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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Receitas veganas para comemorar o Dia Mundial Sem Carne

Brasil, por Kleber Patricio

Carne de Jaca desfiada do Açougue Vegano. Foto: Ana Branco.

No próximo sábado, dia 20 de março, é celebrado o Dia Mundial Sem Carne, data criada em 1985 pela ONG FARM (Farm Animal Rights Movement) com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os efeitos do consumo de carne e os benefícios de uma dieta livre de alimentos de origem animal. No Brasil, a SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) fez um alerta com base em um documento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) que mostra que, ao todo, 70% das enfermidades surgidas desde a década de 1940 são de origem animal, assim como o novo coronavírus que enfrentamos hoje.

A rede Açougue Vegano, primeira franquia de restaurante vegano do Brasil, criada pelos chefs Celso Fortes e Michelle Rodriguez, oferece uma linha de produtos para quem está disposto a reduzir ou abdicar do consumo de proteína animal, que traz inúmeras vantagens para o indivíduo e também para o planeta. “Os benefícios são para todos, principalmente para os animais, que não são mais explorados. O mundo se beneficia com a redução do desmatamento, pois o principal motivo é a pecuária e desperdício de água para produção dos mesmos. Para a saúde, conseguimos prevenir várias doenças, como as cardiovasculares, redução de risco de alguns tipos de câncer, colesterol e diabetes, entre outras”, explica Michelle.

Confira abaixo três dicas dos chefs para montar um cardápio saudável e nutritivo neste Dia Mundial Sem Carne. As opções incluem entrada, prato principal e sobremesa.

Entrada:

Pimentões assados

4 xícaras de pimentões vermelhos cortados em tiras

2 xícaras de pimentões amarelos cortados em tiras

3 colheres (chá) de azeite extra virgem

2 dentes de alho picado

½ colher (chá) de sal

1 pimenta dedo-de-moça (sem semente) cortada em tiras finas

2 colheres (sopa) de castanha picadas

Preparo: Misturar o azeite com os pimentões, o alho, o sal, a pimenta e as castanhas. Passe tudo para uma assadeira antiaderente e leve ao forno por cerca de 15 minutos. Regar com mais azeite e servir com torradas.

Prato Principal:

Jacalhada (galinhada vegana)

3 colheres de sopa de óleo

1 cabeça de alho amassada

1 cebola picada

1 tomate picado

500 g de jaca desfiada

250 g de arroz

1 pimentão amarelo pequeno picado

1 pimentão vermelho pequeno picado

1/2 lata de milho verde

1 colher de sobremesa de açafrão

1 colher de sopa de sal

1/2 maço de salsinha picada

Preparo: Em uma panela em fogo médio com óleo, doure o alho e depois adicione a cebola e deixe que eles cozinhem, mexendo até dourar. Colocar a jaca. Quando estiver bem cozida, junte o arroz, o sal e o açafrão e misture bem.  Junte os pimentões, o tomate, o milho verde, e a água até cobrir tudo e deixe cozinhar até a água secar e o arroz ficar cozido. Finalize com  salsinha picada.

Sobremesa:

Sorvete de banana com calda de chocolate

3 bananas-prata maduras congeladas

2 colheres (sopa) de manteiga de amendoim

1/2 xícara (chá) de coco ralado

1/2 xícara (chá) de leite de coco

Calda:

2 colheres de sopa de cacau em pó

4 colheres de sopa de açúcar demerara

1 colher de sopa de óleo

100 ml de água Preparo:

Bater os ingredientes no liquidificador.

Preparo: Misturar os ingredientes e levar para cozinhar até ferver.

Casa das Rosas promove exposição em homenagem às vidas abreviadas pela pandemia em 2020

São Paulo, por Kleber Patricio

Estela “Aldir Blanc”, de Guilherme Gontijo Flores e Daniel Kondo.

A Casa das Rosas exibirá a exposição Coestelário, com 72 obras de Guilherme Gontijo Flores e Daniel Kondo. Inicialmente prevista para 18 de março, sua inauguração no espaço do museu foi adiada por período ainda indeterminado por conta das novas determinações do Governo do Estado para prevenção do contágio por Covid 19. No entanto, as ações virtuais diretamente ligadas à exposição foram mantidas e estrearam no próprio dia 18 pelo Instagram: são vídeos breves de diversas personalidades da cultura lendo algumas das obras, visitas virtuais ao espaço expositivo e depoimentos dos artistas e do curador.

