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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Cia de Teatro Acidental apresenta vídeos do processo da sua próxima peça

São Paulo, por Kleber Patricio

Processo – Culpa 1. Fotos: divulgação.

Dando continuidade ao projeto Trilogia Afetos Políticos: Culpa, a Cia de Teatro Acidental apresenta dois experimentos cênicos em vídeo. Os vídeos fazem parte do projeto em que o grupo compartilha com o público a pesquisa para a sua próxima peça, com uma programação iniciada em janeiro e que também inclui bate-papos e cursos. Todas as atividades são online e gratuitas, realizadas graças à Lei Aldir Blanc de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo. Os vídeos serão exibidos no site da Cia a partir de 3 de abril, com lançamentos sempre aos sábados, a partir das 20 horas.

Trilogia Afetos Políticos: Culpa encerra um projeto maior da Cia de Teatro Acidental, iniciada com O que você realmente está fazendo é esperar o acidente acontecer (2014), que investigou o tema do ódio na ascensão da extrema-direita brasileira, e continuada com E o que fizemos foi ficar lá ou algo assim (2019), que abordou o medo que faz certa classe média, seja ela conservadora ou progressista, erguer muros para separá-la de outros ameaçadores. Na montagem que fecha a trilogia, o grupo investiga a culpa como afeto imobilizador, mas muito evocado por uma esquerda que se sente impotente diante de uma realidade cada vez mais imutável e, por isso, se abriga em um moralismo estéril.

Processo – Culpa 2.

Os vídeos serão apresentados em duas séries e unem os estudos que o grupo fez a partir do texto A decisão, de Brecht, que é a base da terceira parte da Trilogia dos Afetos Políticos.

O lado A é resultado do mergulho do grupo no texto de Bertolt Brecht. Na peça, de 1930, um grupo de agitadores viaja da URSS para a China para levar “os ensinamentos dos clássicos” e tentar impulsionar ali uma Revolução. Porém, um Jovem Camarada, idealista e impaciente, põe em risco o movimento e a vida dos seus colegas, precisando ser morto. Depois de tomada essa difícil decisão, os Agitadores precisam explicá-la ao Coro de Controle, reencenando os acontecimentos.

Para Brecht, esse roteiro seria uma oportunidade para um grupo de aprendizes – todos ao mesmo tempo atores e espectadores, sem divisão – experimentarem todos os papéis da história e desenvolverem suas próprias posições em relação a ela.

Para a Cia de Teatro Acidental, com os integrantes presos cada um em sua casa há mais de um ano, o texto deu a oportunidade de refletir sobre a transposição do gesto teatral brechtiano para o meio do vídeo, pensando a própria edição, o corte e a montagem, como um gesto – muito inspirados pela estética dos vídeos caseiros possibilitados pelas novas tecnologias e aplicativos, como por exemplo o TikTok.

Já o lado B traz leituras da dramaturgia criada pelo grupo e que ainda está sendo trabalhada. Intitulada E se a porta cair seguiremos sentados apenas mais visíveis, a peça está sendo escrita por Artur Kon a partir das leituras e discussões sobre a obra brechtiana. São discursos de figuras abstratas: um “homem bom”, uma “pessoa honrada”, um “homem branco” e uma “mulher negra”, alguém “que pensa no grande” e alguém “que pensa no que é pequeno”. Todos explicam e defendem suas posições em uma sociedade sem espaço para formas coletivas, verdadeiramente políticas, de enunciação.

No lado B, a Acidental teve a contribuição das artistas da Bruta Flor Filmes, que souberam aproveitar ao máximo a locação escolhida para as gravações: um apartamento em reforma. Inteiro quebrado, revelando sua estrutura, o cenário lembra algo que Brecht disse uma vez: que ele gostava dos prédios em ruínas, pois em alguma medida se confundem com os edifícios em construção. “De modo semelhante, em nosso processo, a desconstrução da obra do dramaturgo alemão é idêntica à construção de uma nova obra. A ideia é o público poder comparar esse duplo gesto que atinge, simultaneamente, o material que nos inspirou e o material que criamos a partir dele, para acompanhar nossa reflexão sobre como a culpa e o julgamento moralista se tornaram dominantes nas discussões sobre política atualmente, bloqueando os caminhos que levariam a alguma ação real e eficaz”, explica Artur.

Curso | Também em abril, a Acidental realiza o último curso da série iniciada no começo do ano. Escrever peças sem escrever nada: oficina de escrita dramatúrgica será ministrado pelos integrantes da Cia de Teatro Acidental. Será uma oficina prática trazendo alguns procedimentos dramatúrgicos de colagem e adaptação empregados crescentemente na dramaturgia contemporânea e também na Trilogia dos Afetos Políticos.

