Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Museu Municipal de Indaiatuba apresenta exposição “Raízes” em agosto

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Eliandro Figueira.

Com apoio da Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e do Departamento de Preservação e Memória, o Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’, no Casarão Pau Preto, recebe entre os dias 6 a 24 de agosto a exposição “Raízes”, com curadoria de Márcia Ribeiro. Organizado pelo projeto Semeando Arte, a exposição conta com 16 obras de arte em tela dos mais variados estilos. A entrada é franca.

O projeto Semeando Arte reúne um grupo de artistas de Indaiatuba e região que, por meio das telas e tintas, retrata sentimentos e mensagens com um propósito. São obras de diversos estilos, como pintura em acrílico, aquarela, grafitti, lettering e espatulado, entre outros.

Em ‘Raízes’, o coletivo reflete nas telas muitas cores e formas de tudo aquilo que os artistas vivenciaram na jornada das artes e na vida. Assim, propõe ao público uma reflexão: onde estão fincadas as suas raízes?

Participam da exposição os artistas Ana Luiza Basso (Indaiatuba), André Ramos (São Bernardo do Campo), Beatriz Guedes (Indaiatuba), Didi Pirinelli (Itupeva), Flávia Norte (Santo André), Francielle S. Xavier (Indaiatuba), Júlia Gaspar (Indaiatuba), Kaká Chazz (Minas Gerais), Karina Henriques (Indaiatuba), Larissa Fernandes (São Bernardo do Campo), Marcia Ribeiro (Indaiatuba), Monique Romeu Caporossi (Mogi Mirim), Natalia Munhos Bandeira (Indaiatuba), Nathaly Vieira (Indaiatuba), Pixote Mushi (Diadema) e Vitor Foco (Santo André).

A abertura da exposição acontece no dia 6 de agosto, às 14 horas, e as obras ficarão expostas no Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ até o dia 24. O Casarão abre de terça a sábado, das 9h às 17h e, aos domingos, das 9h às 12h.

Serviço:

Exposição “Raízes”

Data: 6 a 24 de julho

Local: Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ – Casarão Pau Preto

Endereço: Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro

Informações: (19) 3875-8383.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Exposição de Alex Flemming propõe debate sobre as riquezas naturais do Brasil no ano do bicentenário da Independência

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Henrique Luz.

No ano em que o Brasil completa 200 anos de independência, o artista plástico Alex Flemming apresenta sua nova exposição em São Paulo: “Alex Flemming: O Mapa da Mina”. A partir de 30 de julho, a Biblioteca Mário de Andrade recebe a série de obras feitas em chapas de madeira, recortadas no formato do mapa do Brasil, cravejadas de pedras nativas como topázios, ametistas, citrinos, opalas, rodolitas, peridotos, rubilitas e kunzitas compondo uma cartografia visual que sustenta uma profunda potência estética e política.

A mostra exalta a riqueza e beleza gerada em nosso solo e traz um convite à reflexão sobre sua utilização: “Minha proposta com essas obras é discutir as riquezas do Brasil, a forma de extração e sua má distribuição. Desde nossa colonização o extrativismo gera fortunas que vão para os bolsos de uma minoria, escancarando a desigualdade da população”, explica Flemming.

A mostra carrega também uma carga simbólica de pertencimento e deslocamento que os mapas fazem emergir, o que sem dúvida dialoga muito com Alex Flemming – artista que divide seu tempo entre o Brasil, país de origem, e a Alemanha, onde reside desde 1991.

Flemming é um artista multimídia que transita pela pintura, gravura, instalação, desenho, colagem, esculturas, fotografia e objetos, com foco na “pintura sobre superfícies não tradicionais” como o próprio artista define. Foi professor da Kunstakademie de Oslo, na Noruega, entre 1993 e 1994 e em 1998 produz sua obra pública de maior impacto, na estação Sumaré do Metrô em São Paulo, com 44 retratos em vidro recobertos por poesia. Em 2016 inaugura mais 16 retratos em vidro colorido na Biblioteca Mário de Andrade, também em São Paulo.

A exposição “Alex Flemming: o Mapa da Mina” terá vernissage aberta ao público dia 30 de julho (sábado) às 11h, e poderá ser visitada até 28 de agosto das 11h às 18h.

