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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Conheça as melhores trilhas pelo Alentejo

Alentejo, por Kleber Patricio

O Alentejo é um destino perfeito para fazer passeios a pé e percorrer lindas trilhas. Fotos: divulgação.

As viagens de natureza estão com tudo e fazer trilhas é uma ótima opção para quem quer conhecer destinos e curtir belas paisagens de uma forma totalmente imersiva. O Alentejo, maior região de Portugal, tem algumas das trilhas mais bonitas do país, com ótima sinalização e prontas para receber viajantes com os mais variados níveis de preparo físico. Confira abaixo algumas delas.

Caminhos de Santiago no Alentejo | O Alentejo tem uma forte ligação com a Ordem de Santiago, que tinha como uma de suas funções proteger os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, na Espanha. Por isso, a região também conta com caminhos que vão em direção à famosa cidade espanhola.

Cercal do Alentejo. Crédito da foto: Rota Vicentina.

São 1,4 mil quilômetros de trilhas que seguem rumo norte, explorando os mais belos panoramas, tradições e patrimônios da maior e mais autêntica região de Portugal. Pelo trajeto, que pode durar até 30 dias de caminhada, ainda estão espalhados pontos de apoio e para a obtenção da Credencial do Peregrino e carimbos.

Existem três percursos diferentes: Caminho Central, Caminho Nascente e Caminho da Raia. Saiba mais em www.caminhosdesantiagoalentejoribatejo.pt.

Rota Vicentina | No sudoeste alentejano fica a Rota Vicentina, que é uma das mais famosas do mundo e já foi até mesmo eleita como uma das melhores da Europa. Assim como os Caminhos de Santiago, conta com diversas trilhas diferentes. Elas são divididas em três tipos: o Caminho Histórico, o Trilho dos Pescadores e os Percursos Circulares.

Caminhadas no Alentejo.

Os dois primeiros são grandes rotas que vão de norte a sul (e vice-versa), uma delas pelo interior e outra pelo litoral. Já os Percursos Circulares são trilhas menores, que permitem que os viajantes comecem e terminem o caminho em um mesmo ponto.

Além de passar por alguns dos cenários mais bonitos de Portugal, a Rota Vicentina não é só uma trilha para pedestres. Na verdade, o Caminho Histórico é uma ótima pedida para quem viaja de bicicleta. Existem também outros 38 percursos criados exclusivamente para mountain bike e a Rota disponibiliza informações sobre alojamento e serviços bikefriendly. Saiba mais em rotavicentina.com.

TransAlentejo | Por sua vez, o projeto TransAlentejo conta com quase 30 trilhas pelo interior alentejano. Variando de 6 a 20,8 quilômetros de comprimento, elas permitem que se conheça melhor as paisagens de cada destino da região.

Os caminhos do TransAlentejo passam por locais encantadores como Belver, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre, entre outros. Veja mais: http://www.visitalentejo.pt/pt/o-alentejo/natureza/percursos-transalentejo.

Rota Vicentina. Crédito da foto: Turismo do Alentejo.

Sobre o Alentejo | Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de cinco títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística internacional do Alentejo é co-financiada pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder). Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

(Fonte: AFT Comunicação Digital)

Exposição na Japan House São Paulo destaca vidros artesanais japoneses

São Paulo, por Kleber Patricio

Sugahara Glassworks. Fotos: divulgação.

A partir de 15 de dezembro, a Japan House São Paulo inaugura o projeto Sopros, que traz peças utilitárias de vidro no estilo Edo Glass com design atual. Esse conjunto de técnicas artesanais de fabricação de vidros foi desenvolvido no Período Edo (séc. XVII a XIX) e se mantém ainda nos dias de hoje como símbolo da produção de Tóquio, no Japão. Duas mostras concomitantes revelarão a evolução da relação entre o tradicional e o atual por meio de itens produzidos por habilidosos artesãos nipônicos. Com entrada gratuita, o projeto poderá ser visitado até o dia 6 de março de 2022.

