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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Museu do Ipiranga reabre totalmente restaurado, modernizado e com o dobro da área construída

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Natalia Cesar.

Após nove anos fechado para visitação, o Museu do Ipiranga da USP reabriu para o público no último dia 8 como um dos mais completos e modernos museus da América Latina. Nos últimos três anos, o museu passou por uma reforma que angariou o maior valor já captado entre a iniciativa privada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. O custo da reforma é estimado em R$235 milhões – além dos recursos incentivados, que são a maioria, há investimentos privados sem incentivo fiscal e também aportes públicos. Reaberto, o Museu do Ipiranga tem sua área construída dobrada e área expositiva triplicada, além de acessibilidade a todos os pavimentos do edifício, e a recuperação do Jardim Francês e suas fontes. A expectativa é de que a instituição passe a receber entre 900 mil e 1 milhão de visitantes por ano.

O Museu disponibiliza o lote semanal de ingressos toda sexta-feira, a partir das 10h, mediante agendamento no site ou pela plataforma Sympla. Até o dia 6 de novembro, os ingressos serão gratuitos. No dia seguinte, os valores serão equivalentes àqueles praticados por museus públicos, com um dia de entrada franca na semana. O Museu do Ipiranga funciona de terça a domingo, das 11h às 17h, e no mês de setembro, seguirá em esquema de soft opening, com cerca de mil visitantes por dia. Haverá bicicletário e estacionamento para público PCD. O Jardim Francês tem entrada livre das 11h às 20h.

Foto: Heloisa Bortz.

A acessibilidade foi assegurada em todos os espaços, com a instalação de rampas, elevadores e plataformas elevatórias, além de piso podotátil e mapas visutáteis. O Jardim Francês e suas fontes também foram contemplados.

Juntamente às obras de restauro e ampliação, foram realizados restauros e inspeções em mais de três mil objetos do acervo que estarão expostos na reabertura. Dentre eles, encontram-se 122 pinturas e duas maquetes de grande porte. Algumas obras, por suas dimensões, não saíram do prédio histórico e foram restauradas in loco – é o caso do quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, da maquete São Paulo em 1841, do holandês Henrique Bakkenist, e das estátuas de mármore e bronze.

No Novo Museu do Ipiranga, o público vai se deparar com 12 exposições – 11 de longa duração e uma mostra temporária. As de longa duração são divididas em dois eixos temáticos: “Para entender a sociedade” e “Para entender o Museu”. A exposição de curta duração “Memórias da Independência” estará aberta por quatro meses a partir de novembro. No total, serão expostos 3.058 itens pertencentes ao acervo do Museu, 509 itens de outras coleções e 76 reproduções e fac-símiles. A maior parte dos objetos data dos séculos 19 e 20, mas há itens mais antigos, que remontam ao Brasil colonial. As mostras contemplam pinturas, esculturas, objetos, móveis, moedas, documentos textuais, fotografias, objetos em tecido e madeira que trazem discussões sobre a sociedade brasileira, desde a esfera íntima da casa até a vida social, e sobre o próprio museu, suas atribuições e funcionamento.

Foto: Heloisa Bortz.

O novo espaço expositivo abrange todas as áreas do Edifício-Monumento, incluindo espaços antes sem acesso ao público, e outros que não existiam. Desta forma, a área de exposições triplicou, passando de 12 para 49 salas expositivas, o que significa um número recorde de acervos do Museu expostos. O circuito conta com 70 peças multimídia, salas imersivas, espaços interativos e acessibilidade, com cerca de 390 recursos multissensoriais disponíveis para todos os públicos, como telas táteis, maquetes e réplicas ampliadas de diversos itens do acervo.

Museu do Ipiranga – USP

O Museu do Ipiranga é sede do Museu Paulista da Universidade de São Paulo e seguiu em atividade com eventos, cursos, palestras e oficinas em diversos espaços da cidade. As obras de restauro, ampliação e modernização do Museu são financiadas via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão do Projeto Novo Museu do Ipiranga é feita de forma compartilhada pelo Comitê Gestor Museu do Ipiranga 2022, pela direção do Museu Paulista e pela Fundação de Apoio à USP (FUSP).

Foto: Heloisa Bortz.

O edifício, tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal, foi construído entre 1885 e 1890 e está situado dentro do complexo do Parque Independência. Concebido originalmente como um monumento à Independência, tornou-se em 1895 a sede do Museu do Estado, criado dois anos antes, sendo o museu público mais antigo de São Paulo e um dos mais antigos do país. Está, desde 1963, sob a administração da USP, atendendo às funções de ensino, pesquisa e extensão, pilares de atuação da Universidade.

