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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Oficina Cultural Oswald de Andrade oferece programação com foco em cinema e dança

São Paulo, por Kleber Patricio

Oficina “O poder da cultura sonora no cinema” pretende compreender como se organiza o pensamento sonoro dentro de um projeto fílmico. Foto: divulgação.

A Oficina Cultural Oswald de Andrade continua com sua programação gratuita pelas plataformas virtuais. As inscrições estão abertas para a programação atual, que inclui oficinas, workshop, exibição de espetáculo e palestra sobre cinema e dança.

Com trechos de filmes, livros, revistas e depoimentos da época, a oficina Rindo de quê? Uma introdução ao ciclo de ouro das comédias brasileiras deseja apontar uma breve luz sobre o período em que o cinema brasileiro teve grande diálogo com o público. Os encontros acontecerão pela plataforma Zoom às segundas-feiras, de 19 de julho a 9 de agosto, das 19h às 21h. Para participar, os interessados devem se inscrever neste link.

O som torna-se uma forma de comunicação e nos permite identificar, por meio de ritmos e melodias, o que as narrativas fílmicas pretendem retratar nas salas de cinema, causando efeito e impacto psicológico de forma a vivenciar o momento de forma inesquecível. A palestra Ouvindo o cinema com outros olhos buscará contextualizar um pouco desta linguagem a partir das obras dos compositores Ennio Morricone e John Williams. A atividade será realizada pelo Zoom no dia 2 de agosto, segunda-feira, das 19h às 21h. As inscrições estão abertas neste link até o dia 30 de julho.

Oficina de figurino “Processos criativos e interlocuções cotidianas” busca explorar a história e os campos de pesquisa e ideação, referentes a concepção de figurinos voltada à produção audiovisual.

Sede é um espetáculo solo de dança-teatro on-line que trata sobre a invisibilidade e os desafios da maternidade associados à transformação física, emocional e social da mulher que nasce ao tornar-se mãe. O espetáculo aborda a solidão e a loucura advindas da exaustão da sobrecarga de tarefas, do confinamento do espaço e a da sobreposição dos universos emocionais, profissionais e familiares em um mesmo território, o da casa. A transmissão ficará disponível de 2 a 15 de agosto no YouTube das Oficinas Culturais.

A conversa entre Gabriela Alcofra, intérprete e dramaturga do solo, Leonardo Birche, diretor, Daniel Conti, responsável pela trilha sonora, e Marília Scharlach, diretora de fotografia e câmera, abordará os principais elementos e procedimentos para a adaptação de Sede, originalmente criado para ser apresentação em palco com espectadores presenciais, ao formato de videodança. Dentre os temas a serem conversados pelos criadores, estão a tentativa de criação, no vídeo, da atmosfera pensada para a apresentação em teatro, os recursos de fotografia e câmera utilizados, a edição do material e reconstrução do espetáculo na montagem fílmica e a criação de paisagens sonoras. O debate Do palco para o vídeo: a adaptação do solo “sede” para a videodança acontecerá no dia 5 de agosto, quinta-feira, das 19h às 20h20, pela plataforma Zoom. As inscrições devem ser feitas até o dia 4 de agosto, neste link.

oficina “Rindo de quê? Uma introdução ao ciclo de ouro das comédias brasileiras” deseja apontar uma breve luz sobre o período em que o cinema brasileiro teve grande diálogo com o público.

Os encontros Chamadas Audiovisuais, com Rodrigo Gontijo e convidados, apresentam performances on-line e registros de performances realizadas por videochamada, seguidas de uma oficina sobre processos criativos. Em tempos de isolamento social, a atividade estimula as possibilidades criativas por meio de plataformas de videoconferência, na produção de happenings on-line. Os encontros pelo Zoom serão realizados às quartas-feiras, de 4 a 25 de agosto, das 19h às 21h. As inscrições estão abertas até o dia 25 de julho neste link.

A oficina O poder da cultura sonora no cinema pretende compreender como se organiza o pensamento sonoro dentro de um projeto fílmico. A partir de estudos e práticas da direção de som no cinema, serão propostos debates a respeito de conceitos e teorias do elemento sonoro nas produções cinematográficas, além de ampliar a percepção auditiva dos participantes por meio de exercícios e análises para identificar e desenvolver as diversas camadas que compõem o desenho de som de um filme. Os encontros acontecerão pela plataforma Zoom às segundas-feiras, de 9 a 13 de agosto, das 18h às 21h. Para participar, é necessário realizar a inscrição neste link até o dia 2 de agosto.

