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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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A importância econômica do gelo na Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Foto: Bruno Kelly/via Ascom Mamirauá.

Por Leonardo Capeleto de Andrade — “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo”. Com este que pareceria “o maior diamante do mundo”, começa “Cem Anos de Solidão”, do colombiano Gabriel García Márquez. Neste dia, José Arcádio Buendía pagou para si e seus filhos terem a prodigiosa experiência de tocar no gelo. Para Buendía, aquele era um grande invento que no futuro próximo poderia ser facilmente fabricado em escala com um material tão cotidiano como a água. Mas não foi apenas na tropical Macondo que o gelo foi exaltado.

Em “Fitzcarraldo”, filme de 1982 do alemão Werner Herzog, o personagem Brian Fitzgerald possui uma fábrica de gelo em Iquitos, na Amazônia peruana. “Imagine quantas possibilidades o gelo possui”, afirma o Fitzcarraldo. As crianças adoravam o gelo, mas para o estrangeiro, as pessoas não viam seu potencial – mas imaginava que no futuro este seria encontrado em qualquer navio e armazém.

Décadas se passaram desde o lançamento destas obras ficcionais; porém, o gelo segue sendo uma realidade fantástica em meio à floresta Amazônica. Em meio ao calor tropical, o gelo possui uma importância que vai muito além de gelar a tão brasileira caipirinha.

No interior do Amazonas, o gelo também é o responsável pelo mantenimento do transporte de peixes para as cidades – uma importante atividade econômica em toda Amazônia. Toneladas de gelo são fabricadas diariamente em cidades e carregadas pelos rios para esta logística. Uma atividade repetitiva e diária, visto que o gelo rapidamente derrete no calor tropical amazônico. O gelo é, acima de tudo, uma peça central na economia pesqueira.

Fazer gelo na década de 2020 é algo muito simples e exige poucos ingredientes: basicamente água e energia. Ao redor do mundo as pessoas fabricam gelo em geladeiras e refrigeradores comuns, sem sair de casa. As pedrinhas de água sólida são utilizadas para os mais diversos fins – inclusive gelar bebidas em dias quentes. Apesar deste potencial, o gelo ainda não é encontrado em qualquer barco ou armazém amazônico.

A Amazônia cobre cerca de metade da área do Brasil. Milhões de pessoas vivem dentro desta região. E parte destas em áreas rurais, a quilômetros de distância das grandes cidades. Em toda Amazônia a água é abundante durante todo o ano e certamente não é por falta de água que o gelo ainda é incomum nestas áreas. Mas a energia ainda é uma realidade limitada em muitas residências amazônicas.

Com distâncias amazônicas, a única fonte de energia em muitas comunidades ribeirinhas é a partir de geradores a diesel ou gasolina. Uma energia limitada a poucas horas por dia e com também limitada capacidade de força. Uma capacidade que limita a produção de gelo. Desta forma, o gelo precisa ser comprado em fábricas de gelo de cidades próximas e transportado de barco pelos rios.

Mais de cem anos talvez se passaram desde o encontro dos Buendía com o gelo em Macondo. Atualmente o gelo pode ser fabricado até com o auxílio de energia solar na Amazônia. Mas o encanto de tocar o gelo ainda é presente em muitas comunidades ribeirinhas. Do transporte do gigante Pirarucu até a oficial caipirinha no copo de um turista, o gelo segue como um importante personagem da Amazônia.

Leonardo Capeleto de Andrade é pesquisador associado do Grupo de Pesquisa em Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis (GPIDATS) do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

(Fonte: Agência Bori)

Cia. Histriônica apresenta “Alma Boa: Uma Parábola Chinesa” no Castro Mendes

Campinas, por Kleber Patricio

Foto: divulgação.

A Cia. Histriônica de Teatro apresenta nos dias 5, 6 e 7 de outubro o espetáculo “Alma Boa: Uma Parábola Chinesa” no Teatro Municipal Castro Mendes, em Campinas (SP). As sessões acontecerão nos três dias às 20h e os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pela plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro.

