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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Amigos criam podcast de conversas com artistas sobre trajetória de vida, influências e referências

São Paulo, por Kleber Patricio

É muito comum ouvir dizer que durante este período da pandemia pessoas criaram novos projetos, adquiriram hobbies ou então retomaram antigos contatos. Os paulistanos Henrique Corregedor e Léo Prado seguiram o mesmo caminho. Amigos há mais de 25 anos, os dois resolveram criar, no final de dezembro de 2020, um podcast que bate papo com artistas sobre trajetória de vida, influências e referências. Tudo isso num formato leve, descontraído e sem roteiro.

Diante de um período de muitas incertezas, o jeito foi passar os tempos livres tentando encontrar e consumindo novos conteúdos nas mídias, principalmente no YouTube. Foi aí que os amigos começaram a notar o surgimento de alguns podcasts e logo viram o boom desse formato acontecer no período pré-eleições para prefeito da cidade de São Paulo.

A criação do ConsumArte | A ideia de criar um podcast que falasse sobre artes, mas na perspectiva de conhecer a história de vida de artistas — num formato sem roteiro, sem pauta e principalmente que fosse um bate papo “orgânico” —, nasceu diante de uma demanda que reprimida que os dois tinham após um período de pesquisas nas redes.

Os dois perceberam que vários e vários programas entrevistavam artistas, seguindo roteiro e pauta, para falar sobre projetos, prêmios ou discussões aprofundadas sobre obras, mas nunca sobre a ótica de mostrar de fato quem era a pessoa por trás da persona artista. Esse foi o ponto de partida para Henrique provocar Léo para questionarem juntos por que ninguém fazia uma abordagem mais “humana” no sentido de conhecer a trajetória de vida daquela pessoa. E assim foi criado o ConsumArte.

Siga e acompanhe o ConsumArte – todas as manhãs de segunda-feira pela têm episódio novo disponível para você ouvir em todas as plataformas de áudio.

Siga no Instagram: @consumaarte e ouça agora.

Em 30 anos, áreas pouco vulneráveis ao branqueamento de corais devem cair pela metade

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Pesquisadores/Arquivo.

O aquecimento dos oceanos nas próximas décadas deve intensificar o branqueamento dos corais da costa brasileira. Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostra que o litoral do sudeste e sul se tornará mais adequado aos corais com a elevação da temperatura oceânica dos próximos 80 anos. No entanto, áreas  que hoje são projetadas como pouco vulneráveis ao branqueamento sofrerão redução de 50% até 2050. A análise está descrita em artigo publicado na sexta (25) na revista “Scientific Reports” do grupo Nature publicada no Reino Unido.

Com uso de modelos matemáticos, os pesquisadores projetaram os lugares de ocorrência, a abundância e as probabilidades de branqueamento de corais no Atlântico Sul Ocidental, projetando mudanças nestas estimativas sob um cenário de alta emissão de carbono. De acordo com relatório do Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima (IPCC), esse cenário seria de aumento de até 3 graus Celsius na temperatura nos oceanos nesta região. Com base em dados obtidos de estudos publicados entre 1993 e 2017, os pesquisadores conseguiram projetar o cenário atual de probabilidade de ocorrência, abundância e branqueamento de corais e gerar previsões para os anos de 2050 e 2100.

Mudanças mais drásticas já estão previstas para ocorrer a partir de 2050. Os pesquisadores estimam que a região da Bahia, desde Salvador até a região dos Abrolhos, será a mais afetada pelo branqueamento nos próximos 30 anos, o que poderia prejudicar a biodiversidade e, em consequência, o turismo e a pesca da região. Em contrapartida, regiões hoje pouco habitadas por corais, como sul e sudeste, podem se tornar seu novo habitat.

Famosos por sua beleza de cores, os corais são bastante sensíveis à temperatura dos oceanos, segundo explica Jessica Bleuel, uma das autoras do estudo resultado do seu mestrado. “A temperatura média confortável para eles é entre 18 e 28 graus Celsius. Temperaturas mais elevadas rompem a associação entre corais e microalgas, responsáveis pela sua cor e sua principal fonte de alimento. Neste estágio, o esqueleto do coral fica visível através do tecido transparente, revelando a cor branca”, explica a pesquisadora. O fenômeno é conhecido como branqueamento dos corais.

