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Retrospectiva da artista carioca Marília Kranz abre o ano na Galatea

São Paulo, por Kleber Patricio

Marilia Kranz 1937-2017, ‘Ozma – estereoforma’, 1969. Poliuretano rígido, fibra de vidro, tinta automotiva. 77 x 97 x 12 cm. Créditos: Ding Musa.

A partir do dia 09 de março, quinta-feira, às 18h, a Galatea expõe um panorama retrospectivo da obra de Marília Kranz (1937-2017). Nascida no Rio de Janeiro, Marília foi pintora, desenhista e escultora e passou a ter seu espólio oficialmente representado pela galeria paulista a partir do ano passado. A mostra “Marília Kranz: relevos e pinturas” apresentará cerca de 30 obras, entre esculturas e pinturas, que cobrem a trajetória percorrida pela artista desde os anos 60, fase inicial de sua produção, até os anos 2000. Quem assina o projeto expográfico da mostra é Marieta Ferber, designer e diretora de arte.

A escolha do nome de Marília Kranz surgiu por meio de uma pesquisa de Conrado Mesquita, um dos sócios da galeria, que estabeleceu contato com as filhas da artista. Então responsáveis pelo espólio da artista, ficaram muito entusiasmadas com esse projeto de resgate de sua obra no contexto atual da arte no Brasil e com a expansão do seu alcance para além do mercado do Rio de Janeiro, onde a artista sempre foi apreciada.

Marilia Kranz 1937-2017, ‘Lembranças’, 2002, Óleo sobre linho [Oil on linen], 80 x 120 cm. Créditos: Rafael Salim.

Pioneira na luta pelo feminismo, Marília Kranz dedicou-se, nos primeiros anos de sua carreira, ao desenho e ao estudo da pintura. Em dado momento, começou a explorar o campo da abstração geométrica, produzindo em relevos como gesso, papelão e madeira, que integraram a sua primeira exposição individual, em 1968, na Galeria Oca, no Rio de Janeiro. Em 1969, ao retornar de viagens que fez à Europa e aos Estados Unidos, passou a produzir os relevos a partir da técnica de moldagem a vácuo (vacuum forming), usando plástico, fibra de vidro, resina e esmaltes industriais, além de esculturas em acrílico cortado e polido chamadas de Contraformas.

A técnica foi inovadora, já que, à época, era pouco difundida no Brasil até mesmo no setor industrial. Além disso, o conteúdo dos trabalhos era carregado de forte caráter experimental. Segundo o crítico de arte Frederico Morais, as formas abstratas e geométricas exploradas nestas obras – e na produção de Marília Kranz como um todo – se aproximariam mais de artistas internacionais como Ben Nicholson (Inglaterra), Auguste Herbin (França) e Alberto Magnelli (Itália) do que das vertentes construtivistas de destaque no Brasil, como o Concretismo e o Neoconcretismo.

A partir de 1974, a artista retomou o trabalho com pinturas sobre tela, mas desta vez o foco era outro: imagens de paisagem carregadas de certa volúpia. A artista passou a trazer para o centro da tela elementos constituintes das suas paisagens preferidas no Rio de Janeiro. Comparada a artistas como Giorgio de Chirico e Tarsila do Amaral, os seus cenários e figuras geometrizadas e oníricas, beirando a abstração, evocam solenidade e erotismo. Os tons pastéis, por sua vez, tornaram-se a sua marca. “A cor cede diante da intensidade luminosa”, diz Frederico Morais. Ao observarmos as flores e as frutas que protagonizam com grande sensualidade várias de suas pinturas, pensamos também em Georgia O’Keeffe, considerada por Marilia Kranz sua “irmã de alma”.

Marilia Kranz 1937-2017, ‘A montanha e a fruta’, 1989, Óleo sobre tela [Oil on canvas], 80 x 100 cm. Créditos: Rafael Salim.

Na exposição, será possível acompanhar a passagem, dentro do percurso da artista, de uma geometria abstrata e formalista dos relevos do fim da década de 1960 para a pintura de paisagem – figurativa, mas com intrusões da geometria – que começa a desenvolver em meados da década de 1970 e que explora até o fim de sua produção. Marilia passa de uma estética de certa forma “fria, formalista ou racional” para algo mais “quente, fluido, afetivo”, inspirada também por sua paixão pela paisagem do Rio de Janeiro e pela pauta da liberação sexual feminina. Nessa transição entra o erotismo das flores, por exemplo, que a conecta com a pintura de Georgia O’Keeffe, e as cores e paisagens que a aproximam tanto da Tarsila de Amaral Pau-Brasil/Antropofágica quanto das paisagens vazias e solenes dos metafísicos que influenciariam o surrealismo, como Di Chirico.