Poeta e tradutor, Guilherme é professor de latim na Universidade Federal do Paraná (UFPR); em 2013, foi finalista do Portugal Telecom com seus poemas e recebeu os prêmios Jabuti e APCA de tradução em 2014. Daniel Kondo é ilustrador, tendo sido finalista do Prêmio Jabuti na categoria ilustração com os livros Minhas Contas e Surfando na Marquise e atualmente é responsável pela coluna Últimas Palavras do jornal O Estado de S. Paulo. Em 2020, ambos se uniram para homenagear com seu trabalho as vidas perdidas durante o período da pandemia.

Estela “Olga Savary”, de Guilherme Gontijo Flores e Daniel Kondo.

Por meio de lápides em poesia visual, ao modo das antigas estelas funerárias, que davam voz e imagem à pessoa querida que partiu, a exposição Coestelário apresenta 72 estelas, em que o epigrama funerário se funde à imagem, num jogo de constelações. Aldir Blanc, Moraes Moreira, Olga Savary, Zuza Homem de Mello, Quino, Chica Xavier, Maria Alice Vergueiro e Aritana Yawalpiti são alguns dos homenageados da exposição. “O projeto é um gesto de agradecimento pelas vidas que pudemos viver graças a tanta gente e um convite ao público para que as estelas erguidas no espaço expositivo sirvam também como um mote para conversas, recordações, depoimentos e continuidades”, afirma Luiz Carvalho, curador da exposição.

A exposição Coestelário conta com o apoio da Companhia das Letras e da Artmosphère.

Serviço:

Exposição Coestelário

Ações virtuais: às terças, quintas e sábados no Instagram da Casa das Rosas

Artistas: Guilherme Gontijo Flores e Daniel Kondo

Curadoria: Luiz Gustavo Carvalho

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura

Avenida Paulista, 37 – Paraíso – São Paulo/SP (próximo à estação Brigadeiro do metrô)

Telefone: (11) 3285-6986 | 3288-9447

Funcionamento: de quarta a sábado, das 12h às 16h, mediante agendamento prévio

Convênio com o estacionamento Parkimetro: Alameda Santos, 74 (exceto domingos e feriados)

Acessibilidade: rampa de acesso, elevador e videoguia em libras.

Durante o isolamento social devido à Covid-19, a programação está sendo realizada de forma virtual e pode ser conferida por https://www.casadasrosas.org.br e https://poiesis.org.br/maiscultura/.

Livro infantil “Jota e Chico” traz acessibilidade completa para pessoas com diversos tipos de deficiência

São Paulo, por Kleber Patricio

Fundadora da Organização da Sociedade Civil Turma do Jiló, a especialista em educação inclusiva e empreendedora social Carolina Videira se juntou com o produtor musical Rafael Maluf para lançar seu primeiro livro infantil 100% inclusivo: Jota e Chico. Somando uma boa história com música e recursos digitais, a novidade cria uma experiência literária acessível para todas as crianças. O lançamento aconteceu no dia 15 de março, que, não por acaso, celebrou o Dia da Escola. A data foi uma escolha emblemática para a causa defendida por Carolina, que trabalha por mais inclusão dentro do ambiente escolar. “Incluir as crianças com deficiência no universo da literatura é maravilhoso. Com as ferramentas que possuímos hoje, somadas a um olhar voltado para as possibilidades e não para as limitações, podemos criar experiências educativas para todos”, revela Carolina Videira.

A história de Jota e Chico é contada de forma musicada por meio do app que complementa a narrativa de cada personagem trazendo um tom leve e divertido para as crianças mergulharem no universo de descoberta dos personagens. “A ideia foi compor músicas bem-feitas e de fácil fixação para que, através delas, conseguíssemos passar o conceito de inclusão tanto para o nosso público, as crianças, como para os pais que os acompanham durante a leitura”, complementa Rafael Maluf.

O livro conta a história de dois primos, Jota, que, com Síndrome de Down, descobre que é muito diferente de seu primo após entrar na escola, e Chico, que o acompanha nesse processo de descoberta de forma empática e carinhosa. “Com o lançamento de Jota e Chico, também temos como objetivo inspirar o mercado editorial a ser mais inclusivo na forma e no conteúdo, trazendo um olhar de leveza com histórias alegres sem penalizar as crianças por suas deficiências em papéis tristes”, acrescenta Carolina.