Com as projeções de ocorrência dos corais no litoral brasileiro, se podem preparar ambientes do sudeste e sul para a chegada de novos habitantes. “Como não é possível reduzir a temperatura do mar em um intervalo de tempo tão curto, podemos evitar a poluição e proteger lugares contra pesca, poluição e turismo excessivos”, sugere Bleuel.

Guilherme Longo, também autor do estudo, destaca que não existe solução para o branqueamento dos corais. “Os tratamentos ainda são muito experimentais e não há como aplicar uma solução em escala compatível”, comenta. Assim, os pesquisadores ressaltam a necessidade de agir de forma preventiva, minimizando os efeitos desse fenômeno através da redução da emissão de gases de efeito estufa e diminuição de impactos locais sobre os corais. Ele também ressalta que 30% das espécies de corais presentes no Brasil são endêmicas, ou seja, só existem por aqui.

(Fonte: Agência Bori)

51º Festival de Verão e Inverno de Campos do Jordão terá apresentações 100% online e ao vivo

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

A Osesp fará o concerto de abertura do Festival. Foto: website do Governo de São Paulo.

O Festival de Verão e Inverno de Campos do Jordão, reconhecido como o maior evento de música clássica da América Latina chega à sua 51ª edição em um formato especial, 100% online. O de inverno ocorre de 3 de julho a 1º de agosto nas cidades de Campos do Jordão e São Paulo e o de Verão, de 15 de janeiro a 13 de fevereiro de 2022, estabelecendo duas versões anuais.

O 51º Festival de Inverno deste ano terá transmissões ao vivo todos os dias, após ter sido adiado devido à pandemia de coronavírus. Serão, ao todo, 43 concertos, sendo 39 no Auditório Claudio Santoro e 4 na Sala São Paulo, com apresentações de Roberta Sá (4/7), Nelson Ayres e Vanessa Moreno (11/7), Mart’nália (18/7), Renato Braz (1º/8) e homenagens aos 250 anos de Beethoven e 100 anos de Astor Piazzolla. Elas poderão ser assistidas no YouTube do Festival e na plataforma #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, bem como pela TV Cultura e Rádio Cultura FM, e Facebook do canal de televisão.

No módulo pedagógico, o Festival receberá ao todo 135 alunos, se alternando entre aulas virtuais e presenciais na Sala São Paulo e divididos em 16 classes, além de duas orquestras acadêmicas com cerca de 60 alunos cada, tudo transmitido simultaneamente para as salas de aula virtuais da plataforma Educação Osesp, num total de 800 horas de aulas para aperfeiçoamento profissional.

Jazz Sinfônica realizará quatro concertos unindo a música orquestral ao repertório popular. Foto: Joca Duarte.

Haverá ainda o Prêmio Eleazar de Carvalho, dedicado ao maestro criador do Festival, que premiará o músico destaque do evento. As apresentações seguirão respeitando rigorosamente os protocolos de segurança e saúde, bem como as restrições em vigor nas respectivas cidades. Serão formatos reduzidos de orquestras, com ênfase na música de câmara, além de apresentações de, no máximo, 1h de duração. “O Festival de Campos do Jordão é o maior evento de música clássica da América Latina e temos procurado aperfeiçoá-lo e aprofundá-lo a cada edição”, diz Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. “A partir de agora passaremos a ter duas edições. A tradicional, de inverno e, a partir de 2022, a de verão, que tende a potencializar o festival e ampliar seu alcance e impacto positivo no turismo, geração de renda, emprego e oportunidades na região do Vale”, afirma.

Como na edição de 2019, que bateu recorde de público com 151 mil espectadores e 133 concertos em 9 palcos, durante 153 horas de música, a programação artística do Festival continua estruturada em dois eixos musicais principais: Clássico, com curadoria da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — Osesp, e Popular-Sinfônico, com curadoria da Jazz Sinfônica Brasil — que, assim como a Osesp, é um corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

“O Festival ocupa o papel de oferecer um último polimento e abrir janelas para que o estudante possa olhar para si, para os colegas e para o caminho profissional que se descortina à sua frente”, diz Fábio Zanon, coordenador artístico-pedagógico da Fundação Osesp e do Festival de Campos do Jordão. “Isso não se refere apenas a tocar bem seu instrumento, mas também à sua inserção dentro de uma sociedade que vai absorvendo a música como patrimônio cultural e ferramenta de transformação social”, afirma.

