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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Grupo Último Tipo apresenta peça “Rio que Passa Lá” na escola Bosque do Saber

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

O projeto Teatro nas Escolas vai participar da próxima edição do Domingo Ecológico com a peça “Rio que Passa Lá” do grupo de teatro Último Tipo. O evento promove atividades gratuitas durante o dia 12 de junho, na Escola Municipal Bosque do Saber, no Jardim do Sol, em Indaiatuba (SP). As sessões do espetáculo serão às 14h e 15h30.

Focado especialmente na pauta ambiental, “Rio que Passa Lá” conta, por meio da linguagem teatral e da fantasia, a história do rio Tietê. Ele nasce na Serra do Mar e passa por todo o estado de São Paulo, cortando diversas cidades, inclusive a capital, e percorrendo cerca de 1010 km até desembocar no rio Paraná. A peça narra o nascimento do rio e como é a atual relação do homem com ele em diferentes cidades do estado de São Paulo. Extremamente poluído em alguns pontos, o rio tem trechos em que é possível pescar e até mesmo nadar.

Criado em 1988, em Goiânia, o Grupo Último Tipo, radicado em Campinas desde 1996, já soma um extenso repertório de peças que misturam música e teatro de forma inusitada e poética. O bom humor, a interatividade e a irreverência também são marcas fundamentais do grupo, que tem no seu espírito o teatro mambembe e o clown, fazendo, inclusive, apresentações de rua e itinerantes à moda dos trovadores medievais.

Teatro nas Escolas

Criado em 2005, o projeto cultural Teatro nas Escolas leva arte ao ambiente escolar por meio de diversos espetáculos teatrais, com temáticas variadas, apresentados de forma sutil e agradável para os estudantes. O projeto já circulou por mais de 30 cidades, de três estados diferentes, chegando a mais de 130 mil pessoas. É uma idealização da Direção Cultura, que desde 1999 presta consultoria e desenvolve projetos culturais, sociais e esportivos em parceria com empresas, artistas, ONGs e órgãos públicos. A apresentação no Domingo Ecológico tem patrocínio da empresa Mann+Hummel por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realizado em média seis vezes ao ano na Escola Ambiental Municipal Bosque do Saber, em Indaiatuba, o evento conta com peças de teatro, oficinas ecopedagógicas e plantio de mudas.

A escola, criada em 2004, abre sua extensa área verde para atividades com temas relacionados ao meio ambiente para alunos de Educação Infantil e Fundamental I da Rede Municipal de Indaiatuba, em cronograma agendado. Aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h, a área externa, com trilha, quiosques, área de alimentação e parquinho infantil, bebedouro e banheiros, e fica aberta ao público, sem necessidade de agendamento. O Bosque do Saber fica na Rua João Batista D’Alessandro, 610, no Jardim do Sol.

O Domingo Ecológico, no dia 12 de junho, tem entrada franca.

(Fonte: A2N Comunicação)

Paulínia Rock terá shows das bandas Capital Inicial e IRA!

Paulínia, por Kleber Patricio

A banda Capital Inicial. Fotos: divulgação.

Dia 25 de junho acontece na cidade de Paulínia, interior do Estado de São Paulo, o Paulínia Rock. O evento, que traz para o palco os shows das bandas IRA! e Capital Inicial, acontecerá no Premium Paulínia, a partir das 18h. A realização é da Chicão Shows e da ShowUp Eventos.

Estão disponíveis para o público quatro tipos de ingressos: Front Stage, Camarote Private, Área Vip e Mezanino (open bar). Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Alpha Tickets https://www.alphatickets.com.br/Detalhes.aspx?event=55F40820-83FB-4150-AFF4-3BF0FE21F401&dt=20220601162303 ou na bilheteria do local.

Capital Inicial | O Capital Inicial foi formado pelos irmãos Fê e Flávio Lemos em 1982, em Brasília/DF, logo após o fim do Aborto Elétrico. A banda chega aos 40 anos de carreira com Dinho Ouro Preto, Fê Lemos, Flávio Lemos e Yves Passarel, acompanhados de Fabiano Carelli (guitarra) e Robledo Silva (teclados). No setlist, uma seleção das melhores canções que a banda acumulou ao longo dos anos, como “Olhos vermelhos”, “Natasha”, “Eu vou estar”, “A sua maneira”, “Primeiros erros”, e “Pensando em Você”, mais recente lançamento da banda em parceria com Mariana Volker.