O uso de tecnologia para auxiliar na acessibilidade tem sido uma ferramenta poderosa de transformação social. Aplicar isso ao livro faz com que crianças com diferentes tipos de deficiência tenham uma experiência lúdica e educacional de qualidade, contribuindo com o desenvolvimento da sua autonomia, pois acostuma as crianças a usarem a tecnologia a seu favor desde cedo. Tradução em libras para surdos e áudio narração para cegos são apenas duas opções disponíveis; porém, a inclusão no livro se torna realmente ampla devido ao uso da realidade aumentada e música, o que possibilita uma maior interação de crianças com deficiência intelectual.

O processo de produção contou com uma equipe multidisciplinar utilizando a combinação de diferentes conhecimentos para trazer a inovação inclusiva necessária. “A ideia surgiu da nossa vontade de fazer canções sobre inclusão e as dificuldades de crianças com deficiências. Com as músicas, nasceu também o desejo de contar as histórias num livro com recursos para que todas as crianças tivessem a oportunidade de se divertir e aprender. Foi aí que a Patrícia se juntou a nós para cuidar das palavras e a Roberta deu forma ao livro e aos personagens nas ilustrações. Nós quatro trabalhamos juntos, um colaborando com o trabalho do outro, para que todas as crianças pudessem conhecer o Jota de uma forma diferente”, finaliza Videira.

Com idealização e as músicas de Carlina Videira e Rafael Maluf, texto de Patricia Auerbach, ilustrações de Roberta Asse, o livro já está à venda na loja da editora Mourthé ou pelo link https://editoramourthe.mercadoshops.com.br/MLB-1813420833-jota-e-chico-_JM.

SESC Piracicaba apresenta versão online da 15ª Bienal Naïfs do Brasil

Piracicaba, por Kleber Patricio

“Aprendiz de pajé”, 2019, Yúpury. Foto: Isabella Matheus.

A 15ª Bienal Naïfs do Brasil, em cartaz no SESC Piracicaba, acaba de ganhar uma versão digital em 360°. O tour virtual reúne 250 imagens das obras que compõem a exposição e traz uma experiência imersiva, que leva o público para perto das obras proporcionando ângulos e perspectivas distintas dos trabalhos e, também, uma experiência expansiva, com dinâmica semelhante ao Google Street View, possibilitando uma visita que começa na fachada do SESC Piracicaba e prossegue por seu espaço expositivo.

A 15ª Bienal Näifs reúne 125 artistas de 21 estados do país, além do Distrito Federal. Com curadoria de Ana Avelar e Renata Felinto, seu tema é Ideias para adiar o fim da arte – uma referência direta ao pensamento do líder indígena, ambientalista e escritor brasileiro Ailton Krenak e do filósofo e crítico de arte americano Arthur Danto.

“Brincantes do Imaginário”, 2019, Valdeck de Garanhuns. Foto: Isabella Matheus.

A exposição traz 252 obras em suportes diversos. São instalações, pinturas, desenhos, colagens, gravuras, esculturas, bordados, marchetaria e entalhes. Em diálogo com o corpo expositivo, as artistas Carmela Pereira, Leda Catunda, Raquel Trindade e Sonia Gomes integram a mostra a convite das curadoras. Ana Mae Barbosa e Lélia Coelho Frota, mulheres intelectuais brasileiras que demonstraram em suas pesquisas a preocupação e o cuidado com o entendimento da pessoa artista e de sua produção de forma mais humana e plural, também são reverenciadas no processo curatorial desta 15ª edição da Bienal.

Histórico da Bienal | Realizada pelo SESC São Paulo em Piracicaba desde o início da década de 1990, a Bienal Naïfs é um convite para o público refletir sobre os fazeres populares inventados por artistas. Nesta 15ª edição, a partir do título Ideias para adiar o fim da arte, a mostra traz discussões sobre temas como meio ambiente; o feminino como força social, como divindade e como figura do sagrado; as violências estruturais históricas; os espaços de coletividade e sociabilidade em ritos, festas e cerimônias e o debate sobre objetualidade e utilidade.

Segundo Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo, “a longeva relação do SESC com esse universo, que antecede à realização das Bienais Naïfs do Brasil, está ligada ao reconhecimento de que a arte popular merece um espaço condizente com sua relevância. Além disso, essa trajetória colaborou para que a própria instituição alargasse seus horizontes e sua compreensão sobre ação cultural, evidenciando as conexões entre cultura, democracia e cidadania. Cada nova edição impõe desafios sintonizados com contextos cambiantes e suas urgentes questões. Pois o presente é caleidoscópio de temporalidades, onde passados e futuros são disputados – e a arte é uma das principais expressões dessa tão humana condição”.