A Oficina de figurino: processos criativos e interlocuções cotidianas busca explorar a história e os campos de pesquisa e ideação referentes a concepção de figurinos voltada à produção audiovisual. Serão analisadas desde as investigações estéticas partindo do comportamento de moda como inspiração ao longo do tempo, até o conceito de “roupa – não-roupa” a partir de processos que contemplem recursos materiais inusitados, upcycling e reuso de matéria-prima de descarte, além de diferentes técnicas de transformação. As aulas serão ministradas pelo Google Meet às terças e quintas-feiras, das 10h às 12h, de 10 a 26 de agosto. As inscrições estão abertas neste link até o dia 30 de julho.

Serviço:

Workshop Rindo de quê? Uma introdução ao ciclo de ouro das comédias brasileiras

Coordenação: Leandro Afonso

19/7 a 9/8 – segundas-feiras – 19h às 21h

Público: interessados em história do cinema brasileiro e comédia

Indicação: maiores de 18 anos

Inscrições: até 14/7

Seleção: por ordem de inscrição

Vagas: 30

Link para inscrição:

https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/5f4f7141b65a730b4efb0e0d51f63e94

Plataforma: Zoom.

Palestra Ouvindo o cinema com outros olhos

Coordenação: Reynaldo Leite

2/8 – segunda-feira – 19h às 21h

Descrição do Público: interessados em geral

Faixa etária: maiores de 16 anos

Inscrições: até 30/7

Seleção: por ordem de inscrição

Link para inscrição: https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/6eab78f10219a83895b2e2d71dc0656e

Vagas: 40

Plataforma: Zoom.

Exibição da videodança Sede

Videodança de Gabriela Alcofra com direção de Leonardo Birche

Período disponível para assistir: de 2/8 a 15/8

Faixa etária: maiores de 16 anos

Participação: aberta ao público

Descrição do público: interessados em geral

Sem necessidade de inscrição

Plataforma: Youtube das Oficinas Culturais.

Debate Do palco para o vídeo: a adaptação do solo Sede para a videodança

Com: Gabriela Alcofra, Leonardo Birche, Daniel Conti e Marília Scharlach

5/8 – quinta-feira – 19h às 20h20

Descrição do público: interessados em geral

Faixa etária: maiores de 16 anos

Inscrições: até 4/8

Link para inscrição: https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/0dec9888c9eef9448e080a18d01d5220

Seleção: por ordem de inscrição

Vagas: 30

Plataforma: Zoom.

Encontros: Chamadas Audiovisuais

Coordenação: Rodrigo Gontijo

4 a 25/8 – quartas-feiras – 19h às 21h

Público: interessados em audiovisual, performance, música e artes do corpo

Indicação: maiores de 16 anos

Inscrições: até 25/7

Seleção: Carta de interesse

Vagas: 30

Link para inscrição:

https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/750622b888646661fb918749ee3e550f

Plataforma: Zoom.

Oficina O poder da cultura sonora no cinema

Coordenação: Léo Bortolin

9 a 13/8 – segunda a sexta-feira- 18h às 21h

Descrição do público: público geral, com interesse em cinema, som no cinema, música, arte sonora, linguagem sonora e artes de modo geral

Faixa etária: maiores de 16 anos

Instruções gerais: é necessário ter um celular smartphone com um app de gravação de sons, um par de fones e/ou gravador de som com microfone direcional

Inscrições: até 2/8

Link para inscrição: https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/c4d2cec38fa1da8b5d37758873c3678d

Seleção: análise de currículo e carta de interesse

Vagas: 20

Plataforma: Zoom.

Oficina de figurino Processos criativos e interlocuções cotidianas

Moda

Coordenação: Wellington Mendes

10 a 26/8 – terças-feiras e quintas-feiras – 10h às 12h

Indicação: maiores de 16 anos

Inscrições: até 30/7

Seleção: por ordem de inscrição

Vagas: 15

Link para inscrição:

https://poiesis.education1.com.br/publico/inscricao/e98cb037f376fa53b314c166766ef55e

Plataforma: Google Meet.

Oficina Cultural Oswald de Andrade

Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo/SP

Telefone: (11) 3221-4704 | E-mail: oswalddeandrade@oficinasculturais.org.br

Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira das 12h às 16h. Pessoas que desejam visitar exposições e grupos artísticos que precisam ocupar espaços para ensaios devem agendar antecipadamente pelo site https://oficinasculturais.org.br/unidade/oswalddeandrade/, onde também encontram informações sobre as medidas sanitárias para combater a proliferação da Covid-19.