A banda IRA!.

IRA! | A banda IRA! surgiu em outubro de 1981 e conta com o núcleo original: Nasi (vocal) e Edgar Scandurra (guitarra). O quarteto fica completo com Johnny Boy (baixo) e Evaristo de Pádua (bateria). No repertório, grandes sucessos da carreira, como “Dias de luta”, “Envelheço na cidade”, “Flores em você”, “Tarde vazia”, “Vida passageira”, “Rubro Zorro”, “Bebendo vinho” e “O girassol”.

Serviço:

Paulínia Rock: Capital Inicial e Ira!

Data: 25 de junho

Horário: 18h

Local: Premium Paulínia – Avenida Prefeito José Lozano Araújo, 4545 – Parque Brasil 500 – Paulínia/SP.

Valores: A partir de R$150,00

Mais informações: (19) 9 9883-4825 (WhatsApp).

(Fonte: Estrategic Assessoria e Comunicação)

Espetáculo “O Doente Imaginário” é atração em junho na Sala Palma de Ouro

Salto, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Em comemoração aos 400 anos do dramaturgo francês Molière, a Zéfiros Cia. de Teatro volta ao palco da Sala Palma de Ouro no dia 12 de junho, às 20h, com o espetáculo “O Doente Imaginário”. Classificação livre e ingressos a meia-entrada no valor de R$20,00 à venda pelo site Ingressos online.

Escrita em 1673, a derradeira história contada e encenada por Molière nos apresenta um personagem hipocondríaco divertido e inconsequente. Uma crítica à sociedade e a medicina da época, característica das comédias de Molière que, séculos depois, parecem atuais. Com uma dose de romantismo, a pergunta é: que destino terão os apaixonados Angélique e Cleante? E qual será o diagnóstico do Senhor Argan?

Em maio, o grupo Zéfiros Cia. de Teatro foi um dos selecionados para o Festival de Teatro de Mogi Guaçu, recebendo os prêmios de Melhor Figurino para Maísa Francischinelli, Melhor Maquiagem para Rafael Medeiros e Gustavo Santos, Melhor Atriz Coadjuvante para Pâmela Simplício, Melhor Ator Coadjuvante para Rafael Medeiros, Melhor Ator para Thiago Martinez, Melhor Direção para Sérgio Rodrigues e Thiago Martinez e o prêmio de 2º Melhor Espetáculo do Festival. “O Doente Imaginário”, desde a sua estreia, em 2019, já tem 18 prêmios e 25 indicações em festivais nacionais e internacionais. Um espetáculo para toda a família.

Serviço:

“O Doente Imaginário”

Data: 12/6

Horário: 20h

Classificação livre

Local: Sala Palma de Ouro – Rua Prudente de Moraes, 580 – Centro – Salto/SP

Ingressos: R$20,00 valor único. Todos pagam meia.

Venda com os integrantes do grupo pelo WhatsApp (11) 99579-1970 ou pelo site ingressodigital.com

Zéfiros Cia. de Teatro.

(Fonte: Pino Assessoria de Imprensa Cultural)

Ricardo Vignini e Zé Helder apresentam ‘Moda de Rock’ no Blue Note SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Ricardo Vignini e Zé Helder – Moda de Rock. Foto: Rita Perran.

Depois de 15 anos de intensa atividade, o Moda de Rock teve sua agenda de apresentações pausada a força em janeiro de 2020 devido a pandemia; agora, finalmente Ricardo Vignini e Zé Helder voltam, no dia 15 de junho, a se apresentar ao vivo no Blue Note SP, mostrando mais uma vez, toda a potencialidade da viola caipira no show Moda de Rock.

Para a noite do dia 15 de junho, Ricardo Vignini e Zé Helder elaboraram um repertório baseado em um resumo dos álbuns “Moda de Rock – Viola Extrema”, “Moda de Rock II” e “Moda de Rock toca Led Zeppelin” e o público ainda terá a oportunidade prévia de conhecer o 4º álbum, “Moda de Rock Brasil”, dedicado exclusivamente ao rock nacional com arranjos para bandas como Mutantes, Raul Seixas, Novos Baianos, Pitty, Ira!, Plebe Rude, Dorsal Atlântica, Cólera e Camisa de Vênus do projeto contemplado pelo ProAC 2021 pelo Estado de São Paulo.