Em busca de uma liberdade que ainda não raiou”, 2019, Con Silva. Foto: Isabella Matheus.

A Curadoria | A partir da seleção feita pelas curadoras Ana Avelar e Renata Felinto – foram inscritas 980 obras, de 520 artistas com idades entre 19 e 87 anos – surgiram eixos temáticos, plurais e diversos, que compõem a mostra. O processo de seleção de trabalhos partiu do critério da representatividade e considerou as regiões de onde provêm e atuam esses artistas, suas declarações étnico-raciais, faixas etárias, os assuntos e as materialidades com as quais trabalham. “Saltam aos olhos assuntos da maior relevância na imprensa hoje, como é o caso da questão premente da conservação ambiental, em particular no que diz respeito ao desmatamento na Amazônia, tema que há décadas ocupa o centro da política nacional com negociações frequentes entre governos e órgãos internacionais, acionando avanços e retrocessos no debate ambiental. É também visível a associação da figura feminina à natureza, frequentemente como divindade. Nesse sentido, surgem imagens do sagrado e do fantástico, muitas vezes num amálgama sincrético de linguagens e religiões. As mulheres, aliás, são protagonistas de umas tantas cenas para além dessas fantásticas”, explica Ana Avelar.

“Nosso desejo durante a seleção foi de contemplar várias humanidades, que é a multiplicidade de cores. Nós temos, por exemplo, um grande número de pessoas não brancas participando dessa exposição e isso é necessário porque é preciso equilibrar, dentro das exposições, o número de participantes, as origens, as complexidades das pessoas humanas participantes de acordo com a complexidade da população constitucional brasileira. Temos um grande número de pessoas de povos originários e de pessoas que são consideradas também pretas, ou negras e pardas, de acordo com as categorias oficiais. E isso é muito estimulante porque foi a nossa tentativa de apresentar, na Bienal Näifs do Brasil, uma pluralidade do povo brasileiro”, ressalta Renata Felinto.

A ênfase desta 15ª edição da Bienal Naïfs numa crescente representatividade geográfica, étnico-racial, etária e de gênero, entre outros marcadores sociais, é, segundo a curadoria, uma maneira de estar à altura desse panorama. Os artistas naïfs constituem parte importante de tal questionamento, expandindo e relativizando os pontos de vista presentes na arte, campo tradicionalmente atrelado a distinções de classe. Maior diversidade de vozes e, portanto, de formas e cores, de assuntos e aproximações.

“O martírio de Nossa Senhora do Brasil”, 2018, Shila Joaquim. Foto: Isabella Matheus.

Sobre Naïfs | De origem francesa, o termo naïf deriva do latim e sugere algo natural, ingênuo, espontâneo e foi utilizado originalmente no campo das artes para descrever a pintura e as propostas do artista modernista francês Henri Rousseau (1844-1910). A adoção do termo pela Bienal, no plural e desvinculado da palavra “arte”, evidencia seu foco no artista e em suas manifestações diversas e múltiplas, deixando em aberto os possíveis significados e características do que é ser naïf. “Vale notar ainda que o termo naïf, largamente utilizado para denominar essas várias artes e que, inclusive, nomeia esta Bienal, possuía no passado um sentido de arte ingênua relacionado a uma suposta falta de formalização dos estudos por parte desses/dessas artistas. Como podemos perceber, inclusive nesta mostra, tal leitura provou-se errônea e, a julgar por artistas que tradicionalmente participam desta exposição, hoje a palavra é reivindicada por eles/elas pelo fato de compor um sistema específico no qual os critérios daquilo que define um/uma artista naïf e os interesses que suscitam suas obras são absolutamente distintos daqueles que vigoram no sistema da arte contemporânea”, afirma Ana Avelar.