Acessibilidade: rampa de acesso para cadeirantes

Programação gratuita

Parte da programação é mantida de forma virtual. Saiba mais: https://www.oficinasculturais.org.br e https://poiesis.org.br/maiscultura/.

Questões raciais norteiam pinturas em mostra de Aline Bispo na Galeria Luis Maluf

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Camila Rivereto.

Uma série de retratos de personagens negros, geralmente sozinhos e em diferentes atitudes, aparecem nas pinturas inéditas realizadas em tinta a óleo, acrílica e guache pela artista Aline Bispo. O conjunto será exibido ao público em A Medicina Rústica: Pinturas de Aline Bispo, mostra que entra em cartaz na Galeria Luis Maluf neste sábado, 17 de julho, com curadoria de Claudinei Roberto da Silva.

Aline Bispo, que já tem um trabalho reconhecido como ilustradora — a capa do bestseller Torto-arado, de Itamar Vieira Junior, e as ilustrações da coluna de Djamila Ribeiro na Folha de S. Paulo são de sua autoria —, traz nesta individual reflexões diversas acerca das questões raciais, do colorismo à identidade. Seus personagens negros têm, em comum, a cor da pele elaborada em tons terrosos escuros, mas com certa indistinção no que se refere aos seus rostos, que são apenas sugeridos e adivinhados através da massa de tinta.

Esta escolha da artista, segundo o curador Claudinei Roberto da Silva, encontra paralelo em outros expoentes da arte afro-brasileira contemporânea e sugere um caminho que flerta com a ideia da busca por um “arcaico mítico”, uma identidade comum aos negros e negras que, apesar disso, não anula a individualidade das personagens, uma vez que são identificadas nelas a sua classe, origem social, gênero e raça. “Nesses trabalhos de Aline Bispo, a velocidade da execução está patente no padrão das suas enfáticas pinceladas deixadas à mostra na superfície da lona ou do papel, evidenciando os processos que a artista adota na realização dos seus trabalhos”, explica o curador em texto da mostra.

Ainda segundo o curador, a exposição estabelece um diálogo profundo com o contexto da arte contemporânea brasileira, que passa por um momento de merecida atenção à sensibilidade afrodiaspórica e tem sido impulsionada pela robusta produção artística realizada por mulheres cujo trabalho foi quase sempre subestimado e sub-representado em galerias, museus e seus congêneres. “A atenção que essas realizações despertam deve-se, entre outros fatores, a luta empreendida pelas mulheres negras contra o racismo, pela conquista de espaço, igualdade de oportunidades e, não menos importante, pela qualidade e potência expressa em obras que não podem ser contornadas pelas narrativas pautadas na heteronormatividade branca”, finaliza Claudinei.

Sobre a artista | Formada em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Aline Bispo, representada pela Galeria Luis Maluf, investiga em sua produção temáticas que cruzam a miscigenação brasileira, gênero, sincretismos religiosos e etnia. Iniciou sua carreira artística grafitando ruas em São Paulo e, desde então, a interdisciplinaridade da artista transita em pinturas, ilustrações, gravuras, fotografia e performance.

Atualmente, Aline Bispo participa do Projeto de Residência Artística na Usina Luis Maluf, espaço cultural localizado na Barra Funda idealizado por Luis Maluf e coordenado por Carollina Lauriano. Em 2019, Bispo fez parte da primeira edição do programa de incentivos a jovens artistas e curadores do Instituto Adelina Cultural e em 2020 foi convidada para fazer parte do time de artistas do Projeto Convida, do IMS Paulista. Além disso, ilustra a coluna de Djamila Ribeiro na Folha de São Paulo e é reconhecida por projetos como a ilustração da capa do Best-seller Torto-Arado, de Itamar Vieira Junior. Aline também é criadora do projeto Museu nas Férias e é curadora no Programa pela equidade racial do Instituto Ibirapitanga.

Sobre o curador | Claudinei Roberto da Silva já assinou a curadoria de projetos como a exposição PretAtitude – Emergências, insurgências e afirmações na arte afro brasileira contemporânea, nas unidades do SESC Ribeirão Preto, São Carlos, Vila Mariana, Santos e Rio Preto (2018/21); 13ª Bienal Naifs do Brasil, SESC Piracicaba (2016/17); o simpósio Presença Africana no Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo (2015); Audácia Concreta as Obras de Luiz Sacilotto, Museu Oscar Niemeyer (2015) e O Banzo, o Amor e a Cozinha da Casa, Museu Afro-Brasil (2014), entre outros.

