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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Cia. Extemporânea apresenta “Dr. Anti” no SESC Ipiranga

São Paulo, por Kleber Patricio

Em cena, Regina Remencius, Letícia Calvosa, Mau Machado e Mariana Marinho. Fotos: Ligia Jardim.

“Dr. Anti”, novo trabalho da Cia. Extemporânea, com direção de Ines Bushatsky e João Mostazo, que também assina a dramaturgia, usa a mistura de gêneros – recurso já visto em outros trabalhos do grupo, como a comédia, o filme B, o terror e a farsa – para tratar de um assunto caro ao Brasil: as tensões que atravessam a sociedade hoje, em especial o problema do negacionismo. O espetáculo, está em cartaz até o dia 11 de dezembro, de sexta a domingo, no SESC Ipiranga.

A peça se passa durante um jantar, em uma casa da alta sociedade. Enquanto comem a salada e aguardam pelo prato principal, os seis personagens discutem sobre suas diferentes interpretações para a crise política e social dos últimos anos. Incapazes de chegar a um acordo, um dos convidados, o Dr. Anti – espécie de guru de uma seita –, propõe a realização de um pacto de sangue para sanar a crise do país.

“A peça é um retrato da ascensão ao poder da extrema direita e da união da elite no Brasil a esse conservadorismo”, diz o dramaturgo e diretor João Mostazo. “Essa união entre elite e extrema-direita é na verdade um pacto de violência, que nem sempre se percebe ou se assume como tal, mas que organiza a maneira de ver o mundo”, completa.

Em cena, Felipe Carvalho, Letícia Calvosa e Regina Remencius.

Em meio ao discurso negacionista, ao pseudo-cientificismo e ao pensamento conspiratório disseminado por gurus do pensamento conservador, os personagens não se chocam com a violência e o conflito central se passa em torno da suspeita de que a salada esteja envenenada.

“Vivemos em um cotidiano permeado por imagens e discursos de violência. Esses discursos muitas vezes podem trazer um fascínio que inebria as pessoas”, observa a diretora Ines Bushatsky. Na peça, o pacto permeia não apenas a dimensão da palavra, mas também da trilha sonora, luz e cenário, lançando mão de efeitos vindos do terror e do suspense. “É um pacto que não passa apenas pela razão, mas pelos afetos”, completa.

Marca do perfil do grupo, essas tensões são mostradas também por meio da comédia e do absurdo. “Nós partimos do pressuposto de que a maneira mais honesta e eficaz de capturar a estrutura social da violência é pela comédia. É um gênero sem possibilidade de redenção”, coloca Mostazo. “Não é um riso óbvio. A comédia, como gênero, tem uma estrutura de repetição e ruptura. Essa estrutura organiza a nossa própria realidade”, diz Bushatsky.

Mau Machado em cena.

O texto também traz, por meio da memória fragmentada das personagens, elementos dos eventos políticos relevantes dos últimos anos, das manifestações de 2013 ao impeachment de Dilma Rousseff, da ascensão do MBL à chegada das milícias ao poder com o bolsonarismo. “Os personagens vão mencionando pedaços da história recente de 2013, 2016, 2018 e 2022, mas são incapazes de construir uma narrativa coesa sobre o passado”, coloca a diretora.

Dramaturgia

“Dr. Anti” é o sexto espetáculo da Cia. Extemporânea e o quarto com texto original assinado pelo poeta e dramaturgo João Mostazo, autor de “Fauna fácil de bestas simples” (2015), “A demência dos touros” (2017), “Roda morta – uma farsa psicótica” (2018) e “CÃES” (2018).

Em sua dramaturgia, Mostazo mistura diferentes gêneros dramatúrgicos presentes na indústria cultural contemporânea, como o melodrama, o filme B, o seriado policial e a farsa. Ao mesmo tempo, lança mão de recursos como a ironia e o cinismo, aliados a momentos de sutileza e lirismo, para compor um retrato cômico e contundente da sociedade brasileira contemporânea.

