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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Museu de Arte Sacra recebe lançamento do livro “A saga desconhecida do Sudário de Cristo e de sua Igreja”

São Paulo, por Kleber Patricio

O Museu de Arte Sacra de São Paulo recebe, em parceria com a editora Lumen et Virtus, para o lançamento do livro de autoria do Prof. Dr. Jack Brandão “A saga desconhecida do Sudário de Cristo e de sua Igreja”. A publicação é o resultado, em forma de romance, de mais de três décadas de pesquisa sobre um dos temas mais estudados no mundo durante o sec. XX – o Santo Sudário de Turim – realizado por um dos mais reconhecidos pesquisadores sobre o tema no hemisfério Sul. Nele, o Prof. Jack Brandão relata resultados advindos de uma pesquisa executada por meio de “uma arqueologia não só do objeto em si, como também da Igreja que se forma por meio dos apóstolos e de seus sucessores.

Discorrer sobre o Santo Sudário é adentrar em um terreno pantanoso, repleto de narrativas fantásticas muitas das quais propagadas por pessoas piedosas que sequer as haviam vivenciado, mas que escutaram de alguém aquilo que receberam de um outro que, por sua vez, ouviu de um terceiro. Tal fissura só foi possível devido à ausência de registros seguros tanto nos Evangelhos – os quais nos legaram pouquíssimas informações a esse respeito ou para centrar-se no essencial, a ressurreição do Senhor ou para não ter de reproduzir e propagar um ato banal no seio daquela sociedade –, quanto na história dita oficial, muitas vezes também preocupada com o incomum e o diverso.

Apresenta-se, de maneira verossimilhante, a possível origem do tecido – desde a plantação do linho no Egito, sua manufatura nos teares sírios até sua chegada à Jerusalém –, os meios empregados para salvaguardá-lo e protegê-lo dos inimigos da fé, bem como sua elevação a objeto científico a partir da fotografia de Pio Secondo, em 1898. Utilizando-se o tecido de linho como personagem principal de sua saga, teremos não só uma viagem pela história do Santo Sudário, como também pelo surgimento e desenvolvimento da Igreja, sua história, seus anseios e seus conflitos no interior do Império Romano e Persa”.

Livro “A saga desconhecida do Sudário de Cristo e de sua Igreja”

Autor: Jack Brandão

Editora: Lumen et Virtus

Número de páginas: 260

Dimensões: 14 x 21 cm

Data: 19 de fevereiro de 2022 – sábado – às 11h

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo | MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo/SP (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Estacionamento gratuito/alternativa de acesso: Rua Jorge Miranda, 43 (sujeito à lotação)

Tel.: (11) 3326-5393 (informações adicionais).

(Fonte: Balady Comunicação)

Centro de Referência da Dança de São Paulo recebe espetáculo “Café” da Companhia dos Solilóquios

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rayssa Zago.

Nos dias 18 e 19 de fevereiro de 2022 (sexta-feira e sábado), às 19h, a Companhia dos Solilóquios realiza apresentações presenciais gratuitas do espetáculo “Café” no CRD – Centro de Referência da Dança, que fica Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/nº, Praça Ramos de Azevedo, no Centro Histórico de São Paulo/SP.

Com direção e dramaturgia de Bruna Vilaça, atuações de Barroso e Weslley Nascimento, o espetáculo foi criado a partir de um poema escrito pelo dramaturgo Herácliton Caleb e retrata de forma sensível e poética a história de um romance que se transforma ao longo da vida.

A obra adentra a vida de dois rapazes que vivenciam uma trajetória romântica permeada somente por assuntos sobre café. Conflitos, inseguranças, paixões, fantasias, um misto de sensações que permeiam a vida de uma pessoa desde o período da juventude até a fase adulta.

