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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Centro Cultural São Paulo apresenta Gian Correa e Os Chorões Alterados

São Paulo, por Kleber Patricio

Os Chorões Alterados. Foto: Thamires Mulatinho.

Gian Correa e Os Chorões Alterados lançam o disco “O Abismo da Prata” em show no Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho, na terça-feira, 19 de abril, às 20h, com ingressos gratuitos.

O violonista 7 cordas, compositor e arranjador Gian Correa, a quem Mestre Guinga é enfático nos elogios, tem seu olhar particular  sobre o histórico gênero do choro. Tem uma abordagem em que utiliza novos elementos musicais e, ao mesmo tempo, mantém o verdadeiro fundamento da música brasileira.

Gian Correa, para atingir perfeição sonora e o requinte pretendidos, estará cercado de músicos de destaque com os quais tem afinidade musical, como Cainã Cavalcante no violão de 6 cordas, Enrique Menezes nas flautas, Henrique Araújo ao cavaquinho, bandolim e violão tenor e Rafael Toledo na percussão.

Nas duas noites do show de lançamento do álbum “O Abismo da Prata”, o público poderá se encantar com as obras inéditas de Gian Correa: “Nua e Crua”, “Não se Entrega”, “O Diplomado da Corte”, “Suor por Matéria”, “Notas Amargas”, “Lampejo de Consciência”, “Vida que Segue” e “Esperançar”. Essas músicas tornam-se um libelo sobre a iniquidade social e, ao fazer abrir olhos, questiona como reformar essa injustiça.

As músicas e poemas de Gian Correa adornadas pelos murais de Apolo Torres – união de duas artes, estão expostas em muros dos bairros da Mooca, Sta. Efigênia , Vila Madalena, Bixiga, Sumaré, Grajaú e Casa Verde, locais mais importantes do choro paulistano. E podem ser captadas pelo QR Code.

Ficha Técnica do Show

Gian Correa: Violão 7 Cordas

Cainã Cavalcante: Violão 6 Cordas

Enrique Menezes: Flautas

Henrique Araújo: Cavaquinho, Bandolim, Violão Tenor e Tamborim

Rafael Toledo: Panderia, Pandeiro, Adufe, Caixa, Caixeta, Reco-Reco, Pratos

Gian Correa e os Chorões Alterados

Roda de Choro: Show do álbum “O Abismo da Prata”

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho

Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 33974002

Capacidade: 321 lugares

Terça-feira, 19 de abril, às 20h

Duração: 60 minutos aproximadamente

Ingressos: grátis (retirar 1h antes do início do espetáculo mediante apresentação do comprovante de vacinação contra Covid-19)

As portas são abertas para o público 15 minutos antes do início do show

Classificação etária: livre

Acesso para deficientes físicos

Este projeto foi contemplado pela 5ª Edição do Edital de Apoio a Música para a cidade de São Paulo — Secretaria Municipal de Cultura

Nua e Crua: https://www.youtube.com/watch?v=n-CqvOjrjy0&list=OLAK5uy_k2YXSQ7M5yMI7YS3Mv0lhm0OnI00MhvKo&index=1rata.

Acompanhe Gian Correa nas redes:

https://www.giancorrea.com.br/oabismodaprata

https://www.youtube.com/channel/UCaKHKUhrqrs-vAlcAgATUZA

https://www.facebook.com/7giancorrea

https://www.instagram.com/gian_correa/

CD “O Abismo da Prata”

“O Abismo da Prata” nasceu da parceria entre Gian Correa e o artista plástico Apolo Torres. O projeto, que aborda temas sociais, tem como maneira de expressão o diálogo entre duas artes: o grafite e o choro. Para cada uma das 8 composições de Gian Correa, um muro foi pintado na cidade de São Paulo por Apolo. Através do QR Code presente em cada muro é possível se apreciar a pintura mural e a respectiva música simultaneamente.

A música diz respeito ao olhar de Gian Correa sobre o choro contemporâneo, este gênero centenário que nas mãos de Gian toma nova forma, com uma sonoridade fresca que flerta com elementos musicais atuais, mas não deixa de lado os fundamentos da música brasileira.

Para este álbum, Gian contou com alguns dos maiores representantes em seus instrumentos da cena musical paulistana: Cainã Cavalcante no violão de 6 cordas, Enrique Menezes nas flautas, Henrique Araújo ao cavaquinho, bandolim e violão tenor, e Rafael Toledo na percussão. O trabalho conta ainda com participações especiais de Juliana Amaral (voz), Renato Braz (voz) e Shai Maestro/NY (piano Rhodes).