Coordenou também núcleos de educação das exposições Orun, SESC Carmo (2019); do simpósio Presença Africana no Brasil, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo (2015); A Journey through African Diaspora, do American Alliance of Museums, em parceria com o Museu Afro Brasil e Prince George African American Museum (2014); Museu Afro Brasil (2012/14); Museu da Imagem e do Som de São Paulo (2009/10); e 27ª Bienal de São Paulo “Como Viver Junto” (2007).

Serviço:

A Medicina Rústica: Pinturas de Aline Bispo

Período expositivo: de 17 de julho de 2021 até 30 de agosto de 2021

Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 20h e, aos sábados, das 11h às 18h

Classificação indicativa: Livre

Curadoria: Claudinei Roberto da Silva

Galeria Luis Maluf

Endereço: Rua Peixoto Gomide, 1887 – Jardim Paulista, São Paulo – SP.

Exposição gratuita e interativa no SESC Campinas destaca descobertas de Louis Pasteur

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Renata Texeira.

Que tal curtir as férias conhecendo a vida e obra de um homem que, embora não tenha aqueles superpoderes dos heróis de quadrinhos, foi tão genial que faz parte do nosso cotidiano, desde o leitinho pasteurizado que quase todo mundo toma até as vacinas, tão necessárias e importantes. O nome dele é Louis Pasteur (1822-1895) – um pesquisador francês incansável e um mestre na difusão de informações – tema da exposição presencial Pasteur, O Cientista, que ocupa o galpão do SESC Campinas.

A mostra é interativa e traz muito conhecimento e diversão para crianças e adultos. Por meio de filmes, jogos e atividades com áudios legendados e textos transcritos em Braile, os cenários contam a história e os feitos do pesquisador, os avanços na ciência com suas descobertas e como seus experimentos transformaram a vida de todos nós.

A exposição está aberta de terça-feira a sexta-feira, às 10h30, 13h30, 16h, 18h e, aos sábados, às 10h30 e às 12h30. Com quantidade limitada de pessoas por sessão e seguindo todas as recomendações de segurança sanitárias, o agendamento deve ser feito neste link: Agenda Exposição Pasteur, O Cientista.

Aventura da descoberta | O que encontrar nesse curioso passeio? Logo no início, o visitante é surpreendido com projeções de imagens em 3D no imponente busto de Pasteur, enquanto a voz de sua mulher, Marie Pasteur, narra a trajetória do marido. Ao caminhar pela área de mil metros quadrados do galpão do SESC, o público vai conhecendo não apenas a ciência do século XIX – época de desenvolvimento e inovações – mas revive as descobertas de Pasteur em experiências interativas.

Estruturada em seis atos, como uma peça de teatro, a exposição apresenta as descobertas de Pasteur em ordem cronológica: desde a solução de um enigma químico – cristais de ácido do vinho aparentemente iguais reagiam à luz de forma diferente – até a vitória contra a raiva, doença até então incurável.

Os ambientes trazem filmes, aparelhos, mecanismos, jogos de charadas, vitrines mágicas e instrumentos de época que desfilam as descobertas de Louis Pasteur na Química, no trabalho com os micro-organismos e na imunização de animais e seres humanos. O visitante pode entender, por exemplo, a pesquisa da vacina antirrábica num filme de animação em que uma menina, espiando da casa vizinha à do laboratório, acompanha os testes de Pasteur em coelhos; entende, através de um “microscópio”, como micro-organismos podem sobreviver sem oxigênio, espia pelo gargalo de garrafas de vinho para descobrir os segredos da fermentação da bebida e decifra junto com Pasteur o segredo  dos “pastos malditos”, locais onde rebanhos inteiros morriam de antraz, entre outras atividades.

No final, um módulo especialmente produzido faz a ligação de Pasteur com o Brasil: pesquisas desenvolvidas por aqui, a admiração de D. Pedro II pelo cientista, o desenvolvimento nacional da produção de vacinas pelos Institutos Butantã e Oswaldo Cruz.

A exposição, organizada e concebida pela Universcience – órgão do Ministério da Cultura da França, é uma realização no Brasil do SESC SP, com patrocínio do Magazine Luiza e apoio da Embaixada da França no Brasil, da Fiocruz e do Instituto Butantan.