Brincadeira de bom gosto

O projeto Moda de Rock nasceu quase como uma brincadeira. Em 2007, os dois violeiros, também professores, resolveram mostrar o potencial do instrumento para os alunos e ao mesmo tempo reviver a trilha sonora da sua adolescência. A proposta de adaptar versões instrumentais de clássicos do rock para a viola caipira foi bem recebida.

Em 2011, surgia o CD “Moda de Rock – Viola Extrema”, que logo conquistou a mídia, foi sucesso de vendas e lotou shows em todas as regiões do Brasil, México, EUA, Canadá e Argentina. Ouvidos acostumados a não relacionar os dois estilos perceberam que o rock no ambiente da viola caipira e o instrumental brasileiro de raiz geraram uma parceria harmoniosa entre o metal e o acústico. Moda de Rock mostrou a que veio e trouxe gravações de clássicos que incluíram os guitarristas Andreas Kisser (Sepultura), Lúcio Maia (Nação Zumbi), Edgard Scandurra (Ira!), Robertinho de Recife, Pepeu Gomes, Kiko Loureiro (Angra e Megadeth), o percussionista Marcos Suzano e o cantor e compositor Renato Teixeira.

Em 2016, foi lançado o CD “Moda de Rock II”, que recebeu o prêmio ProAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo para a produção do disco e circulação pelo Estado.  Versões de bandas como Metallica, Iron Maiden, Pink Floyd, Sepultura e novidades como Queen, Dire Straits, Slayer e Ramones fizeram parte do álbum.

Também foi produzido um DVD ao vivo com participações dos guitarristas Pepeu Gomes e Kiko Loureiro e do tradicional grupo Os Favoritos da Catira (feito via crowdfunding). A dupla também se apresentou com os guitarristas Andreas Kisser (Sepultura), Lúcio Maia (Nação Zumbi) e Renato Teixeira.

Em 2018 lançam seu 3º álbum gravado em estúdio, “Moda de Rock toca Led Zeppelin”, com 15 faixas, sendo que duas incluem vocais pela primeira vez desde o lançamento do primeiro CD em 2011. Ana Deriggi canta “Thank You” ao lado do flautista Zé da Flauta. Zé Helder canta a faixa “Going to California”. Destacam-se também neste terceiro álbum a viola erudita de Fábio Tagliaferri em “Friends” e “Four Sticks” e, Sergio Duarte, na gaita blues em “Black Dog”. Há ainda a faixa-bônus” Kashmir”, gravada ao vivo com participação do percussionista Marcos Suzano.

Serviço:

Moda de Rock

Blue Note São Paulo

Av. Paulista, 2073, 2° andar

Conjunto Nacional

Quarta-feira, 15 de junho, às 22h30

Abertura da casa: 19h

Duração: 70 minutos aproximadamente

Classificação: 18 anos

Vendas online: Eventim  https://www.eventim.com.br/event/moda-de-rock-blue-note-sao-paulo-15366957/

Valor:

R$90,00 (inteira)

R$45,00 (meia)

R$45,00 (meia idoso)

R$45,00 (meia PCD)

Informações: https://bluenotesp.com/

Horário de Funcionamento Bilheteria oficial Blue Note São Paulo:

Central de vendas: (11) 945451511 (sem taxa de conveniência)

Formas de pagamento: dinheiro, cartão de crédito e débito

*Clientes Porto Seguro Cartões têm 30% de desconto nos ingressos inteira e 15% na consumação ao pagar

*Compre ingressos pelos canais oficiais em Bluenotesp.com, Eventim.com.br ou bilheteria do Blue Note SP— acesse os endereços pelo link na bio.

Atenção: é obrigatório apresentar comprovante de vacinação em dia para Covid-19 ao entrar no Blue Note SP

*Conforme recomendação do governo estadual, a capacidade de público foi reduzida em 30% nos eventos

*Em atendimento ao Decreto nº 60.488, de 27 de agosto de 2021, é obrigatório apresentar comprovante de vacinação em dia para Covid-19 ao entrar no Blue Note SP, a falta de apresentação do Passaporte impede o acesso ao evento, e neste caso, não haverá reembolso do valor de compra dos ingressos.

*As mesas são disponibilizadas por ordem de chegada, portanto, quanto mais cedo chegar, melhor será a visão para o palco.