Neste disco, Gian Correa traz a expressão sonora da indignação a uma lógica sistêmica de opressão e abuso. O foco é a denúncia das injustiças sociais. Cada faixa, ainda, é acompanhada por um painel de Apolo Torres que traz, em si, a tradução, em imagem, do mesmo conceito. Cada painel é pintado em um ponto da cidade de São Paulo de grande importância para o choro.

1 – “Nua e Crua” | Avenida Paes de Barros, 955, Bairro da Mooca | Homenagem ao Clube do Choro de São Paulo

2 – “Não Se Entrega” | Rua General Osório 46, Bairro Sta. Efigênia | Homenagem à tradicional roda de choro A Loja Contemporânea

3 – “O Diplomado da Corte” | Rua Belmiro Braga, 16, Bairro Vila Madalena | Homenagem ao Bar do Cidão

4 – “Suor Por Matéria” | Rua 13 de Maio, 749, Bairro Bixiga | Homenagem ao bar Villagio Café

5 – “Notas Amargas” | Rua Capital Federal, 30, Bairro Sumaré | Homenagem à Roda de Choro do Silvinho, Bar do Bacalhau, Escola de Choro de SP e Rádio Tupi

6 – “Lampejo de Consciência” | Rua Simpatia, 159, Bairro Vila Madalena | Homenagem ao Bar Ó Do Borogodó

7 – “Vida Que Segue” | Rua Jequirituba, 566, Bairro Grajaú | Homenagem ao luthier de instrumentos de choro Agnaldo Luz

8 – “Esperançar” | Av. Baruel, 259, Bairro Casa Verde | Homenagem à roda de choro do luthier Manoel Andrade

Todos os murais foram pintados por Apolo Torres entre março de 2020 e fevereiro de 2021.

Poema e letra de “Esperançar” por Renato Frei

Ficha Técnica

Os Chorões Alterados

Gian Correa: Violão 7 Cordas

Cainã Cavalcante: Violão 6 Cordas

Enrique Menezes: Flautas

Henrique Araújo: Cavaquinho, Bandolim, Violão Tenor e Tamborim

Rafael Toledo: Panderia, Pandeiro, Adufe, Caixa, Caixeta, Reco-Reco, Pratos

Músicos convidados:

Juliana Amaral Voz [faixa 8]

Renato Braz Voz [faixa 8]

Shai Maestro Piano Rhodes [faixa 4]

Produzido por Gian Correa

Gravação Thiago Big Rabello no estúdio Da Pá Virada

Assistente de gravação: Frederico Pacheco

Mixagem: Gian Correa no estúdio Usina Telecoteco

Masterização: Rodrigo Castro Lopes

Gravado 25 e 26 de novembro de 2020

Lançamento pelo selo Anzic Records, New York

Produção Executiva | Giovani Correa

Projeto | Enrique Menezes

Apoio | Usina Telecoteco

Shai Maestro gravado por ele mesmo

Renato Braz gravado por Mário Gil no estúdio Dancape

Juliana Amaral gravada por Gian Correa no estúdio Usina Telecoteco

Gian Correa usa violões Agnaldo Luz e cordas DÁddario

Ilustrações do CD | Apolo Torres

Design da Arte do CD | Maria Birba

Textos e poemas do Encarte | Renato Frei

Fotos | Thamires Mulatinho

Todas as composições e arranjos são de autoria de Gian Correa.

(Fonte: Graciela Binaghi)

Museu da PUCRS inaugura exposição sobre mudanças climáticas

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Fotos: Jonathan Heckler.

O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS lançou um novo espaço, dedicado a debater o avanço e os impactos das mudanças climáticas no mundo. A exposição “Mudanças Climáticas e Tecnologia” conta com 14 experiências e será acessível, com recursos de audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras). A exposição será permanente no Museu e está aberta à visitação, em Porto Alegre.

A mostra foi desenvolvida a partir de pesquisas e ações realizadas em parceria entre o Museu de Ciências e Tecnologia e o Instituto do Petróleo e Recursos Naturais (IPR), estruturas ligadas a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da PUCRS. O projeto possui financiamento da Global CCS Institute e da Carbon Sequestration Leadership Forum, empresas líderes mundiais na implantação da captura e armazenamento de carbono, uma tecnologia vital para combater as mudanças climáticas.

De acordo com o professor e pesquisador do IPR Rodrigo Sebastian Iglesias, responsável pela conquista do financiamento internacional da exposição, os impactos para a sociedade já estão sendo sentidos e serão ainda piores se não houver um esforço contínuo global.