Lista de artistas:

Adão Domicino (Cuiabá-MT) | Adolphe (Embu das Artes-SP) | Albina Santos (Cuiabá-MT) | Alcides Peixe (São Paulo-SP) | Aldenor Prateiro (Parnamirim-RN) | Alexandra Adamoli (Piracicaba-SP) | Alexandra Jacob (Piracicaba-SP) | Alice Masiero (Morungaba-SP) | Altamira (Penápolis-SP) | Alteridades (Campo Limpo Paulista-SP) | Ana Andrade (João Pessoa-PB) | André Cunha (Paraty-RJ) | Andrea Mendes (São Paulo-SP) | Angeles Paredes (Sorocaba-SP) | Antônio Eustáquio (Brasília-DF) | Arivanio Alves (Quixelô-CE) | Arnaldo Lobato (São Luís-MA) | Avelar Amorim (Teresina-PI) | Benedito Silva (Cuiabá-MT) | Bia Telles (Poços de Caldas-MG) | Binário Armada (São Paulo-SP) | Carmela Pereira (Piracicaba-SP) | Carmézia (Boa Vista-RR) | Carminha (Palmas-TO) | Cecílio Vera (Campo Grande-MS) | Coletivo Vermelho (Adriano Dias (PB), Carminha (TO), Cecília Menezes (BA), Con Silva (SP), Dulce Martins (SP), Fátima Carvalho (CE), Gildásio Jardim (MG), Helena Coelho (RJ), Luciana Mariano (SP), Nonato Araújo (CE), Tito Lobo (PB), Val Margarida (PB), Vânia Farah (RJ) e Willi de Carvalho (Belo Horizonte-MG) | Con Silva (Batatais-SP) | Conceição da Silva (São Paulo-SP) | Cris Proença (Franco da Rocha-SP) | Dani Vitório (São Paulo-SP) | Dhiani Pa’saro (Manaus-AM) | Diogo da Cruz (Águas de Lindóia-SP) | Doni7 (São Paulo-SP) | Duhigó (Manaus-AM) | Dulce Martins (Santos-SP) | E. Pereira (São Paulo – SP) | Edgard Di Oliveira (São José do Rio Preto-SP) | Edmar Fernandes (Recife-PE) | Eduardo Ojú (São Mateus-ES) | Eri Alves (São Paulo-SP) | Eriba Chagas (São Paulo-SP) | Erlei Pereira (Sete Lagoas-MG) | Ermelinda (Rio de Janeiro-RJ) Euclides Coimbra (Ribeirão Preto-SP) | Estrack (Piracicaba-SP) | Fabiano Quaresma (Campina Grande-PB) | Fernando Araújo (Breves-PA) | Fernando JC Andrada (Florianópolis-SC) | Gilmar Antunes (São Paulo-SP) | Givagomes (Chapada dos Guimarães-MT) | Guarigazí (João Pessoa-PB) | Hebe Sol (Manaus-AM) | Helaine Malca (Embu das Artes-SP) | Hellen Audrey (Campinas-SP) | Hiorlando (Água Doce do Maranhão-MA) | Joilson Pontes (Santa Luzia-MG) | Honório (São Luís-MA) | Iranildes Bufalo (São Paulo-SP) | Ivone Mendes (Olinda-SP) | J. Lemos (Mirassol-SP) | Jonata Navegantes (Belém-PA) | José Carlos Monteiro (São Luiz do Paraitinga-SP) | Juliana Scorza (Presidente Prudente-SP) | Laz Camargo (Rondonópolis-MT) | Leandro Luiz (Quixelô-CE) | Lina Ganem (João Pessoa-PB) | Lourdes de Deus (Goiânia-GO) | Lu Maia (João Pessoa-PB) | Luciana Mariano (São Paulo-SP) | Machado (Rondonópolis-MT) | Madriano Basílio (João Pessoa-PB) | Marby Silva (João Pessoa-PB) | Marcio Nehrebecki (Cotia-SP) | Marcos Akasaki (São Paulo-SP) | Maria Gobet (Piracicaba-SP) | Mauro Tanaka (Araçoiaba da Serra-SP) | Mayawari Mehinako (Gaúcha do Norte-MT) | Nando Garcia (Tracunhaém-PE) | Nene de Capela Alagoas (Capela-AL) | Neri Andrade (Florianópolis-SC) | Neves Torres (Serra-ES) | Nilda Neves (São Paulo-SP) | Nilson (Currais Novos-RN) | Gerson Lima (Salvador-BA) | Nilson (Itapecerica da Serra-SP) | Olímpio Bezerra (Cuiabá-MT) | Chavonga (Diadema-SP) | Paixão Fernandes (Belo Horizonte-MG) | Paulo Mattos (São Paulo-SP) | Paulo Perdigão (Recife-PE) | Paulo Roberto Corrêa de Oliveira (Caieiras-SP) | Pedro Zagatto (Piracicaba-SP) | Persivaldo Figueirôa (Maceió-AL) | R. Domingues (Goiânia-GO) | Raquel Gallena (Embu-SP) | Rimaro (Cuiabá-MT) | Rinaldo Santi (São Paulo-SP) | Romário Batista (Vila Velha-ES) | Rômulo Macêdo Barreto de Negreiros (Palmas-TO) | Ronaldo Torres (Serra-ES) | Rosângela Politano (Socorro-SP) | Ruth Albernaz (Cuiabá-MT) | Ruy Relbquy (Quixelô-CE) | Sandra Aguiar (Olinda-CE) | Sebá Neto (São Paulo-SP) | Sãnipã (Manaus-AM) | Schimaneski (Ponta Grossa-PR) | Seo Constante (Campinas-SP) | Sérgio Pompêo (Pirenópolis-GO) | Shila Joaquim (São Mateus-ES) | Silveira (Piracicaba-SP) | Silvia Maia (Embu das Artes-SP) | Sônia Furtado (Florianópolis-SC) | Sonia Sonomi Oiwa (São Paulo-SP) | Soupixo (Crato-CE) | Thiago Nevs (São Paulo-SP) | Tito Lobo (João Pessoa-PB) | Toninho Guimarães (Cuiabá-MT) | Valdeck de Garanhuns (Guararema-SP) | Valdivino Miranda (Cuiabá-MT) | Vânia Cardoso (Socorro-SP) | Waldecy de Deus (Carapicuíba-SP) | Wender Carlos (Cuiabá-MT) | Yúpury (Manaus-AM) | Zila Abreu (São Paulo-SP)