Serviço:

Pasteur, O Cientista

Visitação de terça a sábado, mediante agendamento prévio pelo link https://www.SESCsp.org.br/programacao/225065_PASTEUR+O+CIENTISTA

Recomendação etária: Livre

SESC Campinas: Rua Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim, Campinas (SP)

Entrada gratuita.

Entenda o Hajj, a peregrinação dos muçulmanos a Meca

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Luiz Henrique de Souza.

O mês de julho é bastante especial para os muçulmanos de todo o mundo: é quando acontece o Hajj, a peregrinação à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita.

Pelo segundo ano consecutivo, haverá restrição de participantes em função a pandemia. Só poderá fazer o Hajj quem for residente ou nascido na Arábia Saudita, tiver entre 18 e 65 anos, não sofrer de doença crônica e tiver sido vacinado – de acordo com orientações do Ministério do Hajj e da Umrah saudita. Em 2019, 2,5 milhões de pessoas estiveram em Meca.

Mas o que será que mobiliza muçulmanos de diferentes partes do mundo para esta peregrinação? O vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, Ali Zoghbi, explica: “O Hajj está entre os cinco pilares sagrados da religião islâmica. Os muçulmanos devem realizar este ato de fé ao menos uma vez na vida se tiverem saúde e condições financeiras para fazer a viagem”, detalha. “Foi em Meca que Mohamed, mensageiro de Deus para a fé islâmica, fez a sua primeira e única peregrinação após ser proclamado profeta, na companhia de quase 120 mil fiéis”.

Durante o Hajj, as pessoas usam vestes muito simples, brancas, simbolizando que são todas iguais. E pedem bênçãos e perdão para os pecados. “São dias intensos, marcados por muita união e solidariedade. É uma experiência muito marcante para todos os muçulmanos”.

Desde 2011, a Fambras conta com um programa que custeia a peregrinação de muçulmanos de diversos países da América Latina que não têm condições financeiras para realizar a viagem. “Este é um projeto que tem feito a diferença na vida de muitos muçulmanos. Eles se inscrevem e aguardam a seleção feita pela Federação. Auxiliamos com a documentação e vistos, além de oferecer o acompanhamento de um Sheikh. Este ano, mais uma vez em função da pandemia, não foi possível seguir com o projeto, mas nossas esperanças se renovam já pensando em 2022”, finaliza Zoghbi.

Cap D’Agde: uma cidade onde é proibido usar roupas

Cap d'Agde, França, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/CO Assessoria.

Você já ouviu falar de Cap D’ Agde? Na polêmica cidade francesa, é proibido o uso de roupas. Considerado o destino mais liberal do mundo, o nudismo vai além das praias comuns e as pessoas podem circular peladas por bancos, supermercados, restaurantes, cabeleireiros, padarias e outros. Todo o verão, a cidade recebe mais de 50 mil turistas de todos os cantos do mundo, sendo os mais comuns os franceses, belgas, alemães, italianos, estadunidenses, holandeses e canadenses.

Se pensou que os brasileiros também estavam em maioria na estatística, pelo menos ainda não. Mas o casal brasileiro Arthur O Urso e Luana Kazaki escolheu Cap D’Agde como um destino perfeito para a sua lua de mel. “Os casais podem buscar por experiências novas logo no início do casamento e não deixar esfriar”, disse Arthur.

O casal também é coach de relacionamento e vem ajudando casais a se manterem juntos na pandemia. “A cidade foi eleita como a capital do sexo, a experiência vale para iniciar um casamento com aventuras e coisas novas, além do prazer. Fizemos isso para sair da mesmice”. Apesar de ser uma cidade libertária, lá é proibido ser flagrado fazendo sexo em público. A multa pode chegar em €15 mil – R$60 mil.

Este complexo turístico é fechado e possui uma entrada especial. É necessário pagar uma taxa para poder frequentar Cap D’Agde. A estadia para um casal por 7 dias chega a custar €60 (cerca de R$353 reais) de taxa. “Vamos ficar os 7 dias para aproveitar a Lua de Mel e captar informações para o nosso documentário, uma espécie de laboratório”. Arthur e Luana estão produzindo um documentário inédito sobre as cidades mais liberais do mundo.

O Trip Advisor oferece várias informações turísticas sobre a cidade. Saiba mais clicando aqui.