Sobre Alex Flemming

Nascido em São Paulo, o artista reside na Alemanha desde 1991. Cursou Arquitetura na FAU-USP e frequentou o Curso Livre de Cinema na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, entre 1972 e 1974.

Na década de 1970, realizou filmes de curtas-metragens e participou de inúmeros festivais de cinema. Em 1981, se muda para Nova York, onde permanece por dois anos e desenvolve projeto no Pratt Institute, com bolsa de estudos da Fulbright Foundation.

A partir dos anos 1990, realiza instalações em espaços expositivos (MASP e XXI Bienal Internacional de São Paulo) usando bichos empalhados pintados com fortes cores metálicas, inaugurando assim uma duradoura série de pinturas sobre superfícies não tradicionais. Posteriormente passa a utilizar como material suas próprias roupas, móveis, objetos utilitários e computadores. Flemming também cria silhuetas de aviões feitas com tapetes persas na série Flying Carpets e aborda os dilemas da guerra em fotografias de grandes dimensões na série Body-Builders, só para citar algumas de suas frentes de trabalho nos 40 anos em que atua como artista.

Em 2002, são publicados os livros “Alex Flemming”, pela Edusp, organizado por Ana Mae Barbosa, com textos de diversos especialistas em artes visuais; “Alex Flemming, uma Poética…”, de Katia Canton, pela Editora Metalivros; e, em 2005, o livro “Alex Flemming – Arte e História”, de Roseli Ventrella e Valéria de Souza, pela Editora Moderna. Em 2006 a editora Cosac & Naif publica “Alex Flemming” com texto e entrevistas produzidas pela jornalista e curadora Angélica de Moraes.

Em 2016 tem sua primeira retrospectiva no MAC-USP com Curadoria de Mayra Laudanna na exposição Retroperspectiva e livro Alex Flemming editado pela Martins Fontes. Em 2017 expõe a série Anaconda na Fundação Ema Gordon Klabin, e de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018 tem sua segunda retrospectiva – de CORpo e Alma – no Palácio das Artes em Belo Horizonte, com curadoria de Henrique Luz. No ano de 2019, expõe a série Ecce Homo na Galeria Kogan Amaro, em São Paulo, e a série Apokalypse em uma grande individual na Kirche am Hohenzollernplatz em Berlim (Alemanha).

Em 2020, com a pandemia, Alex Flemming, em uma ação com a Companhia do Metrô de São Paulo ressignifica a sua mais conhecida obra pública, a estação Sumaré do Metrô. Para conscientizar a população sobre o uso de máscaras em espaços públicos, o artista aplica formas pentagonais de cores vibrantes que remetem à máscaras sobre os já conhecidos retratos da estação.

Serviço:

Data: de 30 de julho a 28 de agosto de 2022

Horário: das 11h às 18h

Local: Biblioteca Mário de Andrade

Endereço: Rua da Consolação, 94 – República – São Paulo – SP – Brasil

Entrada gratuita.

(Fonte: Tudo Em Pauta)

Niède: a mulher que ajudou a reescrever a história de nossos antepassados

Piauí, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Niéde Guidon, a arqueóloga franco-brasileira que dedicou mais de cinco décadas de sua vida ao Parque Nacional da Serra da Capivara, será homenageada em evento promovido pela Ópera da Serra da Capivara, no anfiteatro da Pedra Furada do Parque Nacional da Serra da Capivara, entre os dias 28 e 30 de julho.

Após dois anos de interrupção devido à pandemia de Covid-19, a Ópera retorna para a quarta edição, desta vez contando a vida da arqueóloga em um evento multissensorial com música, dança, teatro, circo e tecnologia de ponta – reunindo projeções de laser, videomapping e inteligência artificial – harmonizando arte e tecnologia em um espetáculo emocionante.

Serão três dias de apresentação à beira do maior cartão postal da Serra da Capivara, que, além do ato principal narrando momento da trajetória de Guidon, será brindado com shows de artistas como Roberta Sá, Dona Onete, Cordel do Fogo Encantado, Cátia de França e Ostiga Júnior e a discotecagem com Gil Preto, do projeto Brasilidades.