No piso térreo, a mostra conta com uma expografia que remete a um cenário industrial contrastante com a leveza, delicadeza e a transparência dos vidros – as peças indicam um pouco da vida cotidiana presente japonesa. Ao todo, são mais de 300 objetos utilitários, como copos, vasos, pratos e pesos de papel, além de outros itens menos conhecidos pelo público brasileiro, como descansos para hashis e porta-onigiri (tradicional bolinho de arroz japonês).

Com curadoria de Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo, a mostra apresenta peças que utilizam técnicas basilares do estilo Edo Glass e tecnologias específicas, como é o caso da aplicação de cor em alguns objetos. Para Natasha, “a ideia principal é apresentar essa produção singular, cuja tradição é passada de geração em geração, além de seus usos, destacando o vidro como um material extremamente elegante e versátil. Seu processo produtivo envolve uma grande transformação física e química, passando por vários estados até se transformar em uma peça única que reflete a autoria dos artesãos envolvidos nesse desenvolvimento”.

Sugahara Glassworks.

Grande mote da exposição, a produção do vidro no Japão também estabelece um diálogo com o contexto dessa prática no Brasil, já que o desenvolvimento desse elemento nos dois países aconteceu em meados do século XVI por meio da presença europeia.

Já no primeiro andar da instituição, será possível ver diferentes técnicas aplicadas e aprimoradas no arquipélago japonês, as quais garantiram uma nova e singular linguagem acerca desse material, aliadas à criação de designs arrojados que ajudaram criar peças aptas para atender necessidades do cotidiano atual japonês. “Mais do que elementos decorativos ou funcionais, é interessante como essas peças revelam um estilo de vida do Japão. Além disso, a coexistência do tradicional com o contemporâneo também pode ser vista mais uma vez aqui, nesta exposição, como forma de vivenciar a estética atual que inúmeros artesãos desenvolveram a partir da técnica tradicional”, destaca Natasha.

Com apoio da TOBU Associação das Cooperativas da Indústria de Vidro do Japão (TOBU Glass Industry Co-operative Association of Japan), organização que supervisiona todas as empresas certificadas de Edo Glass, o projeto apresentará peças de fábricas reconhecidas por essa produção: Iwasawa Glass Co., Tajima Glass Co., Sugahara Glassworks Inc., Toyo-Sasaki Glass Co., Ltd. e Nakakin Glass Inc. Essa iniciativa visa dar maior visibilidade a uma produção que é oficialmente reconhecida como um patrimônio do Japão.

Toyo Sasaki Glass.

A exposição conta também com programação paralela online e conteúdos compartilhados nas redes sociais da Japan House São Paulo, além de recursos de acessibilidade, como exemplos táteis e áudio descrição.

TOBU – Associação das Cooperativas da Indústria de Vidro do Japão | É uma organização que promove e incentiva as empresas produtoras de Edo Glass. Organiza importantes eventos, exposições e concursos direcionados ao segmento.

Iwasawa Glass Co. | Fundada em 1917, produz uma grande variedade de peças como pratos, tigelas, molheira para shoyu (suri guchi e negi guchi), vasos, cinzeiros e peso para papel, entre outros. http://www.iwasawa-glass.co.jp/

Nakakin Glass Inc. | Desde a sua fundação, em 1946, produz peças feitas pelo método “sobreposição de cores Nakakin”, cujo vidro é soprado com sobreposição de duas cores. A empresa contribuiu para a popularização de Edo Glass com uma técnica chamada Edo Kiriko.

Sugahara Glassworks.

Sugahara Glassworks Inc. | A fábrica japonesa de vidros artesanais foi fundada em 1932, em Tóquio. Reúne artesãos que utilizam técnicas e métodos de produção tradicionais japoneses para criar uma variedade de peças, atualizando-as para a vida e usos contemporâneos. O vidro é vivo e Comunicar-se com o vidro são expressões máximas da Sugahara, que possui mais de 4 mil itens em seu catálogo.  https://sghr.us/

Tajima Glass Co. | Produz copos e taças de vidro, sendo pioneira em fazer sobreposições de materiais (Edo Kiriko e Sand blast). Foi premiada pela peça Edo Glass – Taça de vinho monte Fuji, além de receber condecoração da Agência de Turismo do Japão. A empresa foi fundada em 1956. https://www.tajimaglass.com/

Toyo-Sasaki Glass Co. | Com mais de 100 anos de história, foi fundada no final do século XIX, é líder na produção de pratos de vidro, trabalhando com fabricação industrial e artesanal. O uso de maquinário permite produção rápida e de alta qualidade, já a linha artesanal traz peças feitas por artesãos que dominam técnicas extraordinárias de Edo Glass. https://www.toyo.sasaki.co.jp/e/.