9/6 – Moda de Rock, participação André Abujamra – Goiânia/GO

15/6 – Moda de Rock – Blue Note São Paulo – São Paulo/SP

19/6 – Festival Viola da Terra – Campinas – São Paulo/SP

23/6 – Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha

28/6 – Apresentação online no YouTube.com/modaderock

3/7 – Rio Preto/SP – Projeto No Braço da Viola – SESC

29/7 – Araxá/MG – Festival de Carros Antigos

30/7 – Cajuru/SP – Cachoeira da Serra

5/8 – Itapetininga

6/8 – Botucatu

2/9 – Pouso Alegre/MG – Teatro

20/10 – Londrina/PR – Valentino

21/10 – Presidente Prudente – Unesp.

(Fonte: Graciela Binaghi Assessoria de Imprensa)

SESC Niterói recebe exposição “Monolux” do fotógrafo Vicente de Mello

Niterói, por Kleber Patricio

Vicente de Mello – “Carbono 14 teste II” – série “Monolux”, 2016.

No dia 3 de junho, o SESC Niterói inaugura a exposição “Monolux”, com 32 fotogramas recentes e inéditos do fotógrafo Vicente de Mello produzidos sem câmera e sem negativo, por meio do contato de objetos com a superfície do papel fotográfico. Com curadoria do poeta Eucanaã Ferraz, a mostra, uma das selecionadas no Edital de Cultura SESC RJ Pulsar 2021/2022, reúne imagens únicas produzidas nos últimos seis anos, em um processo que remonta à origem da fotografia e vai na contramão da grande reprodutibilidade de imagens digitais dos dias atuais.

A exposição chega ampliada ao SESC Niterói, com obras inéditas, depois de ter sido apresentada no MAM-Rio, em 2018. No dia da abertura será realizada uma visita guiada com o artista e o curador, que também farão uma palestra no dia 13 de julho, quando será lançado o e-book da exposição. Ao longo de toda a mostra, serão realizadas visitas mediadas com arte-educadores, de terça a sábado, das 10h às 16h.

Apesar de utilizar um procedimento histórico, no qual objetos são colocados sobre papel sensibilizado quimicamente, que, ao serem expostos à luz, revelam a silhueta branca do objeto em um fundo escuro, Vicente de Mello dá um caráter pessoal a essa técnica.  “Em vez de arranjos estritamente formais ou de avizinhamentos aleatórios, cria ‘relâmpagos narrativos’. Iluminações. Imagens que, não sendo literárias, ou literais, guardam fragmentos narrativos em sua origem, reduzidas ao mínimo, à condição de peças de um jogo. Especificamente, de um jogo da memória”, afirma o curador Eucanaã Ferraz no texto que acompanha a exposição.

Vicente de Mello – “Astro Nau” – série Monolux”, 2021.

Objetos simples do cotidiano, como madeiras, álbuns, câmeras, slides, porta-retratos, tampinhas de garrafa e até nós de aço da operação cardíaca de seu pai, são utilizados para criar as formas gráficas das imagens, em obras que fazem não só uma homenagem à fotografia, mas também à história da arte, com fotogramas em alusão a artistas como Lasar Segall (1889-1957), Oscar Niemeyer (1907-2012), Joaquim Torres Garcia (1874-1949) e Édouard Manet (1832-1883).

Fotograma x Digital

Diante da enorme quantidade de imagens digitais da atualidade, Vicente de Mello buscou mostrar nesta exposição a natureza primeira da fotografia: os fotogramas, “uma antítese do impalpável e imensurável universo de pixels”. O fotograma surgiu na primeira metade do século XIX, com o inglês William Talbot (1800-1877), pioneiro da fotografia, sendo reapropriada pelo norte-americano Man Ray (1890-1976) no século XX, que deu a ela o nome de Rayograph.

Ao contrário das imagens digitais, que podem ser manipuladas, com os fotogramas não há como ter total controle sobre a impressão. “Agradava-me a ideia de pensar que tanto a luz quanto os objetos exercem uma ação tátil de clara composição ambígua sobre o papel, resultando em um fato fotográfico de força enigmática”, explica Vicente de Mello, ressaltando que “todas as modulações, tentativas e acidentes foram às cegas”.

Vicente de Mello – “Marco Zero – para Daiana” – série Monolux”, 2017.

