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Orquestra de saxofones lança álbum gravado durante o isolamento social

Curitiba, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O isolamento social intenso em 2020 e 2021 inspirou a criatividade dos músicos da Ensax, a única orquestra de saxofones do Brasil, que se organizaram para gravar um segundo EP independente com a participação de um dos principais artistas do país, o multi-instrumentista Roberto Sion. Batizado de AbraSion, o segundo álbum da Ensax tem todos os arranjos assinados por Sion e traz também a sua participação na faixa Tarde em Itapuã, para a qual foi produzido um clipe que foi lançado, juntamente com o álbum, no dia 16 de novembro nas plataformas digitais.

A maior parte do EP foi gravada em Curitiba, cidade sede da orquestra, e o repertório inclui clássicos da música popular brasileira como Tarde em Itapuã, de Vinícius de Moraes e Toquinho; Rosa, de Pixinguinha, Canção da Partida, de Dorival Caymmi ; Eu e a Brisa, de Johnny Alf  e Todo sentimento, de Chico Buarque. “O processo foi muito bonito e intenso, o Sion trouxe um novo olhar para a Ensax. Apesar das dificuldades do isolamento social, conseguimos transformar a solidão em um catalisador de criatividade e inspiração para o novo álbum”, conta Paulo Campos, líder da Ensax.

Participaram do novo álbum da Ensax os músicos Bruno Fontes, Fran Bariviera, Alexandre Varela, Anderson Dias, Hermes Dreschsel, Marcelo Pereira e Fábio Cardoso. Todas as faixas tiveram a participação de Paulo Campos, Deco Luppi, Caetano Kraemer, Fran Bariviera, Paulo Silva, Antônio Sousa, Fred Lacerda, Bruno Wladeck, Glauco Menezes e Cinthia Oyama e contam com três mulheres instrumentistas, Shirley Granato, que comanda a sessão rítmica, Cinthia Oyama, que toca o sax-barítono, e Joana Ravaglio com o sax-alto.

Para ouvir o álbum completo da Ensax Orquestra, clique aqui.

Spotify: https://open.spotify.com/album/2rck3M4dffOTKs2pYWtyE4?si=tNvMI4OFRwOA_IoN4Gf0ow

Deezer: https://deezer.page.link/HL6sbqyLjJifTGDZ6

Youtube: https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nDBfpV5hR2uFd5pIz5KzCpa5iN6yMP4oc&feature=share.

(Fonte: Agência Souk)

Campanha busca conscientizar sobre a importância e preservação do Cerrado brasileiro

Brasil, por Kleber Patricio

Ação de lançamento foi realizada por meio de uma faixa escrita com a hashtag #novaccineforclimatechange em um avião que sobrevoou as praias do Leme, Copacabana, Leblon, Barra da Tijuca e Ipanema. Fotos: divulgação.

Nos últimos anos, a influência humana acelerou a mudança climática e os resultados são cada vez mais preocupantes, principalmente com o avanço do desmatamento e o aumento do aquecimento global. Como forma de alertar sobre estes problemas e destacar a importância da preservação do Cerrado, a RPMM Global em parceria com a Rede Sementes do Cerrado (RSC), lançou no Brasil neste domingo, dia 14 de novembro, a campanha No Vaccine For Climate Change (“Não há vacina para a mudança do clima”, em tradução livre).

A ação de lançamento aconteceu nas principais praias na cidade do Rio de Janeiro, por ser um local de grande visibilidade nacional, e foi realizada por meio de uma faixa escrita com a hashtag #novaccineforclimatechange em um avião que sobrevoou as praias do Leme, Copacabana, Leblon, Barra da Tijuca e Ipanema. O objetivo foi chamar a atenção e gerar engajamento das pessoas para a causa marcando e compartilhando a hashtag nas redes sociais.

“Quando pequeno, lembro-me de escrever num cartaz a seguinte frase: preserve a natureza e salvará nossas riquezas. Hoje sonho poder um dia viver de forma totalmente sustentável e estou trabalhando nesse sentido. Entendo que a sustentabilidade vai além do meio ambiente; isto é, deve valorizar também aspectos sociais e econômicos do meio rural e urbano em que vivemos. Acredito que devemos garantir a vida às gerações futuras; logo, temos que ter a consciência de que o nosso consumo e nossas atitudes diárias poderão mudar bastante o destino do Planeta Terra. Esta campanha em particular se faz muito importante, pois além de unir pessoas do bem, objetiva realizar um projeto musical em detrimento de uma causa de preservação ambiental. O bioma Cerrado é considerado a caixa d’água do Brasil e a RSC demonstra ser uma organização capaz de contribuir muito com a recuperação de áreas degradadas”, explica Raphael Collares, diretor de operações no Brasil da RPMM Global.