Programação artística | O eixo Clássico traz como destaques as celebrações dos 250 anos de Beethoven (comemorados em 2020) e do centenário de Astor Piazzolla, celebrados em 2021. Haverá ainda obras compostas por mulheres, do passado e do presente, como Fanny Mendelssohn, Cécile Chaminade, Lili Boulanger e as brasileiras Clarice Assad e Marisa Rezende, entre outras.

A Osesp, comandada por seu diretor musical e regente titular Thierry Fischer, faz o concerto de abertura do Festival (3/7, 20h, Auditório Claudio Santoro) interpretando a Sinfonia nº 2, de Rachmaninov. Nesse mesmo palco, ao longo do Festival, apresentam-se também: Orquestra Jovem do Estado – Ojesp, São Paulo Chamber Soloists, Orquestra do Theatro São Pedro e Orquestra Experimental de Repertório, entre outras, além da Orquestra do Festival, que neste ano será dividida em dois grupos por conta dos protocolos sanitários — um sob regência de Cláudio Cruz e outro com Giancarlo Guerrero. Haverá ainda um terceiro grupo do eixo pedagógico, este formado por bolsistas e professores do Festival interpretando um programa barroco, sob direção do violinista Luis Otavio Santos.

O Auditório Claudio Santoro também será palco de 20 concertos de câmara, com nomes como os pianistas Hércules Gomes e Lucas Thomazinho, o Quarteto Camargo Guarnieri, o Quarteto Osesp e o Escualo Ensemble.

Na Sala São Paulo, a Jazz Sinfônica realiza quatro concertos unindo a música orquestral ao repertório popular. Os convidados serão Roberta Sá (4/7), Nelson Ayres & Vanessa Moreno (11/7), Mart’nália (18/7) e Renato Braz (1º/8).

Programação pedagógica | A edição deste ano do Festival oferecerá 20 masterclasses transmitidas ao vivo da Sala São Paulo, de segunda a sexta-feira, com 3 horas de duração cada uma. Entre os professores, destacam-se o trompetista Pacho Flores (solista internacional), a pianista Yulianna Avdeeva (solista internacional), a flautista Silvia Careddu (professora da Hanns Eisler Berlin e da Barenboim-Said Akademie, entre outras), o violinista Boris Brovtsyn (solista internacional), o contrabaixista Martin Heinze (Filarmônica de Berlim) e o trombonista Joe Alessi (Filarmônica de Nova York). Nomes de referência no cenário internacional, eles estarão fora do Brasil e irão ministrar as aulas à distância — o público terá a oportunidade de interagir através do chat.

Sobre o Festival de Verão e Inverno de Campos do Jordão | Criado em 1970 pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e Souza Lima, o Festival de Verão e Inverno de Campos do Jordão Dr. Luís Arrobas Martins foi inspirado no Festival de Tanglewood, nos EUA, e combina, com excelência, uma programação de música de concerto a um trabalho pedagógico amplo e qualificado. Ao longo de suas 50 edições, o evento se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, oferecendo aos bolsistas a vivência com importantes nomes da música nacional e internacional e, paralelamente, uma programação cultural de qualidade – em grande parte gratuita -, que beneficia não somente a cidade de Campos do Jordão como todo o seu entorno, ampliando as oportunidades de acesso à música erudita.

Realização | O 51º Festival de Verão e Inverno de Campos do Jordão é um programa do Governo do Estado de São Paulo, realizado por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e pela Fundação Osesp. Tem direção executiva de Marcelo Lopes, direção artística de Arthur Nestrovski e coordenação artístico-pedagógica de Fábio Zanon. Esta edição conta com o patrocínio da Rede, Sabesp, XP Investimentos e Instituto Cultural Vale, apoio da Fritz Dobbert e da Unigel e promoção da Folha de S. Paulo, Band News e 29 Horas.

Amigos do Festival | Desde 2013, a Fundação Osesp conta com a colaboração de uma rede de estabelecimentos comerciais da cidade de Campos do Jordão, que contribui para a divulgação de informações sobre a programação de concertos. Esses estabelecimentos recebem um selo que os identifica como Amigos do Festival e mostra engajamento com um dos mais tradicionais projetos culturais da cidade.

