)construção da(s) memória(s). Atualmente desenvolve em coautoria o livro Caminhando a Paulista: manual do pequeno historiador da cidade.

28 de janeiro, quinta-feira às 14h30

Contatos com a arte | Apoio Itaú Cultural | Afinando os sentidos: ler e escrever imagens para recontar o mundo com Marie Ange Bordas

Público: Professores, educadores e estudantes, com inscrição prévia (vagas limitadas)

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência.

Vivemos em um mundo de imagens que vendem, entretêm e informam, mas que também difundem conceitos e comportamentos e impõem representações culturais. Este encontro propõe discutir possibilidades de utilização da linguagem visual como ferramenta criativa e crítica em projetos socioeducativos, de promoção da leitura e em sala de aula e também discutir alguns fundamentos da alfabetização visual. A proposta foi desenhada a partir da apresentação de alguns projetos artísticos/educativos desenvolvidos pela autora com jovens e crianças vivendo em zonas de conflito em diversos países e em comunidades tradicionais brasileiras.

Marie Ange Bordas é artista multimídia, escritora e mediadora cultural. Desde 2001, percorre o mundo desenvolvendo projetos participativos de arte e mídia e formações para educadores. Seu trabalho se baseia numa metodologia dialógica e lúdica inspirada na práxis artística e na convivência, enfatizando o cruzamento de linguagens para construir processos críticos e obras colaborativas a partir dos contextos, saberes e fazeres locais.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades, que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

https://mam.org.br

https://www.instagram.com/MAMoficial

https://www.twitter.com/MAMoficial

https://www.facebook.com/MAMoficial

https://www.youtube.com/MAMoficial.

Autismo em adultos: quando o diagnóstico é tardio

Brasil, por Kleber Patricio

Imagem de karelinlestrange por Pixabay.

Hoje, graças à facilidade de acesso e rapidez das informações, muitos casos de autismo que não foram diagnosticados quando deveriam estão chegando com muito mais frequência nos consultórios de profissionais que trabalham com o tratamento integral do autismo. São jovens e adultos; desde os casos mais leves, como os aspergers, até os casos muito graves, que, por falta de tratamento adequado, de informação e de acesso aos diversos tratamentos multidisciplinares que temos hoje, acabaram crescendo sem desenvolver progressos significativos. E o pior: sem alcançarem independência, inclusive dos pais, o que causa para estes uma terrível angústia, porque o desgaste e a preocupação são muito grandes e a pergunta é uma só: O que fazer agora?

Os portadores da Síndrome de Asperger e os autistas de inteligência mediana ou acima acabam levando uma vida normal até que aconteça algo que traga à tona o autismo – e não é raro que até mesmo um dos pais possa acabar sendo identificado também como dentro do espectro.

Diagnóstico na adolescência

A forma mais comum de identificar o autismo no adolescente dos 12 aos 18 anos, por exemplo, é o comportamento dele nesta fase. Geralmente ele não sabe se relacionar e não consegue lidar com coisas simples como uma mudança de casa, cidade ou escola, além de problemas frequentes nos relacionamentos com colegas e com sua própria sexualidade.

Foto: divulgação.

Tudo isso, juntamente com a forma deste adolescente não se comportar como os demais, começa a causar uma angústia nele e nos pais, que não entendem o que pode estar acontecendo. Neste caso, acabam por apresentar um quadro de ansiedade extrema, que não consegue ser solucionado com a terapia tradicional.

Quando isso acontece, exames mais extensos podem confirmar um diagnóstico de autismo. É importante saber que o diagnóstico preciso e minucioso deve ser conduzido por psiquiatras, neuropsiquiatras e neuropsicopedagogos, que deverão ter total acesso a todas as informações sobre como foi a infância deste paciente.

Somente assim, depois de um diagnóstico correto – ou seja, depois de dar nome ao que eles sentem –, eles e a família encontram respostas para perguntas que vinham fazendo durante todas as suas vidas. E isso traz, para o autista e para a família, um alívio imenso.