As obras do Novo Museu do Ipiranga são financiadas via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Patrocinadores e parceiros: BNDES, Bradesco, Caterpillar, Comgas, EDP, EMS, Itaú, Sabesp, Shell, Santander, Vale, Banco Safra, CSN, Honda, Raízen, Novelis, Pinheiro Neto Advogados, Atlas Schindler, Ultra, Ipiranga, Gerdau, Goldman Sachs, Nortel, Dimensional, B3, Fundação Banco do Brasil, GHT, Rede D’or, Bank of America, Unilever, Too seguros, Autodesk, Instituto Bandeirantes, Eletromidia, History Channel e UOL.

Serviço:

Museu do Ipiranga

Terça a domingo, das 11h às 17h

Lote semanal de ingressos toda sexta-feira, às 10h, no site ou na plataforma Sympla

Entrada apenas mediante agendamento prévio

Entrada gratuita até 6 de novembro, com limite de 8 ingressos por CPF

Crianças de até seis anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, não precisam de ingressos.

É necessária a apresentação do Certificado Nacional de Vacinação contra a Covid-19.

Rua dos Patriotas, nº 20

Grupos e escolas: Os agendamentos começam em outubro pela plataforma Sympla. Para outras informações, entre em contato pelo e-mail serveduc@usp.br.

Visitas guiadas: começarão em 2023.

Como chegar:

Transporte público: de metrô, há duas estações próximas ao Museu, ambas da linha 2, verde: Alto do Ipiranga (30 minutos de caminhada) e Santos-Imigrantes (25 minutos a pé). A linha 710 da CPTM tem uma parada no Ipiranga (20 minutos de caminhada).

Principais linhas de ônibus: 4113-10 (Gentil de Moura – Pça da República), 4706-10 (Jd. Maria Estela – Metrô Vila Mariana), 478P-10 (Sacomã – Pompéia), 476G-10 (Ibirapuera – Jd. Elba), 5705-10 (Terminal Sacomã – metrô Vergueiro), 314J-10 (Pça. Almeida Junior – Pq. Sta Madalena), 218 (São Bernardo do Campo – São Paulo).

Pessoas com deficiência em transporte individual: na entrada da Rua Xavier de Almeida, nº 1, há vagas rotativas (zona azul) em 90°. Para quem usa bicicleta, foram instalados paraciclos na área do jardim.

Apoio: Sympla.

(Fonte: Conteúdo Comunicação)

Ponto MIS divulga programação de filmes on-line e presenciais que serão exibidos em setembro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O Casarão Pau Preto, onde serão exibidos os filmes do Ponto MIS. Foto: Eliandro Figueira.

A Secretaria de Cultura de Indaiatuba, em parceria com o Ponto MIS (Museu da Imagem e do Som), disponibiliza a programação on-line e presencial de filmes no mês de setembro. Confira a seguir:

Sessões on-line

Carlota Joaquina

Data: 24 de setembro – Horário: 18h

Exibição pelo link + bate papo com Carla Camurati.

Sinopse: O filme retrata a vida da Carlota Joaquina, infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal com apenas 10 anos de idade. É uma história satírica do Brasil no século 18, narrando as aventuras dela e as decepções com o marido.

Além disso, serão exibidas as sessões presenciais dos filmes “Encanto”, “Frida”, “A vida é uma festa”, “Basquiat”, “A nova onda do Imperador” e “Grandes Olhos”, no Casarão Pau Preto.

Frida

Data: 15 de setembro – Horário: 19h30

Classificação: 14 anos

Sinopse: Biografia da pintora Frida Kahlo que retrata sua dor desde a adolescência devido ao acidente sofrido, que lhe causou paralisia. Também retrata o casamento conturbado com seu companheiro de vida e arte.

A vida é uma festa

Data: 17 de setembro – Horário: 15h

Classificação: Livre

Sinopse: Um menino apaixonado por música vai parar com seu cachorro no mundo dos mortos. Lá ele descobre como é o pós-morte e como deixar viva a memória de seus antepassados.

Basquiat

Data: 22 de setembro – Horário: 19h30

Classificação: 12 anos

Sinopse: Um jovem artista de rua chamado de Jean Michel Basquiat é descoberto pelo artista Andy Warhol e, com a repentina ascensão, luta contra drogas, fama e sua identidade.

A nova onde do imperador

Data: 10 de setembro – Horário: 18h

Classificação: 12 anos.

Sinopse: O jovem e arrogante imperador é transformado em uma lhama e conta com a ajuda de um gentil camponês para recuperar seu trono e enfrentar uma bruxa, para finalizarem a jornada de aventuras.