Serviço:

51º Festival de Verão e Inverno de Campos do Jordão

Data: de 3 de julho a 1º de agosto

Locais:

Auditório Claudio Santoro – Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Alto da Boa Vista – Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3662-2334. 269 lugares. Gratuito.

Retirada de ingressos em www.festivalcamposdojordao.org.br/ingressos/ a partir de 10 dias antes de cada apresentação ou no dia do evento, na bilheteria do Auditório — consultar horário de funcionamento no site. Limitada a quatro ingressos por pessoa e à capacidade do local.

Sala São Paulo – Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos – São Paulo/SP. Telefone (11) 3367-9500. 480 lugares. Gratuito.

Retirada de ingressos em www.festivalcamposdojordao.org.br/ingressos/ a partir de 10 dias antes da apresentação, limitada a quatro ingressos por pessoa e à capacidade do local.

Mais informações e conteúdos:

https://www.festivaldeinverno.sp.gov.br

https://www.youtube.com/user/fcamposjordao

https://www.instagram.com/festivalcamposdojordao

https://www.facebook.com/festivalcamposdojordao

https://twitter.com/festivalcampos.

Museu da Água lança passeio virtual por nascente modelo

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Nascente Modelo do Museu da Água. Foto: divulgação/SAAE.

Mesmo com a pandemia da Covid-19, que impede, por questões de segurança, entre outros cuidados, a aglomeração, as pessoas não foram privadas de conhecer o Museu da Água. O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE) usou a tecnologia e criou visitas virtuais como uma forma de continuidade. Além do Passeio Virtual pelo Museu, que está disponível desde o ano passado, foi lançado o passeio virtual pela Nascente Modelo, importante marco histórico da cidade, que abastece a população desde 1937.

A coordenadora do Museu da Água, Rosilaine Diniz Piccoli, fez um passeio educativo mostrando onde a nascente está localizada e a importância de sua conservação. O vídeo está disponível nas mídias sociais do SAAE e do Museu da Água e no site, pelo link https://museudaagua.sp.gov.br/.

O Museu da Água. Foto: Sacha Ueda.

O Projeto Nascente Modelo faz parte do Programa Município VerdeAzul (PMVA), por meio da diretiva de Gestão das Águas, onde é considerada ‘modelo’ por estar protegida por vegetação nativa preservada conhecida como “mata ciliar”. Além disso, como é característica de qualquer nascente, ela tem uma Área de Preservação Permanente (APP) de 50 metros, conforme prevê o Novo Código Florestal Brasileiro (Lei 12.651/12).

O Programa Município VerdeAzul tem o propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios. O objetivo é estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do Estado.

As ações propostas pelo PMVA compõem as dez diretivas norteadoras da agenda ambiental local, abrangendo os seguintes temas estratégicos: Esgoto Tratado, Resíduos Sólidos, Biodiversidade, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Cidade Sustentável, Gestão das Águas, Qualidade do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho Ambiental.

Nova exposição do SESC Santos apresenta panorama da arte na Baixada Santista

Santos, por Kleber Patricio

Obra “Perequê”, de Mauricio Adnolfi. Foto: Bruna Quevedo.

A exposição inédita PORTOS – Processos Orientados via Território e Ocupações Santistas, em cartaz no SESC Santos, apresenta um panorama da arte contemporânea da região da Baixada Santista com trabalhos de diferentes linguagens artísticas, como xilogravura, cerâmica, videoarte, desenho, arte indígena e arte naïf, entre outras. Composta por 61 artistas ligados à região, participam da mostra nomes como Maurício Ianês, Marina Guzzo, Thiago Verá Benites da Silva, Elizeu Werá Tukumbo da Silva e Uwerá Nimangá Dju Gomes, sendo os dois últimos alguns dos representantes do recorte indígena da exposição. A curadoria é da equipe técnica da programação da unidade em parceria com a antropóloga Ilana Goldstein e colaboração de Cristine Takuá e Carlos Papá, curadores convidados da Aldeia do Rio Silveira.

O primeiro objetivo de PORTOS é dar visibilidade aos artistas da Baixada Santista, que contam com poucos espaços de projeção. O segundo é discutir as relações entre produção artística e território; ou seja, de que maneira as diferentes formas expressivas são fruto de experiências ligadas à vida no litoral, nas cidades da Baixada, em meio à arquitetura histórica, à mata atlântica e aos modos de se relacionar específicos de suas populações.