Serviço:

Exposição Sopros – designs de vidro japonês

Térreo

Exposição Edo Glass: técnicas tradicionais de vidro

Primeiro andar

Período: de 15 de dezembro de 2021 a 6 de março de 2022

Reserva online antecipada (opcional): https://agendamento.japanhousesp.com.br/

A exposição conta com recursos de acessibilidade.

Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 – São Paulo/SP

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 9h às 19h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Entrada gratuita

Devido ao coronavírus, o local funciona com capacidade reduzida. Para mais informações, acesse o site da Japan House São Paulo.

Confira as mídias sociais da Japan House São Paulo:

Site: https://www.japanhousesp.com.br

Instagram: https://www.instagram.com/japanhousesp

Twitter: https://www.twitter.com/japanhousesp

YouTube: https://www.youtube.com/japanhousesp

Facebook: https://www.facebook.com/japanhousesp

LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/japanhousesp.

Sobre a Japan House São Paulo (JHSP) | A Japan House é uma iniciativa internacional com a finalidade de ampliar o conhecimento sobre a cultura japonesa da atualidade e divulgar políticas governamentais. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir suas portas, seguida pelas unidades de Londres e Los Angeles. Estabelecida como um dos principais pontos de interesse da celebrada Avenida Paulista, a JHSP destaca em sua fachada proposta pelo arquiteto Kengo Kuma, a arte japonesa do encaixe usando a madeira Hinoki. Desde 2017, a instituição promoveu mais de trinta exposições e cerca de mil eventos em áreas como arquitetura, tecnologia, gastronomia, moda e arte, para os quais recebeu mais de dois milhões de visitantes. A oferta digital da instituição foi impulsionada e diversificada durante a Pandemia de Covid-19, atingindo mais de sete milhões de pessoas em 2020. No mesmo ano, expandiu geograficamente suas atividades para outros estados brasileiros e países da América Latina. A JHSP é certificada pelo LEED na categoria Platinum, o mais alto nível de sustentabilidade de edificações e pelo Bureau Veritas com o selo SafeGuard – certificação de excelência nas medidas de segurança sanitária contra a Pandemia de Covid-19.

(Fonte: Suporte Comunicação)

Museu do Amanhã exibe exposição temporária sobre a Amazônia a partir de 17 de dezembro

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Anette Alencar/Museu do Amanhã.

A nova exposição temporária do Museu do Amanhã, Fruturos – Tempos Amazônicos, entrará em cartaz em 17 de dezembro, dia em que o equipamento cultural completa seis anos. A mostra traz, ao longo de sete áreas, a grandeza, a biodiversidade e o conhecimento presentes no maior bioma tropical do mundo. O visitante poderá se sentir parte da floresta a partir da ambientação, que trará atividades interativas, elementos que revelam a diversidade da Amazônia e a atmosfera sonora da região. Conduzida por uma narrativa temporal, a mostra, apresentada pelo Instituto Cultural Vale e apoio da Bayer por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, se conecta às vivências de milênios, séculos e décadas que coabitam a Amazônia hoje, além de destacar cenários e perspectivas de futuro.

Já na entrada, a cenografia revela a vastidão biodiversa da Amazônia. Neste setor, há silhuetas de árvores inundadas pelas cheias colocando em cena animais como uma sucuri e um pirarucu acima dos visitantes. Sons de seres aquáticos contribuem para criar a atmosfera intrigante, que se estende ao longo de toda a mostra. Outro destaque é uma folha real da árvore amazônica coccoloba, de cerca de 1,60m – uma das maiores folhas do mundo.