O espetáculo traz uma encenação que transpassa o convencional teatro realista, misturando linguagens como artes plásticas, dança-teatro e musicalidades, facilitando a aproximação e a conexão entre a obra e o público. “Neste momento em que as apresentações começam a voltar ao formato presencial, propomos um encontro afetivo. Queremos que essa história de amor e seus ritos de passagem cheguem até as pessoas levando sabor e energia, assim como um bom café”, comenta o grupo.

Idealizada em 2018, a Companhia dos Solilóquios tem como proposta a montagem de obras inéditas, propagando dramaturgias exclusivamente brasileiras e de novos formatos cênicos que possuam um grande poder de comunicação com o público, partindo sempre das temáticas sociais inerentes ao tempo presente.

A estreia de “Café” aconteceu no Centro Cultural São Paulo em 2019, onde realizou uma temporada de grande sucesso de público e mídia. E já passou por espaços emblemáticos como SP Escola de Teatro, SESC 24 de Maio, Programa Biblioteca Viva, Centro Cultural da Diversidade, #EmCasacomSesc, Casa de Cultura Vila Guilherme – Casarão e SESC Rio Preto,  entre outros.

Em 2021, o grupo estreou o espetáculo “Doa-se um sofá verde menta” no Centro Cultural da Diversidade e realizou a “Ocupação Fragmentos de Nós Dois” no Centro Cultural São Paulo voltada ao público jovem, com diversas atividades artísticas como oficina e sarau. Em tom celebrativo, a ocupação também contou com as primeiras exibições do corte atual do longa-metragem “Fragmentos de nós dois”, que leva simbolicamente para o universo do audiovisual, as histórias de amores e desamores de jovens do Brasil.

Mais informações em www.facebook.com/ciadossoliloquios ou @ciadossoliloquios.

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Bruna Vilaça | Poema: “Café”, de Herácliton Caleb | Elenco: Barroso e Weslley Nascimento | Concepção de Cenário e Figurino: Weslley Nascimento | Execução de figurino: Luciana Albuquerque | Cenotécnico: Ivanildo Alceu | Desenho de luz: Rafael Araújo | Operação de Luz: Andreza Dias | Trilha sonora e operação de sonoplastia: Henrique Berrocal | Produção: Jean Salustiano | Assessoria de imprensa: Luciana Gandelini | Assistente de produção: Bruna Vilaça.

Serviço:

Espetáculo “Café” com a Companhia dos Solilóquios

Duração: 60 minutos

Drama, teatro, narratividade

Classificação: 14 anos

Quando: 18 e 19 de fevereiro de 2022 (sexta-feira e sábado)

Horário: 19h00

Formato presencial

Gratuito – retirar ingressos com 1 hora de antecedência

Onde: CRD – Centro de Referência da Dança

Endereço: Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá s/nº, Praça Ramos de Azevedo – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo/SP

Telefone: (11) 3214-3249.

(Fonte: Luciana Gandelini Assessoria de Imprensa)

Consumo de alimentos ultraprocessados aumenta a pegada hídrica da dieta brasileira

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A adição de ultraprocessados à dieta resulta em aumento da pegada hídrica – ou seja, um maior uso de água para a produção e o consumo de alimentos e, portanto, um maior impacto ambiental. Este é o resultado de uma análise feita por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Deakin, na Austrália, publicada na “Revista de Saúde Pública” na sexta (18).

O estudo analisou dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos de 2008 e 2009. Esse inquérito reúne informações sobre a alimentação de mais de 30 mil brasileiros com idade igual ou superior a dez anos. As pegadas ambientais foram calculadas com base nos coeficientes de emissão de gases do efeito estufa e de uso de água para produzir cada alimento e preparação culinária consumidos no Brasil.

A metodologia levou em conta a classificação NOVA de alimentos, que os divide em quatro categorias, de acordo com o seu grau de processamento: alimentos in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários, alimentos processados e alimentos ultraprocessados. A ideia era verificar os impactos ambientais causados por este último grupo. “As análises mostraram que o consumo de ultraprocessados na dieta brasileira aumentou significativamente a pegada de carbono e hídrica da dieta dos brasileiros. Esse aumento, no entanto, permaneceu significativo somente para a pegada hídrica depois que os modelos foram ajustados para variáveis como sexo, renda e escolaridade”, diz Josefa Garzillo, uma das autoras do estudo.

