Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Hortas urbanas e transformação das cidades: muito além das hortaliças

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Leonardo Henrique/MST Paraná.

Por Márcia Tait e Laura Martins de Carvalho — Apesar de ter-nos pego de surpresa, a pandemia de Covid-19 não foi um fenômeno tão imprevisto quanto se imagina. Ela integra a explosão de doenças que presenciamos nas últimas décadas. Tendo problemas ecológicos como agravantes, registramos o surgimento de cerca de 300 novos patógenos nos últimos 50 anos. Com isso, desenvolvemos doenças emergentes (como a própria Covid-19) e presenciamos o retorno de outras.

Nesse contexto, a alimentação é central. Ao longo do isolamento social, vimos reportagens alertando para a possibilidade de novas pandemias, destacando, por exemplo, a criação de animais para consumo humano como um criadouro de novos patógenos. Alguns cientistas consideram que o que estamos enfrentando nos últimos anos é uma “sindemia” (conjunto de pandemias) caracterizada pela simultaneidade de desnutrição, obesidade e mudanças climáticas, fruto da atual organização de nossos sistemas alimentares. Tudo está conectado.

Assim, as cidades e seus habitantes estão cada vez mais vulneráveis e ao mesmo tempo são corresponsáveis por problemas complexos que envolvem o meio ambiente, a saúde e a alimentação. A busca por soluções implica envolver as cidades nas políticas agroalimentares pensando os diversos territórios urbanos não apenas como locais de consumo, mas como espaço de vivências e de produção de alimentos pela agricultura.

A chamada Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) é potente nesse sentido: relaciona-se com as dimensões humana, ambiental e de saúde das cidades. Trata-se de um fenômeno relativamente recente em diversos lugares do mundo e adaptável às diversas práticas culturais de cada cidade ou comunidade. Os impactos positivos são vários, indo desde a coesão social até o estímulo à economia local, passando, é claro, pelo apoio à segurança alimentar.

Partindo da cidade de São Paulo como um exemplo, percebemos que os bairros e populações que vivem em periferias altamente urbanizadas têm manifestado um crescente interesse em hortas urbanas, uma vez que descobrem suas funções de produção de alimento a preço acessível.

Quando acompanhamos os espaços de organização de hortas urbanas — os quais ainda são de difícil acesso para mulheres, mas que, uma vez que as acolhem, melhoram significativamente sua qualidade de vida — é possível entender o entrelaçamento das práticas ambientais, redes de apoio e saberes populares e a capacidade de gerar e fomentar fluxos de abundância. Isso tem impacto positivo em questões como falta de emprego, de oportunidade, de conformidade às forças do mercado de trabalho e das estruturas opressoras contra a mulher. Além disso, as hortas urbanas têm efeitos positivos na saúde: foram relatadas percepções como perda de peso, melhora na pressão arterial e na sensação de bem-estar em geral.

Esse conjunto de vantagens reafirma a importância de formulação de políticas efetivas para transformar sistemas agroalimentares em busca de segurança alimentar e equidade. A articulação de esforços entre setores da sociedade civil, Estado (em suas diversas instâncias) e produtivos é fundamental para redesenhar os sistemas agroalimentares nacionais. Essas novas formas de organização devem considerar a integração das cidades e o envolvimento permanente de moradores e gestores públicos.

As hortas urbanas comunitárias têm o potencial de integrar ações mais amplas num horizonte de construção de uma governança democrática da alimentação e uma nova geografia alimentar. As relações que se estabelecem nesses espaços mostram potenciais de transformação dos sistemas agroalimentares em direção a possibilidades concretas de integração das práticas das hortas comunitárias urbanas às dimensões da saúde coletiva, justiça social, ambiental e de gênero e ao direito à cidade.

Sobre as autoras:

Laura Martins de Carvalho é doutora em Saúde Global e Sustentabilidade pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Atualmente é assistente de pesquisa no projeto “Better Decision Support for Better Urban Governance”, liderado pela Universidade de Manchester (Reino Unido) em parceria com a Universidade de Brasília, a Fundação Getulio Vargas de São Paulo e El Colegio de Jalisco (México), sobre métodos que apoiam a tomada de decisão usados por diferentes atores envolvidos na governança urbana.

Márcia Tait Lima é pesquisadora no Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 2021 integrou a equipe de pesquisa contemplada com o financiamento do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso) e da Organização das Nações Unidas (ONU-Mulheres) para projetos no tema Feminismo e Ambiente na América Latina.

(Fonte: Agência Bori)

Jovens, negras e pobres são as mais atingidas por violência íntima

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Meghan Hessler/Unsplash.

Mulheres jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, negras, com baixa escolaridade e renda e da região Nordeste são o maior alvo da violência praticada pelos próprios parceiros. É o que mostra levantamento de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicado na segunda (13) na Revista Brasileira de Epidemiologia.

O estudo traz o perfil da prevalência e dos fatores associados à violência contra a mulher no Brasil a partir de análise da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019. Feita pelo IBGE, a PNS traz respostas de mais de 34 mil mulheres com mais de 15 anos de todo o país sobre violência. Algumas perguntas do questionário ajudam a identificar qual tipo de violência elas mais sofrem do parceiro íntimo, seja sexual, física ou psicológica.