A homenageada

Natural de Jaú, interior de São Paulo, Niéde é um dos grandes nomes da ciência no Brasil. Filha de pai francês e mãe brasileira, formou-se em História Natural pela Universidade de São Paulo em 1959. Fez doutorado em Pré-história pela prestigiada Universidade Sorbonne, em Paris. Ao longo de seus quase 90 anos, construiu uma história que se confunde com a do próprio Parque Nacional da Serra da Capivara e os importantes achados que ajudou a revelar para o mundo sobre a presença do homem pré-histórico nas Américas.

Seu primeiro contato com o que viria a ser o atual Parque Nacional foi em 1963. Durante um trabalho no Museu do Ipiranga, quando coordenava uma exposição de pinturas rupestres encontradas em Minas Gerais, o até então prefeito de Petrolina, Luiz Augusto Fernandes, entregou às mãos de Niède fotos de pinturas encontradas nos paredões da Serra da Capivara. De pronto, seduzida pelo que viu, ela programou uma viagem de carro para conhecer o local.

Entretanto, a viagem não pôde ser concluída devido às fortes chuvas da época, que destruíram o acesso à região dos achados. Logo em seguida, ela precisou deixar o Brasil às pressas por causa da ditadura militar, indo morar em Paris.  Após o exílio na França, Guidon retornou ao Brasil em 1973. Com o aval e financiamento do governo francês, liderou uma missão arqueológica ao Piauí, enquanto pesquisadora do Centre National de La Recherche Scientifique, e nunca mais saiu da região de São Raimundo Nonato, no sudeste do estado.

Lá, ao longo da carreira de pesquisadora e diretora do então fundado Parque Nacional da Serra da Capivara, criou a Fundação Museu do Homem Americano (Fundham) — que administra o Parque em parceria com o ICMBio —, e dois museus: o do Homem Americano e o Museu da Natureza, este último fundado em 2018.

Parque Nacional da Serra da Capivara

Um dos maiores atrativos culturais e de natureza do país, o Parque é internacionalmente conhecido pelos registros rupestres pré-históricos datados entre 6 e 12 mil anos e que contam detalhes da vida de nossos ancestrais, como seus ritos, costumes e cultura, que habitaram a região durante muitos milênios. Ao todo, são mais de 1,3 mil registros pré-históricos da presença humana em mais de 100 mil hectares de área.

Em 1991, a Unesco incluiu o Parque na lista de Patrimônio Mundial por sua  importância histórico-cultural e, posteriormente, em 1993, ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan).

Em reportagem do The New York Times publicada em janeiro de 2022, a Serra da Capivara foi o único destino turístico brasileiro citado dentre 52 lugares no mundo “imperdíveis” para se conhecer.

Serviço:

Ópera da Serra da Capivara – Ato Niéde

Quando: de 26 a 30 de julho de 2022 (programação completa aqui)

Onde: Parque Nacional da Serra da Capivara* (veja como chegar)

Ingressos: Os ingressos já estão à venda pela internet pelo Sympla

Mais informações em www.operadaserradacapivara.com.br.

(Fonte: Ópera Serra da Capivara)

Turismo náutico: 10 atrações para navegar nas águas do Litoral Norte de SP

Litoral Norte de SP, por Kleber Patricio

Alcatrazes. Foto: Prefeitura Municipal de São Sebastião.

Repleto de belezas naturais, que englobam tanto praias paradisíacas, quanto rios, cachoeiras e Mata Atlântica preservada, o Litoral Norte de São Paulo é um dos principais destinos do Estado de São Paulo para quem busca contato com a natureza. E, para desbravar as atrações do Circuito Litoral Norte, que integra as cidades de Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, uma das melhores formas é via turismo náutico.

Isso porque, além de rica vida marinha, essa região conta com completa estrutura de serviços como marinas, portos de embarque e desembarque e empresas que realizam passeios náuticos, reforçando o potencial de atrativos que podem ser visitados por todos os perfis de turistas. O turismo náutico é uma experiência que pode ser feita no Litoral Norte durante o ano inteiro, porque, além do calor nas cinco cidades, as condições de mar são favoráveis em todas as estações.