Após o contato inicial com plantas e animais que habitam a floresta, o visitante chegará a um ambiente inspirado em uma maloca que abriga uma série de objetos utilizados por povos indígenas. Nas paredes, placas indicam a variedade de idiomas falados na Amazônia. Uma experiência interativa composta por instrumentos indígenas com o som de cada um se elevando quando o público se aproxima.

Além de aprender um pouco mais sobre os povos indígenas, o público entrará em contato com outras comunidades que habitam a floresta: agricultores, extrativistas e ribeirinhos. No centro da sala, uma estrutura remete a uma sumaúma, considerada uma das árvores extraordinárias da Amazônia por seu gigantismo. Ao redor dela, os visitantes podem acessar um material interativo sobre as comunidades locais e ouvir relatos de seus representantes. Uma animação, distribuída em três paredes, mostra o cotidiano destas famílias.

A linha do tempo proposta discute o modelo de desenvolvimento econômico adotado nas últimas décadas, que corroborou para a destruição de parte da floresta. Um balcão sinuoso remete a um rio com três afluentes e cada um deles representa um fator que coloca em risco a preservação do bioma. Diante dele, é projetado um vídeo que aborda, entre outros temas, a expansão das pastagens e a construção de grandes obras de infraestrutura.

Para conhecer verdadeiramente a Amazônia, é necessário saber sobre a cultura local em seus mais diversos aspectos. Um dos setores traz um ambiente colorido e festivo, que remete às músicas e danças da região, bem como à culinária, à produção literária, às festividades e às indumentárias utilizadas em ocasiões especiais. O público pode aprender ainda mais a partir de um interativo sobre as manifestações culturais, brincar em pula-pulas em forma de vitória-régia e admirar três objetos expostos na sala: um pedaço da corda do Círio de Nazaré, uma veste do povo Ashaninka e uma roupa usada em apresentações de marabaixo.

Na penúltima área, vídeos são projetados com depoimentos de habitantes da região, que trazem suas perspectivas para o futuro. Elementos gráficos apontam na direção de um novo modelo econômico, com foco no potencial da bioeconomia e na associação entre os saberes tradicionais e científicos. Um exemplo desta associação aparece no Jogo do Pirarucu, uma das atrações da sala. Outro destaque é uma estrutura que remete à Torre Atto, que possui 325 metros e é utilizada para o monitoramento de dados meteorológicos, químicos e biológicos. Dentro desta estrutura há um vídeo com imagens impressionantes da mata vista do topo.

Para finalizar, uma pequena maloca convida os visitantes a participarem de uma experiência com realidade virtual: um jogo em que é preciso coletar uma série de produtos na floresta ao se tornar um avatar de um indígena.

Fruturos – Tempos Amazônicos é uma realização do Museu do Amanhã, um equipamento da Prefeitura do Rio e gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale e com apoio da Bayer, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a mostra tem parcerias de conteúdo do IPAM, AFP, Globo e Agência Sapiens.

Para mais fotos da exposição, acesse o link.

Sobre o Museu do Amanhã | O Museu do Amanhã é um museu de ciências aplicadas que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. Inaugurado em dezembro de 2015 pela Prefeitura do Rio, é um equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura que opera sob gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu já recebeu mais de 4 milhões de visitantes e conta com o Banco Santander como patrocinador master, a Shell Brasil e ArcelorMittal como mantenedoras e uma ampla rede de patrocinadores que inclui IBM, Engie, Globo e Americanas, além do apoio de B3, EMS, EY, Booking.com, Carrefour e CSN. O Museu foi originalmente concebido pela Fundação Roberto Marinho.

Sobre o IDG | O IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão é uma organização sem fins lucrativos especializada em gerir centros culturais públicos e programas ambientais e que também atua em consultorias para empresas privadas e na execução, desenvolvimento e implementação de projetos culturais e ambientais. Responde atualmente pela gestão do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Paço do Frevo, em Recife, como gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica e como realizador das ações de conservação e consolidação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Também é responsável pela implementação da museografia do Memorial do Holocausto, a ser inaugurado em 2022 no Rio de Janeiro. Saiba mais no link.