Sem título – Fred Casagrande – São Vicente, 2014.

Um terceiro objetivo é questionar as hierarquizações no sistema da arte, que costuma separar a arte contemporânea “legítima”, profissional, valorizada pelo mercado, avalizada pela crítica, da arte popular, autodidata, e do artesanato, desprezado por seu caráter utilitário. Na verdade, as fronteiras entre essas categorias são móveis e questionáveis e a exposição propõe diálogos temáticos e formais entre trabalhos feitos por pintores amadores e artistas premiados, entre outros sujeitos.

O percurso é dividido em quatro núcleos: o primeiro, chamado e dedicado ao mar, à navegação e ao porto; o segundo e o terceiro, interligados, focados nas maneiras de habitar a terra, na paisagem natural e urbana e, o quarto e último, aludindo à diversidade étnica e social do território, aos diferentes sujeitos que aqui habitam e suas relações. Além de Santos, estão representadas as cidades de São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Cubatão, bem como seus territórios indígenas.

A curadora convidada para essa mostra, Ilana Goldstein, é antropóloga e professora da Universidade Federal de São Paulo. Ilana já realizou curadoria de exposições como Terra Paulista: História, Artes e Costumes, exposta no SESC Pompeia, em 2005, e Jorge, Amado, universal, que ficou em cartaz ao longo de 2012 no Museu da Língua Portuguesa e no Solar Unhão/MAM, na Bahia.

“O mambembe” – Fabiano Ignacio – 93 x 65 cm.

Lista completa de artistas: Alyson Montrezol, Ana Akaui, Augusto Pakko, Biga Appes, Carlos Papa, Chico Melo, Coletivo (a)gente, Cris Alonso, Eleonora Artysenk, Élida Andréia Escobar, Elisabeth Ruivo, Elizeu Werá Tukumbo da Silva, EVORA Coletivo, Fabiano Ignácio, Fabiola Notari, Fabrício Lopez, Fred Casagrande, Fulvia Rodrigues, Gaio, Geandré, Gilda Martins de Figueiredo, Ildefonso Torres Filho, Ivy Freitas, Izaura Campos, Jhoni Morgado, José Maria da Costa Villar, Joyce Farias, Juliana do Espírito Santo e Lelê Lótus, Kátia Miyahira, Kelly Alonso Braga, Laércio Alves, Lidia Malynowskyj, Lucia Quintiliano, Ludemar Victor, Luiz Marq’s, Mai-Britt Wolthers, Márcia Santtos, Marcos Piffer, Marcus Cabaleiro, Mari Lucio, Maria Inês Veríssimo, Marina Guzzo, Maurício Adinolfi, Maurício Ianês, Nenê Surreal, Paulo Climachauska, Paulo von Poser, Rachel Midori, Raphaella Gomez, Renata Salgado, Roberta Lima, Rodrigo Munhoz a.k.a Amor Experimental, Sr. Domingos, Thiago Verá Benites da Silva, Tomzé Scala, Tubarão Dulixo, Ubiraci Gomes, Uwerá Nimangá Dju Gomes, Wadson Silva, Wilis Graffiti, Wilson Santos.

O público pode visitar a exposição de forma gratuita e presencial, mediante agendamento prévio online através da página de cada unidade no Portal do SESC São Paulo ou em SESCsp.org.br/exposicoes. Para assegurar o distanciamento recomendado entre os visitantes, as vagas para as sessões são limitadas e variam conforme a unidade, sempre respeitando o limite de até cinco pessoas a cada 100 m2 e a ocupação limitada da capacidade total de cada local. O uso de máscara é obrigatório durante todo período de permanência na unidade.

Serviço:

PORTOS

Local: SESC Santos

Período expositivo: Até 20 de novembro de 2021

Horário de visitação: Terça a sexta – 12h45, 14h, 18h30, 19h45 | Sábados – 11h, 12h15, 13h30, 14h45. Obs: Cada visitação é realizada com até seis visitantes por horário.

Agendamento de visitas: https://www.SESCsp.org.br/exposicoes

Classificação indicativa: Livre

Grátis

SESC Santos – Rua Cons. Ribas, 136 – Aparecida – Santos/SP

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