Sobre a Cia. Extemporânea

A Extemporânea é um grupo teatral com sete anos de atuação na cidade de São Paulo. Realizou entre 2015 e 2020 as peças “Fauna fácil de bestas simples” (2015, dir. Pedro Massuela), “A demência dos touros” (2017, direção de Ines Bushatsky, dramaturgismo de Dodi Leal) e “Roda morta – uma farsa psicótica” (2018, direção de Clayton Mariano). Esta última, adaptada para o cinema, deu origem ao primeiro longa-metragem com realização e produção da companhia, “Rompecabezas” (realização de Dellani Lima e João Mostazo), que estreou no 15º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo em dezembro de 2020.

Além do longa, a companhia realizou o curta-metragem “Falso Filme”, dirigido por Bushatsky e Mostazo, que estreou na Mostra de Cinemas Possíveis de 2021. Em julho de 2021, a cia. estreou o espetáculo online “B”, de Beatriz Silveira e, em junho de 2022, “O mistério cinematográfico de Sendras Berloni”, ambos com direção de Ines Bushatsky e criados junto ao núcleo F de Falso, projeto artístico-pedagógico da companhia voltado à criação de montagens inéditas.

Sinopse | Seis personagens da alta sociedade se reúnem para um jantar. Enquanto comem a salada e aguardam pelo prato principal, discutem sobre suas diferentes interpretações para a crise política e social dos últimos anos. Vendo que os presentes são incapazes de chegar a um acordo, um dos convidados propõe a realização de um pacto de sangue para sanar a crise do país.

FICHA TÉCNICA

Direção: Ines Bushatsky e João Mostazo

Texto: João Mostazo

Elenco: Ernani Sanchez, Felipe Carvalho, Letícia Calvosa, Mariana Marinho, Mau Machado, Regina Maria Remencius.

Atores substitutos: Tetembua Dandara

Cenário: Fernando Passetti

Luz: Aline Santini

Figurinos: Marichilene Artisevskis

Direção musical: Gabriel Edé

Artista visual: Lídia Ganhito

Contrarregra: Julia Tavares

Produção: Corpo Rastreado – Anderson Vieira

Criação: Cia. Extemporânea

Siga o Instagram da Cia Extemporânea: @aextemporanea.

Serviço:

Dr. Anti, da Cia. Extemporânea

SESC Ipiranga (R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo (SP). Tel.: (11)3340-2000)

Duração: 75 minutos | 16 anos

De 12 de novembro de 2022 a 11 de dezembro de 2022

Temporada: sextas e sábados, às 21h, domingos e feriado (dia 15/11), às 18h

Valores: R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia) e R$12,00 (credencial plena).

(Fonte: Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Museu de Arte Sacra apresenta exposição “Chico da Silva: Conexão Sagrada, Visão Global“

São Paulo, por Kleber Patricio

Chico da Silva, s/ título, 1983 – OST – 145 x 184 cm

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP apresenta a exposição “Chico da Silva: Conexão Sagrada, Visão Global”, sob curadoria de Simon Watson e com cerca de 61 pinturas que perpassam temas recorrentes da visão do imaginário do artista, como peixes e pássaros fantásticos, além de criaturas míticas e dragões, já caracterizadas como visões vívidas e alucinatórias, enraizadas nas cosmologias amazônicas e que vão desde figuras folclóricas e espirituais até plantas e animais antropomórficos. “Com estilo incomparável, as obras de Chico da Silva, representado por criaturas em ambientes naturais luminosos, são conhecidas por trazerem uma conexão entre o sagrado e o natural”, diz o curador.