Segundo os dados, 8% das mulheres brasileiras declararam sofrer violência íntima de parceiros, sendo a violência psicológica a mais frequente, declarada por 7%. A maior prevalência deste tipo de violência em mulheres jovens, com menor escolaridade e da região Nordeste dão indícios do seu recorte social. “A violência por parceiro íntimo está associada a iniquidades sociais, um problema crônico em nossa sociedade e que se agrava quanto maior for a desigualdade social”, destaca a pesquisadora Deborah Malta, co-autora do estudo.

Estimativas da OMS revelam que 30% das mulheres acima de 15 anos já foram vítimas de violência física e sexual ao menos uma vez na vida. No Brasil, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2019, 16,7% de mulheres entre 15 e 49 anos já sofreram algum tipo de violência do próprio parceiro e aproximadamente 33% das vítimas relatam recorrência de violência sofrida.

Segundo Malta, a violência por parceiro íntimo revela as relações de poder entre mulheres e homens a partir dos papeis impostos a cada um. “A Pesquisa Nacional de Saúde inova ao trazer esse tema para o inquérito, inaugurando a possibilidade de analisarmos os subtipos de violência por parceiro íntimo com amostras representativas da população brasileira”, comenta a pesquisadora. Os dados podem servir como guia para a formulação de programas e políticas públicas para combater esses tipos de violência.

(Fonte: Agência Bori)

Festival de Fotografia de Paranapiacaba traz a São Paulo a mostra “Retratos da Superação”

São Paulo, por Kleber Patricio

O público poderá conferir no metrô Santana, em São Paulo, a exposição fotográfica Retratos da Superação, composta por 50 fotografias onde encontramos – em cada uma delas – uma poderosa história por detrás das fotos. A exposição fotográfica faz parte do Projeto de Fotografia “Retratos da Superação”, que em sua 7º edição, promove uma reflexão dos nossos desafios mais difíceis e inspira para a superar estes obstáculos.

As fotografias desta mostra foram selecionadas a partir de dois recortes. O primeiro, do curso de formação gratuita, ministrado por João Kulcsár, voltado para pacientes oncológicos, cuidadores, médicos e profissionais de saúde, dos hospitais e centros de tratamento, parceiros da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia – Abrale. O segundo, a partir de uma convocatória promovida pelo Festival de Fotografia de Paranapiacaba sobre o tema Superação.

“Todos nós passamos por problemas, alguns maiores do que outros. O que vemos aqui são imagens do triunfo sobre obstáculos que a vida nos apresenta. São narrativas que podem emocionar, sensibilizar e nos fazer refletir sobre a vida, os limites, o que somos, como vivemos e quem amamos. Esperamos que estas histórias visuais nos inspirem para os novos desafios que enfrentamos cotidianamente”, diz o professor e curador da mostra Kulcsár, professor visitante da Universidade de Harvard e diretor do Festival de Fotografia de Paranapiacaba.

Sobre a Abrale | A Abrale é uma organização sem fins lucrativos, de abrangência nacional, criada em 2002 por pacientes e familiares com a missão de oferecer ajuda e mobilizar parceiros para que todas as pessoas com câncer e doenças do sangue tenham acesso ao melhor tratamento. Até 31 de outubro de 2021, foram acolhidos 48.752 pacientes.

Sobre o Festival de Fotografia de Paranapiacaba | O Festival de Fotografia de Paranapiacaba surgiu do desejo de celebrar a imagem como uma experiência de encontros permeados pela educação, direitos humanos e meio ambiente. Desde 2018, quando estreou na histórica Vila de Paranapiacaba, o FFP se conectou intimamente ao território que os recebeu.  Em Paranapiacaba, com essa vocação fotográfica, uma vila fotogênica que ocupa os espaços públicos com arte e fotografia, o FFP é um momento importante para o debate de ideias e um ponto de encontro dos fotógrafos brasileiros e internacionais.

Serviço:

Exposição fotográfica Retratos da Superação

50 fotografias

Local: Estação Santana da Linha Azul – Metrô –SP

Curadoria: João Kulcsár

Data: 10 de dezembro de 2021 a 10 de janeiro de 2022, das 8h00 às 22h00

www.retratosdesuperacao.com.brwww.ffparanapiacaba.com.br/.

(Fonte: assessoria de Imprensa | Wiplay)

Hub de Inovação apresenta exposição colaborativa

São Paulo, por Kleber Patricio

Obras que fazem parte da exposição. Fotos: divulgação.

O Labof está de volta. Depois de uma pausa nas atividades presenciais por conta da pandemia, o Hub de Inovação abre as portas com nova exposição intitulada Volume (número 02). A exposição é uma reunião de três grandes nomes da street art nacional: Cusco Rebel, Andy Hope e Onesto. Originários de disciplinas distintas dentro do movimento do grafite, os artistas se juntaram para pintar 10 grandes telas. Cada obra trará mensagens subliminares para exemplificar o universo onírico e subjetivo de cada um deles.