Em “Alma Boa”, os atores e atrizes da companhia, sediada em Campinas, encenam a parábola de Setsuan, escrita pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Na história, três deuses são enviados à Terra para encontrar uma alma boa que justifique a existência do planeta. A partir do encontro com a personagem Chen Te, uma prostituta, a peça se desenvolve trazendo reflexões sobre a sociedade, seus comportamentos e as relações com o outro e consigo mesmo, entre outros temas que vão sendo aprofundados de forma descontraída e reflexiva ao mesmo tempo.

Este ciclo de apresentações no Teatro Castro Mendes, um dos mais antigos e tradicionais palcos de Campinas, marca o retorno de “Alma Boa” aos palcos presenciais da cidade após o período crítico da pandemia causada pela Covid-19.

Além disso, o momento tem um quê de especial: a única vez em que o grupo se apresentou no mesmo local foi em 2016, ocasião em que lançava a versão atual do mesmo espetáculo – concebido originalmente em outro formato em 2013. “Estamos animados, ansiosos e muito honrados em apresentar ‘Alma Boa’ neste palco que já recebeu grandes nomes do teatro brasileiro. Será um momento especial para nós e para o público, com toda certeza”, afirma Júlia Munhoz, uma das atrizes da Histriônica.

O espetáculo

“Alma Boa” é um espetáculo singular. Em uma só montagem, a Cia. reúne música, risadas, movimentos coreografados e identificações com os personagens e, ao mesmo tempo, reflexões profundas sobre o amor, a convivência, conflitos e comportamentos comuns em sociedade. Setsuan é a cidade onde tudo acontece – mas não é de se espantar a mente relacionar as situações fictícias dali com muito do que se vê acontecer hoje em diversas partes do planeta.

Com direção de Dirceu de Carvalho, o espetáculo é apresentado com música ao vivo de Henrique Cantalogo e Felipe Macedo e parte do estudo do teatro épico e do pensamento científico para construção de uma reflexão sobre as relações e comportamentos humanos enquanto sociedade neste planeta. “O mundo não pode permanecer como está e precisa ser destruído, a não ser que se encontre ao menos uma alma boa que o justifique. Três Deuses são enviados à terra para encontrar essa alma boa. Já prestes a desistir, são ajudados por Chen Te, uma mulher que cumpre todos os requisitos que procuram, exceto por um: é uma prostituta”, conta o grupo, resumindo a história retratada no espetáculo.

Serviço:

“Alma Boa: Uma Parábola Chinesa”

Dias: 5, 6 e 7 de outubro

Horário: 20h

Onde: Teatro Municipal Castro Mendes

Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial – Campinas/SP

Valores: R$15 (meia) ou R$30 (inteira)

Ingressos: pela plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro

Duração: 120 minutos

Classificação indicativa: 12 anos.

(Fonte: Prefeitura de Campinas)

Favela Mundo completa 12 anos com mais de 10 mil crianças e adolescentes beneficiados

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

ONG reconhecida pela ONU como Modelo de Inclusão Social nas Grandes Cidades já esteve presente em 12 comunidades. Fotos: divulgação.

Trabalhando a mediação de conflitos por meio das Artes e da Cultura, a ONG Favela Mundo tem muito o que comemorar em seus 12 anos, completados em setembro. A organização não governamental é a única no país a ser reconhecida pela ONU como “Modelo de Inclusão Social nas Grandes Cidades”. O reconhecimento ocorreu no evento World Cities Day, em Nova York. A Favela Mundo também já representou o Brasil em outros nove eventos no exterior, sendo três deles na Organização das Nações Unidas.

Os mais de 10 mil alunos participaram do projeto, que deu nome à entidade Favela Mundo e realiza oficinas gratuitas de teatro, música e danças no contra turno escolar. Com um caráter itinerante, permanecendo um ano em cada comunidade, a ONG está atualmente em Acari, Caju e Cidade de Deus e está com matrículas abertas para novos alunos.