Sobre a Cia de Teatro Acidental | A Cia de Teatro Acidental completou em 2020 dez anos de atividade pesquisando cenicamente possibilidades e contradições, formas e figuras da coletividade: a organização grupal não só como estrutura e modo de produção, mas também tema e estética. Além de encenar peças de autores como Brecht (Mahagonny, dir. Marcelo Lazzaratto, ProAC circulação 2010), Ionesco (O rinoceronte, dir. Carlos Canhameiro, produção SESI-SP 2011) e Elfriede Jelinek (Peça Esporte, dir. Clayton Mariano, ProAC produção 2014-5), trabalha cada vez mais na criação colaborativa de dramaturgias próprias, para pensar as especificidades do nosso contexto no difícil tempo presente. Assim nasceu a Trilogia Afetos Políticos, com O que você realmente está fazendo é esperar o acidente acontecer (2014) e E o que fizemos foi ficar lá ou algo assim (2019). A terceira peça está atualmente em elaboração.

Trilogia Afetos Políticos: Culpa – Programação gratuita e online.

Locais – Canais virtuais Oficina Cultural Oswald de Andrade https://www.facebook.com/OficinasCulturais e https://www.youtube.com/channel/UCx4ySlsHp1HfVZcwbvulpAQ e https://www.youtube.com/oficinasculturaisdoestadodesaopaulo e no site da Cia de Teatro Acidental (https://www.teatroacidental.com.br/)

A Cia de Teatro Acidental é Artur Kon, Chico Lima, Mariana Dias, Mariana Otero e Mariana Zink. A orientação do processo dessa nova peça é de Maria Tendlau.

Curso:

De 8 a 29 de abril

Com Artur Kon e Cia de Teatro Acidental

Tema: Escrever peças sem escrever nada: oficina de escrita dramatúrgica

Horários – Sempre às quintas, entre 19 e 21 horas.

Inscrições – Até 4 de abril, pelo site das Oficinas Culturais (https://poiesis.org.br/maiscultura/oficinas_culturais/escrever-pecas-sem-escrever-nada/) .

Festival online e gratuito aborda economia criativa, educomunicação e cultura

São José dos Campos, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Já estão abertas as inscrições para a 1ª edição do Festival Oikonomia – Educom SP, realizado 100% online e com participação gratuita. O projeto consiste em 40 dias de imersão total em temas como economia criativa, educomunicação e cultura. A programação está composta por três ações principais: o Simpósio Oikonomia – Educom SP, que acontecerá entre os dias 28 e 30 de abril, um Festival de Curtas-Metragens, com recebimento de produções até o dia 20 de abril, e a Ampliação da Plataforma Educomlab, que hoje disponibiliza um módulo de formação em educomunicação/linguagem audiovisual, composto de 8 videoaulas com certificação e que, em breve, oferecerá mentorias voltadas também para economia criativa e empreendedorismo.

O evento visa propor reflexões e levantar discussões a respeito do lugar onde se vive, com um olhar especialmente voltado ao desenvolvimento humano e territorial de periferias urbanas. As inscrições para as atividades podem ser realizadas no site http://www.oikonomia.educomlab.com.br e não há limite de vagas. Podem se inscrever jovens estudantes de escolas públicas e privadas, educadores, agentes comunitários, empreendedores culturais e gestores universitários de todo o Brasil e, quem mais se interessar.

O Festival é promovido pela OSC Celebreiros, de São José dos Campos, São Paulo, que desde 1999 desenvolve projetos ligados à educação, cidadania, sustentabilidade e cultura na cidade e região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo. “Ao trazer profissionais e autoridades no assunto para debater e discutir os temas propostos, queremos fomentar ainda mais o pensamento do lugar onde se vive, os territórios, suas potências, forças e ativismos, agregando ainda mais conhecimento aos participantes”, afirma Júlio Suñé, diretor-presidente da OSC Celebreiros. Segundo ele, trata-se de uma grande oportunidade de pensar caminhos e formar uma rede de pessoas que estejam interligadas e dispostas a utilizar todo esse conhecimento adquirido para pensar, planejar e agir. “Queremos promover uma reflexão-ação das dimensões culturais, econômicas e educativa, com foco em transformar e melhorar não só a realidade de quem participa, mas também a vida da sua quebrada, comunidade, coletivo ou escola que frequenta, ou ainda qualquer entorno do qual faça parte”, finaliza Suñé.

