Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Museu da Imigração inaugura exposição sobre africanos que vivem em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Proposta da exposição é mostrar, em fotos e textos, a diversidade de africanos que adotaram a cidade de São Paulo nos últimos anos. Foto: Bob Wolfenson.

Na véspera do Dia da Consciência Negra, o Museu da Imigração (MI) abre a exposição “África em São Paulo”, com retratos feitos pelo fotógrafo Bob Wolfenson e entrevistas realizadas pelo jornalista Naief Haddad. O evento terá início às 11h e reunirá autores e personagens.

Desenvolvida nos últimos cinco anos, a mostra reúne 43 fotos que formam um painel variado e surpreendente desses migrantes, que inclui alguns refugiados. São mulheres e homens de 21 países do continente africano; entre eles, África do Sul, Angola, Camarões, Chade, Egito, Guiné-Bissau, Moçambique, República Democrática do Congo, Senegal e Tanzânia.

O desenho da exposição surgiu durante uma reportagem sobre emprego para a Folha de S.Paulo em 2018, quando Naief e Bob andaram muito pelo centro de São Paulo e perceberam a presença e a diversidade deste grupo pelas ruas. “Bob e eu ficamos fascinados pelo trabalho dos africanos, que vendiam de máscaras a turbantes. Mergulhamos nesse assunto e, desde então, conhecemos pessoas incríveis, que formam um mosaico da nova imigração na cidade”, conta Naief Haddad.

De culturas, religiões e classes sociais diferentes, essas pessoas reinventaram suas histórias ao chegar a São Paulo, adotaram outras profissões e formaram novas famílias. Além das fotos em grandes formatos, em cores vibrantes ou preto e branco, a exposição traz depoimentos sobre os motivos que fizeram os retratados deixarem o país de origem, a saudade da terra natal e a realidade no Brasil. “É uma exposição com potência, com peso”, define Bob Wolfenson. “Esse trabalho nasceu de uma conversa minha com Naief sobre a adaptação, a riqueza da produção e da vida deles. São desses encontros mais fortuitos que saem as grandes ideias. O Naief trouxe os primeiros personagens, depois a jornalista Luly Zonta entrou na história para buscar novas pessoas e tudo se desenvolveu. Eu fui um pouco ao sabor dos acontecimentos, não tinha uma ideia pré-concebida de como fazer as fotos. Quando vejo esse conjunto todo pronto, percebo a beleza e a integridade deste trabalho”, revela o fotógrafo.

Com concepção cenográfica do arquiteto André Vainer e programação visual de Thea Severino e Marcio J. Freitas, a exposição traz recursos audiovisuais que permitirão ao visitante uma imersão no continente africano. Será possível, inclusive, ouvir trechos dos relatos na voz e sotaque dos personagens. O escritor Jeferson Tenório e o ator e ativista Vensam Iala, que é especialista em literatura africana, assinam os textos de apresentação da mostra.

Entre as pessoas eternizadas pelas lentes de Bob Wolfenson, está uma princesa. Filha do rei da tribo Papel, Madalena Nanque nasceu na Guiné-Bissau, em 1979, e chegou ao Brasil em 1998, cheia de sonhos, mas sem mordomia. Formou-se em teologia e pedagogia e sua vida paulistana é de muito trabalho.

“Juntei minhas economias e vou me mudar para o Brasil. Quero ser escritor”. Foi com essas palavras que o angolano João Pedro Canda avisou seu pai sobre a mudança de continente. A travessia ocorreu em 2013, motivada não apenas pelo projeto literário de vida, mas também pelo temor da política repressora vigente em Angola de 1979 a 2017. Em São Paulo, o autor de sete livros também criou o instituto Literáfrica.

Formado em música em Alexandria, Tarek Sabry se apresentava como saxofonista em hotéis no Egito. Lá, conheceu a brasileira Claudia em 2011 e se apaixonou. As viagens foram constantes. Em 2018, já com dois filhos, o casal decidiu permanecer no Brasil. Entre os convidados do projeto, Tarek foi o único que disse nunca ter sofrido preconceito racial ou xenofobia.