E quando eu não estiver mais aqui? O que vai ser do meu filho autista?

Quanto mais cedo a descoberta do espectro, melhor pode ser a evolução do tratamento e da independência do autista. É muito comum, ao realizar o diagnóstico de TEA em crianças, ver que a primeira preocupação dos pais é como será a vida acadêmica o filho em questão, a preocupação com a fala e como ele vai se relacionar para seguir com o fluxo normal da vida. Passado isto, um pouco mais tarde, já frente à realidade do dia a dia, a preocupação da grande maioria dos pais, principalmente os pais de autistas com grau severo, é: E quando eu não estiver mais aqui? O que será do meu filho autista?

A neuropsiquiatra, especialista em tratamento integral do autismo, neurodesenvolvimento e saúde mental Dra. Gesika Amorim, lida com essas situações todos os dias e diz: “Sabemos que não é fácil e que muitos pais  abandonam suas vidas para cuidar de seus filhos, que em graus mais severos do  autismo, acabam sendo absolutamente dependentes. Dito isto, gostaria de enfatizar algumas coisas:

1 – Quanto mais cedo seu filho for diagnosticado, mais chances e melhores elas serão de ele ter independência, que ,de fato, é o que mais vai importar e o que realmente ele e vocês, pais por mais que no primeiro momento possam achar que não – vão precisar que ele tenha.

2 – Jamais deixe de contar ao seu filho que ele é um autista. Proteção demais pode trazer grandes prejuízos no futuro, justo quando ele precisará ter o máximo possível de independência para lidar de fato com o mundo. No mais, autistas sem grandes comprometimentos cognitivos, que sabem seu diagnóstico desde cedo, conseguem lidar mais facilmente com todas estas questões mais difíceis, como, por exemplo, relacionamento, sexualidade e mudanças”, diz a especialista.

Dra. Gesika Amorim diz que, infelizmente, ao menos até agora, desconhece programas de governo que sejam dedicados a cuidar de autistas adultos com graus mais severos; tanto na ausência dos pais, quanto na falta de recursos, condições físicas, estruturais e emocionais de lhes oferecer estes cuidados. Então, ela ressalta a importância das ONGs neste momento. “É muito necessário que ONGs, ativistas e profissionais envolvidos com a causa e famílias se movam e comecem a buscar este tipo de suporte, porque todos têm direito à vida com dignidade e sabemos que, no autismo, principalmente em casos do adulto com grau severo, esta não é uma realidade”, ressalta a médica.

Mas existe uma luz no fim do túnel: em 2012, foi sancionada a Lei Berenice Piana, (12.764, 2012), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Em 2020, foi sancionada a Lei 13.977, de 2020, que cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que assegura aos portadores, atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social.

Segundo a própria Berenice Piana, a próxima luta será para conseguir, através do governo, uma casa de apoio para os autistas que por algum motivo perdem os seus cuidadores. “Vamos acreditar e lutar para isso.”

Uma outra solução muito sábia e prática a ser tomada pelas famílias que podem contar com outros parentes ou conhecidos, é deixar acordado, por intermédio de um advogado, um documento de tutela de seu filho autista, no caso de um dos pais faltarem.

E sobre a sexualidade?

A sexualidade é inerente ao ser humano. Todos temos. Quando vamos falar da sexualidade no autista, existem muitas nuances envolvidas, pois o autista pode não ter controle sobre suas emoções e, por conseguinte, sobre os seus instintos sexuais, explica a neuropsiquiatra Dra. Gesika Amorim: “Isso pode causar situações constrangedoras, pois  o paciente dentro do espectro não tem filtro para falar o que deseja fazer e, em situações extremas, no caso de pacientes não verbais, podem ocorrer masturbações em público ou mesmo o toque dos órgãos genitais de pessoas ao seu redor, o que causa intenso constrangimento”.

