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79% dos brasileiros não tiveram pais que liam para eles na infância, aponta estudo

Amapá, por Kleber Patricio

Foto: Alexander Dummer/Unsplash.

O hábito de ler para os filhos na infância é visto por especialistas no assunto como grande aliado no desenvolvimento da concentração, memorização, raciocínio e aumento do vocabulário dos pequenos. Além disso, muitas vezes, tal momento oportuniza uma troca de afetividade e de carinho entre as crianças e seus familiares ou responsáveis por elas, de modo que um benefício adicional seria a criação de um maior vínculo e o estreitamento desse laço.

Um trabalho realizado pela Universidade de Barcelona também demonstrou que, ao ouvir histórias contadas por adultos, os pequenos ampliam seu conhecimento da linguagem oral e escrita e se preparam melhor para a aprendizagem como um todo. Contudo, o mais recente estudo da Famivita revelou que 79% dos brasileiros não tiveram pais que liam para eles na infância.

Os dados coletados mostraram que especialmente os entrevistados na idade dos 30 aos 34 anos não tiveram genitores que liam para eles, com 82%. Em seguida, vem a faixa etária daqueles entre 25 e 29 anos, com 81% respondendo negativamente.

No que se refere às localidades, foi registrado que o Amapá é o estado onde mais filhos tiveram livros lidos pelos pais, com 46% respondendo positivamente. Em São Paulo e no Distrito Federal, este número foi de 24%. Já em Pernambuco e no Espírito Santo, 14% e 16%, respectivamente, disseram que seus genitores tinham o costume de ler para eles.

Ainda acerca do tema, é interessante ressaltar que a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, feita pelo Instituto Pró-Livro, apontou que um dos fatores que influencia para que se tenha o hábito de ler é justamente que alguém próximo incentive essa prática.

A mesma pesquisa mostrou que o número de leitores teve queda no Brasil, com 4,6 milhões de brasileiros deixando de ler em quatro anos e que pelo menos 30% da população nunca comprou sequer um único livro.

(Fonte: Famivita)

Pesquisadores encontram borboleta amazônica pela primeira vez na Floresta Nacional de Carajás

Carajás, por Kleber Patricio

Foto: Charles James Sharp/Wikimedia Commons.

A borboleta Amphidecta calliomma, que ocorre na Amazônia, tem poucos indivíduos coletados e identificados por estudiosos. A coleta de um exemplar da espécie pela primeira vez na Floresta Nacional de Carajás, no Pará, pode ajudar a ciência a entender melhor a baixa detecção da borboleta, que pode ser rara ou estar sendo confundida com espécies similares no processo de identificação. A constatação é de pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Lancaster University, do Reino Unido, em estudo publicado na sexta-feira (3) na revista “Ecology and Evolution”.

Tereza Cristina Giannini, uma das autoras do artigo, explica que a espécie foi coletada durante uma viagem de campo para a Floresta Nacional de Carajás. “O indivíduo foi capturado por meio de uma armadilha atrativa com isca de banana fermentada. Após isso, foi feita a identificação do indivíduo com a ajuda do especialista em borboletas da Amazônia, Dr. William Leslie Overal, e sua equipe do Museu Paraense Emílio Goeldi”, contextualiza a pesquisadora.

O estudo desenvolveu, ainda, um modelo computacional de distribuição de espécies utilizando a nova ocorrência que traça uma estimativa de distribuição geográfica potencial com base em dados do ambiente. “Esse método utiliza as variáveis climáticas que mais influenciam a distribuição geográfica da espécie a ser analisada, além das suas ocorrências registradas. A ferramenta, então, gera um modelo potencial de ocorrência, mostrando quais áreas têm características climáticas semelhantes àquelas onde a espécie já foi encontrada. Assim, conseguimos estimar novos locais de coleta com maior probabilidade de encontrar a espécie estudada”, aponta Giannini.

Apesar da amplitude na área de distribuição da borboleta, presente nas áreas de floresta de países como Colômbia, Bolívia, Peru, Venezuela, Equador, Panamá, Guiana Francesa e Brasil, a espécie de borboleta encontrada tem sido pouco coletada. Assim, seus requisitos ecológicos são ainda desconhecidos, o que demanda um aprofundamento no conhecimento sobre esses animais.

A observação dos fatores ambientais também foi fundamental para traçar os indicadores de ocorrência da espécie. Segundo a pesquisadora Amanda Paracampo, primeira autora do artigo, a estreita relação entre as borboletas e as variáveis climáticas ocorre devido às borboletas serem ectotérmicas (regulam a temperatura corporal a partir de uma fonte de calor externa). A atividade das borboletas aumenta com as altas temperaturas e em longos períodos de luz solar, já que elas precisam manter seus músculos de voo em temperaturas acima da temperatura ambiente para voar de forma mais eficiente. Além disso, o clima afeta o crescimento populacional, pois é um fator que limita o tempo de voo necessário para os adultos concluírem a postura de seus ovos. É também um fator limitante, pois tem efeito na sobrevivência dos indivíduos em estágios imaturos e na fase da fecundação.

Os poucos artigos anteriores mostram uma grande discrepância nos registros da A. calliomma. Um estudo de 1996 apresenta 34 indivíduos e, na quinta expedição desses autores, foram coletados mais 81 espécimes. Esses números contraditórios podem representar falhas na identificação da espécie. Daí a importância do estudo, uma vez que o melhor conhecimento sobre a biodiversidade inspira melhores políticas de conservação.

(Fonte: Agência Bori)

Projeto “OSU para todos” abre temporada 2023 da Sinfônica da Unicamp

Campinas, por Kleber Patricio

Imagem: divulgação.