Marília Kranz foi selecionada pela Galatea como a primeira mulher de muitas que estão nos planos de representação da galeria. Tornou-se conhecida por sua ativa defesa em prol da libertação sexual e da liberdade política durante a ditadura militar no Brasil (1964 a 1985), além da luta pelas causas ambientais, atuando como uma das fundadoras do Partido Verde em 1986. Expôs em galerias e instituições nacionais e internacionais, recebendo prêmios em razão de suas pinturas e esculturas. Em 2007, foi homenageada na grande exposição retrospectiva “Marília Kranz: relevos e esculturas”, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio).

Sobre a Galatea

A Galatea é uma galeria que surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin esteve à frente por quase uma década como sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita é marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis e Tomás Toledo é curador e contribuiu ativamente para a histórica renovação institucional do MASP, de onde saiu recentemente como curador-chefe.

Marilia Kranz 1937-2017, ‘Ozma – estereoforma’, 1969. Poliuretano rígido, fibra de vidro, tinta automotiva. 77 x 97 x 12 cm. Créditos: Ding Musa.

Tendo a arte brasileira moderna e contemporânea como foco principal, a Galatea trabalha e comercializa tanto nomes já consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Tal amplitude temporal reflete e articula os pilares conceituais do programa da galeria: ser um ponto de fomento e convergência entre culturas, temporalidades, estilos e gêneros distintos, gerando uma rica fricção entre o antigo e o novo, o canônico e o não canônico, o erudito e o informal.

Além dessas conexões propostas, a galeria também aposta na relação entre artistas, colecionadores, instituições e galeristas. De um lado, o cuidado no processo de pesquisa, o respeito ao tempo criativo e o incentivo do desenvolvimento profissional do artista com acompanhamento curatorial. Do outro, a escuta e a transparência constante nas relações comerciais. Ao estreitar laços, com um olhar sensível ao que é importante para cada um, Galatea enaltece as relações que se criam em torno da arte — porque acredita que fazer isso também é enaltecer a arte em si.

Nesse sentido, partindo da ideia de relação é que surge o nome da galeria, tomado emprestado do mito grego de Pigmaleão e Galatea. Este mito narra a história do artista Pigmaleão, que ao esculpir em marfim Galatea, uma figura feminina, apaixona-se por sua própria obra e passa a adorá-la. A deusa Afrodite, comovida por tal devoção, transforma a estátua em uma mulher de carne e osso para que criador e criatura possam, enfim, viver uma relação verdadeira.

Serviço:

Local: Galatea

Endereço: Rua Oscar Freire, 379, loja 1 – Jardins, São Paulo – SP

Abertura: 9 de março, quinta-feira, às 18h

Período expositivo: 9 de março a 29 de maio de 2023

Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 11 às 15h

Mais informações: https://www.galatea.art/

Estacionamento no local.

(Fonte: A4&Holofote Comunicação)

Mostra de Haegue Yang abre novo edifício da Pinacoteca de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Haegue Yang, “Alien Colloquial” [Estrangeiro Coloquial], 2022 (detalhe do estudo).

A Pinacoteca de São Paulo inaugura seu novo edifício, a Pinacoteca Contemporânea, com a primeira grande mostra da artista sul-coreana Haegue Yang (1971) na América Latina. Destaque no cenário internacional de arte contemporânea, Yang estará na Galeria Praça com a exposição ‘Quase Coloquial’ a partir de 4 de março. Com curadoria de Jochen Volz, diretor geral da Pinacoteca de São Paulo, a mostra consiste em cinco grupos de trabalhos distintos, em suportes diversos, com base em larga pesquisa conceitual da artista reconhecida pela prática que passa por esculturas, instalações, obras em papel, fotografia, vídeo e escrita.

Haegue Yang combina e faz referência a elementos diversos, especialmente objetos fabricados industrialmente com itens cotidianos. De varais de roupas a sinos, venezianas a luzes, colagens a textos, a artista, em uma linguagem própria, busca libertar os objetos de sua rigidez e limitação. Desde o início da sua carreira, em meados dos anos 90, trabalha trazendo peças do espaço privado e doméstico para a esfera pública, não motivada pelo ato de deslocamento, mas interessada sobretudo no efeito estético.

O termo “quase”, no título da exposição, ‘Quase Coloquial’, poderia ser interpretado como algo que é parecido com o original, ainda que não seja igual. Inserido no título de diversos trabalhos da artista, o termo “quase” tem o poder de se opor a uma confiança absoluta ou dependência em categorizações como original, central, importante ou dominante. Ainda que o termo “coloquial” tenha uma definição aparentemente conhecida, ele pode adquirir um significado diferente dependendo do contexto. A artista se entende como alguém operando como parte de uma diáspora, em um processo contínuo. Para ela, a mostra é uma oportunidade para aprender mais sobre o espaço expositivo e para reconhecer de forma sincera e potente o seu lugar de fora. Ela pode nunca falar um idioma de uma maneira coloquial, mas a noção de coloquial adquiriu um novo sentido em sua vida artística, em sua incansável investigação sobre um entendimento coletivo sobre forma, funcionalidade e racionalidade.