Francisco da Silva (1910-1985), conhecido como Chico da Silva, foi um artista brasileiro de ascendência indígena. No final da adolescência, deixou sua casa no Acre, na região amazônica, e mudou-se para Fortaleza (CE), onde morou o resto da vida. Desde cedo, Chico pintava criaturas fantásticas nas paredes das casas dos pescadores. Foi na década de 1940 que o crítico de arte suíço Jean-Pierre Chabloz conheceu sua obra visionária no Brasil e foi Chabloz, emigrante de uma Europa devastada pela guerra, quem primeiro introduziu Chico à pintura e ao papel. O crítico saudou as pinturas de Chico da Silva como pura manifestação da arte visual brasileira e, posteriormente, tornou-se um defensor das obras do artista.

Chico da Silva, s/ título, 1970 – OST – 64 x 80cm.

A vida de Chico da Silva foi uma complexa gangorra entre a fama internacional – celebrado na Bienal de Veneza de 1966 e além de inúmeras exposições pelo Brasil e pela Europa – e as lutas contra o alcoolismo e a instabilidade mental, que em certo momento exigiram uma longa internação. Em seus últimos anos, Chico da Silva viveu na fronteira dos sem-teto. Morreu em 1985, aos 75 anos, e nos anos seguintes à sua morte o reconhecimento de sua importante produção artística caiu na obscuridade.

Uma das características das obras de Chico da Silva é que seus desenhos e pinturas surgem de forma espontânea, no momento se sua criação, como involuntários impulsos de sua imaginação. O artista não teve de maneira formal nenhuma influência de outros estilos, muito menos de escolas de pintura. Seus traços, que no início eram feitos a carvão, impressionavam pela riqueza de detalhes e abstração. Eram dragões, peixes voadores, sereias, figuras ameaçadoras e de grande densidade e formas. Pintor de lendas, folclore nacional, cotidiano e seres fantásticos. “Por muito tempo suas pinturas foram depreciadas e tidas como arte popular simplória. No entanto, os tempos mudaram e, nos últimos anos, após uma pandemia global e o aumento da conscientização sobre a depredação do meio ambiente, as criaturas visionárias do universo fantástico de Chico da Silva nos revelam o poder absoluto e a maravilha de nosso planeta — tanto sua fauna como sua flora”, define Simon Watson.

Chico da Silva, s/ título, 1970 – têmpera s/ tela – 65 x 120 cm.

“Conexão Sagrada, uma Visão Global” exibe o imaginário de Chico da Silva com criaturas quiméricas que muitas vezes aparecem se devorando ou em posição de combate. “Este é um universo composto por cenas que mesclam fábulas e cosmologias populares amazônicas do norte e nordeste do Brasil, representando um pleno florescimento do traço sofisticado e das cores vibrantes usadas pelo artista, que remetem ao espírito interior das criaturas retratadas e de nós mesmos, espectadores humanos”, diz Watson. A galeria de entrada do museu traz uma instalação em estilo de salão, uma “piscina” das pinturas de peixes do artista, sugerindo uma imersão em um aquário. Em seguida, no espaço expositivo, as telas estarão divididas em dois temas: uma de criaturas míticas e outra de pássaros e outras criaturas aladas.

“No contexto de crise global, de devastação do planeta e distanciamento emocional das almas humanas, anestesiadas por distrações digitais, o público de hoje anseia por uma arte visionária que os ajude a lembrar da vitalidade do mundo natural que sustenta nossas vidas. A exposição ‘Chico da Silva: Conexão Sagrada, Visão Global’ incluirá um catálogo online de ensaios acadêmicos a ser publicado no início de janeiro de 2023” – Simon Watson.

Projeto LUZ Contemporânea

LUZ Contemporânea é um programa de exposições de arte contemporânea que se desdobra em eventos e ações culturais diversas, públicas e privadas. Desenvolvido pelo curador Simon Watson, o projeto atualmente encontra-se baseado no Museu de Arte Sacra de São Paulo. Nesse espaço, LUZ Contemporânea apresenta exposições temáticas de artistas convidados, de modo a estabelecer diálogos conceituais e materiais com obras do acervo histórico da instituição. Embora fortemente focada no cenário artístico brasileiro atual, LUZ Contemporânea está comprometida com uma variedade de práticas, cultivando parcerias com artistas performáticos e organizações que produzem eventos de arte.