A exposição de Bob e Naief mescla rostos, países e idades. Exemplo disso é a inquieta camaronesa Mama Louise Edimo: “Aos 75, tenho a sensação de que há mais 75 pela frente”. Aos 12, ela foi enviada pela família para estudar na França. Anos depois de se formar em jornalismo em Paris, tornou-se produtora musical. Nos anos 1970, resolveu viver no Brasil, que conhecia por meio dos discos. Hoje, ela é uma referência da cultura de Camarões em São Paulo.

Com mais de 50 anos de carreira, Bob Wolfenson tem trabalhado com diversos gêneros da fotografia. Uma das referências nacionais como retratista e fotógrafo de moda, ele transita entre projetos artísticos e publicidade. Já expôs em museus, como o MASP, e lançou livros como “Jardim da Luz” (1996), “Belvedere” (2013) e “Desnorte” (2021).

Jornalista há 25 anos, Naief Haddad é repórter especial da Folha de S.Paulo, onde exerceu diversas funções, como editor de projetos especiais e editor de Turismo. Coordenou a coleção 100 Anos de Fotografia pelas Lentes da Folha.

Serviço:

Exposição África em São Paulo

Data: 19 de novembro de 2022 a 12 de março de 2023

Local: Sala de exposições temporárias do Museu da Imigração

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)

R$10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados

Acessibilidade no local | Bicicletário na calçada da instituição | Não possui estacionamento | Próximo à estação Bresser-Mooca. www.museudaimigracao.org.br.

(Fonte: Assessoria de Comunicação | Museu da Imigração)

7ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo acontece de forma online e gratuita de 15 a 30 de novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Still de “as Galochas”. Imagens: divulgação.

“China — luzes e sombras, sons e sonhos” é o tema da 7ª Mostra de Cinema Chinês de São Paulo, promovida pelo Instituto Confúcio na Unesp – que acontece de 15 a 30 de novembro, de forma online e gratuita para todo o Brasil. A programação conta com uma seleção de oito títulos contemporâneos e premiados que ficarão disponíveis na plataforma do Centro Cultural São Paulo (www.ccsplay.com.br) por todo o período do Festival e que não estão disponíveis em nenhum outro streaming no Brasil.

Com curadoria de Shi Wenxue, mestre em Ciências do Cinema pela Academia de Cinema de Pequim, e Lilith Li, que foi coordenadora do Festival Internacional de Cinema de Macau, o evento,  que aconteceu presencialmente na capital paulista em outubro, traz longas com narrativas multidimensionais que quebram barreiras e estereótipos culturais. “São obras que retratam o nosso tempo e a nova geração em histórias cheias de verdade e sentimento numa perspectiva genuinamente chinesa”, observam os curadores.

“Chaogtu with Sarula”.

Na programação estão “As galochas de Wangdrak” de Lhapal Gyal, indicado ao Urso de Cristal do Festival de Cinema de Berlim (Mostra Nova Geração), a premiada animação “Reino de Terracota”, de Ding Liang e Lin Yongchang – os diretores participarão de uma webnário dentro da Mostra, “Chaogtu e Sarula”, de Wang Rui, vencedor dos prêmios de melhor direção no 33º Golden Rooster Film Festival e Melhor Contribuição Artística no 32º Festival Internacional de Cinema de Tóquio, baseado no romance “A Pastora”, de Mo Yue, e “Quando a primavera chegar” de Li Gen, indicado ao Prêmio “White Mulberry” de Melhor Diretor Estreante, baseado numa experiência real do cineasta.

O evento, realizado pelo Instituto Confúncio, ainda traz “Acima das nuvens”, de Liu Zhihai, Prêmio Tiantan de Melhor Filme no Festival de Cinema de Pequim, “Adoração” de Yang Zi, selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Busan (Coreia do Sul),  e os  documentários “O grande aprendizado”, de Sun Hong, Wang Jing e Ke Yongquan, indicado ao Prêmio China Golden Rooster de Melhor Documentário,  e “Tive a lua nas mãos”, de Cheng Tsun-shing, considerado um dos dez filmes mais influentes de 2020 na China e que conta a história de vida de Yeh Chia-ying ,  grande mestra da poesia clássica.

“Tive a lua nas mãos”.