A exposição reúne peças de destaque, como as cinco esculturas geométricas feitas de venezianas, um material recorrente na produção de Yang desde 2006. As obras na Pinacoteca são intituladas “Stacked Corners” [Cantos Empilhados] e fazem referência à obra “Espaços Virtuais: Cantos”, do artista brasileiro Cildo Meireles (1948). As esculturas expostas na Galeria Praça são suspensas, sendo três motorizadas, que giram em cima do espectador, e duas estáticas. A noção de movimento tem sido um dos interesses centrais no trabalho de Yang, seja um movimento real ou potencial; seja sugerindo uma dimensão política ou social. Todas as esculturas de ‘Stacked Corners’ apresentam cores como o violeta, verde, azul e o laranja, prestando homenagem à arquitetura modernista popular do Brasil. As obras complementam a parede pintada com pó xadrez vermelho que remete à construção vernacular brasileira.

Cada vez mais, seu trabalho assume uma dimensão performativa, com objetos móveis dispostos em certas coreografias. Yang é conhecida por incorporar características esculturais antropomórficas em suas obras, como nas peças de “Sonic Clotheshorses” [Varais sónicos]. Esculturas sobre rodas, compostas por varais de roupa cobertos por sinos, são imbuídas de energia potencial que é ativada quando são colocadas em movimento por performers. As peças escultóricas traduzem a fronteira entre a natureza inanimada do objeto e o vigor do corpo humano, com uma potencialidade de performatividade em inúmeras variações de formas visuais.

A artista Haegue Yang.

O processo artístico de Yang passa por uma pesquisa meticulosa, como fica evidente no papel de parede imersivo de “Alien Colloquial” [Estrangeiro Coloquial], obra desenvolvida especialmente para esta exposição, composta por grandes colagens abstratas. Cada colagem se debruça sobre um tema diferente, porém, seguindo uma estratégia recorrente na obra da artista de se preservar um certo hibridismo, há uma fragmentação dos motivos incorporados. Expandindo para temas como a arte e arquitetura, a natureza, a imigração, o crime, a música e a dança, a artista faz uso do conceito de “Estrangeiro Coloquial” como uma oportunidade para mergulhar em um estudo eclético e subjetivo sobre o Brasil, a partir da perspectiva de uma estrangeira.

Pensando sobre o que a artista chamou de “um território indomesticável”, ela convida o espectador a pensar sobre como os artistas viajam pelo tempo e pela geografia sem conquistar nada, em um ato de travessia muito distinto. Nas peças, Yang faz colagens em que reúne imagens de olhos, orelhas e mãos de personalidades como Tomie Ohtake, Mira Schendel, Lygia Clark, Cildo Meireles, Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer, Caetano Veloso e Maria Bethânia, formando um mosaico em que também observamos a Hello Kitty, paisagens, animais e frutas tropicais, instrumentos e máquinas, entre outros.

“Existem potentes diálogos entre a produção de Haegue Yang e a história da arte brasileira, que por sua vez conta com uma longa tradição de explorar a relação do objeto de arte com o cotidiano. A prática de Yang, porém, utiliza outras estratégias de transformação. Sua arte consegue apontar para estruturas sociais, culturais e econômicas, propondo linguísticas alternativas, bem como novas possibilidades de transposição, tradução e apropriação”, explica Jochen Volz, diretor geral da Pinacoteca.

A mostra conta também com a obra “Mesmerizing Mesh” [Malha hipnotizante] (2021), que tem sua ideia central construída a partir de orientações espirituais contra autoritárias, como o xamanismo. Embora sua pesquisa seja extensa, a produção de Yang gira em torno da materialidade do papel. O hanji, papel feito artesanalmente a partir da casca da amoreira, pode ser encontrado em diversas tradições artísticas ou ritualísticas em lugares como Japão e China. Para a produção inicial de ‘Mesmerizing Mesh’, a artista se concentrou em motivos e objetos do xamanismo, xintoísmo e rituais folclóricos usados para criar objetos reservados para ritos de purificação, cura ou exorcização. Ultimamente, as colagens foram exibidas em cenários multicoloridos tingidos à mão e gradualmente combinadas com motivos vegetais ou animais extraídos da tradição Eslava de wycinanki. Ao dobrar, cortar e perfurar hanji, Yang examina uma metodologia compartilhada entre artistas e xamãs de dar “saltos místicos” da matéria terrena para algo além.

Duas obras textuais de Yang completam a mostra: Uma cronologia de dispersão fundida – “Duras e Yun” (2018) e Uma cronologia de dispersão fundida – “Duras e Orwell” (2021). Os textos reúnem três personalidades históricas: a autora francesa Marguerite Duras (1914-1996), o compositor Isang Yun (1917-1995) e o autor inglês George Orwell (1903-1950). Yang faz um exame cronológico de incidentes na vida de três pessoas envolvidas/entrelaçadas com a colonização de países asiáticos e a Guerra Fria, entre outros eventos históricos. As duas obras oferecem uma oportunidade de conexão com as vidas complexas e atraentes dessas personalidades históricas que, ao mesmo tempo, refletem sobre a artista e seus complexos laços com a Ásia e a Europa. Os textos estão disponíveis via QR code e servem de material secundário para a exposição.