Grandes Olhos

Data: 29 de setembro – Horário: 19h30

Classificação: 14 anos.

Sinopse: O filme retrata a história da pintora Margaret Keane, que teve sucesso nos anos 50. Ela precisou provar a autoria de suas obras, pois o marido Walter, nos anos 60, se denominava o autor querendo se apropriar do sucesso e talento da pintora.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Pavilhão 9, Korzus e Plebe Rude integram programação do 20º Festival de Rock de Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Pavilhão 9. Foto: Rui Mendes.

Cinquenta e três bandas tiveram suas inscrições efetivadas e participam do Festival de Rock de Indaiatuba, promovido pela Prefeitura de Indaiatuba por meio da Secretaria Municipal de Cultura. As eliminatórias acontecem nos dias 18, 24 e 25 de setembro no Espaço Viber e a final está marcada para 9 de outubro, em palco montado no Parque Ecológico. Para celebrar os 20 anos do festival, as eliminatórias também contarão com shows de encerramento das bandas Pavilhão 9 e Korzus, enquanto a final será comandada pela Plebe Rude.

“Para celebrar os 20 anos do Festival de Rock de Indaiatuba, teremos três grandes shows para o público, sendo dois deles nas eliminatórias, com as bandas Pavilhão 9 no dia 18 e Korzus no dia 25, além da Plebe Rude na grande final, que acontece dia 9 de outubro”, revela Tânia Castanho, secretária municipal de Cultura. “Depois de dois anos realizando o festival de forma online, voltamos com força total e nada melhor que uma programação recheada para celebrar os 20 anos deste importante evento”.

Korzus. Foto: Edu Firmo.

Participam do 20º Festival de Rock bandas de Indaiatuba, Araçatuba, Avaré, Campinas, Cerquilho, Goiânia, Guarulhos, Itu, Jundiaí, Louveira, Osasco, Rio de Janeiro, Salto, Santos, São Caetano do Sul, São João da Boa Vista e São Paulo. A ordem de apresentações foi definida em reunião realizada no último dia 3 no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela (confira abaixo).

Durante as eliminatórias, dez bandas serão selecionadas para a final, quando serão premiadas as três melhores participantes, além de Melhor Intérprete e Melhor Composição. A classificação das músicas e a atribuição de prêmios ficarão a cargo da Comissão Julgadora, composta por três profissionais ligados à música escolhidos pela Comissão Organizadora.

Os critérios de avaliação serão: Interpretação (expressão musical, afinação, dicção e presença de palco), Composição (letra, estrutura poética, prosódia musical e contexto da obra) e Desempenho Musical (criatividade, arranjo, técnica e entrosamento). Cada critério receberá notas de 0 a 10, que poderão ser fracionadas.

Plebe Rude. Foto: Leão.

A banda Insone foi a vencedora do Festival de Rock Virtual de Indaiatuba 2021. A Triunfo ficou em segundo lugar, seguido pela Cries for Help. O prêmio de Melhor Composição foi para a Black Mapache e, de Melhor Intérprete, para a Triunfo. Mais informações pelos telefones (19) 3875-8383 ou 3875-6144.

O 20º Festival de Rock de Indaiatuba conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo por meio da Amigos da Arte. Conheça as bandas que integram a programação do 20º Festival de Rock de Indaiatuba:

Pavilhão 9  

Conhecido por seu discurso forte, pelas letras engajadas que tratam de questões sociais, políticas e culturais, o Pavilhão 9 é considerado um dos principais grupos de hip hop da década de 90. Atualmente, a banda está de volta e conta com uma nova formação, que inclui os vocais de Rhossi e Doze, além do guitarrista Rafael Bombeck (ex-La Raza), o baterista Leco Canali (ex-Tolerência Zero) e o DJ MF. Desde então, foram mais de 300 mil cópias vendidas, sete álbuns gravados ao longo da carreira, indicações a prêmios, shows pelo Brasil inteiro e participação em programas de TV e festivais importantes do cenário mundial, como Rock in Rio e Lollapalooza.

Korzus

Formada em 1983, a banda surgiu de um encontro de amigos adolescentes que almejavam fazer uma participação em um concurso musical da escola, uma brincadeira que deu totalmente certo. Trazendo uma respeitável discografia contando sete álbuns de estúdio, dois ao vivo e um DVD, a banda conseguiu ao longo destes 36 anos de atividades fazer o seu trash metal ecoar pelos quatro cantos do mundo.