“O Litoral Norte é uma das regiões mais privilegiadas do Brasil quando se trata de turismo náutico. Bonita por natureza, a Região tem praias e rios navegáveis cercados por uma paisagem deslumbrante, além de estrutura para navegação e uma diversidade de opções de atividades náuticas, proporcionando experiências incríveis para os visitantes o ano todo. Com isso, o turismo náutico traz desenvolvimento econômico para os municípios, gerando emprego e renda para a população”, afirma o presidente do consórcio turístico, Caio Matheus.

A seguir, o Circuito Litoral Norte apresenta dez atrações ideais para quem deseja não só aproveitar os recursos naturais da região, que formam ilhas, lagoas, praias escondidas, baías e enseadas, como também realizar uma prática de turismo sustentável e segura. Descubra:

BERTIOGA

Escuna em Bertioga. Foto: divulgação.

Passeio de escuna | As escunas já são tradicionais em Bertioga e oferecem passeios por diversas praias e atrativos da cidade. Em um roteiro histórico, é possível visitar, por exemplo, o Forte São João, construído em 1547 e considerado o mais antigo do Brasil. O percurso ainda passa pelo Canal de Bertioga, rios e oceano e, por fim, inclui banho de mar próximo às ilhas Guará, Ilha Rasa e Praia do Iporanga.

Canoa acessível no rio Jaguareguava | A canoagem é um dos destaques acessíveis de Bertioga, podendo receber qualquer pessoa com deficiência independente de seu grau de dificuldade, já que existem dois catamarãs adaptados especialmente para eles. O rio Jaguareguava mostra claramente a transição do manguezal e da restinga. O passeio inicia-se num ponto de profundidade em média de 1,5 m de acordo com a maré, solo de mangue e todo cercado pelo manguezal no seu último quilômetro até a foz. Subindo em direção à nascente, logo este fundo de mangue se transforma em areias claras, que, somado às águas cristalinas que descem da cachoeira, mais as muitas prainhas que se encontram ao longo de 3 quilômetros serpenteando adentram a restinga do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Bertioga. “É importante destacar que o Turismo Náutico é um turismo de valor agregado e, particularmente Bertioga, com seus rios navegáveis, com o canal de Bertioga e com o seu litoral extenso de trinta e três quilômetros, tem atrações imperdíveis. Qualquer turista que venha para o município interessado no Turismo Náutico vai ter muitas opções para todos os gostos e idades. Além disso, é importante também destacar que temos turismo de acessibilidade, com canoas acessíveis e passeios em águas cristalinas”, comenta o secretário de Turismo de Bertioga, Ney da Rocha.

CARAGUATATUBA

Ilha da Cocanha. Foto: divulgação/Circuito Litoral Norte.

Cocanha | Em um passeio de lancha por Caraguatatuba é possível conhecer lugares como os ilhotes da Cocanha, a pouco mais de um quilômetro da praia de mesmo nome e que conta com uma das maiores fazendas de mariscos do Estado, com 36 mil m² e uma produção que pode chegar a até 160 toneladas por ano.

Juqueriquerê | O Rio Juqueriquerê tem 13 quilômetros de extensão e é o único rio navegável do Litoral Norte, sendo uma das mais belas atrações para quem gosta de navegação fluvial. Ali, o visitante confere ao longo do seu percurso a riqueza da fauna e flora, conhece o manguezal, restinga e um pouco da Mata Atlântica. “Caraguatatuba tem uma costa incrível para desenvolvimento de atividades náuticas e o turismo náutico é uma aposta dessa gestão com eventos de jet ski, de vela, entre outros que a gente vai desenvolver ainda esse ano”, explica a secretária de Turismo de Caraguatatuba, Maria Fernanda Galter Reis.

ILHABELA

Semana Internacional de Vela de Ilhabela. Foto: Paulo Stefanini.

Semana Internacional de Vela | Para quem é apaixonado por esportes náuticos, Ilhabela conta com um atrativo anual imperdível: a Semana Internacional de Vela. Neste ano, o evento está em sua 49ª edição reunindo os principais velejadores da América Latina até o dia 30 de julho. A Semana Internacional de Vela de Oceano de Ilhabela inclui as tradicionais regatas Alcatrazes por Boreste e Ilha de Toque-Toque por Boreste, com previsão de participação de mais de 120 embarcações de diferentes estados brasileiros e também do exterior, reunindo cerca de 1,2 mil velejadores.