PROGRAMAÇÃO

No Simpósio Oikonomia Educom SP, diversos especialistas e ativistas em educação, economia, cultura e investidores sociais privados compõem painéis de discussão on-line com a mediação da equipe da OSC Celebreiros. Durante os três dias de realização, o eixo de discussão central será a educomunicação, a economia criativa e a cultura como tríade para ampliação do campo democrático. Informações sobre as inscrições e os temas, palestrantes e painelistas já estão disponíveis no site do Festival.

Já o Festival de Curta-Metragens apresenta a temática Olhar para o território onde vivemos, com uma premiação de R$7.500, que serão distribuídos entre os finalistas, e certificação a todos os participantes. Os melhores curtas-metragens ainda serão exibidos na TV Plural, Canal Comunitário de TV de São José dos Campos/SP – Canal 3 da NET. Qualquer pessoa a partir de oito anos de idade pode participar. O público-alvo principal são educadores, educandos e agentes culturais, socioeducativos, ambientais e assistenciais. Os participantes deverão produzir um curta-metragem de 2 a 5 minutos sobre o tema. Informações sobre a inscrição, prazo de entrega das produções e formato de envio estão disponíveis no site do Festival.

Como parte da programação, a OSC Celebreiros apresentará ainda a Ampliação da Plataforma da EducomLab. A plataforma é um espaço de formação audiovisual à distância que nasceu com o objetivo de democratizar o acesso a conteúdos audiovisuais para jovens de 11 a 17 anos, com destaque especial para o desenvolvimento da educomunicação nas escolas. Durante a realização do Festival, a plataforma será ampliada para oferecer mentorias aos educadores e a empreendedores socioculturais, com o objetivo de oferecer orientação para o desenvolvimento de projetos futuros de educação e até de aceleração de negócios. As inscrições para as mentorias também já estão abertas no site.

O Festival Oikonomia – Educom SP é realizado por meio do Programa de Ação Cultural São Paulo (ProAC), Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Governo Federal e OSC Clebreiros. O projeto recebe ainda o apoio da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educom; Fundação Cultural de Jacarehy – José Maria de Abreu, Prefeitura de Jacareí, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Unesco, Canal Plural e Polo Vale Audiovisual.

Serviço:

1ª Edição do Festival Oikonomia – Educom SP

100% online e gratuito. Inscrições já abertas.

Para mais informações, dúvidas e inscrições: www.oikonomia.educomlab.com.br

Sobre a OSC Celebreiros | A Celebreiros é uma Organização da Sociedade Civil com sede na cidade de São José dos Campos, São Paulo, que nasceu em 1999 e desenvolve projetos ligados à educação, cidadania, sustentabilidade e cultura. Ao longo desses 22 anos, a organização atendeu mais de 50 mil pessoas, em especial crianças, jovens e adolescentes, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento social, educacional e artístico da cidade e da RMVale. Site: http://www.celebreiros.com.br.

Projeto Tampinha Legal recolhe mais de 600 toneladas de tampas plásticas em 4 anos

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: website do projeto.

O Tampinha Legal chegou ao marco de mais de 600 toneladas de tampas plásticas recolhidas, o equivalente a 24 carretas de matéria-prima, que se transformaram em recursos para entidades assistenciais participantes. Caracterizado como o maior programa socioambiental de caráter educativo em economia circular da indústria de transformação do plástico da América Latina, o Tampinha Legal possui mais de 2.800 pontos de coleta distribuídos pelo Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás e no Distrito Federal.

Em atividade há mais de 4 anos, o programa está presente em diversos ambientes sociais como órgãos públicos, comércio e escolas. De acordo com Simara Souza, coordenadora do Instituto SustenPlást, mais de 300 entidades assistenciais do terceiro setor são participantes. “É a economia circular acontecendo na prática diariamente e em todos os ambientes. Estes números refletem uma nova realidade em que as pessoas estão assumindo a própria responsabilidade enquanto cidadãos e compreendendo a sua responsabilidade. O plástico é uma matéria-prima nobre (vale dinheiro) e é 100% reciclável. Precisa retornar para a indústria para a produção de novos produtos”, explica.

Com os recursos obtidos por meio do Tampinha Legal, as entidades assistenciais podem adquirir medicamentos, alimentos, equipamentos, ração animal e/ou materiais escolares, bem como custear tratamentos e exames de saúde humana e animal e melhorias em suas sedes, entre outras ações. Participam do programa entidades assistenciais do terceiro setor devidamente regularizadas, como APAEs, Ligas Femininas, escolas, ONGs, asilos, associações e hospitais, entre outros.