Apesar dos aclamados álbuns “Mass Illusion” (1991) e “KZS” (1995), acompanhados por turnês na Europa e América do Norte, foi com “Ties of Blood” (2004) que o Korzus ganhou destaque. Em 2019, a banda lançou sua biografia, “Guerreiros do Metal”, escrita por Maurício ‘Hominho’ Panzone, que conta a trajetória da banda desde os primórdios, seus integrantes, histórias de bastidores, eventos, shows e outras curiosidades. Atualmente, a banda conta em sua formação com Marcello Pompeu (vocal), Dick Siebert (baixo), Antonio Araújo (guitarra), Heros Trench (guitarra) e Rodrigo Oliveira (bateria).

Plebe Rude

A banda de rock, formada em 1981, em Brasília, começou se destacando no meio punk rock por volta de 1982, numa época em que a efervescência roqueira da capital federal era grande. Intitulado “O Concreto Já Rachou”, o primeiro disco do grupo foi lançado em 1985, às vésperas da abertura política do país, em um período de redemocratização.

Depois dos lançamentos de “Nunca Fomos Tão Brasileiros” (1987), “Plebe Rude” (1988) e “Mais Raiva do que Medo” (1993), a banda fez uma pausa, voltando às atividades em 2000, com o álbum ao vivo “Enquanto a Trégua Não Vem”.  Quatro anos depois, o guitarrista Clemente Nascimento, da banda Inocentes, passou a integrar o grupo, trazendo um estilo mais punk e agressivo ao quinto álbum de estúdio, “R ao Contrário” (2006).

Celebrando os mais de 40 anos de carreira, a Plebe Rude apresenta a turnê Evolução. O show conta com faixas de destaque do último trabalho, além dos grandes sucessos que marcaram a trajetória da banda. A banda conta atualmente com Philippe Seabra (guitarra e voz), André X, (baixo), Clemente Nascimento (guitarra e voz) e Marcelo Capucci (bateria).

20º FESTIVAL DE ROCK DE INDAIATUBA – ORDEM DE APRESENTAÇÃO

18 de setembro, a partir das 15h

Local: Espaço Viber

Endereço: Rua Goiás, s/nº (Cidade Nova II)

Entrada franca

1 – Cancioneiros da Lua Cheia

2 – Radicitus

3 – Vienna

4 – Etop City

5 – Cries for Help

6 – Mordog

7 – Cizara

8 – Aslam

9 – Maria Fumaça Rock

10 – Create the Infinite

11 – Gosotsa

12 – All My Pain

13 – Aejow

14 – Contradição Arkana

15 – Only Five Left

16 – Banda DVS

17 – Triunfo

18 – Kamposcomk

Encerramento – Pavilhão 9

24 de setembro, a partir das 15h

Local: Espaço Viber

Endereço: Rua Goiás, s/nº (Cidade Nova II)

Entrada franca

1 – Treze

2 – Cálibra

3 – Hutal

4 – Dsarme?

5 – Incêndio

6 – Miliduks

7 – In Said

8 – Neutrality

9 – Juarez Côrtes

10 – Panapaná

11 – Streita

12 – Estorvo

13 – Mojobox

14 – Doma

15 – Verrina Mecânica

16 – Black Mapache

17 – Gambia Rock

25 de setembro, a partir das 15h

Local: Espaço Viber

Endereço: Rua Goiás, s/nº (Cidade Nova II)

Entrada franca

1 – Medo da Noite

2 – Stratotubs

3 – 60Hertz

4 – Kill

5 – A Banda Reverso

6 – Quatro Sete

7 – Forrest

8 – Banda Oruz

9 – Do Culto ao Coma

10 – Camila Mietto e Banda

11 – Hunger

12 – Concordia

13 – Apollo

14 – Radioativa

15 – Giovanna Moraes

16 – Rocket Five

17 – Banda Encruzilhada

18 – Aurora Live

Encerramento – Korzus.

9 de outubro, a partir das 15h

Local: palco em frente à Prefeitura de Indaiatuba

Endereço: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 2.800 (Jardim Esplanada)

Entrada franca

– Bandas finalistas

– Insone (vencedora do Festival de Rock 2021)

– Plebe Rude.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Museu da Casa Brasileira prorroga exposição ‘Le Corbusier – A arquitetura moderna declarada Patrimônio da Humanidade’ até 1º de outubro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

O Museu da Casa Brasileira prorroga a exposição ‘Le Corbusier – A arquitetura moderna declarada Patrimônio da Humanidade’ até o dia 1º de outubro. A mostra é realizada pela Embaixada da Suíça no Brasil e o Consulado Geral da Suíça em São Paulo em colaboração com a Fundação Le Corbusier e a Unesco. Com mais de 11 mil visitantes – até o momento –, a mostra comemora os seis anos da inscrição de 17 obras de Le Corbusier no Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco.