Um caso de amor pela dança

Na dança, Marcos Vitor de Moraes, de 17 anos, se encontrou: ele conheceu a Favela Mundo quando tinha 11 anos, na comunidade em que mora, no Engenho da Rainha, mas quando o projeto encerrou as atividades em seu bairro, resolveu ir atrás e continuar aprendendo, já que não havia outros projetos na sua região. “Fui para a Rocinha, Tomas Coelho, Acari e agora estou no Caju. Onde eu moro não tem projeto nenhum e aqui eu consigo fazer várias danças no mesmo dia. Estou fazendo danças brasileiras, hip-hop e jazz aqui, pego quatro ônibus, mas eu venho feliz porque vou dançar”, conta.

Arte como terapia

Wendy Sobrinho, de 19 anos, teve a Favela Mundo como um divisor de águas em sua vida. Quando começou a fazer as aulas de teatro e dança em Água Santa, ainda com 9 anos, sofria com TDAH, pois não conseguia se concentrar, mesmo tomando diversos remédios. “Eu brigava sem parar e por isso não tinha amigos. Depois que entrei pro ‘Favela’ mudou tudo isso. Meu psicólogo me deu alta, diminuí os remédios e melhorei na escola. O projeto acabou virando minha família e tenho amigos até hoje da época que comecei em 2012”, comenta.

Ainda há vagas para crianças e jovens

Atenção, moradores de Acari e do Caju: o projeto Favela Mundo está com 200 vagas em oficinas gratuitas de teatro, hip-hop, musicalização, violão, jazz e danças brasileiras. O foco são crianças e adolescentes de 7 anos a 18 anos e o único pré-requisito é estarem estudando.

O projeto Favela Mundo é patrocinado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Rio Brasil Terminal, LAMSA e Metrô Rio, via Lei do ISS.

Serviço:

Favela Mundo completa 12 anos e está com matrículas abertas para crianças e jovens, em Acari e no Caju. Para se inscrever em uma das oficinas é necessário estar matriculado em uma escola.

Acari – Av. Prefeito Sá Lessa, 229 – Acari, na Escola Municipal Daniel Pisa.

Caju – Rua General Sampaio, 74 – fundos, na Associação A Arte Salva Vidas.

Conheça mais sobre a ONG clicando aqui ou (021) 2236-4129.

(Fonte: Agência IS)

Japan Festival 2022 Indaiatuba Matsuri reúne gastronomia e atrações culturais

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A dança folclórica Bon Odori é uma das atrações. Fotos: Sacha Ueda.

O Japan Festival 2022 Indaiatuba Matsuri chega à sua quinta edição e traz a celebração da cultura japonesa para a cidade de Indaiatuba, interior de São Paulo. Promovido pela Acenbi (Associação Cultural Esportiva Nipo Brasileira de Indaiatuba) e organizado pela Tasa Eventos, este ano traz uma novidade: a participação das etnias alemã, italiana, nordestina e suíça durante sua programação. O evento conta com apoio da Prefeitura de Indaiatuba.

O evento acontece nos dias 7, 8 e 9 de outubro no Espaço Viber e reúne, além do melhor da gastronomia – com pratos diversificados, como yakisoba, tempurá e outras iguarias do pais asiático que fazem sucesso na praça de alimentação –, uma série de atrações como apresentações de Taikô, Cosplay, shows musicais, Bon Odori, Karatê e Kendô (artes marciais).

Apresentação de taiko faz parte da programação.

“Nosso Japan Festival Indaiatuba Matsuri é atualmente reconhecido como a melhor Festa Japonesa da região, devido à experiência adquirida pela Comissão Organizadora a cada ano, que nos permitiu aprender lições para a melhoria constante do evento”, relata o presidente da Acenbi, Sergio Seigi Sato.

Atrações

Em 2022, a apresentação do evento ficará a cargo de Arnou Iwane e trará shows musicais como Pamela Yuri, Bruna Higs, Akatsuki Band e Sérgio Tanigawa, além de apresentações do mágico Ossamá Sato, Grupo de Taikô (tambores japoneses), Cantores da Acenbi, Grupos de Danças Folclóricas Odori/Bon Odori e apresentações de Karatê e Kendô (Artes Marciais).