Exposição “Chico da Silva: Conexão Sagrada, Visão Global”

Artista: Chico da Silva

Curadoria: Simon Watson

Período: de 13 de novembro a 8 de janeiro de 2023

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo | MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo/SP (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Estacionamento (entrada opcional): Rua Dr. Jorge Miranda, 43 (sujeito a lotação)

Tel.: (11) 3326-5393 – informações adicionais

Horários: de terça-feira a domingo, das 09 às 17h (entrada permitida até às 16h30).

(Fonte: Balady Comunicação)

Coletiva Fanfarrosas estreia temporada de teatro de mamulengo em bibliotecas públicas de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

No mês de novembro, a coletiva Fanfarrosas realiza uma temporada de apresentações gratuitas do espetáculo “As Presepadas de Gitirana no Terreiro de Dona Dindinha” no Programa Biblioteca Viva, da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo e Prefeitura de São Paulo.

O grupo se apresenta no dia 16 de novembro (quarta-feira), às 10h, na Biblioteca Thales Castanho de Andrade, na Freguesia do Ó, em 17 de novembro (quinta-feira), às 14h, na Biblioteca Malba Tahan, na Zona Sul, e no dia 18 de novembro (sexta-feira), às 14h, na Biblioteca Hans Christian Andersen, no Tatuapé.

As últimas apresentações da temporada acontecem no dia 22 de novembro (terça-feira), às 14h, na Biblioteca Aureliano Leite, Zona Leste, dia 29 de novembro (terça-feira), às 14h, na Biblioteca José Mauro de Vasconcelos, Zona Norte, e 30 de novembro (terça-feira), às 14h, na Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda, Itaquera.

Em uma grande festa de encantarias e histórias, “As Presepadas de Gitirana no Terreiro de Dona Dindinha” traz situações e figuras populares da sociedade em seus lugares de destaque e protagonismo dentro do teatro de mamulengo, mesclando culturas paulistas e nordestinas.

Com auxílio e direção de Natália Siufi, que é fundadora do Grupo Teatral Parlendas e co-fundadora do Grupo Xingó, o Coletivo Fanfarrosas iniciou sua pesquisa sobre o Mamulengo no Brasil em janeiro de 2022, tendo como inspiração histórias de mulheres retirantes e a cultura popular brasileira.

Sobre a Coletiva Fanfarrosas

Fanfarrosas nasce em 2019, em uma trajetória de pesquisas multiculturais que englobam linguagens como música, palhaçaria, arte de rua e cultura popular. Utilizando manipulação de bonecos e instrumentos de materiais recicláveis, as Fanfarrosas contam e cantam histórias, executando um vasto repertório com músicas das infâncias, MPB e ritmos como coco, cavalo marinho, cacuriá e baião.

“Partilhamos da vontade de discutir temas que nos atravessam como a pluralidade de gêneros na comicidade, a valorização da cultura popular no país e a arte de rua como facilitadora de acesso ao público”, explica o coletivo.

Mais informações em www.facebook.com/fanfarrosas e www.instagram.com/fanfarrosas.

FICHA TÉCNICA

Brincantes: Coletiva Fanfarrosas – Giovanna Paixão, Luana Pereirinha | Roteiro e texto: Fanfarrosas e Natália Siufi | Direção: Natália Siufi | Confecção: Fanfarrosas, Danilo Cavalcante e Maria do Carmo | Confecção da empanada: Bel Lopes – Glória de Goitá | Pintura empanada: Fanfarrosas e Ijür Sanso | Operação de som: Fanny Cabanas | Musicistas: Naiara Perez e Jaque da Silva |Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini | Produção: Fanfarrosas.