Serviço:

15ª Bienal Naïfs do Brasil – Ideias para adiar o fim da arte

Local: SESC Piracicaba

Curadoria: Ana Avelar e Renata Felinto

Período expositivo: Até 25 de julho de 2021

Visitação digital por meio do site SESCsp.org.br/bienalnaifs

Grátis

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Crianças #EmCasaComSESC recebe violeiro, compositor e contador de histórias Paulo Freire no sábado (20)

Campinas, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Élcio Paraíso.

Neste sábado (20/3), às 15h, diretamente de Campinas, o violeiro, compositor, contador de histórias e escritor Paulo Freire apresenta a live Violinha Contadeira na programação do Crianças #EmCasaComSESC. Durante o show, que estará disponível no Instagram e Youtube, o artista conta causos ligados à mitologia brasileira — como o do Mapinguari, a lenda do povoamento da Terra com Rairu e Caro Sacaibo, a justiça do Curupira e a corrida do sapo e do veado — e vai entremeando as histórias com canções de autoria própria e outras que aprendeu com os mestres de viola do sertão. O público é convidado a participar da cantoria das músicas e da construção das narrativas.

Paulo Freire estudou violão com Henrique Pinto, em São Paulo, e Betho Davesaky, em Paris. Em 1977, apaixonado pelo romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, foi morar no Norte de Minas Gerais, na região do Rio Urucuia. Aprendeu a tocar viola com Manoel de Oliveira e outros mestres locais e aprofundou-se nos costumes e lendas do sertão. Seu primeiro disco solo de viola, Rio Abaixo (independente, 1995) recebeu o Prêmio Sharp de Revelação Instrumental. Durante sua trajetória artística, entre outros trabalhos, compôs músicas para seriados de TV (como Grande Sertão: Veredas); trilhas para programas de TV (como a de abertura de Viola, Minha Viola); gravou as violas para os filmes Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues e O Menino da Porteira, de Jeremias Moreira; gravou com os violeiros Pereira da Viola, Passoca e Levi Ramiro e participou da gravação de discos de artistas como Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Ana Salvagni, Maurício Pereira e Wandi Doratiotto. Foi integrante da Orquestra Popular de Câmera e do grupo Anima. Possui diversos livros e discos lançados, sendo alguns deles para o público infantil, caso de O Céu das Crianças (Companhia das Letrinhas, 2008) e Violinha Contadeira (selo Vai Ouvindo, 2015). Vem fazendo shows, oficinas de viola e oficinas de causos pelo Brasil.

#EmCasaComSESC em 2020 | A série #EmCasaComSESC teve início em abril de 2020, com um conjunto de transmissões ao vivo das linguagens de Música, Teatro, Dança, Crianças e Esporte — que somaram 13,5 milhões de visualizações até dezembro do ano passado, no total de 434 espetáculos. Para conferir ou revisitar o acervo completo disponível, acesse youtube.com/SESCsp.