A exposição “Quase Coloquial” tem patrocínio de B3 – A bolsa do Brasil, na cota Platinum, e da Verde Asset Management, na cota Prata.

Sobre a artista

Haegue Yang é uma das artistas mais celebrados do nosso tempo, com uma larga pesquisa conceitual e trabalhos que incluem instalações, fotografia, esculturas, vídeo e texto. Respondendo ao espaço de exibição, a artista cria site-specifics que incorporam tanto a arquitetura do espaço expositivo como o material coletado no contexto. Seu refinado e particular tratamento da materialidade, combinado com o elegante senso de espaço e atmosfera, contribuem para suas instalações envolventes e ressonantes.

A artista participou da Bienal de São Paulo em 2006, apresentando peças como “Series of Vulnerable Arrangements – Blind Room” (2006), “Video Trilogy” (2004-2006) e “Storage Piece” (2004), agora consideradas entre seus trabalhos formativos mais significativos.

Yang foi a vencedora do prêmio Wolfgang Hahn Prize da Gesellschaft für Moderne Kunst, Museu Ludwig, Colônia em 2018 e o 13º Prêmio Benesse na Bienal de Singapura, em 2022. Seu trabalho foi apresentado em exposições solo nas seguintes instituições: MoMA, Nova York (2019); The Bass, Miami Beach (2019); South London Gallery (2019); Museum Ludwig, Colônia (2018); KINDL – Centro de Arte Contemporânea, Berlim (2017); Museu Nacional de Arte Moderna, Centro Georges Pompidou, Paris (2016); Leeum Museum of Art, Seul (2015); Museu Solomon R. Guggenheim, Nova York (2015); Tate Modern, Londres (2012) e Pavilhão Coreia do Sul, 53ª Bienal de Veneza (2009), entre outros.

Serviço:

Quase Coloquial

4.3.2023 a 28.5.2023

Pinacoteca Contemporânea – Galeria Praça

Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 18h

Ingresso: inteira, R$20,00 – meia: R$10,00

Nos primeiros 30 dias, a entrada para visitação das exposições não será cobrada.

(Fonte: Pinacoteca de São Paulo)

FIEC unifica unidades e anuncia ampliação

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O prefeito Nilson Gaspar, o secretário municipal de Educação, Heleno Luiz Jr. (à esquerda), e o superintendente da FIEC, Geraldo Garcia, anunciaram as novidades em coletiva à imprensa. Foto: Eliandro Figueira.

A FIEC (Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura) será unificada no prédio da unidade I, localizado no Jardim Regina. A nova FIEC também passará por uma obra de ampliação. O prédio da unidade II, localizado no bairro Cidade Nova, será incorporado à Rede Municipal de Ensino e abrigará uma EMEB (Escola Municipal de Ensino Básico) de período integral, com capacidade para 512 alunos. O prefeito Nilson Gaspar, o secretário de Educação, Heleno da Silva Luiz Jr., e o superintendente da Fundação, Geraldo Garcia, reuniram a imprensa na manhã de 7 de fevereiro para anunciar as novidades. A entrevista coletiva foi realizada no Gabinete do Prefeito.

De acordo com o prefeito, a FIEC está passando por um momento de evolução. “Hoje, a FIEC está presente em várias cidades de nossa região e tem uma parceria forte com os governos estadual e federal, mas já estamos pensando para os próximos 10 anos, colocando em prática o projeto FIEC 4.0”, ressaltou. “Só no ano passado, entre comércios, empresas e prestadores de serviços, chegamos a quase 3.000 novas empresas em Indaiatuba e a FIEC é um fator determinante para a formação de mão de obra qualificada para atender a demanda. Sabemos da importância da FIEC para o município e estamos sempre buscando formas de melhorá-la ainda mais. Vamos fundir a FIEC I e II e evoluir para uma única e nova FIEC, que possibilitará a otimização do quadro de custeio e melhorar a proximidade dos funcionários, professores e alunos”, explicou o prefeito.

Gaspar explicou que, além da redução de custos de manutenção, a proposta de reunir os cursos em um único prédio também foi motivada pelas restrições do imóvel com suas estruturas antigas e características históricas, o que dificulta a implantação de inovações e laboratórios necessários aos cursos sem recorrer a grandes reformas. Com sede única, a direção da FIEC reduzirá os cursos com a duplicidade de serviços contratados para atender a portaria, serviços gerais, manutenção e cantina. A unificação das unidades ainda facilitará a gestão administrativa da fundação.

Imagem renderizada da nova FIEC.

A mudança dos cursos para o jardim Regina já foi iniciada neste semestre e o prédio ganhará um anexo com um projeto moderno e funcional para atender a demanda dos cursos. Já foi aberto o edital para a licitação da obra do novo prédio, que ocupará a área do atual estacionamento.  O anexo terá 2.432m² e construção receberá um investimento no valor de R$11,6 milhões. A previsão é de que a ampliação esteja concluída em maio de 2024.