Serviço:

“As Presepadas de Gitirana no Terreiro de Dona Dindinha” com Coletiva Fanfarrosas

Sinopse: Benedite vendedore ambulante, Rosquelina e seu boi fujão, Padre Lobrobró enviado de Jericó e a cobra Gitirana que só arruma confusão. Uma grande festa que mescla culturas nordestinas e paulistas cheias de encantaria, brincadeiras e memórias. Um teatro de mamulengo que traz situações e causos da sociedade, dando protagonismo à figuras populares e distintas do cotidiano.

Duração: 50 minutos

Classificação Livre – Grátis

Quando:

16 de novembro de 2022 (quarta-feira) – Horário: 10h – Onde: Biblioteca Thales Castanho de Andrade – Endereço: R. Dr. Artur Fajardo, 447 – Freguesia do Ó, Zona Noroeste, São Paulo – SP

17 de novembro de 2022 (quinta-feira) – Horário: 14h – Onde: Biblioteca Malba Tahan – Endereço: R. Brás Pires Meira, 100 – Jardim Susana, Zona Sul, São Paulo – SP

18 de novembro de 2022 (sexta-feira) – Horário: 14h – Onde: Biblioteca Hans Christian Andersen – Endereço: Av. Celso Garcia, 4142 – Tatuapé, São Paulo – SP

22 de novembro de 2022 (terça-feira) – Horário: 14h  – Onde: Biblioteca Aureliano Leite – Endereço: Rua Otto Shubart, 196 – Parque São Lucas, Zona Leste, São Paulo

29 de novembro de 2022 (terça-feira) – Horário: 14h – Onde:  Biblioteca José Mauro de Vasconcelos – Endereço: Praça Comandante Eduardo de Oliveira, 100 – Parque Edu Chaves, Zona Norte, São Paulo – SP

30 de novembro de 2022 (terça-feira) – Horário: 14h – Onde: Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda – Endereço: Rua Victório Santim, 44 – Itaquera, São Paulo – SP.

(Fonte: Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini)

Exposição do 2º Salão de Humor sobre Doação de Órgãos do Instituto GABRIEL acontece no Polo Shopping

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação.

Desde 3 de novembro acontece a primeira mostra do 2º Salão de Humor sobre doação de Órgãos do Instituto GABRIEL no Polo Shopping Indaiatuba. São expostas 20 das 160 obras selecionadas, com as premiadas das categorias Cartum e Charge e Prêmio Biometrix, além das mais votadas pelo corpo de jurados do Salão, formado por profissionais de saúde da área de captação e transplante de órgãos.

Foram vencedores desta edição, na categoria Cartum, 1º Lugar, Roque de Ávila Jr. (SP) e Moisés (SP). Na categoria Charge, os vencedores foram Jota A (PI) e Darlan Alves (GO) e Prêmio Especial Biometrix para o artista Mello (MG).

A mostra acontece no corredor em frente à Loja Riachuelo e deve permanecer até o final do mês de novembro. A exposição completa pode ser vista no site gabriel.org.br/salaodehumor/.

Os visitantes, além de terem contato com essa forma diferente e lúdica de falar sobre esse tema tão pouco compreendido pela sociedade brasileira, podem ainda concorrer a uma obra de sua escolha se inscrevendo pelo QR Code do totem de abertura do Salão.

O Salão de Humor sobre Doação de Órgãos foi criado em 2008 pelos fundadores do Instituto GABRIEL, Valdir de Carvalho e Maria Inês Toledo de Azevedo Carvalho, e pelo cartunista Mario Dimov Mastrotti, com intuito de sensibilizar pessoas sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.

São parceiros do Salão as empresas Biometrix Diagnóstica, Polo Shopping Indaiatuba, UniArts Media, Radio Jornal, ProArtis, IC Transportes, Doação Estampada, Portal da Cidade, Eurekando, Deixe Vivo e # Juntos.