Tampinha Legal | O Tampinha Legal é iniciativa do Instituto SustenPlást. Por meio de ações modificadoras de comportamento de massa, conscientiza quanto ao destino adequado aos resíduos plásticos e faz com que a economia circular ocorra na prática.

Todos os segmentos da sociedade são convidados a juntar tampinhas e destiná-las para entidades assistenciais cadastradas junto ao programa, que busca a melhor valorização de mercado para o material.

Os valores obtidos são destinados integralmente para as entidades assistenciais participantes sem rateios ou repasses sem que o programa receba comissões e/ou gratificações sobre o material coletado. Em 2020, ultrapassou R$1 milhão de reais, destinados 100% para entidades assistenciais participantes. Recentemente, lançou o Copinho Legal que, seguindo o modelo do Tampinha Legal, destina os recursos obtidos com a venda dos descartáveis plásticos (copos, pratos e talheres) para as entidades assistenciais participantes.

O Tampinha Legal atua no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás e no Distrito Federal. Além do site (tampinhalegal.com.br), também é possível acompanhar a transparência do trabalho do programa por redes sociais, como YouTube, Instagram e Facebook e pelo aplicativo Tampinha Legal, onde é possível localizar onde estão os pontos de coleta mais próximos, entidades assistenciais e empresas participantes etc. Em Porto Alegre, o Tampinha Legal conta com o apoio estratégico da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da Fiergs. Além do aplicativo (Android e iOS) e site (tampinhalegal.com.br), também é possível acompanhar o Tampinha Legal por redes sociais, como YouTube, Instagram e Facebook.

Quase metade dos domicílios de idosos teve redução de renda durante a pandemia

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Cristian Newman/Unsplash.

Além da ameaça à sobrevivência, a Covid-19 agravou a situação socioeconômica e a saúde física e mental das pessoas maiores de 60 anos, um dos principais grupos de risco da doença. No Brasil, durante a pandemia, houve diminuição de renda em quase metade dos domicílios dos idosos, sobretudo entre os mais pobres, e a intensificação de sentimentos relacionados à solidão, ansiedade e tristeza, especialmente entre as mulheres. Esses e outros achados estão em estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com cinco universidades do país, publicado nos Cadernos de Saúde Pública na quarta (31).

Para investigar as condições de vida de idosos durante a pandemia, os pesquisadores usaram dados da Pesquisa de Comportamentos (ConVid), inquérito de saúde realizado pela Fiocruz em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A coleta de dados foi feita por meio de um questionário eletrônico preenchido por 9.173 pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, entre 24 de abril e 24 de maio de 2020.

A pesquisa revelou que 50,5% dos idosos trabalhavam antes da pandemia, dos quais 42,1% sem vínculo empregatício. Durante o período analisado, houve diminuição da renda em 47,1% dos domicílios, sendo que 23,6% relataram forte redução e, até mesmo, ausência de renda. Entre aqueles que trabalhavam sem carteira assinada, a diminuição de renda ocorreu em 79,8% dos lares e, a ausência de renda, em 55,3%. A diminuição também afetou de forma mais intensa os que tinham renda per capita domiciliar menor que um salário mínimo. Apenas 12% afirmaram que alguém do domicílio recebeu algum benefício do governo relacionado à pandemia. “O aumento da crise econômica desde 2015, a perda de renda familiar, pensões insuficientes, o alto custo dos medicamentos, o desemprego dos filhos e a responsabilidade com os netos são algumas das razões que forçam os idosos a continuarem trabalhando, inclusive depois de aposentados. Na pandemia, só políticas de proteção social e o apoio de programas, como o de renda mínima, permitirão proteger idosos e seus dependentes da fome e da grande vulnerabilidade”, diz Dalia Elena Romero, principal autora do estudo.

Isolamento social e saúde física e mental | A pesquisa mostrou ainda que o isolamento social total ou de modo intenso foi adotado por 87,8% dos idosos, enquanto 12,2% não aderiram ou aderiram pouco ao distanciamento, porcentagem que atingiu 66,6% entre os que continuaram trabalhando normalmente durante a pandemia.

No que diz respeito às condições de saúde física, mais de 58% dos idosos indicaram ter pelo menos uma doença crônica não transmissível, como diabetes, hipertensão, doença respiratória crônica, do coração e câncer. Se considerado o tabagismo, esse índice sobe para 64,1%. “Deve-se considerar que o perfil de saúde da população idosa brasileira a torna de alto risco à gravidade da Covid-19, já que a prevalência de doenças crônicas é grande. Com isso, a proteção socioeconômica dos idosos, especialmente com fatores de risco, doenças e comorbidades, permanece imperativa”, afirma a pesquisadora.