Sobre retomar uma técnica do início da fotografia em meio às novas tecnologias do século XXI, o artista afirma: “No meio da constatação desta espetacular hecatombe de imagens, senti que eu mesmo já estava há anos convivendo com um grande manancial de imagens editadas, conhecidas, exibidas, adquiridas, publicadas, além das arquivadas que nunca chegaram a outros olhos”, conta Vicente de Mello. “Essas imagens formavam o ‘cosmos’ da minha propriedade como autor, ainda a ser descoberto e revisto em múltiplas análises, recortes e inserções”. Ele ressalta que não considera ter esgotado sua percepção, mas que precisava “retornar a um pensamento em que pudesse construir, dominar, e que ele fosse único, sem a possibilidade de estar, enquanto original, em vários lugares. Um novo estatuto da fotografia, sem freio”, afirma.

Monolux

O título da exposição, “Monolux”, vem da lembrança de Vicente de Mello do nome de um telescópio japonês de uso amador dos anos 1970 e “pelo fato físico de que, para imprimir os fotogramas, uma única fonte de luz é utilizada: a lâmpada da cabeça do ampliador. Os fotogramas abandonam a materialidade do negativo, para lidar com a materialidade da luz, e a experimentação é a força orientadora, a âncora na imaterialidade da imagem”, diz.

De acordo com o artista, as proposições de seus fotogramas baseiam-se em duas interpretações – uma na literatura italiana e outra na brasileira:

“Umberto Boccioni (1882-1916), que desde o texto do manifesto técnico da pintura futurista, afirmava que era fundamental estabelecer uma relação de complementariedade entre a observação do mundo fenomênico, o indelével que só existe em nossa mente e o que se manifesta por meio da recordação. A meu ver, ele queria atribuir importância à capacidade de se recorrer às recordações individuais, e por meio da intuição e estado da alma constituir o fazer artístico”.

“A outra interpretação de que gosto é a uma fala em ‘Grande sertão: veredas’, de Guimarães Rosa (1980-1967) que contextualiza as referências das imagens dos meus fotogramas: “O que lembro, tenho! A realocação dos objetos no pré-table top foram fundamentais para transcender o representado, o que via na composição realizada a olho nu, das imagens que tinha em mente, não eram o resultado em preto e branco, após o laboratório. Olhava para as composições e pensava: ‘vocês perderão a posição de protagonistas e entrarão em uma atmosfera de cumplicidade’”.

Sobre o artista

Vicente de Mello é fotógrafo e ensaísta. Formado em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá, possui especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil, pela PUC. Trabalhou no Departamento de Fotografia do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1989-1998). Desde 1990, produz obras que refletem sobre a tradição histórica de reflexão sobre o meio fotográfico, criando um léxico visual estilístico de inversão de significados, gerando dúvida sobre a presença das coisas, por uma transvisão dos códigos da linguagem fotográfica, destacando-se as séries “Topografia Imaginária” (1994-1997), “Vermelhos Telúricos” (2001-2016), “Galáctica” (2000-2016), “Lapidus” (2013-2018), “Silent City” (2013) e  “Brasília utopia lírica” (2014), entre outras.

Ganhou o Prêmio de Melhor Exposição de Fotografia do Ano em São Paulo, da Associação Paulista de Críticos de Arte, com a mostra “moiré.galáctica.bestiário/Vicente de Mello– Photographies 1995-2006” (Pinacoteca do Estado, 2007) e foi o primeiro brasileiro a ser convidado para uma residência artística no Espace Photographie Contretype (Bruxelas, Bélgica, 2013).

Entre as exposições mais recentes, estão “Pli selon pli” (SESC 24 de maio, São Paulo, 2017), a individual “Monolux’, com curadoria de Eucanãa Ferraz (Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 2018), e “Limite Oblíquo”, no Paço Imperial, em 2021, com curadoria de Aldones Nino.

Serviço:

Exposição Vicente de Mello – “Monolux”

Exposição: até 6 de agosto de 2022

De terça a sábado, das 10h às 16h

SESC Niterói [Galeria de Arte]

Endereço: Rua Padre Anchieta, 56 – São Domingos – Niterói – RJ

Telefone: (21) 4020-2102 – Telefone do SESC – (21) 2704-2876

Entrada gratuita

Curadoria: Eucanaã Ferraz

Produção: AREA27.

(Fonte: Midiarte Comunicação)