Com o novo prédio, a FIEC terá capacidade para atender simultaneamente até 1.640 alunos por período, com 19 cursos em diversas áreas de formações técnica, tecnóloga, pré-vestibular, especializações e cursos rápidos.

Fundada em outubro de 1985, a FIEC iniciou as atividades no Ginásio Municipal de Esportes, onde permaneceu até 1988, quando mudou-se para o prédio da Cidade Nova. Em 2021, inaugurou a sede atual no Jardim Regina e manteve as duas unidades até 2022.

Para o superintende da FIEC, há uma revolução acontecendo rumo aos 40 anos da FIEC. “Além do desafio de atender mais 15 cidades através do Novotec e o interesse das empresas nos treinamentos sob medida, a unidade já está com cara nova, com laboratórios mais modernos do que os que existiam na antiga unidade. Um novo acesso será criado, inclusive valorizando o novo prédio, que quando entregue, também vai apresentar o memorial nesse novo momento. Isso é só o começo”, avisou.

O prédio da unidade I, no Jardim Regina, conta atualmente com 5.163,77m², com auditório; biblioteca; 26 salas de aula, sendo 16 laboratórios; sala Coworking; sala Google for Education e polo de inclusão digital. São disponibilizados os cursos técnicos em Administração, Análises clínicas, Design de interiores, Edificações, Enfermagem, Farmácia, Gastronomia, Informática,  Informática para web, Logística, Mecatrônica e Química e tecnólogo em processos químicos, além de cursinho pré-vestibular e cursos de Informática básica e extracurriculares.

Incluindo o Programa Novotec, a FIEC tem previsão de atender mais 3.354 estudantes. O Polo Novotec conta com 2.566 alunos distribuídos em Indaiatuba, Americana, Cabreúva, Campinas,  Cosmópolis, Hortolândia, Itatiba, Itu, Itupeva, Jundiaí, Mogi-Guaçu, Monte Mor, Sorocaba, Sumaré e Votorantim.

(Fonte: Prefeitura de Indaiatuba)

Nova exposição do MAM traz recorte da arte abstrata brasileira

São Paulo, por Kleber Patricio

Paulo Pasta – Sem título [Untitled] – 1997.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo estreia em 2 de março, na Sala Paulo Figueiredo, a exposição “Diálogos com cor e luz”. Com curadoria de Cauê Alves e Fábio Magalhães, a mostra traz um recorte da arte abstrata na coleção do MAM, com foco nas relações entre cor e luz na pintura brasileira da segunda metade do século 20.

O corpo da exposição é formado por pinturas dos artistas Abraham Palatnik, Alfredo Volpi, Almir Mavignier, Amelia Toledo, Arthur Luiz Piza, Cássio Michalany, Hermelindo Fiaminghi, Lothar Charoux, Luiz Aquila,  Lygia Clark, Manabu Mabe, Marco Giannotti, Maria Leontina, Maurício Nogueira Lima, Mira Schendel, Paulo Pasta, Rubem Valentim, Sérgio Sister, Takashi Fukushima, Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Wega Nery e Yolanda Mohalyi.

“A exposição trata da sensibilidade cromática, dos campos de vibração de luz e da temporalidade, assim como da construção de espaços e atmosferas a partir da cor”, explica Cauê Alves, curador-chefe do MAM. “Agrupamos no espaço várias gerações de artistas, sem privilegiar tendências nem estabelecer ordem cronológica. Misturamos tempos e linguagens, para incentivar nosso olhar à percepção de semelhanças e diferenças entre as várias poéticas visuais nos diversos tratamentos da luz e da cor”, completa Fábio Magalhães, membro do conselho do MAM São Paulo.

Amélia Toledo (São Paulo, SP, 1926 – São Paulo, SP, 2017) – “Branco”, 1995 – acrílica sobre tela – coleção MAM São Paulo – doação do artista, 1995.

A expografia realizada pelo arquiteto Haron Cohen dividiu a Sala Paulo Figueiredo com painéis radiais, em referência ao disco de cores, um experimento óptico de Isaac Newton (1643-1727) publicado em 1707 em seu livro Opticks. Na publicação, o matemático e físico inglês demonstra, por meio de um disco de sete cores (vermelho, violeta, azul índigo, azul ciano, verde, amarelo e laranja), sua teoria de que a luz branca do Sol é formada pelos matizes do arco-íris.

A curadoria busca trazer ao público a cor e a luz como expressões autônomas, como valores em si mesmas, e não como algo que busca representar ou estabelecer relações de similitude com o mundo real – o azul do céu, por exemplo.

“Na pintura abstrata, há múltiplas abordagens de cor e luz como linguagem pictórica: de harmonia, ruptura, contraste, continuidade, complementaridade, variação tonal e vibração, entre tantas outras formas de expressão. A luz estabelece as tonalidades e atua nas relações cromáticas e na construção do espaço”, explica Magalhães.

Maria Leontina – Pintura – 1967.