Mais informações podem ser obtidas em https://gabriel.org.br ou pelo WhatsApp +55 (19) 98700-0466.

(Fonte: Jair Italiani)

Encontrada na Amazônia, resina de jutaicica pode ser opção sustentável para produção de verniz

Santarém, por Kleber Patricio

Panela de barro com verniz de jutaicica Foto: João José Lopes Corrêa.

O extrativismo de uma resina conhecida como jutaicica na região de Santarém (PA) pode estimular a economia local e o produto pode ser um bom substituto da resina de origem do petróleo na produção de verniz, já que não causa impactos ambientais. As conclusões fazem parte de um artigo publicado nesta segunda (14) na revista “Rodriguésia”, que investigou as propriedades da resina para compreender os desafios da reintegração do material no mercado. O estudo foi feito por cientistas da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Os primeiros registros do uso da resina de jutaicica – árvores que são nacionalmente conhecidas como jatobás – são do século 18. O material era diluído em óleos, como de linhaça, e usado para revestir madeiras nobres de longa duração, como a de carruagens da aristocracia. O resgate histórico feito pelos cientistas mostrou que a resina natural já foi um produto economicamente importante na região amazônica, em especial no estado do Pará, mas, com o avanço da indústria petroquímica, ela foi substituída por subprodutos do petróleo.

Atualmente, a resina encontrada, por exemplo, em Santarém, é usada para fins artesanais, como o revestimento e impermeabilização de panelas de barro. Por isso, o extrativismo acontece em pequena escala e não tem grande representatividade econômica. Por meio de análise de amostras, a equipe descobriu que o material empregado é heterogêneo e que vem de duas espécies diferentes de árvores da região. Um dos objetivos do trabalho foi descrever o produto para considerá-lo uma opção mais sustentável dentro do mercado, por ser extraído dos troncos e coletado no chão, sem a necessidade de derrubar árvores.

A equipe observou que o conhecimento tradicional sobre o extrativismo e uso não está sendo repassado para gerações mais jovens. Segundo Leandro Giacomin, um dos autores do artigo e professor da Universidade Federal da Paraíba, a representatividade da Amazônia em termos de produção vegetal nacional é muito baixa e cerca de 80% está associada à extração de madeira. “Introduzir cadeias produtivas sustentáveis de alto impacto e com valor agregado geraria uma revolução em termos de economia para as famílias locais”, afirma Giacomin. “A fonte de renda delas estaria associada a um produto que cresce naturalmente”, avalia. Quanto ao uso do verniz em escala industrial, o pesquisador João José Lopes Corrêa, também autor do estudo, comenta que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Em um primeiro momento ele poderia ser integrado ao mercado para trabalhos especiais, como restauração de mobiliário e obras de arte, por exemplo”, explica.

Extração da resina no tronco. Foto: João José Lopes Corrêa.

Outra atividade econômica muito importante na região é o ecoturismo, que também tem muito a ganhar com o extrativismo da resina natural. “O extrativismo sustentável é associado ao ecoturismo, os turistas que visitam ali querem ver árvores de onde vêm os pigmentos, os vernizes, as sementes para artesanato”, comenta o pesquisador. “Isso demanda compreensão por parte da população do valor desses produtos para que essas pessoas queiram fazer parte dessa cadeia”, aponta.

Para Giacomin, é importante que haja investimento em ciência e tecnologia para fomentar o conhecimento sobre os produtos que a Amazônia pode oferecer de forma mais sustentável. “Há uma necessidade emergencial de mudança do modelo de desenvolvimento econômico atual, especialmente na Amazônia, então qualquer produto que não tenha impacto e que estimule comunidades locais configura um ótimo modelo e o primeiro passo é abrir um leque de opções que podem ser exploradas”, defende Giacomin. “Se a gente não mudar, a floresta vai para o chão e as consequências são catastróficas”, completa o pesquisador.

(Fonte: Agência Bori)