Em relação a gênero e saúde mental, o estudo apontou que a sensação de tristeza ou depressão recorrente foi mais expressiva em domicílios com menor renda (32,3%) e na população feminina (35,1%) em comparação com a masculina. O sentimento frequente de solidão pelo distanciamento dos amigos e familiares foi indicado por metade dos idosos, sendo maior entre as mulheres (57,8%).

Para Romero, o fato da solidão e tristeza serem mais acentuados nas mulheres pode ter relação com a sobrecarga de cuidado do ambiente domiciliar durante a pandemia e, também, com a vulnerabilidade econômica que elas enfrentam. “Essa vulnerabilidade, que é bem maior entre mulheres do que homens, pode levar ao sentimento de ansiedade em períodos em que há um aumento do desemprego e da pobreza”, finaliza a pesquisadora.

(Fonte: Agência Bori)

Lavinia Bizzotto apresenta solo “A Pequena Morte” no Dança #EmCasaComSESC

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Alexandre Maia.

No ar desde junho do ano passado, a programação Dança #EmCasaComSESC segue em 2021 com espetáculos diversificados, sempre mesclando artistas, companhias e grupos consagrados no cenário brasileiro com as novas apostas. Os espetáculos acontecem às quintas-feiras, às 19h, no Instagram SESC Ao Vivo e no YouTube SESC São Paulo. Em conformidade ao anúncio do Governo de São Paulo, que reclassificou todo o estado para a fase mais restritiva da quarentena onde são permitidas apenas atividades essenciais, as transmissões do #EmCasaComSESC serão realizadas da residência ou estúdio de trabalho dos artistas, seguindo todos os protocolos de segurança.

Nesta quinta-feira (1/4), a bailarina, coreógrafa, atriz e diretora Lavinia Bizzotto apresenta o solo A Pequena Morte, direto do Rio de Janeiro (RJ). O espetáculo é inspirado no trabalho da fotógrafa norte-americana Francesca Woodman (1958-1981) e fala sobre sexualidade, falta de identidade, morte e feminilidade. Na pesquisa de movimentos e da cena, a intérprete procura retratar, por meio da dança, do teatro e das artes plásticas, processos visíveis e ocultos de transformação do sujeito feminino. Numa fusão com os retratos da fotógrafa, Lavinia experimenta esse universo na busca de um corpo que é atravessado pelo tempo, pela delicadeza e força, pela dor e sensualidade e por suas próprias memórias como artista e mulher. Durante a transmissão, a diretora e bailarina da Cia Fragmento de Dança de São Paulo, Vanessa Macedo, participa ao vivo do chat no YouTube, conversando e interagindo com o público. Classificação indicativa: 14 anos.

Nascida em Goiânia (GO), Lavinia Bizzotto é bailarina, diretora, coreógrafa, atriz e professora de dança. Possui formação em artes cênicas pelo Curso Profissionalizante de Atores da CAL- Casa de Artes de Laranjeiras (RJ) e pelo Instituto CAL de Arte e Cultura como Bacharel (RJ). Integrou como bailarina intérprete a Quasar Cia de Dança (1997 a 2007), a Cia Renato Vieira de Dança (2009 a 2015) e a Cia de Dança Márcia Milhazes (2016). Como coreógrafa e diretora, foi contemplada pelo Prêmio Funarte Caixa Carequinha de estímulo ao Circo com o projeto de Residência Artística Aérienne- Em Pleno Ar (2014) e pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna com o espetáculo A Pequena Morte (2015). Como atriz, foi protagonista do longa Ensaio – O Amor Não Diz Se É Para Sempre, de Tânia Lamarca (2013). Desenvolve seu trabalho autoral como artista independente desde 2008. Ministra cursos e workshops pelo Brasil e busca se aprofundar em propostas artísticas que lhe possibilitem dar continuidade à sua pesquisa corporal e cênica, que tem como características a hibridez das linguagens entre dança e teatro e questões autobiográficas e do feminino.

#EmCasaComSESC | A série #EmCasaComSESC teve início em abril de 2020, com um conjunto de transmissões ao vivo das linguagens de Música, Teatro, Dança, Crianças e Esporte que somaram 13,5 milhões de visualizações, até dezembro do ano passado, no total de 434 espetáculos. Para conferir ou revisitar o acervo completo disponível, acesse youtube.com/SESCsp.