Passeio de barco para Castelhanos | A Praia de Castelhanos é considerada uma das praias mais bonitas do Brasil. E, por seu percurso incluir uma estrada de 15 quilômetros, acessível apenas de 4×4, o passeio de barco até lá surge como melhor alternativa para conhecer o lugar. O roteiro inclui paradas em outras praias paradisíacas no caminho, como a Praia da Fome e Saco do Eustáquio. “O turismo náutico é um dos nossos principais segmentos turísticos. Ilhabela é a Capital Nacional da Vela, somos um arquipélago com 165 km de linha litorânea, somos um dos principais portos de cruzeiros do país; temos mais de 40 praias, 94% de Mata Atlântica preservada e uma rica biodiversidade tanto em terra quanto no mar. Todos estes atributos fazem de Ilhabela um importante destino de turismo náutico. Nossa diversidade de atrativos possibilita roteiros embarcados para praias isoladas, impossíveis de serem acessadas por carro. E a oferta de serviços completa a qualidade da experiência dos visitantes: são 12 marias, rampas públicas, mais de 6 mil leitos em meios de hospedagem e rica gastronomia que soma mais de 200 bares, cafés e restaurantes”, diz a secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Ilhabela, Luciane Leite.

SÃO SEBASTIÃO

Arquipélago de Alcatrazes (foto principal, acima)| Segunda maior unidade de conservação marinha do Brasil, o arquipélago conta com as ilhas mais distantes da costa de São Sebastião, a aproximadamente 33 quilômetros do litoral. Reaberto em 2019, o lugar é um reduto de natureza ainda pouco explorado e conta com uma paisagem que inclui enormes rochedos arredondados e vegetação de Mata Atlântica, além de mar cristalino, sendo um refúgio de vida silvestre administrado pelo ICMBio – as visitas, inclusive, devem ser monitoradas por um profissional do Instituto, já que a área é protegida por uma unidade de conservação federal.

Passeio para as Ilhas | As Ilhas, localizadas próximas das praias de Barra do Sahy e Juquehy, são um passeio ideal de barco para quem quer curtir águas calmas e cristalinas. O atrativo também pode ser acessado de jet ski ou até mesmo de caiaque e stand-up paddle em dias em que o mar está calmo. “O Turismo Náutico é um segmento muito importante no município de São Sebastião, que movimenta a economia local e valoriza os pescadores, principalmente os profissionais ligados ao turismo de base comunitária. Em Boiçucanga é oferecido o projeto Rota Caiçara, que consiste em um passeio de barco de aproximadamente três horas de duração, enaltecendo a cultura caiçara e criando estratégias para movimentar o turismo local. Além disso, temos produtos turísticos como os roteiros das 3 ilhas (As Ilhas, Ilha dos Gatos e Ilha das Couves); 4 ilhas (As Ilhas, Ilha dos Gatos, Ilha das Couves e Montão de Trigo); Mergulho e Visita Embarcada no Arquipélago de Alcatrazes”, ressalta a secretária de Turismo de São Sebastião, Adriana Augusto Balbo.

UBATUBA

Ilha Anchieta | Considerada uma das principais atrações naturais da cidade, a ilha faz parte da área de proteção ambiental do Parque Estadual da Ilha Anchieta. O local é ideal para um passeio de lancha ou escuna, onde se tem a oportunidade de uma total integração à natureza, com rica fauna e flora e um mar transparente propício para mergulho. A ilha também abriga um complexo de ruínas tombadas pelo Condephaat, com mais de 2 mil m² de edificações conservadas, incluindo o Presídio, onde ocorreu uma das maiores rebeliões nos anos 1950.

Ilha das Couves. Foto: divulgação/Circuito Litoral Norte.