A pesquisa indicou, ainda, que os alimentos ultraprocessados aumentam a pegada hídrica da dieta por aumentarem, também, a ingestão diária de calorias – ou seja, a quantidade total de alimento consumido ao longo do dia. “Esta é a primeira vez que um estudo nacional avalia o impacto do consumo de alimentos ultraprocessados nas pegadas ambientais da dieta”, afirma Carlos Monteiro, autor sênior do estudo. “A pegada hídrica aumentou 10% entre os grupos com menor e maior consumo de alimentos ultraprocessados.”

A evidência traz à tona um impacto antes desconhecido dos alimentos ultraprocessados, registrando consequências ambientais do consumo desse tipo de alimento – que se somam às já conhecidas consequências para a saúde pública, como aumento do risco de desenvolvimento de obesidade e doenças crônicas relacionadas. O estudo reforça, portanto, a recomendação do Guia Alimentar para a População Brasileira de basear a alimentação e ingredientes in natura ou minimamente processados para compor uma dieta saudável e sustentável e evitar alimentos ultraprocessados.

(Fonte: Agência Bori)

Polo Teatro apresenta “O sítio do Pica-Pau Amarelo em: O Circo de Cavalinhos” no domingo (20)

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Crédito da foto: Cia. de Teatro Arte & Manhas.

O Polo Teatro, projeto cultural do Polo Shopping Indaiatuba, irá exibir no domingo (20) a peça “O Sítio do Pica-Pau Amarelo em: O Circo de Cavalinhos” em duas apresentações: às 15h e às 17h. A peça é uma adaptação da Cia. Arte & Manhas com inspiração na obra de Monteiro Lobato, um dos maiores autores da literatura infantil nacional. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes de cada sessão, respeitando a ordem de chegada e a capacidade da sala.

“O Circo de Cavalinhos”, publicado originalmente em 1921, conta a história da boneca de pano Emília, que resolve ter no Sítio um “Círculo de Escavalinhos”. A ajuda dos amigos do Sítio, Pedrinho, Narizinho, Visconde, Tia Nastácia e, claro, Dona Benta, é fundamental para este sonho se tornar realidade.

Um espetáculo para todas as idades e gerações, que conta com trilha sonora composta especialmente para a montagem, figurinos e cenários artesanais, além da magia vibrante deste grande texto do universo infantil brasileiro.

O Polo Teatro, único projeto de teatro infantil gratuito de Indaiatuba e entorno, a partir de 2022 acontecerá em sessões bimestrais no Topázio Cinemas, sempre no terceiro domingo do mês, em duas sessões com capacidade limitada.

Serviço:

Polo Teatro

Quando: 20 de fevereiro, domingo

Onde: Topázio Cinemas

Espetáculo: “O sítio do Pica-Pau Amarelo em: O Circo de Cavalinhos”

Horários: 15h e 17h

Ingresso: Entrada gratuita, mediante ingresso retirado na bilheteria do Topázio Cinemas do Polo Shopping, 1 hora antes da apresentação.

(Fonte: Alfapress)

O ‘pacote do veneno’ afeta bem mais do que a sua alface

Brasil, por Kleber Patricio

Foto: Nick Fewings/Unsplash.

Há tempos temos nos afastado, cada vez mais, da forma como nossos alimentos são elaborados — a carne crua na bandeja de isopor esconde sua relação com o boi; o leite na caixinha não parece guardar qualquer vínculo com o animal do qual se origina. Com os vegetais não é diferente: sabemos que eles vêm da terra, é claro, mas não temos a real noção sobre como foram produzidos, sobre quais e quantos produtos químicos foram aplicados para possibilitar seu cultivo. O imaginário de que a nossa alface é produzida por uma família feliz, que vive da terra, corresponde cada vez menos à realidade. E toda essa situação, infelizmente, tende a piorar.

Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei ​​6.299/2002, conhecido como “pacote do veneno”. O texto, que tramita há 20 anos no Congresso Nacional, foi aprovado em regime de urgência – e, agora, segue para o Senado. É inegável que uma lei que regule o uso de agrotóxicos no campo é necessária, mas, definitivamente, não essa. O mundo inteiro está em busca de alimentos menos – e não mais – dependentes de agrotóxicos.

O pacote do veneno tem um objetivo: facilitar a aprovação de agrotóxicos, tornando-a mais rápida e menos criteriosa. Para isso, tira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o poder de decisão sobre o registro de agrotóxicos, deixando a palavra final apenas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Sim – quem quer usar agrotóxicos se torna o único responsável pela liberação.

Além disso, o texto estabelece prazos irreais para forçar a aprovação de venenos, conferindo um registro temporário para todo produto que não for analisado no ínfimo período de dois anos – desde que o veneno seja reconhecido por ao menos três países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da qual o Brasil não faz parte. E a cereja do bolo: a mudança do termo “agrotóxico” para “pesticida”.

Não há dúvidas sobre o resultado de uma política como essa. Cerca de 30% dos agrotóxicos aprovados no Brasil nos últimos cinco anos são proibidos na União Europeia. Em 2015, por exemplo, o glifosato foi considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Câncer e está na base das nossas lavouras de soja.

O argumento de que facilitar a liberação de agrotóxicos favorece o avanço da produção reflete a apologia de um modelo que se revelou insustentável, ameaçador e concentrador. É verdade que o sistema agroalimentar mundial conseguiu reduzir a fome desde os anos 1960, por meio da Revolução Verde, que permitiu a ampliação espetacular das safras de trigo e arroz na Índia, no México, e de soja, na América Latina.

Essa conquista, no entanto, foi alcançada por meio da extinção em massa da agrobiodiversidade, substituída por culturas simplificadas, homogêneas, dependentes de poucas variedades e apoiadas pelo uso crescente de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Nesse modelo, a palavra de ordem é invariável: mais do mesmo, com cada vez mais veneno.

Mais do que causar a erosão da biodiversidade do planeta, a concentração produtiva é um fator de risco global crescente: quanto mais venenos nas lavouras, mais emergem fungos, ervas e insetos resistentes a venenos, num círculo vicioso que o mundo quer – e precisa – interromper. Não é por outra razão que a União Europeia está fazendo da agroecologia um objetivo estratégico de sua organização agroalimentar e que a China igualmente decidiu reduzir (e não ampliar) o uso de agrotóxicos.

Os impactos nocivos desse sistema alimentar não se restringem ao meio ambiente: chegam à sociedade como um todo. Nas periferias, é cada vez mais comum o consumo de alimentos ultraprocessados – nutricionalmente pobres, produzidos à base de commodities e responsáveis pela alta prevalência de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, entre outras. Hoje, já existem evidências de que agrotóxicos também estão presentes em ultraprocessados, mesmo naqueles com forte apelo infantil.

O maior desafio de nossa agropecuária é promover a transição para formas de produção que se apoiem no conhecimento e não na destruição da biodiversidade. Não é aprovando mais agrotóxicos que teremos um sistema alimentar justo e sustentável, mas fazendo valer políticas públicas importantes, como os conselhos de segurança alimentar e nutricional ou o Programa Nacional de Alimentação Escolar, e até criando políticas que beneficiem a agricultura familiar, o emprego de mais trabalhadores, a produção descentralizada e agrobiodiversa, a distribuição eficaz de alimentos. Apoiar o pacote do veneno é fomentar um sistema falido, nocivo e insustentável, e que serve apenas ao lucro de poucos.

Sobre os autores:
Paola Carosella é cozinheira e defensora da comida de verdade.

Patrícia Jaime é vice-coordenadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP) e professora da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Ricardo Abramovay é professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP.
(Fonte: Agência Bori)