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia de Covid-19, que forçou a humanidade a mudar os seus hábitos para lutar contra o Coronavírus. Mas o ano também foi considerado decisivo para enfrentar a emergência climática global, já que a janela de oportunidade para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5° C está se esgotando.

O Brasil foi um dos países mais cobrados na Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas de 2021, a COP26, realizada na cidade de Glasgow, na Escócia. A conferência destacou que são urgentes as ações de preservação de biodiversidade, principalmente do Cerrado brasileiro, segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul.

Segundo dados da NASA, se os níveis de desmatamento continuarem, o resto do mundo como conhecemos irá desaparecer em cerca de 100 anos. O Cerrado é de extrema importância para ajudar a regular o clima, pois absorve grandes quantidades de dióxido de carbono, tornando-se chave na preservação para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e o aquecimento global.

“O Cerrado está acabando. Mais de 50% já foi desmatado devido ao avanço da fronteira agrícola. A RSC se coloca como uma das soluções neste grande problema através da promoção da restauração ecológica associada às comunidades locais e tradicionais do bioma. Com isso, a gente consegue ter ganhos na área ambiental e também na questão social e econômica para os povos”, complementa Camila Motta, bióloga e presidente da RSC, uma organização sem fins lucrativos que trabalha com comunidades tradicionais do Cerrado, coletam sementes para plantar árvores, arbustos e capins para restaurar áreas degradadas. Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil.

Conhecido como “o berço das águas”, o Cerrado abriga oito das doze bacias hidrográficas brasileiras e é uma das regiões com maior biodiversidade do planeta, abrigando 5% de todas as espécies, incluindo mais de 1.600 tipos de mamíferos, pássaros e répteis e mais de 12 mil espécies de plantas. Nos últimos anos, esta região vem sendo devastada por incêndios criminosos e avanço da fronteira agropecuária, especialmente para produção de commodities. Com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados, o Cerrado localiza-se na parte mais central do Brasil,incluindo os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.

Evento internacional arrecada fundos para o Cerrado, a savana brasileira | Para 2022, a RPMM Global está planejando apresentar o RPMM Live: uma experiência musical em Festival – uma consciência do tamanho de um planeta, um evento anual de música e entretenimento ao vivo para aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas. “Nosso objetivo é chamar a atenção para este problema global e seus impactos negativos no ecossistema do nosso planeta destacando a importância do Cerrado e de outros ecossistemas para o mundo”, completa Collares, da RPMM Global.

O evento vai acontecer em Greenwich, em Londres, na Inglaterra, no Old Royal Naval College, e o tema central será a preservação do bioma do Cerrado e as consequências das mudanças climáticas que vêm afetando o nosso Planeta, destacando a parceria com a RSC. Quem participar poderá conferir os shows, como também usufruir de um workshop sobre o trabalho da RSC, o que trará um impacto positivo na experiência de todos os participantes, pois esta ação demonstrará a técnica e os pontos positivos dos trabalhos realizados por esta organização no Brasil.

“No Brasil a ideia é, em um segundo momento, realizar o evento em Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros/GO, com artistas nacionais e internacionais para arrecadar mais fundos para a nossa causa”, complementa Motta, da RSC. Imagine-se participando de palestras, workshops, mesas e rodas de conversas organizadas por palestrantes de universidades, representantes ambientais do governo e parceiros.

Campanha arrecada fundos para manter projetos socioambientais | Com o objetivo de continuar este projeto de restauração inclusiva no Cerrado, a RPMM e a RSC lançaram uma campanha para captar recursos, a No Vaccine For Climate Change. O objetivo é arrecadar 100 mil libras, que serão utilizados para ajudar a RSC a continuar apoiando atividades de restauração ecológica Inclusiva, disseminação de conhecimento e geração de renda para as comunidades tradicionais do Cerrado. Quem tiver interesse em ajudar, pode realizar uma doação pela página do Just Giving, no link https://www.justgiving.com/crowdfunding/rpmm-global?utm_term=9AKaMWQkP.