A Mostra de Cinema Chinês de São Paulo é uma realização do Instituto Confúcio na Unesp, em parceria com o Centro Cultural São Paulo e a Spcine. Ela se tornou uma atividade cultural de grande influência e referência para a promoção e divulgação do cinema chinês no Brasil.

Programação completa e sinopses dos filmes: https://mostracinema.institutoconfucio.com.br.

Serviço:

7ª Mostra de Cinema Chinês

15 a 30 de novembro

Online e gratuita

Classificação Indicativa: livre

Onde assistir: www.ccsplay.com.br

Programação: https://mostracinema.institutoconfucio.com.br.

(Fonte: ATTi Comunicação e Ideias)

Acafi promove Encontro de Orquestras em novembro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

A Camerata Filarmônica de Indaiatuba (Acafi), que está realizando a Quarta edição do FeCam, irá realizar um Encontro de Orquestras da Acafi, com concertos de orquestras comunitárias e didáticas convidadas nos dias 11,13,14 e 15 de novembro, com entrada gratuita, por ordem de chegada. Haverá a participação da Camerata Filarmônica Jovem de Indaiatuba, Coro adulto da

Acafi e convidados.

Acompanhe toda a Programação Artística IV Fecam 2022. Os concertos terão repertórios variados, desde um tributo a John Williams até repertório para orquestra de cordas com obras de Mozart, Villa-Lobos e Ernani Aguiar, música de câmara e Rock Sinfônico.

11/11 (sexta):

20h: Auditório do Colégio Progresso Bilíngue – Concerto de Abertura do Festival:

Camerata Filarmônica Jovem de Indaiatuba + Coro Adulto da ACAFI + Convidados

13/11 (domingo):

20h: Câmara Municipal de Indaiatuba – Concerto com Orquestras convidadas:

– Orquestra Filarmônica de Valinhos

– Orquestra Filarmônica do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu

14/11 (segunda):

20h: Anfiteatro da Unimax – Concerto dos Professores do Festival

15/11 (terça):

20h: Anfiteatro da Unimax – Concerto de Encerramento do Festival:

Orquestra de Cordas do Festival + Classe de Regência

O concerto conta com Direção Artística e Regência de Natália Larangeira.

(Fonte: Alfapress)

Aumento de plástico em recifes impacta comportamento alimentar de peixes

Maracajaú, por Kleber Patricio

Foto: Naja Bertolt Jensen/Unsplash.

O aumento da presença de compostos plásticos nos mares e oceanos têm causado preocupação desde os anos 1970. Uma nova descoberta deste impacto é trazida por pesquisadores do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Eles identificaram que os plásticos presentes nos mares impactam a fauna marinha de maneiras sutis, como na preferência alimentar e nas interações dos peixes com os recifes. Os peixes evitam as áreas com maior concentração de plásticos, se afastando e não se alimentando no local. O trabalho está publicado na edição desta semana da revista “Marine Pollution Bulletin”.

Segundo dois dos autores, o professor Guilherme Longo, pesquisador do Departamento de Oceanografia da UFRN e Maiara Menezes, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da mesma universidade, a presença dos plásticos nos chamados bentos (conjunto de organismos que recobrem o fundo dos recifes) tem reduzido a quantidade de mordidas que uma determinada área do fundo marinho recebe. Esse fenômeno significa que os peixes se afastam das áreas com lixos plásticos e reduzem a pressão alimentar no local.

Foram observados 212 peixes, com biomassa média de 32,8 se alimentando dos bentos em 30 vídeos que foram registrados. A maioria estava se alimentando de grama de algas (71%), seguido 149 por macroalgas (21%), corais (3%) e substrato nu (1%).  Os resultados sugerem que o plástico mais repeliu os peixes do que os atraiu. A interação alimentar foi menor nas áreas onde o plástico estava presente. “Infelizmente, tem se tornado mais comum observarmos lixos plásticos depositados sobre os organismos que recobrem o fundo, incluindo algas. Inicialmente, esperávamos observar altas taxas de ingestão de plástico, porém nossos resultados sugerem que esses peixes simplesmente não querem se alimentar em áreas com plástico e que não fazem parte da paisagem natural marinha, nem mesmo quando o plástico permaneceu no mar por meses e já está recoberto por pequenas microalgas”, apontam Longo.