Os painéis de tecidos com estampas das 17 obras do arquiteto refletem sobre a importância de sua atuação no campo da arquitetura moderna, sugerindo temas transversais, como Le Corbusier e arquitetura moderna brasileira, Patrimônio Mundial da Humanidade, numa perspectiva contemporânea, sustentabilidade, inovação e educação.

Quem foi Le Corbusier | Um dos arquitetos mais reconhecidos mundialmente, o suíço/francês Le Corbusier – pseudônimo de Charles-Edouard Jeanneret-Gris – nasceu no dia 6 de outubro de 1887 em La Chaux-de-Fonds, no noroeste da Suíça, próximo da fronteira com a França.

Arquiteto, urbanista, escultor e pintor, deixou mais de 30 obras pelo mundo. Filho de um mestre relojoeiro e de uma professora de piano, é considerado um dos mais importantes arquitetos e modernistas do século XX e um dos principais influenciadores teóricos da arquitetura de todos os tempos.

Sobre o MCB | O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo administrada pela Fundação Padre Anchieta, dedica-se, há 52 anos, à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

Serviço:

Le Corbusier – A arquitetura moderna declarada Patrimônio da Humanidade

Visitação prorrogada até 1º de outubro de 2022

Local: Museu da Casa Brasileira

Endereço: Av. Brig. Faria Lima, nº 2705 – Jardim Paulistano, São Paulo/SP

Próximo à estação Faria Lima da Linha Amarela do Metrô.

Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, com exceção da sexta-feira, que tem horário estendido até 22h.

Ingressos: R$20,00 e R$10,00 (meia-entrada)

Entrada gratuita: às sextas-feiras.

(Fonte: Museu da Casa Brasileira)

Conhecer a “assinatura molecular” da depressão em idosos pode contribuir para tratamentos mais eficazes, aponta estudo

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: Towfiqu Barbhuiya/Pexels.

Um estudo publicado nesta segunda (12) no periódico europeu “Journal of Proteomics” identificou um grupo de proteínas que pode ser usado para determinar a “impressão digital” da depressão tardia, um subtipo da doença que se desenvolve na população idosa. A proposta é fruto de uma parceria multicêntrica liderada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que envolveu também as Universidades de Connecticut (EUA), de Toronto (Canadá) e a Universidade Federal de Minas Gerais.

Os autores analisaram amostras sanguíneas de 50 pessoas entre 65 e 74 anos, dos quais 19 são diagnosticados com depressão tardia. Os demais foram incorporados ao estudo como grupo controle. Todos os voluntários passaram por avaliação psiquiátrica prévia e tiveram o histórico de saúde mental considerado. Após recolhidas, as amostras foram analisadas e processadas com o auxílio de softwares computacionais e bancos de dados especializados.

Ao comparar a composição sanguínea do grupo diagnosticado com os pacientes controle, foram identificadas diferenças significativas na concentração de 96 proteínas, das quais 75 parecem ser boas candidatas para a determinação de uma identidade molecular para a depressão geriátrica. Além de estarem relacionadas com o quadro depressivo, essas substâncias mostraram uma ligação com a alteração de processos importantes para o organismo, como a comunicação celular, a coagulação sanguínea e a resposta imune. “Nós também vimos que as diferenças na quantidade de seis dessas proteínas podem estar relacionadas com a piora dos sintomas de depressão”, destaca Lícia Silva-Costa, doutoranda no Laboratório de Neuroproteômica da Unicamp e uma das autoras do estudo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, ao menos seis em cada 100 pessoas entre 65 e 74 anos serão diagnosticadas com depressão nessa etapa da vida. Segundo Lícia, os resultados do estudo podem contribuir com a elaboração de novos métodos que facilitem o diagnóstico da doença, favorecendo um aumento na qualidade de vida desses pacientes. “Embora seja necessário validar esses achados em um número maior de pessoas, eles ajudam a compor um corpo de conhecimento para ampliar a compreensão sobre a depressão em idosos”, explica a pesquisadora.

Daniel Martins-de-Souza, coordenador do estudo, reitera a importância do projeto no conhecimento científico da depressão: “o pilar mais importante de nosso trabalho é compreender as bases biológicas da depressão, que é uma doença que atinge uma parcela significativa da população mundial”. Estima-se que até 10% da população pode ser atingida pela depressão em alguma fase da vida. “Esse corpo de conhecimentos que estamos ajudando a construir também pode ser usado na indústria farmacêutica para explorar novos alvos terapêuticos em medicações mais específicas para essa doença”, acrescenta Lícia.

(Fonte: Agência Bori)