Sobre a RPMM Global | Fundada em 2016, por Mario Matos, a RPMM Global hospedou eventos em Portugal, Reino Unido e Alemanha. Por muito tempo foi possível proporcionar aos clientes uma experiência musical diferenciada, com muita dança e criatividade. Acontece que, durante o ápice do processo pandêmico mundial, a produtora decidiu dar início a criação de eventos com causas globais com a finalidade de aumentar a conscientização e gerar fundos necessários para projetos ambientais em todo o mundo. Mario e seus parceiros Jonny Stopford e Raphael Collares estão empenhados em usar a plataforma RPMM para aumentar a conscientização positiva sobre as questões climáticas, incluindo a restauração do Cerrado. (www.rpm.global).

Sobre a Rede de Sementes do Cerrado (RSC) | A Rede de Sementes do Cerrado (RSC) surgiu em 2001 com o propósito de fomentar a cadeia de produção de sementes no bioma Cerrado. Hoje é uma referência na área, promovendo ativamente a semeadura direta como solução econômica e tecnicamente viável para a restauração ecológica do bioma e, com isso, contribuindo para discussões de políticas públicas na área. Atua de forma efetiva em toda a cadeia de produção de sementes, desde a capacitação de coletores até a comercialização.

Em 20 anos de experiência, a RSC realizou 13 projetos com objetivo de restauração e conservação do Cerrado, publicou mais de 10 livros sobre as espécies do Cerrado e técnicas relacionadas com a restauração de ecossistemas e diversos livretos e cartilhas e capacitou mais de 1.500 pessoas para atividades no setor de produção de sementes nativas e restauração ecológica do bioma Cerrado. Esta experiência e toda a rede de parceiros que vão desde a academia, sociedade e governo, foi estabelecida durante anos e proporciona oportunidades de melhoria de vida aos povos do Cerrado e benefícios sociais, ambientais e econômicos para a sociedade em geral. https://www.rsc.org.br/.

(Fonte: De Propósito Comunicação de Causas)

ENEM: Renda familiar, acesso a bolsas e nível de educação das mães estão entre fatores que mais afetam desempenho dos alunos

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Agencia Pará/Fotos públicas.

Mais do que terem acesso a uma estrutura adequada para aprender, uma parte significativa do desempenho dos alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) reflete a realidade socioeconômica em que cada um deles vive. Fatores como renda familiar, acesso a bolsas de estudo, nível instrucional das mães e até questões raciais tiveram mais influência na nota alcançada por eles no ENEM do que a infraestrutura e ensino escolares, revela estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP) e publicado nesta quarta (17) na Revista de Administração Pública (RAP).

Essa conclusão foi possível a partir da análise e cruzamento de microdados do ENEM 2018, do Censo Escolar 2018 e dados estatísticos do IBGE 2018. Os microdados do ENEM contêm as notas dos mais de 4 milhões de alunos que realizaram o ENEM naquele ano e as respostas deles ao questionário socioeconômico, enquanto os microdados do Censo Escolar 2018 trazem dados sobre a infraestrutura das escolas, disciplinas oferecidas, quantidade de salas e profissionais, entre outros.

Os autores destacam que as variações causadas pelo percentual de acesso a bolsas, renda familiar, raça, escolaridade e nível instrucional da mãe são relevantes para o desempenho escolar médio dos municípios e causam desigualdade na nota alcançada dos alunos, tanto para a prova objetiva quanto para a de redação. “A cada 5% a mais que uma cidade possui de alunos de família de renda alta, há um aumento médio de cerca de 6,25 pontos na prova objetiva do ENEM”, exemplificam os pesquisadores.

Para a prova de redação do ENEM, ainda existem outros fatores regionais, além dos socioeconômicos, que impactam o desempenho na avaliação, como a região do Brasil na qual o estudante mora. Possivelmente, fatores culturais e linguísticos regionais influenciarem no desempenho da redação.

O estudo também propõe o uso de uma ferramenta estatística capaz de indicar em nível municipal quais as variáveis que exercem influência positiva ou negativa sobre a média da nota do ENEM. Em Itapipoca, no Ceará, por exemplo, o acesso a laboratórios de informática e as aulas de espanhol no 3º ano do Ensino Médio levou a reflexos positivos na nota dos alunos do município. “Com essa ferramenta, é possível repensar as estruturas e condições de um exame mais justo, além de projetar políticas públicas nas mais diferentes esferas da sociedade que possam ajudar na manutenção dos alunos nas universidades, como ações de redução de desigualdades, infraestrutura escolar, políticas de cotas e de permanência estudantil nas universidades”, sugere Rafael Oliveira Melo,  pós-graduado pela FGV e um dos autores do estudo.