O desfile de Cosplay (personagens da cultura pop), programado para o sábado, 8 de outubro, também é um dos grandes destaques do Japan Festival 2022 Indaiatuba Matsuri. Os visitantes poderão conferir ainda exposições comerciais, bazaristas, espaço cultural com atividades da Escola de Língua Japonesa da Acenbi (Nitigo-Gakko) e Exposição de Ikebana (arte japonesa de arranjos florais).

Desfile de cosplay está programado para o sábado, dia 8.

O evento contará com a Entrada Solidária – o público poderá doar um quilo de alimento não perecível ou um litro de leite longa vida, que serão entregues à Associação Humanitária Casa Esperança, que realiza ações sociais em comunidades carentes de Indaiatuba.

O Japan Festival 2022 Indaiatuba Matsuri contará com o patrocínio de Pecval, Yanmar, Grupo Balilla, Kanjiko, Data Consult, Travel Inn Wise Hotel Indaiatuba e Solar Job Eletricidade Solar, além do apoio da Prefeitura de Indaiatuba. A Clip FM é a media partner do evento.

PROGRAMAÇÃO

7 de outubro (sexta-feira), das 18h às 23h

19h – Grupo Kadan/Bon Odori (Dança)

19h20 – Cantor Acenbi

19h30 – Grupos Yashika Daiko + Ryuu Taiko

19h55 – Cerimônia de Abertura

20h25 – Cantor Acenbi

20h35 – Grupos Yashika Daiko + Ryuu Taiko

21h – Show Musical: Pamela Yuri

8 de outubro (sábado), das 11h às 0h

13h30 – Grupo Kadan/Bon Odori (Dança)

14h – Grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko

14h25 – Cantor Acenbi

14h35 – Cantor Acenbi

14h40 – Grupo Yashika Daiko

15h – Apresentação Kendô Acenbi

15h20 – Desfile e Concurso Cosplay

16h20 – Show Musical: Akatsuki Band

19h – Grupo Kadan/Bon Odori (Dança)

19h45 – Grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko

20h10 – Cantor Acenbi

20h20 – Cantor Acenbi

20h30 – Grupo Ryuu Taiko

21h – Show Musical: Bruna Higs

9 de outubro, das 11h às 17h

13h – Grupo Kadan/Bon Odori (Dança)

13h30 – Apresentação Karatê Acenbi

13h50 – Cantor Acenbi

14h – Cantor Acenbi

14h05 – Grupos Yashika Daiko + Ryuu Taiko

14h35 – Show de Mágica com Ossamá Sato

15h15 – Show Musical: Sérgio Tanigawa.

Serviço:

Japan Festival 2022 Indaiatuba Matsuri

Data: 7 a 9 de outubro

Local: Espaço Viber

Endereço: Rua Goiás, Cidade Nova II – Indaiatuba (SP)

Entrada solidária (opcional): um quilo de alimento não perecível ou um litro de leite, que serão doados para comunidades carentes de Indaiatuba.

Informações: www.japanfestivalindaiatuba.com.br.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

GEMA recebe mostra individual do artista Felipe Carnaúba

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

“Uma Pintura é Uma Bandeira”, a primeira mostra individual do multiartista Felipe Carnaúba em São Paulo, abre no próximo dia 30 de setembro na GEMA, sob curadoria de Eduarda Freire. Com aproximadamente 40 trabalhos, entre pinturas, desenhos, vídeos, NFTs, objetos e Game, a exposição propõe um ambiente social e informal de debate diante de obras ‘ironicamente’ políticas. Entre as telas, podem-se encontrar algumas representações artísticas feitas em conjunto com componentes do coletivo Palácio Guanabara. “Felipe propõe uma flexibilização dos limites do espectador, diante de seus excessos; provoca o público com postulados por vezes perigosos, não lineares e pouco esclarecidos”, delibera a curadora.