A partir do dia 13 de fevereiro a Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU) apresenta nova edição do projeto OSU para Todos, atividade beneficente que dá início à programação de 2023 da Sinfônica.

O projeto, que acontece entre os dias 13 e 16 de fevereiro, tem como objetivo levar pequenos concertos musicais a diferentes locais, como instituições para crianças com deficiência, lar para idosos e hospitais, tornando a música ferramenta de emoções e sentimentos positivos a quem mais precisa.

Durante esses dias, pequenos grupos de instrumentistas da OSU se apresentarão a públicos diversos com um repertório igualmente variado, compartilhando amor, música e conversas informais.

A seguir, confira a programação completa:

13/2

9h – Hospital Sobrapar – Av. Adolfo Lutz, 100 – Cidade Universitária, Campinas

14h00 – Caism/Unicamp (Hospital da Mulher Prof. Dr. J. A. Pinotti) – R. Alexander Fleming, 101 – Cidade Universitária, Campinas

14/2

14h – APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) – R. Francisco Bueno Lacerda, 120 – Parque Itália, Campinas

14h – Espaço Ludens – Rua José Lins do Rego, 560 – Alto Taquaral, Campinas

15h – Caism/Unicamp (Hospital da Mulher Prof. Dr. J. A. Pinotti) – R. Alexander Fleming, 101 – Cidade Universitária, Campinas

15/2

9h – Hospital Sobrapar – Av. Adolfo Lutz, 100 – Cidade Universitária, Campinas

9h – Hospital Boldrini – R. Márcia Mendes, 619 – Cidade Universitária, Campinas – SP

14h – APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) – R. Francisco Bueno Lacerda, 120 – Parque Itália, Campinas

16/2

14h – Clínica Ludens – Rua José Lins do Rego, 560 – Alto Taquaral, Campinas.

(Fonte: Ton Torres/Ciddic/Unicamp)

Campo de Marte recebe 4º Encontro e Exposição de Carros Antigos em março

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: divulgação.

Os fãs de antigomobilismo podem se preparar para o som dos motores e o brilho das relíquias. O 4º Encontro e Exposição de Carros Antigos Campo de Marte acontece nos dias 11 e 12 de março em São Paulo com entrada gratuita para o público. A expectativa é de que mais de 1,8 mil automóveis dos mais variados modelos, entre clássicos, hot rods e caminhões, participem da exposição que será montada no Hangar 1 do Aeroporto Campo de Marte. O evento estima reunir de 20 mil a 25 mil pessoas, entre famílias, amigos, apaixonados e colecionadores de veículos antigos, em dois dias de festa.

Além da exposição das poderosas joias, o encontro terá música ao vivo, praça de alimentação, área de venda de automóveis, feiras de peças, de antiguidades e de miniaturas. O evento vai oferecer ainda orientação jurídica de várias áreas e feira de saúde com medição de pressão, teste de glicemia e outros procedimentos.

O 4º Encontro e Exposição de Carros Antigos Campo de Marte é beneficente, promovido pelo Rotary Club de São Paulo Norte e pela Relicário Autos Antigos, com muita diversão e vedetes da história do automobilismo. Clubes de Automóveis Antigos, comerciantes do setor, restauradores e pessoas que buscam peças para restauração também vão participar da grande festa.

O encontro vai arrecadar recursos para a Fundação Rotária, que promove ações sociais no mundo inteiro. As arrecadações são usadas em iniciativas para reduzir a incidência da poliomielite em até 99% em diferentes locais do planeta, treinar promotores da paz, aumentar o acesso à água limpa e ajudar no desenvolvimento econômico de comunidades.

Serviço:

4º Encontro e Exposição de Carros Antigos Campo de Marte

11 e 12 de março

Hangar 1 do Aeroporto Campo de Marte – Avenida Santos Dumont, 2.241, São Paulo (SP)

Contato – (11) 99701-4237 (Junior Abonante) (11) 97277-2233 (Vanessa Bellini)

Entrada gratuita para o público

Exposição de carro – R$50

Exposição de moto – R$30

Veículo à venda – R$150.

(Fonte: Betini Comunicação)

Plural e autodidata, jovem escultor se destaca pela excelência em diferentes materiais

São Paulo, por Kleber Patricio

Escultura “Nikutai” foi destaque no CCBB. Fotos: divulgação.

No curso da história da arte, diversos escultores se destacaram pela sua excelência ao trabalhar com o mármore e, tantos outros, com o bronze, a madeira ou a argila. Mais recentemente, alguns artistas se sobressaem ao esculpir com a resina e o silicone, geralmente se concentrando em alcançar o domínio sobre um material específico.

É aí que mora o diferencial do jovem escultor Giovani Caramello: com apenas 32 anos, o artista já criou obras em diferentes materiais, em uma busca constante pela maestria ao utilizar cada um deles. Começando sua carreira com a modelagem 3D para animações e filmes, o artista logo partiu para a escultura tradicional como uma forma de aperfeiçoar sua técnica.

Caramello criou suas primeiras esculturas hiper-realistas em silicone e resina, participando de exposições na Caixa Cultural e no CCBB, onde foi destaque na mostra “50 anos de realismo – do fotorrealismo à realidade virtual”. Após se aventurar no mármore, em sua empreitada mais recente escolheu como material o bronze. O artista cria todas as peças do início ao fim em seu ateliê, passando pela modelagem, fundição do metal e acabamento em pátina, impressionando pelo detalhamento alcançado.

A complexidade das esculturas e das técnicas utilizadas pelo artista resulta em um longo tempo de trabalho em cada obra. Por isso, Caramello já está produzindo os trabalhos que estarão em sua próxima exposição, uma individual que deve acontecer no segundo semestre deste ano na OMA Galeria.

(Fonte: OMA Galeria)