Iglesias explica que eventos climáticos extremos, como ondas de calor, tempestades, inundações e incêndios florestais, serão cada mais frequentes. Em março deste ano, por exemplo, o professor destacou as ondas de calor extraordinárias que registraram temperaturas de 40°C na Antártica e 30°C no Ártico. “A influência do homem no aquecimento da atmosfera e dos oceanos é cada vez mais evidente. Por isso, é fundamental entendermos qual o papel da sociedade no sistema climático da Terra, reconhecendo a importância do carbono como fonte de energia e o protagonismo das tecnologias no combate desta crise”, destaca o docente.

Experiências interativas 

As experiências permitem a interação do público, proporcionando diferentes perspectivas e sensações. Entre elas está o experimento “Ciclos de Milankovitch”, que apresenta a principal causa natural de mudanças climáticas. Por meio de um simulador, a experiência permite ao visitante visualizar os movimentos terrestres e verificar sua relação com a variação da incidência dos raios solares – e, consequentemente, da temperatura – sobre nosso planeta.

Já o experimento “Efeito Estufa” ocorre dentro de uma cabine fechada e promove uma interação sensorial. Na cabine, a temperatura ambiente é quatro graus Celsius maior que a temperatura externa. Esses quatro graus de diferença são suficientes para o visitante “sentir na pele” como será a temperatura média na Terra ao final deste século caso não se busquem alternativas para mitigar a emissão de gases de efeito estufa.

A exposição está dividida em cinco eixos que debatem diferentes aspectos das mudanças climáticas: interferência humana, catástrofes ambientais, a importância do carbono como fonte de energia, as tecnologias limpas de carbono contra a crise climática e o futuro que você espera ainda pode ser o futuro que espera você.

Para a professora e coordenadora de ações educacionais do MCT Renata Medina, o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS tem o compromisso em manter o seu público visitante informado sobre as questões mais relevantes em ciências. “Por se tratar de uma questão de grande urgência para a manutenção da qualidade de vida de todas as espécies do nosso planeta, uma exposição interativa que proporcione ao visitante uma imersão sobre o assunto se mostra de grande significância para a nossa sociedade”, aponta a professora Renata.

Uma exposição sustentável

A exposição “Mudanças Climáticas e Tecnologia” foi produzida a partir de alternativas para minimizar impactos ambientais, utilizando-se de materiais como Drywall, MDF, iluminação com tecnologia LED e tintas à base d’água.

Considerada uma tecnologia limpa, o Drywall (gesso acartonado) consiste em estruturas pré-fabricadas feitas com aço e placas de gesso que podem ser recicladas em novos produtos com o objetivo de reduzir o desperdício e melhorar a condição do solo. Já o MDF mistura fibras de madeira prensada de eucalipto ou pinus reflorestados. Suas sobras são trituradas e transformadas em novas chapas do material.

A iluminação com tecnologia LED utiliza 82% menos energia elétrica que uma lâmpada incandescente comum, com durabilidade média de 50 mil horas e reciclabilidade de 95% dos seus componentes. E as tintas à base d’água têm impacto 90% menor nas emissões de compostos orgânicos voláteis (COVs), bem como de gases de efeito estufa.

Além disso, a parceria estabelecida com pesquisadores do Instituto do Petróleo e Recursos Naturais da PUCRS possibilitou a capacitação da equipe do Museu – especialmente daqueles que dialogam diretamente com o público visitante – a respeito do tema sustentabilidade, o que, além de reforçar o papel do MCT como museu universitário, cria possibilidades efetivas de difusão de ideias baseadas em ações sustentáveis.

(Fonte: Assessoria de Comunicação | PUC-RS)

Teatro Municipal de Sorocaba recebe espetáculo “Forró de Piano”, de André Marques

Sorocaba, por Kleber Patricio

Foto: Dani Gurgel.

Na próxima sexta-feira, 22 de abril, às 20h30, André Marques apresenta “Forró de Piano” no Teatro Municipal de Sorocaba com entrada gratuita (retirada dos ingressos na bilheteria do Teatro a partir das 19h30 no dia da apresentação). No repertório, obras de André, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, entre outros.

Em seus 25 anos de carreira, André Marques sempre se dedicou à pesquisa dos ritmos brasileiros. Seja ao lado de Hermeto Pascoal (com quem toca desde 1994) ou à frente de seus grupos Trio Curupira e Vintena Brasileira, André faz um trabalho de investigação que resultou, ao lado dos músicos de seu sexteto, no método “Linguagem rítmica e melódica dos ritmos brasileiros”.