Nos trabalhos do artista não há uma definição clara entre a busca pelo aplauso ou pela rejeição. Por vezes, pode-se até pensar Felipe Carnaúba como um advogado de causas próprias ao perceber o grau de ‘malicia’ presente nas criações. “Hoje, sou obrigada a repensar essa  figura. A presente produção me provoca mais questionamentos do que conclusões. (…) Como seria conviver com uma silenciosa tensão toda vez que receber alguém para conhecer a casa? Essa imagem de  um metro de  altura do rosto  do presidente, feia, mal-pintada e bem representada, não é algo que se consiga explicar facilmente para alguém num primeiro encontro romântico. Agora, notem a beleza que é perceber a naturalidade como se pensa arte como algo para se colocar na parede da sala. Estes questionamentos estão imersos na minha visão circunstancial de quem tem uma pintura do Felipe na entrada de casa. É evidente que a polêmica é ingrediente da massa do trabalho. No entanto, não diria que isto é um foco e sim um fato”, discorre Eduarda Freire. Definir como experimentação também seria um conceito muito vago visto que, seja em suas performances, vídeos, músicas, NFTs, textos ou pinturas, as intenções do artista são atuais.

“Uma Pintura é Uma Bandeira”. Por que? “Copos de Guaravita em pedaços de papelão, ou assentos de privada na parede expressam, na verdade, o Brasil por um carioca suburbano, subentendido e subestimado”, responde a curadora.

“Felipe se caracteriza pelo acúmulo, excesso e desorganização. Sua produção incansável e/ou exaustiva, detestável e/ou divertida, desafia a se deparar com níveis baixos da realidade atual, a um alto grau de  insolência e destemor. Em meio a frenéticos (senão épicos) aspectos antiglamurosos, gira uma ciranda do fracasso. Talvez seja essa a insinuação de que o veneno é o antídoto” , afirma Eduarda Freire.

O artista

Felipe Carnaúba (1998, Rio de Janeiro) é artista e curador independente, bacharelando em Pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ (EBA – UFRJ). Atua em diversas linguagens como artista, entre a pintura, instalação, música, performance e videoarte. Sua pesquisa investiga o acúmulo de elementos populares da indústria cultural como indagação de politizar o produto alienante e utiliza a linguagem dos memes pelo engajamento pós-irônico na era global. Suas obras remetem um trágico e humorado retrato da banalização da informação, como das redes sociais, a qual nossas relações de convívio exaustivamente, cada vez mais, friccionam entre o lazer à política.

GEMA, de Eduarda Freire e Clara Johannpeter, é um núcleo de arte contemporânea emergente dedicado a fomentar a produção e divulgação de artistas que nunca foram representados por galerias. Funciona como uma ferramenta de consultoria de arte com foco em artistas independentes. Reuniu um acervo em um espaço, em São Paulo, e até o presente momento atua em locais temporários que permitam exposições presenciais. No momento, trabalha com quinze artistas, mas também tem como foco incentivar artistas que estão fora de seu time, através de iniciativas como realizações de exposições individuais destes ou inclusão em exposições coletivas. A GEMA se apresenta como uma nova opção de fomento ao circuito artístico, de modo alternativo ao convencional modelo de exposição em cubo branco.

Serviço:

Exposição “Uma Pintura é uma Bandeira”

Artista: Felipe Carnaúba e Palacio Guanabara

Curadoria: Eduarda Freire

Realização: núcleo de arte contemporânea emergente – Gema

Abertura: 30 de setembro, sexta-feira, às 17h.

Período: de 1 a 30 de outubro de 2022

Local: GEMA

Endereço: Rua Venezuela 365 – Jardim América, São Paulo, SP

Horários: de quinta a segunda-feira – das 13 às 20h [com agendamento pelo DM @gemagemagemagema ou (21) 98282-0099]

Técnica: pinturas, desenhos, vídeos, NFTs, objetos e Game

Número de obras: 40 (aproximadamente)

Dimensões: variadas

Preço: sob consulta.

(Fonte: Balady Comunicação)