Abraham Palatnik, em seu “Aparelho Cinecromático” (1969/86), apresenta cores-luzes em movimentos construídos a partir de máquinas e lâmpadas, enquanto outros artistas mais próximos da tradição construtiva e da op art, como Hermelindo Fiaminghi, Lothar Charoux e Maurício Nogueira Lima, se valem de formas geométricas e cores mais estáveis para estruturar suas composições. Com certa recorrência, Charoux explora fundos escuros e sombras de onde surgem raios luminosos. Seja de modo mais gráfico, como nos cartazes de Almir Mavignier, seja na simbologia de matriz africana de Rubem Valentim, a cor estrutura a composição.

Mira Schendel utiliza elementos gráficos em sua composição, mas, como explica Alves em seu texto curatorial, não renuncia ao ecoline nem à luz da folha de ouro para tratar de questões metafísicas. Já a tela “Branco” (1995), de Amélia Toledo, traz uma luz que emana do encontro da tinta com a textura da tela. Arthur Luiz Piza obtém a luz em suas gravuras por meio de incisões geométricas em placas de metal; algumas se assemelham a mosaicos e transbordam para o espaço tridimensional. Alfredo Volpi, o mestre da cor, principalmente com seus mastros e quadriculados, insinua movimentos e veladuras sobre a tela, fazendo com que quadrados ou retângulos se deformem. O verde luminoso de “Composição” (1953), de Lygia Clark – do momento inicial de sua trajetória, quando ela se dedicou à pintura –, contrasta com as linhas e as formas claras e escuras que flutuam na tela.

Ainda segundo o curador, Maria Leontina e Tomie Ohtake também se aproximam de modo sensorial da geometria, e a cor é um dos fundamentos de suas pinturas. Leontina se vale de planos de cor e movimentos para imprimir uma dimensão temporal a seu trabalho. Já Ohtake, em especial na grande tela de 1989, usa contornos irregulares para dar forma a um círculo iluminado que pulsa de um fundo azul profundo, indicando um movimento de expansão de um possível corpo celeste. Manabu Mabe, Takashi Fukushima, Luiz Aquila e Thomaz Ianelli se aproximam do informe, de um universo da caligrafia, numa abstração ora mais espontânea, ora mais controlada. Os movimentos e gestos evidentes em seus trabalhos guardam a cor e a luz como alicerces que sustentam o conjunto. Wega Nery e Yolanda Mohalyi se aproximam de uma abstração expressionista, lírica e gestual, mesmo que possa existir uma dimensão projetual em suas telas, com manchas mais retangulares.

Lothar Charoux (Viena, Áustria, 1912 – São Paulo, SP, 1987) – “Círculos V”, 1971, guache e acrílica sobre papel colado sobre madeira.

Cássio Michalany, em vez de pintar formas, faz com que o chassi de sua pintura indique o formato da tela. Com poucos elementos, uma única cor homogênea assume o protagonismo de seu trabalho. Sérgio Sister chama atenção para o plano e sua pintura explora texturas, brilhos e luminosidades que guiam o olhar do observador. Paulo Pasta trabalha as relações entre tons, cores e luzes a partir de formas recorrentes em sua obra, uma espécie de colunas. Por meio de composições equilibradas, é como se o tempo fosse momentaneamente suspenso até que a espessura das cores e das luzes seja efetivamente percebida. As pinturas de Marco Giannotti, um estudioso da cor, ficam entre a figuração e a abstração e exploram imagens de janelas, grades e estruturas das quais emanam luzes que parecem vir do interior da tela.

“Em uma época em que os discursos e as narrativas estão entranhados no interior da produção artística, em que inclusive as cores parecem ser dominadas por sentidos objetivos que a determinam tanto política quanto simbolicamente, reafirmar sua autonomia pode parecer algo retrógrado. Entretanto, os diálogos com a cor e a luz, assim como com os vínculos da cor com o espaço, a estrutura e o tempo, podem ampliar as possibilidades de compreensão da arte além do aqui e agora e recolocar a ambiguidade e a abertura de sentidos da arte”, reflete Cauê Alves.

Magalhães relembra ainda que, no século passado, o MAM São Paulo desempenhou um papel significativo na introdução e na difusão das tendências abstracionistas no Brasil. “Dois exemplos merecem ser citados: a mostra inaugural do museu, ‘Do Figurativismo ao Abstracionismo’, realizada em março de 1949 por Léon Degand (1907-1958) – que contrariou o próprio título ao reunir apenas obras abstratas, entre elas cinco telas de W. Kandinsky –, e a exposição Ruptura, em dezembro de 1952, que deu início ao movimento concretista na arte brasileira, com a publicação de seu manifesto”, ele conta.

Tomie Ohtake (Kyoto, Japão, 1913 – São Paulo, SP, 2015) Sem título, 1996 acrílica sobre tela coleção MAM São Paulo doação anônima, 1999.