Incentivado por todo esse trabalho, André Marques idealizou o CD e show “Forró de Piano”, adaptando a linguagem de um de seus ritmos favoritos para o piano solo, com releituras mais contemporâneas, mas sem perder a essência da linguagem do Forró.

O repertório é formado por clássicos do gênero, como “Eu só quero um xodó” (Dominguinhos/Anastácia), “O canto da ema” (Ayres Viana/Alventino Cavalcanti/João do Vale), “Qui nem jiló” (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira), “Sabiá” (Luiz Gonzaga/Zé Dantas) e Acauã (Zé Dantas); alguns mais contemporâneos, como “Lôro” (Egberto Gismonti), “Escuta meu piano” (Hermeto Pascoal) e “Festa em Olinda” (Toninho Horta), mais as autorais “Forrozinho nº 1” e “Forrozinho nº 3”.

Com esse show, André Marques volta a se apresentar sozinho ao piano, o que não fazia desde 2009, quando lançou seu primeiro CD de piano solo, chamado “Solo”.

(Fonte: MdA International)

‘Evento das Anas’ leva estilo Harley-Davidson a hotel em Caldas Novas (GO)

Caldas Novas, por Kleber Patricio

Ana Sofia e Ana Pimenta – Viagem de HD. Foto: Divulgação/ Grupo diRoma – Cacau 3 Comunicação.

Um final de semana reservado para passeios de Harley-Davison, treinamentos e muito lazer envolvendo as famosas águas termais de Caldas Novas é a proposta do Evento das Anas, que começa no dia 21 e vai até 24 de abril no hotel Thermas diRoma, em Caldas Novas, estado de Goiás. A empreitada parte de Ana Pimenta e Ana Sofia, duas empresárias que investem parte do tempo, paralelamente como sócias, em negócios dentro de um universo que quem é fã conhece muito bem: Harley-Davidson.

O Evento das Anas tem sua primeira edição após um hiato de mais de dois anos, quando as sócias deixaram de promover eventos presenciais envolvendo viagens e atividades motociclísticas, o que justifica a ideia de reunir os participantes em um hotel amplo, repleto de verde, com parque de piscinas termais e outras atrações pra lazer e relaxamento.

A programação no hotel Thermas diRoma conta com palestras, pool party, treino de moto habilidade, festa temática, jantares e almoços especiais que prometem mesa farta e, claro, um desfile de moto por Caldas Novas, um encerramento desejado para os amantes do motociclismo.

A programação completa e as informações para reserva no evento são disponibilizadas em perfil no Instagram @eventodasanas ou no site www.eventodasanas.com.br. Para contato diretamente com o departamento de reservas, www.diroma.com.br – 0800-648-9800/ (64) 3455-9393.

Sobre os projetos de Ana Pimenta e Ana Sofia | Em 2018, Ana Pimenta e Ana Sofia partiram do Brasil rumo à cidade-sede da marca norte americana de motos de luxo no projeto “The Ride 115”. De maio até a chegada em Milwaukee no final de agosto daquele ano foram mais de 28 mil km para enfim festejar os 115 anos da icônica marca Harley-Davidson, que transformou as duas amigas em parceiras de aventuras na estrada tendo percorrido juntas outros milhares de quilômetros dentro e fora do Brasil e mais que isso: as uniu em projetos envolvendo o estilo de vida motociclístico como sócias. As ‘Anas’ planejam outras edições de eventos como esse, assim como pretendem dar continuidade ao modelo do The Ride 115 com novas conquistas sob duas rodas.

(Fonte: Cacau 3 Comunicação)

Theatro São Pedro apresenta “Os Capuletos e Os Montéquios”, de Vincenzo Bellini

São Paulo, por Kleber Patricio

Carla Cottini (Giulietta) e Denise de Freitas (Romeo). Foto: Heloisa Bortz.

A montagem inédita de “Os Capuletos e os Montéquios”, ópera de Vincenzo Bellini, chega em abril ao palco do Theatro São Pedro. Com libreto de Felice Romani, a ópera não se baseia no famoso texto de Shakespeare, mas em uma fonte italiana da história, uma peça teatral de Luigi Scevola escrita em 1818. Estreada em 1830, no Teatro La Fenice, de Veneza, a obra é um dos maiores sucessos do compositor e tem como particularidade o fato de os dois protagonistas serem interpretados por mulheres: Giulietta por uma soprano, e Romeo por uma mezzo-soprano. Vincenzo Bellini (1801- 1835), conhecido por suas belas linhas melódicas, é considerado um dos maiores expoentes do bel-canto, ao lado de Gioachino Rossini e Gaetano Donizetti.