Foto: divulgação.

Dra. Gesika orienta: “Eles podem não conseguir se controlar ou ter postura frente ao certo e errado que é imposto dentro de uma sociedade. Então, é necessário que os cuidadores, terapeutas com experiência em autismo, os profissionais e a família, sejam uma espécie de córtex pré-frontal desse paciente, fazendo-o entender como lidar com essas emoções e sensações; explicando o que é correto ou incorreto e o que pode o que não pode, exatamente como explicamos para uma criança as regras sociais da vida. É importante que eles tenham absoluta confiança em seus pais.

Nos casos extremos, de autistas adultos não verbais e sem terapia, pode ser necessário intervir com medicações para contenção de libido”.

Dra. Gesika Amorim é médica pediatra e neuropsiquiatra com ênfase em saúde mental e neurodesenvolvimento infantil. É pós graduada em Psiquiatria e Neurologia Clínica. É também referência no Tratamento de TEA – Transtorno do Espectro Autista com utilização de HDT – Homeopatia Detox – tratamento integral do autismo e Medicina Integrativa.

www.dragesikaamorim.com.br

Instagram: @dragesikaautismo.

Abertas inscrições para 1ª Corrida/Caminhada Virtual Hospitalhaços

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Hospitalhaços.

Estão abertas as inscrições para 1ª Corrida e Caminhada Virtual Hospitalhaços – Juntos pela Vida. Os percursos podem ser realizados de onde você estiver e podem participar atletas de todo o País.

Veja os detalhes no regulamento e participe até 30 de janeiro. O kit será enviado pelo correio (para fora de Campinas) e, aos moradores de Campinas, serão entregues na sede da ONG a partir de 18 de janeiro. O kit sera composto por camiseta e máscara com tecido de malha anti-Covid desenvolvido pela empresa Rhodia, medalha e ecobag.

Os patrocinadores desse evento são HNZ – Treinamentos e Consultoria em TI e IHA Massas Frescas. Apoie essa causa e cuide-se; afinal, saúde é coisa séria.

Endereço da ONG: Avenida Engenheiro Artur Segurado, 439, Jardim Leonor – Campinas/SP.

Entre no site https://www.minhasinscricoes.com.br e faça agora sua inscrição. Em caso de dúvidas, entre em contato com Jaqueline (19 99948-5327).

Sobre a ONG Hospitalhaços

A Hospitalhaços é uma Organização Não Governamental, fundada em 1999 por Walkiria Camelo, que utiliza a arte do palhaço para levar sorrisos ao ambiente hospitalar. O desafio diário é criar uma atmosfera mais leve, alegre e descontraída para pacientes, familiares e profissionais da Saúde. Para realizar este trabalho, a ONG conta com a participação de 350 palhaços humanitários divididos em 37 equipes, além de brinquedistas e colaboradores que ajudam no bazar e parte administrativa da associação somando 450 voluntários ativos.

Atualmente, atende em 31 hospitais localizados em 20 municípios: Campinas, Valinhos, Indaiatuba, Hortolândia, Sumaré, Americana, Paulínia, Jaguariúna, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, São Paulo, Francisco Morato, Porto Feliz, Salto, Tatuí, Cerquilho, Laranjal Paulista, Tietê, Recife e Rio de Janeiro. Todo esse empenho faz com que a ONG atinja a marca de 35 mil atendimentos mensais, entre pacientes, acompanhantes e corpo clínico. Além disso, administra sete brinquedotecas, tem um grupo artístico, um grupo de pesquisa e realiza oficinas e treinamentos constantemente para os voluntários.

Em 2020, a Hospitalhaços tem o patrocínio das empresas CPFL, Motorola, Avery Dennison, CI&T, RUFF, Cirúrgica Fernandes, Antibióticos do Brasil, Croda do Brasil e Mercalf.