Os achados do estudo iluminam também as desigualdades educacionais agravadas a partir de 2020, por conta da pandemia de Covid-19, que forçou escolas a pararem ou aderirem ao ensino remoto. “A partir dos nossos resultados com análises de dados de 2018, podemos projetar que os próximos exames do ENEM vão acentuar ainda mais os critérios de influência no desempenho dos estudantes, associados a variáveis econômicas, raciais, de perfil instrucional da mãe, incentivo escolar e de infraestrutura do ensino escolar”, comenta Anne Caroline de Freitas, doutoranda em ensino na USP e também autora do trabalho.

A pesquisadora alerta que esses aspectos distanciam ainda mais alguns grupos sociais de um bom desempenho nos exames escolares. “Isso nos faz refletir sobre as adaptações vivenciadas pela sociedade brasileira quanto à continuidade da aprendizagem e sobre políticas públicas efetivas para o futuro da educação brasileira”, complementa.

(Fonte: Agência Bori)

Projeto Chef Aprendiz reúne jovens da Vila Andrade para oficinas de gastronomia

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

A busca pelo primeiro emprego não costuma ser fácil para os jovens brasileiros. De acordo com pesquisa feita pela PNAD Contínua e divulgada pelo IBGE no último mês de maio, o desemprego atinge cerca de 31% na faixa etária entre 18 e 24 anos levando em consideração todo território brasileiro. Com 74% de ex-alunos trabalhando ou participando de entrevistas de emprego, o projeto Chef Aprendiz atua desde 2015 com oficinas semanais nas comunidades e tem como principal missão capacitar jovens paulistanos em situação de vulnerabilidade social para ingressarem no mercado de trabalho. 130 jovens já foram desenvolvidos pelo projeto, e destes, 59% trabalham no setor gastronômico em cozinhas parceiras e 15% em outras áreas.

Para a 9ª edição do projeto, que teve início no dia 14 de outubro, o Chef Aprendiz Vila Andrade conta com a empresa Makro como patrocinador master via lei de incentivo ProMAC – Programa de Municipal de Apoio a Projetos Culturais. O CEU Paraisópolis, localizado na Zona Sul da capital, será a base na comunidade para as oficinas ao longo de toda esta edição.

A iniciativa vai muito além de um projeto gastronômico e inserção para jovens em situação de vulnerabilidade social. De acordo com Beatriz Mansberger, fundadora do projeto, a finalidade principal é desenvolver pessoas utilizando a gastronomia como fio condutor de todo o currículo ao longo do processo. “Olhamos o indivíduo por completo. Durante nossos encontros, desenvolvemos atividades voltadas para habilidades socioemocionais, apresentamos o universo da gastronomia e oferecemos todo o suporte nos primeiros passos para o mercado de trabalho.”

O Chef Aprendiz Vila Andrade terá 40 encontros, com oficinas divididas em três eixos:

Meu mundo interno: alfabetização emocional, autoconhecimento, meditação, apoio psicológico, além de outras dinâmicas psicoterapêuticas em grupo;

Mundo do trabalho: educação financeira, preparo para entrevistas de emprego, elaboração de CV, carreira e outros temas relacionados ao universo profissional;

Mundo da cozinha: técnicas básicas, história da gastronomia, nutrição, receitas práticas, legislação e conteúdos do Ensino Médio aplicado.

Para que os participantes vivenciem a rotina de um restaurante, eventos beneficentes acontecem em cozinhas de estabelecimentos parceiros. Os jovens executam, junto com os colaboradores dos restaurantes, um menu completo com as receitas definidas pelos chefs e professores do projeto.

Uma competição final encerra a edição com chave de ouro e os jurados presentes oferecem vagas de empregos para os jovens que querem iniciar uma carreira no universo da cozinha.