Ilha das Couves | Com acesso via barco ou lancha a partir de Picinguaba, a Ilha das Couves é um verdadeiro paraíso situado no extremo norte de Ubatuba. O lugar tem rica vida marinha que atrai mergulhadores de todo o país e, na faixa de areia de 60 metros, é possível aproveitar o sol e a beleza da vegetação nativa. A ilha também possui diversas piscinas naturais para quem desejar nadar com snorkel. “Ubatuba está focada no fortalecimento e desenvolvimento do turismo náutico em parcerias com o trade. Foi aberto um processo administrativo na modalidade de chamamento público, para o recebimento de propostas para implantação de novas estruturas e melhorias em nossas estruturas náuticas existentes. Ubatuba possui excelentes locais e atrativos e ainda, ótimas condições de navegação. Há muitas marinas com ótima estrutura para a operação de embarcações. O investimento ou a possibilidade de possuir uma embarcação em Ubatuba pode ser uma experiência única para o turista, o visitante ou o morador da cidade”, explica o secretário municipal de Turismo, Alessandro Luís Morau.

Ainda segundo o secretário, o mercado e o turismo náutico estão em expansão na cidade: “Há vários roteiros náuticos consolidados no município com diversas ofertas de atrativos. Passeios destinados a Ilhas, mergulhos contemplativos, pesca esportiva, entre outros são possíveis a qualquer dia do ano em Ubatuba e nas diferentes regiões do Município e todas as atividades possuem pontos específicos formatados e trabalhados pelas agências, sem contar a possibilidade do avistamento de cetáceos com uma surpresa principalmente na época do inverno. Ubatuba e sua linda costa marítima estão à espera de todos os interessados em experimentar momentos inesquecíveis relacionados ao universo náutico”.

Para conhecer as experiências do Litoral Norte acesse https://circuitolitoralnorte.tur.br/experiencias.

(Fonte: Assimptur)

Complexo Theatro Municipal apresenta “Na Solidão dos Campos de Algodão”

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Mayra Azzi.

Considerado um dos grandes nomes do teatro francês do século XX, o dramaturgo Bernard-Marie Koltès (1948-1989) escreveu, em 1985, a peça “Na Solidão dos Campos de Algodão”, que acaba de ganhar uma montagem inovadora e ousada dirigida por Eliana Monteiro. O espetáculo estreia na Praça das Artes, onde fica em cartaz entre 11 e 31 de agosto, em temporada gratuita.

A peça é encenada em um espaço cênico criado a partir da obra “La Bruja”, do artista visual carioca Cildo Meireles. Esse espaço é todo composto por centenas de fios brancos que invadem e se apropriam da sala de exposições da Praça das Artes. O espaço poderá ser visitado pelo público fora do horário das apresentações.

A obra de Koltès adota como protagonista a própria linguagem. Na trama, duas pessoas se encontram à noite em um local indefinido – aparentemente com a intenção de fazer negócios. Uma delas pretende fornecer o que a outra quer comprar, mas nem o desejo, nem a mercadoria são revelados. Essa relação mostra-se, ao longo do tempo, mais parecida com um combate. Tendo a solidão como horizonte e a palavra como principal arma, ela evidencia estruturas como o patriarcado, o racismo e a luta de classes. “Há aí uma espécie de comércio do desejo, em que a Dealer oferece à outra o que ela desejar, não sem violência, numa relação que vai se estabelecendo como contraditória e tensa”, comenta a diretora Eliana Monteiro sobre o texto.

“Abordar temas tão relevantes quanto os que o texto de Bernard-Marie Koltès nos apresenta são essenciais para a programação do espaço, ligada às demandas mais atuais da sociedade. Melhor ainda quando ele dialoga com as artes visuais e obras de artista como Tunga, patrimônios brasileiros”, afirma Andrea Caruso Saturnino, diretora-geral do Complexo Theatro Municipal de São Paulo.

A montagem também inova ao trazer, pela primeira vez, os dois protagonistas masculinos do texto original interpretados por mulheres, as atrizes Lucienne Guedes e Mawusi Tulani. A tradução é de Silvia Fernandes.

No Brasil, Na Solidão dos Campos de Algodão ganhou uma icônica montagem no porão do CCSP – Centro Cultural São Paulo, em 1996, dirigida por Gilberto Gawronski e estrelada por ele e por Ricardo Blat. Na época, a encenação evocava a questão do HIV/AIDS e como a doença representava um fantasma bastante cruel que rondava os desejos e o imaginário da sexualidade tal como um castigo. “Quase 30 anos depois da primeira montagem no Brasil, a AIDS, e mesmo a questão da homossexualidade ali depositada na tensão entre os dois homens da peça, muito embora de maneira não explícita, já não está tão presente nos medos do nosso imaginário. Agora, com duas atrizes em cena, nossa montagem desloca as questões presentes no texto para o plano do enfrentamento do patriarcado, esgarçando e desvendando a teia da estrutura racista e machista”, completa a diretora.