Sobre o Instituto Cultural Vale | O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Em 2021, são mais de 200 projetos criados, apoiados ou patrocinados em 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Visite o site do Instituto Cultural Vale para saber mais sobre sua atuação no site.

(Fonte: Atomicalab)

Livro conta história da pandemia de Covid-19 a partir de textos de divulgação científica

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Carolina Frandsen/Blogs da Unicamp.

Com o objetivo de registrar a história da disseminação da Covid-19 no Brasil, pesquisadores da Rede de Blogs de Ciência da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançam na quarta (15) o e-book gratuito Linha de Fundo: um giro de divulgação científica sobre a COVID-19, com textos de divulgação científica escritos de março de 2020 a abril de 2021.

A coletânea reúne 39 textos sobre temas importantes no início da pandemia, como o que é o Coronavírus e como prevenir e diagnosticar a Covid-19, até temas que se tornaram relevantes com o desenrolar da crise sanitária, como o combate à desinformação e aspectos relacionados à produção e distribuição de vacinas. Escritos por biólogos, físicos, sociólogos, jornalistas, historiadores, geneticistas e economistas, entre outros, os textos fazem parte do Especial COVID-19, mantido pelos Blogs de Ciência da Unicamp, e foram atualizados para acompanhar a evolução da pandemia.

“Tais materiais abordavam as incertezas de uma doença sobre a qual ainda se tinha pouco conhecimento e foram crescendo em quantidade conforme os leitores apresentavam suas dúvidas nos comentários e redes sociais”, comenta Erica Mariosa Moreira Carneiro, coordenadora de comunicação dos Blogs de Ciência da Unicamp e organizadora do e-book. “Ao longo de 19 meses, foram 280 textos produzidos em todas as áreas de conhecimento, 118 autores, mais de 1,5 milhão de visualizações e quase 800 comentários”.

Cada texto traz consigo um retrato do momento em que a pandemia se encontrava, com dados como a semana epidemiológica e média móvel de casos, bem como o número total de óbitos e de mortes registradas naquele dia, e um retrato atual com comentários do editor que atualiza o conteúdo a partir de dados e consensos científicos.

“Durante os meses de pandemia vimos uma avalanche de informações sobre um único vírus e uma única doença como nunca antes. Em poucas semanas e meses, pesquisas foram desbancadas, artigos refutados e novos conhecimentos apareceram em diversos pontos do mundo. Com isso, vimos a necessidade de criar pequenas notas ao longo dos textos, comentando sobre informações antigas e trazendo o consenso científico atual sobre algumas questões”, comenta Maurílio Bonora Junior, imunologista e organizador do e-book.

Além do arquivo em PDF para download, o e-book poderá ser acessado pelo site “Linha de Fundo”, onde está disponível uma linha do tempo com o contexto epidemiológico brasileiro no momento em que os textos selecionados foram escritos. As artes desenvolvidas para o projeto têm como principal objetivo promover a acessibilidade e a didática ao conteúdo produzido pelos cientistas, e foram projetadas pela bióloga, ilustradora e coordenadora de arte do Blogs de Ciência da Unicamp, Carolina Frandsen Costa.

“Pensamos na leitura deste livro de duas formas igualmente lineares: a primeira, a partir de temáticas que foram se organizando e iniciam no primeiro capítulo e se findam no último. A segunda, seguindo a linha do tempo e entendendo de que forma os textos foram sendo pensados conforme a doença avançava. Para isso, a linha do tempo vai apresentando os capítulos um a um, de acordo com a semana epidemiológica da doença, no Brasil”, comenta Ana Arnt, coordenadora responsável dos Blogs de Ciência da Unicamp e organizadora do e-book.

Acesse o livro aqui (link leva para Google Drive do projeto).

(Fonte: Agência Bori)

Estudo mostra falta de transparência em quase metade dos dados para acompanhamento das ações do Ministério do Meio Ambiente

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Zack/MMA.