A produção inédita do Theatro São Pedro tem direção cênica de Antonio Araujo, fundador do Teatro da Vertigem e diretor artístico da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, iluminação de Guilherme Bonfanti, dramaturgismo de Antonio Duran e Silvia Fernandes, cenografia de André Cortez, coreografia de Cristian Duarte e visagismo de Tiça Camargo. A direção musical é de Alessandro Sangiorgi que comanda a Orquestra do Theatro São Pedro. A montagem conta ainda com a participação do Coral Jovem do Estado, grupo artístico de bolsistas da Emesp Tom Jobim.

No elenco, destaque para as cantoras Denise de Freitas e Carla Cottini, que interpretam, respectivamente, Romeo e Giulietta. Completam o elenco Aníbal Mancini (Teobaldo), Douglas Hann (Lorenzo) e Anderson Barbosa (Capelio). “Temos uma das histórias de amor mais conhecidas da humanidade; então, por que motivo vamos montá-la nos dias de hoje? Como essa história pode ser retomada e dialogar com novos sentidos nos tempos atuais? ”, questiona o diretor cênico Antonio Araujo. Para ele, compreender o sentido da montagem de um espetáculo nos dias atuais é um dos principais pontos de partida para a criação.

Foto: reprodução/Instagram/Theatro São Pedro.

O diretor parte de dois eixos principais. Um deles atualiza a luta entre os tradicionais clãs dos Capuletos e Montéquios e ganha nova roupagem mostrando a rivalidade entre milícia e tráfico. O outro critica a visão patriarcal da sociedade e da própria ópera, com a presença de Giulietta cercada por figuras masculinas. “Giulietta é a única personagem feminina e ela é um objeto de troca, passando de mão em mão, do pai para o pretendente. Para criticar esse espaço e trazer um contraponto eu decidi manter o casal principal na figura de duas mulheres, mostrando a relação entre elas como um ponto de oposição a esse universo masculino”, conta o diretor. Além disso, a presença de um coro de atrizes, que fará participações pontuais na montagem, também estabelece um distanciamento crítico em relação a essa predominância dos homens na narrativa.

Alessandro Sangiorgi, diretor musical, destaca que o público pode esperar uma versão que passa pelas tradições de interpretação do passado, que é importante conhecer, associadas a uma visão mais moderna e contemporânea. “Para o trabalho com o elenco, parto de uma ideia mais definida, passando pela tradição e considerando sempre as ideias e características que cada um traz para os ensaios. Assim chegamos a uma unidade criativa”, afirma o maestro.

“Os Capuletos e Os Montéquios” estreou no dia 15 de abril. As récitas continuam em 17, 20, 22, 24, 27 e 29 de abril, com encerramento no dia 1º de maio, quartas e sextas, às 20h, e domingos, às 17h. Os ingressos custam de R$80 a R$15 (meia).

Transmissão ao vivo | A récita do dia 24 de abril, domingo, às 17h, terá transmissão gratuita pelo canal de YouTube do Theatro São Pedro.

Bilheteria | Os ingressos para todos os espetáculos devem ser adquiridos exclusivamente pelo site, clicando aqui.

Serviço:

“Os Capuletos e os Montéquios”, de Vincenzo Bellini

Libreto de Felice Romani

Orquestra do Theatro São Pedro

Coral Jovem do Estado

Alessandro Sangiorgi, direção musical

Antonio Araujo, direção cênica

Guilherme Bonfanti, iluminação

Antonio Duran e Silvia Fernandes, dramaturgismo

André Cortez e Carol Bucek, cenografia

Cristian Duarte, coreografia

Tiça Camargo, visagismo

Elenco:

Denise de Freitas, mezzo-soprano (Romeo)

Carla Cottini, soprano (Giulietta)

Aníbal Mancini, tenor (Teobaldo)

Douglas Hann, barítono (Lorenzo)

Anderson Barbosa, baixo (Capelio)

Récitas: 15, 17, 20, 22, 24, 27, 29 de abril e 1 de maio

quartas e sextas às 20h, domingos às 17h

Local: Theatro São Pedro

Endereço: Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda, São Paulo (SP)

Ingressos: R$80 (inteira) a R$15 (meia)

Plateia: R$80/ R$40 (meia)

1º Balcão: R$50/ R$25 (meia)

2º Balcão: R$30/R$15 (meia)

Classificação Indicativa: 16 anos

Theatro São Pedro

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de “La Cenerentola”, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional e obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país. Agora o Theatro São Pedro inicia uma nova fase, respeitando sua própria história e atento aos novos desafios da arte, da cultura e da sociedade.

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)