O trabalho mostra que nem mesmo o biofilme nos plásticos encontrados tornou o plástico mais atraente aos peixes. Apesar de serem nutritivos e/ou fáceis de digerir, os peixes declinaram as regiões onde havia a presença de poluentes. “Acreditamos que a presença do objeto estranho foi mais determinante para impedir a alimentação dos peixes, ou seja, é possível que outros materiais – além do plástico e que fazem parte do lixo marinho – tenham um efeito parecido”, acrescenta Maiara.

O experimento foi conduzido em um recife raso em Maracajaú, litoral norte do Rio Grande do Norte. Neste local, há formação elevada de recifes, com abundância de gramados de algas, macroalgas frondosas e filamentosas, além de zoantídeos e corais duros. A área regulamenta as atividades de pesca artesanal e turismo de subsistência (principalmente mergulho recreativo) e apresenta espécies de alimentação bentônica, incluindo herbívoros e detritívoros e onívoros.

Os autores reforçam que muito se fala sobre o efeito direto da ingestão do lixo plástico pelos organismos marinhos; porém, a pesquisa consegue demonstrar também aspectos indiretos no papel ecológico dos peixes de regular a presença e abundância de algas e outros organismos que recobrem o fundo alterando o ecossistema. “Há uma necessidade urgente de resolver a poluição plástica nos oceanos e outros corpos d’água, reduzindo sua produção, incentivando a reutilização, descarte e tratamento adequado dos resíduos”, conclui Longo.

(Fonte: Agência Bori)

Coprodução internacional da TV Cultura, ‘Rios Voadores’ tem estreia mundial neste sábado (12/11)

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação.

“Rios Voadores”, premiada coprodução internacional da TV Cultura, terá sua estreia mundial neste sábado (12/11). No momento em que o mundo discute as questões climáticas e ambientais na COP-27, o filme será transmitido simultaneamente pela Arte France, na Europa, às 22h20 (horário local), e em rede nacional pela TV Cultura, a partir das 18h30.

O longa, produzido em parceria com a Grifa Filmes e os canais Arte France e NHK, tem 52 minutos de duração e já coleciona prêmios no Deauville Green Awards, Silbersalz Festival e Festival Du Film Scientifique 2022.

“Rios Voadores” é o nome que se dá a um fenômeno meteorológico e climático único, considerado vital para o planeta. Transportando mais água do que o maior rio do mundo, o Amazonas, ele tem sua origem na Amazônia e atravessa todo o continente sul-americano, em um percurso de mais de 7 mil quilômetros. Quais seriam as consequências para o equilíbrio do nosso planeta se eles desaparecessem? Desde a Amazônia até alguns dos melhores laboratórios e centros de pesquisa do mundo e graças às sequências de animação 3D, esta investigação científica explicará como funcionam os chamados “Rios Voadores” e sua fundamental influência sobre o clima global.

Produzido por: Grifa Filmes, ZED, TV Cultura, Arte France

Coproduzido por: NHK, Planete +

Prêmios:

Best Science Documentary – Silbersalz 2022 (Alemanha)

Trophée de Bronze – Festival du Film Scientifique 2022 (França)

Trophée Argent – Deauville Green Awards 2022 (França)

Direção e Roteiro: Pascal Cuissot

Produzido por: Mauricio Dias, Fernando Dias, Manuel Catteau

Produção Executiva: Tatiana Battaglia, Valérie Abita

Ideia Original e Pesquisa: Ilka Hempfing

Trilha Original: Alexandre Guerra

Edição: David Fernandes, Tom Laterza

Direção de Fotografia: Otavio Lima, Jean-Gabriel Leynaud

Direção de Projeto: Bianca Corona, Claire Benard

Som: Miqueias Motta, Paulo Seabra, Alexey Antonov

Com o suporte de Centre National du Cinéma et de l’Image Animée, Procirep – Société des Producteurs et de L’angoa, Ancine, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, ProAC ICMS, ProAC Expresso Direto

Patrocinado por: Laboratório Farmacêutico EMS

Exibição: TV Cultura, ARTE FRANCE, NHK, Planete +

Distribuição internacional: ZED.

(Fonte: Assessoria de Imprensa TV Cultura)