Uma das maneiras dos cidadãos acompanharem e fiscalizarem a execução de políticas públicas ambientais brasileiras é por meio da divulgação de informações e dados públicos de forma transparente pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), órgão responsável por elaborá-las. No entanto, estudo divulgado nesta quarta (15) mostra que quase a metade (47%) das informações desejáveis para monitoramento das ações da pasta apresenta algum grau de incompletude e/ou estão indisponíveis. A pesquisa foi realizada pela Achados e Pedidos – iniciativa da agência de dados Fiquem Sabendo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Transparência Brasil, e contou com financiamento da Fundação Ford.

Para avaliar a disponibilidade e a qualidade dos dados, que permitiriam ainda o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, foram considerados o site institucional do MMA, o Portal da Transparência e o Portal Brasileiro de Dados Abertos. Em alguns casos, recorreu-se a outros sistemas, como Consulta MMA, Painel de Informação de Colegiados (PIC) e Dados Abertos Ambientais.

No total, foram analisados 55 itens, divididos em dois grupos: Transparência ativa e Competências da pasta. No primeiro grupo, foram considerados 31 itens que se referem a dados institucionais e informações disponibilizadas pelo órgão, como ações e programas desenvolvidos, relatórios de gestão, certificados de auditoria e execução orçamentária e financeira. Já o segundo grupo incluiu 24 itens que dizem respeito ao conjunto de atribuições e responsabilidades do MMA ligados diretamente às políticas públicas ambientais, como indicadores ambientais nacionais e dados de recuperação e redução da degradação da vegetação nativa nos biomas.

Também foi objeto de análise o Plano de Dados Abertos (PDA) do MMA, que é um instrumento de planejamento, coordenação e disseminação de informações. Cada um dos 55 itens foi avaliado quanto à sua disponibilidade, link de acesso, formato do arquivo, data da última atualização e situação (satisfatório, incompleto, inconsistente, indisponível). Toda a análise foi feita entre os dias 28 e 29 de outubro de 2021.

Os resultados revelaram que, embora o MMA atenda parcialmente às exigências de transparência institucional – dos 31 itens analisados, 23 estavam satisfatórios em relação à disponibilidade, formato e atualização dos dados –, o mesmo não se verifica em relação aos assuntos de sua competência específica, ou seja, as políticas públicas ambientais. Dos 24 itens considerados nessa esfera, seis estavam satisfatórios, 15 incompletos e 3 indisponíveis.

O pior desempenho foi em relação a políticas e programas ambientais para a Amazônia. Não foram encontrados dados sobre o Programa Áreas Protegidas da Amazônia e as informações estavam incompletas para os itens Prevenção e controle do desmatamento ilegal, dos incêndios florestais e das queimadas e Redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.

“Isso confirma uma tendência que já vínhamos percebendo sobre a transparência governamental. É o que chamamos de opacidade de dados, relacionada à não continuidade na produção de determinados indicadores, existência de defasagens e dificuldade em encontrar as informações”, diz a pesquisadora e jornalista Jéssica Botelho, da Fiquem Sabendo, que foi a responsável pela avaliação dos dados e redação do relatório.

Ela acrescenta que, em relação ao meio ambiente, além da Lei de Acesso à Informação, há a Lei da Transparência Ambiental, com toda uma regulamentação sobre como devem ser publicados e divulgados os dados socioambientais. “Percebemos que está havendo uma violação dessa lei para dizer o mínimo.”

De acordo com a pesquisadora, “se o principal órgão do país ligado à questão ambiental está descumprindo a lei, órgãos vinculados ao MMA, como o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da  Biodiversidade], provavelmente também estão cometendo deslizes na divulgação de dados e na transparência”. Outros estudos da Achados e Pedidos, como “Transparência Inativa: a opacidade da Funai” e “Área Socioambiental: Império da Opacidade” já apontavam nesse sentido.

Em relação ao Plano de Dados Abertos, Jéssica conta que foram encontrados os mesmos problemas: dados defasados, descontinuados e pulverizados em releases, o que dificulta recuperar a informação e elaborar uma série histórica, por exemplo. “Tudo isso gera dificuldades para a sociedade avaliar a gestão pública. Podemos dizer que, no geral, a transparência está comprometida”.

(Fonte: Agência Bori)