Na ocasião da abertura (2/3), o MAM lança o catálogo bilíngue da exposição, com textos em português e inglês, e a reprodução integral de imagens das 73 obras. A publicação reúne textos assinados por Elizabeth Machado, presidente do MAM, Cauê Alves, curador-chefe do museu, e Fábio Magalhães, conselheiro do museu e curador da exposição. Além das imagens e textos, o catálogo também apresenta a reprodução de um desenho do arquiteto Haron Cohen, referente ao projeto expográfico que desenvolveu para a exposição.

“Diálogos com cor e luz” integra uma programação de comemorações do MAM, com os 75 anos do museu e os 30 anos de seu Jardim de Esculturas.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

Serviço:

Diálogos com cor e luz [coletiva com  Abraham Palatnik, Alfredo Volpi, Almir Mavignier, Amelia Toledo, Arthur Luiz Piza, Cássio Michalany,  Hermelindo Fiaminghi, Lothar Charoux, Luiz Aquila,  Lygia Clark, Manabu Mabe, Marco Giannotti, Maria Leontina, Maurício Nogueira Lima, Mira Schendel, Paulo Pasta, Rubem Valentim, Sérgio Sister, Takashi Fukushima, Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Wega Nery e Yolanda Mohalyi]

Abertura: 2 de março, quinta-feira, às 19h

Período expositivo: 2 de março a 28 de maio de 2023

Curadoria: Cauê Alves e Fábio Magalhães

Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo, Sala Paulo Figueiredo

Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)

Ingressos: R$25,00 inteira e R$12,50 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser.

*Meia-entrada para estudantes, com identificação; jovens de baixa renda e idosos (+60). Gratuidade para crianças menores de 10 anos; pessoas com deficiência e acompanhante; professores e diretores da rede pública estadual e municipal de São Paulo, com identificação; sócios e alunos do MAM; funcionários das empresas parceiras e museus; membros do ICOM, AICA e ABCA, com identificação; funcionários da SPTuris e funcionários da Secretaria Municipal de Cultura.

Telefone: (11) 5085-1300

Acesso para pessoas com deficiência

Restaurante/café

Ar-condicionado

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(Fonte: a4&holofote comunicação)

Palco Carioca apresenta “Dança Frágil”, da Cia Híbrida, no Espaço Tápias

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Elisa Lopes.

Desde fevereiro de 2023, o Palco Carioca, primeiro circuito do Festival Dança em Trânsito, vem contando com apresentações de importantes companhias e grupos cariocas de dança, sempre aos sábados e domingos, na Sala de Espetáculos Maria Thereza Tápias, situada no Espaço Tápias, na Barra da Tijuca. O projeto segue até abril, sempre com diferentes atrações.

Para iniciar o mês de março, a Cia. Híbrida irá mostrar “Dança Frágil”, trabalho que recebeu o Prêmio Funarj de Dança, concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e Funarj. São apenas duas únicas apresentações, no Espaço Tápias, dias 4 e 5 de março, às 20h. A concepção e direção geral são de Renato Cruz.

Sobre “Dança Frágil” – Sinopse

O papa era pop. O papa morreu, a rainha também. E o rock? Dancinha é pop, coreô é top. Só dá trend no tik tok. A dança, manifestação humana efêmera por sua natureza, se atualiza no passar das eras. A noção de dança social se redimensiona no tempo das redes virtuais. Novos modos de produzir trazem consigo velhas e novas questões. Quanto tempo dura uma dança? Qual a validade de um passo? Como se transmite? O que viraliza? E o quê que muda no corpo de quem dança? Muda para que corpo? Quais corpos são permitidos de se dançar, quais corpos perduram nas amarras das violências de tantos tipos?

“Dança Frágil”, a mais nova obra da Companhia Híbrida, propõe pensar sobre temas como moda e “descartabilidade”. Questiona os caminhos de criação e transmissão de dança no mundo como ele é hoje: veloz e hiperconectado.

Ficha Técnica “Dança Frágil”

Concepção e direção geral: Renato Cruz

Coreografia: Aline Teixeira, Renato Cruz

Direção de produção: Steffi Vigio

Intérpretes criadores: Jefte Francisco, Luciana Monnerat, Mariah de Castro (Margot), Fábio de Andrade e Yuri Braga.

Design Gráfico: Isabela Schubert

Assessoria de Iluminação: Gil Santos

Apoio: GEFEP

Teaser aqui.

Foto: Elisa Lopes.

Sobre a Cia. Híbrida | Criada em 2007 e dirigida por Renato Cruz, a Híbrida é hoje uma das mais atuantes companhias de dança do Brasil. Recebeu diversos prêmios, como Funarte de Dança Klauss Vianna, Fundo de Apoio à Dança, Fomento à Cultura Carioca e O Boticário na Dança, entre outros. A Cia. já dançou em inúmeros festivais, mostras e temporadas por todo o Brasil e apresentou suas obras em vários países. Em 2017 e 2018, a Híbrida foi Cia. residente em Le CentQuatre, Centro Cultural situado em Paris. Em 2018, a Híbrida estreou “Ininterrupto”, por meio do Prêmio Iberescena, e recebeu o prêmio Cesgranrio de Melhor Espetáculo em 2019. Ainda em 2019, realizou importante residência de criação em Parc de La Villette (Paris) para criação de seu novo trabalho: “Contenção”, considerado um dos melhores do ano pelo Jornal O Globo. Por seis anos consecutivos, a Cia. Híbrida teve suas obras figurando entre os Melhores da Dança do Jornal O Globo (2014 – “Olho Nu”, 2015 – “Non Stop”, 2016 – “Espaço Tempo Movimento’, 2017 – “Toque, 2018” – “Ininterrupto”, 2019 – “Contenção”).