Criada há três anos pelos empreendedores Bruno Bernardo, Bruno Garms, Lukas Carmona, Vitor Faria e Cusco Rebel, o Labof é um Hub de Inovação que tem como objetivo trazer relevância para as marcas por meio de um mindset nontraditional. A empresa está dividida em três frentes de trabalho: consultoria de branding, produtora de vídeos e projetos com arte. Alguns dos clientes da Labof são Águas Prata, Café 3 Corações, Havaianas e Ducati Brasil, entre outros.

Cusco Rebel | artista visual multidisciplinar gaúcho radicado em São Paulo que acredita na cura e no progresso por meio da arte. Tem trabalhos espalhados por diversos lugares do mundo, de becos em Venice Beach, Califórnia, a grandes escritórios e imóveis em São Paulo e Nova York. Sua arte envolve técnicas do grafite, passando pela colagem, assemblage de materiais e técnicas aprimoradas de pintura acrílica. Também gosta de explorar suportes diferenciados como mobiliários, objetos e carros, buscando uma constante fuga do tradicional.

ONESTOdiesel (a.k.a. Alex Hornest)| artista multidisciplinar (pintor, escultor, desenhista e multimídia) que vive e trabalha em São Paulo. Produz suas obras focado na relação entre as cidades e seus habitantes. Em suas composições, a junção de elementos resulta em texturas, contrastes, cores e movimentos. Personagens do seu imaginário transitam em situações entre a realidade e a ficção em um universo lírico regado de caos, agitação e licença poética.

Andy Hope | estudou modelo vivo no Centro Cultural São Paulo durante o ano de 2010. As primeiras pinturas surgiram no final dos anos 90, quando, influenciado por cartoons, lifestyle e street art, começou a experimentar técnicas que hoje chamam a atenção em sua produção. Saindo do local onde vive e nasceu para atravessar fronteiras, a Cidade Tiradentes o inspira e o faz refletir sobre a diversidade e o que é viver numa periferia.

Serviço:
Exposição Volume (número 02)

Data: 15/12

Horário: 18h

Labof: Rua Dr Andrade Pertence, 93 – Vila Olímpia – São Paulo/SP.

(Fonte: Lu Stabile Assessoria de Imprensa)

Orquestra Sinfônica Municipal e Coro Lírico apresentam Concerto de Natal no Municipal

São Paulo, por Kleber Patricio

Por Wilfredor – Obra do próprio, CC0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=35518796.

O clima natalino tem se instalado pela cidade de São Paulo e não poderia ser diferente em um dos principais locais turísticos da capital paulista. Nos dias 17, às 19h, e 18 e 19 de dezembro, às 17h, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e o Coro Lírico apresentam um Concerto de Natal no palco do Theatro Municipal. Os ingressos custam entre R$10 a R$60 e podem ser adquiridos pelo site ou bilheteria física.

Sob regência do maestro Roberto Minczuk e Mário Zaccaro, os músicos interpretam um dos grandes clássicos de Gian Carlo Menotti – Amahl e os Visitantes da Noite. A obra, escrita especialmente para a televisão norte americana, foi ao ar no dia 24 de dezembro de 1951.

Menotti foi um italiano radicado desde a juventude nos EUA, onde obteve êxito com óperas como Amelia al Ballo e The Consul. Em uma de suas histórias, o compositor afirma que essa é uma ópera que tenta recapturar sua própria infância. “Vejam, quando criança eu vivia na Itália e na Itália não temos Papai Noel. Acho que Papai Noel está ocupado demais com as crianças americanas para também conseguir lidar com as crianças italianas. Nossos presentes, em vez disso, eram levados pelos Reis Magos”.

Tendo em vista os cuidados com a transmissão da Covid-19 e visando garantir a segurança a proteção do público, é necessário seguir os protocolos de segurança estipulados no Manual do Espectador (acesse aqui), que incluem, a partir de 11 de novembro, a apresentação do comprovante de vacinação.

Serviço:

17, dezembro, às 19h

18, dezembro, às 17h

19, dezembro, às 17h

[Theatro Municipal – Sala de Espetáculos]

Concerto de Natal

Concerto Presencial, aberto ao público

Orquestra Sinfônica Municipal

Coro Lírico

Mário Zaccaro, regência

Marivone Caetano, Amahl

Juliana Starling, mãe

Paulo Queiroz, Gaspar

Márcio Marangon, Melchior

David Marcondes, Baltazar

Diógenes Gomes, Pajem.

Programa

GIAN CARLO MENOTTI

Amahl e os visitantes da noite

Ingressos: R$10 a R$60

Classificação: Livre

Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/n – República, São Paulo/SP

Horário de atendimento: segunda a sexta, 10h às 19h | sábado e domingo, 10 às 17h. Telefone: 55 (11) 3053 2090

Programa sujeito a alteração.

Sobre o Complexo Theatro Municipal de São Paulo | O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular e outras linguagens do corpo, dentre outras). Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado.

Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebida para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo. Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e Icon Awards é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

(Fonte: Approach Comunicação)