O projeto Chef Aprendiz Vila Andrade, assim como na edição Liberdade, segue todos os protocolos sanitários* e as diretrizes sobre os cuidados necessários para a prevenção de possível contaminação com o coronavírus. Entre as ações preventivas estão:

– Educação e conscientização sanitária;

– Aferição de temperatura antes de adentrar o espaço das oficinas;

– Redução de densidade ocupacional com distribuição de múltiplas praças de trabalho no espaço anexo à cozinha;

– Obrigatoriedade do uso de máscaras;

– Disponibilização de quatro máscaras por participante tendo em vista a troca necessária a cada duas horas e o tempo de lavagem das máscaras usadas;

– Sanitização dos pés antes de adentrar o espaço das oficinas;

– Janelas abertas e boa circulação de ar no espaço;

– Higienização constante das mãos com água e sabão;

– Disponibilização de álcool em gel em diversos locais visíveis do espaço;

– Uso de aventais e bandanas limpos;

– Pratos, copos, talheres e outros utensílios de cozinha higienizados individualmente de maneira correta;

– Comprovante de vacinação para Covid-19.

Chef Aprendiz Comunidades | É um projeto de desenvolvimento humano e inserção social que usa a gastronomia como tema central. Capacita jovens em situação de vulnerabilidade social para conseguirem seu primeiro emprego em cozinhas de parceiros. Ao longo de quase seis meses, aproximadamente 20 jovens vivenciam aulas teóricas e práticas sobre gastronomia e autodesenvolvimento de modo a prepará-los para o mercado e para a vida. Uma competição final coloca à prova os conhecimentos adquiridos durante as oficinas e encerra o processo com chave de ouro. Os jurados presentes oferecem vagas de empregos para os jovens que querem iniciar uma carreira como auxiliar de cozinha.

Já atua em oito comunidades (Paraisópolis, Campo Limpo, Glicério, Jd. Colombo, Valo Velho, Capão Redondo, Chuvisco e Liberdade) e 90% dos alunos receberam pelo menos uma oportunidade na área. Alguns iniciaram carreira na cozinha e seguiram por outros caminhos, como enfermagem, engenharia e psicologia. Aproximadamente 74% dos jovens trabalham ou participam de entrevista, mesmo com o cenário da pandemia. Para saber mais: assista o vídeo e visite o site.

Casa Chef Aprendiz | Recém inaugurada, a Casa Chef Aprendiz é um espaço que conta com atividades de reciclagem e apoio psicológico aos jovens que já passaram pelo projeto, além de cozinha de pré-produção para eventos. Pensando no mundo digital e nas demandas do mercado, o projeto conta também uma cozinha-modelo para a produção de conteúdos digitais para marcas parceiras e para realização de workshops. A ideia é que esta casa seja ocupada pela equipe, jovens, parceiros e amigos com a finalidade de fortalecer os vínculos e sustentar ações no longo prazo.

(Fonte: Visar Planejamento)

“As Primaveras”: um clássico da poesia em edição que valoriza o livro original

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!” (Poema “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu).

O “poeta do amor e da saudade” viveu pouco, mas deixou um importante trabalho literário. Quando Casimiro de Abreu lançou As Primaveras, que viria a ser seu único livro, ele tinha apenas 20 anos, publicava poesia em jornais pelo menos desde os 17 e vinha de uma longa temporada em Portugal – onde ficou, contra a vontade, aprendendo a cuidar dos negócios da família. Menos de um ano após o lançamento, o poeta morreu, muito jovem e sem ver o sucesso que seu livro teria nos anos seguintes, tornando-se o livro de poesia mais editado do Brasil pelo menos até o início do Modernismo – com diversas edições em Portugal também.

A partir de 1870, as edições d’As Primaveras começaram a ser publicadas com alterações na estrutura, na ordem dos poemas e até em alguns títulos. Essas modificações são adotadas pela maioria das edições até hoje e tornaram-se o padrão quando se trata da obra do autor.

O volume preparado pela Isto Edições foi pensado para ser o mais fiel possível ao original – mesmo com atualização ortográfica: a editora contou com a colaboração da professora, pesquisadora e filóloga Elsa Pereira, da Universidade de Lisboa, que auxiliou no estabelecimento do texto e ainda escreve o posfácio – um artigo que fala exatamente sobre as modificações que o livro sofreu depois da morte de Casimiro.

Na última parte desta edição, há os seus poemas esparsos, tradicionalmente publicados junto com As Primaveras desde finais do século XIX, com indicação de fontes e datas originais.

As primaveras e outros poemas

Autor: Casimiro de Abreu

Isto Edições – Porto Alegre – 2021

Capa dura – 176p. – 16 x 23 cm

ISBN 978-65-995966-1-2

À venda no site da editora.

(Fonte: Assessoria de comunicação | Isto Edições)