Sobre o diretor Renato Cruz | Graduado em Dança com especialização em Artes Cênicas, Renato Cruz é mestre em Artes Cênicas pela Unirio e Doutorando pela mesma instituição. É diretor artístico da Companhia Híbrida, que dançou em mostras e festivais por todo o Brasil, além de temporadas em diversos países. Com a Cia., o coreógrafo recebeu diversos prêmios e esteve entre os 10 melhores espetáculos de Dança pelo jornal O Globo nos anos de 2014 a 2019. Artista residente de Le Cent Quatre em 2017 e 2018 e, também, artista residente de Parc de La Villette, ambos centros coreográficos situados na França. É diretor artístico da Arena Híbrida, Festival de Hip Hop com 13 edições realizadas, e fundador e diretor do projeto social “Arte é o Melhor Remédio”.

Dança em Trânsito

Em 2023, o Dança em Trânsito circulará, durante o ano inteiro, por aproximadamente 33 cidades brasileiras e uma cidade estrangeira. Vai selecionar artistas e companhias brasileiras de norte a sul do Brasil para compor a programação das cidades e receber artistas e companhias internacionais.

Foto: Acervo Estúdio Tápias.

Há 20 anos, o projeto reúne apresentações artísticas, formação, capacitação, reflexão e intercâmbio entre grupos de dança de diversas cidades do Brasil e do mundo. O festival, realizado em circuitos, possibilita trocas de experiências entre artistas nacionais e internacionais convidados, e incentiva o desenvolvimento das linguagens da dança.

Em tempo: O projeto de aulas de manutenção para profissionais de dança, que acontecem todas as sextas-feiras no Espaço Tápias, das 13h às 14h30, de forma gratuita para participação de profissionais de dança e artes cênicas, também conta com artistas cariocas em parceria com o Dança em Trânsito.

Sobre o Espaço Tápias

O novo Espaço Tápias, inaugurado em 30/4/2022 na Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, nasce com o propósito de transformar vidas, dar oportunidades e realizar sonhos. O Espaço Tápias disponibiliza salas para aulas e uma sala para espetáculos e outros encontros envolvendo arte – a Sala Maria Thereza Tápias. É uma organização que visa favorecer, divulgar e oportunizar a dança, com foco na dança contemporânea e em seus segmentos.

A disposição para incentivar a criação, promover performances, estimular talentos e fomentar pesquisas são posturas e projetos valiosos para quem se dedica à dança e permeiam todas as suas ações. Com a nova sede, contribui para o desenvolvimento e a expansão da dança, com ênfase na dança contemporânea, no Brasil e no mundo.

A nova sede inaugurou nova etapa da jornada do Espaço Tápias, abarcando o que já é realizado até agora e lançando-o em novas empreitadas para que, juntos, o espaço e todos os amantes de dança e outras artes, possam trilhar novos caminhos e oferecer mais espaço à arte.

Programação Palco Carioca – primeiro circuito do projeto Dança em Trânsito

MARÇO:

4 e 5/3 – Cia Híbrida – Renato Cruz com “Dança Frágil”

11 e 12/3 – Renata Costa e Samuel Frare com “Balão de oxigênio para mergulhos amorosos”

18 e 19/3 – Paula Águas, Toni Rodrigues e Betina Guelmann

“Seis Propostas para o Silêncio”

25 e 26/3 – Bruno Cezario com “Triz”

ABRIL:

1 e 2/4 – Marcia Milhazes Companhia de Dança com “Paz e Amor”

8 e 9/4 – Cia Étnica de Dança – Carmen Luz com “Sankofa”

15 e 16/4 – Laso Cia de Dança – Carlos Laerte

22 e 23/4 – Esther Weitzman Companhia de Dança com “ O que imagino sobre a morte”

29 e 30/4 – Regina Miranda e Atores Bailarinos com “Naitsu- Noites com Murakami”.

Serviço:

Palco Carioca

Temporada: 11 de fevereiro a 30 de abril

4 e 5/3 – Cia Híbrida – Renato Cruz com “Dança Frágil”

Local: Espaço Tápias – Sala de espetáculos Maria Thereza Tápias

Dias: sábados e domingos – às 20h (espetáculos adultos) e 16h (espetáculos infantis)

80 lugares

Ingressos: Inteira $30,00 / Meia $15,00 – pela plataforma Sympla

Endereço: Av. Armando Lombardi, 175 – 2º andar – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ).

(Fonte: Claudia Tisato Assessoria de Imprensa)