Oficina

Além do espetáculo e da visitação ao espaço cênico, a Praça das Artes recebe a oficina “Procedimentos de criação da montagem de Na Solidão dos Campos de Algodão”, ministrada pela diretora e pelas atrizes. A ação acontecerá nos dias 23, 24 e 26 de agosto (mais informações abaixo).

A ideia da oficina é fazer com que as/os participantes experienciem os procedimentos de criação do espetáculo, a partir dos temas evocados pela dramaturgia. O workshop proporcionará ação prática e reflexiva sobre as possibilidades de leitura e encenação dos textos contemporâneos.

Sinopse

O texto de Bernard-Marie Koltès (1948-1989) traz a linguagem como protagonista. Na situação da peça, duas pessoas se encontram à noite num lugar indefinido, aparentemente para fazer negócios. Uma tem algo a ofertar para a outra, sem que tal mercadoria seja revelada. Nesse encontro, estabelecem um embate de ideias e pensamentos que as leva a entrar em contato com suas profundas condições humanas, com seus desejos e suas solidões.

Ficha técnica

Texto: Bernard-Marie Koltès

Direção artística: Eliana Monteiro

Atrizes: Lucienne Guedes e Mawusi Tulani

Tradução: Silvia Fernandes

Iluminação: Aline Santini

Direção musical: Dani Nega

Figurino: Claudia Schapira

Espaço cênico: criação a partir da obra La Bruja, de Cildo Meireles

Coordenação de produção: Leonardo Birche e Renata R. Allucci

Assessoria de imprensa: Pombo Correio.

Serviço:

“Na Solidão dos Campos de Algodão”

Praça das Artes – Avenida São João, 281 – Sé – São Paulo (SP)

Capacidade Sala do Conservatório – 200 pessoas

Temporada: 11 a 31 de agosto, de segunda a quinta, às 20h; às sextas, às 17h e às 20h; aos sábados, às 16h e às 19h; nos dias 30 (terça) e 31 (quarta) de agosto, sessões extras às 17h*

*Nos dias 20 (16h), 24 (20h), 25 (20h) e 26 de agosto (20h), a sessão tem tradução simultânea em Libras

Classificação: 14 anos

Duração: 120 minutos

Ingressos: gratuitos, devem ser retirados aqui

Entrada não permitida depois do início

Visitação ao espaço cênico

Quando: 4 a 31 de agosto, de segunda a sábado, das 10h às 15h

Sinopse: visitação gratuita aberta ao público do espaço cênico da peça “Na Solidão dos Campos de Algodão”, criado a partir da obra “La Bruja”, de Cildo Meireles. Composto por centenas de fios brancos que invadem e se apropriam da Sala de Exposições, criando um lugar-nenhum. Todos os dias haverá arte-educadores para receber o público, propor mediações e novas percepções sobre o espaço cênico.

Oficina

“Procedimentos de criação da montagem de Na Solidão dos Campos de Algodão”, com Eliana Monteiro, Lucienne Guedes e Mawusi Tulani

Sinopse: a partir dos temas movidos pela dramaturgia de Na Solidão dos Campos de Algodão, as participantes e os participantes serão conduzidos pela diretora artística e pelas atrizes da montagem para experienciarem procedimentos de criação do espetáculo. A oficina proporcionará ação prática e reflexiva sobre as possibilidades de leitura e encenação dos textos contemporâneos.

Quando: 23, 24 e 26 de agosto, na terça e na quarta-feira, das 14h às 17h, e na sexta, das 9h30 às 12h30

Local: Sala de exposições

Forma de seleção: análise de currículo e breve carta de interesse, enviadas através do formulário

Cronograma: Inscrições de 1º a 14 de agosto. Resultados divulgados por e-mail no dia 17 de agosto

Vagas: 25

Público: Estudantes de artes cênicas (bacharelados, licenciaturas, cursos técnicos, pós-graduação etc.).

(Fonte: Approach Comunicação)